Universidade estadual de campinas


INFLUÊNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA E DO CROMOGLICATO DE SÓDIO NAS FIBRAS MUSCULARES DISTRÓFICAS



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INFLUÊNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA E DO CROMOGLICATO DE SÓDIO NAS FIBRAS MUSCULARES DISTRÓFICAS


Márcia Cristina Leite Pereira, Rafael Ventura Machado, Daniele Bertaco Ramirez, Humberto Santo Neto, Maria Júlia Marques e Profa. Dra. Elaine Minatel (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Verificamos se o exercício físico contínuo acelera o processo de degeneração das fibras musculares do camundongo mdx, modelo experimental da distrofia muscular de Duchenne. Adicionalmente analisamos o efeito do antiinflamatório Cromoglicato de sódio (CRO), sobre as fibras musculares distróficas. Camundongos mdx (21 dias de idade) tratados (n=5) e não tratados (n=5) com CRO foram submetidos a 6 semanas de treinamento em esteira. No grupo controle (n=10), os animais não exerceram nenhuma atividade física e 5 animais desse grupo receberam o antiinflamatório. Para análise da degeneração muscular, injetou-se o marcador fluorescente azul de Evans 1% (AE) intraperitoneal, 12 horas antes do sacrifício. O número de fibras com núcleo central indicativo de regeneração muscular, e o número de fibras marcadas com azul de Evans, indicativo de degeneração muscular foram contadas em cortes congelados do músculo tibial anterior. Não houve diferença significativa na % de fibras com núcleo central nos referidos grupos experimentais. A % de fibras positivas ao AE foi maior nos animais submetidos ao exercício quando comparada aos outros grupos experimentais (p0,05, Test t, Student’s). A atividade física acelerou a degeneração muscular nos animais distróficos e o tratamento com o CRO impediu os ciclos de degeneração muscular nos referidos animais.

Mdx - Atividade física - Cromoglicato de sódio

B225

PADRÃO DE ATIVIDADES DA LONTRA LONGICAUDIS NO ZOOLÓGICO DO BOSQUE DOS JEQUITIBÁS DE CAMPINAS


Ana Paula de Oliveira Alonso (Bolsista PIBIC/CNPq), Profa. Dra. Eliana Ferraz Santos e Profa. Dra. Eleonore Zulnara Freire Setz (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A lontra é um mamífero aquático, noturno e solitário. Ela se alimenta de peixes, crustáceos, insetos, aves e até frutos. O cativeiro leva a alterações no comportamento dos animais, com a mudança no padrão de atividades. Este trabalho visa estudar o comportamento e realizar práticas de enriquecimento ambiental, com o objetivo de melhorar suas condições de vida. O tempo dedicado às atividades de uma lontra macho foi determinado através de registros em “scans” a cada 5 minutos, das 8:00 às 16:00, uma vez por semana. Foram identificadas 18 atividades sem enriquecimento ambiental. De setembro 2004 a janeiro 2005 (n= 1800 registros em 20 dias), a lontra concentrou suas atividades em deslocamento (57%) e descanso (17%). Houve diferenças significativas entre os padrões de atividades da primeira e da segunda parte da manhã (X2=227,63; p<0,001), e entre manhã e tarde (X2=127,42;p<0,001). De janeiro a maio 2005 (n= 792 registros em 9 dias) foram realizados enriquecimentos perceptuais (blocos de gelo e brinquedos), alimentares (peixes congelados e alimento escondido) e físicos (tronco novo). Embora sem diferenças no padrão de atividades, surgiram novos comportamentos (como forrageamento), com uma maior exploração do recinto e o desenvolvimento de atividades típicas de lontra em vida livre.

Lontra longicaudis - Comportamento - Enriquecimento ambiental

B226

ESTUDOS CROMOSSÔMICOS EM ESPÉCIES DA FAMÍLIA SOLANACEAE OCORRENTES NO MUNICÍPIO DE CAMPINAS, SP.


Filipe César do Prado (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Eliana Regina Forni-Martins (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A família Solanaceae é formada por cerca de 3000 espécies e os estudos cromossômicos disponíveis para a família são escassos, principalmente nas espécies nativas do Brasil. As análises cromossômicas foram feitas coletando-se regiões da planta com alta taxa de divisão celular (ápice radicular para mitose e anteras dos botões florais para meiose). Nas preparações citológicas, foram utilizadas as colorações com Giemsa e carmim acético, para mitose e meiose, respectivamente. As raízes foram pré-tratadas com 8-HQ. Foram encontrados dois números cromossômicos em três gêneros, onde foram analisadas células em mitose (Cestrum, 2n=16, e Cyphomandra e Solanum, 2n=24). Para células estudadas em meiose, apenas um número (n=12) foi encontrado em três espécies do mesmo gênero (Solanum). Os distintos números cromossômicos confirmam a classificação que separa os gêneros Solanum e Cyphomandra (2n=24) de Cestrum (2n=16) em tribos diferentes. Entretanto, a atual classificação que agrupa espécies de Cyphomandra e Solanum dentro de um mesmo gênero não é apoiada por dados cromossômicos. Apesar de esses dois gêneros possuírem o mesmo número cromossômico, o tamanho deles é bastante distinto sendo muito maiores em Cyphomandra que em Solanum.

Citognética - Solanaceae - Cromossomos

B227

ESTUDOS CROMOSSÔMICOS EM ESPÉCIES DE LEGUMINOSAE OCORRENTES NO MUNICÍPIO DE CAMPINAS, SP


Thiago Luiz da Mata (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Eliana Regina Forni-Martins (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Este trabalho visou contribuir para o entendimento taxonômico e evolutivo da família Leguminosae, uma das mais representadas na flora brasileira, mediante a determinação do número cromossômico somático. Raízes primárias, obtidas a partir de sementes recém germinadas, foram tratadas com agentes antimitóticos (PDB ou 8-HQ) e fixadas em etanol:ácido acético/3v:1v. As porções meristemáticas foram hidrolizadas em HCl 5N, esmagadas entre lâmina e lamínula e coradas em Giemsa 2%. Foram obtidos números para 12 espécies: Sesbania sesban (2n=12); Poecilanthe parviflora (2n=18); Tipuana tipu e Pterocarpus violaceus (2n=20); Diptychandra auracetiaca e Mucuna urens (2n=22); Caesalpinia pulcherrima, Adenanthera pavonina e Caesalpinia peltophoroides (2n=24); Cassia ferruginea (2n=30); Inga laurina (2n=52); e Leucaena leucocephala (2n=104). As contagens são inéditas para P. violaceus, M. urens e D. auracetiaca. Todas as espécies apresentaram cromossomos pequenos, dificultando a análise cariotípica. Dados de literatura e alguns dos aqui apresentados confirmam a importância da poliploidia na evolução da família. Para A. pavonina (2n=24), o resultado apresentado discorda da literatura, a qual apresenta dois diferentes números para a espécie (2n=28; 2n=26). Para as demais espécies, os números cromossômicos apresentados concordaram com as citações bibliográficas.

Cromossomos - Citotaxonomia - Leguminosae

B228

AVALIAÇÃO DA TOXICICIDADE LOCAL DE LIDOCAÍNA LIPOSSOMAL: TESTES IN VITRO E IN VIVO


Giovana B. Brunetto (Bolsista PIBIC/CNPq), Daniele Ribeiro de Araújo (Co-orientador) e Profa. Dra. Eneida de Paula (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Anestésicos locais (AL) são fármacos capazes de bloquear, reversivelmente, a condução de impulsos nervosos, em uma área circunscrita do corpo. Atualmente, a lidocaína (LDC), considerada um AL bastante versátil por sua utilização no tratamento e prevenção de arritmias, é um dos mais utilizados, devido a sua potência, inicio de ação, duração e anestesia tópica, permitindo seu uso em medicina e odontologia. Mesmo assim, nenhum dos AL disponíveis atualmente é considerado ideal e novos fármacos de menor toxicidade são bastante desejáveis. Assim, carreadores, como lipossomas, têm sido utilizados para a liberação controlada dos AL, prolongando a anestesia e evitando a toxicidade. Anteriormente observou-se que a encapsulação de LDC 2% em lipossomas induziu aumento da intensidade e duração do bloqueio sensorial do nervo ciático de ratos (Brunetto, G. XII Congresso IC/Unicamp, 2004). Nesta etapa, avaliou-se a toxicidade local induzida pela LDC lipossomal 2% comparando-a com a preparação comercial de LDC 2%,através de ensaios in vitro (redução do MTT) em cultura de fibroblastos de camundongos (linhagem 3T3) e in vivo, pela análise histológica do músculo gastrocnêmio de ratos. Os resultados indicam que a encapsulação reduziu a toxicidade em fibroblastos, enquanto a histologia evidenciou que a LDC induziu alterações morfofuncionais no músculo após 48h de tratamento (inflamação,hemorragia, edema e necrose) revertendo o efeito tóxico local após administração de lidocaína lipossomal.

