Universidade estadual de campinas


Qualidade do sono de portadores de neoplasia submetidos A quimioterapia



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Qualidade do sono de portadores de neoplasia submetidos A quimioterapia


Franca Pellison (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria Filomena Ceolim (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Queixas sobre distúrbios do sono são freqüentes em sujeitos com neoplasias. O tratamento quimioterápico pode ser acompanhado de efeitos adversos, com impacto negativo na qualidade de vida, como a fadiga, a anemia e as alterações do sono. Neste estudo, comparou-se a qualidade do sono, a sonolência diurna e a qualidade de vida em 24 sujeitos com neoplasia, cuja idade média era 57,8 (+ 11,7) anos, antes do início da quimioterapia (fase 1) e de um a seis meses após o início da mesma (fase 2); e avaliou-se a ocorrência de associação entre qualidade do sono, sonolência diurna, qualidade de vida e valores de hemoglobina sérica, em cada período. Os sujeitos assinaram Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e responderam ao Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh (PSQI), à Escala de Sonolência Epworth (ESE) e ao Medical Outcomes Study 36 – Item Short-Form Health Survey (SF-36). Não foi observada diferença estatisticamente significativa entre as fases do estudo na pontuação do PSQI, com tendência à má qualidade do sono, e na pontuação da ESE, indicando sonolência diurna normal. Apenas na fase 2, verificou-se pior avaliação dos domínios ‘estado geral de saúde’ (p<0,05) e ‘saúde mental’ (p<0,001) do SF36, e associação negativa entre a pontuação do PSQI e os domínios ‘capacidade funcional’ (p<0,05), ‘dor’ (p<0,05) e ‘estado geral de saúde’ (p<0,01). Corroborando outros estudos da literatura, os sujeitos com pior avaliação do estado de saúde tendem a referir sono de pior qualidade.

Sono - Quimioterapia - Enfermagem

B104

QUALIDADE DO SONO DE SUJEITOS NEFROPATAS ANTES E APÓS TRANSPLANTE RENAL


Gisleine Roberta Bonatelli (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria Filomena Ceolim (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A incidência de distúrbios do sono é alta em nefropatas sob tratamento hemodialítico, com evidências de melhora da qualidade do sono após transplante renal. Buscou-se, neste estudo: comparar a qualidade do sono de dois grupos: 33 sujeitos em tratamento hemodialítico que aguardavam transplante renal (Grupo A); e 31 sujeitos transplantados há até 24 meses (Grupo P); identificar correlação entre índices de ansiedade (traço e estado) e variáveis relacionadas ao sono, em cada grupo. Os sujeitos assinaram Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e responderam ao Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh (PSQI), à Escala de Sonolência Epworth (ESE) e ao Inventário de Ansiedade-estado, Ansiedade-traço (IDATE). Não foi observada diferença estatisticamente significativa entre os grupos na pontuação do PSQI, indicando tendência à má qualidade do sono, e na pontuação da ESE, indicando sonolência diurna normal. Verificou-se pontuação mais elevada nos índices de ansiedade-traço e estado (p<0,01) para o Grupo A do que para o Grupo P. Observou-se correlação positiva entre a pontuação global do PSQI e: número de medicamentos em uso (p<0,05); índice de ansiedade-traço (p<0,05); pontuação da ESE (p<0,01), para o Grupo A; para o Grupo P, correlação negativa entre o tempo após o transplante e a pontuação global do PSQI (p<0,05). A ausência de mudança significativa na qualidade do sono nos primeiros 24 meses após o transplante renal reforça a importância de mais estudos a respeito.

Sono - Hemodiálise - Transplante renal

B105

TRIAGEM AUDITIVA EM ESCOLARES DE 5 A 8 ANOS


Gisele Rasera Bragato, (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria Francisca Colella dos Santos (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A audição é o principal elo de ligação do ser humano com o ambiente, adquirindo um papel motivador no desenvolvimento cognitivo, emocional e social da criança. A audição, contudo, está intimamente relacionada com o processo de fala e linguagem. Sendo assim, a detecção precoce e a intervenção imediata em crianças com perda auditiva aumentam a probabilidade de otimizar o potencial de linguagem, alfabetização e desempenho acadêmico.

Foram avaliadas 140 crianças de 5 a 8 anos que freqüentam o Programa de Integração e Desenvolvimento da Criança e do Adolescente (PRODECAD). A triagem auditiva foi constituída pela Meatoscopia, Timpanometria e Pesquisa do Reflexo Acústico, Teste de Localização Sonora, Memória Seqüencial para sons verbais e não-verbais e Pesquisa do Reflexo Cócleo-Palpebral.

Na Imitância Acústica verificamos que cerca de 75% (105) apresentaram curva tipo A e presença de Reflexo Acústico, enquanto que 25% (35) das crianças apresentaram curvas timpanométricas alteradas. No teste de Localização Sonora observamos que 78% (109) apresentaram resultados normais. Nos testes de Seqüencialização Sonora para sons verbais e não verbais encontramos que 73% (102) e 65% (91) respectivamente obtiveram resultados normais. Cerca de 4% (6) das crianças não apresentaram o Reflexo Cócleo-Palpebral.

A escola é um ambiente bastante privilegiado para a atuação fonoaudiológica,buscando detectar e intervir nesses indicativos de alteração auditiva ainda na infância.

Audição - Triage - Escolares

B106

AVALIAÇÃO AUDIOLÓGICA EM CRIANÇAS PORTADORAS DE FISSURA LABIOPALATINA


Maria Isabel Ramos do Amaral (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria Francisca Colella dos Santos (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Crianças com fissura labiopalatina apresentam freqüentemente otite média em decorrência de alterações anatômicas e/ou funcionais da tuba auditiva e as otites médias nos primeiros anos de vida são consideradas fatores de risco para alterações de linguagem e de aprendizado escolar. O objetivo deste estudo foi analisar o resultado da Avaliação Audiológica Básica em crianças com fissura labiopalatina. Neste trabalho, foram avaliadas 21 crianças não-sindrômicas, portadoras de fissura labiopalatina, na faixa etária de 8 a 14 anos, encaminhadas pela SOBRAPAR. A avaliação foi constituída pela Anamnese, Audiometria Tonal Liminar, Logoaudiometria e Imitanciometria.Verificamos que 66,67% das crianças (14) apresentaram resultados normais na audiometria tonal liminar. Constatamos que 6 crianças (28,57%) apresentaram perda auditiva do tipo condutiva e uma perda do tipo mista (4,7%).Dentre as 21 crianças, 10(47,6%) não apresentaram Reflexos Acústicos Contralaterais. Os dados referentes à Pesquisa de Reflexo Acústico são relevantes por nos fornecerem informações objetivas a respeito da integridade da Orelha Média. O acompanhamento audiológico das crianças fissuradas é importante, já que as alterações do sistema tímpano-ossicular podem persistir mesmo após a intervenção cirúrgica.

Fissura labiopalatina - Otite média - Linguagem

B107

AVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO EM CRIANÇAS COM FISSURA LABIOPALATINA


Mariana Belloni (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Maria Francisca Colella dos Santos (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Crianças com fissura labiopalatina apresentam freqüentemente otite média (OM), em decorrência de alterações da tuba auditiva. Episódios freqüentes de OM nos primeiros anos de vida são considerados fatores de risco para alterações de linguagem, de aprendizado escolar e do processamento auditivo (PA). O objetivo deste estudo foi analisar o PA em crianças com fissura labiopalatina. Foram avaliadas 17 crianças não-sindrômicas, com fissura labiopalatina, na faixa etária de 8 a 14 anos, encaminhadas pela SOBRAPAR. A avaliação do PA foi constituída por anamnese e os testes comportamentais: Localização Sonora, Memória para Sons em Seqüência, Dicótico de Dígitos e Dicótico Não-Verbal. História de OM nos primeiros anos de vida esteve presente em 64,70% (11/17) das crianças. Apenas 23,52% (4/17) das avaliações apresentaram-se normais. Figura-fundo foi a habilidade auditiva mais alterada, com 100% (13/13), seguida da memória para sons em seqüência, com 23,07% (3/13) e localização sonora com 7,69% (1/13). Em relação à classificação quanto ao tipo, o mais encontrado foi a decodificação, com 100% (13/13) dos resultados alterados. A análise dos resultados obtidos permitiu concluir que a avaliação do PA deve fazer parte da avaliação fonoaudiológica de crianças com fissura labiopalatina, fornecendo subsídios para a reabilitação.

