Ufv / IX simpos / outubro de 2009 / veterinária parasitismo por ctenocephalides felis (Bouché, 1835) em gambá (Didelphis aurita) (Wied-Neuwied, 1826): relato de caso


UFV / IX SIMPOS / OUTUBRO DE 2009 / VETERINÁRIA



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PARASITISMO POR Babesia canis EM LOBO-GUARÁ (Chrysocyon brachyurus): RELATO DE CASO

RAFAEL DE MORAIS GARAY (Não Bolsista/UFV), GEDIENDSON RIBEIRO DE ARAÚJO (Não Bolsista/UFV), ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista CAPES/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Não Bolsista/UFV), LEANES CRUZ DA SILVA (Bolsista/UFV), LETÍCIA BERGO COELHO FERREIRA (Bolsista/UFV), CECÍLIA MARIA VIANA VALE (Não Bolsista/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV)

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O Lobo-Guará é considerado a maior espécie de canídeo silvestre da América do Sul. Apresenta como principais características a pelagem de cor avermelhada com a presença de uma crina escura na nuca, membros torácicos alongados e enegrecidos. A constante fragmentação de áreas florestais, por avanço urbano ou mesmo construção de estradas de rodagem gera cada vez mais a aproximação de animais silvestres e de população humana. Esta influência antrópica gera o contato direto de animais domesticos e silvestres, o que permite o contágio recíproco de inúmeros agentes patogênicos que atuam tanto em animais domésticos quanto em animais silvestres. Esse trabalho objetivou relatar um caso de hemoparasitismo por Babesia canis em um filhote macho de Lobo-Guará, mantido no Centro de Triagem de Animais Silvestres da Universidade Federal de Viçosa (CETAS-UFV), o qual apresentava febre e anemia. Foi realizada a coleta de sangue através de punção da veia cefálica, sendo a amostra sanguínea encaminhada ao Laboratório Clínico Veterinário da UFV, para a realização de hemograma e análise bioquímica. A análise microscópica do esfregaço revelou a presença do parasita intra-eritrocitário na amostra de sangue do lobo-guará. Após o diagnóstico de Babesia canis o animal recebeu tratamento a base de imizol, além de tratamento suporte. A Babesia canis é um protozoário parasita de eritrócitos. É transmitida pelo carrapato Riphicephalus sanguineus e acomete canídeos domésticos e silvestres dos cinco continentes, gera quadros febris, anemia e icterícia. A Zona da Mata de Minas Gerais abriga ainda considerável número de indivíduos de lobo-guará, assim como é caracterizada pela presença de pequenas propriedades rurais. Sendo assim é de grande importância veterinária o controle e acompanhamento da presença de reservatórios silvestres para a Babesia canis, visto que esta representa uma grande causa de morte de cães domésticos em todo o país.(Capes)     

 

 



(IEF, Instituto Estadual de Florestas MG )


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PARASITISMO POR Ehrlichia sp. EM LOBO-GUARÁ (Chrysocyon brachyurus) (Illiger, 1811) ORIUNDO DA ZONA DA MATA MINEIRA: RELATO DE CASO

RAFAEL DE MORAIS GARAY (Não Bolsista/UFV), ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista CAPES/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Não Bolsista/UFV), GEDIENDSON RIBEIRO DE ARAÚJO (Não Bolsista/UFV), Natasha Lagos Maia (Não Bolsista/), LETÍCIA BERGO COELHO FERREIRA (Bolsista/UFV), LEANES CRUZ DA SILVA (Bolsista/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV)

