Uma proposta de itinerário formativo Centro Vocacional Juvenil – Missionários Combonianos Rua Augusto Simões, 108


Partilha/Questões/sentimentos/sensações



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Partilha/Questões/sentimentos/sensações:

Qual foi a sensação de quem foi tocada(o)? Medo, desconfiança, vergonha, tranquilidade, tensão? Qual foi sensação de quem tocou? Qual foi tua atitude? Foi difícil? Sentiste alguma resistência, vergonha, ternura, aversão?


DINÂMICA INICIAL 2:

Dentro de um saco (que não permita ver o que há dentro), colocar vários objetos de diversas texturas (liso, crespo, duro, mole, frio, quente, enrugado…). Cada jovem é convidado a tirar, de olhos fechados, um objeto; apalpá-lo como parecer melhor e prestar atenção em cada detalhe.


Partilha/Questões/sentimentos/sensações:

Como foi apalpar este objeto? Foi fácil descobrir? Te fez lembrar algo, alguém, situação? Como te sentiste?



SENTIDO HUMANO:

A palavra tacto tato (át) ou tacto (áct) tato (latim tactus, -us, toque) significa a sensação produzida por contacto; sentido da palpação; prudência; habilidade; tino. s. m.

contatoExistem inúmeras terminações nervosas especializadas situadas na pele e nos tecidos internos do organismo, que estão sujeitas a estímulos do tipo: calor, frio, dor, tato, entre outros.

Tais estímulos são transformados em impulsos nervosos e enviados ao sistema nervoso central, na qual são interpretados e respondidos.

É pelo sentido do tato que se estabelece um conhecer que dispensa palavras para revelar, sem reticências, o fato que é e que se esconde na magia de um corpo, na impessoalidade de um objeto, nas circunstâncias de um momento.

Todos nós usamos o tato em dois sentidos: objetivo e subjetivo, um completando o outro, ex.: como capacidade para captar sensações, etc.) e como habilidade para captar ou transmitir sentimentos (amor, ódio, frieza, calidez, ternura, carinho, dureza, aversão etc.).

Por isso, é quase impossível viver sem sentir, sem perceber, pelo sentido do tato, objetos, pessoas, e situações. O toque é o exercício do sentido do tato, é preciso vivenciá-lo com toda a agudeza de nossa perceção, para não corrermos o risco de passar pela vida, sem imprimir-lhe uma marca ou sem descobrir o seu sentido. É um instrumento de prazer e de dor, que tanto podemos receber ou transmitir.

Na verdade, o ato de tocar demonstra uma de nossas necessidades. Parece-nos impossível ver objetos, situações e até pessoas que nos despertam emoções, sem tocá-las. Com o toque, respondemos às emoções que nos provocam. Assim, o toque supõe não só a marca da nossa presença/resposta, mas também o sinal da nossa cumplicidade. Quando tocamos alguém, é todo o nosso ser que o toca, que se revela que se exprime e atua. Encanta ou desencanta. Acolhe ou afasta. Estimula ou deprime.

“E tocando os olhos do cego o Senhor Jesus lhe restituiu a visão e a alegria do coração” (Mt.20,3)

Não importa qual a idade ou estagio na vida, todos nós necessitamos de contato humano, da sensibilidade e dos cuidados que nos mostram que não estamos sozinhos. Porque somos seres sensíveis, sem o calor do contato humano para nos unir e acalmar, nos será negado um dos meios mais vitais de comunicação, de dar e receber.

VÍDEO do Fisioterapeuta António Carlos Jordão, sobre a Importância do Toque.

http://www.youtube.com/watch?v=L9F2VwL-1Qc
SENTIDO DA FÉ:

Mulher que sofria fluxos de sangue (Mc 5,25-34):

25Certa mulher, vítima de um fluxo de sangue havia doze anos, 26que sofrera muito nas mãos de muitos médicos e gastara todos os seus bens sem encontrar nenhum alívio, antes piorava cada vez mais, 27tendo ouvido falar de Jesus, veio por entre a multidão e tocou-lhe, por detrás, nas vestes, 28pois dizia: «Se ao menos tocar nem que seja as suas vestes, ficarei curada.» 29De facto, no mesmo instante se estancou o fluxo de sangue, e sentiu no corpo que estava curada do seu mal. 30Imediatamente Jesus, sentindo que saíra dele uma força, voltou-se para a multidão e perguntou: «Quem tocou as minhas vestes?» 31Os discípulos responderam: «Vês que a multidão te comprime de todos os lados, e ainda perguntas: ‘Quem me tocou?’» 32Mas Ele continuava a olhar em volta, para ver aquela que tinha feito isso. 33Então, a mulher, cheia de medo e a tremer, sabendo o que lhe tinha acontecido, foi prostrar-se diante dele e disse toda a verdade. 34Disse-lhe Ele: «Filha, a tua fé salvou-te; vai em paz e sê curada do teu mal.»

