Universidade estadual de campinas


Instituto de Filosofia e Ciências Humanas



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Instituto de Filosofia e Ciências Humanas

H563

MÉTODOS GERENCIAIS E PERCEPÇÃO DOS TRABALHADORES: ANÁLISE DOS MECANISMOS DE CONTROLE DO TRABALHO


Juliana Vieira Araújo (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Ângela Maria Carneiro Araújo (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O processo de reestruturação produtiva, ao introduzir mudanças tecnológicas e organizacionais no processo produtivo, implementa uma nova forma de usar a força de trabalho. Simultaneamente a este processo de mudanças, desenvolvem-se novas formas de controle do trabalho, as quais, atualmente, voltam-se sobretudo para a busca da adesão do trabalhador à ideologia gerencial. Através do estudo de caso de duas empresas do setor de linha branca, busco analisar de que forma o trabalhador percebe este nova realidade no âmbito fabril, principalmente com relação aos novos métodos gerenciais. A partir desta análise, pretendo compreender que tipos de mecanismos de controle do trabalho têm sido utilizados no contexto da reestruturação produtiva.

Trabalho - Reestruturação produtiva - Controle

H564

NOVOS E ANTIGOS IMAGINÁRIOS ENTRE BRASIL E ALEMANHA: ALEMÃES E SEUS DESCENDENTES FACE ÀS POLÍTICAS CULTURAIS DO INSTITUTO GOETHE CURITIBA


Barbara Odebrecht Weiss (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Bela Feldman-Bianco (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A presente pesquisa procurou delinear como uma geração de jovens descendentes de alemães em Curitiba reelabora sua identidade face às políticas culturais promovidas por órgãos do Estado alemão. Para tanto a pesquisa desdobrou-se em duas fases, sendo que durante a primeira fase realizei pesquisa de campo em eventos da :”comunidade alemã” assim como enfoquei o discurso institucional. Foram entrevistados representantes de dois órgãos do Estado Alemão, do Instituto Goethe de Curitiba e do Deutscher Akademischer Austauschdienst (DAAD) em Curitiba. Já durante a segunda fase entrevistei jovens descendentes de alemães para compreender como a história da comunidade alemã, experiências pessoais na Alemanha e no Brasil, além dos referidos discursos institucionais articulavam-se para a produção de uma identidade ao nivel do eu. As políticas culturais dos órgãos alemães, ao possibilitarem uma vivência simbólica e concreta da Alemanha atual, permitem a estes jovens definirem sua identidade alemã, diferentemente do que ocorria com seus avós, sobre uma base essencialmente cultural e não étnica.

Política cultural - Alemães - Curitiba

H565

IMIGRAÇÃO ÁRABE: UM OLHAR SOBRE A RUA 25 DE MARÇO


Érica Mancuso Schaden (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Bela Feldman-Bianco (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A partir de um estudo etnográfico da rua 25 de Março, buscou-se compreender as formas de comércio, bem como a presença de atores que desempenham distintas atividades comerciais. Além do mapeamento deste fluxo comercial identificado, que está ligado a uma rede de comércio internacional e globalizada, a coleta de histórias de vida e o apoio de estudos estatísticos, demonstraram a importância desta rua em diversos momentos históricos, como geradora de uma ampla rede de fluxo comercial e de migrações. Assim, compreendemos que além do movimento de pessoas da própria cidade de São Paulo e de outras regiões do Brasil, a rua 25 de Março também foi ocupada por outras nacionalidades: sírios e libaneses em um tempo mais remoto, e atualmente chineses e, em menor número, coreanos e bolivianos. Em decorrência, a competição por um espaço físico e simbólico gerencia vários conflitos entre os diversos tipos de comerciantes, além dos sindicatos que representam as categorias de trabalho. Neste ínterim, buscou-se compreender em quais momentos a etnicidade, aliada nesta pesquisa à nacionalidade, era utilizada para legitimar os usos do espaço, e quando era para manter grupos de mesma nacionalidade, unidos em um mesmo setor comercial, em alguns casos através de redes de comércio ilegal, como o contrabando de mercadorias e falsificações.

Imigração - Espaço - Comércio

H566

MIGRAÇÃO FORÇADA E REFUGIADOS: ALGUMAS QUESTÕES CONCEITUAIS, SUAS IMPLICAÇÕES POLÍTICAS E O CASO BRASILEIRO


Felipe Dittrich Ferreira (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Bela Feldman-Bianco (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Sob uma ordem regrada pelo Direito os problemas de conceitução e jurisdição envolvem-se mutuamente. Uma regra se aplica a um caso na medida em que este possa ser enquadrado no interior de uma definição instituída legalmente. Não foge a esta regra o Direito Internacional dos Refugiados. Partindo dessas proposições a pesquisa aqui apresentada tomou por objeto de análise os conflitos envolvidos na definição do que venha a ser legitimamente um refugiado. Notou-se, em primeiro lugar, a estreita vinculação entre a noção de Direitos Humanos e o postulado legal do direito ao refúgio – com o que o direito universal ao refúgio surge como um primeiro passo na direção uma cidadania universal. Na contramão dessa tendência “imanente” ao Direito Internacional dos Refugiados, constatou-se que a partir da década de 80, na medida que o problema dos refugiados perdeu a conotação ideológica devida à Guerra Fria, o direito ao refúgio viu-se crescentemente confrontado por medidas restritivas dos Estados, tanto centrais como periféricos, com relação ao controle de suas fronteiras. O Brasil, frente a esse panorama, ocupa uma posição singular, tendo, em 1997, adotado uma lei liberal com relação ao acolhimento de refugiados – o que tem lhe valido uma posição de maior destaque junto ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). A pesquisa em tela fez uso de pesquisa de campo, junto às instituições dedicadas ao acolhimento e apoio aos refugiados na cidade de São Paulo, assim como de pesquisa bibliográfica e documental.

Direitos humanos - Refugiados - Soberania nacional

H567

Correio da Manhã e os trabalhadores urbanos do Rio de Janeiro


Ricardo de Lima Zollner Júnior (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Claudio Henrique de Moraes Batalha (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A pesquisa voltou-se à análise do modo como a chamada “questão social”, e as formas de organização dos trabalhadores em clubes e sociedades de diversos tipos apareceram no noticiário do jornal Correio da Manhã,durante o ano de 1907. Neste mesmo ano foi realizada a reforma policial na cidade do Rio de Janeiro e foi aprovada a lei de expulsão de imigrantes, proposta pelo deputado Adolfo Gordo. Tais fatos aumentaram as medidas repressivas sobre os trabalhadores urbanos, que foram bastante discutidas por operários ou simpatizantes destes na coluna operária do jornal. Através da leitura do jornal, teve-se como objetivo refletir sobre a construção de identidades de classe para além dos espaços restritos dos sindicatos e associações políticas, perseguindo o modo como estas podem se expressar em outras formas de associação – como os clubes dançantes, as irmandades religiosas ou os centros esportivos. Esta pesquisa esteve ligada também a um esforço mais geral desenvolvido pelos professores e pesquisadores ligados ao CECULT- Centro de Pesquisa em História Social da Cultura (IFCH/UNICAMP) ao colaborar no trabalho de alimentação coletiva de uma base de dados que referencie o noticiário destes clubes e associações de trabalhadores no período.

