Ufv / XVIII sic / outubro de 2008 / veterinária


UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / VETERINÁRIA CCB



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UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / VETERINÁRIA CCB



ALTERAÇÕES MACROSCÓPICAS ENCONTRADAS NA NECRÓPSIA DE UMA CAPIVARA MACHO E JOVEM

FILIPE TAVARES CARNEIRO (Estagiário voluntário/UFV), VINÍCIUS HEROLD DORNELAS E SILVA (Estagiário voluntário/UFV), AYISA RODRIGUES DE OLIVEIRA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Bolsista outra Instituição/UFV), THAIS DE FARIA E SOUSA LOPES TRINDADE (Não Bolsista/UFV), LEANES CRUZ DA SILVA (Estagiário voluntário/UFV), LETÍCIA BERGO COELHO FERREIRA (Estagiário voluntário/UFV), CLARICE SILVA CESÁRIO (Estagiário voluntário/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV)

Devido à destruição acelerada de extensivas áreas florestais um crescente número de mamíferos de médio e grande porte é encontrado próximo a ambientes urbanos a procura de alimento e abrigo. As capivaras (Hydrochoerus hydrochaeris), maiores roedores do planeta, são constantemente visualizadas em ambientes antropizados, às margens de lagoas e rios. Vivem em grandes grupos constituídos por um macho dominante, fêmeas adultas com filhotes e outros machos subordinados. O objetivo do presente trabalho foi relatar as alterações macroscópicas encontradas na necrópsia de uma capivara macho e jovem. Em maio de 2008 a carcaça do roedor foi encontrada próximo á fábrica de rações no campus da UFV e encaminhada ao CETAS-UFV para a realização de necrópsia. Ao exame externo observou-se grande distensão abdominal, porém a pele se mostrou intacta, exceto por pequenos cortes na região perianal contendo ovos de mosca. À necrópsia observou-se fratura de diversas costelas, sendo que seus fragmentos ósseos perfuraram a pleura parietal, os pulmões e o rim esquerdo do animal. As cavidades abdominal e torácica encontravam-se repletas de líquido sanguinolento. Durante exame de seu tubo digestivo foi possível perceber que a mucosa intestinal mostrava-se hiperêmica e com áreas de ulceração. Foi constatada infestação por 3 diferentes gêneros de helmintos. Concluiu-se que o animal avaliado veio a óbito no local, instantaneamente após choque mecânico, provavelmente atropelamento, por parada cardiorespiratória, devido à hipovolemia causada pela hemorragia intensa. A determinação da causa da morte de animais silvestres é de suma importância para determinar as ações mais eficazes para a conservação das espécies. O excesso de velocidade dos veículos, a falta de sinalização nas estradas, orientando os motoristas sobre a presença de animais silvestres, e a falta de corredores alternativos para os animais são pontos fundamentais a serem considerados na conservação da mastofauna.
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ACADEMIA E CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO: AS MEDIAÇÕES DE GÊNERO NO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA 

ISABELA APARECIDA ANDRADE BORTOLOTI (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), PAULA DIAS BEVILACQUA (Orientador/UFV), MARISA BARLETTO (Co-orientador/UFV), MARIA DE FATIMA LOPES (Co-orientador/UFV), ALICE INES DE OLIVEIRA E SILVA (Colaborador/UFV)

Essa pesquisa é parte integrante do projeto intitulado “Academia e construção do conhecimento: as mediações de gênero em cursos de graduação” sendo fruto da preocupação acadêmica acerca da necessidade de se refletir sobre a produção do conhecimento a partir de conceitos feministas. Partindo de questões sintetizadas na clássica pergunta: O feminismo mudou a ciência?, assumimos como pressupostos o significado de poder, como estruturador da ordem social; a bipolaridade do mundo social dividido entre esfera pública e esfera privada e a dissociação entre o saber considerado científico do saber do senso comum. A partir da constatação do aumento do ingresso de mulheres no curso de graduação em Medicina Veterinária, objetiva-se analisar se houve mudanças na forma de produzir ciência no curso. A metodologia inclui a coleta e análise de dados referentes aos alunos/as egressos/as, desde o primeiro ano de formatura (1935), e, também, a pesquisa de documentos no Arquivo Central e Histórico da UFV. Dados recentes demonstram a expressiva mudança no perfil do/a candidato ao curso em relação ao sexo: período 81-84: 85,1% e 14,9%; 85-89: 74,8% e 25,2%; 90-94: 61,7% e 38,3%; 95-99: 56,8% e 43,2%; 2000-2006: 46,6% e 53,4% para homens e mulheres, respectivamente. Através do arrolamento de fontes no arquivo mencionado, conseguimos perceber a mudança de foco da Medicina Veterinária enquanto campo de saber. Originalmente se ocupava do cuidado de grandes animais em ambiente fundamentalmente rural, universo essencialmente masculino, principalmente na UFV; percebe-se, mais recentemente, a ênfase cada vez maior em especialidades que visam os “cuidados” de pequenos animais, vistos como tarefas preferencialmente femininas. Essa constatação impõe como reflexão o sentido e significado do cuidar na constituição de sujeitos homens e mulheres. Estudos dessa natureza podem contribuir para a crítica feminista, discussão acadêmica-política necessária quando temas como equidade de gênero, direitos e inclusão social tornam-se pauta do dia.