Na sociedade em que Jesus viveu, determinados objetos, ações, pessoas, animais, eram tidos como capazes de contaminar o ser humano que se colocava em contato com eles, impedindo a comunhão com a divindade, por isso, a necessidade de submeter-se a diversos ritos de purificação mediante a água (lavar-se, aspersão, imersão), ou mediante sacrifício. A esfera na qual Jesus mostra a própria liberdade é primariamente aquela do relacionamento com as pessoas [só indiretamente aquela dos objetos e dos animais].


Comentário:

Destas pessoas vêm documentadas seis categorias diversas: os leprosos (Lv 13,45-46); as mulheres com fluxo de sangue; os cadáveres; os pagãos; os publicanos e as prostitutas. Para cada um destes casos, os evangelhos mostram a inobservância de Jesus destas prescrições, que contaminam com a impureza somente no tocar.

Entrar em contato com uma mulher que sofria fluxos de sangue tornava impura a pessoa que entrasse em contato com ela (Lv 25, 25-27; Ez 36, 17). Esta situação colocava a mulher num estado constante de impureza religiosa, impedindo-a de entrar no santuário, de participar das festas religiosas, por exemplo, da festa da Páscoa. A excluía mesmo da vida social.

Jesus se manifesta como um homem livre, que vai contra a corrente.



Jesus deixa-se tocar por esta mulher. Ela o toca com a sua vida, e Jesus sente a sua necessidade de cura; de ser incluída, aceita, acolhida na sociedade.

Foi pela FÉ que esta mulher foi salva, pois Jesus disse-lhe depois de ela o ter tocado, sentido a sua força: “Filha, a tua fé salvou-te; vai em paz e sê curada do teu mal”


“…só acreditando é que a fé cresce e se revigora; não há outra possibilidade de adquirir certeza sobre a própria vida, senão abandonar-se progressivamente nas mãos de um amor que se experimenta cada vez maior porque tem a sua origem em Deus”.nº7 Documento do Papa Bento XVI para o ANO DA FÉ.
Perguntas/questões para pensar/refletir/partilhar:


  • Como é o meu toque? Como toco as pessoas?

  • Qual é a minha atitude de fundo ao tocar alguém?

  • O que significa para mim, tocar alguém e deixar-me tocar?

  • Deixo-me tocar?

  • Quais são minhas dificuldades no contato com as pessoas?




  • E Jesus, qual é a sua atitude ao tocar alguém? Posso aprender com Ele?

  • Já senti o “toque” de Jesus em meu ser, em minha vida?




  • Como posso melhorar o meu toque às pessoas, principalmente com quem sinto mais dificuldade?

  • Há pessoas excluídas, marginalizadas no ambiente onde vivemos, próximo ou que temos conhecimento?

  • Por quê?


SENTIDO DA MISSÃO:

Bento XVI na sua Carta Apostólica escreve (ler) nº10: “A fé, precisamente porque é um ato de liberdade, exige também assumir a responsabilidade social daquilo que se acredita”.




  • Como, a partir de Jesus, podemos colaborar para que haja menos exclusão, mais solidariedade, mais aceitação também com o nosso “toque” (compromisso)? (anotar as ideias que surgirem para um compromisso pessoal e comunitário)


Proposta a nível pessoal: *exercitar-me no relacionamento com alguma (s) pessoa (s) a qual eu sinto mais dificuldade no contato pessoal: aproximando-me mais, dando mais atenção, um toque nas costas, um abraço, um beijinho…com passos lentos…sempre devagarinho, respeitando o espaço do outro.
VÍDEOS PARA APROFUNDAR TEMA:

http://www.youtube.com/watch?v=D626KVPY-b0&feature=youtu.be vídeo com o CONCEITO e EXPLICAÇÃO DE ALGUNS DADOS SOBRE TATO e sua IMPORTÂNCIA.

http://www.youtube.com/watch?v=L9F2VwL-1Qc Fisioterapeuta: António Carlos Jordão – A IMPORTÂNCIA DO TOQUE.
ANEXOS:
O Toque no Cuidar do Doente

A pele é o órgão mais extenso do nosso corpo. Qualquer experiência táctil ou de proximidade determina a sua representação a nível cerebral, enquanto experiência total mútua e única. Neste sentido, o toque foi conceptualizado por Estabrooks e Morse (1992), como sendo multidimensional, um gestual que envolve a voz, a postura, o afeto, a intenção e o significado dentro de um determinado contexto, representa mais do que o contacto físico, pele com pele. O toque é considerado como uma das formas de comunicação não-verbal, que pode enviar mensagens positivas ou negativas para o doente, dependendo do momento, da forma e do local onde ocorre. Possibilita um tipo especial de proximidade, dado que, quando uma pessoa toca a outra, a experiência é inevitavelmente recíproca. Toca-se para “passar” algo, mas também para “sentir” algo, desde a temperatura e a forma, entre outros aspetos.

O tocar algumas vezes mete medo, como se estivesse ligado a uma sensoriedade mais densa do que a do escutar ou do ver, mais ligada à materialidade, ao peso das coisas.

