Universidade estadual de campinas



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Instituto de Economia

H514

LIBERALIZAÇÃO, ESTABILIDADE E CRESCIMENTO: O ACOMPANHAMENTO DA ECONOMIA E DA POLÍTICA ECONÔMICA NO BRASIL – ECONOMIA INTERNACIONAL – CHINA: SUPERAQUECIMENTO E OS RISCOS DO HARDING-LANDING


Eduardo Roberto Zana (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Antônio Carlos Macedo e Silva (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O objetivo deste trabalho é analisar a conjuntura da economia chinesa em 2004, evidenciando o seu superaquecimento, e apontar os riscos desta trajetória, principalmente no tocante a) ao crescente acúmulo de reservas internacionais, decorrente da entrada de hot money no mercado imobiliário, o que pode gerar uma crise bancária no futuro; b) à acumulação de excesso de capacidade em alguns setores importantes, gerando assim pressões futuras para a queda do investimento. A conclusão deste trabalho é de que há poucos sinais de que a economia chinesa está desacelerando para um patamar no qual se possam resolver os desequilíbrios existentes. Ademais, o fato de a inflação ao consumidor ter se reduzido sensivelmente devido à queda dos alimentos aumenta as chances de que, no caso de um “pouso forçado” da economia, ocorra novamente um processo deflacionário, contribuindo, deste modo, para desestabilizar ainda mais o sistema econômico. Para que de fato a economia chinesa consiga fazer um pouso suave é imprescindível a continuidade da política gradualista do aumento dos juros norte-americana, pois, em hipótese contrária, corre-se o risco de a bolha imobiliária estourar abruptamente devido à fuga do hot money, o que poderia levar até a uma crise bancária no caso de ocorrer uma forte desaceleração da economia devido à queda da formação bruta de capital fixo.

China - Ciclo econômico - Bolha de ativos

H515

LIBERALIZAÇÃO, ESTABILIDADE E CRESCIMENTO: O ACOMPANHAMENTO DA ECONOMIA E DA POLÍTICA ECONÔMICA NO BRASIL: Economia Internacional


Silas Thomaz da Silva (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Antonio Carlos Macedo e Silva (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Hoje muitos pesquisadores e investidores voltam seus olhos em direção à China – país que pelo destaque internacional dos últimos anos tem sido um extenso objeto de análises. Na verdade, o alto patamar de crescimento chinês começou na década de 80, sendo que o destaque recente se pauta no fato de que nos últimos anos a China teve altos crescimentos em cima de uma base bem mais expressiva; mais difícil de sustentar. As questões do porque se chegou a tal patamar são respondidas pelas peculiaridades desse país que determinaram e determinar a inserção do mesmo na economia mundial e que fazem dele o “novo centro de expansão do capitalismo”. Expansão que, dentro de um panorama interno, se justifica frente ao possível questionamento de um modelo político centralizado incoerente com uma economia de mercado, ou seja, o governo chinês ganha legitimidade uma vez em que o crescimento da economia aumenta a inclusão social e o bem-estar de sua população que, então, assimila confiança no governo. Neste trabalho procuramos identificar os pontos histórico-cruciais da China que fizeram com que a mesma se aproveitasse das conjunturas vigentes de modo a conseguir, aos poucos, articular-se internacionalmente a seu modo; além de levantar uma análise de como, hoje, sua postura macroeconômica e sua ligação com áreas de influência podem sustentar o seu crescimento indispensável interna e externamente.

Economia chinesa - Dinâmica de crescimento - Manutenção do crescimento

H516

LIBERALIZAÇÃO, ESTABILIDADE E CRESCIMENTO: O ACOMPANHAMENTO DA ECONOMIA E DA POLÍTICA ECONÔMICA NO BRASIL: Internacional – Países Emergentes


Guilherme Alexandre de Thomaz (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Daniela Magalhães Prates (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Nos últimos anos pudemos observar um ciclo expansivo geral entre todos os países emergentes que teve seu principal pilar apoiado no cenário internacional, principalmente com base no comércio externo. Esse impulso foi sentido e teve impactos diferenciados em cada país emergente, segundo as realizações que cada país fez durante esse período expansivo, realizações também que ficam sob a luz das formações estruturais de cada um. E como as previsões já indicam uma reversão desse ciclo expansivo devido o desaquecimento da economia internacional, os impactos nesse caso também serão diferenciados dentro da gama de países emergentes, segundo suas características internas e propriamente as influências que o período expansivo pode ter trazido.

Neste trabalho procuramos mostrar através da análise de indicadores econômicos e das políticas econômicas adotadas em cada país emergentes, dos quais temos uma seleção que inclui China, Coréia do Sul, Filipinas, Singapura, Hong Kong, Índia, Indonésia, Malásia, Tailândia, Taiwan, Argentina, Brasil, México, Turquia e Rússia e que representa de maneira aceitável essa grupo de países, as diferentes situações tomadas e os diferentes rumos seguidos por cada um, através de um estudo comparativo entre os países, com destaque para se chegar a conclusões sobre o desempenho realizado pelo Brasil e possível rumo a ser tomado por este.