História social - Movimento operário - Rio de Janeiro

H568

VITRINE DE PAPEL: OS CLUBES E SOCIEDADES DE TRABALHADORES NO JORNAL “O COMBATE” (SÃO PAULO 1922 –1924)


Vinicius Nunes Veiga (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Cláudio Henrique de Moraes Batalha (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Busca-se neste projeto desenvolver uma reflexão sobre a construção de identidades de classe para além dos espaços restritos dos sindicatos e associações políticas, perseguindo o modo como estas podem se expressar em outras formas de associação – como os clubes dançantes, as irmandades religiosas ou os centros esportivos. Este projeto propõe-se a analisar o modo como os clubes e sociedades compostos por trabalhadores apareceram nos noticiários dos jornais Escolhemos como fonte privilegiada de análise o jornal paulistano “O Combate” no período de 1922 a 1924, mesmo não sendo estritamente operário, esse jornal, abria espaço para as agremiações principalmente na coluna “Movimento Operário”. A coluna sobre esportes também foi importante na nossa pesquisa, os clubes esportivos como o Palestra Itália e o Corinthians eram importantes espaços de sociabilidade entre os trabalhadores. Escolhemos esse período por se tratar de um dos mais importantes na história da Primeira República. É em 1922, por exemplo, que explode o movimento tenentista, funda-se o PCB, Arthur Bernardes é eleito sob protestos e empossado sob a decretação de estado de sítio e ocorre a Semana de Arte Moderna em São Paulo. Nossa pesquisa pretende também colaborar no trabalho de alimentação coletiva de uma base de dados que referencie o noticiário desses clubes e associações de trabalhadores no período, esta base de dados, sobre os espaços de sociabilidade da classe operária do Rio de Janeiro e de São Paulo formada em 1998 no CECULT do IFCH, busca formar um instrumento de pesquisa que permita investigar mais a fundo os espaços e as formas de sociabilidade operária no período.

Primeira República - Associações de trabalhadores - Movimento operário

H569

NOVA CAMPINAS, BAIRRO-JARDIM: O URBANISMO DO ENGENHEIRO JORGE DE MACEDO VIEIRA NO BAIRRO NOVA CAMPINAS


Marina Varella Borges (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Cristina Meneguello (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O bairro Nova Campinas localizado na cidade de Campinas, SP, foi um projeto urbano proposto pelo urbanista Jorge de Macedo Vieira em 1945. Financiado pela Cia. Imobiliária Nova Campinas, o loteamento foi realizado aos moldes de um bairro-jardim inglês, porém, com alterações na proposta original inglesa. Implantado às margens do córrego Proença, o bairro atendia às propostas de Prestes Maia no Plano de Melhoramentos Urbanos para cidade de Campinas. Como bairro jardim, o plano incluía realizações de qualidade ambiental (ruas sinuosas, adaptação à topografia local, presença de uma densa massa arbórea), não horizontalidade da região, incluindo o uso estritamente residencial. A metodologia principal da pesquisa consistiu na análise de fontes primárias e secundárias em arquivos, bibliotecas, e entrevistas, levantamento fotográfico e comparação ao bairro Chácara da Barra, também projetado por Macedo Viera e ao bairro Guanabara, ambos em Campinas SP. Ao final do ano de 2004, após um longo processo de pedido para conservação das características originais, o Nova Campinas foi tombado pelo CONDEPACC (Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico Cultural da cidade de Campinas). O presente estudo acompanhou e assessorou o processo de tombamento, incorporando aos relatórios esse acontecimento. Assim sendo, os objetivos da pesquisa foram atingidos, pois resgatou os documentos da implantação do Nova Campinas e seu posterior desenvolvimento, até o momento significativo de seu tombamento.

Nova Campinas - Bairro Jardim - História da cidade e do urbanismo

H570

IMIGRAÇÃO ITALIANA: PERMANÊNCIAS E MUDANÇAS DAS PRÁTICAS SÓCIO-CULTURAIS ITALIANAS NA SOCIEDADE CAMPINEIRA


Cristiane Renata de Lima Prestes (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Edgar Salvadori de Decca (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Esta pesquisa visa reconstituir a construção da identidade italiana na comunidade dos distritos campineiros e vizinhos Sousas e Joaquim Egídio. Neste sentido, a partir de uma visão embasada na leitura do sociólogo Norbert Elias, demonstrou-se que o grupo outsider (os imigrantes) enfrentou dificuldades para se inserir à comunidade já estabelecida e daí sua exclusão através de mecanismos que proporcionaram uma forte união em torno de ideais que persistem até hoje, no discurso dos descendentes, de preservação das tradições e raízes. O uso de entrevistas orais, a freqüência a comemorações típicas e as pesquisas em periódicos e divulgações da região (como o Jornal Local) permitiram a reconstrução da memória coletiva sobre a história local e a percepção da identidade imposta pela comunidade estabelecida ou cunhada pelos próprios italianos e seus descendentes. Ademais, a confraternização dos ítalo-campineiros, através de festas, associações - como a Società Italiana de Mutuo Soccorso Lavoro e Progresso - e preservação de costumes como mecanismos de resistência à imposição de valores divergentes aos de seus ascendentes, contrapõe-se às teses de aculturação e assimilação completa do italiano à cultura brasileira.

Imigração italiana - Identidade - Memória

H571

IMAGINÁRIO E REPRESENTAÇÃO CULTURAL: OS DISCOS VOADORES NA IMPRENSA (1947-1962)


Rodolpho Gauthier Cardoso dos Santos (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Eliane Moura da Silva (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O projeto analisa a construção do imaginário e o surgimento de representações culturais em relação aos discos voadores e aos seres extraterrestres na imprensa brasileira, especialmente a revista semanal O Cruzeiro, entre 1947 e 1962. Pretende também perceber a relação entre o periódico e a Ciência, vislumbrando possíveis projetos e/ou concepções de divulgação científica. Os discos voadores só podem ser entendidos dento do contexto da Guerra Fria e, principalmente, da eminência de um conflito atômico. Através dos relatos de contatos com extraterrestres analisados pudemos detectar algumas preocupações históricas, já que, ironicamente, eles dizem muito mais sobre a vida dos terráqueos naquele momento do que sobre supostos visitantes alienígenas. O Cruzeiro tem uma postura francamente sensacionalista e apocalíptica sobre o assunto até meados de 1955. Isso começa a mudar com a aproximação da década de 60, quando o periódico assume um tom menos radical e passa a utilizar argumentação que se pretende científica. Diferentemente do que acontecia nos EUA, pudemos perceber uma grande colaboração e até afinidade de posições entre jornalistas e representantes das Forças Armadas Brasileiras. Tal constatação problematiza, pelo menos em nível nacional, o mito de que os Estados nacionais esconderiam e controlariam evidências de supostas visitas extraterrestres.

Imaginário - Discos voadores - O Cruzeiro

H572

JOSÉ LINS DO REGO E AS TRANSFORMAÇÕES NO NORDESTE AGRÁRIO


Mariana Miggiolaro Chaguri (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Elide Rugai Bastos (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Esta pesquisa toma como objeto privilegiado de estudo os romances Menino de Engenho (1932); Usina (1938) e Fogo Morto (1942) do escritor paraibano José Lins do Rego (1901-1957). Pretendemos, assim, analisar os contextos intelectuais e os processos sociais envolvidos na decadência dos engenhos e na ascensão das usinas na zona canavieira nordestina, explorando, em particular, o longo debate entre o romancista e o sociólogo pernambucano Gilberto Freyre (1900-1987). Para tanto, procuramos compreender a narrativa literária de José Lins acerca da decadência dos engenhos e da ascensão das usinas a partir de seu diálogo com estudos de sociologia rural os quais, assim como o romancista paraibano, elegeram como centro de suas preocupações os processos sociais envolvidos nas transformações da agroindústria canavieira na no Nordeste no período que se estende do final do século XIX até os anos 30 do século XX. Metodologicamente, adotamos as usinas e os engenhos como personagens não só em torno dos quais, mas especialmente a partir dos quais, as relações sociais ganham sentindo e se desenvolvem, o que nos permite realizar o diálogo entre a literatura e a sociologia, ampliando também nossa capacidade de compreender os paralelos e as intersecções entre a dinâmica estética do Regionalismo Nordestino e o processo social em questão.