Processamento auditivo - Linguagem - Fissura labiopalatina

B108

DIABETES E QUALIDADE DE VIDA: UTILIZAÇÃO DO “WHOQOL-BREF” EM UMA AMOSTRA DE CLIENTES DE UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE NO MUNICÍPIO DE CAMPINAS-SP


Vanessa Grazielle Vieira (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dra. Maria Helena de Melo Lima (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A qualidade de vida de um portador de doença crônica compreende a percepção individual dentro de um contexto de interações de ordem física, emocional e social que refletirá no seu grau de satisfação com a vida. Sendo o Diabetes Mellitus uma doença crônica com incidência e prevalência crescentes, o estudo teve como objetivo avaliar a qualidade de vida de uma população adulta, portadora do Diabetes Mellitus e cliente do Centro de Saúde Sousas através de um estudo transversal com a aplicação do instrumento WHOQOL-bref. Os resultados obtidos mostraram que dos 44 entrevistados, 52,3% consideraram ter uma boa qualidade de vida e que 40,9% refere estar satisfeito com a sua saúde. Quanto a necessidade de algum tratamento médico para levar a vida diária, a resposta bastante foi a mais citada (40,9%) e relacionado ao quanto aproveita a vida a resposta mais ou menos (36,4%) prevaleceu. A maioria (47,7%) considera médio a disponibilidade das informações necessárias no dia-a-dia. Oportunidade de atividades de lazer obteve as respostas nada (27,3%), muito pouco (27,3%) e médio (29,5%). A freqüência com que apresentam sentimentos negativos como mau humor, ansiedade e depressão obteve 47,7% das respostas referindo estes sentimentos algumas vezes. Em relação a condições de moradia, acesso aos serviços de saúde e meio de transporte os entrevistados referiram estar satisfeitos. Dados preliminares sugerem que dificuldades vivenciadas pelo portador de diabetes podem levar ao isolamento social, aumento da depressão e diminuição das expectativas de melhora.

Qualidade de vida - Doença crônica - Diabetes mellitus

B109

PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO, ESTILO DE VIDA, TRABALHO E ASPECTOS DE SAÚDE DE TRABALHADORES DE UMA COOPERATIVA DE LIXO RECICLÁVEL


Amanda Almeida Aparecido (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria Inês Monteiro (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Este trabalho tem como objetivo identificar o perfil de trabalhadores de uma cooperativa de reciclagem de lixo, que conta com cerca de 20 cooperados, em relação a dados sociodemográficos, condições de saúde, trabalho e estilo de vida. As mulheres são maioria entre os cooperados e a rotatividade dos trabalhadores é grande O trabalho realizado consiste na separação de materiais recicláveis em sucata, madeira, isopor, vidro, papelão, papéis e plásticos, que são compactados e encaminhados à venda. Durante suas atividades os trabalhadores levantam e carregam peso, agacham e levantam muitas vezes, permanecem abaixados e movimentam mãos e braços. Está sendo realizado um estudo descritivo transversal, através de entrevistas individuais, além de entrevistas com os coordenadores e observação do local de trabalho. Cada entrevista durou um tempo médio de 30 min e nenhum trabalhador negou-se a participar. A maioria dos entrevistados possui menos que quatro anos de estudo e apenas quatro trabalhadores continuam estudando. A maior parte começou a trabalhar com idade entre 10 e 15 anos. Metade dos trabalhadores entrevistados relatam consumir algum tipo de bebida alcoólica e três fumam 20 cigarros por dia. Entre as atividades de lazer que realizam, as mais citadas foram “ouvir música” e “assistir TV”. Os problemas de saúde mais citados foram “depressão” (dois entrevistados) e “problema de coluna” (dois entrevistados), que podem estar relacionados ao trabalho. Porém, durante as entrevistas, muitos trabalhadores disseram sentir-se muito bem com o trabalho na Cooperativa e que este deu mais esperança e ânimo às suas vidas.

Saúde do trabalhador - Reciclagem - Cooperativa

B110

CONDIÇÕES DE TRABALHO E ESTILO DE VIDA DE TRABALHADORES DE UMA INDÚSTRIA METALÚRGICA DO INTERIOR DO ESTADO DE SÃO PAULO


Maria Raquel Brazil (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Maria Inês Monteiro (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Estudo realizado em uma indústria metalúrgica, em cidade de médio porte do interior do Estado de São Paulo, com o objetivo de conhecer o perfil dos trabalhadores quanto ao estilo de vida, aspectos sociodemográficos, condições de saúde e trabalho, além dos riscos a que estão expostos. Foram entrevistados 182 trabalhadores e os dados foram coletados através de um questionário elaborado por Monteiro (1996, atualizado em 2004), já testado em aproximadamente 1600 trabalhadores, de diferentes empresas e setores. Foi montado um Banco de dados no Programa Excel para a análise dos dados. Os resultados revelaram que os sujeitos estudados eram jovens, com idade média de 33,82 anos, sendo a maioria do sexo masculino (75,8%). Outro dado importante foi que uma parcela significativa (30,22%) respondeu não se sentir descansado e cheio de energia, após uma noite de sono. Tal fato pode estar relacionado à realização de horas extras, pois 72,53% relataram fazê-la. Quanto à atividade física, 54,95% disseram que realizam, e 88,46% realizam alguma atividade de lazer. Quando foi perguntado sobre a saúde comparada aos demais, a maioria, (51,1%) relatou apresentar-se igual ao dos demais, ninguém referiu ter saúde pior.

Saúde do trabalhador - Metalúrgicos - Estilo de vida

B111

ESTILO DE VIDA, SAÚDE E ASPECTOS DO TRABALHO DE DONAS-DE-CASA DE UMA CIDADE DO INTERIOR DO ESTADO DE SÃO PAULO.


Maria Rosa Lopes (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa.Dra. Maria Inês Monteiro (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
O trabalho doméstico é uma atividade desvalorizada em nossa sociedade, mas a grande maioria das mulheres brasileiras ainda o realiza, umas de forma exclusiva e, outras, de forma secundária a outra atividade remunerada. Este estudo teve por objetivo traçar o perfil em relação aos dados sociodemográficos, estilo de vida, saúde e trabalho das mesmas. Foram entrevistadas 150 donas-de-casa, de dois bairros de uma cidade de médio porte, do interior do Estado de São Paulo. As entrevistadas tinham entre 16 e 83 anos, a maioria era casada e com filhos. O analfabetismo funcional (menos que quatro anos de estudo) esteve presente em 32% das entrevistadas; 66% apresentavam dores nos últimos seis meses, principalmente na coluna. A cidade onde foi realizada a pesquisa era ceramista no passado e muitas dessas mulheres trabalharam nessas fábricas, em geral, começaram a trabalhar muito cedo, 82% antes dos 18 anos. Quanto às atividades domésticas realizadas 50% delas recebiam ajuda no trabalho, algumas de familiares e, outras, de empregadas e faxineiras. Mais de 57% realizavam atividades físicas e quase a totalidade delas afirmou realizar alguma atividade de lazer.

Trabalho - Donas-de-casa - Estilo de vida

B112

TRABALHO, ESTILO DE VIDA E ASPECTOS DE SAÚDE ENTRE CAMINHONEIROS DE ROTA LONGA


Valéria Aparecida Masson (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria Inês Monteiro (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
O estudo sobre o trabalho, estilo de vida e aspectos de saúde de motoristas de caminhão de rotas longas visa, num sentido mais amplo, a promoção à saúde no trabalho. É um estudo epidemiológico transversal, desenvolvido mediante aplicação de questionário a 50 motoristas de caminhão de rota longa que transportam cargas para o entreposto hortifrutigranjeiro de Campinas. Dentre os resultados parciais, observou-se que, em sua maioria, eles tinham menos de 40 anos, eram casados, com filhos e baixa escolaridade. Quanto ao estilo de vida e aspectos de saúde, 60% dos caminhoneiros encontravam-se acima do peso e 90% não praticavam atividade física. O uso de drogas psicoativas era comum entre 76,6% dos entrevistados. A maioria dos motoristas mostrou-se consciente quanto a importância do uso do preservativo nas práticas sexuais com parceiros eventuais; 90% dos entrevistados referiram que possuem parceiros eventuais e, dentre eles, 6,6% nunca usavam preservativo nas relações eventuais. Desse estudo pode-se concluir que há necessidade de se estabelecer políticas de prevenção de doenças e promoção de saúde específicas para os motoristas de caminhão, incluindo a necessidade de se desenvolver programas de educação e intervenções visando a prevenção das DST e AIDS e o controle ao uso de drogas.

Motorista de caminhão - Saúde do trabalhador - DST/AIDS

B113

AVALIAÇÃO DA DOR E COMPLICAÇÕES ANESTÉSICAS NO PERÍODO PÓS-ASPIRAÇÃO EM DOADORES DE MEDULA ÓSSEA


Beatriz Helena Cermaria Soares da Silva (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria José Nascimento Brandão (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
O transplante de medula óssea (TMO) é um procedimento terapêutico que consiste na infusão de medula óssea por via intravenosa (IV), visando reconstruir o sistema hematopoiético enfermo. O procedimento de aspiração de medula óssea (MO) é potencialmente doloroso e traumático e há pouca informação disponível quanto à prevalência exata, intensidade, fatores predisponentes e prevenção da dor associada. OBJETIVOS: Avaliar a analgesia no doador durante o período pós-aspiração de MO; complicações anestésicas e no período pós-aspiração de MO. METODOLOGIA: Levantamento dos prontuários dos pacientes submetidos a este procedimento, no H.C.-UNICAMP, entre 01/1998 à 12/2003, e submetidos à anestesia. Os dados levantados foram: tipo de anestesia, complicações anestésicas e no período pós aspiração, tempo de coleta, dor e consumo de analgésicos e/ou antiinflamatórios, período de permanência na recuperação pós-anestésica, administração de hemoderivados e período de internação na Unidade de TMO. RESULTADOS: As complicações mais comuns foram: prurido, hipotensão, taquicardia, bradicardia, dor, cefaléia, náuseas e vômitos, retenção urinária, sangramento no local da aspiração e depressão respiratória. CONCLUSÃO: Houve alto índice de complicações no período pós aspiração de MO.