Emergentes - Ciclo expansivo - Impactos diferenciados

H517

LIBERALIZAÇÃO, ESTABILIDADE E CRESCIMENTO: O ACOMPANHAMENTO DA ECONOMIA E DA POLÍTICA ECONÔMICA NO BRASIL: SETOR EXTERNO – TRANSAÇÕES CORRENTES


João Henrique de Melo (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Daniela Magalhães Prates (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Desde 2002, as exportações brasileiras têm apresentado crescimento vertiginoso, a taxas de até 30% ao ano, a despeito da volatilidade cambial verificada neste período, sobretudo a partir do segundo semestre daquele ano. Neste trabalho, pretendemos analisar em que medida as decisões estratégicas de empresas transnacionais (ET´s), atuantes em alguns setores, de aumentar a parcela exportada da produção das suas filiais instaladas no país, contribuíram para esse desempenho. Em seguida, buscaremos avaliar o impacto da política macroeconômica implementada no atual governo sobre essas estratégias, num contexto de forte insatisfação daqueles setores, principalmente no que tange à valorização cambial que vêm ocorrendo em 2005. Para isso, serão acompanhados o desempenho desses setores (rentabilidade), as vendas externas setoriais e as taxas de câmbio, bem como aspectos teóricos que ensejam essa dinâmica, a partir de trabalhos que, com bastante êxito, analisaram essa questão.

Balança comercial - Empresas transnacionais - Política macroeconômica

H518

LIBERALIZAÇÃO, ESTABILIDADE E CRESCIMENTO: O ACOMPANHAMENTO DA ECONOMIA E DA POLÍTICA ECONÔMICA NO BRASIL – MERCADO DE TRABALHO


Bruno Martarello De Conti (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Edgard Antônio Pereira (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Ao longo das décadas de 1980 e 90 o mercado de trabalho brasileiro passou por um processo de extrema deterioração, com elevação das taxas de desemprego, queda dos rendimentos e precarização do trabalho. O objetivo deste relatório é justamente mostrar os efeitos de toda esta estagnação econômica sobre o emprego e a renda no Brasil. O foco é dado no último mandato de Fernando Henrique Cardoso (1999-02), com recorrente recuperação dos dados de anos anteriores (sobretudo 1998) para melhor compreensão da situação. Procura-se estudar também as causas da queda do rendimento dos ocupados ao longo do período em questão, que parecem mudar dependendo do momento vislumbrado. Faz-se, ainda, um exercício de reponderação de um índice de inflação escolhido (IPCA) para perceber a maneira como a variação dos preços incide sobre o poder de compra das diferentes classes sociais.

Emprego - Renda - Política econômica

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LIBERALIZAÇÃO, ESTABILIDADE E CRESCIMENTO: O ACOMPANHAMENTO DA ECONOMIA E DA POLÍTICA ECONÔMICA NO BRASIL: Produção, emprego e renda


Flávia Akemi Koyama (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Edgard Antônio Pereira (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O presente trabalho tem como finalidade relacionar a expansão do PIB a partir do terceiro trimestre de 2003 à evolução do saldo comercial. No acumulado de 2004, o PIB cresceu 5,2%, o maior valor desde 1994. Esta retomada do crescimento, verificada desde o penúltimo trimestre de 2003, está fortemente relacionada à expansão das exportações de bens e serviços. Para este período, as taxas trimestrais de variação das exportações foram sempre superiores às taxas de variação do PIB e quase sempre superiores às taxas de crescimento dos outros componentes da demanda. Enquanto as exportações de bens e serviços ampliaram-se em 17,9% em 2004, o crescimento apresentado pela formação bruta de capital fixo foi de 10,9% e o aumento do consumo das famílias foi de apenas 4,3%. Entre os principais produtos que contribuíram para o comportamento favorável das exportações estão: outros veículos e peças; automóveis, caminhões e ônibus e minério de ferro. O crescimento das exportações relaciona-se à expansão do produto interno na medida em que aumenta o grau de utilização da capacidade produtiva e induz a novos investimentos, que são, segundo Keynes, a variável determinante da demanda agregada.

