Ufv / XVIII sic / outubro de 2008 / veterinária


UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / VETERINÁRIA CCB



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EXPANSÃO E CULTIVO DE CÉLULAS DE MIELOMA SP2/0

KARLOS HENRIQUE MARTINS KALKS (Estagiário voluntário/UFV), JOAQUIN HERNAN PATARROYO SALCEDO (Orientador/UFV), BRUNA ALVES DEVENS (Bolsista CAPES/UFV), ANA PAULA PECONICK (Bolsista CAPES/UFV), SIDIMAR SOSSAI (Bolsista FAPEMIG/UFV), BIANCA GAZOLLA MENDONÇA (Estagiário voluntário/UFV), Sthefany Patareli (Estagiário voluntário/UNIVIÇOSA), Vitor Barbosa Fialho Martins (Estagiário voluntário/UNIVIÇOSA), ISABELA ALVES DE MELO ZEFERINO (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV)

Mielomas são tumores malignos de células B as quais produzem anticorpos. Existem várias linhagens de células de mielomas estabelecidas para procedimentos necessários a produção de anticorpos monoclonais. Células de mieloma da linhagem SP2/0 têm sido utilizadas para a produção de hibridomas secretores de anticorpos pelos pesquisadores do Laboratório de Biologia e Controle de Hematozoários e Vetores (LBCHV), BIOAGRO - UFV. Essas células podem se multiplicar por longos períodos, sendo assim possível mantê-las em cultivo celular. Além disso, quando fusionadas com linfócitos B podem originar os hibridomas, possibilitando a estes também serem cultivados por longos períodos com o meio de cultivo adequado. As células SP2/0 usadas neste trabalho foram obtidas na Escola Paulista de Medicina em 1996. Neste mesmo ano foram clonadas, expandidas e posteriormente armazenadas em nitrogênio líquido; contabilizando um total de 6 passagens. O presente trabalho consistiu em descongelar os mielomas, expandi-los e avaliar sua viabilidade para o processo de fusão. As células foram retiradas do nitrogênio líquido e o criotubo levado a banho-maria à 37ºC para o descongelamento. Posteriormente o material foi centrifugado e o sobrenadante obtido descartado. As células foram então transferidas para garrafas de cultivo, onde estava já se havia acrescentado meio de cultivo apropriado, e foram mantidas em estufa a 37ºC e 5% de CO2. Após algumas semanas em cultivo, observou-se um bom crescimento no número de células, sendo realizado um total de 7 passagens. As células apresentavam-se refrigentes, com bastante colônias e sem contaminação por bactérias ou fungos quando observadas por microscopia. Dessa forma, os mielomas demonstraram viáveis para o processo de fusão celular, possibilitando a realização de técnicas para o desenvolvimento de anticorpos monoclonais.


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EXPRESSÃO DE PROTEÍNAS DE ESTRESSE (HSP 70) EM NEOPLASIA MAMÁRIA DE CADELAS

RENATO BARROS ELEOTÉRIO (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), ANDREA PACHECO BATISTA BORGES (Orientador/UFV), TATIANA BORGES DE CARVALHO (Bolsista CAPES/UFV), KELLY CRISTINE DE SOUSA PONTES (Não Bolsista/UFV), EMILY CORRENA CARLO (Bolsista CAPES/UFV), EROTIDES CAPISTRANO DA SILVA (Bolsista CAPES/UFV), DANIEL MACÊDO RATES (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), BRUNO GALLI POZZEBON (Estagiário voluntário/), GLÁUCIA DE OLIVEIRA MORATO (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), ANNA CAROLINA DO NASCIMENTO FRAZÃO (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV)

