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UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / VETERINÁRIA CCB



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PREVALÊNCIA DE HELMINTOS NO TUBO DIGESTIVO DE CAPIVARA (Hidrochoerus hidrochaeris) ORIUNDA DA REGIÃO DO CAMPUS DA UFV.

FILIPE TAVARES CARNEIRO (Estagiário voluntário/UFV), AYISA RODRIGUES DE OLIVEIRA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), VINÍCIUS HEROLD DORNELAS E SILVA (Estagiário voluntário/UFV), ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), LEANES CRUZ DA SILVA (Estagiário voluntário/UFV), LETÍCIA BERGO COELHO FERREIRA (Estagiário voluntário/UFV), CLARICE SILVA CESÁRIO (Estagiário voluntário/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Bolsista outra Instituição/UFV), THAIS DE FARIA E SOUSA LOPES TRINDADE (Não Bolsista/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV)

A capivara (Hidrochoerus hidrochaeris) é o maior roedor vivente no planeta. Vive em grupos nos quais se encontram um macho dominante, fêmeas, filhotes e machos submissos. É um animal de hábitos semi-aquáticos e tem a capacidade de ficar submerso por muito tempo, podendo até dormir com apenas o focinho para fora da água. Possui membranas entre os dedos, sendo assim uma ótima nadadora e utilizando rios e lagos para sua fuga sempre que necessário. No campus da Universidade Federal de Viçosa existem alguns grupos de animais dessa espécie, vivendo nas proximidades das lagoas e alimentando-se de gramíneas e vegetação aquática. O conhecimento restrito sobre a biologia local das capivaras limita e dificulta a criação de estratégias para sua preservação nos fragmentos de Mata Atlântica, visto que o conhecimento sobre a helmintofauna deste roedor, assim como de outros animais silvestres ainda não está solidificado. O presente trabalho objetivou identificar a prevalência de helmintos no tubo digestivo de uma capivara oriunda da região do campus da UFV. Em maio de 2008 foi encaminhado ao setor de patologia do Centro de Triagem de Animais Silvestres de Viçosa uma capivara morta, macho e jovem, oriunda do campus da UFV. O animal apresentava aumento de volume na região abdominal e várias escoriações pelo corpo. Ao exame do tubo digestivo evidenciou-se a infestação por helmintos dos gêneros Monoecocestus sp. e Cooperia sp. parasitando o intestino delgado e Protozoophaga obesa, parasitando o intestino grosso. A identificação dos gêneros se baseou na morfologia dos ovos, na morfologia da bolsa copuladora dos nematóides machos adultos, na espécie parasitada e nos órgãos parasitados. Esses helmintos têm relevante importância em Medicina Veterinária por causarem inflamação crônica da mucosa intestinal, anemia, inapetência e diarréia, levando a danos significativos nas espécies que acometem.
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PRINCIPAIS PONTOS DE CONTAMINAÇÃO MICROBIANA NA LINHA DE ORDENHA E CONTROLE POR BOAS PRÁTICAS DE PRODUÇÃO

ANDERSON KEIZO YAMAZI (Voluntário/UFV), PAULA MENDONÇA MORAES (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), GABRIELA NOGUEIRA VIÇOSA (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), MARIA BEATRIZ TASSINARI ORTOLANI (Bolsista CAPES/UFV), LUIS AUGUSTO NERO (Orientador/UFV)

A qualidade do leite cru é influenciada diretamente pelas condições de higiene na ordenha e armazenamento, bem como sanidade dos animais. Isso determina que a adoção de Boas Práticas de Produção é fundamental para obtenção de produtos final com baixas contagens microbianas, indicativas de boa qualidade. Visando avaliar a eficiência de práticas higiênicas durante o procedimento de ordenha em uma propriedade rural, pontos específicos foram selecionados e amostrados em duas etapas: uma fase inicial, com as práticas do produtor, e uma fase seguinte, onde práticas higiênicas simples foram propostas (soluções de cloro para pré-dipping, a 750ppm, e higiene de utensílios, a 300 ppm, e descarte de primeiros jatos de leite). As amostras coletadas foram coletadas em 3 repetições em cada etapa e submetidas a contagens de aeróbios mesófilos (Petrifilm™ AC, 35ºC por 48h), psicrotoróficos (superfície de ágar padrão de contagem, 7ºC por 10 dias), coliformes totais e Escherichia coli (Petrifilm™ EC, 35ºC por 48h). Os resultados finais obtidos foram comparados em cada etapa. Na etapa inicial os grupos identificados como principais contaminantes da linha de ordenha foram os aeróbios mesófilos e psicrotróficos, presentes em altos níveis nos tetos e leite dos animais. As práticas propostas geraram redução da contaminação dos microrganismos indicadores pesquisados em vários pontos da linha de ordenha, sugerindo a eficiência das soluções de cloro para higienização de tetos dos animais e utensílios de ordenha. Os resultados obtidos indicam a importância de práticas higiênicas simples na redução das possíveis fontes de contaminação microbiana na linha de ordenha.