José Lins do Rego - Pensamento social no Brasil - Sociologia rural

H573

CHEFIAS DOMÉSTICAS E VULNERABILIDADE SOCIODEMOGRÁFICA


Fabrício Kuriki (Bolsista IC/CNPq), Camila Antonino (Bolsista AT/CNPq) e Profa. Dra. Elisabete Dória Bilac (Orientadora), Núcleo de Estudos da População - NEPO, UNICAMP
Este trabalho insere-se no subprojeto Vulnerabilidade Sociodemográfica e Famílias em Regiões Metropolitanas Paulistas, o qual, por sua vez, integra o projeto temático Vulnerabilidade Sócio Demográficas em regiões metropolitanas paulistas: o caso de Campinas e Santos. Realizou-se uma análise comparativa entre as cidades de Campinas e Hortolândia, partindo-se do conceito de vulnerabilidade sociodemográfica. Tal noção possui um caráter multidimensional, pois envolve indivíduos, grupos e comunidades em planos diversos do bem-estar social, de diferentes formas e intensidades variadas. Procurou-se verificar em que medida o sexo do chefe do domicílio seria significativo de maior ou menor vulnerabilidade social do grupo familiar. Para esta análise, ainda exploratória, foram utilizados indicadores de renda e de escolaridade, tomados do IDH-1991-2000 e dados fornecidos pelo Censo 2000. A combinação de algumas variáveis pode ser considerada emblemática em relação à análise da vulnerabilidade sociodemográfica. Trabalhamos com algumas medidas estatísticas descritivas das variáveis citadas anteriormente, para verificarmos a situação dos arranjos domiciliares em Campinas e Hortolândia. Propomos um modelo linear geral para fazer uma análise de variância entre estes dois municípios, e analisar quais variáveis são significantes dentro deste modelo de vulnerabilidade.

Vulnerabilidade sociodemográfica - Chefias domésticas - Campinas e Hortolândia

H574

IDENTIDADES, CONFLITOS E NEGOCIAÇÃO. ESCOLHAS E TRAJETÓRIAS DE “COMPANHEIROS” DO MST


Camila Sobral Barra (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Emília Pietrafesa de Godói (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
No primeiro ano de pesquisas construímos um panorama das questões identitárias, dos conflitos e negociações que concernem os indivíduos-membros, atores de nosso campo de pesquisas, com a organização e os projetos do Movimento Sem Terra. Com a renovação da bolsa, neste segundo ano realizamos uma coleta e uma análise minuciosa de trajetórias de famílias do MST com o objetivo de contribuir para uma outra história do Movimento Sem Terra: a de seus indivíduos-membros e suas inserções no MST. Nossa pesquisa tem constatado que o Movimento coloca em marcha um processo de construção de um imaginário e um projeto, na maioria das vezes, inversos à expectativa dos acampados: os companheiros-militantes, em geral, investem na organicidade do MST e em um projeto de organização coletiva, enquanto os sem-terra-acampados e os assentados, em sua maioria, buscam projetos de autonomia familiar. Os motivos específicos que levaram estas pessoas a se engajarem no Movimento são diversos, mas, em geral, há um processo de busca por uma condição de vida melhor, de dignidade e a realização do “sonho” da posse da terra é a concretização dessa condição na qual não haverá mais patrões ou exploração, é nesse sentido que os indivíduos-membros rejeitam os projetos de coletivização: na direção de manter sua autonomia na produção familiar.

Identidades - Trajetórias - Movimento Sem Terra

H575

NOSSA TERRA, TERRA LIVRE: RELAÇÕES ENTRE PCB E OS TRABALHADORES RURAIS


Ricardo Colturato Festi (Bolsista PIBIC/CNPq), Prof. Dr. Fernando Antonio Lourenço (Orientador) e Maria do Socorro Rangel (Co-orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A pesquisa analisa as contradições e dilemas do PCB sobre o problema agrário no período da realização do Congresso Nacional Camponês, realizado em Belo Horizonte em 1961, até o Golpe Militar de 1964. As seguintes perguntas orientaram as etapas da investigação: 1) quais eram as teses oficiais do PCB sobre a questão agrária e a questão camponesa?; 2) quais foram as ações do PCB voltadas para a organização dos trabalhadores rurais?; 3) quais as formas de interação entre os militantes do PCB e os trabalhadores rurais? Para responder a essas questões, foram analisadas as seguintes fontes documentais: as teses e resoluções do PCB sobre o problema agrário; os relatos e as memórias dos militantes do partido; o jornal Terra Livre e a Série Dossiês, do arquivo do DEOPS-SP. O jornal Terra Livre, importante publicação periódica produzida pelos comunistas, não foi aqui tratado como um simples instrumento de divulgação das teses e resoluções do Partido, mas sim como uma forma de ação política que exigia um contato real e um processo de interação com os próprios trabalhadores rurais. Na seção "Conheça os seus Direitos" os pecebistas divulgavam as brechas da legislação brasileira e orientavam os camponeses na luta pela conquista e realização de seus direitos. Na seção "Cartas da Roça" encontram-se diferentes manifestações dos militantes do partido e dos trabalhadores rurais.

Comunismo - Camponeses - Questão agrária

H576

A EFETIVA PARTICIPAÇÃO DAS “TORCIDAS ORGANIZADAS” DE FUTEBOL NO AUMENTO DA VIOLÊNCIA NOS ESTÁDIOS BRASILEIROS E O SEU COMPORTAMENTO APÓS A VIGÊNCIA DO ESTATUTO DE DEFESA DO TORCEDOR


Jefferson Ferreira do Nascimento (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Gilda Figueiredo Portugal Gouvêa (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Acompanhamos no decorrer da década de 90 o fenômeno mundial de aumento da violência nos estádios das grandes metrópoles. Visto que, na década de 90 as “Torcidas Organizadas” passaram a ganhar espaço na mídia como produtores de violência e “massa de manobra política” financiada por dirigentes, um novo perfil de torcedor passa a ser exaltado e modelado, tanto pela mídia, como pelo clube – o sócio- torcedor. Esta tendência que se acentua a partir da segunda metade da década de 1990 pode ser um das várias explicações para a figuração constante das torcidas organizadas na mídia como produtores de violência. No entanto, estudando o caso, empiricamente com entrevistas pesquisas jornalísticas, e teoricamente com as teorias sociológicas sobre o assunto, percebemos que não se encontrou, no período da pesquisa, violência nos estádio mas, sim, nos seu arredores, tornando a violência difusa e dificultando, assim, a pesquisa. Além disso, os confrontos mais freqüentes passaram a ser entre facções de torcedores de um mesmo time e indivíduos sem comprovação de ligação com torcidas organizadas. Isso devido a articulação do aparato legal - o Estatuto de Defesa do Torcedor, Lei 10.671 de 15 de maio de 2003.

Futebol - Torcidas organizadas - Violência nos estádios

H577

EXISTE VESTIDO MAIS BONITO QUE O DA PRINCESA? O MITO DA ARROGÂNCIA DO CAMPINEIRO


Mariana Lima Marques (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Gilda Figueiredo Portugal Gouvea (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A presente pesquisa se insere na preocupação constante, mas ainda cheia de lacunas dos pesquisadores das Ciências Sociais no Brasil sobre o estudo das nossas elites. Para isso, propomos uma aproximação ao tema através do estudo do mito da arrogância das elites campineiras e dos seus moradores. Pretende-se, através do estudo de obras que versam sobre a história da cidade, encontrar as bases dessa impressão que os moradores aqui nascidos transmitem aos demais habitantes do estado de São Paulo. Os naturais da “Princesa d’ Oeste” têm consciência da impressão que passam aos outros paulistas, porém, muitas vezes, encaram o que esses consideram arrogância, como orgulho da cidade ou até mesmo ufanismo. Vê-se a relevância do problema na proposta de uma construção do perfil do campineiro e de suas elites, até então explicitado apenas em artigos avulsos em jornais da cidade, observando as bases que dão significado a existência desse mito, analisando a história de Campinas onde se encontrou então as pistas que embasam a existência da imagem do campineiro como o "arrogante do interior paulista”, e que representam as duas primeiras partes do estudo, onde se compreende a formação do mito durante a segunda metade do século XIX e sua transmissão através dos ícones construídos ao longo do século XX. Por fim, a conclusão se deu através de entrevistas, onde se contrastou as impressões de estudiosos da cidade e outros observadores da formação social do Brasil, onde a questão principal é a provação da continuação desse mito na sociedade campineira do século XXI, tão homogeneizada.

