Ufv / IX simpos / outubro de 2009 / veterinária parasitismo por ctenocephalides felis (Bouché, 1835) em gambá (Didelphis aurita) (Wied-Neuwied, 1826): relato de caso


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CARCINOMA DE PARATIREÓIDE EM CÃO COM METÁSTASE AOS TECIDOS ADJACENTES E AO PULMÃO: RELATO DE CASO

LUCIANA DIÉGUES GUIMARÃES (Não Bolsista/UFV), MARIA CRISTINA FERRARINI NUNES SOARES HAGE (Orientador/UFV), SÂMARA TURBAY PIRES (Não Bolsista/UFV), LISSANDRO GONCALVES CONCEICAO (Co-orientador/UFV), MARIANA NASCIMENTO MIRANDA (Não Bolsista/UFV), ELISA BOURGUIGNON DIAS DA SILVA (Não Bolsista/UFV), JOSE DO CARMO LOPES MOREIRA (Não Bolsista/UFV), RODRIGO VIANA SEPÚLVEDA (Bolsista CNPq/UFV)

Massas na região cervical devem ser suspeitas de alterações em glândulas salivares, tireóides, paratireóides, linfonodos, além de abscessos dentre outros. Relata-se o caso de um cão, sem raça definida, macho, de 12,5 anos de idade, atendido no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Viçosa, apresentando uma massa de consistência firme em região cervical ventral, de aproximadamente 7 cm de diâmetro, com evolução de 6 meses. O animal apresentava tosse, dispnéia, ruído laringotraqueal aumentado, disfagia e emaciação há 2 meses. A localização, consistência e dimensões da massa sugeriram neoplasia. Ao exame radiográfico, os pulmões apresentaram padrão intersticial nodular, compatível com metástases. Perante a condição clínica do animal e prognóstico desfavorável, o proprietário requereu eutanásia. A necropsia revelou que a massa palpável se localizava na base da epiglote, concomitantemente o animal apresentava aumento de volume e aparência caseosa de ambas as tireóides, além de inúmeros nódulos pulmonares. Os achados histopatológicos sugeriram a existência de neoplasia maligna de paratireóide classificada como carcinoma, com metástase para os tecidos adjacentes e pulmões. Neoplasias da glândula paratireóide possuem baixa incidência em cães e gatos, e são classificadas histologicamente em benignas (adenomas) ou malignas (carcinomas). Podem ser afuncionais ou funcionais, ocorrendo neste último secreção excessiva de paratormônio. O diagnóstico presuntivo é realizado com base nos sinais clínicos e nos achados ultrassonográficos que revelam aumento de uma ou mais glândulas paratireóides, entretanto, o diagnóstico definitivo é obtido por análise histopatológica do tecido acometido. O tratamento de escolha consiste na ressecção cirúrgica da glândula afetada. No caso em questão a avançada metastatização da neoplasia impediu que este tratamento fosse instituído. A invasão do carcinoma de paratireóide em tecidos adjacentes é descrita em medicina humana, embora não haja nenhum relato até o momento em cães e gatos, que seja do conhecimento dos presentes autores.

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FRATURA METATARSIANA EM UMA BEZERRA DA RAÇA HOLANDESA: RELATO DE CASO

LUIZ CARLOS FONTES BAPTISTA FILHO (Não Bolsista/UFV), MARIA CRISTINA FERRARINI NUNES SOARES HAGE (Orientador/UFV), BRUNNA PATRICIA ALMEIDA DA FONSECA (Co-orientador/UFV), ATHINA CHAVES DONNER (Não Bolsista/UFV), CAMILA OLIVEIRA SILVEIRA (Não Bolsista/UFV), HANNA CAROLINA CAMPOS FERREIRA (Não Bolsista/UFV), RAILSON BRANDÃO DE ANDRADE (Não Bolsista/UFV)