O objetivo do presente trabalho foi investigar a expressão de HSP 70 em glândula mamária normal e neoplásica de cadelas atendidas no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Viçosa. Foram utilizadas 34 amostras de tecido mamário, sendo 23 neoplásicas e 11 normais. As análises para identificação da HSP 72 no tecido mamário foram realizadas no Laboratório de Biologia Molecular de Plantas – BIOAGRO/UFV, utilizando o anticorpo monoclonal Anti-Heat Shock Protein 70 (HSP 70) preparado contra HSP 70 de ratos. As proteínas das amostras foram extraídas e quantificadas, e então foram realizados a eletroforese SDS-PAGE e o imunoblotting. O anticorpo monoclonal utilizado reconheceu especificamente duas proteínas identificadas imunologicamente como sendo as proteínas HSP 72 e HSP 73 de cães. Consistente com um padrão de expressão constituitivo, a proteína HSP 73 foi identificada em todas as amostras de tecidos analisadas, enquanto que a expressão de HSP 72 ocorreu de forma mais acentuada nos tecidos neoplásicos. Foi ainda observada equivalência entre tumores benignos e malignos quanto à expressão da HSP 72. Elevados níveis de proteínas da família de HSP 70 em células tumorais têm sido associados com a função dessas chaperonas em atividades proliferativas de células. Entretanto, os resultados apresentados nesta investigação não confirmaram o potencial da HSP 72 como alvo para terapias ou prognóstico da doença em cães, devido à falta de uma correlação absoluta entre sua expressão e os tecidos apresentando neoplasia. Apesar disso, a tendência observada para indução de HSP 72 em tecidos tumorais caninos sugere um envolvimento da proteína no processo de carcinogênese, conforme observado em tumores de glândulas humanas.
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FALHA NA APLICAÇÃO DE INTERLOCKING NAIL EM FRATURA DE FÊMUR EM CÃO. (RELATO DE CASO)

AMANDA MARIA SENA REIS (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), DANIEL PORTELA DIAS MACHADO (Estagiário voluntário/UFV), RICARDO JUNQUEIRA DEL CARLO (Orientador/UFV), MAURICIO CORREIA DALTRO RODRIGUES (Bolsista CNPq/UFV), Fábio Andrade Marinho (Voluntário/UFV), LIANA MESQUITA VILELA (Bolsista CAPES/UFV)

As fraturas do fêmur equivalem a 20-25% do total de fraturas em cães. São descritas várias técnicas para correção, incluindo-se o “tie-in” que envolve a colocação de pino intramedular associado a fixador externo, e o “interlocking nail” (ILN) que se trata de uma haste intramedular perfurada transversalmente e que permite o bloqueio através de parafusos inseridos a partir da cortical óssea. Relata-se uma cirurgia realizada em uma cadela, pesando 14,4kg, com 2 anos de idade e que teve um aloenxerto ósseo colocado no terço médio do fêmur e fixado por meio de uma haste bloqueada. Ao exame clínico, realizado 28 dias após a cirurgia, o animal não apoiava o membro ao solo, na região do enxerto havia crepitação e rotação, com desvio lateral do fragmento distal. Aos raios X, observou-se que os parafusos inseridos no fragmento distal/haste estavam quebrados. Nova cirurgia foi indicada, removendo-se os parafusos quebrados e aplicando-se uma fixação externa do tipo IA associada a um método “tie in”. Essa associação permite que o enxerto fique resistente a todas as forças empregadas e, assim, mais estável. Por se tratar de uma haste multi-perfurada, fixou-se com 5 pinos de Steinmann. No fragmento proximal utilizou-se 2 pinos, um fixado a cortical óssea por um dos orifícios não utilizados no primeiro procedimento cirúrgico, e outro tangenciando a haste, no fragmento distal. Os outros três pinos foram usados fixando o fragmento, imediatamente ao fim da extensão da haste. Exames radiográficos mostraram que o enxerto ficou bem estabilizado, possibilitando dessa forma a evolução da osteointegração na interface distal e conseqüente recuperação do animal.


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FRAÇÃO GELATINOSA NO EJACULADO DE JUMENTOS  (Equus  asinus) DA RAÇA PÊGA

ALINE LUCIANA RODRIGUES (Estagiário voluntário/UFV), Thiago Castro Sena (Estagiário voluntário/UNIVIÇOSA), PEDRO GAMA KER (Não Bolsista/UFV), IGOR FREDERICO CANISSO (Bolsista CNPq/UFV), GIOVANNI RIBEIRO DE CARVALHO (Orientador/UFV), JOSE DOMINGOS GUIMARAES (Colaborador/UFV)