Lidocaína - Lipossomas - Toxicidade

B229

ATIVIDADE BIOLÓGICA DE COMPLEXOS METÁLICOS DE COBRE(II) E ZINCO(II) COM ANTIINFLAMATÓRIOS NÃO-ESTERÓIDES


Veruska Fonseca (Bolsista PIBIC/CNPq), Daniele R. de Araújo, Maria Cristina de A. Ribeiro (Co-orientadora) e Profa. Dra. Eneida de Paula (Orientadora), Instituto Biologia - IB, UNICAMP
Drogas antiinflamatórias não esteroídes (DAINEs) atuam inibindo a enzima ciclooxigenase (COX), responsável pela conversão do ácido araquidonico (AA) a prostaglandinas (PGs). As PGs são fundamentais à fisiologia, onde a interrupção de sua formação, provocada pelas DAINES, proporciona uma sensível melhora dos sintomas, porém apresenta efeitos adversos freqüentes, como a toxicidade gastrintestinal e de mucosas em geral. Baseado em estudos já realizados, verificamos que DAINES clássicos, quando complexados a metais de transição tais como Zn e Cu, desempenham uma significativa redução nos efeitos gastrintestinais, mantendo ou potencializando, o efeito antiinflamatório. Neste trabalho, utilizamos as espécies: diclofenaco potássio (DCF-K+) e diclofenaco quelado a íons Cu(II) – DCF-Cu2+ e a íons Zn(II) – DCF-Zn2+, a fim de avaliar a atividade antiinflamatória tanto da droga livre quanto quelada. Verificou-se também os danos causados à mucosa gástrica e os efeitos antiinflamatórios em camundongos submetidos a modelos de ulceração e peritonite. Os resultados mostram uma redução da atividade ulcerogênica do DCF-Zn2+ em relação às DAINEs clássicas, concomitante a um efeito antiinflamatório potencializado, observado em uma diminuição significante (p < 0,001) na migração de células inflamatórias.

DAINES - Complexos metálicos - Ciclooxigenase

B230

MODULAÇÃO DA RESPOSTA IMUNE NAS INFECÇÕES POR PLASMODIUM E SEUS EFEITOS NA REGULAÇÃO DA ENCEFALOMIELITE EXPERIMENTAL AUTO-IMUNE EM ANIMAIS GENETICAMENTE DEFICIENTES PARA A ÓXIDO NÍTRICO SINTASE INDUZÍVEL (INOS)


Bruna O. Carvalho (Bolsita PIBIC/CNPq), Rafael L. Talaisys, Carolina G. S. Pereira, Alessandro Farias, Ana Maria Guaraldo, Profa. Dra. Leonilda M. B. Santos (Co-orientadora) e Prof. Dr. Fábio T. M. Costa (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A malária é causada por um protozoário parasita intracelular do gênero Plasmodium em que o óxido nítrico (NO) tem importante efeito protetor. Todavia, a severidade da doença está relacionada à sua produção excessiva ou tardia que passa a ter efeito tóxico para o hospedeiro. A Encefalomielite Experimental Auto-imune (EAE), modelo para a Esclerose Múltipla, é uma doença inflamatória do sistema nervoso central de natureza auto-imune na qual é observado aumento de NO, um dos mediadores da inflamação. Estudos indicam que regiões endêmicas para diversas parasitoses apresentam menor freqüência de doenças auto-imunes e alérgicas. Nosso intuito foi correlacionar a infecção malárica com a EAE, dando ênfase à participação do NO via iNOS. Estabelecemos um modelo de infecção experimental com formas sangüíneas de Plasmodium chabaudi em camundongos C57BL/6 (WT) e deficientes para a iNOS (KO). Em animais WT observamos que quando o pico da infecção coincide com a EAE ocorre uma redução na sintomatologia da EAE. Em contraste, animais KO previamente infectados por P. chabaudi apresentaram agravamento nos sinais clínicos da EAE. Esses resultados evidenciam a modulação da resposta imune inata malárica no desenvolvimento dos efeitos imunopatológicos na EAE.

Malária - Autoimunidade - Óxido nítrico sintase induzível

B231

MODULAÇÃO DA RESPOSTA IMUNE NAS INFECÇÕES POR PLASMODIUM E SEUS EFEITOS NA REGULAÇÃO DA ENCEFALOMIELITE EXPERIMENTAL AUTO-IMUNE


Carolina G. da S. Pereira (Bolsista PIBIC/CNPq), Rafael Lemos Talaisys, Bruna Oliveira Carvalho, Alessandro Farias, Ana Maria Guaraldo, Leonilda M. B. Santos (Co-orientadora) e Prof. Dr. Fabio T. M. Costa (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Estudos têm mostrado um aumento no número de casos de alergia e doenças auto-imunes, nas duas últimas décadas, entretanto a incidência de doenças alérgicas têm diminuído em países em desenvolvimento no mesmo período. Em estudo realizado no Gabão, região hiper-endêmica para malária, observou-se que as crianças que não apresentaram resposta imune a alergenos correspondiam àquelas que foram infectadas múltiplas vezes em um pequeno espaço de tempo pelo parasita, hipótese da higiene. A fim de se determinar os efeitos da resposta imune inata na malária no desenvolvimento encefalite experimental auto-imune (EAE), modelo experimental da esclerose múltipla, estabelecemos um modelo de infecção por Plasmodium em camundongos C57BL/6j e, analisamos os seus efeitos nos sintomas clínicos da EAE. Observamos que quando o pico da infecção pelo Plasmodium coincide com a EAE ocorre uma redução na sintomatologia da doença auto-imune. Além disto, observamos que quanto maior a parasitemia menor o grau dos sintomas da EAE, demonstrando uma modulação de uma doença auto-imune durante a infecção malárica.

EAE - Malária - Hipótese da higiene

B232

ESTUDO DA SÍNTESE DE CITOCINAS NO INFILTRADO INFLAMATÓRIO E LINFONODOS DE RATOS COM ENCEFALOMIELITE EXPERIMENTAL AUTO-IMUNE TRATADOS COM A VITAMINA D.


Camila Ortolan Fernandes de Oliveira (Bolsista PIBIC/CNPq), Leonilda M. B. Santos (Co-orientadora), Alessandro Farias (Co-orientador) e Prof. Dr. Francesco Langone (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A Esclerose Múltipla é a mais importante doença desmielinizante que acomete adultos jovens. Sua etiologia é desconhecida, mas admite-se que se trata de uma doença multifatorial de natureza auto-imune, onde o fator ambiental e a susceptibilidade genética parecem ter um papel essencial na sua determinação. Pacientes com Esclerose Múltipla possuem uma deficiência em vitamina D, podendo ser resultado de pouca exposição ao sol ou de uma alimentação carente em vitamina D. O modelo utilizado para os estudo da Esclerose Múltipla é a Encefalomielite Experimental Auto-imune (EAE) que pode ser induzida em animais geneticamente susceptíveis pela inoculação de antígenos presentes no Sistema Nervoso Central (SNC), tais como a Proteína Básica de Mielina (MBP). Diante do exposto, o presente trabalho tem como objetivo estudar o efeito da administração da vitamina D, na evolução clínica da EAE, e na síntese de citocinas pro-inflamatórias (IFN e TNF) e antiinflamatórias (IL10 e TGF) por leucócitos dos linfonodos e presentes no infiltrado inflamatório. Foi mostrada uma redução significativa da EAE em murinos submetidos ao tratamento com vitamina D, e há evidências de que a polarização da síntese de citocinas antiinflamatórias nesses animais é responsável por esse efeito benéfico, que se caracteriza por um retardo no aparecimento da doença sendo essa menos severa que a observada no controle. Até o presente momento não foi possível fazer a identificação das citocinas no infiltrado inflamatório e linfonodos.

Esclerose Múltipla - Vitamina D - Citocinas

B233

ESTUDO HISTOLÓGICO E FUNCIONAL DAS CÉLULAS T REGULATÓRIAS CD4+CD25+ DE RATOS COM ENCEFALOMIELITE EXPERIMENTAL AUTO-IMUNE SUBMETIDOS AO TRATAMENTO COM VITAMINA D


Pedro Bordeaux Rego (Bolsista PIBIC/CNPq), Leonilda M. B. Santos (Co-orientadora) e Prof. Dr. Francesco Langone (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Esclerose múltipla é a mais comum doença desmielinizante que acomete os adultos jovens. É de etiologia desconhecida, mas admite-se que se trata de uma doença multifatorial de natureza auto-imune, apresentando uma distribuição geográfica seletiva, sendo prevalente e normalmente mais grave em altas latitudes. A deficiência de vitamina D, pela baixa exposição ao sol, tem sido aventada como um dos fatores para explicar essa distribuição.O modelo mais utilizado para o estudo da Esclerose Múltipla é a Encefalomielite Experimental Auto-imune (EAE), na qual esse modelo pode ser induzido em animais geneticamente susceptíveis pela inoculação de antígenos presentes no Sistema Nervoso Central (SNC).Assim o trabalho, a partir dos trabalhos recentes encontrados na literatura, foi de pesquisar a relação das células T-regulatorias(Treg) CD4+CD25+ em ratos com EAE tratados com vitamina D. Foi demonstrado que ratos tratados com vitamina D diariamente pela via oral, tem apresentado um retardo no surgimento da doença e um grau de doença menos severo ao controle, mostrando uma pequena imunossupressão. Também foi demonstrado que o tratamento com vitamina D induziu uma modificação na proliferação dos linfócitos T na presença do neuroantigeno (MBP). Mas ainda não foi possível identificar uma possível proliferação das células CD4+ CD25+ nos animais tratados.