Dor - Anestesia - Transplante de medula óssea

B114

ACHADOS MAMOGRÁFICOS EM CÂNCER DE MAMA ASSOCIADO AOS POLIMORFISMOS DO SISTEMA DA GLUTATIONA S-TRANSFERASE MU 1 (GSTM1) E THETA 1 (GSTT1)


Lívia Martins Tavares Scianni Morais (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria Salete Costa-Gurgel (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
As enzimas do sistema da glutationa S-transferase modulam os efeitos da exposição a vários agentes citotóxicos e genotóxicos. Os genes GSTM1 e GSTT1 são polimórficos em humanos e suas deleções foram associadas ao aumento do risco de várias neoplasias. Primeiramente, determinou-se a ocorrência destas deleções em pacientes com câncer de mama esporádico. Os riscos de ocorrência da doença com a deleção isolada dos genes GSTM1, GSTT1 e com a deleção combinada desses genes foi de 1.19 (P=0.43), 0.93 (P=0.88) e 0.89 (P=1.00), respectivamente. Estudou-se as relações entre as deleções e aspectos mamográficos específicos como padrão de distribuição do parênquima fibro-glandular, achados mamográficos e a classificação segundo o Sistema BI-RADS. Para isso, as trezentas pacientes que foram genotipadas tiveram seus prontuários e mamografias revistos. Não houve relação entre a presença ou não de deleções homozigóticas do sistema GST e idade (p=0,99), estádio clínico (p=0,84), tipo histológico (p=0,59), grau histológico (p=0,26), grau nuclear (p=0,31), padrão mamográfico (p=0,067) e classificação BI-RADS (p=0,9878), sugerindo que a ausência desta via de detoxificação de carcinógenos parece não ter influência na etiologia e nas características mamográficas do câncer de mama esporádico.

Deleções genéticas - Câncer de mama - Achados mamográficos

B115

PREVALÊNCIA DO TABAGISMO NOS ADOLESCENTES DE CAMPINAS, SP.


Elisangela Lombardi Duarte (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Marilisa Berti de Azevedo Barros (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Descrição/Objetivo: Analisar a prevalência do tabagismo nos adolescentes de Campinas, segundo variáveis demográficas, sociais e de comportamentos relacionados à saúde. Métodos: Os dados para a análise deste estudo foram obtidos na pesquisa “Estudo Multicêntrico: Inquérito Domiciliar de Saúde de Base Populacional em Municípios de São Paulo”. Trata-se de um estudo transversal, de base populacional, utilizando uma amostragem aleatória por conglomerados de base estratificada A amostra contém 421 adolescentes com idades entre 12 e 19 anos. Testes qui-quadrado e regressão logística múltipla foram realizadas para análise da associação das variáveis, levando em conta o desenho amostral. Resultados/Conclusões: Na amostra estudada, 7,9% dos adolescentes eram fumantes, 2,4% eram ex-fumantes e 89,7% nunca haviam fumado. A prevalência do tabagismo foi diretamente relacionada com a faixa etária do adolescente. Mesmo após controle para possíveis fatores de confundimento, os adolescentes sem religião ou não católicos e não evangélicos, que não praticam exercícios físicos ou que consomem bebidas alcoólicas de uma a sete vezes por semana apresentaram uma maior razão de odds para tabagismo. Campanhas antitabágicas devem ter o adolescente como alvo. Assim como medidas legais devem ser adotadas pelo governo para impedir o acesso dos adolescentes ao cigarro.

Tabagismo - Comportamento do adolescente - Promoção de saúde

B116

MORTALIDADE POR ACIDENTES DE TRÂNSITO EM MUNICÍPIOS PAULISTAS


Hugo Helito (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dra. Marilisa Berti de Azevedo Barros (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
No ano de 2002 a mortalidade por causas externas figurou como a terceira principal causa de morte no estado de São Paulo representando cerca de 14% dos óbitos por causas definidas. Dentre esses os acidentes de transportes foram a segunda maior causa de mortalidade perfazendo 6.475 vitimas. Estudos de mortalidade são fundamentais para a definição e monitoramento de programas de redução do número de novos óbitos. Esse é um estudo ecológico voltado para a tendência do coeficiente de mortalidade por acidentes de trânsito no Estado de São Paulo e em suas Regionais de Saúde entre 1980 e 2002. Foram utilizadas técnicas de análise exploratória de dados e regressão linear para o estudo da tendência e comparação entre as Regionais de Saúde. Foi verificado que os homens representam 79,2% dos óbitos e esse percentual mostrou tendência de elevação com o tempo. Foi constatada uma queda bastante expressiva após a implantação do novo código de transito em 1998. A regional de Saúde de Registro apresentou o pior resultado e a Regional de São Paulo mostrou grande redução no coeficiente durante o período do estudo.

Acidentes - Mortalidade - Tendência

B117

Modulação da sinalização insulínica e S-nitrosação de IR, IRS-1 e Akt pela Rosiglitazona na sepsis


Denis Seguchi Sakai (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Mário José Abdalla Saad (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A sepsis induz resistência insulínica e um estado inflamatório subclínico, semelhante ao observado na obesidade. As tiazolidinedionas são drogas agonistas do PPAR-gamma, com expressão em diversos genes envolvidos na homeostase, que melhoram este estado inflamatório subclínico e a sensibilidade insulínica. Entretanto, os efeitos desta droga sobre a sepsis ainda não foram investigados. O objetivo deste trabalho foi estudar a sobrevida, as alterações bioquímicas e imunes na sepsis e na sepsis seguida de tratamento com uma tiazolidinediona (Rosiglitazona). Animais Wistar-Hannover machos de 6 a 8 semanas de idade foram submetidos ao modelo de ligadura seguida de punção do ceco, e divididos em dois grupos - controle (animais sépticos) e tratado (animais sépticos com posterior tratamento por gavagem de Rosiglitazona) - para análise de sobrevida, e em três grupos – não-sépticos, sépticos e sépticos tratados com Rosiglitazona – para análise bioquímica (transaminases hepáticas, bilirrubina sérica, hemograma completo, função renal, tempo de protrombina e gasometria venosa completa) e imune (interleucina 1beta, interleucina 6 e TNF-alfa). Nossos resultados mostraram que a Rosiglitazona aumenta significativamente a sobrevida de animais sépticos, em paralelo a uma melhora de parâmetros bioquímicos e imunológicos.

Sepsis - Glitazonas - Sinalização insulínica

B118

EFEITOS DO AAS NA FOSFORILAÇÃO E S-NITROSAÇÃO DE IR/IRS-1/AKT EM TECIDOS DE ANIMAIS SÉPTICOS


Francisco Carlos Lopez Junior (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Mario José Abdalla Saad (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A sepsis induz resistência insulínica e um estado inflamatório subclínico, semelhante ao observado na obesidade. O Acido Acetil Salicílico (AAS) é uma droga antagonista da ciclooxigenase, com modulação de diversos mediadores liberados na sepsis, melhorando este estado inflamatório subclínico e a sensibilidade insulínica. Entretanto, os efeitos desta droga sobre a sepsis ainda não foram elucidados por completo. O objetivo deste trabalho foi estudar a sobrevida, as alterações bioquímicas e imunes na sepsis e na sepsis seguida de tratamento com AAS. Animais Winstar-Hannover machos de 6 a 8 semanas de idade foram submetidos ao modelo de ligadura seguida de punção do ceco, e divididos em três grupos- controle (animais sépticos) e tratados, previamente e posteriormente a sepsis, com AAS- para análise bioquímica (transaminases hepáticas, bilirrubina sérica, hemograma completo, função renal, tempo de protrombina e gasometria venosa completa) e imune (interleucina 6 e TNF-alfa). Nossos resultados mostraram que o AAS administrado previamente reduz a sobrevida enquanto que posteriormente ainda aguardamos a análise estatística. Os parâmetros bioquímicos e imunológicos apresentaram melhora.