Recebemos dos monges antigos a tradição de que o trabalho é oração, que nossas mãos oram quando trabalham. Se é assim, podemos dizer também que, quando cheias de amor e de respeito, nossas mãos rezam quando tocamos ou acariciamos. A oração do tocar é a oração de um corpo que não se agarra avidamente, que não se fecha ao outro. Tocar a Deus ou deixar-se tocar por Ele não é sentir-se esmagado, mas sentir-se cercado de espaço; sentir-se livre.

O toque de Jesus nos faz servir (Marcos 1,31)

O TACTO SENSÍVEL - ORAÇÃO JIM

(Janeiro – Fevereiro 2013)

AMBIENTAÇÃO

Como o grupo entender, dentro do que é proposto no esquema.

Algum símbolo relacionado com o tacto
HELLO GOD (Alguém do grupo acende uma vela)

Cântico Inicial, de acordo com o tem proposto: “O toque sensível do jovem em missão”
(Introdução)

Se na oração podemos ouvir o inaudível e ver o invisível, podemos ainda tocar e sentir o impalpável? Isso depende de como tocamos as coisas e as pessoas. Há pessoas que nos tocam como uma crosta, uma casca; outras que nos remexem até a seiva, até o cerne. Há mãos que nos achatam, nos coisificam, nos bestializam; e há mãos que nos pacificam, nos curam e algumas vezes até nos divinizam, quando nos impõem as mãos para a cura ou também para a comunicação da graça.


(Pequeno momento de silêncio para procurar sentir o “Toque” de Deus…)
PART& REZA (Alguém do grupo acende uma vela)
Salmo 4, 2-9 “Exortação à Confiança em Deus
2Quando te invocar, escuta-me, ó Deus, minha justiça!

Já que na angústia me libertaste,

tem compaixão de mim e ouve a minha oração.

3Homens, até quando desprezareis a minha glória?

Porque amais a ilusão e buscais a mentira?

4Sabei que o Senhor faz maravilhas pelo seu amigo

e há-de escutar-me quando o invocar.

5Tremei de medo e não pequeis mais;

meditai nos vossos leitos, em silêncio.

6Oferecei sacrifícios de justiça

e confiai no Senhor.

7Muitos dizem: «Quem nos dará a felicidade?»

Resplandeça sobre nós, Senhor, a luz da tua face!

8Pois Tu dás uma alegria maior ao meu coração

do que a daqueles que têm trigo e vinho em abundância.

9Deito-me em paz e logo adormeço,

porque só Tu, Senhor, me fazes viver em segurança.
Oração do salmo feita em dois coros alternadamente, um versículo cada coro.
LIGHT BOOK (Alguém do grupo acende uma vela)
Leitura do Evangelho de São Lucas 15, 11-20.
Proposta de reflexão: No final da parábola do filho pródigo (Lc. 15, 11ss) o pai acolhe o filho com um abraço e cobre-o de beijos. Jesus nos revela, portanto, um Pai que se deixa sentir face-a-face, que nos aperta contra seu peito e transmite através desse gesto o seu amor misericordioso.
Procurar que seja alguém exterior ao grupo que possa fazer a leitura, pequena reflexão e ajude o grupo na partilha e nas preces.

Como alternativa pode escolher-se algum artigo de livro ou revista missionária.

PART & PRECES (Alguém do grupo acende uma vela)

Momento da Partilha a partir da Palavra de Deus e de como nos sentimos tocados por Deus.
Perguntas que podem ajudar a partilha:

Já nos sentimos abraçados por Ele, como o filho pródigo, cheios de fragilidade, limites, erros?

Qual foi o gesto que tocou-me mais profundamente?
ORAÇÃO FREE HUGS

Em comunhão com Cristo abraçamo-nos para rezar a Oração do Pai Nosso, e rezamos imaginando que é Deus que nos abraça neste “toque” da pessoa que está ao nosso lado. E com este “toque” trazemos todas as pessoas do mundo que estão excluídas e marginalizadas da sociedade, pelo pecado, pobreza, doença, indiferença. Deixemos que Deus nos toque e que toquemos a Ele e que a nossa oração tenha seu efeito em nossas vidas… “Que os nossos braços, pés e boca sirvam de tacto de Deus para os outros”
TAKE AWAY (Alguém do grupo acende uma vela)

Uma actividade concreta que, (pessoalmente e em grupo) possa exprimir o que vivemos neste tema do Toque Sensível do Jovem em Missão.
Propostas/ideias: (a nível comunitário) ver a possibilidade de visitar pessoas ou grupo de pessoas que estão mais excluídas actualmente, e exercitar-nos no toque respeitoso e cheio de amor, transmitindo o Toque de Deus em nós e nosso compromisso como Jovens em Missão.
ORAÇÂO JIM

Todos juntos rezam a oração JIM


O PALADAR REFINADO

DO JOVEM EM MISSÃO

(Março 2013)

DIMENSÃO HUMANA

O sentido do paladar é o sentido pelo qual se percebe o sabor dos alimentos, pela impressão que suas substâncias produzem na língua.