Elites de Campinas - Mito - Arrogância

H578

ETNOGRAFIA DO CAPITALISMO: O CASO DA RELAÇÃO GÊNERO/QUALIDADE DE VIDA EM UMA ORGANIZAÇÃO DE PESQUISA GOVERNAMENTAL


Michelle Franco Redondo (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Guilhermo Raul Ruben (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Ao buscar as representações do feminino dentro de uma organização de pesquisa governamental, procuramos entender como elas podem influenciar na relação gênero/qualidade de vida no ambiente de trabalho, para que dessa forma pudéssemos entender e avaliar melhor esse objeto estudado. O entendimento se fez importante através das representações, já que esse ambiente se distingue em sua forma de trabalho por se tratar de um centro de pesquisa, onde é exigido maior esforço intelectual do que físico. Foi imperativo metodológico a necessidade de se observar como a organização e as condições de trabalho, assim como as relações entre os trabalhadores,condicionam em grande parte a qualidade de vida das suas funcionárias. Para isso, usamos o método antropológico de pesquisa- a observação participante, aplicação de questionários e entrevistas. Com isso pudemos concluir que os indivíduos, na construção histórico-social das representações femininas, colocaram a qualidade de vida como um objetivo, e muitas vezes de uma forma idealizada e com padrões inatingíveis.

Etnografia do capitalismo - Representações do feminino - Qualidade de vida

H579

A VELHICE VAI À POLÍCIA: UM ESTUDO SOBRE VIOLÊNCIA ENTRE GERAÇÕES NA FAMÍLIA


Amanda M. Oliveira (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Guita Grin Debert (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP

A pesquisa objetiva compreender as formas que violência entre gerações denunciada nas delegacias de polícia adquire. Neste sentido, interessa analisar como a violência contra os idosos vem sendo representada na esfera policial, apreendendo a lógica que ordena o tratamento dado a esta situação específica quando se aciona a categoria “violência doméstica” para classificá-la. O estudo realizou-se no 3º Distrito Policial de Rio Claro/SP, no qual analisei os boletins de ocorrência e observei o comportamento de agentes policiais e vítimas. A análise quantitativa dos BO´s privilegiou vítimas com mais de 60 anos, demonstrando que há um grande número de ocorrências nas quais o indiciado é parente da vítima, com grande parcela de filhos ou netos. Além disso, a grande maioria das vítimas era de aposentados que moravam com os indiciados e sustentavam a casa com sua aposentadoria, desconstruindo a idéia corrente de que o idoso vitimado é que depende dos familiares e por isso se submete a violência. Concluiu-se também que o laço de parentesco influi na busca de uma categoria explicativa que justifique a violação da conduta. As representações referentes ao afeto presente na família bem como ao comportamento socialmente determinado ao familiar faz com que se busque um fator externo que justifique a relação violenta, atribuindo-se ao álcool e à droga a responsabilidade pela perturbação da ordem familiar.

Violência doméstica - Delegacias de polícia - Velhice

H580

ENTRE PAIS E FILHOS: UMA ANÁLISE DA VIOLÊNCIA GERACIONAL


Daniela Moreno Feriani (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Guita Grin Debert (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A pesquisa teve como objetivo oferecer elementos para a reflexão sobre violência e relação entre gerações na família tomando como base os processos de homicídio e tentativa de homicídio entre pais e filhos tramitados no Fórum de Campinas, no período de 1992 a 2002. O interesse foi compreender as concepções sobre família e violência doméstica presentes nos processos quando o foco se volta para os direitos e obrigações de pais e filhos e como os mesmos são construídos nas diferentes peças processuais, já que são materiais ricos para se pensar os papéis que regem as relações sociais e familiares. Foram analisados e registrados 22 processos em um banco de dados referente ao perfil sócio-econômico, idade, cor e profissão de vítima e acusado, além de trazer o desfecho de cada caso. Em relação à lógica que orienta os argumentos da defesa e da acusação, pude notar duas: a lógica dos estereótipos, a qual consiste no julgamento não do crime em si, mas da adequação de vítima e acusado aos papéis sociais; e a lógica da inimputabilidade (não ter, na época dos fatos, conhecimento do caráter ilícito de seus atos), na qual a loucura e o uso de drogas passam a ter um papel fundamental nos julgamentos que reiteram esforços para preservar a imagem da família como reino do amor e cuidado. Apesar da primeira lógica seguir a mesma proporção tanto em crimes de filhos contra pais quanto de pais contra filhos, a segunda se mostrou mais presente no primeiro caso, dando a impressão de que os crimes de filhos contra pais se tornam mais inteligíveis quando permeados pelo mundo das drogas e da loucura, enquanto que pais que matam seus filhos estariam muito mais no domínio da autoridade e hierarquia familiar.

Família - Violência - Justiça

H581

AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DO ENVELHECIMENTO NA REPÚBLICA DE IDOSOS DE SANTOS, SP


Glaucia da Silva Destro de Oliveira (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Guita Grin Debert (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A República de Idosos consiste numa política municipal que visa solucionar a carência de moradia para a população acima de sessenta anos. Essa política pública parte do pressuposto de que a preservação da autonomia e da independência é uma das condições para uma velhice bem-sucedida. A pesquisa teve como objetivo retratar o cotidiano desses moradores, analisando suas relações a fim de compreender os significados de velhice nesse contexto. Com base em uma metodologia qualitativa, o estudo perpassa o interior das Repúblicas de modo a focalizar as relações de gênero entre os moradores e a maneira como eles se apropriam do espaço urbano em busca de serviços e de outras formas de sociabilidade. A etnografia aborda ainda as relações entre agentes da prefeitura e residentes e analisa a documentação produzida pela prefeitura sobre as Repúblicas bem como as reportagens publicadas na mídia sobre o tema. Trata-se, portanto, de descrever os dilemas e os conflitos envolvidos numa proposta inovadora do tratamento da velhice.

Envelhecimento - Política pública - Relações de gênero

H582

FORRÓ UNIVERSITÁRIO E AS INFLUÊNCIAS DA INDÚSTRIA CULTURAL


Graziele Luiza Andreazza Rossetto (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Heloísa André Pontes (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O forró é uma manifestação da cultura popular nordestina que foi trazida para o Sudeste brasileiro por Luiz Gonzaga na década de 1940. Nos anos finais do século XX ele ressurge como forró universitário, uma das formas de lazer das camadas médias. Em pesquisa anterior se constatou que as casas noturnas de forró universitário são locais onde as pessoas vivenciam identidades e relações de gênero (a partir de analogias e comparações com “o outro”) que conferem poder e status a determinadas pessoas enquanto excluem outras. Nosso objetivo é identificar através de mídias como a televisão, o rádio e as revistas, a presença destes novos significados simbólicos e o modo como eles são apresentados nesses veículos de comunicação. Para viabilizar esta identificação selecionamos o período que vai de 1998 até 2004 para a pesquisa em arquivos das revistas Veja e Veja São Paulo, nos “sites” dos programas Musikaos, Bem Brasil e Metropolis da TV Cultura, e na rádio Nova Brasil FM. Para entender como a indústria fonográfica atuou, examinamos a carreira de três cantores ou grupos musicais (Luiz Gonzaga, Trio Virgulino e Bando de Maria) que surgiram em diferentes períodos da história deste estilo musical. Concluímos que a indústria cultural, através da mídia, foi capaz de transmitir e vender a idéia de que o forró universitário representa um estilo de vida relacionado aos jovens das camadas médias.

Indústria cultural - Lazer - Identidade social

H583

ESPAÇO PÚBLICO VERSUS ESPAÇO PRIVADO: IMAGINÁRIO E SEGREGAÇÃO NOS LOTEAMENTOS FECHADOS DE CAMPINAS-SP


Mariana Marques Pulhez (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Heloísa André Pontes (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A pesquisa teve como objetivo analisar causas e conseqüências relativas a um novo fenômeno urbano presente na cidade de Campinas-SP: os loteamentos fechados, que se caracterizam pelo fechamento de ruas públicas. A idéia é discutir e relacionar o argumento da busca por segurança (sustentado pelo aumento inconteste da violência), à busca por status e às representações que os moradores fazem de suas casas, pautadas em questões de cidadania, invasão do público pelo privado e segregação espacial. Com o desenrolar da pesquisa, realizada por meio de entrevistas com os habitantes desses locais, houve a reformulação da hipótese inicial de que haveria uma identificação maior dos moradores de loteamentos fechados com suas casas do que a dos moradores de condomínios. Tendo parte dos moradores ido morar naqueles locais após os fechamentos, procurou-se perceber, então, as preferências relativas aos loteamentos fechados, como o seu tamanho e sua localização. Tais elementos ligam-se à busca por segurança e indicam existência de preconceitos sociais conectados a uma lógica de mútuo reconhecimento entre os moradores e de desconhecimento de quem está fora do seu loteamento.