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A contínua devastação de áreas naturais para o avanço da urbanização é grande responsável pela fragmentação de habitats nos quais residem diversas espécies da fauna silvestre. Esta pressão sobre fragmentos de mata possibilita o contato direto da fauna silvestre e de animais domésticos e conseqüentemente gera um fluxo de patógenos a ambas as partes envolvidas.  O Lobo-Guará (Chrysocyon brachyurus) é o maior canídeo silvestre da América do Sul, a espécie é considerada pelo IBAMA ameaçada de extinção no Brasil e no Conselho Estadual de Política Ambiental considerada vulnerável em Minas Gerais. Esse trabalho objetivou o relato de um caso de hemoparasitismo por Erlichia sp. em um filhote fêmea de Lobo-Guará, nascido no Centro de Triagem de Animais Silvestres da Universidade Federal de Viçosa (CETAS-UFV), a qual apresentava sinais de anemia e se encontrava apática no recinto. A coleta de amostra sanguínea foi realizada através de punção da veia cefálica, sendo a amostra encaminhada ao Laboratório Clínico do Hospital Veterinário da UFV. O exame microscópico revelou a presença do hemoparasita Erlichia sp. Após o diagnóstico o animal foi tratado com dipropionato de imidocarb, em dose única de 5 mg/kg, por via sub-cutânea, além de fluidoterapia. Análises sanguíneas posteriores ao tratamento demonstraram negatividade para o parasita. A erliquiose é uma doença cosmopolita, sendo limitada apenas pela ocorrência dos carrapatos do gênero Rhipicephalus, vetores artrópodes da transmissão natural da doença. A Ehrlichia sp infecta o citoplasma de monócitos, linfócitos e neutrófilos infectados parasitados também foram descritos. O conhecimento sobre as hemoparasitoses é de fundamental importância em Medicina Veterinária, visto que se não houver o controle adequado dessas doenças, os níveis de infecção podem atingir níveis altos, desequilibrando as relações tróficas de um ecossistema. O conhecimento de hospedeiros silvestres torna-se, portanto, uma ferramenta importante no controle e prevenção de futuras infecções.(Capes).

 

(IEF, Instituto Estadual de Florestas MG )




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ALTERAÇÕES RADIOGRÁFICAS EM GRANDES ANIMAIS ATENDIDOS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA

RAILSON BRANDÃO DE ANDRADE (Não Bolsista/UFV), MARIA CRISTINA FERRARINI NUNES SOARES HAGE (Orientador/UFV), LUIZ CARLOS FONTES BAPTISTA FILHO (Não Bolsista/UFV), ATHINA CHAVES DONNER (Não Bolsista/UFV), CAMILA OLIVEIRA SILVEIRA (Não Bolsista/UFV), HANNA CAROLINA CAMPOS FERREIRA (Não Bolsista/UFV), BRUNNA PATRICIA ALMEIDA DA FONSECA (Co-orientador/UFV)

As alterações do aparelho locomotor podem comprometer o desempenho dos grandes animais para as práticas desportivas, produtivas, ou de trabalho, estando esses naturalmente expostos a traumas. O exame radiográfico desempenha papel importante no exame de triagem dessas alterações. Com finalidade de estabelecer a casuística dos exames radiográficos de grandes animais atendidos no Setor de Radiologia do HOVET-UFV, no período de março a agosto de 2009, procedeu-se um levantamento retrospectivo das fichas clínicas. No período foram atendidos 199 pacientes no Setor de Clínica e Cirurgia Grandes de Animais sendo 87 (43,71%) equinos, 80 (40,22 %) bovinos, 23 (11,55 %) pequenos ruminantes e 9 ( 4,52%) muares.  Dos 87 equinos, 23 (26,43%) foram submetidos ao exame radiográfico e 5 apresentaram alterações radiográficas, sendo 01 fratura de metacarpo, 01 fratura de falange média, 01 luxação de patela, 01 síndrome do navicular e 01 rotação de falange. Dos 80 bovinos, 5 (6,25%) foram submetidos ao exame radiográfico e 2 apresentam alterações radiográficas sendo 01 fraturas de metacarpo e 01 fratura de metatarso. Dos 23 pequenos ruminantes, 3 (13,04%) foram submetidos ao exame radiográfico e 2 apresentam alterações radiográficas sendo 01 fratura distal de metacarpo e 01 osteoartrite femorotibial.  Dos 9 muares, 3 (33,33%) foram submetidos ao exame radiográfico e 2 apresentaram alterações radiográficas sendo 01 fratura de fêmur  e 01 fratura de fíbula.  No total foram realizados 34 exames radiográficos no período avaliado. Vinte e três (67,64%) dos animais avaliados radiograficamente não apresentaram alterações, seguidos pelos animais com fraturas em diferentes ossos 7(20,50%) e por outras alterações ósseas. Esse levantamento induz a reflexões sobre aqueles animais que não apresentavam alterações radiográficas mas apresentavam claudicação. Acredita-se que esses casos possam ter o seu desfecho diagnóstico aprimorado com o auxílio da avaliação ultrassonográfica, por talvez apresentarem lesões em tecidos moles não passíveis de reconhecimento radiográfico.