Como a audição depende do ouvido, a visão dos olhos, o paladar quase sempre está ligado à língua. Afinal, é através dela que “sentimos” o paladar.

Quantas vezes, ao olhar um prato apetitoso ou ao sentir “aromas” com característica de saborosos, o nosso paladar já fica aguçado. Mas é a língua que define a qualidade, a característica e o caráter do sabor. É ela que possibilita o prazer do sabor, o deleitar-se com ele. É ela que aprecia ou deprecia. Acolhe e escolhe, testa, atesta, contesta e rejeita. Por isso, a língua é parte importante de nosso corpo, todavia nem sempre lhe damos importância e a temos como algo essencial à beleza da vida.

A língua é muito sensível, conta-nos quando as coisas são doces, azedas, amargas, salgadas, etc. É usada para mastigar, engolir e acima de tudo falar.
O GOSTO NA BIBLIA

Saboreai e vede como o Senhor é Bom, feliz o homem que nele confia” (Sl 34, 9)

O Salmo 34 é um convite do salmista a saborear a bondade do Senhor. Ele convida-nos a deixar-nos entrar nos seus átrios, isto é, a aproximar-se à presença de Deus, a contempla-lo de perto e aí senti-lo, saboreá-lo e deleitar-se com a sua Bondade.

Temos sempre algum receio de provar algo novo ou com aspeto diferente. O salmo exorta à experiência de uma Nova Prova. O medo não nos deve impedir de testarmos os efeitos de Deus na nossa vida, de nos deixarmos saciar por ele. Que seja Ele a saciar a nossa fome.

Porque hoje e sempre, o ser humano precisa de saciar a fome e a sede… da sua alma.

A fome e a sede da alma, são aquele sentir que alguma coisa falta na nossa vida. Tentámos preencher esse vazio com muitos amigos, com amor da família, com muitas horas no trabalho, com vícios, com prazeres de todo o tipo e feitio. Alguns viajam o mundo inteiro à procura do que possa saciar a fome e a sede da sua alma. Mas a resposta está à distância de um olhar interior. Porque Deus está na orla do nosso lábio, quando falamos com Ele.

Nada pode preencher ou saciar a nossa alma senão exatamente aquilo que o seu Criador preparou para ela, Jesus, o pão da vida. É o pão não de farinha ou fermento, mas de amor e poder de Deus. É Ele que responde a todas as perguntas que até hoje estavam por responder, que resolve os segredos que até hoje estavam silenciosamente atormentar o nosso coração.

Quem tem fome precisa de comer. Quem tem alma precisa de crer. Em Jesus, o pão da vida. O realismo eucarístico das palavras de Jesus não pode ser mais claro: o pão vivo é a carne de Jesus e simultaneamente o sangue que é preciso beber.

Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida, oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos” (cf. Jo 6, 51). Porta Fidei N.3.

Provai! Este é o desafio que Ele nos faz: vamos prová-Lo e não somente aprová-Lo.


MISSÃO E SENTIDO DO GOSTO

O cristão ao saborear o Senhor não pode deixar de sentir uma alegria plena e uma enorme satisfação, porque o Senhor é bom. Apesar da nossa condição de pecadores Ele não cessa de nos chamar e convidar para o seu banquete. É no seu Banquete que fazemos comunicar a realidade humana com a realidade Divina. É Deus no seu Banquete que sensibiliza os corações com a sua palavra e Seu Espirito.

Acedendo ao seu convite não nos podemos sentir indiferentes.

O mundo está cheio de sabores e dissabores que nos levam a experimentar sensações pelo paladar. Este pode ser exigente, refinado, descuidado e até ausente. De qualquer forma, é o sentido do paladar que toca e saboreia, realiza e concretiza o que os outros sentidos “sonharam”.

Desta forma, sem apurar o nosso paladar na vida de todo o dia, podemos deixar de saborear, desfrutar, degustar algo com prazer: uma comida, uma boa conversa, a leitura de um livro, um dia de sol, uma festa e até uma canção.

É preciso exercitar e educar o sentido do paladar para desfrutar com calma, atenção e sabedoria cada proposta que a vida nos vai sendo oferecida, para perceber nela o sabor da experiência que nos traz.  

Se degustamos as experiências de cada dia, podemos distinguir entre o sabor amargo de umas e o sabor adocicado de outras. Dessa maneira ao observar-se a si mesmo e ao seu redor, o jovem poderá descobrir a graça, o gosto do saber, por aprender em cada dia o sabor que tem a vida: a sua e a dos demais.

Partindo da Eucaristia somos convidados a ir experimentar o sabor da vida em comunidade com Jesus Cristo como nossa companhia. Quando provamos algum prato especial que nunca provamos e que nos sabe muito bem ou mesmo aqueles pratos que conhecemos perfeitamente mas figuram nas nossas preferências, uma das coisas que fazemos é partilhar com as pessoas que nos rodeiam as delicias que experimentamos. Assim o Jovem em Missão, que saboreia uma vida em Cristo e deleita-se com isso tem por Missão partilhar essas delícias que experimentou e fazer que mais pessoas possam gozar da vida em Cristo.