Cidadania - Representações coletivas - Segregação espacial

H584

POLÍTICA E MEMÓRIA NO IMPÉRIO: A REVISTA DO IHGB E A POLÍTICA PARTIDÁRIA DO SEGUNDO REINADO (1860-1870)


Jaqueline Lourenço (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Izabel Andrade Marson (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A pesquisa tem por objetivo fazer a leitura de textos publicados pela Revista do IHGB no período de 1860-1870. Os historiadores que estudaram o IHGB e sua revista apontaram os vínculos entre a política imperial e a produção histórica desta Instituição, e sinalizaram um possível diálogo entre os textos publicados, os acontecimentos e a disputa político-partidária. Entre 1860 e 1870, a RIHGB divulgou documentos relacionados à questão nacional, abordando a constituição da população brasileira; memórias ou apontamentos históricos preocupados com o delineamento e posse do território (remetendo quase sempre à questão das demarcações de fronteiras no período colonial); e por fim as viagens de exploração científicas. Duas problemáticas ligadas a estes temas e à política partidária se destacam: o envolvimento dos homens de negócios na agremiação e seus interesses pela exploração econômica de algumas regiões do Império, constatação que nos permitiu inferir a hipótese de que além de um lugar de reunião para discussões culturais e políticas, o IHGB poderia ser também um espaço para decisão de negócios. O exame das fontes revelou a incidência da temática indígena, e na década de 1860, o acirramento no interior do IHGB de um debate a respeito do indígena enquanto um agente histórico portador de civilização, destacando-se as opiniões divergentes entre homens de letras e historiadores.

IHGB - Império - Política

H585

POLÍTICA E MEMÓRIA NO IMPÉRIO: A REVISTA DO IHGB E A POLÍTICA PARTIDÁRIA DO SEGUNDO REINADO (1850-1859)


Loyane Aline Pessato Ferreira (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Izabel Andrade Marson (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O IHGB (1838) incentivou estudos historiográficos preocupados com a constituição de uma identidade para a nação brasileira. Os intelectuais que se ocuparam desta tarefa eram também elementos destacados da administração imperial e da hierarquia do Estado. Logo, é possível considerar a existência de um diálogo entre os temas escolhidos para estudo e os acontecimentos e disputas político-partidárias do Segundo Reinado. Nos textos publicados na década de 1850-1859, a forja desta identidade se desdobrou em alguns temas constantes: relatos de reconhecimento de território, a constituição étnica do povo, biografias de homens ilustres. O tema da soberania nacional emerge em memórias que abordam momentos do passado em que o Brasil esteve sob a ameaça externa, um interesse certamente relacionado a preocupações contemporâneas: no Oriente e na África, ocorriam disputas e partilhas territoriais nas quais se envolveram as grandes nações da Europa; também o México foi ocupado por forças estrangeiras e, sobretudo, esteve o Brasil à mercê da intervenção dos cruzadores ingleses na coibição do tráfico interatlântico de escravos.

IHGB - Império - Política

H586

POLÍTICA E MEMÓRIA NO IMPÉRIO: A REVISTA DO IHGB E A POLÍTICA PARTIDÁRIA DO SEGUNDO REINADO (1870-1880)


Simone Tiago Domingos (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Izabel Andrade Marson (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A pesquisa tem por objetivo fazer a leitura de textos publicados pela Revista do IHGB no período de 1870-1880. Os historiadores que estudaram o IHGB e sua revista reiteradamente apontaram os vínculos entre a política imperial e a produção histórica desta Instituição, e sinalizaram um possível diálogo entre os textos publicados, os acontecimentos e a disputa político-partidária. Entre 1870 e 1880, a RIHGB divulgou documentos relacionados a três grandes temáticas: a indígena, as viagens exploratórias e o debate da história regional. Duas problemáticas ligadas a estes temas e à política partidária se destacam: a questão dos jesuítas – questão remetida ao conflito entre o Estado imperial e as ordens regulares que pretendemos privilegiar daqui por diante - e a descrição física e geográfica de algumas províncias, como São Paulo, Pernambuco e São Pedro de Rio Grande do Sul, tema associado ao estudo do território e de suas regiões. A pesquisa inicia uma investigação que prevê a familiarização do aluno-pesquisador com a história do Império e do IHGB; sua iniciação na pesquisa das fontes primárias, e o preparo de uma Monografia de final de Curso.

IHGB - Império - Política

H587

CIDADES, SUSTENTABILIDADE E AS CIÊNCIAS SOCIAIS: ANÁLISE DA PRODUÇÃO INTELECTUAL NA AMÉRICA LATINA


Rafael Alves da Silva (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Leila da Costa Ferreira (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Esta pesquisa está inserida dentro de um projeto temático intitulado “A Questão Ambiental, Interdisciplinaridade, Teoria Social e Produção Intelectual na América Latina”, que visa realizar uma reconstituição e análise da história da internalização da problemática ambiental nas Ciências Sociais contemporâneas. Este trabalho apresenta o levantamento da produção intelectual referente a cidades e sustentabilidade em publicações representativas para os estudos sobre Ambiente e Sociedade, tendo sido analisados a Revista Brasileira de Ciências Sociais e a Revista Brasileira de Informação Bibliográfica em Ciências Sociais - BIB, ambas da ANPOCS, a Revista Ambiente e Sociedade, publicada pelo NEPAM-UNICAMP, e o material proveniente dos dois encontros da ANPPAS – Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ambiente e Sociedade. Entre resumos de teses e trabalhos e os artigos analisados, totalizando 2336 títulos, 191 tinham cidades como tema e, destes, 148 trabalhavam a questão ambiental. Observa-se um aumento ao longo dos anos da atenção dada pelas Ciências Sociais ao tema e a incidência cada vez maior de estudos interdisciplinares sobre a questão ambiental.

Cidades - Questão ambiental - Produção intelectual

H588

A QUESTÃO AMBIENTAL, INTERDISCIPLINARIDADE, TEORIA SOCIAL E PRODUÇÃO INTELECTUAL NA AMÉRICA LATINA E CARIBE


Thiago Righi (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Leila da Costa Ferreira (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A pesquisa realizada buscou fazer um levantamento sistemático da Produção Intelectual Latino Americana em torno da questão ambiental e de todo o arcabouço teórico Interdisciplinar que a envolve, além do mais, foi relatado todo o processo de internalização da questão do meio ambiente pelas Ciências Sociais, em especial pela Sociologia, no mundo e no Brasil. Por se tratar de um levantamento da Produção Intelectual Latino Americana sobre a questão ambiental, foram selecionados os principais Centros de Pesquisas que trabalham com o tema na América Latina. A seleção foi feita seguindo a indicação de Roberto Guimarães, na época Assessor em Assuntos Ambientais da Divisão de Desenvolvimento Sustentável e Assentamentos Humanos da CEPAL / ONU – Santiago – Chile e pelas relevantes publicações, pesquisadores e projetos de cada Centro. Centros e Organizações pesquisadas: Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas (INPA), Centro Latino Americano de Ecologia Social (CLAES), Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP), Recursos e Investigação para o Desenvolvimento Sustentável (RIDES) e o Instituto Amazônico de Investigações (IMANI). Dentro da temática ambiental, vimos que os diversos Centros Latino Americanos estudados trabalham de diferentes formas com a questão do meio ambiente e sociedade. Alguns são bastante institucionalizados, ligados ou não aos governos (INPA, CEPAL, PNUMA, IMANI), e outros são organizações que buscam ampliar o debate e o conhecimento na área através de seus pesquisadores associados (CEBRAP, CLAES, RIDES). Pudemos sistematizar e mapear os principais Centros de Pesquisa da América Latina na área de Meio Ambiente e Sociedade, conglomerando um banco de dados importante para as futuras pesquisas dentro do tema. Analisamos que os Centros de maior expressividade são aqueles ligados a Organização das Nações Unidas: CEPAL e PNUMA, seja pelo respaldo institucional, seja pelos inúmeros projetos desenvolvidos pelos pesquisadores e assessores, estes núcleos são referências na América Latina para pesquisas na área socioambiental.