PIB - Exportações - Utilização da capacidade produtiva

H520

LIBERALIZAÇÃO, ESTABILIDADE E CRESCIMENTO: O ACOMPANHAMENTO DA ECONOMIA E DA POLÍTICA ECONÔMICA NO BRASIL: Finanças Públicas


Camila Cristina Belotti (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Geraldo Biasoto Júnior (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A idéia do texto concentra-se na mudança de foco da política fiscal a partir do primeiro acordo com o FMI em 1998, onde se desenhou uma nova política fiscal. A manipulação da demanda agregada buscando evitar os déficits públicos deixou de ter o papel central e deu lugar à questão da sustentabilidade da dívida. A sustentabilidade da dívida envolve a tendência da relação dívida líquida/PIB. A geração de superávits fiscais subseqüentes tem como função evitar a trajetória ascendente dessa relação. Os superávits fiscais somados à Lei de Responsabilidade Fiscal e mais algumas reformas estruturais basicamente caracterizam essa nova política fiscal.

Devido a essa mudança de foco, o conceito de Dívida Líquida do Setor Público passou a ter grande importância e ser acompanhada com cuidado pelo mercado. Entre os seus componentes, a dívida mobiliária é mais significativa e responsável por determinar a sua dinâmica. Assim, o estudo concentra-se na análise desse tipo de dívida, enfatizando objetivos e instrumentos de sua administração, bem como a sua evolução recente. Procura-se mostrar que, pelo fato de elevada parcela da dívida mobiliária vencer no curto prazo, oscilações na conjuntura levam às mudanças na sua composição, anulando, em grande medida, o esforço da política oficial. Essas variações na composição da dívida seguem, portanto, mais de perto as instabilidades no cenário nacional e internacional do que propriamente a política oficial de administração da dívida.

Dívida Pública - Administração da dívida - Sustentabilidade da dívida

H521

LIBERALIZAÇÃO, ESTABILIDADE E CRESCIMENTO: O ACOMPANHAMENTO DA ECONOMIA E DA POLÍTICA ECONÔMICA NO BRASIL: Finanças Públicas e Reformas Estruturais.


Flávio Arantes dos Santos (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Geraldo Biasoto Júnior (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A necessidade do controle dos Gastos Governamentais tem sido pauta freqüente na discussão conjuntural no âmbito das Finanças Públicas do país. O esforço na geração de superávit primário tem pressionado a Política Econômica a atuar na execução de cortes nas despesas do Orçamento Geral da União. Nele, as despesas estão classificadas em obrigatórias e discricionárias. As obrigatórias são aquelas despesas não-passíveis de alteração no exercício, que englobam os gastos com pessoal e encargos sociais, benefícios previdenciários e pagamento dos juros da dívida pública. Já as discricionárias são as despesas passíveis de alteração, as quais incluem os gastos com custeio e investimento.Sendo assim, cortes nas despesas governamentais, implementados como objetivo de política econômica, aplicam-se sobre esse último grupo.

O presente trabalho procura, numa análise do Orçamento Geral da União, mostrar o caráter da evolução dos gastos governamentais em anos recentes. Além disso, tenta identificar a pequena área de manobra que resta ao governo para dar continuidade na aplicação de uma política fiscal contracionista uma vez considerados os altos níveis das despesas financeiras frente às não financeiras e a essencialidade das áreas sobre as quais os cortes incidem.

Orçamento geral da União - Gastos governamentais - Política fiscal

H522

LIBERALIZAÇÃO, ESTABILIDADE E CRESCIMENTO: O ACOMPANHAMENTO DA ECONOMIA E DA POLÍTICA ECONÔMICA NO BRASIL: Moedas e Finanças


Rafael Fagundes Cagnin (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Geraldo Biasoto Júnior (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A presença de uma menor volatilidade da taxa de câmbio, em função de saldos positivos da balança comercial e da entrada de capitais externos, assim como a trajetória de queda da taxa de juros básica SELIC, a partir do segundo semestre de 2003, reduziram a atratividade das operações de tesouraria no mercado de câmbio (spot e futuro), assim como das aplicações em títulos da dívida pública brasileira. Dessa forma, as instituições bancárias foram obrigadas a buscar meios de expandir suas operações de crédito de forma a compensar a queda de rentabilidade das atividades acima relacionadas; aproveitando-se do início do processo de recuperação do nível de atividade da economia doméstica. Após uma breve introdução com objetivo de explicitar a corrente teórica que embasa as considerações futuras sobre esse movimento, o presente trabalho buscou delinear as principais estratégias bancárias quanto ao aumento das operações de crédito. Em seguida são analisados os dados disponibilizados pelo Banco Central do Brasil sobre os saldos e as concessões de crédito (recursos livres) em diferentes modalidades, destacando-se aqui, a evolução dos recursos destinados à Pessoa Física. Por fim, procurou-se sistematizar a discussão sobre as condições de oferta desses recursos creditícios, principalmente no que diz respeito ao spread bancário.

Mercado bancário - Crédito - Política monetária e creditícia

H523

ESTADO DE BEM ESTAR SOCIAL E CONCERTAÇÃO SOCIAL: PORTUGAL FRENTE À INTEGRAÇÃO EUROPÉIA NOS ANOS 90.