Resistência à insulina - Sepsis - AAS

B119

RELAÇÃO ENTRE RESISTÊNCIA À INSULINA E TOLERÂNCIA A ENDOTOXEMIA OBSERVADA EM DUAS CEPAS DIFERENTES DE CAMUNDONGOS


Letícia B. Nunes da Silva (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Mário José Abdalla Saad (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP

O aumento da incidência do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) nos últimos anos está relacionado com uma expressão de genes que atuaram favoravelmente no processo de seleção natural de nossa espécie. Essa seleção também abrange genes envolvidos com a resposta imunológica, sendo que o aumento da expressão dos mesmos parece estar relacionada com os quadros de resistência à insulina, obesidade e DM2. Assim, o presente estudo visa comparar a resistência que duas diferentes cepas de camundongos apresentam ao lipopolissacarídeo bacteriano (LPS), toxina capaz de induzir choque séptico, com a capacidade de desenvolver resistência à insulina frente à dieta hiperlipídica.Utilizamos camundongos machos das linhagens Swiss e Balb-c com 4 semanas de idade divididos em grupo controle e hiperlipídico tratados por 8 semanas.Avaliamos ganho de peso, ITT, conteúdo de glicogênio, níveis das proteínas envolvidas na via de sinalização insulínica e a sobrevida.Observamos que a linhagem Swiss apresentou maior ganho de peso e desenvolveu marcante resistência à insulina comparado à linhagem Balb-c.Concluindo, a cepa de camundongo que apresentou maior resistência ao LPS também apresentou maior ganho de peso sugerindo uma relação de concordância entre resposta imune inata e armazenamento de energia.

Resistência à insulina - Endotoxemia - Dieta hiperlipídica

B120

SOBREVIDA AO JEJUM E RESISTÊNCIA À INSULINA EM DUAS CEPAS DE CAMUNDONGOS


Thaís Ribeiro Cabral (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Mário José Abdalla Saad (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A seleção natural de um genótipo que representara uma vantagem evolutiva em épocas de privação alimentar devido à escassez de alimento agora, entretanto, acaba por estabelecer uma maior propensão à obesidade e conseqüente resistência à insulina. Genes selecionados para proteger o organismo contra o jejum estão facilitando a instalação dessas doenças. Assim, o presente estudo visa investigar em duas diferentes cepas de camundongos, se aquela com maior resistência ao jejum será a mesma a apresentar maior propensão à obesidade e resistência à insulina, frente a uma dieta rica em lípides. Camundongos das linhagens Swiss e Balb-c foram separados em dois grupos: um controle e outro alimentado com dieta hiperlipídica durante 8 semanas. Ao final do período experimental, foram avaliados ganho de peso, resistência à insulina e a sobrevida após exposição ao jejum prolongado. Observamos que, após tratamento com dieta rica em lípides, os camundongos da linhagem Swiss apresentaram maior ganho de peso e desenvolvimento de resistência à insulina marcante quando comparado a linhagem Balb-c. Em experimentos de jejum prolongado também os camundongos da linhagem Swiss destacaram-se por apresentar uma maior sobrevida. Concluindo, os resultados demonstram que parece haver uma relação entre genes que propiciam maior eficiência alimentar e, conseqüentemente maior ganho de peso e o desenvolvimento de resistência à insulina, com maior capacidade de resistir e sobreviver ao jejum prolongado também em espécies inferiores.

Jejum - Resistência à insulina - Obesidade

B121

AVALIAÇÃO DA AÇÃO CITOTÓXICA DO EXTRATO DE Physalis angulata SOBRE CÉLULAS NEOPLÁSICAS LEUCÊMICAS-MIELÓIDES


Gisele Pellegrini (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Mary Luci de Souza Queiroz (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Estudos farmacológicos recentes com o extrato de Physalis angulata (EPA) têm demonstrado forte atividade antitumoral e ação citotóxica para diversos tipos de células tumorais. No presente trabalho, nos propomos a avaliar a citotoxicidade in vitro do EPA frente à linhagem neoplásica leucêmica-mielóide humana (HL-60) utilizando os métodos para Redução do MTT-tetrazólio e Exclusão pelo Azul de Tripan. A viabilidade celular foi determinada pelo método de ELISA (560 nm), em triplicata. A média da absorbância (MA) do grupo controle do MTT foi de 0,962 (±0,036). As doses significativas (P<0,001) foram 125, 250, 500 e 1000ug/mL e apresentaram MA de, respectivamente, 0,308(±0,060); 0,232(±0,003); 0,241(±0,003) e 0,307(±0,022). A viabilidade celular (VC) do controle do Tripan foi 0,876(±0,021). As doses significativas (P<0,001) foram: 125, 250, 500 e 1000ug/mL, com VC de 0,347(±0,027); 0,298(±0,029); 0,289(±0,022) e 0,332(±0,027), respectivamente.Com os dois métodos observamos citotoxicidade do EPA nas concentrações de 125 a 1000g/mL. Estes resultados são encorajadores e apontam para a importância de futuros estudos sobre o potencial terapêutico do EPA em doenças, como as leucemias.

Physalis angulata - Citotoxicidade - HL-60

B122

ABSENTEÍSMO: CAUSA RELATAS E SATISFAÇÃO NO TRABALHO


Livia Maria Marques de Souza Romanelli (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Mauro Antonio Pires Dias da Silva (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
O estudo foi desenvolvido no Serviço de Enfermagem Pediátrica (SEP) do Hospital das Clínicas (HC) da Unicamp em dois momentos. Em um primeiro, através de um estudo retrospectivo, foram coletadas e avaliadas no período de 12 de Novembro de 2002 a 12 de Novembro de 2003 as anotações referentes às ausências, as justificativas relatadas pelos funcionários em seus prontuários funcionais. Esta etapa se caracteriza sobretudo por análises quantitativas e apresentações que configurarão aspectos numéricos e qualidades relacionadas ao absenteísmo. Em um segundo momento foram realizadas entrevistas semi-estruturadas em enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem que se adequaram ao perfil da pesquisa, ou seja, que tiveram faltas no período designado.Buscamos nestas entrevistas as representações sociais dos funcionários sobre as causas das faltas, o prazer que sente no trabalho que faz, as causas que o levaram a trabalhar na pediatria, como foram preparadas para exercer as suas funções e as técnicas. Realizamos o cruzamento das abordagens, ou seja, a triangulação entre os dados quantitativos e qualitativos da investigação. Os resultados foram significantes levando-se em conta trabalhos anteriores sobre o absenteísmo e a enfermagem. Se antes os problemas principais que levavam os funcionários ao absenteísmo eram osteomusculares, agora as questões emocionais superam o esperado.

Absenteísmo - Administração em enfermagem - Trabalho

B123

ESTUDO DO SONO EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DE ENFERMAGEM


Marja Fernandes Pizão (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Milva Maria Figueiredo de Martino (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Este estudo multicentro teve como objetivos estudar os padrões de sono de estudantes universitários de enfermagem através das variáveis: horários de dormir, de acordar, qualidade e quantidade de sono noturno e diurno, latência do sono e hábitos de cochilo; comparar os padrões de sono durante os dias da semana com os finais de semana, comparar as características do sono dos estudantes que trabalham com os que apenas exercem atividades acadêmicas e comparar o padrão do sono dos alunos ingressantes com os alunos que estão se formando no curso de enfermagem. Para tanto, participaram da pesquisa alunos do 1°, 2°, 3° e 4° anos de graduação da UNICAMP, preenchendo um questionário para identificação e fornecimento de informações pessoais e um diário de sono de 15 dias, desenvolvido pelo Grupo Multidisciplinar de estudos e desenvolvimento de Ritmos Biológicos do ICB-USP. Os dados foram analisados estatisticamente e comparados pelo Teste Wilcoxon, de onde pudemos comprovar que houve um atraso de fase do sono nos finais de semana eque os estudantes tendem a acordar mais tarde nos finais de semana a fim de compensarem a necessidade de sono não satisfeita durante a semana. O hábito do cochilo esteve presente nos finais de semana da maior parte destes estudantes, uma vez que as atividades acadêmicas interferem neste hábito por se darem em período integral durante a semana. Concluímos que as atividades desenvolvidas durante a semana não alteravam os padrões de sono dos estudantes, uma vez que estes compensavam as horas de sono nos finais de semana.

Ciclo sono-vigília - Cronotipia - Cronobiologia

B124

PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DE CENTRO DE CONTROLE DE DOPAGEM NA FCM-UNICAMP


Jean Grynwald (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Nelci Fenalti Höehr (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Nesta etapa do projeto de pesquisa procuramos determinar, por meio do questionário, as características gerais do praticante de musculação e mais especificamente do usuário de esteróides anabolizantes.O estudo foi executado por meio de um questionário preenchido pelo próprio sujeito da pesquisa, sem a sua identificação. A análise foi feita comparando-se os dados obtidos no questionário preenchido pelo voluntário para encontrar características comuns e o perfil deste grupo em estudo.Temos como objetivo correlacionar os efeitos adversos ao organismo relatados pelos usuários devido ao uso contínuo de tais substâncias. Dessa forma, pretende-se elaborar uma forma adequada de ensinar a respeito das possíveis intercorrências graves e também instruir de uma melhor maneira sobre os efeitos colaterais e sobre os riscos que advém devido ao uso a longo prazo. Percebemos que é grande o uso dos anabolizantes principalmente entre os jovens. Eles possuem mais informação sobre as conseqüências do uso, mas persistem em utilizar. Os efeitos colaterais aparecem depois de certo tempo de uso. Concluímos que apesar de terem um mínimo de informações sobre os efeitos do uso, não os impedem de utilizarem. Por isso, a importância de um trabalho de conscientização dos riscos precoces e tardios.