Esclerose múltipla - Vitamina D - Células T regulatórias CD4+ CD25+

B234

ANÁLISE DA EXPRESSÃO E ATIVIDADE DA OXIDASE ALTERNATIVA DE CRINIPELLIS PERNICIOSA


Daniela Paula de Toledo Thomazella (Bolsista FAPESP) e Prof. Dr. Gonçalo Amarante Guimarães Pereira (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
O basidiomiceto Crinipellis perniciosa é o agente etiológico da vassoura-de-bruxa no cacaueiro. No seu genoma, foi identificado um gene homólogo a uma oxidase alternativa (AOX), cuja atividade poderia explicar a resistência que este patógeno apresenta a fungicidas à base de inibidores da cadeia respiratória principal. Em vista disso, o presente trabalho propôs a análise da atividade e expressão da AOX nas fases biotrófica e necrotrófica de desenvolvimento de C. perniciosa. A expressão da enzima foi analisada por meio da técnica Reverse Transcriptase PCR e a sua atividade foi verificada pela análise do padrão de consumo de oxigênio do fungo perante a adição de inibidores da via principal e da AOX (estrobilurina e SHAM, respectivamente). Os resultados mostraram que a atividade e expressão da enzima ocorrem em ambas as fases, mas são bastante acentuadas na fase biotrófica, de forma que, neste caso, a AOX é responsável por 90% do consumo de oxigênio total. Estes dados são coerentes com uma situação de alta produção de radicais livres e inibidores da via principal que é comum no início da resposta de hipersensibilidade da planta. Deste modo, a AOX, uma proteína insensível ao óxido nítrico (inibidor da via principal produzido pela planta) e capaz de diminuir a produção de radicais livres, pode estar atuando como um mecanismo de resistência do fungo, permitindo que o mesmo continue o seu ciclo de vida.

Crinipellis perniciosa - Oxidase alternativa - Fase biotrófica

B235

PURIFICAÇÃO E ESTUDO DE PROTEÍNAS DE FATOR DE NECROSE EM PHYTOPHTHORA, VISANDO ENTENDER OS MECANISMOS DE INTERAÇÃO PATÓGENO-HOSPEDEIRO


Gustavo Henrique Alcalá Zaparoli (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Gonçalo Amarante Guimarães Pereira (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Proteínas elicitoras produzidas pelo patógeno são reconhecidas por receptores na planta, e uma vez acontecida esta interação, é desencadeada uma cascata de sinais que pode levar a respostas de defesa ou susceptibilidade. A identificação e caracterização de proteínas elicitoras permite entender a natureza da interação planta-patógeno. Organismos do gênero Phytophthora são responsáveis por grandes perdas na agricultura, e sua forma de atuação em doenças parece estar relacionada com proteínas elicitoras, entre elas o chamado Fator de Necrose. O gene de Fator de Necrose, do oomyceto Phytophthora parasítica, foi clonado e expresso. A purificação da proteína, testes fisiológicos de infiltração em folhas, e a caracterização estrutural da proteína por métodos biofísicos, foram realizados para melhor compreensão de seu modo de atuação nos hospedeiros.

Elicitores - Phytophthora - Interação patógeno-hospedeiro

B236

CHANGES IN CHOLESTEROL DISTRIBUITION AMONG PLASMA LIPOPROTEINS INDUCED BY TESTOSTERONE TREATMENT


Adriano A. Mariscal (Bolsista FAPESP), Andréa Casquero (Doutoranda FAPESP), Laura L. S. Teixeira (Bolsista PIBIC/CNPq), Alessandro G. Salerno (Doutorando FAPESP), Patrícia R. Patrício (Mestranda CAPES) e Profa. Dra. Helena Coutinho Franco de Oliveira (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Objective: In a previous work we demonstrated that treatment with a mixture of testosterone esters (Durateston) increased the cholesteryl ester transfer protein (CETP) and decreased hepatic lipase (HL) activities. In these work, we tested the hypothesis that these changes would affect plasma concentration and removal rate of HDL. Methods and results: Mice expressing CETP and partial deficiency of LDL receptor were treated with Durateston (DT) or placebo (PL) during 3 weeks. HDL labeled with ³H-cholesterol oleoyl ether (CEt) was injected i.v. in DT and PL mice and the tracer was followed in plasma up to 6 hours. DT treatment resulted in significant (p<0.001) increases in plasma triglycerides, total and LDL-cholesterol, reduction in HDL-cholesterol levels, elevation of CETP and reduction in HL. ³HCEt-HDL plasma removal was not affected by DT treatment. However, there was a significant reduction in ³H-HDL and parallel increase in ³H-LDL confirming increased CE transfer from HDL to LDL and suggesting slower plasma removal rate of LDL. Conclusions: These data indicates that testosterone supplementation reduces HDL- and increases LDL-cholesterol levels. Kinetic studies suggested that LDL- cholesterol plasma removal rate was slowed down by increased CETP mediated CE acquisition and partial deficiency of tissue LDL receptor.

Cholesterol - Testosterone - CETP

B237

LDL RECEPTOR DEFECTIVE MICE PRESENT ELEVATED LIVER LIPOGENESIS AND PERIGONADAL ADIPOSE TISSUE MASS


Gabriel de Gabriel e Dorighello (Bolsista FAPESP), Alessandro Gonzales Salerno (Doutorado FAPESP), Prof. Dr. Aníbal Eugênio Vercesi (Co-orientador) e Profa. Dra. Helena Coutinho Franco de Oliveira (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
LDL receptor knockout (K/O) mice are models of familiar hypercholesterolemia, a disease characterized by high LDL-cholesterol plasma levels and early atherosclerosis manifestation. However, the whole body cholesterol (chol) and triglycerides (TG) homeostasis are not completely established in these mice. In this work we determined the plasma lipoprotein profile, aortic atherosclerosis lesion, perigonadal adipose tissue mass and liver lipogenesis and steroidogenesis in K/O and wild type (WT) mice after 2 weeks on a low (chow) or high fat and high cholesterol (western) diets. K/O mice presented 10-fold and 33-fold increase in LDL-chol when fed a chow and western diet, respectively, as compared to WT mice. Two weeks of western diet induced aortic root atherosclerotic lesions in the K/O mice (22 x 103μm2) but not in the WT mice. K/O mice presented lower body weight (-17%, p<0.05) but higher relative weight of perigonadal adipose tissue (+ 35%, p<0.05) than the age matched WT mice, for both type of diets. Total liver lipogenesis and steroidogenesis were 33 and 50% higher, respectively, in K/O than in WT mice under chow diet. As expected, after the western diet, these de novo biosynthetic processes were markedly inhibited and no differences were observed between K/O and WT mice. These results suggest that increased liver lipogenesis contributes to higher adipose depot formation in K/O mice and predispose these mice to develop obesity.

Cholesterol - Adipose tissue mass - Lipogenesis

B238

REDUÇÃO DA ADIPOSIDADE EM CAMUNDONGOS TRANSGÊNICOS QUE SUPEREXPRESSAM A PROTEÍNA DE TRANFERÊNCIA DE COLESTERIL-ÉSTER (CETP).


Tiago Rodrigues e Silva (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Helena Coutinho Franco de Oliveira (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A CETP promove a troca de triglicérides (TG) das lipoproteínas ricas em TG por colesteril éster das HDL. Neste trabalho testamos a hipótese de que a redistribuição de TG poderia desviar o fluxo de ácidos graxos do tecido adiposo e resultar em alteração da adiposidade. Camundongos transgênicos fêmeas que expressam a CETP (Tg) foram comparados a controles que não expressam CETP (nTg) quando submetidos a dieta pobre (4%) ou rica (14%) em gordura. Na vigência de dieta pobre em gordura, os CETP Tg apresentaram menor peso corpóreo no desmame e na idade adulta em relação aos nTg. O peso relativo (% peso corpóreo) do tecido adiposo perigonadal estava reduzido nos CETP Tg quando comparados aos nTg da mesma idade: 0,28±0,04 vs. 0,69±0,06, p<0,0001. A ingesta alimentar e a absorção de gordura da dieta (gordura ingerida–excretada) foram similares em ambos os grupos. A concentração plasmática de leptina também estava reduzida nos CETP Tg em relação aos nTG: 0,63±0,18 vs. 1,41±0,40, p<0,05. Quando submetidos a um período de 20 semanas de dieta rica em gordura, as diferenças de peso corpóreo e de tecido adiposo visceral entre CETP TG e nTg desapareceram, apesar de menor ingestão e absorção de gordura da dieta nos CETP Tgem relação ano nTg. Porém, os depósitos adiposos subcutâneos, medidos por extração lipídica das carcaças, estavam reduzidos nos CETP Tg: 11,2±0,6 vs.14,6 ±1,5, p<0,05, assim como a concentração plasmática de leptina: 12,0±1,6 vs. 23,05±5,3, p<0,05. Os animais que expressam CETP apresentaram menor formação de tecido adiposo e menor produção de leptina que os controles. O comportamento alimentar destes animais não corresponde ao padrão esperado resultante da sinalização central de leptina, sugerindo alteração de sensibilidde ou defeito de sinalização da leptina.