 

(Particular )




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TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO E CONSERVADOR DE PITIOSE CUTÂNEA EM PONEI – RELATO DE CASO

RAILSON BRANDÃO DE ANDRADE (Não Bolsista/UFV), JOSE DANTAS RIBEIRO FILHO (Orientador/UFV), BRUNNA PATRICIA ALMEIDA DA FONSECA (Co-orientador/UFV), CAMILA OLIVEIRA SILVEIRA (Não Bolsista/UFV), LUIZ CARLOS FONTES BAPTISTA FILHO (Não Bolsista/UFV), ATHINA CHAVES DONNER (Não Bolsista/UFV), HANNA CAROLINA CAMPOS FERREIRA (Não Bolsista/UFV)

A Pitiose é uma doença granulomatosa crônica, que atinge equinos, caninos, bovinos, felinos e humanos e ocorre em áreas tropicais, subtropicais ou temperadas. É causada pelo pseudo-fungo aquático omiceto Pythium insidiosum, que se caracteriza por formação de zoósporos móveis e são atraídos para o pêlo dos animais penetrando na pele através de lesões preexistentes. A enfermidade em equinos caracteriza-se pela formação de granulomas eosinofílicos, com a presença de massas necróticas chamadas de kunkers. Essas lesões são nódulos fistulados, ulcerados, granulomatosos, grosseiramente circulares e grandes, ou inchaços subcutâneos necróticos, cinza-amarelados, tendo aspecto pruriginoso, com exsudato mucossanguinolento.  O objetivo deste trabalho é relatar o caso de pitiose cutânea diagnosticada e a resposta favorável ao tratamento quimioterápico com iodeto de potássio associado ao tratamento local com açúcar e iodo povidine. Foi atendida no Hospital Veterinário da HOV-UFV, uma égua ponei com 6 anos de idade, 110kg, apresentando há cinco meses aumento de volume com tecido granulomatoso de aproximadamente 20cm de extensão no membro torácico esquerdo, claudicação grau 3, prurido intenso, secreção serosanguinolenta de odor pútrido e concreções tipo corais, estado nutricional bom. Uma vez diagnosticado a doença optou-se pelo tratamento com iodeto de potássio, na dose de 60mg/kg/dia, por via oral, durante 60 dias e o tratamento conservador com 10mL iodo povidine e 100 gramas de açúcar, seguida de bandagem compressiva durante 30 dias. Aos 45 dias observou-se redução do aumento da lesão, ausência das fístulas, secreção serosanguinolenta, com aparecimento de zonas de epitelização da lesão. Apesar da melhora clínica observada, manteve-se o tratamento quimioterápico até o 60º dia. O tratamento com o iodeto de potássio foi eficiente no tratamento da pitiose e não sendo observados sintomas colaterais decorrentes da dosagem e do uso prolongado do produto assim como o conservador com bandagem de iodo povidine e açúcar para tratamento da lesão tegumentar. 

(Particular )


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O PAPEL DA RADIOGRAFIA NO DIAGNÓSTICO DE DISCOESPONDILITE EM CÃES – RELATO DE CASO

RENATA CASTRO NEHME (Não Bolsista/UFV), MARIA CRISTINA FERRARINI NUNES SOARES HAGE (Orientador/UFV), LETÍCIA CORRÊA SANTOS (Não Bolsista/UFV), CLARISSA DE MORAES LACERDA BALBI (Não Bolsista/UFV), ROBERTA VALERIANO DOS SANTOS (Não Bolsista/UFV), SÂMARA TURBAY PIRES (Não Bolsista/UFV), LISSANDRO GONCALVES CONCEICAO (Co-orientador/UFV)

