Vantagem competitiva da flexibilidade via



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Vantagem competitiva da flexibilidade via Tecnologia da Informação: um modelo de auditoria e estudo de caso no pólo automotivo paranaense

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Capítulo 1 - Introdução


A única coisa de certo é a mudança”

(Heráclito)
1.1 – Importância da flexibilidade e da Tecnologia da Informação (TI) no processo de reestruturação produtiva.
O mundo tem passado por grandes transformações aceleradoras de mudanças de caráter econômico, tecnológico, político e social. Uma das palavras em maior evidência no mundo de hoje é MUDAR. Mudam-se sistemas e estruturas.
A necessidade intensa de mudança tem gerado grande perplexidade nas pessoas e nas organizações. Se antes, a velocidade pequena de mudanças gerava conflitos, hoje, em ritmo alucinante, gera crises pessoais e organizacionais que, se bem equacionadas, podem se transformar em fatores-chave de sucesso.
O grande processo de transformação dos últimos vinte anos representa uma quebra de paradigmas mundiais no plano social, econômico, técnico e organizacional e culmina em nova configuração do padrão de desenvolvimento, marcada por fortes mudanças de caráter estrutural. Alteram-se as estruturas econômicas dos países e as formas de atuação e interação entre os agentes econômicos. Desenvolvem-se novos modelos de divisão internacional do trabalho, mercados, processos produtivos e formas de concorrência.
A microeletrônica e a microinformática avançadas em conseqüência do desenvolvimento científico e tecnológico, observado a partir da década de 70, correspondem a um traço forte e comum neste grande processo de reestruturação. Desencadeia-se uma evolução, sem precedentes, dos processos de automação industrial e da tecnologia da informação (TI). No novo paradigma tecnológico, a TI é energia básica para a formação de ciclos econômicos que têm como suporte os investimentos em inovação de produtos e processos. Havia, recentemente, um conjunto de arranjos sociais e institucionais, definidos pela produção em massa, baseado no baixo custo do petróleo. Para Perez (1985:41), as novas bases competitivas necessitam de outro paradigma, sustentado numa interação apropriada, com novo sistema de tecnologias flexíveis, baseado no custo baixo da eletrônica.
As bases conceituais e materiais do capitalismo atual se encontram em franca transformação. O sistema de produção em massa de produtos padronizados não é mais hegemônico. As condições técnicas e estruturais transferem a hegemonia para sistemas flexíveis de produção, ligados, em sua maioria, à fabricação de produtos de precisão, produtos feitos sob medida e produtos de alta densidade tecnológica. (Buiar, 1994:24)
Se na base desse movimento está uma revolução tecnológica, não há como ignorar que seus desdobramentos traduzam um fenômeno mais amplo e complexo, de caráter econômico, social e político, agregando novas questões, tais como: alterações na natureza das relações intra e interfirmas, mudanças nas estratégias competitivas, diversificação das linhas de produtos, desintegração vertical (que pode vir associada à especialização); alterações no tamanho das plantas, novos ramos industriais e novas qualificações; alterações na organização social e espacial dos processos de produção e constantes alterações no perfil da demanda.
Toffler (1985), através de seu relatório secreto preparado para a AT&T, em 1972, previa a necessidade de mudanças radicais na organização das grandes corporações que enfrentassem as grandes transformações que ocorreriam na sociedade. As providências, então profetizadas por Toffler, seriam a descentralização e a flexibilização, com o intuito de tornar as organizações adaptáveis às rápidas mudanças provocadas, basicamente, pelo surgimento das novas tecnologias (computadores, comunicação, biotecnologia, novos materiais, inteligência artificial, e outras).
Para Drucker (1995:43-57), o mundo estaria passando por uma transformação aguda, como as que têm ocorrido a cada poucos séculos, quando, “numa questão de décadas, toda a sociedade se rearranja: a visão de mundo, os valores básicos, as estruturas sociais e políticas, as artes, e instituições básicas...” e “...cada organização precisa embutir o gerenciamento das mudanças em sua própria estrutura”.
A este processo de transformações, as empresas vêm respondendo, através da reestruturação.
Reestruturação produtiva quer dizer alteração, mudança na estrutura. Num sentido amplo, refere-se à estrutura econômica como um todo e suas entidades regulamentadoras (legislação e regulamentação de mercados, direitos trabalhistas, direitos de consumidores, papel do estado e mercado financeiro).