Camundongos transgênicos - CETP - Adiposidade

B239

CICLOSPORINA-A INIBE A CAPTAÇÃO DE CÁLCIO POR MITOCÔNDRIAS ISOLADAS DE CITRUS SINENSIS


Halley Caixeta de Oliveira (Bolsista PIBIC/CNPq), Elzira E. Saviani, Jusceley P. F. Oliveira e Profa. Dra. Ione Salgado (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Mitocôndrias de vários organismos possuem vias distintas que permitem a entrada e a saída de cálcio (Ca2+), regulando a concentração desse cátion na matriz. Neste trabalho, analisou-se o efeito da droga imunossupressora ciclosporina-A (CsA) no transporte de Ca2+ por mitocôndrias isoladas de Citrus sinensis. A concentração de Ca2+ e o potencial de membrana mitocondrial foram estimados utilizando-se os indicadores arzenazo III e safranina, respectivamente. A atividade respiratória foi acompanhada com um eletrodo Clark. CsA inibiu de maneira concentração-dependente a captação de Ca2+ por mitocôndrias de Citrus. Entretanto, ela não afetou a liberação de Ca2+ induzida por vermelho de rutênio. Além disso, CsA preveniu o desacoplamento da atividade respiratória e a queda do potencial de membrana mitocondrial decorrentes da captação de Ca2+. Conforme já descrito na literatura, CsA não teve efeito no influxo de Ca2+, mas inibiu a liberação induzida por vermelho de rutênio em mitocôndrias isoladas de fígado de rato. Os resultados sugerem que CsA atua como um inibidor da captação de Ca2+ por mitocôndrias de Citrus, mas não interfere na via de efluxo, diferentemente do que ocorre em mitocôndrias animais. Essa ação da CsA poderia explicar a prevenção da apoptose em células vegetais por essa droga.

Transporte de cálcio - Mitocôndria - Ciclosporina-A

B240

PRODUÇÃO DO RADICAL ÓXIDO NÍTRICO EM BOTÕES FLORAIS DE Arabidopsis thaliana


Kelly Seligman (Bolsista FAPESP), Cecília A. F. Pinto-Maglio e Profa. Dra. Ione Salgado (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
O radical óxido nítrico (NO) vem emergindo como um importante mensageiro para o crescimento e desenvolvimento vegetal. Embora a produção de NO já tenha sido detectada em várias espécies vegetais, o mecanismo molecular responsável por sua síntese é ainda controverso. Enzimas com atividade óxido nítrico sintase (NOS) e a nitrato redutase (NR) têm sido apontadas como as principais responsáveis pela origem deste radical nos vegetais. O principal objetivo deste trabalho foi localizar a produção de NO e identificar a enzima responsável pela produção deste radical durante o desenvolvimento floral. Para tanto, a produção de NO foi avaliada através de microscopia de fluorescência, utilizando-se o indicador DAF-2DA, em botões florais da planta modelo A. thaliana do tipo selvagem e do mutante nia1 nia2, que é defectivo duplo para a enzima NR. A emissão de NO mostrou ser específica para alguns tipos de células do gineceu e do estame. A produção de NO nas papilas estigmáticas não foi afetada pela deficiência da NR, sugerindo que a enzima NOS é expressa nestas células. O filete da antera apresentou produção de NO NR-dependente, enquanto que, sépalas e pétalas não apresentaram emissão de NO. Os resultados sugerem que o NO é produzido pelas enzimas NOS e NR em células específicas das estruturas reprodutivas das plantas e deve ter um papel importante no desenvolvimento floral.

NO - Arabidopsis - Desenvolvimento floral

B241

PROTEOMA DIFERENCIAL DE HELICOBACTER PYLORI PROVINDAS DE GASTRITE CRÔNICA, ÚLCERA PÉPTICA E CARCINOMA GASTRODUODENAL


Diego Roberto Barbosa Pereira (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. José Camillo Novello (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
O Helicobacter pylori é uma bactéria gram-negativa, microareófila e flagelada, atualmente reconhecida como a principal causadora de úlcera péptica. O proteoma pode desvendar respostas celulares e a expressão protéica da bactéria em seu microambiente. Neste trabalho, foi realizada a análise proteômica de cepas de H. pylori obtidas de pacientes com úlcera péptica e gastrite, não sendo possível obter amostras de carcinoma gastroduodenal. Para isso, as cepas de H. pylori foram cultivadas a partir de biópsias gástricas coletadas durante a endoscopia digestiva alta de pacientes com gastrite e úlcera péptica. Após a ruptura celular e extração das proteínas, foram feitas a 1a dimensão da eletroforese (isoeletrofocalização), a 2a dimensão da eletroforese (realizada em gel de acrilamida 12,5%) e a identificação de peptídeos após digestão com tripsina. Foram visualizados spots de proteínas dos géis através do método de detecção por solução de nitrato de prata e alguns dos principais spots foram identificados em espectrômetro de massas MALDI-TOF. Com este trabalho conseguiu-se a construção de mapas proteômicos de boa resolução e a identificação de algumas proteínas. A análise protéica comparativa entre as cepas de H. pylori está em andamento e potencialmente esclarecerá pontos importantes sobre diferentes proteínas relacionadas a mecanismos patogênicos entre as cepas pesquisadas.

Helicobacter pylori - Proteoma - Eletroforese

B242

PROTEOMA COMPARATIVO DO FITOPATÓGENO XANTHOMONAS AXONOPODIS PV. CITRI: AMOSTRAS NORMAIS E MUTANTES PARA SISTEMAS DE SECREÇÃO TIPO II


Ricardo Shiniti Oka Horiuchi (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. José Camillo Novello (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
No Brasil, os fitopatógenos geram grandes perdas econômicas. Um destes fitopatógenos é a bactéria Xanthomonas axonopodis pv. citri, causadora da doença conhecida por Cancro Cítrico. Esta bactéria teve seu genoma decifrado e então novos trabalhos funcionais usam estes dados gerados a fim de se entender melhor a patogenia causada, principalmente no aspecto molecular, por onde acredita-se poder atacar este patógeno. Para estudar as possíveis funções dos genes SS-II e sua relação com a patogenicidade da Xanthomonas axonopodis pv. citri, linhagens mutantes desses genes foram desenvolvidas. A proteômica surge como uma ferramenta de estudo diferencial na expressão protéica de diferentes amostras. O presente trabalho visou comparar, através de técnicas de SDS – PAGE, Eletroforese Bidimensional e Espectrometria de Massas, o proteoma da Xanthomonas axonopodis pv. citri em condições normais de crescimento (a mesma linhagem e mesmo modo de crescimento utilizado pelo genoma) com o proteoma de células de Xanthomonas axonopodis pv. citri com genes nocauteados. Foram observadas diferenças na expressões proteicas das amostras utilizadas no estudo.

Proteoma - Xanthomonas axonopodis pv. citri - Cancro cítrico

B243

ESTRATÉGIAS DE DEFESA CONTRA HERBIVORIA. COMPARAÇÃO ENTRE R- E K-ESTRATEGISTAS: IPOMOEA CARNEA FISTULOSA (CONVOLVULACEAE) E ASCLEPIAS CURASSAVICA (ASCLEPIADACEAE)


Mariana Alves Stanton (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. José Roberto Trigo (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
As principais estratégias de defesa de plantas contra herbívoros são a produção de substâncias químicas, o crescimento compensatório e a indução de defesas bióticas. Este trabalho procura entender melhor as estratégias de defesa frente a herbivoria em duas espécies com diferentes histórias de vida: Ipomoea carnea fistulosa (K-estrategista) e Asclepias curassavica (r-estrategista). A simulação de herbivoria foi feita retirando-se quinzenalmente 50% da biomassa foliar nova. Estudamos como ambas as espécies respondem a esses danos em relação à alocação de biomassa para o crescimento e a produção de estruturas reprodutivas. Em I.c. fistulosa observou-se que plantas com herbivoria simulada crescem na mesma proporção que plantas controle, mas retardam seu evento reprodutivo. Em A. curassavica os dados sugerem que plantas com herbivoria simulada investem em estruturas reprodutivas mais rapidamente que plantas controle, mas assim como em I. c, fistulosa, a alocação de biomassa é igual para os dois grupos. A estratégia de defesa de A. curassavica é condizente com a estratégia de um organismo r-estrategista, procurando reproduzir-se rapidamente quando as pressões seletivas, como p.e. herbivoria, tornam-se limitantes para a sua sobrevivência, enquanto I. c. fistulosa possui uma estratégia de atrasar sua reprodução face a pressões de herbivoria, condizente com um organismo K-estrategista.