Uilian Mendonça (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Jorge Ruben Biton Tapia (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O objetivo do projeto é estudar as mudanças ocorridas no Estado de bem estar social português desde o fracasso do “coup d’Etat”, com enfoque maior ao pós Tratado de Maastricht, pela análise das novas formas de articulação social. A entrada na União Européia, em 1986, e a assinatura do tratado de Maastricht, em 1992, causaram várias mudanças nas estruturas política e social portuguesa. A primeira análise a ser feita é a da discussão do estado atual do welfare state, assim como seus desafios, suas propostas e suas principais abordagens, para assim melhor ajustar uma definição sobre o caso português. Em seguida buscaremos entender as negociações das políticas sociais através do estudo dos atores sociais, da estrutura de negociação, da representação dos interesses e da evolução das discussões dos acordos tripartites entre o Estado/Sindicatos/Empresas. Isto feito, analisaremos os fatores externos e internos à conduta do welfare state os quais inflem nessas negociações, tais como o processo de integração europeu, o “social dumping”, a competitividade, e o contexto político.

Portugal - Concertação social - Welfare State

H524

O MERCADO DE TRABALHO EM CAMPINAS


Any Keite Packer (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Marcelo Weishaupt Proni (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Campinas é uma importante área de desenvolvimento urbano e industrial, mas há poucos estudos sobre as transformações econômicas ocorridas na última década e suas conseqüências sobre o mercado de trabalho. Partiu-se da hipótese de que o município apresenta situações ocupacionais semelhantes às verificadas na capital do Estado.

Esta pesquisa procurou analisar o mercado de trabalho no Município de Campinas, com o objetivo de discutir suas características peculiares e os problemas associados à geração de oportunidades ocupacionais e ao nível dos rendimentos.

A análise focaliza as transformações ocorridas na estrutura do emprego formal, entre 1991 e 2003, com base nos dados fornecidos pela RAIS, do Ministério do Trabalho e Emprego. Houve um aumento expressivo da participação feminina, um aumento da idade média dos trabalhadores, assim como uma elevação do nível de escolaridade. Observou-se também uma redução no peso do emprego industrial e/ou em grandes estabelecimentos; e um aumento do emprego no setor terciário e nas pequenas e médias empresas. Por fim, destaque-se que cresceu a participação dos empregados com baixa remuneração (até 3 salários mínimos).

Pode-se concluir que o mercado de trabalho em Campinas tem apresentado tendências similares às verificadas na cidade de São Paulo, resultantes do processo de reestruturação produtiva.

Emprego - Reestruturação produtiva - Campinas

H525

LIBERALIZAÇÃO FINANCEIRA E IMPACTO NO MERCADO DE CAPITAIS ENTRE 1999 E 2002


Alexandre Yuji Watanabe (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Maria Alejandra Caporale Madi (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Esta pesquisa apresenta dois objetivos. O primeiro é apontar como foi implantados a liberalização do sistema financeiro e o segundo é avaliar o impacto gerado no mercado de capitais. Partimos da hipótese de que essa liberalização não altera os mecanismos privados de financiamento de longo prazo e também comprometem a possibilidade de crescimento sustentável da economia. A metodologia empregada resume-se a leitura de textos e coleta de informações em sites da internet. Em relação ao primeiro objetivo, analisamos a ampliação da conversibilidade da conta capital do balanço de pagamentos através da aquisição de ativos e passivos por residentes e estrangeiros, e também o montante de investimento estrangeiro em portfólio e IDE. Além disso, abordamos o processo de desnacionalização bancária e a atuação das sucursais no país. Quanto ao último, analisamos sob o prisma micro e macroeconômico. Aquele se refere aos custos de transação, isto é, as tarifas de corretagem cobradas pela BOVESPA na negociação de valores mobiliários. Já o segundo diz respeito à liquidez dos ativos e ao risco cambial, sendo este fator empregado para apontar a volatilidade e aquele um dos determinantes da composição do portfólio. Ao término da pesquisa verificamos que a hipótese da qual partimos é válida. Dessa forma, não observamos os benefícios potenciais apresentados pelos defensores da liberalização financeira; muito pelo contrário, esse processo restringiu as possibilidades de implementação de políticas financeiras que priorizam o longo prazo e, dessa forma o crescimento sustentável.