PROPOSTA CONCRETA

Como proposta concreta convida-se o grupo a Saborear Deus, saborear a bondade da Criação. A natureza presta-se muito particularmente, em qualquer lugar onde estivermos, a fazer-nos saborear a bondade do Deus através da beleza da sua Criação. Paisagens, elementos naturais, animais, astros e as pessoas que encontramos, todas criadas à imagem do Criador!

Não faltarão locais belos para visitar e sentir a beleza da criação de Deus e saborear a harmonia criada por Ele.

Façamos da nossa vida um roteiro de sabores que nos levam a descobrir mais e mais Cristo e fazendo-nos capazes de ser artífices da Beleza da Sua Criação.


Outro Texto para reflexão: Jo 6, 47-51
O PALADAR REFINADO

- ORAÇÃO JIM

(Março 2013)

AMBIENTAÇÃO

Propõem-se que a oração seja feita em algum local bonito perto da localidade do grupo. Para que se possa saborear as belezas de criação de Deus. Deve-se colocar uma Cruz, uma Bíblia e algumas velas como ambiente.
HELLO GOD (Alguém do grupo acende uma vela)

Breve momento de silêncio em que cada um observa, escuta e saboreia a presença de Deus na natureza.

Reza-se a seguinte oração como ambientação:
Ó Cristo,

Tu és a luz que ilumina

A nossa vida e a nossa historia,

Porque Tu és a verdade que liberta e dá vida.

E nós, que queremos a verdade, procuramos-Te a Ti,

Como os olhos procuram a luz.

Mas onde podemos encontrar-Te?

A Tua palavra de verdade e de vida vive na Igreja.

Só aí podemos encontrar-Te.

Tu ó Senhor, faz-nos responsáveis da Tua palavra

para que a encarnemos em nós,

E nos tornemos tua palavra para o mundo.

Ó Cristo, Caminho, Verdade e Vida,

Tu és o amor,

E só em Ti encontramos o sentido da vida,

a verdadeira paz e alegria.



PART& REZA (Alguém do grupo acende uma vela)
Salmo 34: De preferência lido alternadamente.
2 Em todo o tempo, bendirei o SENHOR;

o seu louvor estará sempre nos meus lábios.

3 A minha alma gloria-se no SENHOR!

Que os humildes saibam e se alegrem.

4 Enaltecei comigo o SENHOR;

exaltemos juntos o seu nome.

5 Procurei o SENHOR e Ele respondeu-me,

livrou-me de todos os meus temores.

6 Aqueles que o contemplam ficam radiantes,

não ficarão de semblante abatido.

7 Quando um pobre invoca o SENHOR, Ele atende-o

e liberta-o das suas angústias.

8 O anjo do SENHOR protege os que o temem

e livra-os do perigo.

9 Saboreai e vede como o SENHOR é bom;

feliz o homem que nele confia!

10 Temei o SENHOR, vós que lhe estais consagrados,

pois nada falta aos que o temem.

11 Os ricos empobrecem e passam fome,

mas aos que procuram o SENHOR nenhum bem há-de faltar.

12 Vinde, meus filhos, escutai-me:

vou ensinar-vos o temor do SENHOR.

13 Qual é o homem que não ama a vida

e não deseja longos dias de prosperidade?

14 Nesse caso, guarda a tua língua do mal

e os teus lábios das palavras mentirosas.

15 Desvia-te do mal e faz o bem,

procura a paz e segue-a.

16 Os olhos do SENHOR estão voltados para os justos

e os seus ouvidos estão atentos ao seu clamor.

17 A ira do SENHOR volta-se contra os malfeitores,

para apagar da terra a sua memória.

18 Os justos clamaram e o SENHOR atendeu-os

e livrou-os das suas angústias.

19 O SENHOR está perto dos corações contritos

e salva os espíritos abatidos.

20 Muitas são as tribulações do justo,

mas o SENHOR o livra de todas elas.

21 Ele guarda todos os seus ossos,

nem um só será quebrado.

22 O ímpio há-de perecer na sua maldade;

os que odeiam o justo serão castigados.

23 O SENHOR resgata a vida dos seus servos;

os que nele confiam não serão condenados.


LIGHT BOOK (Alguém do grupo acende uma vela)
Leitura do Domingo seguinte
A leitura é lida por um convidado externo ao grupo.

Como alternativa, em caso de não haver pessoa externa, pode ser alguém do grupo. Pode-se fazer também a leitura de algum artigo da revista Além Mar, um texto da vida de Comboni, ou de algum documento do papa ou dos bispos portugueses.
PART & PRECES (Alguém do grupo acende uma vela)

O convidado deverá fazer uma pequena partilha sobre o que leu, e incentivar o grupo também a faze-lo. Estas partilhas podem ser realizadas em forma de preces.
Partilha em forma de preces intercalada pelo refrão do Cântico “Felizes os que amam o Senhor”. Ou outro.