Estratégia de defesa - Herbivoria - História de vida

B244

FONTE DE NITROGÊNIO PARA O ACÚMULO DE COMPOSTOS NITROGENADOS NA RAIZ DURANTE O ALAGAMENTO (HIPÓXIA) DO SISTEMA RADICULAR DE SOJA.


Vinícius Lourenço Garcia de Brito (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Ladaslav Sodek (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A presença do nitrato no meio é considerada benéfica na tolerância das plantas à hipóxia do sistema radicular, provocada pelo alagamento. Foi investigado o metabolismo de N em raízes de soja alagadas na presença e ausência do nitrato. Houve aumento substancial de alanina na seiva do xilema com hipóxia. Proteínas e aminoácidos aumentaram substancialmente nas raízes não-noduladas durante a hipóxia tanto na presença como na ausência do nitrato. Na ausência do nitrato, houve também queda substancial no teor endógeno de nitrato na raiz. Um ensaio com plantas noduladas sem nitrato exógeno ou endógeno também apresentou um acúmulo de proteínas e aminoácidos nas raízes. Neste caso, a fonte de N para o aumento em N orgânico não pode ser atribuída ao nitrato. Levantou-se a hipótese de que a parte aérea poderia ser a fonte de N. Uma análise dos compostos nitrogenados antes e depois da hipóxia revelou uma ligeira queda nos teores de proteína e N total nas folhas, suficiente para explicar as variações encontradas na raiz. Porém, os resultados não foram conclusivos, pois houve variações de N também no caule e no nódulo. As evidências aqui apresentadas sugerem que o nitrato, quando presente, pode ser a fonte de N para o acúmulo de proteína e aminoácidos na raiz durante a hipóxia.

Soja - Hipóxia - Nitrogênio

B245

ESTUDO DOS EFEITOSDO LASER HENE SOBRE AS LESÕESPARACOCCIDIODOMICÓTICAS


Maria Carolina Ferreira (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Liana Maria Cardoso Verinaud (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A Paracoccidiodomicose é uma micose sistêmica, causada pelo fungo P. brasiliensis, podendo atingir a pele onde causa lesões graves, dolorosas e de difícil cura pelos tratamentos convencionais. Assim, torna-se interessante o desenvolvimento de terapias capazes de acelerar a cicatrização destas lesões. Tem sido observado que a utilização de lasers de baixa potência auxilia o processo de cicatrização, além de possuírem propriedades microbicidas, podendo, assim, constituírem adjuvantes no tratamento desta infecção. Neste trabalho avaliamos os efeitos da irradiação do laser HeNe em lesões cutâneas de animais infectados com P. brasiliensis. Para tanto patas lesionadas foram irradiadas durante 3 ou 5 dias e avaliadas histologicamente comparando-as com lesões de animais controle. A presença de IFN-γ e TNF-α no soro, utilizando a técnica de ELISA, e nos cortes histológicos, através de imunohistoquímica indireta, também foi investigada. As análises histológicas mostraram que nos animais tratados houve aceleração do processo cicatrizatório, presença, na lesão, de tipos celulares diferentes dos controles e maior quantidade de fibras colágenas. Acentuada redução do inchaço das patas e da ulceração superficial também foi observada. Verificamos ainda a presença de IFN-γ em lesões dos animais tratados e de TNF-α nos controles. Nossos resultados sugerem que o laser HeNe acelera a cicatrização da lesão e influencia a produção de citocinas no local.

P. brasiliensis - LaserHene - Citocinas

B246

DETERMINAÇÃO DA CINÉTICA DE CRESCIMENTO E ANÁLISE DO PADRÃO DE EXPRESSÃO DE GFAP DA LINHAGEM NG97


Tatiane Queiroz Zorzeto (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Liana Maria Cardoso Verinaud (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Estudos oncológicos, como o estabelecimento de linhagens celulares permanentes provenientes de tumores humanos, têm se mostrado cruciais ao entendimento de neoplasias de toda ordem. Por essa razão, uma linhagem de glioblastoma humano, denominada NG97, foi recentemente estabelecida em nosso laboratório. Com o intuito de ampliar os conhecimentos sobre essa nova linhagem, o presente trabalho objetivou a determinação da cinética de crescimento celular e do padrão fenotípico de expressão da proteína glial fibrilar ácida (GFAP) durante o período de cultura. Para tanto, foram determinadas curvas de crescimento celular ao longo da cultura e calculados os tempos de duplicação a partir dos gráficos obtidos. A análise estatística desses resultados demonstrou não existir diferenças significativas entre os mesmos, havendo estabilidade na cinética de crescimento da linhagem durante o período de estudo. A investigação da expressão de GFAP, filamento intermediário próprio de astrócitos, foi realizada através de reação imunocitoquímica. Embora as passagens iniciais tenham-se demonstrado positivas para o marcador, confirmando a origem astrocitária da linhagem, as células deixaram de expressar essa molécula em passagens mais tardias. Esses resultados concordam com dados da literatura, em que algumas linhagens de glioma perderam a capacidade de sintetizar GFAP após várias passagens in vitro.

Glioma - Crescimento celular - GFAP

B247

EFEITOS DA METFORMINA SOBRE PARÂMETROS MORFOMÉTRICOS E GLICEMIA DE RATOS COM TUMOR DE WALKER


André Gustavo de Oliveira (Bolsista SAE/UNICAMP), Prof. Dr. Antônio Ari Gonçalves e Profa. Dra. Maria C. C. G. Marcondes (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
O câncer desenvolve estado caquético em função da intensa mobilização de nutrientes, direcionados à atividade celular neoplásica, caracterizando-se por perda involuntária de peso, principalmente gordura e proteína corpórea total, com alteração significativa do metabolismo de glicose. A metformina (M), farmaco que reduz os níveis de glicose sanguínea, tem sido utilizada para tratamento de alguns tipos de câncer. A proposta desse estudo foi avaliar os efeitos da administração de metformina em animais com tumor de Walker (W), na possibilidade de melhorar o estado caquético dos mesmos e, provavelmente, inibir a evolução tumoral. Foram utilizados ratos Wistar com 21 dias, alimentados com dieta normoprotéica, tratados ou não com metformina, e distribuídos: C (Controle), W (Tumor), CM (Controle Metformina) e WM (Tumor e Metformina). Após o sacrifício, verificou-se que os animais W apresentaram significativa alteração de peso de órgãos como coração, fígado, músculo e adrenais, enquanto que os WM apresentaram redução menos expressiva do que os W, apesar do peso tumoral ser semelhante entre os dois grupos. A glicemia foi reduzida nos W, porem mantida nos WM, em relação ao grupo C, sugerindo que essa manutenção da glicemia disponibilize substrato energético (glicose) tanto para o crescimento tumoral, como também para a manutenção da carcaça do hospedeiro.

Câncer - Metformina - Teste de tolerância a glicose

B248

ANÁLISE DE PICOBIRNAVÍRUS (PBV) EM AMOSTRAS FECAIS DE ANIMAIS SILVESTRES E DOMÉSTICOS E VERIFICAÇÃO DE POSSÍVEIS GENOGRUPOS


Erich de Castro (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria Silvia Viccari Gatti (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Os Picobirnavírus (PBV) são vírus de RNA dupla fita, bi-segmentados, com um diâmetro entre 30 a 40nm. Apesar de sua descrição em aves e mamíferos, não há dados conclusivos sobre sua distribuição na natureza. A genotipagem destes vírus também não está definida. Vírus detectados em diferentes espécies animais podem ser classificados em dois genogrupos. Fezes de aves e mamíferos (23 espécies) foram analisadas por Eletroforese em Gel de Poliacrilamida (EGPA) e RT-PCR, para a identificação e genotipagem de PBV. Somente duas amostras de cães foram positivas em EGPA, correspondendo a 1,1% do total de amostras analisadas (n=185). Uma dessas amostras amplificou quando submetida aos testes de RT-PCR com o conjunto de iniciadores PicoB25 e PicoB43 (genogrupo 1). A outra amostra não amplificou com este conjunto de iniciadores e tampouco com o conjunto PicoB23 e PicoB24 (genogrupo 2). Duas amostras PBV negativas em EGPA foram caracterizadas como genogrupo 1. Portanto, em cães foi possível detectar PBV do genogrupo 1, mas não do genogrupo 2. A amostra positiva em EGPA e negativa em RT-PCR para os dois genogrupos sugere que outros genogrupos estão em circulação e necessitam ser determinados. Essa é a primeira descrição de PBV genogrupo 1 em cães.