Liberalização financeira - Mercado de capitais - Financiamento privado de longo prazo

H526

CONDIÇÕES DE FINANCIAMENTO EM PEQUENAS EMPRESAS DE LONGA PERMANÊNCIA NO MERCADO: UMA ANÁLISE NA REGIÃO METROPOLITANA DE CAMPINAS


Ana Paula de Mello (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria Carolina A. F.de Souza (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Apesar das fragilidades inerentes às Pequenas e Microempresas (MPEs) e das dificuldades observadas na última década, devido ao processo de desestruturação produtiva desencadeado pela abertura comercial brasileira, um número relevante de MPEs tem se mantido por longo tempo no mercado, levando-nos a indagar sobre os fatores que explicam essa capacidade de superar diversos períodos de crise, contornando restrições típicas de empresas com pouca disponibilidade de capital próprio e dificuldades de acesso a fontes de financiamento, que são apontados como uns dos principais determinantes da mortalidade das MPEs no Brasil. Dessa forma, buscou-se identificar nessa pesquisa as principais características e as formas de financiamento das MPEs longevas localizadas na Região de Campinas, grande pólo tecnológico e industrial, onde se observou a existência de 438 MPEs sobreviventes, das 2574 que constavam nos cadastros da década de 70; isso representa uma taxa de sobrevivência de 17,02%, que apesar de parecer modesta, é significativa, dado que foi maior que a taxa de sobrevivência das empresas em geral, de 16,62%. A pesquisa englobou, além da análise e cruzamento de dados de cadastro industriais da Região de Campinas, algumas entrevistas, verificando se as formas de financiamentos dessas empresas constituíram um fator relevante para as estratégias competitivas e para a longevidade destas.

Micro e pequenas empresas - Crédito - Estratégia competitiva

H527

O PAPEL DAS INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS E ORGANIZACIONAIS NAS ESTRATÉGIAS DE PEQUENAS EMPRESAS DE LONGA PERMANÊNCIA NO MERCADO: UMA ANÁLISE NA REGIÃO DE CAMPINAS


Leandro Bonamichi Góis (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria Carolina A. F.de Souza (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Apesar das adversidades impostas ao segmento de pequenas empresas (PEs) nas duas últimas décadas, as PEs ainda subsistem com relevância na estrutura industrial brasileira. Essa constatação instigou o presente estudo, que busca entender, mais que a sobrevivência do segmento (que pode se dar com alta rotatividade), a longevidade de PEs (para efeitos deste estudo, aquelas com mais de trinta anos), focando a Região de Campinas, por constituir pólo tecnológico e industrial. Comparando-se dados do cadastro industrial da década de 1970 com cadastros atuais, observou-se que havia 2985 empresas em 18 municípios, sendo 2707 PEs. Destas, mantêm-se 435. A análise setorial constatou que a sobrevivência é maior nos setores mais dinâmicos, como material de transporte e produtos químicos. As formas de inserção mais verificadas para as PEs longevas estão de um lado associadas a segmentos nos quais a concorrência ainda se apóia fortemente em baixos custos de trabalho e, de outro, a estruturas industriais dinâmicas (atuando em nichos específicos). Completou-se a pesquisa com algumas entrevistas, identificando melhor possíveis diferenças por forma de inserção e setores em que concorrem – tradicionais ou dinâmicos – , e se processos de inovação em sentido amplo (adoção e adaptação) contribuíram para as estratégias adotadas e para a longevidade dessas PEs.

Pequenas empresas - Inovação - Estratégias competitivas

H528

A ATUAÇÃO DO BNDES NA ECONOMIA BRASILEIRA NOS ANOS 90 E SEU PAPEL NO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL


André Merchioratto Risso (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Mariano Francisco Laplane (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A história brasileira configurou o BNDES como a principal instituição financiadora de investimentos de longo prazo e, portanto, de extrema importância na economia do país desde 1952, ano de sua criação. O banco foi fundamental no processo de industrialização que se verificou no período de 1950 a 1980 e com as diversas mudanças que se verificaram na economia na década de 1990, tornou-se importante analisar os impactos sofridos pelo BNDES. Neste trabalho, fez-se uma descrição e análise dos movimentos pelos quais a economia brasileira passou nos anos 90 e como esses repercutiram na atuação do banco. O trabalho agregou dados diversos da economia brasileira e do próprio BNDES como fundo de pano da análise. Escolheu-se também analisar minimamente os impactos dos desembolsos do banco (através de uma análise setorial da economia) no crescimento do PIB. Dada a reorientação da conduta do BNDES, passando a priorizar setores de serviços, comércio e voltados para a exportação em detrimento da indústria de transformação em geral, fez-se necessário descrever o papel do BNDES enquanto gestor das privatizações. Da pesquisa, pode-se concluir que, em termos de importância para alavancar o crescimento do PIB, o BNDES perdeu importância se comparado com períodos passados, mas ele continua a ser peça importante como pilar de setores diversos da economia.