O ejaculado de eqüídeos é composto por duas frações: a gelatinosa e fração rica em sêmen livre de gel (THOMPSON, 1992). Em eqüídeos a fração gelatinosa é produzida pelas glândulas vesiculares (KENNEY et al., 1983). Em jumentos domésticos a presença da fração gelatinosa foi relatada como ausente ou em baixo volume, e de manifestação individual e sazonal (NISHIKAWA, 1959; KREUCHAUF, 1984; ARRUDA et al., 1989). A presença da fração gelatinosa em eqüídeos é uma característica fisiológica, porem altamente indesejável na rotina de manipulação do sêmen para a inseminação artificial (DAVIES-MOREL, 1999). Os objetivos deste estudo foram de avaliar a presença e o volume gel no ejaculado de seis reprodutores da raça Pêga. Os animais foram agrupados em adultos (J1, J2, J3) e jovens (J4, J5, J6). Foram realizadas 180 coletas de sêmen, para isto se fez uso de uma vagina artificial modelo Botucatu e uma égua em estro como manequim. Imediatamente após a coleta de sêmen, procedeu-se a separação das frações gel e livre gel, e a seguir a fração gel foi depositada em um frasco de boca larga e o conteúdo gelatinoso foi aferido com uso de seringa plástica descartável para maior precisão. O valor registrado no presente estudo da fração gel foi de 71,75 ± 54,80 mL. A fração gelatinosa esteve presente em 30% das coletas (54/180 coletas), sendo que o jumento J1 foi responsável por 72,22% das coletas que apresentaram gel (39/54) e com um VG médio de 90,00 ± 51,79 mL. O J2 apresentou essa fração em sete das 17 coletas que foram realizadas com esse reprodutor, e o VG médio foi de 37,42 ± 34,12 mL. O animal J3 apresentou essa fração somente em uma coleta (1/40 coletas), e o VG nesta coleta foi de apenas 5 mL. Para as coletas realizadas com os reprodutores J4 e J5, em nenhuma das coletas feitas no presente estudo, foi possível detectar a fração gelatinosa. J6 apresentou gel em 7 coletas de um total de 29, e o VG foi de 14,00 ± 54,80 mL. A fração gel se mostrou de manifestação individual e aparentemente há efeito da idade na manifestação desta fração.

 


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FRATURAS EM CÃES E GATOS ATENDIDOS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA EM 2007

LUANA SALES TORRES (Estagiário voluntário/UFV), MARIA CRISTINA FERRARINI NUNES SOARES HAGE (Orientador/UFV)

A solução de continuidade de um osso é conhecida como fratura. As fraturas são comuns em cães e gatos. Elas são resultado de traumas como acidentes automobilísticos, pancadas, quedas ou doenças que predispõem a fragilidade óssea e conseqüentes fraturas patológicas, como o hiperparatireoidismo secundário nutricional ou as neoplasias ósseas. Setenta e cinco porcento das lesões traumáticas produzem fraturas, destas, 80% ocorrem nos membros, sendo a maior porcentagem em ossos longos. Consagradamente o exame radiográfico é o método de escolha para o diagnóstico e classificação das fraturas, porém outros métodos de imagem podem ser empregados como a cintilografia óssea, a tomografia computadorizada e a ultra-sonografia. O objetivo desse estudo foi avaliar retrospectivamente as radiografias do arquivo do Setor de Radiologia do Hospital Veterinário da Universidade Federal de Viçosa, no período compreendido entre 01 de janeiro e 31 de dezembro de 2007, com a finalidade de obter informações quanto a freqüência das fraturas em animais da espécie canina e felina e conhecer quais os ossos mais afetados. Nesse período foram radiografados 157 animais com fraturas, destes, 149 (95%) da espécie canina e 8 (5%) da espécie felina. No total foram computadas 192 fraturas, pois alguns animais apresentaram mais de um osso afetado. Em ordem decrescente a freqüência de acometimento foi: rádio e ulna (19,27%), tíbia (19,27%), fêmur (18,75%); coxal (11,45%), fíbula (7,29%), úmero (5,20%), vértebra (5,20%), metacarpo (3,64%), crânio (3,12%), costela (2,60%), metatarso (1,04%), escápula (1,04%), carpo (1,04%), tarso (0,52%) e falange (0,52%). As fraturas foram mais freqüentes nos cães, porém, sabe-se que o número de gatos atendidos no Hospital Veterinário é muito pequeno, o que pode ter contribuído para essa menor casuística. Os ossos longos foram os mais acometidos, concordando com as descrições da literatura. A importância desse estudo recai na demonstração do panorama das fraturas em nosso meio.