Picobirnavírus - Cães - Genogrupos

B249

IDENTIFICAÇÃO E MAPEAMENTO DE ESPÉCIES E GENOTIPOS DE ROTAVIRUS EM SUÍNOS NÃO VACINADOS E VACINADOS COM VACINA DIVALENTE PARA G4 E G5.


Guilherme Morais Gennari (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria Silvia Viccari Gatti (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Os rotavírus (RV) são agentes etiológicos de diarréia e acometem, principalmente, crianças e animais neonatos. A infecção em suínos dá-se por diferentes espécies de rotavírus, sendo RV-A a mais prevalente. Objetivando verificar a eficiência de uma vacina anti-RVA (G4 e G5) em suínos de quatro unidades federativas do Brasil, amostras de fezes foram analisadas para a presença de RV. As espécies foram determinadas por eletroforese em gel de poliacrilamida (EGPA), sendo RV-A identificada em 95,8% e RV-C em 4,2% do total de amostras positivas. A análise estatística da presença de RV-A em animais com (28,2%) e sem diarréia (17,8%) não mostrou diferença significante, fato associado à imunização passiva e desenvolvimento do sistema imune do animal. Após o desmame, houve aumento na freqüência de identificação do vírus. Em 30,4% das amostras RV-A positivas foi identificado mais de um eletroferótipo, sugestivo de co-infecção. Testes para genotipagem dos RV-A como o RT-nested-PCR estão sendo adaptados e até o momento amostras do genotipo P[7] já foram identificadas. A não disponibilização de amostras pós-vacinação não nos permitem análises diferenciais.

Rotavírus - Suínos - Genotipos

B250

CRIAÇÃO DE LAMINÁRIO PERMANENTE PADRÃO PARA IDENTIFICAÇÃO DE DROGAS VEGETAIS DE INTERESSE FARMACÊUTICO


Tânia Misae Watanabe (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Marília de Moraes Castro (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Laminário permanente constitui uma importante ferramenta para a manutenção de coleção de drogas padrão a ser utilizada na identificação de drogas vegetais (órgãos originados de plantas ou produtos transformados, que servem de base para a produção de medicamentos) baseada em caracteres morfológicos. Protocolos laboratoriais específicos foram pesquisados para cada droga; as técnicas de fixação, desidratação, inclusão em parafina e coloração foram adaptadas para as drogas de cada espécie medicinal/potencialmente medicinal. Cerca de 30 protocolos laboratoriais foram testados para as dez espécies selecionadas: Baccharis trimera, Coleus barbatus, Cryptocarya aff. moschata, Cymbopogon citratus, Equisetum giganteum, Lantana camara, Mentha piperita, Mikania glomerata, Pilocarpus microphyllus e Vernonia polyanthes. Além do laminário permanente padrão, roteiros descritivos das características morfológicas, químicas e medicinais das espécies, pranchas coloridas com registros fotomicrográficos ilustrativos dos caracteres micromorfológicos das drogas e slides foram produzidos. Todo este material poderá ser utilizado nas aulas práticas de Cursos de Graduação em Ciências Biológicas e em Farmácia, ou em empresas farmacêuticas auxiliando na identificação de drogas vegetais.

Drogas vegetais - Laminário padrão - Anatomia vegetal

B251

LEVANTAMENTO DA FAUNA HELMINTOLÓGICA EM ASTYANAX ALTIPARANAE (PISCES: CHARACIDAE) NA FAZENDA RIO DAS PEDRAS, CAMPINAS, SÃO PAULO


Gabriela Brandão Azevedo (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Marlene Tiduko Ueta (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Astyanax altiparanae Garutti & Britski, 2000, conhecido também como “lambari-de-rabo-amarelo”, apresenta valor comercial, sendo apreciado como alimento e na pesca esportiva. Neste trabalho foi caracterizada a fauna helmintológica de A. altiparanae presentes em lagos e tanques da fazenda Rio das Pedras, comparando-se a influência dos diferentes corpos d´água, do sexo e do estágio de maturidade sexual na aquisição de parasitos. As coletas foram realizadas mensalmente e os peixes foram pesados, medidos, determinados o sexo e o estágio de maturidade sexual. Os parasitos foram coletados, fixados e identificados. Determinou-se a prevalência (P), a intensidade de infecção (I) e a abundância (A) dos helmintos parasitos. Nos exemplares coletados encontrou-se Ancyrocephalinae (Monogenea) nas brânquias (P=91%; I=9,21; A=8,39), metacercária de Clinostomidae (Trematoda) na superfície corporal (P=85%; I=11,62; A=9,89), metacestódeos de Proteocephalidea (Cestoda) na cavidade geral (P= 71%), Senga sp. (Cestoda) nos cecos pilóricos (P=4%; I=3,33; A=0,13), larva de Nematoda (P=4%; I=1; A=0,04), Procamallanus (Spirocamallanus) inopinatus (Nematoda) no intestino e cecos pilóricos (P= 19%; I=1,23; A=0,24). Todos os indivíduos apresentaram-se parasitados, por pelo menos, uma espécie de parasito. As larvas de cestódeos e P. inopinatus foram encontradas apenas nos lagos, que apresentaram também maior intensidade de monogêneas e metacercárias, enquanto Senga sp. foi encontrado somente nos tanques. O sexo e o estádio de maturidade não influenciaram no parasitismo.

Astyanax altiparanae - Helmintos parasitas - Corpos de água doce

B252

DETERMINAÇÃO DA LOCALIZAÇÃO SUBCELULAR DOS FATORES REGULADORES DA TRANSCRIÇÃO DO TIPO BZIP ATBZIP76 E ATBZIP78 DE ARABIDOPSIS THALIANA


Amanda Bortolini Silveira (Bolsista PIBIC/CNPq), Luiz Gustavo Guedes Corrêa e Prof. Dr. Michel Georges Albert Vincentz (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Fatores reguladores de transcrição desempenham um importante papel no crescimento e desenvolvimento de todos os organismos. Fatores de transcrição do tipo bZIP são caracterizados por um motivo básico de ligação ao DNA e localização nuclear, e por um zíper de leucinas, relacionado a dimerização. Mostramos que o genoma de Arabidopsis thaliana codifica para 77 fatores de transcrição do tipo bZIP, que foram agrupados em 11 grupos de genes homólogos de mono e eudicotiledôneas. O Grupo E é formado por dois Possíveis Grupos de genes Ortológos de mono e eudicotiledôneas, PoGO E1 e PoGO E2, sugerindo que este grupo representa duas funções ancestrais importantes entre angiospermas. Membros do PoGO E1 apresentam como particularidade um motivo básico possivelmente alterado para uma seqüência de localização nuclear bipartida característica de fatores bZIP. Iniciamos a caracterização funcional dos membros do PoGO E1, procurando inicialmente avaliar a localização subcelular de duas proteínas de Arabidopsis thaliana pertencentes a este grupo, AtbZIP76 e AtbZIP78. Para isto, fusões traducionais entre os cDNAs de AtbZIP76 e AtbZIP78 com o gene marcador “Red Fluorescent Protein” (RFP) foram obtidas e utilizadas na determinação da localização subcelular dessas proteínas em um sistema de expressão transiente em células de cebola. Os resultados indicam que estes fatores estão sendo direcionados ao núcleo, o que coloca em dúvida a real necessidade do domínio bipartido de localização nuclear para o correto endereçamento destes fatores.

BZIP - Regulação da transcrição - RFP

B253

OBTENÇÃO E SELEÇÃO DE LINHAGENS HOMOZIGOTAS PARA OS ALELOS NULOS DOS GENES Bzo2h1, Bzo2h2 e Bzo2h4 em Arabidopsis thaliana


Bruno Mello Mulato (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Michel Georges Albert Vincentz (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
O gene Opaco-2 (O2) codifica para um fator de regulação da transcrição do tipo bZIP, e é um importante locus de regulação que atua no controle coordenado do metabolismo do carbono, do nitrogênio e da síntese de prolaminas de reserva durante o desenvolvimento da semente do milho (Zea mays). Identificamos o conjunto completo de quatro genes homólogos a O2 na planta dicotiledônea Arabidopsis thaliana (Bzo2h1, Bzo2h2, Bzo2h3 e Bzo2h4) e iniciamos uma caracterização funcional desses quatro genes usando ferramentas de genética reversa. O projeto apresentado visa obter e selecionar linhagens homozigóticas, para a inserção do TDNA nos genes Bzo2h1, Bzo2h2 e Bzo2h4 (situados em cromossomos diferentes). A inserção do TDNA num gene resulta num alelo nulo desse gene e integra um marcador de seleção positiva (resistência a antibiótico), tornando possível a seleção de plantas em meios de cultura. Posteriormente, o objetivo é a obtenção de genótipos duplo e triplo homozigotos nas seguintes combinações: Bzo2h1 e Bzo2h4; e Bzo2h1, Bzo2h2 e Bzo2h4. Esta abordagem é importante, pois almeja avaliar o grau de redundância funcional entre esses genes. Em seguida, pretende-se avaliar as respostas de tais genótipos à variação das condições do meio como luz, temperatura, presença de hormônios etc.