BNDES - Economia brasileira - Indústria

H529

INVESTIMENTO DIRETO ESTRANGEIRO E ATUAÇÃO DAS FILIAIS DE EMPRESAS TRANSNACIONAIS DOS ESTADOS UNIDOS NA ECONOMIA BRASILEIRA: CARACTERIZAÇÃO E IMPACTOS


Raphael Cêga de Camargo (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Mariano Francisco Laplane (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Uma das principais características da economia brasileira na segunda metade da década de 90 foi o intenso recebimento de fluxos de Investimento Direto Estrangeiro. Neste trabalho, a partir dos dados levantados pelo “Benchmark Surveys” e divulgados pelo “Bureau of Economic Analisys” (BEA), procurou-se mapear os fluxos de IDE e caracterizar a atuação das Empresas Transnacionais Norte-Americanas no processo de internacionalização da estrutura industrial brasileira a partir do início da década de 90. De uma forma geral, a importância relativa das filiais majoritárias de ETN´s estadunidenses nos países em desenvolvimento – sobretudo América Latina e Ásia, apresentou tendência de aumento entre 1989 e 2002. Na A.L., o aumento ocorreu basicamente em função do aumento da importância das filiais mexicanas, que contrasta com a perda de importância relativa das filiais brasileiras. Em 1989, o Brasil era o país de maior importância para a rede internacional de filiais entre os países em desenvolvimento. Em 2002, a participação brasileira acabou sendo substituída pelo México. Em suma, o Brasil ficou alijado do movimento de deslocamento de atividades para o exterior promovido pelas grandes corporações americanas do setor eletroeletrônico, informática e equipamentos de telecomunicações enquanto os países asiáticos se beneficiaram deste processo.

IDE - Filiais de ETN`s norte-americanas - Estrutura produtiva da economia brasileira

H530

FLUXOS E CONTROLES DE CAPITAIS INTERNACIONAIS – ANÁLISE DOS CUSTOS E BENEFÍCIOS PARA ECONOMIAS EMERGENTES


Adriana Jungbluth (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maryse Farhi (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Controles de capitais internacionais começaram a ser utilizados antes da Primeira Guerra Mundial pelas economias capitalistas centrais e tiveram seu ápice durante a vigência dos Acordos de Bretton Woods. Á medida que a globalização financeira se intensificava, eles foram perdendo força. Nas economias emergentes, o abandono desse mecanismo iniciou-se mais tarde e atualmente ainda existem alguns países, principalmente no Sudeste asiático, que mantêm esses controles. Outros emergentes, em sua maioria da América Latina, começaram um intenso processo de liberalização financeira na década de 1990 influenciados pelas reformas propostas pelo Consenso de Washington. Os tipos de controles têm objetivos variados: uns se destinam a conter as entradas de capitais e outros sua saída. O abandono desse mecanismo traz conseqüências sérias aos emergentes sendo a principal delas a perda de autonomia para a realização de políticas macroeconômicas internas voltadas ao crescimento e ao nível de emprego. Os fluxos internacionais de capitais têm naturezas distintas e impactos diferenciados sobre as economias. Os de longo prazo, principalmente sob forma de Investimento Externo Direto, são favoráveis, porém os de curto prazo são por natureza instáveis e, portanto, prejudiciais à conta de capitais.

Controles de capitais - Fluxos de capitais internacionais - Economias emergentes

H531

ACORDOS BILATERAIS NEGOCIADOS PELOS ESTADOS UNIDOS ALÉM DO HEMISFÉRIO OCIDENTAL: AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS POTENCIAIS NAS NEGOCIAÇÕES DA ALCA


Francine Abdala Martins (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Pedro Paulo Zahluth Bastos (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A profusão de acordos bilaterais de comércio firmados recentemente pelos EUA é uma expressão da atual estratégia comercial e política do país, a “liberalização competitiva”. A análise desta tática de barganha e dos acordos sob ela realizados é relevante para o debate brasileiro acerca das negociações da ALCA no sentido de que as concessões feitas pelos EUA podem servir como indicativo das oportunidades e limites abertos ao Brasil. Este projeto analisa o conteúdo dos acordos bilaterais negociados pelo USTR com países não americanos, como Austrália, Cingapura, Marrocos e SACU, permitindo que sejam realizadas comparações com outro projeto de pesquisa - do mesmo orientador - que trata dos acordos bilaterais estadunidenses realizados nas Américas. Procura-se mostrar como o resultado dos acordos é assimétrico e fortemente condicionado pelas restrições legais impostas pela TPA e pela Farm Bill estadunidenses. São objeto de destaque principalmente os pontos em que os interesses ofensivos e defensivos de Brasil e EUA são destoantes, como a questão de acesso a mercado de produtos agrícolas, evidenciando os limites de eventuais flexibilizações interessantes ao Brasil nas negociações da ALCA.

