Um magnata no texas



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Capítulo 13
Ela estava apaixonada por ele?

Aquela declaração fez com que o mundo Derek desabasse. Deixou-o de cabeça para baixo.

De repente, tudo, sua recusa em sossegar, sua constante fuga de qualquer tipo de relação séria, se dissipou no ar e imagens dos dois invadiram sua mente.

Vendo vídeo em casa aos sábados, comendo pipoca. Levando-a para passar o fim de semana numa casa de campo tranqüila e romântica, onde a teria toda para ele sem nenhuma interferência.

Rindo à mesa de jantar com o filho, assim como haviam feito com o pequeno vizinho, Richie.

Sim, Derek Rockwell havia perdido na batalha contra o amor.

Não conseguia ficar de pé apesar de todos os presentes, incluindo Jack, gritando e chamando para que saísse atrás dela.

As pernas estavam bambas demais para agüentar o peso do corpo.

- O que está esperando, depois do que ela acabou de dizer? - Seth perguntou, esfregando os joelhos, que doíam devido ao tombo.

- Não pode ser indiferente a uma declaração como essas, chefe - Adam comentou.

Indiferente. Frio e indiferente como "Senhor".

Mas, como Derek havia tentado se convencer durante toda sua vida, ele não era como o pai.

Bem, agora era hora de provar.

Ele tentou se levantar, sentia que o coração ia lhe sair pela boca. Era tudo muito novo para ele, mas ele estava até gostando.

Aliás, estava adorando.

Jack parou em frente a ele.

- Você vai resolver isso de uma vez? - Jack estava ansioso e exasperado. - Além de ser uma tremenda administradora de empresas, Derek, ela é uma mulher incrível. Vá lá convencer ela a continuar com agente e aproveita e...

- Sei exatamente o que vou fazer.

Quase ao mesmo tempo os rapazes gritaram: - Vá logo, cara!

- Vá buscá-la.

- Fui - Derek disse antes de desaparecer pela porta da saída.

Algum engraçadinho comentou:

- Isso quer dizer que teremos um longo intervalo de almoço?

Ela não podia se demitir. Não iria agüentar ficar um dia sem vê-la, sem a inteligência e os sorrisos deliciosos de Christina. Também não conseguiria viver em paz se não se arriscasse a tentar se entregar ao que a vida estava lhe oferecendo.

Claro que ela era uma funcionária exemplar, mas o mais importante era Christina por dentro.

Ele correu pelos corredores, esbarrando em algumas pessoas, tentando alcançar a mulher que amava, antes que ela deixasse a empresa. Parou em frente ao escritório dela e viu que ela ainda estava lá.

Bingo.

Christina estava de costas para a porta, guardando seus pertences numa caixa.



Derek tentou recuperar o fôlego, seu coração parecendo que iria explodir. Ela o escutou se aproximar silenciosamente e ficou pálida, mas não se virou. Derek passou a mão em alguns fios de cabelo que cobriam um lado da face de Christina.

Ela continuou sem olhar para ele.

- Estou tornando as coisas mais fáceis para você, já que agora vai ser impossível para a gente continuar trabalhando junto.

- Vai ser impossível?

Ela então o encarou interrogativamente.

- Eu abri meu coração naquela sala, Derek. Perdi a razão e me apaixonei pelo chefe. Mas não volto atrás no que disse. Não me importo com que os outros pensem sobre o que sinto por você.

- Que bom, porque acho que em poucos minutos todos vão ficar sabendo da novidade - disse com um sorriso malicioso, enquanto voltava a acariciar os cabelos dela. - Quero só ver a cara do Patrick quando souber das boas novas. Vai ficar todo bobo.

- Que boas novas? Que eu me demiti depois de um pequeno show na sala de conferência?

- Não. - Derek envolveu o rosto de Christina com ambas as mãos. - A novidade é que o sentimento é recíproco.

Ela o olhava como se estivesse tentando decifrar as palavras que ele acabara de dizer.

- Na verdade, estou com dificuldade de encontrar as palavras certas. Sabe que nunca disse isso antes. Mas o sentimento está aqui dentro de mim. Forte como nunca. - Ele fez uma pausa, tentando criar coragem. - A minha vida toda, venho fazendo o possível e o impossível para ser o oposto do meu pai. Achava que me envolvendo com mulheres light que não quisessem compromisso me ajudaria a não ser igual a ele. Até que você apareceu.

- O que é uma mulher light?