Questão ambiental - Interdisciplinaridade - Ciências Sociais

H589

RELIGIÃO E RELIGIOSIDADE NA AMÉRICA PORTUGUESA: AS IRMANDADES LEIGAS NO SÉCULO XVIII


Michelle Comar (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Leila Mezan Algranti (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Na América portuguesa a dispersão da população estimulou a religiosidade doméstica – acentuando a participação ativa de leigos. Por sua vez, a cor da pele e a condição social e legal separavam brancos e negros. Estudar as práticas sociais e as crenças dos integrantes de irmandades leigas de negros na cidade de São Paulo, durante a segunda metade do século XVIII e a primeira metade do século XIX foi o escopo da pesquisa, priorizando, nesta segunda etapa, o contato com as fontes manuscritas: o Compromisso da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de São Paulo e o Livro de Assento de Irmãos da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Penha de França – ambos localizados no arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo. Através de tais fontes a pesquisa visou apreender o cotidiano dos africanos e seus descendentes através de suas práticas e representações. Concluiu-se que, fundadas com finalidade religiosa as irmandades leigas de negros, legalmente reconhecidas, representaram um espaço múltiplo de religião e sociabilidade, permitindo aos africanos e seus descendentes preservar, em alguns aspectos, valores de sua cultura.

Irmandades - Negros - Religiosidade

H590

UM CRIME: REFLEXO DA REPRESSÃO DE UM PERÍODO – ANGUERETÁ / MG (1968-1974)


Andréa da Conceição Pires França (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria Lygia Quartim de Moraes (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Tomamos como referência uma chacina ocorrida na fazenda Porto Mesquita – Angueretá, município de Curvelo-MG, iniciada em 1968 e descoberta em 1975, coincidentemente, o auge da repressão militar. De acordo com nosso levantamento, através de um processo crime, reportagens e depoimentos, pelo menos dezessete ossadas foram retiradas de duas cisternas, das quais 15 foram de presos retirados da cadeia de Sete Lagoas-MG e brutalmente assassinados por policiais militares. Nosso primeiro passo foi aproximar o caso aos dos Esquadrões da Morte, já tão conhecido no Rio de Janeiro e São Paulo. Foram observadas as especificidades da atuação do regime na localidade, as relações estabelecidas entre a PM (órgão de repressão local), os governantes locais (fazendeiros “coronéis”) e a rede de órgãos responsáveis pela Segurança Nacional. Ao mesmo tempo, seu nível de autonomia e a interpretação que estes davam a legislação a partir dos alvos, uma vez que “subversivo” passa a ter uma amplitude além do determinado pela ESG. Lógico que com suas especificidades, chegamos a conclusão de que o grupo estudado pode ser caracterizado como sendo de mesmo caráter dos demais esquadrões da morte e que o conceito de “crime político” ganha nova dimensão se considerarmos que as ações dos militares não se restringiam aos envolvidos na política de oposição ao regime, mas também à todos aqueles que estavam fora dos padrões sociais e morais legitimados pelo discurso corrente.

Brasil República - Ditadura militar - Repressão

H591

COSMOPOLITISMO, EXOTISMO E CONFLITO – A REPRESENTAÇÃO DOS INDIANOS NA LITERATURA COLONIAL EM MOÇAMBIQUE


Lucélia Fernanda Mattos (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Omar Ribeiro Thomaz (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Analisando a Literatura do período Colonial de Moçambique, especificamente a obra de Emílio de San Bruno “Zambeziana, cenas da vida colonial”, pretendemos compreender processos de afirmação de autoctonia que redundam, muitas vezes, em ações violentas (expulsão, limpezas étnicas, extermínio), no que se refere aos indianos inseridos na sociedade moçambicana. A autoctonia será analisada como uma construção social relacionada diretamente à expansão da modernidade e à construção de categorias como settlers e natives. O procedimento etnográfico será o principal instrumento para a compreensão da realidade das coletividades que conviveram e competiram no mesmo espaço colonizado: os indianos em Moçambique, os negros nativos, os portugueses “nativos” e os portugueses colonizadores. O estudo sobre essa obra ao seu contexto histórico e social permitirá percebermos a lógica de um processo que insiste em ver neste contingente populacional corpos estranhos à nação, não autóctones, um grupo próximo à figura do “traidor”, indivíduos que podem (ou devem) ser eliminados ou expulsos em determinadas circunstâncias, a saber, os indianos; e perceber também um grupo que, todavia, participou de forma contundente de um processo de colonização e de progresso inseridos dentro da nova lógica do trabalho introduzida na colônia.

Indianos - Literatura colonial - Moçambique

H592

OS PARADOXOS DA FORMAÇÃO – OS INDIANOS NA LITERATURA DE MIA COUTO


Mayra Vergotti Ferrigno (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Omar Ribeiro Thomaz (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A partir da análise da literatura moçambicana pós-colonial, mais especificamente a análise da obra Terra Sonâmbula, de Mia Couto, pretendo trabalhar com processos contemporâneos de afirmação de autoctonia que redundam, muitas vezes, em ações violentas (expulsão, limpezas étnicas, extermínio). A autoctonia será analisada como uma construção social relacionada diretamente à expansão da modernidade e à construção de categorias como settlers e natives. O procedimento etnográfico será o principal instrumento para a compreensão da realidade estrutural dos indianos em Moçambique e sua relação com os africanos nativos e portugueses colonizadores, em um processo no qual os indianos formam um corpo estranho à nação, não autóctones, grupos próximos à figura do “traidor” e que podem (ou devem) ser eliminados ou expulsos em determinadas circunstâncias. Tal hostilidade nos revela uma sorte de sentimentos e valores que analisados com atenção, nos explicitam características de um processo histórico que, se por um lado conflituoso etnicamente, é, por outro, um processo que pressupõe cooperação e dependência entre estes grupos culturais. Neste sentido, a obra de Mia Couto pode ser usada não apenas como uma base histórica, mas antes, por ser uma obra de arte, como uma referência do modo de pensar africano num país marcado pelo cosmopolitismo.

Indianos - Literatura pós-colonial - Moçambique

H593

COLONIALISMOS CONCORRENTES – O LIVRO DAS CAMPANHAS DE MOUZINHO DE ALBUQUERQUE E A PRESENÇA INDIANA EM MOÇAMBIQUE


Rodrigo Iamarino Caravita (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Omar Ribeiro Thomaz (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A partir da leitura do “Livro das Campanhas” de Mouzinho de Albuquerque pretendemos entender processos contemporâneos de afirmação de autoctonia que redundam, muitas vezes, em ações violentas (expulsão, limpezas étnicas, extermínio) no que se refere aos indianos em Moçambique. Tanto o livro quanto o autor são considerados fundantes do Estado moçambicano moderno. A autoctonia será analisada como uma construção social relacionada diretamente à expansão da modernidade e à construção de categorias como settlers e natives. O procedimento etnográfico será o principal instrumento para a compreensão da realidade das coletividades que conviveram e competiram no mesmo espaço colonizado: os indianos em Moçambique, os negros nativos, os portugueses “nativos” e os portugueses colonizadores. É a comparação que permitirá percebermos a lógica de um processo que insiste em ver nestes contingentes populacionais corpos estranhos à nação, não autóctones, grupos próximos à figura do “traidor” e que podem (ou devem) ser eliminados ou expulsos em determinadas circunstâncias, a saber, os indianos; e também perceber corpos que deveriam ser usados em um processo de colonização e progresso inseridos dentro da nova lógica do trabalho introduzida na colônia.