ORAÇÃO FREE HUGS

Momento de o grupo se unir em comunhão com Cristo, abraçados ou de mãos dadas rezarem pelas suas preces, e pelo mundo, por isso sugere-se com esta atitude de amizade profunda em Cristo rezem o Pai- Nosso e Avé Maria.
TAKE AWAY (Alguém do grupo acende uma vela)

Sugere-se aqui, como compromisso, e seguindo as palavras de Jesus “dar de comer a quem tem fome”, que o animador incentive o grupo, caso haja oportunidade, a ir levar algo alimento a alguém necessitado. Ou mesmo em grupo juntarem-se para fazerem um pequeno cabaz para alguém que passe mais necessidade na paróquia.

Como alternativa pode-se considerar:

- Integração em grupos que fazem distribuição de refeições aos sem abrigos nas grandes cidades (Braga, Porto)
ORAÇÂO JIM

Todos juntos rezam a oração JIM


O OLFATO PERFUMADO

DO JOVEM EM MISSÃO

(Abril – Maio 2013)

AMBIENTAÇÃO:

Em lugar de destaque alguma imagem de Jesus (ou cruz) e a palavra de Deus (se possível também uma vela média). Trazer um frasco de perfume para a reunião do grupo. Um a um cada membro deita um pouco de perfuma nalguma parte do seu corpo (à escolha) e sente o odor. No fim coloca-se o frasco de perfume junto à imagem (ou cruz) de Jesus. O animador faz uma pequena oração invocando o espírito de Deus para a reunião. Depois começa a reflexão sobre o tema, utilizando a metodologia que convier ao grupo.
OLFATO: O SENTIDO DA VIDA

O homem raramente percebe quando valem os seus 25 milhões de células olfactivas. Mas o cheiro está em tudo: no amor, no apetite, nas melhores lembranças. Todo odor provoca sentimentos

Um simples aspirar e basta! Qualquer cheiro é suficiente para despertar fome, provocar atracão ou repulsa, trazer de volta cenas do passado. Cheirar é emocionar-se sempre. Além disso, é graças ao olfacto, um aliado do paladar, que se sentem as diferenças de sabores.

A variedade de odores que um nariz pode reconhecer é colossal. “Cada pessoa”, “tem aproximadamente 25 milhões de receptores olfactivos e todos eles podem ser diferentes entre si.” Todo esse equipamento está pronto para entrar em acção assim que se nasce enquanto os demais sentidos só vão funcionar perfeitamente depois de alguns dias de vida. Observando o comportamento dos bebés, os cientistas concluíram que a partir da primeira semana eles já reconhecem o odor da mãe.

Uma das funções mais importantes e mais conhecidas do olfacto é estimular a memória. Supõe-se que, para reconhecer qualquer coisa, o cérebro puxe de seu arquivo um fato do passado. Assim, diante de uma flor, talvez a mente produza associações com momentos do passado. Pois, se não bastasse tudo o mais, o olfacto é também, misteriosamente, o mais nostálgico dos sentidos.
TER OLFATO PARA VER…

“Jesus passou fazendo o bem” (Act 10,38). E na sua passagem com este bem, Jesus deixou um rasto de perfume. Um perfume sentido por todos quantos o ouviam, o viam, o seguiam. Ele foi o bom odor, o bom perfume do Pai na humanidade. A sua vida encheu a terra com o odor do amor de Deus para com todos. Sentir o que nos rodeia, as pessoas das nossas comunidades, os gestos de fé, de amor, de compromisso solidário, é sentir a presença de Jesus que continua actuando o amor do pai.

Foi este perfume de Jesus, sentido por Comboni que o levou a entregar-se totalmente à missão da África. Comboni sonha com a evangelização da África quando todos os outros se retiram ou recusam. O seu plano é fruto deste sentir o coração palpitante de Cristo pelos Africanos. Com o seu optimismo e zelo missionário, ele prevê um futuro risonho para a África:

Não viveremos nem respiraremos a não ser por Jesus e para lhe ganhar almas”. Carta a Mgr Canossa

Vivo unicamente e sempre vivi para salvar almas e não para as perder”. Carta ao cardeal João Simeoni
O OLFATO DA FÉ CRISTÃ: Jo 12,1-9

(alguém lê o texto do evangelho em voz alta articulando e pontuando bem para ser compreensível. Se houver possibilidade até seria bom que cada um tivesse o texto em mãos.)


Pequeno comentário

(Alguém outro que o animador, poderá ler lentamente esta pequena reflexão. Assim introduzirá a reflexão e partilha do momento seguinte).

Neste texto está representado o modelo das primeiras comunidades cristãs. E que deveria ser também o modelo das nossas. No centro está Jesus e os convivas à sua volta. Ele, Jesus, é o centro de tudo e para ele se voltam os olhares e as atenções de todos.