As fraturas em membros são lesões de importância e frequência elevada nos bovinos. A causa mais comum é a ocorrência de um único evento traumático, como coices, buracos no solo ou acidentes por escorregamento ou atropelamento por veículos. A região metatarsiana em bovinos é uma área particularmente suscetível a fraturas, por localizar-se distalmente ao membro e possuir pobre cobertura por tecidos moles. O tratamento inclui imobilização de emergência do tipo Robert Jones, para evitar movimentação excessiva e perfuração da pele por algum fragmento ósseo, e posteriormente redução e fixação com gesso associado ou não a transfixação de pinos ou placas de compressão dinâmica. Relata-se o caso de uma bezerra da raça Holandesa, preta e branca  com aproximadamente um ano de vida, atendida no Hospital Veterinário da UFV apresentando histórico de ser encontrada em decúbito esternal com uma lesão no membro pélvico esquerdo. Após exame físico, constatou-se incapacidade de levantar-se e fratura completa no terço proximal do metatarso, com mobilidade total e exposição óssea. Verificou-se a presença de miíase e necrose cutânea ao longo das porções distal e proximal da lesão. Ao exame radiográfico observou-se fratura cominutiva em terço médio proximal do osso metatársico III esquerdo, com desvio do eixo ósseo, reações periostais e enfisema subcutâneo, aspectos radiográficos compatíveis com contaminação de partes moles e osteomielite. Foi recomendada amputação cirúrgica do membro, na altura do terço médio da tíbia. O animal apresentou pós-operatório satisfatório apresentando apenas dificuldade em levantar-se. Normalmente, animais com esse tipo de lesão são submetidos à eutanásia, porém como o animal foi doado ao hospital, optou-se pela amputação.

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FRATURA DE FÍBULA EM MUAR: RELATO DE CASO

LUIZ CARLOS FONTES BAPTISTA FILHO (Não Bolsista/UFV), BRUNNA PATRICIA ALMEIDA DA FONSECA (Orientador/UFV), CAMILA OLIVEIRA SILVEIRA (Não Bolsista/UFV), ATHINA CHAVES DONNER (Não Bolsista/UFV), RAILSON BRANDÃO DE ANDRADE (Não Bolsista/UFV), HANNA CAROLINA CAMPOS FERREIRA (Não Bolsista/UFV), SHEILA KREUTZFELD DE FARIAS (Não Bolsista/UFV), DANIELA CALHELHAS GASPAR (Não Bolsista/)

As fraturas de fíbula em equídeos são pouco relatadas, pois podem ser confundidas com o não fechamento do centro de ossificação, sendo o trauma direto na região fibular a causa mais provável. O tratamento indicado para animais assintomáticos consiste em repouso, já em pacientes sintomáticos, pode ser necessária a cirurgia de ressecção do fragmento distal do osso e fixação interna com ou sem o uso do enxerto ósseo.  Foi atendida no Hospital Veterinário da UFV, uma mula da raça Pêga, cor castanha e dois anos de idade, apresentando claudicação de elevação, grau três, no membro pélvico direito, após receber um coice na tuberosidade isquiática. O animal arrastava a pinça e evitava a extensão do conjunto flexor (Músculo flexor digital superficial e flexor digital profundo), mantendo o membro com apoio em pinça. Realizou-se, então, infiltrações anestésicas (abaxial, quatro pontos baixos, quatro pontos altos, safeno, tibial e fibular e intrarticular fêmuro-tibio-patelar), obtendo melhor resultado no último bloqueio. Ao exame ultrassonográfico, na região femurotibial e femuropatelar, observou-se lesão de menisco lateral e desmite do colateral lateral, sendo este achado compatível com o trauma. Foi realizado um exame radiográfico nas posições lateromedial e craniocaudal da articulação fêmuro-tibio-patelar, onde pode ser observado na incidência lateromedial uma fratura no terço proximal da fíbula. Como forma de tratamento indicou-se o exercício controlado, durante 15 minutos diários, com o animal sendo puxado pelo cabresto por 60 dias para a cicatrização da ferida. Conclui-se que pequenos estresses mecânicos e o suprimento vascular adequado, criam o ambiente ideal para a união da fíbula, não sendo necessária a fixação por pinos nesta região, no presente relato, o animal apesar de sintomático, não necessitou de intervenção cirúrgica, uma vez que a fratura era simples e os fragmentos estavam alinhados.