As alterações vertebrais podem ser atribuídas a anormalidades congênitas, metabólicas, infecciosas, degenerativas, traumáticas ou neoplásicas. Relata-se o caso de um cão, Fila Brasileiro, macho, 6 anos, atendido no HOVET-UFV, com dificuldade de locomoção, disúria e apatia há 20 dias. Nos exames físico e laboratoriais constatou-se dor lombar grave, leucocitose, próstata aumentada e cistite. O exame radiográfico revelou área de lise e esclerose em osso subcondral das faces articulares de L4 e L5, com diminuição do espaço intervertebral e formação de osteófitos ventrais, lesões sugestivas de discoespondilite crônica. O animal foi tratado com cefalexina, apresentando melhora do quadro clínico em poucos dias, confirmando terapeuticamente o diagnóstico das lesões. A discoespondilite é uma infecção dos discos intervertebrais com osteomielite concomitante do osso subcondral das faces articulares das vértebras adjacentes. Acredita-se que a introdução de microrganismos seja por via hematógena, migração de corpo estranho ou infecção iatrogênica. Os quadros de infecções do trato urinário, endocardite bacteriana, doença dentária, prostatite e orquite podem servir como locais primários de infecção, resultando em bacteremia e disseminação da bactéria por meio do aporte sanguíneo até as vértebras. O exame radiográfico de animais com discoespondilite pode apresentar lesões de natureza mínima a extensas.  Na fase aguda observa-se áreas de lise em osso subcondral das faces articulares dos corpos vertebrais.  Na fase crônica observa-se osteólise mais intensa, proliferações ósseas nas porções laterais e ventrais das vértebras, esclerose nas faces articulares e formação de espondiloses ventrais. As alterações radiográficas podem não ser observadas antes de 2 a 4 semanas do início da infecção. O tratamento consiste em antibioticoterapia por tempo prolongado. A utilização de exames radiográficos sequenciais permite demonstrar o progresso geral da doença.  Diante deste relato, conclui-se que a radiografia convencional foi de fundamental importância para o diagnóstico de discoespondilite e sucesso no tratamento dessa lesão óssea infecciosa.

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FARMACODERMIA EM UM CÃO - RELATO DE CASO

RENATA CASTRO NEHME (Não Bolsista/UFV), LISSANDRO GONCALVES CONCEICAO (Orientador/UFV), MARIANA NASCIMENTO MIRANDA (Não Bolsista/UFV), PABLO HERTHEL DE CARVALHO (Não Bolsista/UFV), LETÍCIA CORRÊA SANTOS (Não Bolsista/UFV), ROBERTA VALERIANO DOS SANTOS (Não Bolsista/UFV)

As reações cutâneas a drogas (farmacodermias) são reações cutâneas ou mucocutâneas medicamentosas, de apresentação pleomórfica, variavelmente pruriginosas, sendo consideradas incomuns em cães. A reação ocorre independente da via administração do medicamento. Relata-se o caso de um cão da raça Yorkshire Terrier, fêmea, 11 anos, antendido no Hospital Veterinário -UFV com queixa de vômito e placas eritematosas urticariformes em abdome ventral, após 29 dias de tratamento com piroxicam como controle monoquimioterápico para carcinoma de células transicionais em vesícula urinária. Foi realizado biópsia das lesões de pele para exame histopatológico, o qual revelou dermatite intersticial edematosa superficial mista, com mastócitos e eosinófilos, conferindo com quadro de hipersensibilidade urticariforme. Foi instituído tratamento sintomático com ranitidina, sucralfato e suspensão do piroxicam. O animal apresentou melhora do quadro clínico em três dias, favorencendo o diagóstico clínico. As reações cutâneas a drogas podem mimetizar virtualmente qualquer dermatose e podem ser divididas em dois grupos principais: previsíveis, que são geralmente dependentes da dose e estão relacionadas com ações farmacológicas das drogas; imprevisíveis, que são independentes da dose e estão relacionadas com a resposta imunológica do indivíduo. Nenhuma predileção por idade, sexo e raça foi relatada em reações adversas caninas a fármacos. Qualquer droga pode causar erupção cutânea medicamentosa, embora certas drogas estejam mais frequentemente associadas ao seu desenvolvimento, como as sulfonamidas, penicilinas e cefalosporinas. O diagnóstico diferencial é complexo, uma vez que a farmacodermia pode se manifestar com diferentes padrões de lesões tanto macro como microscopicamente. Em geral, nenhum achado laboratorial específico ou característico indica a erupção por droga, embora a histopatologia possa ser de auxílio diagnóstico. O tratamento consiste em suspensão da droga suspeita, controle dos sinais com medicações tópicas e sistêmicas e evitar fármacos quimicamente relacionados.  Diante deste relato, conclui-se que a resposta terapêutica (suspensão do piroxicam) e o exame histopatológico foram importantes para o diagnóstico presuntivo de farmacodermia.