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AEROSSACULITE E PNEUMONIA ASSOCIADAS A FRATURA DE ÚMERO EM CORUJA-ORELHUDA (Rhinoptinx clamatur). RELATO DE CASO.

AYISA RODRIGUES DE OLIVEIRA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV), CAIO DE PAULA MARCHI (Estagiário voluntário/UFV), ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Estagiário voluntário/UFV), LETÍCIA BERGO COELHO FERREIRA (Estagiário voluntário/UFV), FILIPE TAVARES CARNEIRO (Estagiário voluntário/UFV), VINÍCIUS HEROLD DORNELAS E SILVA (Estagiário voluntário/UFV), LEANES CRUZ DA SILVA (Estagiário voluntário/UFV), CLARICE SILVA CESÁRIO (Estagiário voluntário/UFV)

As aves apresentam um aparato respiratório bastante peculiar em resposta às suas adaptações para vôo. Seus pulmões são rígidos e de volume fixo, localizados dorsalmente na parede torácica e não sofrem expansão durante o movimento de inspiração e expiração. Tal ação é realizada pelos sacos aéreos, estruturas de parede delgada e transparente, que juntamente com a contração e distensão dos músculos abdominais possibilitam a entrada e a saída do ar. Os sacos aéreos comunicam-se com o tecido pulmonar e podem ser divididos em craniais e caudais, totalizando um número de nove em grande parte das espécies. Os sacos aéreos também se comunicam com alguns ossos longos através dos divertículos, sendo um dos mais importantes o divertículo supra-umeral, que liga o saco aéreo clavicular ao úmero. O objetivo deste trabalho é relatar um caso clínico de aerossaculite e pneumonia em uma coruja-orelhuda (Rhinoptynx clamator) relacionada à fratura do úmero. O Centro de Triagem de Animais Silvestres da Universidade Federal de Viçosa recebeu em abril de 2008 uma coruja-orelhuda apresentando apatia, anorexia, dificuldade respiratória, estertores traqueais e penas arrepiadas. Foi observada fratura exposta no terço distal do úmero da asa esquerda. O animal foi devidamente medicado, porém veio a óbito no dia seguinte. Na necropsia além da fratura oblíqua do terço distal do úmero esquerdo notou-se que os sacos aéreos craniais apresentavam-se opacos e muito mais espessos que os caudais, porém não estavam rompidos. Nos pulmões observaram-se grandes áreas de congestão. Conclui-se que o animal veio a óbito por insuficiência respiratória resultante de um processo inflamatório nos sacos aéreos craniais e pulmões relacionados diretamente à fratura do úmero devido a sua comunicação com as estruturas respiratórias pelo divertículo supra-umeral. Fraturas nos membros das aves estão amplamente relacionadas a problemas respiratórios por gerarem infecções e inflamações, sobretudo dos sacos aéreos, dificultando a mecânica respiratória.