- O oposto de você. Meu pai me fez chamá-lo de "Senhor" desde que me entendo por gente. Ensinou que regras e regulamentos eram a única forma de sobreviver neste mundo. Quando me rebelei, ele me puniu, o que me fez ficar ainda mais revoltado. Prometi para mim mesmo que nunca seguiria o caminho que ele tomou e resolvi tomar um que achei que fosse diferente.

Insegura, Christina tomou a mão dele na sua e o encorajou a continuar.

- Quando ele estava em casa, tinha que deixar minha cama impecável. Quando não estava do jeito que ele queria, me punia com cem flexões de braço.

- Pude perceber que havia algum problema, por causa do seu olhar triste sempre que mencionava algo sobre isso. Também porque sempre evitava falar da sua família.

Apenas Patrick conseguia ler o olhar de Derek. Até agora. Era um milagre que tivesse encontrado uma mulher que pudesse.

- É curioso que você tenha tentado tanto ser diferente do seu pai e acabado ficando parecido a ele pelo menos por fora, na aparência. O chefe autoritário e conservador... - Ela abriu um botão do colarinho de Derek. - Ao mesmo, acho que uma parte sua estava sempre desesperada para ser liberada, para se expressar.

- Você é a única pessoa que parece entender que eu era um escravo das memórias de "Senhor". Estava preso a ele pela mágoa e pelo rancor.

Ela sorriu, ainda esperando pelas palavrinhas mágicas. Aquela que significava compromisso, que sempre tinha sido algo tão difícil para ele pronunciar.

Mas por essa mulher, ele faria qualquer coisa.

- A verdade, Christina, é que eu amo você.

Ele se sentiu como se todo o peso do mundo tivesse sido retirado de suas costas. O coração que havia esquecido que tinha estava exposto por completo.

Ela fechou os olhos e beijou os pulsos de Derek. Quando voltou a abrir os olhos, lágrimas escorriam pela face.

- Não falei certo? - ele perguntou.

- Mais certo seria impossível.

Ele notou que alguns funcionários estava bisbilhotando pela janela da sala, mas nem se incomodou.

- Ora, se não é a Twyla - falou Christina. Apesar de não ligar para a opinião alheia, não queria ficar se expondo para pessoas como Twyla.

Quando tentou se afastar de Derek, para manter o profissionalismo, ele não deixou.

Estática, ela ficou nos braços de Derek.

O resto da ex-equipe de Christina estava todo agrupado no lobby, fingindo estar ocupado, escrevendo em blocos ou conversando.

A imagem de Twyla fez com que Christina se desse conta de que a mágoa do passado havia passado de vez. Finito.

Uma vez que Derek havia ido atrás dela e confessado seu amor, Christina estava pronta para recomeçar tudo do zero, de peito aberto, disposta a construir novas lembranças. Todas boas. Assim como o homem que amava, ela também podia deixar que as feridas do passado fossem cicatrizadas, abrindo mais espaço em seus coração para sentimentos positivos e assim garantir um futuro mais próspero.

- Twyla? - Derek perguntou. - O que tem ela?

Ela voltou a olhar para ele e Derek sorria provocativamente.

- Talvez a sua próxima administradora de empresas fale um pouco sobre ela e de como é melhor que ela seja demitida.

Derek riu.

- Não vai ter próxima administradora. Vou convencer a atual a continuar na empresa. Ela é valiosa demais para a gente deixar escapar.

Christina não podia acreditar que ele estava realmente retribuindo o afeto que ela sentia por ele. Havia fantasiado aquele momento por tanto tempo que a realidade estava parecendo um sonho também.

- Estou muito feliz por tudo isso que está me falando, Derek, mas a gente não pode continuar como estava. As dinâmicas de grupo iam ser bastante constrangedoras para nós. As pessoas iam começar a fofocar outra vez e isso iria ser uma distração a mais e menos produtividade.

Derek balançou a cabeça.

- Você não entendeu. Agora que tenho você, não vou deixar você ir a lugar nenhum, Christina - ele deu um longo suspiro e continuou. - Vou casar com você.

Fogos de artifícios explodiram no peito de Christina, em comemoração pela grande surpresa que ela tanto desejou, porém que nunca pensou que aconteceria.

Queria escutar novamente e fingiu que não havia entendido.

- Você... o quê?

Ele tomou as mãos dela e pôs no peito.

- Case-se comigo, Christina.

De repente, um medo irracional tomou conta de Christina, inventando várias desculpas: ela e Derek se conheciam havia pouco tempo. Era tudo muito novo. E se, e se...?