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UTILIZAÇÃO DE NUTRACÊUTICO NA REPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE ARTICULAR DE CÃES – ANÁLISE HISTOLÓGICA

RENATO BARROS ELEOTÉRIO (Bolsista CNPq/UFV), ANDREA PACHECO BATISTA BORGES (Orientador/UFV), KELLY CRISTINE DE SOUSA PONTES (Bolsista CAPES/UFV), JOÃO PAULO MACHADO (Não Bolsista/UFV), PRISCILA SOARES FERREIRA (Bolsista/UFV), NAIRA JANDAFET SAMPAIO MARTINS (Não Bolsista/UFV), NATÁLIA ALVES FERNANDES (Bolsista FAPEMIG/UFV), MARIANA BRETTAS SILVA (Não Bolsista/UFV), EMILY CORRENA CARLO REIS (Bolsista CAPES/UFV), TATIANA BORGES DE CARVALHO (Bolsista CAPES/UFV)

Dentre os tratamentos de reparação de lesões articulares, os nutracêuticos têm sido amplamente pesquisados por constituírem uma ferramenta não invasiva e com propriedades benéficas ao metabolismo da cartilagem. O estudo avaliou histologicamente o efeito de um nutracêutico oral a base de glucosamina e sulfato de condroitina na reparação de cartilagem canina. Foram utilizados 24 cães, divididos em quatro grupos com seis animais cada. A coleta da biópsia do grupo I foi aos 60 dias de administração do nutracêutico, a qual foi iniciada no dia seguinte à cirurgia; os animais do grupo II não receberam o nutracêutico, e a biópsia ocorreu 60 dias após a indução da lesão. Os animais do grupo III foram biopsiados aos 90 dias de administração do suplemento, enquanto que os do grupo IV foram não receberam o produto e foram biopsiados com 90 dias de pós-operatório. O grupo I revelou presença de fibrocartilagem nas bordas e de fibrose no centro da área lesada, além de osso subcondral imaturo, clones e condrócitos com núcleos picnóticos. O grupo II revelou alterações semelhantes às encontradas no grupo I, porém havia poucos clones, menor reação óssea subcondral e menor formação de fibrocartilagem. No grupo III constatou-se produção condroblástica de intensidade variável e presença de matriz fibrocartilaginosa; em um animal houve proliferação de tecido cartilaginoso, porém com características anormais, como desorganização dos clones condroblásticos. O grupo IV apresentou reações regenerativas menos intensas em comparação com o grupo III e ambos revelaram alterações degenerativas, como picnose, desorganização celular e lacunas vazias. Comparando os achados do grupo III aos do grupo I, observou-se sinais de degeneração mais intensos no grupo III. Sugere-se que o nutracêutico pode contribuir na reparação da cartilagem, entretanto, as estruturas parecem não conseguir se manter viáveis, originando os sinais degenerativos acentuados observados no grupo III.