 
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AJUSTE DA TÉCNICA DA REAÇÃO EM CADEIA DA POLIMERASE (PCR) PARA A DETECÇÃO DE

VINÍCIUS EUSTÁQUIO BARRETO CAMPOS (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), ISABEL AZEVEDO CARVALHO (Não Bolsista/UFV), IANA MORAIS SOUZA (Estagiário voluntário/UFV), NEWTON NASCENTES GALVÃO (Bolsista IC /projeto/UFV), LARISSA GOULART ZANARDO (Estagiário voluntário/UFV), MARIA APARECIDA SCATAMBURLO MOREIRA (Orientador/UFV)

A paratuberculose é uma enfermidade causada pelo Mycobacterium avium subesp. paratuberculosis (MAP) caracterizada por uma enterite granulomatosa de curso crônico em ruminantes, resultando na síndrome de má absorção e em grandes perdas econômicas para a pecuária leiteira. Suspeita-se que este agente esteja relacionado com a Doença de Crohn em humanos. O MAP é um bacilo Gram e Ziehl Neelsen positivos e dependente de micobactina J, para o seu crescimento in vitro. O objetivo desta pesquisa foi ajustar a técnica da Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), visando a detecção do MAP em amostras de fezes de bovinos leiteiros provenientes da bacia leiteira de Viçosa/MG, assim como verificar a presença deste agente nas fezes por coprocultura. A principal via de eliminação do agente é as fezes. Foram coletadas 50 amostras de fezes, processadas para cultivo e realização da PCR. Duas amostras controle positivo (I e II) foram obtidas a partir da inoculação de MAP nas fezes de dois animais que não apresentaram resultados positivos em diferentes ferramentas de diagnóstico. Duas amostras controle negativo (I e II) foram obtidas da mesma forma, porém sem a inoculação do MAP. A padronização da temperatura de anelamento usando o controle positivo com os oligonucleotídeos IS900/BN1 e IS900/BN2 indicou que o intervalo de 55 a 65.1°C ocorreu amplificação do fragmento esperado de 626 pb. O mesmo foi realizado para os oligonucleotídeos IS900/BN1 e IS900/BN2, indicando que o intervalo 45,8°C a 54,2°C amplificou o fragmento esperado de 494pb. Das 50 amostras coletadas não houve isolamento do MAP em meio Herrold’s gema de ovo com micobactina J e não houve amplificação de fragmento de tamanho esperado. Utilizando o clone do controle positivo (Carvalho, 2008) e os oligonucleotídeos baseados na sequência de inserção IS900 foi determinado que o limite de detecção da PCR de 110 a 140 bacilos.
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ANTICORPOS DE Mycobacterium avium ssp paratuberculosis (MAP)

IANA MORAIS SOUZA (Estagiário voluntário/UFV), VINÍCIUS EUSTÁQUIO BARRETO CAMPOS (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), NEWTON NASCENTES GALVÃO (Bolsista IC /projeto/UFV), ISABEL AZEVEDO CARVALHO (Não Bolsista/UFV), LARISSA GOULART ZANARDO (Estagiário voluntário/UFV), MARIA APARECIDA SCATAMBURLO MOREIRA (Orientador/UFV)

A Paratuberculose ou Doença de Johne é uma infecção bacteriana contagiosa que compromete o trato intestinal dos ruminantes, provocando redução na digestibilidade dos alimentos, perda de peso e conseqüente queda na produção. Mycobacterium avium ssp paratuberculosis (MAP) é o agente etiológico dessa enfermidade sendo também um possível agente zoonótico, causador da doença de Crohn em humanos. MAP é um bacilo álcool-ácido resistente (BAAR), pequeno, delgado e de crescimento lento. A doença tem período de incubação longo, podendo durar vários meses ou até anos, sem sinais clínicos, mas com eliminação do agente nas fezes e no leite. Um dos mais sensíveis e específicos testes sorológicos para detecção do MAP é o ELISA (Enzime-linked Immunossorbent Assay). No teste, a quantidade de anticorpos (Ac) que se liga ao antígeno é proporcional à quantidade de antígeno presente na amostra, e é identificada através de espectrofotometria. Usando o kit Pourquier® Elisa Paratuberculosis Antibody Screening (Instituto Pourquier, Montepellier, França) foi realizado o teste de ELISA com amostras de leite e de sangue utilizando como antígeno o protoplasma extraído do MAP. Objetivou-se neste trabalho, detectar anticorpos anti-MAP em amostras de leite e sangue provenientes de bovinos de uma propriedade localizada na bacia leiteira da microrregião de Viçosa. Foram coletados, assepticamente, cinco ml de leite e três ml de sangue de cinqüenta e cinco matrizes. Extraíram-se os soros das amostras de sangue. Os soros e as amostras de leite foram incubados com extrato de Mycobacterium phlei para neutralização de reações contrárias com micobactérias atípicas. Verificou-se presença de Ac anti-MAP em oito animais (14,55%) em ambas as amostras, leite e soro. Um animal (1,82%) encontrou-se em situação duvidosa. Constatou-se presença de Ac anti-MAP no rebanho estudado. O acompanhamento desse rebanho faz-se necessário para confirmação da presença do agente etiológico e assim traçar estratégias de controle e prevenção da doença.
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ASPECTOS NUTRICIONAIS DA LIPIDOSE HEPÁTICA em JABUTIS (Geochelone sp.)