 
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PRODUÇÃO DE HIBRIDOMAS SECRETORES DE ANTICORPOS ANTI-SBm7462®

KARLOS HENRIQUE MARTINS KALKS (Estagiário voluntário/UFV), JOAQUIN HERNAN PATARROYO SALCEDO (Orientador/UFV), BRUNA ALVES DEVENS (Bolsista CAPES/UFV), SIDIMAR SOSSAI (Bolsista FAPEMIG/UFV), ANA PAULA PECONICK (Bolsista CAPES/UFV), BIANCA GAZOLLA MENDONÇA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), STHEFANY PATARELI (Estagiário voluntário/UNIVIÇOSA), VITOR BARBOSA FIALHO MARTINS (Estagiário voluntário/UNIVIÇOSA), GABRIEL A. T. GOMEZ (Estagiário voluntário/UFV)

Os prejuízos causados pela infestação de carrapatos e pelas doenças transmitidas pelos mesmos estão na ordem de bilhões de dólares, sendo o carrapato Rhipicephalus (Boophilus) microplus o parasita de maior impacto econômico na pecuária do Brasil e dos países com clima tropical e subtropical. Neste contexto, vê-se a necessidade do controle desta infestação. A vacina sintética anti-R. (B.) microplus (SBm7462®) é um método eficiente para contornar os problemas causados por esse parasita. A produção do imunógeno de forma recombinante em leveduras, plantas e o uso de vacinas de DNA são metodologias que estão sendo implementadas pelos pesquisadores do Laboratório de Biologia e Controle de Hematozoários e Vetores, BIOAGRO, UFV. O uso de proteínas heterólogas representa uma alternativa viável de produção de vacinas, com um custo reduzido e possibilidade de fabricação em nosso país. No presente trabalho, camundongos BALB/c foram imunizados com a vacina sintética e posteriormente eutanasiados para a coleta de linfócitos. Procedeu-se a fusão destes linfócitos com células de mieloma da série SP2/0 para a obtenção de hibridomas secretores de anticorpos. Os hibridomas obtidos foram mantidos em placa de cultivo de 96 poços com meio RPMI-1640 (Gibco BRL) complementado com soro fetal bovino e meio HAT (hipoxantina, aminopterina e timidina; Sigma-Aldrich). O sobrenadante do meio de cultura foi submetido à metodologia ELISA e o resultado mostrou que vários poços reagiram positivamente ao teste. Assim, pôde-se concluir que os processos de imunização, fusão e cultivo celular possibilitaram a obtenção de hibridomas secretores de anticorpos anti-SBm7462®. Esses anticorpos podem ser usados para a detecção do peptídeo através de imunoensaios e na purificação protéica, através da técnica de cromatografia de afinidade. Dessa forma, há grande importância na produção de hibridomas secretores de anticorpos anti-SBm7462® para a implementação dos projetos de produção do imunógeno de forma recombinante.
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PRODUÇÃO DE VACINAS RECOMBINANTES CONTRA O CARRAPATO Rhipicephalus microplus UTILIZANDO SISTEMA FERMENTATIVO DE Pichia pastoris.

MARINA QUADRIO RAPOSO BRANCO RODRIGUES (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), SIDIMAR SOSSAI (Bolsista FAPEMIG/UFV), KARLOS HENRIQUE MARTINS KALKS (Estagiário voluntário/UFV), ANA PAULA PECONICK (Bolsista CNPq/UFV), ISABELA ALVES DE MELO ZEFERINO (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), JOAQUIN HERNAN PATARROYO SALCEDO (Orientador/UFV)