(FAPEMIG/CNPq/Ouro Fino Pet )


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UTILIZAÇÃO DE NUTRACÊUTICO NA REPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE ARTICULAR DE CÃES – ANÁLISES CLÍNICA E RADIOGRÁFICA

RENATO BARROS ELEOTÉRIO (Bolsista CNPq/UFV), ANDREA PACHECO BATISTA BORGES (Orientador/UFV), KELLY CRISTINE DE SOUSA PONTES (Bolsista CAPES/UFV), JOÃO PAULO MACHADO (Não Bolsista/UFV), PRISCILA SOARES FERREIRA (Bolsista/UFV), NAIRA JANDAFET SAMPAIO MARTINS (Não Bolsista/UFV), NATÁLIA ALVES FERNANDES (Bolsista FAPEMIG/UFV), MARIANA BRETTAS SILVA (Não Bolsista/UFV), EMILY CORRENA CARLO REIS (Bolsista CAPES/UFV), TATIANA BORGES DE CARVALHO (Bolsista CAPES/UFV)

Dentre os tratamentos propostos para reparar lesões articulares, os nutracêuticos têm sido amplamente pesquisados por constituírem uma ferramenta não invasiva e com propriedades que favorecem o metabolismo da cartilagem. O estudo objetivou avaliar a eficácia de um suplemento a base de sulfato de condroitina e glucosamina na reparação de falhas osteocondrais circulares provocadas no côndilo lateral femoral de cães, através de análises clínica e radiográfica. Foram utilizados 12 cães, divididos igualmente em grupo tratado e controle. O suplemento foi administrado diariamente na dose recomendada pelo fabricante ao grupo tratado durante 90 dias, iniciando no dia seguinte à realização da falha e o grupo controle não o recebeu. Os exames radiográficos foram realizados anteriormente e aos 0, 15, 30, 60 e 90 dias de pós-operatório, enquanto os exames clínicos ocorreram diariamente nos 15 primeiros dias e depois uma vez a cada sete dias até completar os 90 dias. Nos exames clínicos foram avaliados grau de claudicação, grau de sensibilidade dolorosa e circunferência do membro. Nos exames radiográficos a lesão foi analisada quanto à regularidade das suas bordas e quanto a sua radiopaciade. O grupo tratado parou de claudicar em média com 11 dias e o grupo controle em média com 14,3 dias de pós-operatório. Dois animais do grupo tratado e um do controle continuaram manifestando dor aos 90 dias; os demais tratados deixaram de manifestar dor em media aos 59 dias e nos demais do controle a média se deu aos 59,8 dias de pós-operatório. Ao término do período experimental a circunferência do membro aumentou em media 0,5 cm no grupo tratado e 0,33 no grupo controle. Na análise radiográfica, todos os animais permaneceram com a área circular menos radiopaca que o tecido vizinho. Os resultados inferem que não houve diferença significativa entre os grupos nas análises clínica e radiográfica.

(CNPQ/FAPEMIG/Ouro Fino Pet )


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NEOPLASIA MALIGNA METÁSTATICA EM COLUNA LOMBAR DE CÃO ESTABILIZADA COM ALOENXERTO ÓSSEO – RELATO DE CASO

ROBERTA VALERIANO DOS SANTOS (Não Bolsista/UFV), RICARDO JUNQUEIRA DEL CARLO (Orientador/UFV), EDUARDO GUIMARÃES MORATO ABREU (Não Bolsista/UFV), LILIANE RIBEIRO LOPES (Não Bolsista/UFV), FÁBIO ANDRADE MARINHO (Não Bolsista/UFV), RENATA CASTRO NEHME (Não Bolsista/UFV), LUCIANA DIÉGUES GUIMARÃES (Não Bolsista/UFV)