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HISTÓRICO DE DOENÇAS NUTRICIONAIS EM PAPAGAIOS (Amazona sp.) ENCAMINHADOS AO CENTRO DE TRIAGEM DE ANIMAIS SILVESTRES DA UFV NO PERÍODO DE JANEIRO DE 2005 A AGOSTO DE 2008.

AYISA RODRIGUES DE OLIVEIRA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), FILIPE TAVARES CARNEIRO (Estagiário voluntário/UFV), VINÍCIUS HEROLD DORNELAS E SILVA (Estagiário voluntário/UFV), MARCELO GROSSI MACHADO (Estagiário voluntário/UFV), RODRIGO MARTINS CUNHA (Estagiário voluntário/UFV), ALICE DOS SANTOS RIBEIRO (Estagiário voluntário/UFV), AUGUSTO RENAN ROCHA SEVERO DOS SANTOS (Estagiário voluntário/UFV), MOACIR CARRETTA JUNIOR (Bolsista outra Instituição/UFV), MAYTÊ KOCH BALARINI (Bolsista FAPEMIG/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV)

Os papagaios são aves pertencentes à ordem dos Psitaciformes, família Psittacidae e gênero Amazona totalizando cerca de 30 espécies ocorrentes em todo o continente americano. Os papagaios costumam viver em bandos e por serem animais extremamente sociáveis são comumente utilizados como animais de estimação, muitas vezes de forma ilegal. Em vida livre possuem uma alimentação baseada em frutos, sementes, brotos, flores e eventualmente insetos que estão nas frutas. Tal alimentação apesar de simples, raramente consegue ser recriada em ambientes de cativeiro e muitas vezes por falta de conhecimento são elaboradas de forma errônea acarretando em graves e freqüentes distúrbios nutricionais, que podem se manifestar através de mudança na coloração natural das penas, raquitismo, tumores hepáticos, problemas renais e respiratórios, obesidade, crescimento anômalo e descamação do bico. O Centro de Triagem de Animais Silvestres da Universidade Federal de Viçosa (CETAS-UFV) recebe animais da fauna brasileira cuja origem nem sempre é favorável a saúde física ou comportamental do animal. O objetivo deste trabalho é relatar os principais casos de doenças nutricionais em papagaios encaminhados ao CETAS-UFV no período de janeiro de 2005 a agosto de 2008. Para tais foram considerados diagnósticos clínicos e laboratoriais além de achados de necropsia de cada animal. Dentre os 21 indivíduos do gênero Amazona encaminhados ao CETAS-UFV foram relatados animais com esquizocroísmo, doença ocasionada pela hipovitaminose A e que resulta em mudança da coloração das penas da ave, animais vítimas de esteatose hepática devido ao excesso de gordura na alimentação e aves que tiveram o crescimento anômalo do bico dentre outras disfunções físicas devido à carência de nutrientes essenciais ao metabolismo corporal. Tais dados nos levam a concluir que animais de cativeiro são expostos à condições precárias em termos nutricionais e que resultam em patologias não vivenciadas em seus habitat natural.

 
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IDENTIFICAÇÃO DE Escherichia coli ISOLADAS DE CARCAÇAS DE FRANGO PELA ATIVIDADE GLUCORONIDÁS

ANDERSON KEIZO YAMAZI (Estagiário voluntário/UFV), PAULA MENDONÇA MORAES (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), LUANA MARTINS PERIN (Estagiário voluntário/UFV), ALLAN CARVALHO MILLER (Estagiário voluntário/UFV), BEATRIZ GARBELOTTI MATIAS (Bolsista CAPES/UFV), MARCUS VINÍCIUS COUTINHO COSSI (Estagiário voluntário/UFV), PAULO SERGIO DE ARRUDA PINTO (Co-orientador/UFV), LUIS AUGUSTO NERO (Orientador/UFV)