Anabolizante - Doping - Efeitos adversos

B125

INIBIÇÃO DO CRESCIMENTO DO TUMOR DE WALKER 256 (TW) PELO AGARICUS BLAZEI MURILL (ABM) – ESTUDO EXPERIMENTAL EM RATOS


Daniela Ribeiro Nebuloni (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Nelson Adami Andreollo (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
O AbM é um cogumelo que tem sido usado popularmente como adjuvante aos tratamentos oncológicos e teve seu potencial anticancerígeno e mesmo imunoestimulante investigado em alguns países como o Japão. O TW surgiu em 1928 em uma rata albina grávida no Laboratório de G. Walker (Johns Hopkins University Medical School – U.S.A.) e graças às suas características de transplantabilidade, bem como às técnicas de crioconservação e de cultura de tecidos esta linhagem foi preservada até a atualidade, sendo descritas variantes morfológicas como sarcoma, carcinossarcoma e carcinoma designadas genericamente como TW. O objetivo deste projeto foi testar o efeito do AbM apenas sobre a linhagem agressiva do TW. Foram criados 7 grupos: H) 10 ratos com AbM seguidos durante 90 dias, inoculados com TW, continuando o uso de AbM. I) 10 ratos com AbM seguidos durante 90 dias foram inoculados com TW sem posterior oferta de AbM.  J) 15 ratos com AbM seguidos durante 45 dias foram inoculados com TW, continuando o uso de AbM. K) 10 ratos com AbM seguidos durante 45 dias, foram alimentados com DP. M) 5 ratos que foram alimentados com AbM e ração. N) 10 ratos que foram submetidos à inoculação de TW e alimentados com ração e água. Após o sacrifício dos ratos foram retirados o baço, que foi pesado, parte de fígado e a região inoculada com o TW para análise histológica. Os resultados obtidos estão em análise estatística e aguardamos os resultados.

Agaricus - Tumor de Walker 256 - Baço

B126

PREVALÊNCIA DE TRANSTORNOS DEPRESSIVOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM CAMPINAS-SP


Marianne Herrera Falceti Ferreira (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Paulo Dalgalarrondo (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A freqüência com que ocorrem os principais transtornos mentais na atenção médica geral tem sido um tópico de crescente interesse científico. Estudos epidemiológicos mostram estimativas que variam de 20 a 60% de morbidade psiquiátrica para pacientes da atenção primária. O presente projeto teve como objetivo geral determinar a prevalência de transtornos mentais e identificar os principais fatores a eles relacionados em Unidades Básicas de Saúde (UBS) da Cidade de Campinas. O tamanho amostral foi de 250 pacientes, selecionados aleatoriamente enquanto aguardavam consulta nas UBS. A todos foram aplicados um questionário sócio-demográfico e um instrumento para diagnóstico e/ou detecção de transtornos mentais (MINI-PLUS). Este estudo encontrou uma prevalência de transtornos depressivos de 22% o que é compatível com o encontrado na literatura.

Prevalência - Transtornos mentais - Atenção primária

B127

PREVALÊNCIA DE TRANSTORNOS MENTAIS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM CAMPINAS-SP


Rachel Esteves Soeiro (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Paulo Dalgalarrondo (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A freqüência com que ocorrem os principais transtornos mentais na atenção médica geral tem sido um tópico de crescente interesse científico. Estudos epidemiológicos mostram estimativas que variam de 20 a 60% de morbidade psiquiátrica para pacientes da atenção primária. O presente projeto teve como objetivo geral determinar a prevalência de transtornos mentais e identificar os principais fatores a eles relacionados em Unidades Básicas de Saúde (UBS) da Cidade de Campinas. Objetivou-se também redigir um estudo exploratório dos casos identificados, apontando correlações entre os diagnósticos e variáveis sócio-demográficas, clínicas e culturais. O tamanho amostral foi de 250 pacientes, selecionados aleatoriamente enquanto aguardavam consulta nas UBS. A todos foram aplicados um questionário sócio-demográfico e um instrumento para diagnóstico e/ou detecção de transtornos mentais (MINI). Resultados e conclusões: este estudo encontrou uma prevalência geral de transtornos mentais de 44,5 % (28 pacientes), confirmando as estatísticas, e uma prevalência de 3,2 % ( 2 pacientes) para dependência de álcool, o que é compatível com o encontrado na literatura. Em relação ao screening para Dependência/Abuso de álcool, houve uma certa resistência por parte dos pacientes em responder adequadamente as perguntas, vários pacientes hesitaram antes dizer sim ou não, talvez por acharem que as respostas poderiam influenciar em seu tratamento no Centro de Saúde.

Prevalência - Transtornos mentais - Atenção primária

B128

ESTUDO DA PREVALÊNCIA DE DERMATOSES NA POPULAÇÃO DE CAMPINAS – SP


Amilton dos Santos Júnior (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Paulo Eduardo Neves Ferreira Velho (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A Dermatologia é a especialidade clínico-cirúrgica que se preocupa em fazer Medicina através da pele, que é o maior órgão do corpo humano e é passível de ser examinada pela inspeção. A observação de lesões cutâneas é freqüente pelos indivíduos que as têm e por seus familiares. A demanda de pacientes que buscam atenção médica com queixas cutâneas é grande. Não existem trabalhos brasileiros sobre esta prevalência. O objetivo do estudo foi determinar a freqüência das queixas e dos achados dermatológicos em usuários do Sistema Único de Saúde de Campinas, SP. Uma Unidade Básica de cada um dos cinco Distritos de Saúde foi determinada pela Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal para participar da pesquisa. Todos os pacientes atendidos por profissionais de saúde destas Unidades, num período de vinte dias úteis, foram avaliados quanto à presença ou ausência de sintomas/sinais dermatológicos. Os dados de uma das Unidades foram excluídos por não terem sido coletados de acordo com o protocolo estabelecido. Das demais Unidades, dos 1805 pacientes atendidos, 504 (27,8%) apresentavam queixas e/ou achados dermatológicos, sem diferença estatisticamente significante entre homens e mulheres. Estes resultados, condizentes com estudos semelhantes realizados em outros países, mostram a importância da especialidade para a formação do médico não dermatologista.

Prevalência - Dermatologia - Ensino

B129

ESTUDO ANATÔMICO DAS VALVAS CARDÍACAS, ENFOCANDO RELAÇÕES ENTRE ANÉIS FIBROSOS E VOLUME DE CÂMARA VENTRICULAR


Natália Martins Magacho de Andrade (Bolsista SAE/UNICAMP), Eduardo Tinois (Colaborador) e Prof. Dr. Reinaldo Wilson Vieira (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
INTRODUÇÃO: Ao redor das valvas, há uma estrutura fibrosa em forma de anel, que se divide em segmentos de acordo com as válvulas que circunda. Esses anéis podem se dilatar em casos patológicos, gerando insuficiência valvar que muitas vezes leva a alterações no formato e no volume ventriculares. Para correção, a conduta mais indicada é a intervenção cirúrgica, com reconstituição das medidas normais das valvas cardíacas. OBJETIVOS: Descrever a relação entre o perímetro da lascínia anterior e o segmento posterior do anel fibroso da valva mitral, bem como a relação entre a distância intercomissural e o segmento anterior do anel fibroso da valva tricúspide. MATERIAIS E MÉTODO: Foram analisadas em ambiente MATLAB quarenta e uma (41) fotografias digitais de corações oriundos de necropsias feitas pelo Núcleo de Perícias Médico Legais da cidade de Campinas. RESULTADOS: Os dados foram coletados no período de dezembro/2003 a abril/2005, sendo 35 corações de cadáveres do sexo masculino e 6 do sexo feminino. Os coeficientes de correlação obtidos foram: Perímetro da Lascínia Anterior e Segmento Posterior do Anel Mitral: 0,3266; Distância Intercomissural e Perímetro Anel Anterior da Valva Tricúspide: 0,6757; Perímetro Valva Mitral e Volume Ventricular Esquerdo: 0,3761. CONCLUSÕES: Há nítida correlação entre a distância intercomissural e o perímetro do anel anterior da valva tricúspide. Há menor correlação entre o perímetro da lascínia anterior e o segmento posterior (mitral), bem como entre o perímetro valvar e volume ventricular esquerdo. Todavia há necessidade de estudo clínico para comprovação da relação e sua aplicabilidade cirúrgica.

Anatomia - Coração - Medidas

B130

Estudo da Expressão de gangliosídeo GM1 em ilhotas pancreáticas de camundongo NOD (Non-Obese Diabetic) diabéticos e não diabéticos.