As metástases ósseas malignas em cães ocorrem por via hematógena e acometem, principalmente, as vértebras lombares, fêmur, costelas e pelve. O sítio primário geralmente está no sistema urogenital como próstata e bexiga ou em tumores mamários. As neoplasias em vértebras são relativamente raras e possuem natureza destrutiva e não proliferativa. Relata-se o caso de um cão, da raça Daschund, fêmea, nove anos, com queixa principal de paraparesia progressiva de membros pélvicos há um mês com agravamento súbito. No exame neurológico foi constatada paraplegia por síndrome toracolombar de neurônio motor superior. No exame radiográfico, a segunda vértebra lombar apresentava extensa área de lise com perda da definição radiográfica do corpo vertebral. Foi realizada laminectomia dorsal da segunda vértebra lombar, removidos os fragmentos neoplásicos que comprimiam a medula e coletado material para biópsia. No local da vértebra afetada foi adicionado tecido adiposo para proteção do cordão medular e realizada estabilização da coluna através de aloenxerto ósseo mantido em banco de glicerina 98% e reidratado em solução salina 24 horas antes do procedimento. O aloenxerto foi apoiado na porção caudal do processo espinhoso da primeira vértebra lombar e na porção cranial do processo espinhoso da terceira vértebra. Nestes processos espinhosos foram realizadas perfurações por onde foi colocado um fio de cerclagem trançado sobre o enxerto. O resultado do exame histopatológico sugeriu neoplasia maligna metastática de sítio primário não definido. O animal apresentou melhora no estado geral durante o pós-operatório, no entanto veio ao óbito após dez dias da cirurgia. Em casos de imagens radiográficas com lise óssea é importante considerar como diagnóstico diferencial discoespondilite e fraturas por traumatismo. As neoplasias metastáticas em coluna não possuem prognóstico favorável devido à associações de alterações neurológicas e debilitação clínica do paciente. O aloenxerto ósseo foi uma alternativa viável para estabilização e a reconstituição da perda óssea vertebral.

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MEGAESÔFAGO ADQUIRIDO EM CÃO: DESAFIO DIAGNÓSTICO

ROBERTA VALERIANO DOS SANTOS (Não Bolsista/UFV), MARIA CRISTINA FERRARINI NUNES SOARES HAGE (Orientador/UFV), PAULO RENATO DOS SANTOS COSTA (Co-orientador/UFV), LISSANDRO GONCALVES CONCEICAO (Co-orientador/UFV), LILIANE RIBEIRO LOPES (Não Bolsista/UFV), FÁBIO ANDRADE MARINHO (Não Bolsista/UFV), SÂMARA TURBAY PIRES (Não Bolsista/UFV), RENATA CASTRO NEHME (Não Bolsista/UFV)

O megaesôfago é uma condição caracterizada por uma diminuição ou ausência da motilidade esofágica que resulta em dilatação total do esôfago. Esta enfermidade pode ser congênita, adquirida ou idiopática. O megaesôfago adquirido pode ser secundário a doenças que causam disfunção neuromuscular, sendo mais comum a miastenia graves. Além desta, enfermidades como polirradiculoneurite, botulismo e neoplasias no sistema nervoso central são citadas como causa de megaesôfago adquirido. A regurgitação é o principal sinal presente. Relata-se o caso de um cão macho, nove anos, sem raça definida com a queixa de assimetria facial, ataxia, disfagia, regurgitação, sensibilidade cervical, emaciação acentuada e dispnéia há dez dias. No exame físico, além das alterações citadas, foram observados diminuição dos reflexos palpebrais e do estado de vigília, placas eritematosas serpigiformes em região de abdome, tórax e membros, ptialismo e crepitação pulmonar. Os exames laboratoriais demonstraram leucocitose regenerativa, hiperglobulinemia e proteinúria. Na radiografia simples observou-se a dilatação generalizada do esôfago, além de padrão alveolar e brônquico nos campos pulmonares, sugestivos de megaesôfago complicado por pneumonia por aspiração. O teste com neostigmina, droga anticolinesterásica, foi pouco responsivo. No entanto, mesmo testes mais específicos como a pesquisa de anticorpos anti-receptores de acetilcolina podem apresentar falso negativo para miastenia graves. A biópsia de pele mostrou população de células mononucleares atípicas na superfície e ao redor dos folículos pilosos sugerindo linfoma ou histiocitose. O animal foi tratado com antibioticoterapia, corticoterapia e manejo dietético, porém devido seu estado crítico veio a óbito após sete dias de tratamento. O proprietário não autorizou necropsia e, portanto, sugere-se que o megaesôfago neste caso possa ter ocorrido por metástase da neoplasia cutânea para o sistema nervoso central ou pela miastenia graves atuando como síndrome paraneoplásica. Exames de diagnóstico por imagem mais sofisticados, como tomografia computadorizada e ressonância magnética do encéfalo, ajudariam no afunilamento dos diagnósticos diferenciais.

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