Escherichia coli é um importante microrganismo no controle de qualidade de carcaças de frango por ser um indicativo de deficiências higiênicas na produção e linha de abate. A enumeração desse grupo é usualmente feita pela técnica dos tubos múltiplos, seguido de confirmação bioquímica de isolados suspeitos. Entretanto, várias outras metodologias baseadas em enzimas e substratos específicos são utilizadas na identificação de E. coli, como a enzima β-D-glucuronidase (GUD). O objetivo desse trabalho foi identificar a capacidade de produção de GUD por culturas suspeitas de E. coli isoladas de carcaças de frango, visando à utilização da atividade glucuronidásica como característica bioquímica adequada para identificação e enumeração dessa espécie. Amostras superficiais de 120 carcaças de frango foram coletadas na linha de abate de um abatedouro de pequeno porte e submetidas à enumeração de coliformes totais, termotolerantes e E. coli pela técnica do Número Mais Provável. A partir da última etapa, as culturas obtidas foram estriadas em ágar Eosina Azul de Metileno e incubadas a 35ºC por 48h para verificação de colônias suspeitas de E. coli (brilho metálico). Foram detectadas 622 culturas suspeitas, que foram semeadas pontualmente em placas Petrifilm™ EC (35ºC por 48h) para verificação da atividade glucuronidásica (formação de colônias azuis). Apenas 44 (7,1%) dessas culturas não apresentaram produção de GUD, e após identificação bioquímica (Bactray 1 e 2), todas foram identificadas como E. coli. Considerando os resultados obtidos, a baixa ocorrência de culturas GUD negativas não iria interferir na enumeração de E. coli por metodologias e sistemas baseados na atividade glucuronidásica, reforçando a aplicação dos mesmos no monitoramento da qualidade microbiológica de carcaças de frango.
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INOCULAÇÃO EXPERIMENTAL DE Mycobacterium avium SUBESPÉCIE paratuberculosis (MAP) EM AMOSTRAS DE LEITE

NEWTON NASCENTES GALVÃO (Bolsista IC /projeto/UFV), ISABEL AZEVEDO CARVALHO (Não Bolsista/UFV), VINÍCIUS EUSTÁQUIO BARRETO CAMPOS (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), IANA MORAIS SOUZA (Estagiário voluntário/UFV), MARIA APARECIDA SCATAMBURLO MOREIRA (Orientador/UFV)



Mycobacterium avium subespécie paratuberculosis (MAP) é o agente etiológico da doença de Johne ou Paratuberculose em ruminantes domésticos e silvestres, acometendo principalmente bovinos leiteiros. A doença tem grande importância econômica e em saúde pública, pois o MAP tem sido associado à Doença de Crohn em humanos. O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia da metodologia de detecção do MAP em amostras de leite bovino por cultivo. Para realização do experimento, preparou-se o leite em pó Molico (Nestlé®) segundo recomendações do fabricante com água milliQ estéril. Foram adicionadas cinco colônias certificadas de MAP ao leite reconstituído e este foi submetido aos mesmos procedimentos que as amostras de leite oriundas do campo. O leite reconstituído foi então centrifugado a 1950g por 15 min. Descartado o sobrenadante o sedimento foi dividido em duas partes. A primeira parte foi lavada duas vezes com 5ml de PBS (Phosphate Buffered Saline) pH 7,2 e o sedimento final foi ressuspendido em 250µl de PBS. À segunda parte foram adicionados 15ml de HPC (Hexadecylpyridinium Chloride) 0,9% e mantida por cinco horas à temperatura ambiente. Transcorrido este tempo, centrifugou-se novamente a 1950g por 15 min, descartou-se o sobrenadante e ressuspendeu-se o sedimento em 1ml de solução antimicrobiana contendo ácido nalidíxico (50mg/ml), vancomicina (50mg/ml) e anfotericina B (100mg/ml). Foram inoculados 150µl em quatro tubos com meio HEYM (Herrold’s egg yolk medium) inclinado, dois com micobactina e dois sem o sideróforo. Os tubos foram incubados a 37°C por 16 semanas e observados em intervalos quinzenais. Foi observado o desenvolvimento de colônias com características morfo-tinturiais de MAP nos tubos com micobactina e nenhum nos tubos sem micobactina. As colônias desenvolvidas foram submetidas a teste molecular para certificação, sendo confirmadas como colônias de MAP. Assim, concluímos que a metodologia utilizada é eficiente para detecção de MAP por cultivo em amostras de leite.
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MÁ FORMAÇÃO CONGÊNITA EM OVINO DA RAÇA SANTA INÊS: RELATO DE CASO.