Ana Rachel de Almeida e Silva Lima Zollner (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Ricardo de Lima Zollner (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
O camundongo não obeso diabético (NOD), por desenvolver naturalmente diabetes mellitus tipo 1 (DM-1) (destruição das células b produtoras de insulina) muito similar aos humanos é um instrumento para a investigação dos mecanismos que controlam a manifestação do diabetes. Nossos resultados prévios administrando gangliosídeos (GGs) (GM1, GD1a, GD1b, GT1b) ao NOD mostraram controle da expressão do diabetes no NOD, diminuindo o índice de lesão na ilhota e mantendo os níveis de glicemia normais e aumento dos níveis de anticorpos anti-GGs. O presente trabalho teve por objetivo estudar a fixação de anticorpos anti-GGs nas ilhotas pancreáticas como subsidio ao entendimento dos efeitos da administração de GGs a camundongos NOD. Os anticorpos contidos nos soros de animais tratados com GGs foram identificados por Elisa e purificados por meio de afinidade usando resina de DEAE-Sephadex acoplada a GM1. A fixação dos anticorpos nas ilhotas de animais diabéticos ou não foram estudadas por microscopia óptica convencional e confocal. A análise da imunofluorescência indireta mostrou diferenças na fixação destes anticorpos entre animais diabéticos ou não principalmente em sítios ao redor da ilhota pancreática e alguns sítios intra-insular. Estes resultados sugerem relação da expressão de GM1 com a bainha de schwann peri-ilhota, o que merece estudo complementar.

Autoimunidade - Diabetes - Gangliosídeos

B131

O DOSVOX ENQUANTO RECURSO TERAPÊUTICO NA ABORDAGEM DA TERAPIA OCUPACIONAL


Uiara Cristina Viana Danelutti (Bolsista FUNDAP), Profa. Dra. Rita C. Ietto Montilha (Orientadora) e Maria Inês R. S. Nobre (Co-orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Dentre as dificuldades que a pessoa com Deficiência Visual se depara, destaca-se a barreira na leitura e escrita, em que, muitas vezes, fica impossibilitado o contato com a sociedade, acarretando dificuldades na inclusão cultural e social. No entanto, alguns recursos podem ser utilizados, como o Dosvox, que é um programa computacional com síntese de voz. Este estudo visa investigar o Dosvox enquanto recurso terapêutico no processo de reabilitação/inclusão de pessoas com Deficiência Visual, além de abordar o olhar da Terapia Ocupacional frente a este recurso. Para isso, acompanhou-se durante o primeiro trimestre de 2005, um grupo de pessoas com Deficiência Visual em atendimento no Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação - Cepre - (FCM-UNICAMP). Realizou-se registros das sessões semanais, de uma hora de duração, onde o enfoque foi o desempenho no uso do recurso proposto e a intervenção da terapeuta. Registrou-se também a percepção de usuários a respeito do Dosvox e seus benefícios no seu cotidiano, por meio de questionário aplicado por entrevista. Observou-se que o Dosvox oferece oportunidades para a retomada de realizações cotidianas anteriormente dificultadas e ou impossibilitadas, como atividades escolares, profissionais e de lazer, que são fatores essenciais à boa qualidade de vida.

Deficiência visual - Informática (Dosvox) - Terapia ocupacional

B132

CONTROLE DE FATORES DE RISCO PARA CORONARIOPATIA EM PACIENTES COM INFARTO DO MIOCARDIO: COMPARAÇÃO ENTRE AMBULATÓRIO CONVENCIONAL E MULTIDISCIPLINAR


Celso Luís de Moraes (Bolsista FAPESP), Profa. Dra. Roberta C. R. Colombo (Orientadora) e Profa. Dra. Maria Cecília B. J. Gallani (Co-orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Este estudo teve como objetivo comparar a evolução clínica entre os pacientes com infarto do miocárdio, atendidos em dois ambulatórios de um hospital universitário: clínico convencional (grupo Controle-GC) e multidisciplinar (Grupo Intervenção-GI), no período de 1995 a 2000. Foram comparadas as medidas de colesterol total/frações e triglicérides; pressão arterial; índice de massa corpórea (IMC); ocorrência de eventos cardiovasculares e óbito. Os dados foram coletados retrospectivamente. Foram arrolados para o estudo 109 pacientes distribuídos nos grupos GC (n=80) e GI (n=29). A análise dos dados mostrou que os pacientes do GI apresentaram redução significativa nos valores de PAS (p=0,008,Wilcoxon) com diferença significativa entre os grupos (p=0,026, Mann-Whitney). Constatou-se que entre os pacientes do GI, os valores de IMC apresentaram redução significativa (p=0,021, Wilcoxon), porém sem diferença significativa entre os grupos.(p=0.994,Mann-Whitney). Constatou-se maior ocorrência de angina instável entre os pacientes do GC do que entre os pacientes do GI. Os dados preliminares apontam para resultados mais positivos no controle dos fatores de risco e eventos cardiovasculares entre os pacientes do GI. A ampliação da amostra deve ser feita para confirmação dos resultados.

Fator de risco - Prevenção secundária - Coronariopatia

B133

MONITORIZAÇÃO DA INFECÇÃO ATIVA POR CITOMEGALOVÍRUS (CMV), HERPESVIRUS HUMANO 6 (HHV-6) E HESPERVIRUS HUMANO 7 (HHV-7) EM PACIENTES TRANSPLANTADOS HEPÁTICOS: CORRELAÇÃO CLÍNICO-LABORATORIAL


Dayane A. P. Martins (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Sandra C. B. Costa (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
O Citomegalovírus Humano (HHV-5), o Herpesvírus Humano 6 (HHV-6) e o Herpesvírus Humano 7 (HHV-7) pertencem à subfamília herpesvírus, da família herpesviridae. Esses vírus são universais, apresentam alta prevalência na população e após infecção primária permanecem latentes, podendo ser reativados por um período de imunossupressão, como em pacientes submetidos à transplantes, podendo causar complicações graves, que vão desde rejeição de enxertos ao óbito. O objetivo da pesquisa visa a monitorização de pacientes submetidos à transplante hepático na Unidade de Fígado e Transplante Hepático do Hospital das Clínicas da UNICAMP compreendendo melhor os aspectos que envolvem a infecção pelo HHV-6, HHV-7 e suas inter-relações com o HCMV, em relação ao diagnóstico clínico-laboratorial precoce, avaliação da terapia antiviral específica e prevenção da doença causada por esses vírus. A metodologia se baseia na comparação entre os testes laboratoriais, de Antigenemia e NESTED-PCR em sangue periférico para detecção do HCMV, HHV-6 e HHV-7, e os dados obtidos da análise do prontuário do paciente. Resultados parciais:dos 6 primeiros transplantados estudados, 66,7% apresentaram infecção ativa por HCMV, 33,4% por HHV-6 e 16,7% apresentaram co-infecção HCMV/HHV-6. Os testes laboratoriais para HHV-7 estão em fase de conclusão, assim como a verificação do impacto clínico causado por esses herpesvirus nos transplantados estudados.

HCMV - HHV-7 - Transplante hepático

B134

ANÁLISE DA EXPRESSÃO DAS ISOFORMAS DE APAF-1 EM MIELOMA MÚLTIPLO


Bruno Deltreggia Benites (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Sara Teresinha Olalla Saad (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A formação do complexo citocromo c/Apaf-1/caspase-9 é a principal via envolvida na apoptose induzida pela quimioterapia anti-câncer. A Apaf-1 originalmente descrita compreende três domínios funcionais. As isoformas Apaf-1XL e Apaf-1LN contêm uma inserção de 11 aminoácidos na região NH2-terminal e a Apaf-1XL tem também uma repetição WD-40 adicional na região COOH-terminal. Neste trabalho, amostras de RNA extraído de medula óssea de 19 pacientes com mieloma múltiplo foram submetidas a RT-PCR semi-quantitativo. Todas as amostras examinadas continham a inserção dos 11 aminoácidos na região NH2-terminal. Em relação ao domínio COOH-terminal, todas as amostras apresentaram ambas as isoformas, havendo expressão predominante de Apaf-1LN ou expressão semelhante de ambas as isoformas, confirmada através da densitometria das bandas, onde a razão Apaf-1XL/Apaf-1LN variou de 0,94 a 1,08. Assim, mostramos pela primeira vez que Apaf-1LN tem expressão significativa em mieloma múltiplo e poderia estar associada às baixas taxas de cura nesta doença, pois a literatura indica que apenas as isoformas contendo a repetição WD extra (Apaf-1XL) ativam pro-caspase 9. Podemos especular que em mieloma múltiplo, uma diminuição na ativação de pro-caspase 9 poderia estar envolvida na desregulação da apoptose, nas recidivas após o tratamento e na pequena sobrevida desses pacientes.