O primeiro valor da comunidade é o serviço, é a atitude da mulher, Maria: sorrateiramente, disfarçadamente, sem barulho, sem trombetas, ela avança; humildemente se coloca estrategicamente aos pés do seu Senhor (Jesus) e lhe lava os pés, enxuga-os e perfuma-os. Esta é a atitude perfeita, o valor mais alto de qualquer comunidade que se diga cristã: o serviço na completa humildade.

O perfume da sua atitude, do seu serviço, da sua caridade, encheu toda a casa e tocou a todos. Tocou tanto, que não os deixou indiferentes e reagiram. O perfume do amor entrou pelas narinas de todos e provocou-os.

De todas as reacções, só Jesus percebeu o verdadeiro alcance e qualidade do perfume derramado: era o perfume da conversão, do amor, do perdão. E por isso Jesus louva a fé da mulher.

A atitude perfumada de Maria inspirou certamente Jesus a fazer o mesmo, durante a última ceia. Como que, para confirmar, de uma vez por todas a atitude genuína da sua comunidade de discípulos, também ele, sem dizer nada, tomou uma toalha e começou a lavra os pés aos seus discípulos (jo 13, 5). Desde esse momento que não pode haver comunidade, grupo, onde o perfume do serviço amoroso não esteja presente como primícia de toda a vida da comunidade e de cada discípulo/a de Jesus.


Meditamos e partilhamos:

(o animador convida os membros a exprimir-se sobre o tema, ajudados por estas perguntas ou por outras que o animador ache pertinentes).
Qual o maior perfume do nosso grupo? Onde se manifesta?

Qual o perfume predominante na nossa comunidade paroquial?


SENTIR A MISSÃO

A nossa missão, como discípulos é SERMOS O BOM ODOR DE JESUS; enchermos “toda a casa” com o perfume derramado aos pés de Jesus, vivo e presente nos nossos irmãos: o perfume da gratidão; o perfume do serviço; o perfume da solidariedade; o perfume da alegria; o perfume da comunhão; o perfume do perdão e da misericórdia;…

Nós somos o bom perfume da alegria e da boa nova da ressurreição de Jesus. O tempo pascal é o tempo da alegria e da comunhão.

Uma preocupação constante do grupo neste tempo pascal: esquecer todos os atritos e divisões; criar alegria e comunhão no grupo e na comunidade paroquial.


Possíveis actividades:

Uma possibilidade: no fim da reunião, o grupo decide alguma actividade, tarefa, missão específica sobre o tema, a realizar na comunidade.


Outra possibilidade: realizar alguma das acções propostas abaixo:

Organizar e animar uma “via lucis” na comunidade.

Numa celebração animada pelo grupo distribuir a cada cristão presente um saquinho de cheiro como símbolo do bom odor de Cristo irradiado pelo grupo.

O perfume do cristão é a caridade. Então organizar alguma iniciativa na comunidade em favor do projecto solidário missionário (se ainda não tiver sido feito nada).



ANEXOS
1/ Depois de ter ungido os pés do Senhor, a mulher do evangelho não os limpou com uma toalha, mas com os próprios cabelos, para melhor honrar o Senhor. […] No sentido alegórico ou místico, porém, esta mulher prefigurava a Igreja, que ofereceu a Cristo a devoção plena e total da sua fé. […]

Lemos no Cântico dos Cânticos as palavras que Salomão põe na boca da Igreja: “O teu nome é como perfume derramado” (Cant 1, 3). E com razão é o nome do Senhor designado por “perfume derramado”. Como sabeis, enquanto permanece dentro do recipiente, o perfume conserva em si a força da sua fragrância; mas, a partir do momento em que é derramado, difunde essa fragrância. Da mesma maneira, enquanto reinava no céu com o Pai, o nosso Senhor e Salvador era ignorado pelo mundo, era desconhecido cá em baixo. Mas quando, pela nossa salvação, Se dignou humilhar-se, descendo do céu para tomar um corpo humano, nessa altura, difundiu por todo o mundo a doçura e o perfume do Seu nome.

Distingo ali várias espécies... Há o perfume da contrição, o da piedade; há também o da compaixão... Há, pois, um primeiro perfume que a alma compõe para seu próprio uso quando, apanhada pela rede de numerosas faltas, ela começa a reflectir sobre o seu próprio passado. Reúne então, no cadinho da sua consciência, para os juntar e esmagar, os múltiplos pecados que cometeu; e, na fornalha do seu amor ardente, fá-los cozer no fogo da penitência e da dor... É com este perfume que a alma pecadora deve cobrir os inícios da sua conversão e ungir as chagas recentes; porque o primeiro sacrifício que se há-de oferecer a Deus é o de um coração arrependido. Enquanto a alma, pobre e miserável, não possuir com que compor um unguento mais precioso, não deve negligenciar preparar aquele, ainda que o faça com vis matérias primas. Deus não desprezará um coração que se humilha na contrição (Sl 50,19)...