Indianos - Mouzinho - Colonialismo

H594

RELIGIÃO OFICIAL E ROMANIZAÇÃO DOS SOLDADOS AUXILIARES NO EXÉRCITO IMPERIAL


Fabio Húngaro Karam (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Pedro Paulo Abreu Funari (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A descoberta de um calendário religioso no forte de Dura Europos tem favorecido debates e novas interpretações sobre a história da religião no mundo antigo. Suas informações possibilitam um questionamento acerca da tradicional inexistência de um controle religioso regulamentar na Roma antiga. Tendo por base este documento, foram analisadas fontes literárias tradicionais e a cultura material no intuito de precisar um padrão de comportamento que pudesse fundamentar a existência de tal política oficial, o que resultou na constatação de que a resistência à inovação e à influência religiosa estrangeira poderia residir na subordinação e na adaptação dos rituais estrangeiros em moldes tradicionais romanos. Com isto, constituiu-se em objetivo privilegiado deste estudo a análise do processo pelo qual esta política oficial regulamentar poderia contribuir para a romanização das unidades auxiliares. Para tanto, decidiu-se trabalhar com a integração destes soldados no âmbito militar e compará-los com os soldados que detinham a cidadania romana, tomando romanização por um processo capaz de privilegiar a adaptação, a interpretação e a assimilação não passiva de símbolo e idéias. No que tange aos resultados obtidos, verificou-se o desenvolvimento gradual de um processo no qual o recruta adentrava em sua unidade como estrangeiro e a deixava como um cidadão romano, familiarizado com aspectos da cultura latina que englobavam desde a língua latina até os costumes funerários, alimentares e religiosos.

Roma - Exército - Religião

H595

ANTIGÜIDADE CLÁSSICA, SAFO DE LESBOS E LESBIANISMO: DISCURSOS E IDENTIDADES


Lettícia B. R. Leite e Prof. Dr. Pedro Paulo Abreu Funari (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Essa pesquisa objetiva contribuir na direção de estudos que percebam na Antigüidade Clássica uma fonte constante para os autores modernos, aqui, em especial, no sentido de uma construção de discursos acerca da sexualidade humana, que ganharam um vasto lugar no decorrer do século XIX. Partindo da análise da construção de uma imagem por meio de discursos, em torno da poetisa Safo de Lesbos como homossexual (lésbica) e instituída como referência nos processos identitários buscados pelos movimentos feministas. Analiso também o surgimento de novas categorias analíticas como o gênero e, por fim, a desconstrução das identidades propostas por discursos pós-modernistas. Assim, colocamos nossa proposta no sentido de entender o processo de construção do espaço que ocupou e ainda ocupa a “Grande Questão de Safo”.

Civilização antiga - Gênero - Identidade

H596

ARQUEOLOGIA, COLONIALISMO E DARWINISMO SOCIAL: A APLICAÇÃO DAS TEORIAS BIOLÓGICAS NOS ESTUDOS DAS SOCIEDADES HUMANAS E SUA REPERCUSSÃO NAS PESQUISAS EM ARQUEOLOGIA ROMANA (SÉCULOS XIX-XX)


Rafael de Abreu e Souza (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Pedro Paulo Abreu Funari (Orientador), Núcleo de Estudos Estratégicos – NEE e Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A relação entre as ciências biológicas e as ciências sociais é intrínseca e vem de longa data. Essa interação se torna relativamente mais clara durante o século XIX e XX, quando da conjuntura do Imperialismo, Colonialismo e Nacionalismo. As pesquisas de estudiosos como Darwin e suas posteriores apropriações e aplicações nos estudos das sociedades humanas – Darwinismo Social –, em especial aquelas do mundo colonial, tiveram grande impacto na Arqueologia. A Arqueologia Romana foi tão marcada pelas teorias do Darwinismo, ao longo do século XIX, que este pensamento parece estar bem arraigado nos estudos sobre a Romanização, isto é, o fenômeno que consistiria na “transformação do bárbaro em romano”, do primitivo em civilizado, do inferior em superior, do atrasado em desenvolvido, do indiano em inglês, do argelino em francês, etc. Vê-se que a teoria da Romanização esteve, se ainda não está, muito ligada às práticas de legitimação dos domínios europeus no mundo colonial: a “missão civilizadora”. Partindo destes pressupostos, a presente pesquisa usa como fontes os trabalhos de Francis Haverfield e Theodor Mommsen, os quais, no final do século XIX, são tidos como formadores da teoria da Romanização, em especial destacando suas pesquisas sobre a Bretanha Romana. A influência do Darwinismo neste campo é a base teórica para o estudo e análise crítica da Revolta de Boudica e da questão da Romanização dos povos ditos "celtas", que teria se dado através da presença do exército romano na província, este visto por Haverfield e Mommsen como um dos grandes fatores de Romanização. Percebemos, ainda, um trânsito de idéias comuns com diferentes abordagens dentro das ciências humanas quando relacionamos as pesquisas de Haverfield e Mommsen com as de Marx e Darwin, por exemplo.

Arqueologia - Darwinismo - Romanização

H597

RELAÇÃO ENTRE POLÍTICA PÚBLICA E VOTO: O EXEMPLO DO RESTAURANTE BOM PRATO DE CAMPINAS, SÃO PAULO


Robert Bonifácio da Silva (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Rachel Meneguello (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O objetivo do trabalho é investigar se uma política pública oferece algum tipo de influência eleitoral sobre seus usuários, no caso específico do Restaurante Bom Prato da cidade de Campinas, Estado de São Paulo. Este restaurante é uma política pública que oferece comida a R$ 1(Um real) e o primeiro restaurante deste tipo foi implantado no país durante a gestão do atual ministro e então prefeito da cidade de Belo Horizonte, Patrus Ananias, em 1994. O restaurante em questão, no entanto, é de responsabilidade do Governo do Estado de São Paulo, em parceria com entidades. A grande hipótese do trabalho era a de que os usuários que reconheceriam no Governador do Estado o responsável pela implantação do restaurante tenderiam a votar nele (exceto aqueles filiados a partidos opositores ao do governador), uma vez que poderiam “recompensá-lo” pelo que fez através do voto, situação que parece possível por se tratar de um público carente, que muitas vezes necessita de fato dessa política pública. A pesquisa tentou dar resposta a esta hipótese, assim como a outras, através de leituras de textos relacionados ao tema e da análise de uma pesquisa quantitativa elaborada especificamente para esta pesquisa e aplicada com 300 usuários do restaurante. A conjunção das duas tarefas tornou possível uma melhor compreensão à problemática elucidada.

Ciência política - Política pública - Comportamento eleitoral

H598

EMANCIPAÇÃO POLÍTICA E EMANCIPAÇÃO HUMANA EM MARX


Alberto Bertone Figueiredo (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Ricardo Luís Coltro Antunes (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Esta pesquisa analisa a obra de Marx do período de 1842 a 1848, particularmente os artigos da Gazeta Renana, a Introdução a Crítica da filosofia do direito de Hegel, Os Manuscritos de Paris e a Ideologia Alemã. O objetivo deste estudo é compreender os principais elementos que deram origem à sua teoria da revolução, buscando, ainda que de forma introdutória, relatar as passagens nas quais o autor supera a forma de pensamento anterior, citando suas críticas e influências. Os textos da juventude de Marx são importantes na medida em que revelam desde o início seu interesse em desvendar os problemas sociais. Desvenda nesse sentido, alguns fundamentos que o acompanharão até o final de seus dias. Partindo da crítica do idealismo, Marx vai constatando os limites do pensamento filosófico alemão por não buscar na realidade suas conseqüências últimas, este fato vai se consumando com seu encontro com o movimento operário francês, o qual possuía influências socialistas da época. Sobre a influência dos movimentos operários da europa e seu conhecimento das diferentes correntes socialistas, Marx têm no contexto europeu um "laboratório" entre as diferentes etapas do movimento operário que o possibilita encontrar na realidade do proletariado o agente social da emancipação do homem, neste sentido, a Teoria da Revolução rompe com a filosofia enquanto pensamento especulativo para fazer a crítica social fora do âmbito jurídico ou do Estado.