No entanto, mesmo tendo dito a si mesma, no passado, que nunca encontraria o amor, uma partícula imortal em sua alma sempre havia guardado uma esperança. Era uma parte dela que sabia que Derek era o homem de sua vida. Podia parecer uma loucura, mas não era necessário namorar três meses ou noivar um ano para nutrir algo tão lindo e maravilhoso como o que ela sentia por ele.

Várias vezes pensara com entusiasmo que o amor se lampejava tão rápido quanto um raio e que para capturá-lo eram necessárias presteza e coragem para não perdê-lo. E, dessa forma, deixá-lo lampejar dentro da alma e iluminá-la com sua luz eterna.

- Você sempre me respeitou - ela disse. - E sempre soube como me fazer sentir uma mulher especial.

- Isso foi um sim?

- Sim, Derek, foi um sim!

Com uma risada plena e contagiante, ele a pegou no colo e a girou em seus braços. Ela o abraçou com força. Os lampejos agora estavam dentro dela.

Quando ele finalmente a pôs de volta no chão, disse:

- Graças a Deus. Acho que não conseguiria viver sem você, Christina. Soube disso no momento em que você pôs os pés na minha sala. Só não conseguia admitir.

- É que você estava ocupado demais me dando ordens para perceber.

Os dois riram juntos e olharam para a janela para perceber que do outro lado havia um público bastante numeroso. Os funcionários já nem se esforçavam para esconder a curiosidade, olhando-os como se assistissem a um espetáculo ou ao último capítulo de uma novela.

A equipe estava toda lá, incluindo Jack, que tentava a todo custo convencer que estava concentrado num texto que tinha nas mãos. Porém, volta e meia desviava o olhar para dentro da sala de Christina.

- Eles estão morrendo de curiosidade para saber o que está acontecendo.

Derek aparentou despreocupação.

- Sempre estiveram. Bem, é melhor já ficarem sabendo que a Fortune-Rockwell vai ganhar mais um sócio. Ou melhor, sócia.

Christina nunca pensou em dinheiro como parte daquela história tão bonita. Derek era muito rico, mas ela ganhava bem o suficiente para ser independente e feliz.

Ele pegou a mão de Christina e a arrastou para a porta da saída. .

- Derek... - ela disse entre risos nervosos.

Ele abriu a porta com um sorriso malicioso na face.

- Pelo visto, todos estão sabendo aproveitar bem a hora do almoço - disse em tom simpático e brincalhão.

O ajuntamento começou a se dispersar. Alguns pareciam bastante embaraçados, outros apenas achavam graça da situação.

Derek parecia ser o que mais se divertia ali.

- Só queria que soubessem que ela disse sim.

Alguns funcionários fingiram não ter entendido a declaração. Porém, Adam, Jonathan, Seth, Ben e Jack comemoraram com apertos de mão, causando uma onda de aplausos e felicitações.

Antes que alguém se aproximasse, Christina apertou a mão de Derek e o puxou pelo corredor rumo ao escritório de Derek. Queria ficar sozinha com o homem que amava.

Queria-o e ponto final, agora que já não havia nenhum obstáculo entre ela e seu noivo.

Si. Seu noivo.

O verdadeiro amor havia finalmente invadido o coração de Christina Mendoza.

Passaram por Twyla que estava apoiada na parede do corredor, repleto de pessoas animadas e ruidosas. A loura lançou um olhar maldoso, um que parecia dizer: "Nós duas sabemos bem como praticar esse jogo, não é?"

Christina apenas apertou ainda mais a mão de Derek, sentindo a aspereza da palma da mão dele sobre a dela, como faíscas, produzindo chamas.

Por uma fração de segundos, Christina viu o rosto de Rebecca Waters se sobrepor sobre o de Twyla. Os traços se fundiram num único rosto e numa única lembrança ruim.

E então desapareceu. Christina passou, deixando as duas para trás.


Quando chegaram na sala de Derek, ele dispensou Dora, que comia um sanduíche enquanto usava a Internet.

- Na verdade - Derek disse - por que não tirar o resto do dia para descansar?

Dora saltou da cadeira.

- Esse trabalho está ficando cada vez melhor!

A secretária não demorou nem um minuto para se retirar e Derek não demorou nem um segundo para trancar a porta do escritório. Quando ele se virou, encontrou sua noiva sentada sobre sua mesa de trabalho.

Christina.

As bochechas estavam rubras, deixando os olhos dela ainda mais brilhantes.

Sua mulher, seu futuro.