Já o processo de reorganização está vinculado a objetivos urgentes, tais como: eliminar tempos improdutivos, reduzir custos, melhorar a qualidade, aumentar a flexibilidade organizacional e a flexibilidade de produtos e processos. Essa receita é imposta pelos novos contornos da concorrência internacional entre empresas – mais intensa e sob condições mais incertas – e torna-se estratégica à medida que as fronteiras vão sendo ampliadas em direção à globalização.
As novas tecnologias que permitem a propagação de máquinas e equipamentos de multiuso se, pelo lado do consumidor, representam o acesso mais fácil ao consumo de produtos cada vez mais diversificados e capazes de atender às exigências e preferências específicas, pelo lado do produtor, traduzem maior facilidade e ampliação do leque de produtos, aceleram sua renovação ou substituição, propiciam a oferta de produtos com qualidade padronizada e o alcance de demandas, que antes eram tidas como anti-econômicas pela escala de produção (Souza, 1993).
O atual momento é caracterizado pela quebra da hegemonia da produção em série e da economia de escala. Inicia-se uma fase de grandes mudanças tecnológicas propulsoras de novas bases competitivas tais como: economia de escopo, layout celular, avanço tecnológico em telecomunicações e difusão da microeletrônica, maior proximidade do mercado consumidor e flexibilidade de produção e comercialização. Estas mudanças têm aberto nova corrente de análises sobre os recursos necessários à real competitividade das organizações.
Esta nova fase técnica-econômica foi batizada por Toffler (1980) como a “Terceira Onda – A Revolução da Informação", por Gunn (1993) como “Empresas de Classe Mundial” e por Morrison (1997) como “A Segunda Curva” apresentando como traço comum, a superação de um padrão de acumulação capitalista (produção em série, economia de escala, centralização, padronização e especialização) por outro onde as bases da competitividade são muito mais dinâmicas e abrangentes, dada a velocidade das mudanças em conseqüência da aceleração tecnológica.
A mudança da base competitiva, considerada até o momento, altera o processo de formulação de estratégias que resultam em Vantagens Competitivas para as empresas. Amplia-se o escopo para tomada de decisões, tanto pelo aumento do volume de informações envolvidas quanto pela amplitude destas informações, que rompem diferentes barreiras até mesmo geográficas. E, se por um lado a evolução tecnológica tem assegurado maior armazenamento, processamento e segurança de dados, por outro, o volume destes dados, necessários à escolha mais eficaz, traz maiores riscos e incertezas no processo de tomada de decisão.
Frente ao ambiente de elevada interatividade e complexidade, constata-se a dependência crítica das informações. Elas passam a ter um papel fundamental nas organizações, possibilitando melhor e mais rápida percepção das mudanças, maior flexibilidade para se reposicionar e redefinir os próprios negócios e maior rapidez e agilidade de resposta às novas necessidades.
Portanto, uma das principais tarefas de uma organização, independendo do tamanho, é saber detectar e gerenciar a informação eficaz, em busca de melhor posicionamento estratégico no espaço competitivo no qual atua.
Resumidamente, a informação tem seu emprego fortalecido no processo de definição das estratégias organizacionais, no suporte à execução das estratégias definidas e está, amplamente desenvolvida no processo de integração entre definição e execução. (McGee & Prusak, 1994) Em razão da volatilidade dos ambientes econômicos, políticos e sociais, as estratégias empresariais precisam ser dinâmicas e proativas, de modo que, a flexibilidade potencializada pela tecnologia da informação entre como fator preponderante, para o processo de reavaliação rápida e eficaz das estratégias que realmente levam ao alcance dos objetivos de competitividade das organizações. Em ambiente caracterizado por mudanças acelerativas, a flexibilidade posiciona-se ao lado do tempo, do custo e da qualidade, como fator-chave de sucesso empresarial.
Em conseqüência dessas transformações aceleradas, as empresas precisam questionar e reformular constantemente as estratégias de competitividade, a organização interna e as interações que permeiam a cadeia de relações da qual fazem parte. O objetivo principal é a garantia da capacidade competitiva das organizações, mediante à multiplicidade de transformações.
Se por um lado a mudança pode representar, para as organizações, oportunidades de crescimento e inovação, por outro pode representar ameaças, desequilíbrios e perda da competitividade.
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Fonte

BUIAR, Denise Rauta. Vantagem competitiva da flexibilidade via Tecnologia da Informação: um modelo de auditoria e estudo de caso no pólo automotivo paranaense. Florianópolis, 2000.






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