ALCA - Acordos bilaterais - Assimetrias internacionais

H532

A ALCA ENTRE O REGIONALISMO E O MULTILATERALISMO: AVALIAÇÃO DAS CONCESSÕES MÚTUAS NOS ACORDOS BILATERAIS NEGOCIADOS NA REGIÃO PELOS EUA


Valter Lopes Junior (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Pedro Paulo Zahluth Bastos (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Em seu firme propósito de manter a posição hegemônica tanto econômica como militarmente no mundo atual, os EUA têm adotado como principal estratégia a proliferação de acordos bilaterais com o maior número de países. A assimetria de poder entre as partes envolvidas nestes acordos fica clara no desequilíbrio de concessões mútuas celebradas entre a maior economia do mundo e, no caso do presente projeto, as economias da América Latina. Esta estratégia reforça a pressão da chamada “liberalização competitiva” de parceiros comerciais e desequilibra as concessões oferecidas e exigidas pelo USTR destes parceiros. A análise das concessões mútuas celebradas nestes acordos poderá ajudar na avaliação da correção da alegação de certos representantes de alguns setores empresariais locais, sobretudo agrícolas, de que o Brasil deveria fazer maiores concessões para a formação da ALCA nas áreas de interesses ofensivos dos EUA visando obter, em contrapartida, ganhos mais substanciais em acesso a mercado. Para uma análise consistente dos objetos propostos acima é mister entender o panorama histórico em que se insere a recente política comercial dos países, particularmente a dos Estados Unidos. A principal fonte de dados utilizada para o encaminhamento da pesquisa é a análise dos acordos bilaterais firmados ou em vias de ser assinados entre os EUA e os países participantes das negociações sobre a ALCA, além de bibliografia pertinente para o entendimento do panorama histórico da política comercial estadunidense.

ALCA - Acordos bilaterais - América Latina

H533

LIBERALIZAÇÃO, ESTABILIDADE E CRESCIMENTO: O ACOMPANHAMENTO DA ECONOMIA E DA POLÍTICA ECONÔMICA NO BRASIL: MOEDAS E FINANÇAS


Ana Carolina de Carvalho Silva (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Ricardo de Medeiros Carneiro (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A mudança do regime cambial do Brasil em 1999 alterou a forma de controle da inflação por parte do governo. Com o objetivo de substituir a âncora cambial da primeira fase do Plano Real o Banco Central adotou o regime de metas de inflação, sendo a taxa de juros o instrumento mais importante de que passaram a dispor as autoridades monetárias. Esse trabalho visa avaliar a eficácia dessa política monetária, isto é, se alterações na taxa de juros realmente conseguem controlar o nível de preços. Será analisado o problema da indexação remanescente em nossa economia, representada principalmente pelos preços administrados, e a ocorrência de choques exógenos de oferta; o impacto das variações da taxa de juros no câmbio e suas implicações; a influência das expectativas de inflação; as implicações de um aumento no volume de crédito, que juntamente com a elevação dos gastos fiscais e transferências resultaria, dadas algumas hipóteses, em aumento da demanda agregada e elevação da inflação. Dentro da análise do volume de crédito serão estudados principalmente uma nova modalidade de crédito – o crédito consignado – e o cartão de crédito. O período de tempo no qual se concentra a análise parte do começo de 2004, quando o governo começou a inquietar-se devido à possibilidade do incipiente crescimento econômico então em curso resultar em uma inflação de demanda.

Taxa de juros - Inflação - Crédito

H534

LIBERALIZAÇÃO, ESTABILIDADE E CRESCIMENTO: O ACOMPANHAMENTO DA ECONOMIA E DA POLÍTICA ECONÔMICA NO BRASIL – POLÍTICA MONETÁRIA E PREÇOS


Augusta Rodrigues de Oliveira (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Ricardo de Medeiros Carneiro (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O objetivo deste trabalho é analisar o pass-through (transmissão dos efeitos de oscilações cambiais a preços) no Brasil e suas implicações de política econômica, no contexto do regime de metas de inflação e de câmbio flutuante. A metodologia consistiu em consulta a fontes primárias e pesquisa bibliográfica. Realizamos uma exposição teórica acerca do sistema de metas de inflação, bem como das dificuldades de operação desse regime em economias emergentes. Essa análise permite apontar a presença de agravantes no Brasil, que se devem à sua estrutura de formação de preços. Os bens tradable são os mais sensíveis a flutuações cambiais e, por serem o principal componente dos índices de atacado, fazem com que a resposta destes últimos seja intensa. O IGP-DI, composto em 60% por preços de atacado, é usado como parâmetro de reajuste anual dos preços administrados, constituindo fator de inércia inflacionária. Nossas conclusões apontam para o fato de que, num contexto de limitada disponibilidade de reservas, com câmbio flutuante e sistema de metas para a inflação, a ocorrência do pass-through impede o efetivo controle sobre a política monetária, o que penaliza o crescimento econômico.