A vacinação de bovinos com o imunógeno sintético SBm7462, desenhado a partir da proteína Bm86 do carrapato Rhipicephalus microplus é uma alternativa eficaz para o controle deste carrapato. A produção desse imunógeno, por meio de fermentação, é uma estratégia compatível com a realidade das indústrias farmacêuticas veterinárias do Brasil que detêm essa tecnologia. O objetivo deste trabalho foi caracterizar e testar dois imunógenos recombinantes derivados do imunógeno SBm7462 denominados rBm7462 alfa e rBm7462 beta em testes “in vitro” e “in vivo” com a finalidade de avaliar as respostas imunes humoral e celular. Para isso duas cepas recombinantes de Pichia pastoris Km71 produtoras dos dois imunógenos testados foram submetidas ao processo fermentativo em baixa escala e em alta escala em fermentador Bioflow III sob a indução com metanol. O sobrenadante da cultura, contendo as proteínas expressas, foi purificado e concentrado através de ultra filtração em membranas com pontos de corte de 30 KDa, 10 KDa e 3 KDa. A caracterização e identificação dos imunógenos foram realizadas através de eletroforese, em gel de poliacrilamida com gradiente de 10% a 16% de C, e Western Blotting revelados com anticorpos de coelho anti-sBm7462. Os estudos realizados “in vitro” demonstraram o reconhecimento dos produtos recombinantes por anticorpos policlonais monoespecíficos contra o peptídeo sintético sBm7462, indicando a homologia dos antígenos vacinais recombinantes rBm7462 alfa (5 KDa) e rBm7462 beta (15 KDa) com o imunógeno sintético sBm7462. Com o objetivo de avaliar as respostas imunes humoral e celular “in vivo” tais imunógenos foram utilizados como vacinas em camundongos Balb/c. Esse estudo foi realizado em camundongos submetidos à três vacinações contendo 50 µg de cada imunógeno mais 50 µg do adjuvante saponina aplicados subcutaneamente. Esse estudo demonstrou aumento do título de anticorpos específicos.
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RAQUITISMO EM UM FILHOTE DE GAMBÁ (Didelphis sp.) ORIUNDO DA ÁREA URBANA DO MUNICÍPIO DE VIÇOSA

VINÍCIUS HEROLD DORNELAS E SILVA (Estagiário voluntário/UFV), JULIANO VOGAS PEIXOTO (Bolsista CAPES/UFV), ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), CARLA MARIA SÁSSI DE MIRANDA (Voluntário/), LETÍCIA BERGO COELHO FERREIRA (Estagiário voluntário/UFV), MOACIR CARRETTA JUNIOR (Bolsista outra Instituição/UFV), AYISA RODRIGUES DE OLIVEIRA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), FILIPE TAVARES CARNEIRO (Estagiário voluntário/UFV), GUILHERME DE SOUSA CAMPONÊZ (Estagiário voluntário/UFV), TARCISIO DE SOUZA DUARTE (Estagiário voluntário/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV)

Os gambás (Didelphis sp.) são animais basicamente terrestres, utilizando o habitat arbóreo principalmente para a procura de alimento, refugiando-se nos ocos de árvores durante o dia. Devido à fragmentação e destruição de seu habitat natural, esses animais são constantemente visualizados em ambientes antropizados, principalmente em épocas reprodutivas. O Raquitismo é uma doença comum em animais jovens, consiste na mineralização inadequada das placas epifisárias devido à insuficiente exposição à luz solar ou dietas pobres em cálcio. O objetivo do presente trabalho foi relatar as alterações macroscópicas encontradas na necropsia de um filhote de gambá oriundo da área urbana do município de Viçosa e encaminhado ao CETAS-UFV. Em março de 2008, após cinco meses mantido em cativeiro, o animal começou a apresentar ausência de movimentos dos membros pélvicos que evoluiu progressivamente para uma deformidade óssea generalizada, evidenciada nos membros e ao longo da coluna vertebral. O quadro também foi acompanhado de caquexia e apatia profunda culminando com o óbito do animal. Na Perinecropsia foram observadas úlceras de contato nos membros nas áreas das articulações do tarso e do carpo e prolapso retal. Durante a necropsia observou-se que aparelho digestivo apresentava áreas com mucosa hiperêmica e os pulmões tinham uma listra de coloração vermelha escura e de aspecto compactado. Todos os órgãos pareciam muito desenvolvidos comparados à estrutura óssea do animal. Os ossos longos apresentavam-se com aspecto curvilíneo e quebravam-se facilmente, as articulações estavam amolecidas e aumentadas de volume. Após análise clínica, anatomo-patológica e histológica confirmou-se o quadro de raquitismo. Animais silvestres, quando submetidos a situação de cativeiro, se tornam muito susceptíves a deficiências nutricionais. Dados sobre nutrição e fisiologia desses indivíduos são de grande importância em seu manejo em cativeiro, sobretudo para os Centros de Triagem, que recebem constantemente um grande número de animais de diferentes espécies.
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REDUÇÃO E IMOBILIZAÇÃO DE FRATURA DE VÉRTEBRA LOMBAR EM CÃO PELA TÉCNICA DE FIXAÇÃO ESPINHAL SEGMENTAR MODIFICADA – RELATO DE CASO