- Será que a gente devia ligar para o Patrick? Para os meus pais? - O sorriso dela iluminava toda a sala. - Dois noivados em menos de uma semana. Meus pais vão parar nas nuvens.

- E sua aposta? - Ele perguntou, indo lentamente até ela. - Vai desistir de ganhar?

- Já desisti há muito tempo. Mas aposto que você vai valer todo o sacrifício e o mico que vou ter que pagar por ter perdido a aposta.

- Pode deixar, que ajudo no que você precisar.

Ele agora estava em frente a ela, acariciando suas costas e a envolvendo, como se quisesse ter certeza de que aquele oásis não era uma miragem.

Não era. Aquela mulher estaria sempre com ele para salvá-lo das noites solitárias e desoladoras.

- Vamos deixar as ligações para depois - ele disse. - Temos muito trabalho para fazer.

- Trabalho? - Ela parecia bastante desapontada. - Você está brincando, não é? Porque se você não estiver, então, eu me demito de vez.

- Uma esposa não pode abdicar de seus deveres.

- Ainda não sou sua esposa.

- É sim. No minuto que você disse que me amava, eu virei seu marido.

Ele a acariciou por todo o corpo e Christina beijou várias vezes o pescoço de Derek.

- Você não perde tempo, não é, Rockwell?

- Sei reconhecer quando encontro um bom negócio. Costumam dizer que sou implacável quando quero conseguir alguma coisa.

- Então mostre para mim.

Ele a beijou com ternura e vontade, explorando os lábios carnudos de Christina, aproveitando o tempo como se fosse eterno.

Ele não tinha nenhum temor de estar dentro dela e deixar que Christina ocupasse lugares nunca antes habitados em seu coração, em sua mente. Ele absorveu o amor que estava disposto a dar, permitindo se fortalecer ainda mais.

Os beijos de Christina queimavam a pele dele, queimaduras de prazer, que antes Derek acreditavam ser feridas, mas que descobrira que apenas curavam e sanavam.

Ele a deitou no carpete, espalhando os cabelos de Christina pelo chão, percorrendo os dedos pelos seios dela e se deliciando quando os mamilos se endureceram de prazer contra a camisa vermelha.

- Tenho um cobertor no armário - ele disse. - Vou lá pegar para você ficar mais confortável.

Ela o agarrou contra si.

- Estou bem assim.

Ele visualizou o xale vermelho, como ele a cobria e a protegia, trazendo à tona sentimentos que haviam estado reprimidos havia muito tempo.

- Não quero que você se sinta apenas confortável - ele disse ao se levantar. - Quero que saiba que estou sempre pensando em você, seja para pôr um cobertor debaixo das suas costas ou para fazer um gesto bem maior. Pétalas de rosas sobre sua pele, uma viagem romântica a Paris...

- Eu só preciso de você - ela disse. - E volte logo. - Christina mandou um sorriso quente e preguiçoso para Derek, que o deixou latejando de desejo. Foi correndo e em tempo recorde estava de volta com o cobertor e uma camisinha.

Ajeitou a manta para que ela se deitasse e retirou as sandálias de Christina, percorrendo as mãos famintas pelas pernas dela.

- Sua sala parece um lugar proibido para a gente fazer amor - ela disse provocante.

- Sempre foi minha fortaleza. E... - Ele tirou a camisa de Christina, deixando-a apenas de sutiã. - Você a pôs abaixo.

Os dois tiraram o restante da roupa que os cobria, deixando seus corpos livres para se tocarem e se sentirem.

Fazer amor naquela sala seria algo bastante simbólico, provando que aquela mulher era muito mais importante que o trabalho ou qualquer negócio milionário que pudesse fechar.

Derek deitou seu corpo sobre o dela, beijando-a uma vez mais. Em seguida, pôs ambas as mãos sobre os seios de Christina, fazendo-a gemer e se arrepiar.

Inspirado, ele circulou os mamilos com os dedos, deixando-os rijos e excitados. Ela levou as mãos aos próprios seios e os acariciou também, o que deixou Derek cheio de tesão e completamente excitado.

Christina pegou a camisinha e a colocou em Derek. Sofregamente, abriu-se toda para que ele a penetrasse.

Juntos dançaram num movimento de pura harmonia e paixão. Num ritmo único, exploraram sensações nunca antes vividas. Ambos estavam em êxtase, gemendo, transpirando e respirando ofegantes.

O coração de Derek pareceu ter parado. Ele estava tonto, sem ar. Quando ela chegou ao clímax, expressando através do gozo todo o amor que sentia por ele, Derek chegou ao topo também e finalmente desabou, completamente surpreendido.