MARCELO GROSSI MACHADO (Estagiário voluntário/UFV), ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), THAIS DE FARIA E SOUSA LOPES TRINDADE (Estagiário voluntário/UFV), CLARICE SILVA CESÁRIO (Estagiário voluntário/UFV), FILIPE TAVARES CARNEIRO (Estagiário voluntário/UFV), AYISA RODRIGUES DE OLIVEIRA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), VINÍCIUS HEROLD DORNELAS E SILVA (Estagiário voluntário/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Bolsista outra Instituição/UFV), MOACIR CARRETTA JUNIOR (Bolsista outra Instituição/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV)

O Brasil é um dos principais alvos mundiais dos traficantes da fauna silvestre devido a sua imensa biodiversidade. Devido à grande procura, a maioria das espécies nacionais são ameaçadas pelo setor do tráfico que fornece animais para o mercado pet. Os jabutis (Geochelone sp.) são répteis de hábitos terrestres amplamente comercializados no Brasil, muitos oriundos do tráfico. Seus proprietários habitualmente oferecem a esses animais dietas a base de folhas e frutos que não suprem suas necessidades nutricionais, o que pode lhes acarretar doenças em longo prazo, como a lipidose hepática. O objetivo deste trabalho foi relatar e analisar os aspectos nutricionais da lipidose hepática em jabutis recebidos pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres da Universidade Federal de Viçosa desde sua fundação em 2000, oriundos de apreensões e entregas espontâneas. Foram realizados exames tanatológicos de 13 jabutis no CETAS-UFV. Dentre estes, confirmou-se 4 casos de lipidose hepática. As principais alterações encontradas nas necropsias foram grande quantidade de líquido na cavidade celomática e aumento de volume e palidez do fígado, bem como aspecto gorduroso ao corte desse órgão. No exame histopatológico observou-se acúmulo de excessivo de gordura nos hepatócitos. Os antigos proprietários não mencionaram o fornecimento de fontes de proteína animal aos animais, quando questionados sobre a alimentação dos mesmos. A ingestão de níveis inadequados de proteína e lipídeos pode promover insuficiência no mecanismo de secreção hepatocelular de triglicerídeos. Além disso, a ingestão de carboidratos abaixo das quantidades de manutenção por longos períodos promove a mobilização de ácidos graxos incompletamente oxidados no fígado. Esses fatores culminam na deposição excessiva de lipídeos nos hepatócitos. A lipidose hepática é uma doença em ascensão devido ao advento do tráfico de animais e por ser comum em jabutis de cativeiro, abrange vários fatores de risco e releva a importância no controle nutricional desses animais.


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AVALIAÇÃO CLÍNICO-CIRÚRGICA, RADIOGRÁFICA E MACROSCÓPICA DO COMPÓSITO DE HIDROXIAPATITA SINTÉTICA ASSOCIADA À LIGNINA ENTRE IMPLANTE METÁLICO E TECIDO ÓSSEO

DANIEL MACÊDO RATES (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), JOSE ANTONIO VIANA (Orientador/UFV), ANDREA PACHECO BATISTA BORGES (Co-orientador/UFV), RENATO BARROS ELEOTÉRIO (Estagiário voluntário/UFV), PRISCILA SOARES FERREIRA (Estagiário voluntário/UFV), EMILY CORRENA CARLO (Bolsista CAPES/UFV)