Apaf-1 - Mieloma múltiplo - Apoptose

B135

MICROQUIMERISMO E O RISCO DE ALOIMUNIZAÇÃO A ANTÍGENOS DE HEMÁCIAS APÓS TRANSFUSÃO SANGUÍNEA


Pablo Soares Gomes Pereira (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Sara Teresinha Olalla Saad (Orientadora), Faculdade de Ciências Médica - FCM, UNICAMP
Quimerismo é a presença simultânea, em um indivíduo, de populações celulares originadas de um ou mais indivíduos distintos. Isto pode acontecer por processos naturais ou iatrogênicos. É considerada quimera iatrogênica a presença de células de doadores de sangue ou transplante de órgãos em seus respectivos receptores. Para que isso ocorra no caso das transfusões, os leucócitos contidos nos hemocomponentes transfundidos devem se multiplicar e sobreviver sem serem eliminados pelo sistema imune do hospedeiro. Na maioria dos indivíduos imunologicamente competentes, a vida destas células quiméricas é curta (3 dias ou menos). É possível que a presença de microquimerismo também esteja relacionada a maior risco de aloimunização contra antígenos eritrocitários, a qual pode levar a uma reação hemolítica grave associada à transfusão ou à reação transfusional tardia. Este trabalho tem como objetivo verificar a frequência de microquimerismo em mulheres transfundidas pelo Hemocentro da UNICAMP e correlacionar a sua presença com aloimunização contra antígenos eritrocitários. Para pesquisa de microquimerismo foi realizado PCR para seqüência exclusiva do cromossomo Y em mulheres que receberam transfusão de doador masculino, dentro deste grupo foram excluídas causas naturais do microquimerismo.

Microquimerismo - Transfusão - Aloimunização

B136

Análise da expressão do Gene Humano RC3, que Codifica TRÊs Proteínas Isoformas com Repetições de Anquirina


Paula de Melo Campos (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Sara Teresinha Olalla Saad (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
O citoesqueleto celular consiste de uma rede de dinâmicas interações capazes de influenciar importantes funções celulares. As proteínas da família das espectrinas e anquirinas, por exemplo, formam extensos complexos oligoméricos, envolvendo-se em transdução de sinais, reciclagem, tráfico e triagem de proteínas a serem exportadas. Essa riqueza de funções torna necessária a caracterização de novas isoformas das proteínas citoesqueléticas. Com base nisso, selecionamos, a partir do Projeto Genoma do Câncer, a EST RC3 com homologia ao domínio de repetições de anquirina da Anquirina II humana, de forma a determinar o padrão de expressão deste novo gene em células hematopoiéticas em condições fisiológicas, e de indução de apoptose e diferenciação celular através da técnica de PCR em tempo real. Nossos resultados mostraram aumentos significativos na expressão das três isoformas do gene RC3 após a indução da diferenciação celular das linhagens K562 e HL60. A indução da apoptose em células da linhagem K562, no entanto, não demonstrou alterações significativas na expressão de nosso gene em relação ao controle. Esses dados sugerem que as isoformas do gene RC3 devem estar envolvidas na diferenciação celular, que é fundamental na manutenção do equilíbrio sistêmico e no controle da ocorrência de processos neoplásicos.

Biologia molecular - RC3 - Diferenciação e apoptose

B137

DEFICIÊNCIA DE GLICOSE-6-FOSFATO DESIDROGENASE (G6PD) NÃO É UM FATOR DE RISCO PARA INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO


Samuel S. Medina (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Sara Teresinha Olalla Saad (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Introdução. Estudos recentes em camundongos demonstraram que a G6PD é uma enzima miocárdica antioxidante necessária à manutenção dos níveis de glutationa intracelular e à proteção contra a disfunção cardíaca induzida por estresse oxidativo durante a isquemia-reperfusão. A deficiência de G6PD também tem sido associada a um aumento na incidência de hipertensão e Diabetes mellitus. Objetivo. Avaliar se a deficiência de G6PD constitui um fator de risco para o desenvolvimento de infarto agudo do miocárdio (IAM) em humanos. Métodos. As técnicas de PCR e RFLP foram utilizadas para identificar a mutação 202GA no gene da G6PD em um grupo de 96 pacientes que haviam sofrido um IAM e seus respectivos controles normais, pareados por sexo e idade. Resultados. Encontramos uma freqüência alélica para o polimorfismo de aproximadamente 3% nos indivíduos com infarto miocárdico, resultado não estatisticamente significativo, quando comparado à freqüência encontrada na população controle. Paralelamente, observamos a evolução de um paciente masculino portador da mutação, que tinha sofrido um infarto miocárdico antero-septal, tendo sido submetido a terapia trombolítica e revascularização coronariana. Ele desenvolveu um grau moderado de insuficiência cardíaca congestiva, insuficiência aórtica e mitral, deterioração diastólica e sistólica do ventrículo esquerdo e formação de um aneurisma ventricular, indicando uma evolução desfavorável. Conclusão. Embora a deficiência de G6PD não constitua um fator de risco para IAM, a má evolução pós-IAM de um indivíduo com a função prejudicada desta enzima antioxidante sugere que esta condição possa predispor a disfunção cardíaca subseqüente à agressão por radicais livres produzida pela isquemia miocárdica.

Glicose-6-fosfato desidrogenase - Infarto agudo do miocárdio

B138

INCIDÊNCIA E EVOLUÇÃO DA HEMORRAGIA PERIVENTRICULAR-INTRAVENTRICULAR EM RECÉM-NASCIDOS PREMATUROS ABAIXO DE 1500 GRAMAS E OS FATORES DE RISCO MATERNOS, OBSTÉTRICOS, PERINATAIS E PÓS-NATAIS A ELA ASSOCIADOS


Luiza Fortunato Visconti (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Sérgio Tadeu Martins Marba (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A hemorragia periventricular-intraventricular (HPIV) é um evento comum entre recém-nascidos (RN) com peso inferior a 1500 gramas associado a altas taxas de mortalidade e seqüelas neurológicas com grande custo individual, social e familiar. Os objetivos do trabalho foram avaliar a incidência de HPIV em recém-nascidos prematuros e verificar os fatores de risco associados a ela. Os sujeitos foram recém-nascidos de muito baixo peso, nascidos na maternidade do CAISM/ UNICAMP, incluindo aproximadamente 140 recém-nascidos. Os fatores de risco para HPIV foram analisados através das variáveis maternas, obstétricas, perinatais e pós-natais que foram registradas em uma ficha pré-codificada para serem posteriormente processadas e submetidas a uma análise descritiva e analítica dados coletados. A análise estatística irá verificar a associação da incidência da HPIV com as variáveis independentes através do cálculo do Qui-quadrado com alfa de 5% e uma análise multivariada para identificar os fatores independentemente associados à HPIV. A partir da determinação dos principais fatores de risco para a patologia estudada, poderão ser implementadas medidas assistências para a redução de sua incidência neste grupo de recém-nascidos.

Prematuridade - Fatores de risco - Hemorragia periventricular-intraventricular

B139

A RELAÇÃO ENTRE O VINCULO MÃE- FILHO E A INFLUENCIA DA RENDA FAMILIAR NA DESNUTRIÇÃO INFANTIL


Márcia Regina Muradas (Bolsista PIBIC/CNPq)) e Profa. Dra. Silvana Denofre Carvalho (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A desnutrição energético protéica é um conjunto de condições patológicas que ocorre por deficiência de nutrientes no corpo; os fatores de risco estão no nível do macro e do microambiente; sendo que esse se refere à família. Os objetivos foram: identificar o sentimento e imagem(ou representação) que a mãe possui em relação ao(s) filho(s); pesquisar quais foram os aspectos positivos e negativos do nascimento do(s) filho(s), na opinião da mãe; identificar os fatores psicossociais de risco presentes na família levantar as prioridades da família na distribuição de sua renda. No método realizamos entrevistas com mães e consultas em prontuário. Os resultados, no grupo dos desnutridos, mostraram que: 42,9% possui família com 4 a 8 membros; 35,7% das mães tem idade entre 21-25 anos; 50% das mães estudaram de 0 a 4 anos; 100% tentou amamentar com leite materno exclusivo até os quatro meses de vida e 21,4% continuou a oferecê- lo após os quatro meses; 78,6% consideram ter bom vínculo com os filhos; 64,3% apresentam impotência; 21,4% fatalismo e nenhuma velamento; 78,6% não trabalham fora; 21,4% dos pais estão desempregados; 71,4% das famílias citaram as contas a pagar como prioridade da renda; 85,7% das crianças vão a creche e 50% ficam em período integral; 71,4% são cuidadas pelas mães quando não estão na creche; 14,3% foram desejadas; 92,9% tiveram diarréia, 100% gripe/resfriado, 71,4% anemia. Identificamos que a engloba os aspectos biológicos, psicológicos, afetivos e toda história de vida do ser humano

Desnutrição infantil - Relação família - Psicologia

B140

ESTUDO SOBRE A FORMA DE DETECÇÃO DO CÂNCER DE MAMA EM PACIENTES RESIDENTES EM CAMPINAS, SP, ACOMPANHADAS NO CENTRO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA MULHER (CAISM, UNICAMP) NO ANO DE 2002