RENATO BARROS ELEOTÉRIO (Bolsista outra Instituição/UFV), ANDREA PACHECO BATISTA BORGES (Orientador/UFV), TATIANA SCHMITZ DUARTE (Não Bolsista/UFV), EMILY CORRENA CARLO (Bolsista CAPES/UFV), KELLY CRISTINE DE SOUSA PONTES (Não Bolsista/UFV), EROTIDES CAPISTRANO DA SILVA (Bolsista CAPES/UFV), BRUNO GALLI POZZEBON (Estagiário voluntário/), GLÁUCIA DE OLIVEIRA MORATO (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), ANNA CAROLINA DO NASCIMENTO FRAZÃO (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV)

As afecções que envolvem coluna vertebral normalmente são associadas a prognóstico desfavorável, pela possibilidade de acometimento da medula espinhal. Muitas vezes opta-se por tratamento conservativo, temendo-se que procedimentos cirúrgicos sejam perigosos ou não justificáveis pelo prognóstico. Relata-se aqui um caso de fratura da sexta vértebra lombar em cão tratada com pinos de Steinmann e fios de cerclagem. O cão (teckel, 5 meses, 4,85 kg) foi atendido no Hospital Veterinário da UFV com histórico de trauma automobilístico e queixa de paraplegia. No exame do paciente foram detectados paraplegia, crepitação na região lombossacra, incontinência urinária, reflexos espinhais aumentados, ausência de propriocepção, posicionamento tátil e dor profunda nos membros pélvicos. O exame radiográfico evidenciou fratura oblíqua no corpo de L6, com desvio ventral de eixo da coluna a partir da linha de fratura. Com o animal anestesiado e em decúbito esternal, foi feita incisão retilínea dos tecidos moles sobre os processos espinhosos das vértebras torácicas até as sacrais, possibilitando a redução da fratura. Foi feita uma perfuração na asa dos ílios, com furadeira e pino, e nos processos espinhosos e articulares caudais de L4, L5 e L7 com furadeira e broca. Dois pinos foram dobrados em “L” e colocados através dos orifícios nas asas do ílio (um pino alojado paralelamente à direita e outro à esquerda dos processos espinhosos). Fios de cerclagem nº 0 foram inseridos nos processos espinhosos e amarrados envolvendo a porção livre de ambos pinos, e os fios inseridos nos processos articulares caudais envolveram a porção livre de um pino. Os tecidos moles foram aproximados. A radiografia revelou bom grau de redução. Após 25 dias o animal sustentava-se sobre os membros afetados e havia retorno ao controle urinário, porém observava-se déficit proprioceptivo. Por informação do proprietário, o animal voltou a se locomover normalmente.
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RESPOSTA IMUNE À VACINA SINTÉTICA ANTI-CARRAPATO Rhipicephalus (Boophilus) microplus (SBm 7462) EM CAMUNDONGOS BALB/C: AVALIAÇÃO “IN VITRO” DE MEDICAMENTOS INDUTORES DE APOPTOSE VIA TCR EM LINFÓCITOS T.

PABLO HERTHEL DE CARVALHO (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), MARLENE ISABEL VARGAS VILORIA (Orientador/UFV), JOAQUIN HERNAN PATARROYO SALCEDO (Colaborador/UFV), GABRIEL DOMINGOS CARVALHO (Bolsista CAPES/UFV), JULIANA DEL GIÚDICE PANIAGO (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV)