Ele a abraçou intensamente. Seus corpos suados grudavam um no outro. Parecia que haviam se fundido num só.

Então ele a olhou, sentindo-se pleno e feliz ao lado da mulher que lhe havia sugado todas as energias. Ela sorriu para ele e seus os olhos tinham lágrimas que escorreram até os lábios.

Ele a beijou, sentindo o beijo molhado e salgado. Delicioso.

Sua mulher. Sua companheira e sócia.

Seu elixir.



Epílogo
Quando Patrick Fortune recebeu o telefonema de Derek anunciando seu noivado com Christina, já estava a caminho do Texas, vindo de Nova York. Estava indo pessoalmente cumprimentar Jack e Glória pelo noivado dos dois.

Ao saber de Derek e Christina, Patrick ficou duplamente satisfeito e feliz.

Quando se inteirou das fofocas envolvendo os dois na empresa, havia se sentido culpado. Mas os funcionários souberam contornar a situação com muita eficiência. Além disso, o casal havia sido feito uma para o outro e, por conseguinte, ele estava certo desde o início.

Patrick havia ido direto para a casa dos Mendoza, que havia feito uma grande festa para comemorar os noivados das duas filhas. Durante uma semana, havia se deliciado com os comes e bebes de José e brindado à felicidade dos jovens apaixonados.

No entanto, naquele fim de semana, as irmãs Mendoza iriam celebrar o noivado de Christina de um jeito bastante diferente.

O chofer de Patrick o deixou no posto de gasolina, próximo à loja de Maria, em Red Rock. Lá já havia várias pessoas em clima festivo, dando gargalhadas e contando piadas, ao som de música.

Ao se aproximar, Patrick ajeitou os óculos. Sim, estava enxergando muito bem. Assim como Glória havia prometido, havia vários cartazes espalhados por todos os lados, enquanto familiares ao redor de uma caixa de som e caixas de bebidas e comidas se divertiam à custa de Christina, que lavava uma fila de carros no posto de gasolina.

Um dos cartazes dizia "empregada do amor"

"Christina lutou contra o cupido e o cupido ganhou!", dizia outro cartaz.

Outro cartaz dizia: "Lavagem de carro: 10 reais para serem doados para o hospital de pediatria de Red Rock".

Quando Patrick chegou no local da bagunça, a multidão o ovacionou.

- Sente e aproveite o show! - Grávida e linda, Glória era a mais alegre por estar fazendo a irmã passar aquela vergonha. Como uma rainha, estava sentada numa poltrona, com vista privilegiada e um guarda-sol.

Jack foi até o pai para oferecer uma garrafa de refrigerante.

- Que bom que você pôde vir e assistir ao espetáculo, pai.

Arranjaram uma cadeira para que Patrick se sentasse confortavelmente ao lado de Rosita e Maria. Enquanto Christina estava passando uma esponja cheia de sabão num dos carros, com o short e a camisa encharcados, alguém do outro lado do carro surgiu, também com uma esponja na mão.

- Deixaram o Derek ajudar? - perguntou Patrick.

Rosita usava um leque para refrescá-la.

- Eram tantos carros para lavar que o comitê para tentações masculinas acabou permitindo.

- Jack, José e Sierra estão querendo ajudar também - disse Maria, com a cara mais satisfeita do mundo por estar casando duas de suas filhas. - As mudanças foram maiores do que esperávamos.

Patrick ficou observando Derek ao lado de Christina, enchendo as bochechas dela de espuma. Em retaliação, ela jogou um jato de água em cima dele.

Quando a guerra acabou e ele a envolveu nos braços, beijando-a ardentemente, o povo aplaudiu, pedindo bis.

Patrick notou que Sierra olhava o casal com admiração e carinho. No entanto havia algo triste em seu olhar. Algo relativo à solidão e isso partiu o coração do velho ancião.

- Alguma idéia? - Perguntou Maria, ao perceber que Patrick olhava para sua filha mais nova com dó.

Ele se virou para Rosita e Maria, que esperavam ansiosas pela resposta.

- Dêem-me mais tempo para pensar no assunto - ele se inclinou na cadeira relaxando. - Algo vou arrumar.

Estava feliz. Em companhia de bons amigos e dos filhos. Que time e tanto, pensou Patrick, sem conseguir conter a alegria e o entusiasmo que sentia naquele instante.



Ainda assim, se perguntava se seu melhor desempenho ainda estava por vir.

FIM


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