MANUELA PEREIRA DA MATTA (Não Bolsista/UFV), YAMÊ FABRES ROBAINA SANCLER DA SILVA (estagiária voluntária), ERNANI PAULINO DO LAGO (Orientador/UFV), JOSE DE OLIVEIRA PINTO (Colaborador/UFV), CLAUDIO JOSE BORELA ESPECHIT (Colaborador/UFV)

Defeitos congênitos nas espécies domésticas podem resultar de genética defeituosa, de agressões externas ou de agentes associados com o ambiente fetal. A maioria dessas alterações possui etiologia desconhecida, sendo difícil estabelecer um diagnóstico específico para as diversas espécies domésticas, sobretudo em ovinos, já que há poucos relatos dessas anomalias. O objetivo desse trabalho foi relatar um caso de má formação congênita em ovino, fêmea, da raça Santa Inês, ocorrido em agosto de 2007 em um criatório no município de Vieiras (MG). A cordeira, de pelagem malhada e pesando 4,6 kg, filho de uma ovelha com aproximadamente 10 anos de idade, mas que em outras ocasiões havia parido cordeiros normais nasceu apresentando agenesia parcial de rádio e ulna no membro torácico direito, que foi constatada através de exame físico. Apesar da anomalia, o animal possuía bom escore corporal e não apresentava dificuldades em se manter em estação para o ato da amamentação, entretanto, devido à má formação, teve que ser descartado da reprodução, pois não teria condições físicas adequadas para suportar uma gestação. Defeitos localizados no esqueleto apendicular são na maioria das vezes hereditários, entretanto, podem estar relacionadas a fatores ambientais ou, interações ambientais-genéticas. Dentre as alterações congênitas descritas a que mais se assemelha ao caso relatado é a hemimelia, sendo esta mais observada na tíbia. A hemimelia é definida como uma aplasia ou hipoplasia de um ou mais ossos longos, podendo acometer um ou mais membros e ter como possíveis causas fatores genéticos ou nutricionais. Conclui-se que em casos de má formação congênita, deve-se investigar a etiologia e realizar o descarte da matriz se for constatado o caráter hereditário da anomalia, pois a utilização deste animal prejudica a qualidade do plantel.


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MASTITE AGUDA EM CABRA: RELATO DE CASO

RODRIGO MELO MENESES (Voluntário/UFV), ERNANI PAULINO DO LAGO (Orientador/UFV), GUILHERME COSTA FAUSTO (Não Bolsista/UFV), NATÁLIA PEREIRA PAIVA FREITAS (Não Bolsista/UFV), PAULO ALUISIO BORSATTI (Não Bolsista/UFV), LEANDRO MAIA (Bolsista CAPES/UFV)

A mastite é uma das principais causas de prejuízo econômico nas explorações leiteiras, principalmente em sistemas intensivos. Em caprinos a doença pode se apresentar de forma subclínica, com diminuição da produção de leite e atrofia progressiva da glândula mamária ou de forma extremamente aguda, apresentando alta taxa de mortalidade por septicemia. Entre os agentes que causam mastite aguda em cabras destaca-se a Escherichia coli, sendo que os principais fatores que determinam a ocorrência desta doença são as más condições de higiene das instalações e o manejo inadequado da ordenha. Neste tipo de mastite o animal apresenta inflamação grave com tumefação, calor e dor da região afetada, havendo intensa reação sistêmica que pode evoluir para a morte. Em abril de 2008, foi atendida no Hospital Veterinário da UFV, uma cabra Pardo-Alpina, com histórico de anorexia e aumento de volume da porção direita do úbere. Ao exame clínico observou-se edema e dor à palpação, aumento da temperatura local, apatia, desidratação intensa (10%), taquicardia (126 bpm), taquipnéia (48 mpm) e secreção sanguinolenta à ordenha. Ao final do exame foi diagnosticada mastite aguda acompanhada de septicemia. Devido ao estágio avançado da doença, optou-se pelo sacrifício do animal com imediata realização de necropsia, durante a qual foram observadas vísceras e mucosas pálidas, ascite discreta, linfonodos inguinais, mamários e meséntericos aumentados, pulmão com líquido sanguinolento, mucosa intestinal enegrecida e com áreas hemorrágicas no duodeno e jejuno. O parênquima da glândula mamária apresentou grande quantidade de exsudado necro-hemorrágico e leite coagulado. As avaliações histopatológicas revelaram congestão no coração, fígado, baço, rins, intestinos e pulmões, hemorragias no endocárdio e intestino delgado, além de glomerulonefrite. Conclui-se que a mastite aguda produziu sinais clínicos de toxemia, com lesões graves em diferentes órgãos, caracterizando um quadro de choque séptico, confirmados através de necropsia e achados histopatológicos.




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