O conhecimento dos mecanismos celulares envolvidos na apoptose e na indução da morte celular induzida por ativação (AICD) é fundamental para a compreensão dos mecanismos envolvidos em uma resposta imune eficiente. O objetivo geral deste trabalho é avaliar os mecanismos de indução e inibição da AICD de linfócitos T de memória após apresentação e reconhecimento do peptídeo sintético. Utilizou-se 60 animais dos quais foram obtidos linfócitos T e B, células apresentadoras de antígenos e macrófagos peritoneais. O efeito da indução da AICD foi avaliado por meio da inibição da expressão de myc mediante tratamento com mitramicina e por meio da inibição da síntese de proteínas e aumento na expressão de Fas com cicloheximida, já o de inibição, por meio da inibição da transcrição do RNA utilizando-se de benzamida ribósido e da inibição de cacineurina e FasL por meio de ciclosporina A. Os resultados obtidos pela técnica de TUNEL, Laranja de Acridina e a de exclusão pelo Azul de Tripan foram submetidos a análise de variância, ANOVA, e comparação de médias pelo método Tukey ao nível de 5% de probabilidade. Em ambos os métodos utilizados para a inibição de AICD, observou-se que não houve inibição da apoptose dos linfócitos T SBm7462 reativos e as médias das porcentagens de células apoptóticas nos testes realizados mostraram que não houve variação nem diferença estatisticamente significativa pelo teste F, quando se compara com o sistema modelo, o controle do peptídeo e o controle do medicamento na presença de Cicloheximida. As porcentagens de células apoptóticas encontradas indicam que a Mitramicina não influenciou na AICD via sinalização do TCR. Também foi desenvolvida uma atividade com Imunocitoquímica Eletrônica objetivando avaliar os sítios da proteína Bm86 utilizada como antígeno vacinal nas superfícies da mucosa intestinal de carrapatos Rhipicephalus (Boophilus) microplus que espoliaram animais imunizados com o peptídeo SBm7462.
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RESSECÇÃO CIRÚRGICA DE CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS EM TERCEIRA PALPEBRA DE EQUINO.

MANUELA PEREIRA DA MATTA (Estagiário voluntário/UFV), SIMONE REZENDE GALVÃO (Orientador/UFV), JORGE JOSÉ RIO TINTO DE MATOS (Co-orientador/), BAITY BOOCK LEAL (Colaborador/), JOÃO LUIS DO ESPIRITO SANTO JUNIOR (Estagiário voluntário/)

As doenças oftálmicas têm diversas etiologias, podem afetar todas as estruturas do olho ou cada uma delas de maneira individualizada, comprometendo em maior ou menor grau a visão dos eqüinos. A incidência de neoplasias na conjuntiva e na terceira pálpebra não é rara, sendo o carcinoma de células escamosas o tipo mais freqüente, merecendo destaque, pois podem originar metástases. Relata-se um caso clínico acometendo uma égua de 6 anos de idade, tordilha, Mangalarga Marchador, atendida no Hospital Veterinário da PUC Minas Betim. Ao exame clínico, o animal apresentou uma massa tumoral na terceira pálpebra do olho esquerdo, de aspecto firme, coloração rosada, de aproximadamente 4 cm de comprimento e evolução de dois meses. Foi recomendada a ressecção do tumor, que ocupava parte da conjuntiva palpebral da terceira pálpebra. A medicação pré-anestésica constou de uma associação de Acepromazina, via IM, com Xilazina, via IV. O decúbito do animal foi obtido pela administração de Éter-gliceril-guaiacol (EGG) e a manutenção feita com Isoflurano, em circuito semi-aberto. Para permitir a melhor exposição da terceira pálpebra, foram realizados pontos de apoio nas pálpebras inferior e superior. A massa foi tracionada em sua região central, através de ponto de fixação. Em seguida, realizou-se a exérese completa da terceira pálpebra, permitindo ampla margem de segurança. Após a sua completa remoção, a extremidade foi suturada com Monocryl® 4-0, em padrão contínuo simples. No pós-operatório foram realizados limpeza e curativo local e administração tópica de cloranfenicol (Epitezan pomada) e intravenosa de sulfa-trimetropim (Trissulfin). Ao exame histopatológico foi identificado carcinoma de células escamosas. Os tratamentos de neoplasias em anexos oculares variam de acordo com o tipo de tumor, sua localização e tamanho, assim como a finalidade do animal e, tem por objetivos eliminar o tumor, restabelecer a anatomia normal e manter a função do olho e das estruturas associadas.
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TOXICIDADE DO ABACATE (Persea americana) PARA PSITACÍDEOS

AUGUSTO RENAN ROCHA SEVERO DOS SANTOS (Estagiário voluntário/UFV), MOACIR CARRETTA JUNIOR (Bolsista outra Instituição/UFV), MAYTÊ KOCH BALARINI (Bolsista FAPEMIG/UFV), AYISA RODRIGUES DE OLIVEIRA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), ALICE DOS SANTOS RIBEIRO (Estagiário voluntário/UFV), VINÍCIUS HEROLD DORNELAS E SILVA (Estagiário voluntário/UFV), RODRIGO MARTINS CUNHA (Estagiário voluntário/UFV), FILIPE TAVARES CARNEIRO (Estagiário voluntário/UFV), MARCELO GROSSI MACHADO (Estagiário voluntário/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Coordenador/UFV)