Fatores de regulação bZIP - Alelos nulos - Linhagens homozigóticas

B254

UTILIZAÇÃO DOS DADOS “EXPRESSED SEQUENCE TAG” PARA DEFINIR GRUPOS ORTÓLOGOS DE FATORES DE REGULAÇÃO DA TRANSCRIÇÃO DO TIPO NAC DE ANGIOSPERMAS


Mina Cintho (Bolsista PIBIC/CNPq), Luiz Gustavo Guedes Corrêa e Prof. Dr. Michel Georges Albert Vincentz (Orientador), Instituto de Biologia - IB,UNICAMP
A identificação de grupos de genes ortólogos a partir de várias linhagens evolutivas permite racionalizar os estudos evolutivos e funcionais de proteínas homólogas. Dentro deste contexto, o projeto apresentado visa contribuir para um melhor conhecimento da evolução e função dos fatores de regulação de transcrição do tipo NAC em angiospermas. Os fatores de transcrição do tipo NAC são específicos de plantas, possuem um motivo formado por uma folha torcida beta, rodeada por elementos helicoidais e são expressos em vários estágios de desenvolvimento da planta, em embriões, raiz e flores e estão envolvidos em processos de desenvolvimento e morfogênese e na resposta a stress. O trabalho estabeleceu um protocolo de interface computacional que permitiu integrar os dados obtidos com os as informações dos bancos de dados de “Expressed Sequence Tags” (ESTs) para aumentar a resolução das relações evolutivas de fatores NAC e dos “Possíveis Grupo de Ortólogos” (PoGOs) de genes de NAC de angiospermas. Foi observado que o conjunto completo de fatores de transcrição do tipo NAC apresenta três motivos/domínios conservados compostos por 82 aminoácidos. Foram encontrados 23 grupos de genes NAC, os quais se subdividem em 14 PoGOs e 32 grupos de parálogos para Arabidopsis thaliana e Oriza sativa.

NAC - Regulação - Filogenia

B255

DESENVOLVIMENTO DE UM MODELO DE COMPOSTAGEM COMO INSTRUMENTO DE RECICLAGEM DE RESÍDUOS ORGÂNICOS NA MORADIA ESTUDANTIL DA UNICAMP


Bruno Ricardo Marques Dutra (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Mohamed Ezz El Din Mostafa Habib (Orientador) e George Leandro Monte Barbosa, Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A fração considerável do resíduo domiciliar é orgânica, se aproximando de 50% em várias localidades. Sua elevada produção e incorreta disposição estão levando a saturação de aterros sanitários e causando sérios impactos ambientais negativos, inclusive os de saúde pública. No processo de compostagem, a matéria orgânica é transformada através de reações bio-oxidativas promovidas principalmente por microorganismos em um tipo de fertilizante orgânico. A proposta deste trabalho foi a implantação de um pátio de compostagem na Moradia Estudantil. Para isto, estruturou-se um sistema de coleta e realizaram-se diversas ações de conscientização e sensibilização ambiental para a correta separação de resíduos, por parte dos alunos residentes na Moradia. Um levantamento teórico-prático da produção de resíduos orgânicos por estudantes permitiu o estabelecimento de uma amostra de 50 residências, das 250 existentes, que fornecem uma média semanal de 175 kg mat.orgânica para a montagem de pilhas com 350 kg de resíduos. Estas pilhas em um estágio subseqüente são submetidas a diversas condições de aeração e maturação, às quais são aplicados testes de temperatura, umidade e tempo de maturação para uma avaliação e futura seleção das técnicas de compostagem mais eficientes. Assim, a implementação deste plano piloto de pátio de compostagem pode corresponder a um modelo para o tratamento de resíduo orgânico em pequenos agrupamentos urbanos ou mesmo para uma única residência.

Compostagem - Resíduo orgânico - Reciclagem

B256

CITOTOXICIDADE COMPARATIVA DA DESIDROCROTONINA EM SISTEMAS DE LIBERAÇÃO CONTROLADA EM CÉLULAS DA LEUCEMIA HUMANA


Lucas Frungillo Lima (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Nora Marcela Haun Quiros (Orientadora), Faculdade de Biologia - IB, UNICAMP
A utilização de polímeros biodegradáveis no desenvolvimento de sistemas de liberação controlada tem se mostrado uma área promissora na busca por alternativas mais eficientes e menos tóxicas para a terapia de diversas doenças; como na quimioterapia do câncer, onde é proporcionado aumento da eficácia terapêutica e estabilidade da droga, assim como, a redução dos efeitos colaterais. As ciclodextrinas são um grupo de oligossacarídeos, que promovem modificações de propriedades físico-farmacêuticas de várias drogas através da formação de complexos de inclusões. A desidrocrotonina (DHC) é extraída das cascas de Croton cajucara (Sacaca) com atividades biológicas comprovadas. Neste trabalho foi investigado o efeito da ß-ciclodextrina, Metil-ß-ciclodextrina e Hidroxipropil-ß-ciclodextrina em complexos de inclusão contendo a desidrocrotonina (-CD/DHC, Me--CD/DHC e HP--CD/DHC, respectivamente) na inibição da viabilidade celular em quatro linhagens celulares de leucemia mielóide humana: HL60, U937, K562 e K562-Lucena, através da investigação de diferenciação celular e de apoptose. O valor de IC50 foi avaliado pela dosagem da atividade fosfatásica (PTP) e redução do MTT. Nossos resultados indicam que a inclusão da desidrocrotonina em ciclodextrinas aumenta o efeito citotóxico.

Desidrocrotonina - Citotoxicidade - Apoptose

B257

AVALIAÇÃO DA CITOTOXICIDADE DA DESIDROCROTONINA EM LINHAGENS CELULARES DE ADENOCARCINOMA DE CÓLON HUMANO


Paula Araújo Monteiro (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Nora Marcela Haun Quiros (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A desidrocrotonina é uma diterpeno-lactona extraída de cascas de Croton cajucara (sacaca) possuindo efeitos hipoglicêmicos, anti-ulceragênicos e antitumorais. O desenvolvimento do câncer de cólon humano é geralmente caracterizado no estágio inicial por hiperproliferação do epitélio levando a formação de adenomas, sendo essa a principal conseqüência da desregulação do controle do ciclo celular e/ou a supressão da apoptose como é geralmente observado em canceres colo-retais. O objetivo desse estudo foi investigar a atividade da desidrocrotonina em linhagens celulares de adenocarcinoma de cólon humano: Caco-2 e HT-29. Incubando-se as linhagens com diferentes concentrações de desidrocrotonina em três ensaios de viabilidade celular (Redução do MTT, Vermelho Neutro e Conteúdo de Ácidos Nucleicos ), foram avaliados diferentes aspectos funcionais, tais como viabilidade mitocondrial, integridade lisossomal e conteúdo celular. A desidrocrotonina apresentou efeitos inibitórios similares na Caco-2 e HT-29, mas teve menos efeito citotóxico na segunda linhagem. As células HT-29 possuem mecanismos antioxidantes mais eficientes que as células Caco-2, portanto, o efeito citotóxico nestas células, provavelmente depende da indução do estresse oxidativo.

Adenocarcinoma - Apoptose - Estresse oxidativo

B258

IMUNOLOCALIZAÇÃO DA EXPRESSÃO DE GALECTINA-3 EM POPULAÇÕES CELULARES DO LIGAMENTO INTERPÚBICO DE CAMUNDONGO, DURANTE A PRENHEZ


Gabriela Menezes Marchetti (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Paulo Pinto Joazeiro (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A sínfise interpúbica é um modelo adequado aos estudos sobre remodelação do tecido conjuntivo, particularmente durante a prenhez. Nesta etapa os hormônios responsáveis pelo relaxamento induzem mitoses, diferenciação de condrócitos, fibroblastos e aumento na deposição de matriz extracelular. Portanto mecanismos que impeçam o desencadeamento de morte celular programada e estimulem proliferações conferem proteção a estes tipos celulares frente ao estresse. Atualmente, é conhecido que condrócitos e fibroblastos sob estresse podem expressar galectina-3. Neste estudo empregamos o método imunohistoquímico a fim de evidenciar a expressão de galectina-3 nesta junta durante a prenhez e relacioná-la com o processo de remodelação. Os resultados mostraram expressão citoplasmática, espacial e temporalmente regulada de Galectina-3. Nos animais virgens ficou evidente nos coxins cartilaginosos da articulação e no final da prenhez, no ligamento interpúbico. No período pós-parto a expressão é intensificada no ligamento, tendo o seu pico no 5dpp. Deste modo, concluímos que a galectina-3 pode estar envolvida no processo de remodelação da sínfise durante a prenhez.