(Particular )


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FRATURA TIBIAL E FIBULAR DE CÃO TRATADA COM GRAMPO DE AÇO ASSOCIADO À CERCLAGEM COMPLETA COMPARADO À FIXAÇÃO COM PLACA DE NEUTRALIZAÇÃO

MANUELA PAULA TEIXEIRA DE SENA (Não Bolsista/UFV), ANDREA PACHECO BATISTA BORGES (Orientador/UFV), RICARDO JUNQUEIRA DEL CARLO (Co-orientador/UFV), TATIANA BORGES DE CARVALHO (Bolsista CAPES/UFV), VINICIUS ZAVAN (Não Bolsista/UFV), RENATO BARROS ELEOTÉRIO (Bolsista CNPq/UFV), KELLY CRISTINE DE SOUSA PONTES (Bolsista CAPES/UFV)

O presente trabalho teve como objetivo avaliar uma nova técnica de imobilização de fraturas diafisárias tibiais, utilizando grampo de aço associado à cerclagem completa, e comparar sua eficiência em relação ao uso de placas ósseas de neutralização. Para isso foram utilizados 16 cães adultos, pesando entre 11 kg e 21 kg, divididos em quatro grupos, de acordo com o tratamento utilizado para fratura transversa induzida experimentalmente na diáfise tibial direita de cada um. Os animais do Tratamento 1 tiveram suas fraturas fixadas com dois grampos de aço, confeccionados a partir de pinos de Steinmann, inseridos mediolateralmente na cortical diafisária da tíbia. No Tratamento 2, um grampo foi inserido no sentido mediolateral e outro no sentido craniocaudal. No Tratamento 3, dois grampos foram inseridos no sentido mediolateral e um grampo no sentido craniocaudal. No Tratamento 4, foi utilizada placa óssea. Os animais foram avaliados clinicamente quanto à sensibilidade dolorosa, alteração de volume e funcionalidade do membro. Também foi feita análise radiográfica, considerando presença de radiopacidade na linha de fratura, formação de calo ósseo, reação periosteal e radioluscência em torno do implante. Foi observado que os grampos não conferem a estabilidade conferida pela placa, podendo levar a união óssea retardada ou não-união.

(CNPq/FAPEMIG )


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O USO DA QUIMIOTERAPIA NO TRATAMENTO DO LINFOMA MULTICÊNTRICO LINFOBLÁSTICO NO CÃO

MARIANA NASCIMENTO MIRANDA (Não Bolsista/UFV), LISSANDRO GONCALVES CONCEICAO (Orientador/UFV), MARIA CRISTINA FERRARINI NUNES SOARES HAGE (Co-orientador/UFV), LUCIANA DIÉGUES GUIMARÃES (Não Bolsista/UFV), ELISA BOURGUIGNON DIAS DA SILVA (Não Bolsista/UFV), CAIO CARBONARO GUERREIRO (Não Bolsista/), CLARISSA DE MORAES LACERDA BALBI (Não Bolsista/UFV)

O linfoma é a neoplasia hematopoiética mais comum no cão e corresponde de 5 a 10 % de todas as neoplasias caninas, sendo considerado de natureza multifatorial visto que nenhum agente etiológico foi identificado. Podem ser classificados segundo a localização anatômica, histopatologia, citologia e imunoistoquímica. O linfoma canino responde bem ao tratamento clínico, com taxas de remissão elevadas e períodos de sobrevida significativos. Existem vários protocolos quimioterápicos, sendo que a combinação de medicamentos geralmente resulta em melhores resultados. Relata-se o caso de um cão, fêmea, de 10 anos, da raça Akita, que foi atendido no Hospital Veterinário da UFV apresentando hematúria, sialorréia e disfagia. Ao exame físico notaram-se úlceras e aumento do volume da língua, hepatomegalia e linfoadenomegalia generalizada. Foram realizados hemograma, exames bioquímicos séricos, exame citológico dos linfonodos, urinálise, radiografia torácica e ultrassom abdominal. Os resultados foram compatíveis com linfoma multicêntrico linfoblástico no estágio 5. Pequenos cálculos na bexiga que explicam a hematúria. Iniciou-se a quimioterapia com o protocolo COP I, que combina o uso de Ciclofosfamida, Vincristina e Prednisona, totalizando 52 semanas de tratamento. A cistotomia para retirada dos cálculos foi adiada devido o estado geral do animal. A quimioterapia é a única forma de tratamento viável para os casos de linfoma com envolvimento multicêntrico, objetivando melhor qualidade e sobrevida do paciente. Atualmente, o animal encontra-se sob tratamento quimioterapico. O tratamento é caro e trabalhoso, necessitando de acompanhamento veterinário constante e proprietário comprometido.