Guilherme Machado de Carvalho (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Silvia Maria Santiago (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
O câncer de mama é uma das neoplasias de maior incidência e mortalidade no Brasil e é considerado um grande problema de saúde pública no mundo. Considerando-se esse quadro de morbi-mortalidade, evidencia-se a relevância de estudos sistemáticos e focados na ocorrência do câncer de mama nas mulheres brasileiras. Este estudo objetivou conhecer a forma de detecção do câncer de mama na população de mulheres, residentes em Campinas, seguidas no CAISM/UNICAMP em 2002.Foi realizado um estudo do tipo transversal retrospectivo, onde foram avaliadas variáveis sócio-demográficas, clínicas e as formas de detecção do câncer de mama de 101 prontuários médicos. O estudo mostrou que a população investigada apresentou idade média de 54,6 anos; é, em sua grande maioria, de cor branca e 25% delas são nulíparas. Os tumores foram detectados principalmente pelo exame clínico das mamas (59,60%) e pelo auto-exame (38,40%), estando em estágios mais avançados da doença em aproximadamente 65% dos casos, sendo a cirurgia radical realizada em 66% das mulheres estudadas, onde cerca de 50% destas, foram submetidas à cirurgia reconstrutora da mama. Sendo os tumores detectados em sua maioria em estágios intermediários e avançados, o estudo sugere que o acesso à mamografia, com potencialidade de encontrar lesões em estágios iniciais, não esteve facilitado para essas mulheres.

Câncer de mama - Formas de Detecção - Fatores de risco

B141

O PAPEL DA FAMILIA OUVINTE NO APRENDIZADO DA CRIANÇA SURDA


Daniele Theodoro Ostroschi (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Tereza Ribeiro de Freitas Rossi (Orientadora), CEPRE, Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Este estudo foi desenvolvido com famílias que freqüentaram o Programa de Orientação as famílias de crianças surdas no CEPRE da FCM, na UNICAMP tendo como objetivo maior observar a importância da família ouvinte no processo de aprendizado do filho surdo desde o diagnostico da surdez até a idade escolar. A relação mãe-filho pode alterar-se, tornando-se silenciosa, com o diagnóstico da surdez, precisando ser recuperada o mais rapidamente possível para que não haja danos futuros maiores (lingüísticos, afetivo-emocional, cognitivo e social). Pesquisas revelam que quando os pais aceitam os Sinais, o “status” paternal é retomado frente ao filho Surdo, reconhecendo-o como individuo completo, pertencente a uma minoria lingüística, valorizando a heterogeneidade e propiciando através desse conhecimento, a inclusão do filho Surdo na sociedade. As analises foram realizadas através de entrevistas com mães e professoras de 4 crianças de 7 a 10 anos que participaram do Programa por um período maior que 12 meses, que tiveram diagnóstico de surdez antes dos 2 anos de idade e que estão matriculadas em escolas regulares de ensino, onde se pôde constatar, através da fala das mães e confirmação das professoras, que as crianças com melhor desenvolvimento escolar são aquelas que as mães participaram ativamente, seguindo as orientações, tanto da fonoaudióloga quanto da professora, utilizando no cotidiano os Sinais para estabelecer uma comunicação eficiente. Ao contrario, um caso em que a mãe, por uma indisponibilidade, não segue as orientações de forma sistemática, não comparece às reuniões escolares, não participa da ida e/ou vinda da criança à escola, não usa efetivamente os sinais, o processo de aprendizagem da criança é mais distante do que da criança ouvinte.

Surdez - Família - Escola

B142

ESTUDO RETROSPECTIVO DA PREVALÊNCIA DE FISSURAS LABIAIS E LÁBIO-PALATINAS NO SERVIÇO DE GENÉTICA CLÍNICA/ DEPTO DE GENÉTICA MÉDICA / FCM/ UNICAMP


Juliana Alves de Sousa Caixeta (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Vera Lúcia Gil da Silva Lopes (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Dentre as diversas anomalias crânio-faciais (ACF) indubitavelmente as fissuras orofaciais constituem os exemplos mais conhecidos. Dentre estas, as mais comuns são as fissuras labiais associadas ou não às fissuras palatinas (FL  P) e as fissuras palatinas (FP). As FL  P estão entre as mais freqüentes anomalias morfológicas humanas, acometendo 1: 600 recém-nascidos em escala mundial. Em 2000, foi destacado pela WHO que um dos principais obstáculos encontrados uma assistência adequada aos pacientes com ACF e suas famílias estão o sub-registro. O objetivo deste trabalho é verificar a prevalência de diferentes quadros sindrômicos potencialmente associados a fendas lábio-palatinas e palatinas atendidos no seriço de Genética da UNICAMP, por meio da análise dos prontuários do serviço de números 1 a 13500, com anotação dos dados em ficha padronizada. No estudo retrospectivo (prontuários 1 a 11000), havia 2384 indivíduos com síndromes relacionadas a uma maior prevalência de FL/P ou FP. Foram encontrados 55 casos de FL/P (47,8%) e 60 casos de FP (52,2%). As principais síndromes encontradas foram: Síndrome de Down (43,40%) com 4 casos de FP (0,39%), anomalias congênitas múliplas (26,37%) com 20 casos de FL/P (3,18%) e 28 casos de FP (4,45%), outras aberrações cromossômicas (5,83%) com 11 (7,91%) e 10 (7,19%) casos respectivamente. As principais relacionadas com FP foram: Síndrome Oto-Palato-Digital (100%) e Síndrome de Smith-Lemli-Optiz (66,67%). No estudo prospectivo (prontuários 11000 a 12720), foram encontrados 5 (50%) casos de fenda labial, 4 (40%) casos de fenda palatina e 1 (10%) caso de fenda lábio-palatina. Os principais quadros relacionados foram: - Fenda labial: brida aminótica (20%), cardiopatia (20%) e anomalias congênitas múltiplas (20%); - Fenda lábio-palatina: hipotireodismo (100%); -Fenda palatina: anomalias congênitas múltiplas (50%) e retardo do desenvolvimento neuropsicomotor (25%).

Prevalência - Fenda labial - Penda palatina

B143

ESCOLARIDADE E SURDEZ: PERFIL DE UM GRUPO DE USUÁRIOS SURDOS


Maria Hosanir S. A.. Galvão (Bolsista FUNDAP) e Profa. Dra. Zélia Z. L. C. Bittencourt (Orientadora), CEPRE, Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A audição desempenha um papel singularmente importante em nossas vidas, e a língua oral é o principal meio de comunicação entre os seres humanos. A surdez é um problema sensorial não visível e influi nas relações interpessoais. Os sujeitos surdos convivem com uma comunidade lingüística e cultural oral que não lhe são próprias. Este estudo busca conhecer o perfil dos usuários surdos atendidos no Programa Escolaridade e Surdez do CEPRE e investigar as condições de inclusão escolar destes usuários. Foram coletados dados de 31 prontuários e fichas sociais dos alunos em atendimento no ano de 2005, sendo 48,4% do sexo feminino e 51,6% do sexo masculino, idade variando de 8 a 33 anos. Quanto à procedência, 51,6% são de Campinas e os demais da região de Campinas. Quanto à situação previdenciária, 67,7% são dependentes de familiares; 29,0% recebem o BPC do INSS e somente 3,3% exerce atividade profissional como operador de máquina copiadora. No que se refere à inclusão escolar, 71% dos alunos freqüentam escola regular e 29% não estudam. A maioria é filho de pais ouvintes e somente 2 alunos tem familiares surdos. O atendimento no CEPRE propicia o convívio grupal com o uso da língua de sinais repercutindo nas relações sociais dessa comunidade surda, respeitando-se seu direito à diferença.

Surdez - Inclusão escolar - Reabilitação

B144

SURDOS E SURDEZ NO CIRCUITO CINEMATOGRÁFICO


Lia de Moura (Bolsista FUNDAP) e Profa. Dra. Zilda Maria Gesueli (Orientadora), CEPRE, Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Sobre a surdez, perpetua-se ainda a idéia do sujeito surdo como doente, alguém com uma desvantagem biológica. Esta pesquisa defende a concepção de surdez pautada na diferença portanto, contrária à idéia de déficit e tem como objetivo analisar as diferentes concepções de surdez construídas ao longo dos séculos a partir da produção cinematográfica. “O filme é testemunho da sociedade que o produziu. Isto porque nenhuma produção cinematográfica, embora retrate a particularidade da vida, os sentimentos e comportamentos dos sujeitos, a sua interioridade subjetiva, não deixa de expressar a sociedade de uma época” (CARVALHO, 2003: 184). Selecionamos no circuito comercial, alguns filmes sobre o tema, mostrando diferentes sociedades, épocas e o conceito de surdez nelas imbricados. Após tantos anos de discussão sobre a surdez, pode-se dizer que tivemos avanços, mas ainda nos restam muitos ranços e retrocessos, com os quais convivemos.

Surdos - Surdez- Cinema






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