Tecido conjuntivo - Sínfise púbica - Imunohistoquímica

B259

INTERAÇÕES ENTRE FORMIGAS, NECTÁRIOS EXTRAFLORAIS E HERBÍVOROS EM OCIMUM SELLOI (LAMIACEAE)


Henrique Cesar P. Silveira (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Paulo S. Oliveira (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Formigas exploram plantas em busca de recursos alimentares, como também locais para nidificação. Essa visitação gera para as plantas benefícios, que são basicamente proteção contra herbivoria, dispersão de sementes, aumento da produção de frutos, entre outros. Um exemplo de recurso alimentar presente em diversas espécies de plantas é o nectário extrafloral (NEF), órgão de secreção de néctar não envolvido diretamente na polinização. Ocimum selloi é um arbusto perene que apresenta NEFs na inserção das flores na inflorescência. Os resultados do estudo mostraram que a proporção de O. selloi ocupado por formigas supera aquela encontrada nas plantas vizinhas sem NEFs. A fauna de formigas associada com a planta é formada por cinco espécies, sendo Solenopsis sp. mais freqüente no período diurno, e Camponotus lespesi no período noturno. Os herbívoros mais abundantes são hemípteros, os quais se alimentam sugando os botões florais presentes na inflorescência. Os experimentos com remoção de herbívoros simulados não apresentaram diferença nas plantas com e sem formigas. Da mesma forma, os experimentos com a lagarta Hyalorista taeniolalis não puderam ser realizados pela ausência do herbívoro no campo.

Associações mutualísticas - Formigas - Nectários extraflorais

B260

DESENVOLVIMENTO DO FRUTO E DA SEMENTE DE CLAVIJA NUTANS JACK. (THEOPHRASTACEAE)


Lívia Garcia Pedroso (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Sandra Maria Carmello Guerreiro (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A família Theophrastaceae, ordem Ericales (Apg, 1998; Judd et al. 1999) tem os gêneros Jacquinia L. e Clavija Ruiz & Pav. como únicos representantes no Brasil. Em Clavija o pericarpo é fino e liso e a placentação é central livre; as sementes estão dispostas formando um aglomerado recoberto por tecido carnoso de origem placentar. Apenas nestes dois gêneros da família foi verificado fruto do tipo bacóide, para o qual foi proposta a denominação de teofrastídeo (Barroso et al., 1999).O objetivo do trabalho é analisar a estrutura do fruto e da semente de Clavija nutans (Vell.)B. Ståhl. em diferentes fases do seu desenvolvimento. Botões, flores e frutos em vários estágios foram fixados em FAA e estocados em álcool etílico 70%. Com as peças incluídas em resina plástica (Jung-Leica) foram obtidas diversas secções nos diferentes planos de corte através de micrótomo rotativo. As lâminas foram coradas com Azul de Toluidina, pH 4,7. O desenvolvimento do fruto é marcado pelo amadurecimento das células com poucas alterações estruturais; o mesocarpo apresenta uma camada distinta de esclereídes. Considerando as descrições das bagas nos livros e as características peculiares do fruto, concluímos que a denominação de teofrastídeo é pertinente e deve ser adotada. Na semente madura, o envoltório fica reduzido a apenas uma camada de células, envolto pela placenta de células parenquimáticas de parede primária fina.

Anatomia - Fruto - Semente

B261

EXTRAÇÃO E SOLUBILIZAÇÃO DE PROTEÍNAS DE FOLHAS DE MILHO PARA ELETROFORESE BIDIMENSIONAL


Bianca Baccili Zanotto Vigna (Bolsista PIBIC/CNPq e FAPESP), Adriana Moreira da Silva e Silva (Co-Orientadora) e Prof. Dr. Sérgio Marangoni (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A extração de proteínas de folhas de milho é bastante difícil pelos métodos tradicionais, devido à grande quantidade de compostos interferentes apresentada por estes tecidos. Este trabalho foi realizado com o objetivo de estabelecer um protocolo de extração de proteínas adequado para a análise proteômica de folhas de milho, como parte inicial de um estudo das respostas de defesa de milho contra o fungo Puccinia polysora. O protocolo desenvolvido neste trabalho apresentou o melhor resultado quando comparado com outros 2 já descritos na literatura, mostrando alta eficiência na extração de proteínas totais, com total eliminação dos compostos contaminantes. O protocolo inclui (I) lavagem do tecido com acetona, (II) extensas lavagens com solventes orgânicos para remover pigmentos, lipídios, etc seguidas de lavagens com ácido tricloroacético (TCA) aquoso para a remoção de contaminantes solúveis em água, e (III) extração de proteínas por fenol na presença de SDS. O preparado final de proteínas apresentou-se livre de compostos interferentes, observado na alta resolução dos spots no géis de SDS-PAGE e de 2D. Foram testados também 4 diferentes métodos de solubilização de proteínas para a 1ª dimensão, já que esta fica dificultada após a precipitação por TCA. O melhor resultado foi obtido com o uso de um tampão de lise.

Extração de proteínas - Eletroforese bidimensional - Folhas de milho

B262

ESTUDO DAS PROPRIEDADES MOLECULARES DE FLAVONÓIDES SOBRE PLA2 DE CROTALUS DURISSUS CASCAVELLA: AVALIAÇÃO ESTRUTURAL E BIOLÓGICA


Carolina Veras Iglesias (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Sérgio Marangoni (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
As PLA2 crotálicas são proteínas com baixa massa molecular, com 120 resíduos de aminoácidos e pI básico. Possuem um grau variado de ações farmacológicas no entanto, suas atividades não possuem correlação direta com a atividade catalítica da enzima e tão pouco são correlacionáveis com suas diferenças estruturais. Os flavonóides podem inibir importantes enzimas nos sistemas celulares sendo a interação do conjunto flavonóide-fosfolipase objeto de estudo de muitos pesquisadores. Tendo isto em vista, nosso objetivo é investigar o efeito dos compostos quercetina, rutina, naringina e morine em PLA2 de veneno de Crotalus durissus cascavella sobre a estrutura secundária e terciária bem como em sua atividade catalítica e inflamatória. Para isso a enzima foi incubada com os flavonóides citados e depois isolada. Os resultados por nós obtidos indicam que os flavonóides são capazes de alterar a estrutura da PLA2 modificando resíduos de aminoácidos aromáticos. Essa ação interfere diminuindo a ação catalítica da enzima, contudo não interfere em sua ação inflamatória, indo contra resultados obtidos por outros pesquisadores, mostrando que a forma de tratamento da enzima com o flavonóide pode interferir nos resultados.

Flavonóides - PLA2 - Avaliação biológica

B263

DETERMINAÇÃO DA OCORRÊNCIA DE SISTEMAS DE CAPTAÇÃO DE FERRO EM LINHAGENS PATOGÊNICAS E COMENSAIS DE ESCHERICHIA COLI DE AVES, ATRAVÉS DE PCR E IN VIVO (AEROBATINA). CORRELAÇÃO COM A PRODUÇÃO DE COLICINAS E LOCALIZAÇÃO GENÉTICA


Juliana Carvalhães Lago (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Wanderley Dias da Silveira (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Este estudo se propôs a verificar se linhagens de E. coli isoladas de aves, apresentando sinais clínicos de diferentes doenças, apresentavam os genes irp-2 e fyuA, relacionados à captação de ferro, descritos em Yersinia spp. Também se propôs a verificar a capacidade de produção de colicinas e aerobactinas, e correlacioná-los. Os resultados obtidos demonstraram a presença desses genes, associados ou não, em 42,86% das amostras patogênicas e em 20% das amostras comensais especificamente, em 20,83%, 85,71% e 36,36% das amostras patogênicas causadoras de septicemia, Síndrome de Cabeça Inchada (SCI) e onfalite, respectivamente. A freqüência desses genes foi significativa para as linhagens SCI, e não para as demais. Estes resultados sugerem que os genes fyuA e irp-2 podem estar associados à patogenicidade de E.coli aviária causadoras de SCI, mas outros genes necessários à patogenicidade das demais linhagens ainda devem ser pesquisados. Um exemplar de cada uma das bactérias causadoras das doenças citadas, além de uma comensal, foram conjugadas e testadas, através de PCR, quanto à presença dos genes fyuA e irp-2. Tais genes não foram detectados nas amostras conjugadas, o que sugere que os mesmos não são de origem plasmidial. A presença dos genes fyuA e irp-2 não foi relacionada à capacidade de produção de colicinas. Isso pode ser explicado pelo fato de que em Yersinia spp esses genes são originalmente encontrados no cromossomo bacteriano, enquanto que em E.coli a produção de colicinas é expressa principalmente por genes de origem plasmidial. O gene iucA, um gene para sistema de captação de ferro descrito originalmente em E.coli, foi também testado sendo sua presença determinada em 51% das amostras patogênicas e em 13,3% das amostras comensais, não havendo porém, também, relação com a produção de colicinas.

Escherichia coli - Sistema de captação de ferro - FyuA e irp-2




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