Aliás, esse perfume invisível e espiritual não poderá parecer-nos ordinário, se compreendermos que ele é simbolizado pelo perfume que, segundo o Evangelho, a pecadora lançou sobre os pés do Senhor. Com efeito, lemos que "toda a casa ficou cheia daquele odor"... Lembremo-nos do perfume que invade toda a Igreja no momento da conversão de um único pecador; todo o penitente que se arrepende torna-se para uma multidão como que um odor de vida que a desperta para a vida. O aroma da penitência sobe até às moradas celestes uma vez que, segundo a Escritura, "o arrependimento de um só pecador é uma grande alegria para os anjos de Deus" (Lc 15,10).



S. Bernardo (1091-1153), monge cisterciense e Doutor da igreja; Sermão 12 sobre o Cântico dos Cânticos
2/ Já vos falei dos dois perfumes espirituais: o da contrição, que se estende a todos os pecados — é simbolizado pelo perfume que a pecadora espalhou nos pés de Jesus: «toda a casa ficou cheia desse cheiro»; há também o da devoção que consolida todas as mercês de Deus... Mas há um perfume que ultrapassa de longe estes dois; chamar-lhe-ei o perfume da compaixão.

Compõe-se, com efeito, dos tormentos da pobreza, das angústias em que vivem os oprimidos, das inquietudes da tristeza, das faltas dos pecadores, em resumo, de toda a dor dos homens, mesmo dos nossos inimigos. Estes ingredientes parecem indignos e, contudo, o perfume em que entram é superior a todos os outros. É um bálsamo que cura: «Felizes os misericordiosos, pois alcançarão misericórdia» (Mt 5,7).

Assim, um grande número de misérias reunidas sob um olhar compassivo é as essências preciosas... Feliz a alma que cuidou de aprovisionar estes aromas, de neles espalhar o óleo da compaixão e de os pôr a ferver no fogo da caridade! Quem é, no vosso entender, «o homem feliz que tem piedade e empresta os seus bens» (Sl 111,5), inclinado à compaixão, pronto a socorrer o seu próximo, mais contente com dar do que com receber? Quem é esse homem que perdoa facilmente, resiste à cólera, não permite a vingança, e em todas as coisas olha como suas as desgraças dos outros? Quem quer que seja essa alma impregnada do orvalho da compaixão, de coração transbordante de piedade, que se dá inteira a todos, que não é, ela mesma, senão um vaso rachado onde nada é invejosamente guardado, essa alma, tão morta para si mesma que vive unicamente para os outros, tem a felicidade de possuir esse terceiro perfume que é o melhor. As suas mãos destilam um bálsamo infinitamente precioso (cf. Ct 5,5), que não se esgotará na adversidade e que os lumes da perseguição não conseguirão secar. É que Deus lembrar-se-á sempre dos seus sacrifícios.

S. Bernardo (1091-1153), monge cisterciense e Doutor da igreja; sermão 12 sobre o Cântico dos Cânticos

OLFATO PERFUMADO - ORAÇÃO JIM

(Abril – Maio 2013)


AMBIENTAÇÃO

O cenário deve dar ideia da universalidade e da comunhão com o mundo inteiro: as 5 cores missionárias (se possível). Ao centro colocar o globo e um círio (vela Grande) colorido com as 5 cores verticais. Em vez do círio podem colocar-se 5 velas com as 5 cores dos continentes. Colocar também alguma imagem de situações actuais, missionárias, ou fitas coloridas. As 5 velas podem estar já todas acesas no inicio da oração, ou então, no decorrer da oração, no inicio de cada momento, alguém do grupo se desloca ao lugar central e acende uma vela.


HELLO GOD (Alguém do grupo acende uma vela)

Breve introdução ao momento que se segue. Explica o que se vai realizar.

Momento de silêncio durante o qual alguém coloca no ar um pouco de perfume.

Poema de Geórgia AB Palermo lido por alguém em voz alta e expressiva, calmamente:
Como eu adoro as essências dos perfumes, o ar à minha volta de cheiros distantes. E eles me transportam aos mais distantes lugares que estavam aparentemente adormecidos. São tantos aromas agora, deliciosamente perfumados que me remetem a várias recordações.

Que nostalgia! Perfume, são almas que se comunicam: são livres, alçam voo! Nos traz lembranças de amores vividos, amores perdidos, infância, parque de diversão, pirolitos, balas, algodão doce, cores, casa dos pais, dos avós, cheirinho de comida pronta. Colo, aconchego, carinho, decepção, lágrimas, sorrisos, felicidade de um bom momento vivido. São tantos os momentos, né? Chega ser difícil descrevê-los.

Sentiu o que pode fazer a lembrança de um perfume - aquele que muitas vezes usamos até para conquistar alguém. A vida é feita de momentos... Melhor ainda se quando ao lembrá-los pudermos SENTIR novamente o PERFUME, o cheirinho no ar. Pois cada pessoa tem seu cheiro exalado até no mundo espiritual.

Abraços exalando lembranças suaves de um bom perfume.


Momento de silêncio para cada um tomar consciência do lugar onde está e do acto que vai realizar.
Pode cantar-se um cântico conhecido do grupo.



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