O abacate (Persea americana) é um alimento citado pela literatura como tóxico para aves, havendo inclusive relatos de casos de morte, principalmente para psitacídeos em cativeiro. O objetivo do presente trabalho é discutir sobre o potencial tóxico do abacate para aves da família psitacidae. A toxina do abacateiro é a persina que está presente na polpa, casca e semente da fruta, além da árvore em geral, porém há variação no potencial de toxicidade entre as variedades de abacate. Quando intoxicadas pela persina, as aves apresentam incapacidade de se empoleirar, taquipnéia e anorexia. Pode ocorrer dispnéia, penas arrepiadas e apatia, embora em alguns casos a morte ocorra antes que se percebam os sinais clínicos. A causa da morte dos animais se deve a ocorrência de edema subcutâneo peitoral, congestão pulmonar e acúmulo de líquido no saco pericárdico. O tratamento para ingestão recente de abacate consiste na desintoxicação através da indução da regurgitação para eliminar o material vegetal do esôfago, papo e pró-ventrículo, seguido do uso de carvão ativado por via oral para que não ocorra absorção pela mucosa do trato gastro-intestinal da ave de qualquer remanescente da toxina. Em casos mais graves, utiliza-se oxigênio umidificado e dilatadores de brônquios. Diuréticos podem ajudar no caso do edema pulmonar. O uso dos tratamentos citados apenas ajuda a estabilizar o quadro clínico do animal, visto que não é conhecido o mecanismo de ação da persina. Conclui-se que deve-se evitar oferecer abacate ou qualquer parte do abacateiro para psitacídeos até mesmo usar galhos como poleiros. Também é desaconselhável deixar as aves próximas a abacateiros para que não ocorra ingestão acidental de qualquer parte do abacateiro.
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TRATAMENTO NÃO INVASIVO DE FRATURAS DE MANDÍBULA E MAXILA COM FIXAÇÃO POR RESINA ACRÍLICA AUTO-POLIMERIZÁVEL EM GATO – RELATO DE CASO.

LUANA SALES TORRES (Estagiário voluntário/UFV), ANDREA PACHECO BATISTA BORGES (Orientador/UFV), Marco Antonio Gioso (Co-orientador/), GISELE CRUZ DA SILVA TAKEDA (Estagiário voluntário/)

As fraturas de mandíbula são comuns em cães e gatos e são resultado de traumas como atropelamentos, pancadas, quedas ou doenças que predispõem à fragilidade óssea e conseqüentes fraturas patológicas, como doença periodontal e neoplasias. Nos cães, a maioria das fraturas mandibulares afeta o corpo da mandíbula. Já nos gatos, o local mais afetado é a área sinfisial. O objetivo deste estudo foi descrever um método de fixação de fraturas de mandíbula e maxila que seja não invasivo e de baixo custo. Um animal da espécie felina, macho, com nove meses de idade foi encaminhado para o Laboratório de Odontologia Comparada do Hospital Veterinário da FMVZ-USP com histórico de pancada. Ao exame clínico apresentou edema no antímero esquerdo, dor à palpação e incapacidade de fechar a boca. Foram evidenciadas fraturas em mandíbula esquerda na região entre 302 e 303 e na maxila, entre 101 e 201, e caudalmente, entre 207 e 208, confirmadas ao exame radiográfico. O animal também apresentou fratura completa no côndilo esquerdo e incompleta no côndilo direito da articulação têmporo-mandibular (ATM) e fratura no arco zigomático esquerdo. Foi feita exodontia de 301 por estar no foco da fratura e em seguida, a curetagem no mesmo. Foi então, feita redução e imobilização da fratura usando fio de aço, entre os caninos inferiores, em forma de oito e, posterior ferulização com resina acrílica auto-polimerizável, poli-metilmetacrilato. Em seguida, com a mesma resina fez-se o bloqueio entre o canino superior e o inferior, bilateralmente, para estabilização da ATM, mantendo-se esta imobilização por 20 dias. Após esse período, observou-se recuperação total do animal. A utilização de resina acrílica auto-polimerizável mostrou-se ser de rápida aplicação, sendo uma técnica não invasiva e de baixo custo, mantendo a oclusão próxima do normal, o que possibilitou a consolidação das fraturas.




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