 Hidroxiapatita é um biomaterial substituto ósseo muito estudado. Lignina é um componente da parede celular que fornece rigidez e liga permanentemente as células. Este trabalho avaliou a eficácia dessa associação no processo de osseointegração entre implante metálico e tecido ósseo. Foi realizada falha na face lateral proximal das tíbias dos 20 coelhos até o canal medular. Usou-se compósito para revestir a rosca do pino intramedular, para ser introduzido no canal medular e para preencher o defeito cortical após introdução do pino (grupo tratado). Os animais foram acompanhados por 15 dias, avaliando-se deiscência da ferida, claudicação, sensibilidade dolorosa e circunferência tibial. Foram realizadas radiografias após a cirurgia e aos 8, 30, 60, 90 e 120 dias de pós-operatório, caracterizando as radiopacidades do defeito e ao redor do pino. Nas mesmas datas, exceto na da cirurgia, 4 animais foram eutanasiados e a região do defeito analisada: medida do defeito cortical, teste mecânico de tração, medida do material aderido na rosca do pino e avaliação macroscópica do canal medular. No grupo tratado (tíbias esquerdas) houve decréscimo da radiopacidade tanto no defeito quanto ao redor do pino até se tornar semelhante à do osso circunvizinho, quadro inverso observado no defeito cortical do grupo controle. No teste mecânico de tração o grupo tratado teve o dobro da resistência do controle. Na avaliação macroscópica, o tratado mostrou regeneração da medula óssea e perda da visibilidade do compósito nas datas de avaliação, sendo quase total aos 120 dias. Quanto à circunferência do material aderido à rosca dos pinos, houve tendência linear crescente com o tempo em ambos os grupos, mas no tratado o tecido apresentou consistência e características macroscópicas de osso. Com isso se conclui que é possível utilizar a hidroxiapatita sintética e lignina para guiar o processo regenerativo ósseo até o canal medular.

 
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AVALIAÇÃO DA MUCOSA GASTRODUODENAL DE CÃES DA RAÇA POODLE SUBMETIDOS AO TRATAMENTO EXPERIMENTAL COM MELOXICAM

EDUARDO GUIMARÃES MORATO ABREU (Bolsista FUNARBIC/UFV), PAULO RENATO DOS SANTOS COSTA (Orientador/UFV), LUCIANE BEHLE (Não Bolsista/UFV)

A mucosa gástrica na espécie canina é considerada mais sensível aos efeitos adversos dos antiinflamatórios não esteroidais (AINEs). Este fato pode estar relacionado à alta taxa de absorção gastrointestinal destes fármacos, à longa meia-vida do fármaco no organismo e/ou ao longo ciclo enterohepático nos cães. Além disso, a meia-vida dos AINEs no organismo dos cães pode diferir entre as diferentes raças e da mesma maneira, os efeitos adversos sobre o trato gastrointestinal. O presente trabalho teve por objetivo avaliar os achados macro e microscópicos na mucosa gástrica de cães da raça poodle toy e de cães sem raça definida submetidos ao tratamento experimental com o antiinflamatório meloxicam por via oral por um período de vinte e oito dias. Foram selecionados doze animais clinicamente saudáveis, separados em dois grupos de seis animais, sendo Grupo 1 dos cães da raça poodle toy e Grupo 2, dos cães sem raça definida. Endoscopias foram realizadas um dia antes do início do tratamento controle (T0), um dia antes do tratamento experimental com meloxicam (T29) e depois no décimo sexto dia (T45) e no vigésimo oitavo dia (T56). As biópsias da mucosa gástrica para avaliação histopatológica foram colhidas na primeira (T0) e na última endoscopia (T56). Em relação à incidência e a gravidade das lesões macroscópicas, obervou-se predominantemente lesões de grau leve na mucosa gástrica dos cães do Grupo 1 e lesões de grau moderado na mucosa gástrica de cães do Grupo 2 ao final do tratamento com meloxicam. As lesões microscópicas da mucosa gástrica foram de grau leve em ambos os grupos ao final do estudo. Pode-se concluir que o meloxicam é um AINEs seguro para a mucosa gástrica de cães clinicamente saudáveis da raça poodle toy e cães sem raça definida.


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AVALIAÇÃO DA RESPOSTA IMUNE CELULAR PRODUZIDA PELO PEPTÍDEO SINTÉTICO SBm 7462®, ANTI Rhipicephalus (Boophilus)

GABRIEL A. T. GOMEZ (Voluntário/UFV), JOAQUIN HERNAN PATARROYO SALCEDO (Orientador/UFV), MARLENE ISABEL VARGAS VILORIA (Co-orientador/UFV), SIDIMAR SOSSAI (Bolsista FAPEMIG/UFV), FABRÍCIO LUCIANI VALENTE (Bolsista FAPEMIG/UFV), BIANCA GAZOLLA MENDONÇA (Estagiário voluntário/UFV), KARLOS HENRIQUE MARTINS KALKS (Estagiário voluntário/UFV), ISABELA ALVES DE MELO ZEFERINO (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), MARIANA DE BARROS (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV)