Teoria da Revolução - Jovem Marx - Idealismo

H599

HOMENS DE COR E A IMPRENSA NEGRA: A INTEGRAÇÃO DO ELEMENTO NEGRO NA VIDA SOCIAL CAMPINEIRA (1903-1926)


Kleber Antonio de Oliveira Amancio (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Robert Wayne Andrew Slenes (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
O objetivo deste estudo foi o de rastrear a vida e o pensamento de membros da elite negra e dos jornalistas negros da Campinas do início do século XX (mais precisamente aqueles que escreviam para o jornal negro Getulino). A finalidade é apreender mais sobre a mentalidade e a lógica do pensamento que estes grupos tinham de si, e do lugar que lhes era destinado nesta sociedade pós-abolição, além do entendimento político que tinham sobre a questão. A pesquisa ficou centrada nas fontes jornalísticas (tanto da Imprensa Regular quanto da Imprensa Negra). Entretanto fiz consultas a documentos de cunho oficial, tais como o Diário da Câmara dos Deputados, processos criminais, inventários post-mortem entre outros, além de poesias e romances de folhetins produzidos pelas personagens selecionadas. Minha pesquisa ambicionou se situar numa discussão em torno da situação dos chamados “homens de cor”, com o intuito de elucidar qual era a condição que estes ex-escravos e seus descendentes, assumiram e de que forma lidavam com temas como “discriminação racial” e “preconceito”. Dentre os resultados percebidos destaco o fato de que estes jornalistas tinham como principal desígnio “unir a raça”, de forma que conseguissem lutar por seus objetivos, como por exemplo, a idéia de estabelecer uma “fusão entre as raças”. O principal mecanismo utilizado pelo Getulino era o de, através da sátira, promover uma mudança de comportamento na sociedade. Deste modo verifica-se toda uma lógica de interação social que nasce da necessidade do negro em se integrar a esta nova sociedade por meio de mecanismos que diminuam (ou amenizem) as barreiras impostas por esta nova lógica de organização social que se formara.

Jornalistas negros - Racismo - Relações étnicas

H600

POLÍTICAS DE DOMÍNIO SENHORIAIS E ESTRATÉGIAS ESCRAVAS: CAMPINAS, 1835-1888


Lizandra Meyer Ferraz (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Robert Wayne Andrew Slenes (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
A pesquisa enfoca as políticas de domínio de senhores de escravos em Campinas do século XIX, ou seja, a distribuição diferenciada de ocupações “privilegiadas” e de alforria a escravos de origens diferentes: africanos, brasileiros trazidos pelo trafico interno, e cativos nascidos nas fazendas. Da mesma forma analisa as contra-estratégias dos escravos nesses diversos grupos de origens; seus padrões de casamento e família; as diferentes aquisições de alforria etc.. Foram utilizadas duas fontes principais: os Testamentos e Inventários post-mortem. No exame dos inventários o principal objetivo foi analisar as listas de avaliação dos escravos anotando, em uma tabela padrão, todas as informações sobre os cativos e/ou alforriados, como o nome, a idade, naturalidade, ocupação, estado civil, etc. Estes dados serão cruzados nominalmente com os dados dos testamentos e digitalizados no programa de banco de dados Epi-Info. Através deste cruzamento, pode–se conseguir mais dados sobre os escravos e/ou alforriados como obter a porcentagem de escravos e/ou libertandos casados/solteiros/viúvos; o preço médio por sexo, faixa etária e ocupação; as famílias nucleares; as condições de alforrias etc. Da mesma maneira, é possível obter o perfil dos senhores: com ou sem herdeiros, o tamanho da escravaria; a porcentagem que alforriavam, etc.

Escravidão - Políticas de domínio - Campinas

H601

ENTRE TENSÕES E SOLIDARIEDADES: OS CRIMES DE ESCRAVOS EM SÃO PAULO NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX


Fábio Lage da Rocha (Bolsista PIBIC/CNPq), Prof. Dr. Sidney Chalhoub (Orientador) e Profa. Dra. Elciene Azevedo (Co-orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
São Paulo, segunda metade do século XIX. Cidade em que a escravidão esteve freqüentemente disseminada entre senhores pobres e de poucos escravos, sendo estes numericamente reduzidos no cômputo da população geral. Nela, os negros tiveram que conviver com o preconceito racial, se não explícito, certamente presente, que vincou a organização da vida escrava e forra desta época e de suas fases posteriores. Enfrentaram, assim, uma política de vigilância constante que incidiu sobre eles. Bolsão de uma escravidão vigorosa e resistente, São Paulo viu desenvolver e amadurecer as estratégias de sobrevivência dos negros escravos, livres e libertos. Entrar no mundo dos crimes dos escravos é, dessa forma, uma tarefa árdua de reconstituição de percepções, experiências e visões acerca da escravidão e da liberdade que tanto senhores como escravos revelaram. Analisá-los como fonte histórica implica, certamente, investigar o sentido particular que tais crimes tiveram para grupos de escravos, libertos e livres. Por permitirem uma maior compreensão sobre as tensões e valores que perpassam a vida citadina, os dados colhidos destes processos ajudam a entender as transformações sociais e urbanas e como elas influenciaram as experiências e estratégias de sobrevivência dos sujeitos estudados.

Preconceito - Crimes de escravos - São Paulo século XIX

H602

A CASA DE DETENÇÃO E O CONTROLE SOCIAL NO RIO DE JANEIRO DO SÉCULO XIX


Heloisa Gotardo Bedendo (Bolsista FAPESP) e Prof. Dr. Sidney Chalhoub (Orientador), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Tendo como foco de estudo as décadas de 1860-1880, esta pesquisa tem como objetivo analisar as relações sociais da população do Rio de Janeiro, e como ela era afetada diariamente pela ação da polícia no chamado “controle social”.A bibliografia consultada segue duas tendências gerais: em um primeiro momento, procura-se uma discussão a respeito do conceito de crime; em segundo lugar, obras que tratam das questões que envolvem a população da capital imperial no período determinado. Essa bibliografia serve como base para a interpretação da principal fonte desta pesquisa: as fichas de detentos da Casa de Detenção da Corte. Essas fichas encontram-se atualmente no Arquivo Edgar Leuenroth, separadas em três rolos de microfilmes, e cobrem o período estipulado pela pesquisa. Elas são separadas entre fichas de livres e escravos, que se diferem apenas em alguns campos. Os dados mais importantes para a pesquisa são o motivo da prisão e o tempo que durou a reclusão. Através da consulta da bibliografia e dessas fichas, algumas conclusões podem ser apontadas. Quanto à discussão que se refere a crimes em geral, pode-se dizer que a determinação do que é considerado crime é carregada de valores que não são adotados por todas as camadas da sociedade. Em se tratando do Rio de Janeiro, as leis e, conseqüentemente, a ação da polícia, eram meios de manter a ordem aos moldes desejados pela elite carioca, visto que os principais delitos observados nas fichas são de desordem, embriaguez e vagabundagem.

Rio de Janeiro - Século XIX - Casa de detenção

H603

LEGISLAÇÃO SOBRE O TRABALHO E OS TRABALHADORES NO BRASIL (SÉCULO XIX)


Flávio Engrácia de Moraes (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Silvia Hunold Lara (Orientadora), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH, UNICAMP
Este trabalho relaciona-se a dois outros, mais amplos, que congregam vários professores e alunos ligados ao Centro de Pesquisa em História Social da Cultura (Cecult-IFCH-Unicamp). O desenvolvimento desses trabalhos tem levado seus pesquisadores, cada vez mais, a consultas em textos legais que informam e normatizam diversos aspetos da vida dos trabalhadores no Brasil, escravos ou livres. Dessa forma, nosso trabalho objetivava a criação e alimentação de um banco de dados das leis sobre o trabalho e trabalhadores do Brasil do século XIX, através da leitura dos textos legais deste período, mais precisamente daquele entre 1808 e 1888. O banco desenvolvido possui mecanismos de busca de informações que permitem ao pesquisador uma eficiente localização do texto legal, além de informações sobre seu conteúdo, capazes de apoiar pesquisas em andamento. O software utilizado na confecção do banco de leis foi o Access. Organizei e referenciei as leis relativas ao trabalho a partir, sobretudo, da Coleção de Leis do Império do Brasil, apesar de algumas leis serem referenciadas em outras fontes. Tal documentação nos oferece várias possibilidades de leitura sobre os aspectos sociais relativos ao trabalho que ocuparam os legisladores daquele século, permitindo sua utilização para trabalhos de interesses e perspectivas diversas.

Legislação- Trabalho - Escravidão






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