Inflação - Taxa de câmbio - Política monetária

H535

LIBERALIZAÇÃO, ESTABILIDADE E CRESCIMENTO: O ACOMPANHAMENTO DA ECONOMIA E DA POLÍTICA ECONÔMICA NO BRASIL: RENDA DE FAMÍLIAS


Raphaela Sayuri Yamamoto (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Ricardo de Medeiros Carneiro (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O mercado de trabalho apesar da demorada e limitada reação apresentou melhoras em 2004, influenciado, em grande medida, pela recuperação econômica do período. O aumento do nível de ocupação, a ampliação na criação de vagas com carteira assinada e a queda na taxa de desemprego refletem esse desempenho positivo. A taxa de desemprego apresentou sucessivos aumentos no primeiro semestre de 2004, mas sua performance foi bem diferente no segundo semestre quando sofreu redução e atingiu o patamar de um dígito (9,6%) em dezembro. É preciso ter cautela ao analisar este dado já que este comportamento favorável da taxa de desemprego resultou mais da desaceleração da População Economicamente Ativa do que de um aumento da taxa de crescimento da ocupação. Em relação à massa salarial a situação também foi diferenciada ao longo de 2004, apresentando significativa melhora no segundo semestre. Neste trabalho procuramos analisar os impactos do crescimento econômico no mercado de trabalho, após termos feito uma descrição da evolução dos dados existentes, assim como dos determinantes desse recente período favorável. Para tanto, serão analisados os dados de rendimentos médios reais, nível de ocupação setorial e desemprego.

Mercado de trabalho - Nível de ocupação - Massa salarial

H536

ANÁLISE DA ESTRUTURA DO MODELO DE REDES NEURAIS PARA PREVISÃO DE SÉRIES TEMPORAIS


Omar Muhieddine Franco Abbara (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Rosangela Ballini (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Redes neurais artificiais, especialmente redes multicamadas com algoritmo back-propagation, vêm sendo sugeridas para análise de séries temporais devido a sua capacidade para tratar com relações não-lineares de entrada-saída, destacando sua habilidade de aprendizado e capacidade de generalização, associação e busca paralela. A capacidade de mapeamentos complexos das redes neurais cresce com o número de camadas e neurônios, acarretando maior tempo de processamento bem como considerável soma de dados. Neste projeto, um modelo de rede neural multi-camadas foi aplicado para previsão de uma série econômica, formação bruta de capital fixo, e, de uma série financeira, preço de energia elétrica, e sua justificativa é embasada pela crescente importância que se verifica na previsão de variáveis econômicas. Durante o ajuste do modelo foram analisadas as seguintes etapas para a construção do modelo de previsão: escolha do critério de desempenho, pré-processamento dos dados, número de entradas e estrutura do modelo, ajuste dos parâmetros da rede e validação. Comparações críticas entre desempenho dos modelos de rede neural e de séries temporais foram feitas, considerando-se, principalmente, a eficiência dos métodos. Os resultados obtidos no presente trabalho indicam o melhor desempenho dos modelos de redes neurais para previsões vários passos à frente, sendo que para um passo a frente os modelos trabalhados apresentaram um desempenho semelhante.

Redes neurais artificiais - Previsão de séries temporais - Modelos ARIMA

H537

TRIBUTAÇÃO E ESCRAVIDÃO: O IMPOSTO DA MEIA SIZA SOBRE O COMÉRCIO DE ESCRAVOS NA PROVÍNCIA DE SÃO PAULO (1809-1850)


Guilherme Vilela Fernandes (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Wilma Peres Costa (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Esta pesquisa tem como uma de suas principais metas analisar a implantação e a evolução do imposto Meia Siza sobre o comércio de escravos ladinos na Província de São Paulo, entre 1809 e 1850. Observam-se os esforços governamentais no sentido da implementação desse imposto, as mudanças ocorridas na legislação geral e provincial, e as discussões política em torno dele, conferindo especial atenção ao período 1831-1850, em razão da condição ilegal do tráfico africano nesse período.

O trabalho foi realizado através da coleta e organização de fontes primárias, como os Relatórios do Ministério da Fazenda (1823-1850) e os Relatórios dos Presidentes da Província de São Paulo (1838-1850) e complementado com a consulta à Coleção de Leis do Império do Brasil, onde há a listagem de leis, alvarás, decretos, cartas régias e decisões dos anos de 1808 até 1851 referentes à escravidão e à fiscalidade. Pudemos seguir com o objetivo de organizar um repertório com a legislação pertinente ao tema da pesquisa. Destaco que a partir de janeiro de 2004, essa linha de pesquisa passou a fazer parte do Projeto Temático “A fundação do Estado e da nação brasileiros (c.1780-1850)”, coordenado pelo Prof. Dr. István Jancsó (FFLCH-USP), sediado no Instituto de Estudos Brasileiros da USP e apoiado pela FAPESP.

Escravidão - Tributação - Estado Imperial




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