A vacina sintética SBm 7462® contem três epítopos imunogênicos (4822, 4824 e 4823) derivados da proteína Bm86. Essa proteína foi isolada do intestino do carrapato Rhipicephalus (Boophilus) microplus, amostra Yerongpilly. A eficácia da vacina SBm 7462® foi demonstrada em bovinos por experimentos in vitro e in vivo. Análises genéticas mostraram que o fragmento correspondente ao peptídeo SBm 7462® têm sido conservado nas populações de carrapatos de America Latina, sugerindo que o peptídeo SBm 7462® pode atuar como um imunógeno universal. Neste trabalho, duas seqüências que codificam para a vacina SBm 7462® foram expressas na levedura Pichia pastoris. A seqüência1 que contem os três epítopos imunogênicos na ordem 4822, 4824 e 4823 repetido três vezes e a seqüência 4 que tem os três epitopos na mesma ordem uma só vez. Inoculou-se as seqüências em camundongos BALB/c para avaliar a resposta imune celular, empregando-se como adjuvantes a saponina e o extrato bruto da Picha pastoris. Após 20 dias da primeira inoculação, os resultados da histologia diferencial por hematoxilina e eosina (H&E) nos linfonodos revelaram em alguns grupos de animais uma hiperplasia dos cordões medulais e pouca reatividade dos centros germinais (CGs), sendo melhor a diferenciação celular nos grupos onde atuava a saponina como ajuvante. Ao final do experimento, 60 dias após da primeira imunização, além de áreas paracorticais hiperplásicas, observou-se formação dos CGs delimitados por uma população linfocítica e com uma nítida diferenciação em regiões claras e escuras. Concluiu-se que uma maior proliferação celular foi observada com a seqüência1 utilizando a saponina como adjuvante.
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AVALIAÇÃO DE DIFERENTES TIPOS DE SUBSTRATOS PARA IMPRESSÃO DE PEGADAS DE Puma concolor.

GEDIENDSON RIBEIRO DE ARAÚJO (Estagiário voluntário/UFV), GUILHERME DIAS DE CASTRO (Estagiário voluntário/UFV), VINÍCIUS HEROLD DORNELAS E SILVA (Estagiário voluntário/UFV), THAIS DE FARIA E SOUSA LOPES TRINDADE (Não Bolsista/UFV), EDUARDO COSTA ÁVILA (Bolsista outra Instituição/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Bolsista outra Instituição/UFV), PABLO SANTOS RODRIGUES (Estagiário voluntário/UFV), ANTONIO CARLOS CSERMAK JUNIOR (Bolsista outra Instituição/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV)

Técnicas de monitoramento de mastofauna são importantes em projetos de pesquisa e conservação de mamíferos silvestres em vida livre, como o de reintrodução de animais a natureza. Como a maioria dos carnívoros silvestres brasileiros, a onça-parda (Puma concolor) possui hábitos discretos, noturnos e percorre grandes áreas em um único dia. Dessa forma, o armadilhamento de pegadas se torna uma ferramenta muito útil, fornecendo registro confiável da presença recente do animal em determinado local. Apesar de muito simples, essa técnica pode deixar a desejar, uma vez que a qualidade da pegada é muito influenciada pelo substrato utilizado. Esse trabalho objetivou testar diferentes tipos de substratos para impressão de pegadas de Puma concolor. Foram testados três substratos: areia úmida, areia úmida com contraste (fina camada de pó de pedra) e barro. Para cada substrato foi feita uma parcela de 40x60cm e 3cm de profundidade, sendo que para areia foram colocadas esquadrilhas de madeira com o intuito de evitar perda rápida de umidade.As parcelas foram colocadas no recinto da onça-parda, em cativeiro, utilizando iscas de frango para atrair o animal. As pegadas foram vistoriadas no dia seguinte e fotografadas. A areia úmida registrou pegadas pouco nítidas. A areia úmida com contraste registrou pegadas de visualização relativamente boa que permitiam a identificação do animal, pois as regiões mais profundas da pegada ficaram com coloração diferente do restante da parcela. Ambas as parcelas de areia ainda registrava pegadas um dia depois de terem sido preparadas. O barro registrou pegadas mais bem definidas, e ao secar tomou consistência rígida, não registrando novas pegadas e preservando bem as anteriores. O barro e a areia úmida com contraste mostraram-se mais eficientes que a areia úmida sem contraste no registro de pegadas para a onça-parda.




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