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O EXAME ULTRASSONOGRÁFICO NO AUXÍLIO DIAGNÓSTICO DE HIPERPLASIA/HIPERTROFIA PROSTÁTICA BENIGNA E PROSTATITE EM CÃO

MARIANA NASCIMENTO MIRANDA (Não Bolsista/UFV), MARIA CRISTINA FERRARINI NUNES SOARES HAGE (Orientador/UFV), PAULO RENATO DOS SANTOS COSTA (Co-orientador/UFV), CAIO CARBONARO GUERREIRO (Não Bolsista/), LUCIANA DIÉGUES GUIMARÃES (Não Bolsista/UFV), ELISA BOURGUIGNON DIAS DA SILVA (Não Bolsista/UFV), SÂMARA TURBAY PIRES (Não Bolsista/UFV)

A próstata é responsável pela maioria das doenças do trato reprodutor masculino, princi­palmente em cães de meia-idade.  Dentre as principais altera­ções prostáticas podem ser citadas as prostatites, a hiperplasia/hipertrofia prostática benigna, as neoplasias, cistos e cálculos prostáticos. Os sinais clínicos das doenças prostáticas são muito semelhantes, portanto os mecanismos de diagnóstico por imagem podem auxiliar na definição do caso. O crescimento e a secreção da próstata são dependentes do androgênio, sendo assim a realização de orquiectomia é o tratamento ou pelo menos facilita a remissão dos sintomas das doenças prostáticas. Relata-se o caso de um cão macho, de nove anos, da raça Labrador Retriever, que foi atendido no Hospital Veterinário da UFV. O animal apresentava dificuldade de expor o pênis há seis meses e sangramento peniano não relacionado à micção. Durante o exame físico não foi possível palpar a próstata e o exame radiográfico não foi elucidativo. Ao exame ultrassonográfico foi detectado aumento das dimensões prostáticas e presença de região com contornos irregulares e conteúdo anecogênico em lobo esquerdo. No hemograma foi observado desvio à esquerda sem leucocitose. O diagnóstico proposto foi de Hipertrofia/Hiperplasia Prostática Benigna associada a Prostatite. O tratamento instituído foi antibioticoterapia (Enrofloxacina durante 21 dias) e orquiectomia objetivando reduzir as dimensões prostáticas e facilitar a resolução da infecção. Houve cura clínica imediata ao tratamento. Conclui-se que a ultrassonografia é mais eficiente do que o exame radiográfico para avaliação do parênquima e tamanho prostático. Além disso, a realização da ultrassonografia foi essencial para o desfecho do caso, visto que no exame físico não foi possível palpar a próstata, e os achados clínicos e laboratoriais serem também compatíveis com outras alterações do trato geniturinário.

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HIPERADRENOORTICISMO EM CAPIVARA (Hidrochoerus hidrochaeris) DECORRENTE DE ESTRESSE CRÔNICO: RELATO DE CASO

MOACIR CARRETTA JUNIOR (Não Bolsista/UFV), ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista CAPES/UFV), AYISA RODRIGUES DE OLIVEIRA (Bolsista CNPq/UFV), FILIPE TAVARES CARNEIRO (Bolsista FAPEMIG/UFV), VINÍCIUS HEROLD DORNELAS E SILVA (Não Bolsista/UFV), ANA CAROLINA ORTEGAL ALMEIDA (Não Bolsista/UFV), NÍTSA ERCLIEWISKI FALCON RODRIGUES (Não Bolsista/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV)

Em geral as espécies pertencentes à subordem Hystricomorpha (Ordem Rodentia) são animais rústicos, sendo resistentes a microorganismos e apresentando alta capacidade regenerativa. Entre os indivíduos dessa subordem está a capivara (Hidrochoerus hidrochaeris). Essa resistência pode ser bastante abalada pelo estresse em cativeiro. O eixo hipotálamo-hipófise-adrenal é o efetor chave da resposta ao estresse. A primeira resposta fisiológica ao estressor é a elevação da concentração plasmática dos corticóides produzidas pela adrenal. Caso não ocorra adaptação ao agente estressor, instala-se a fase de exaustão, caracterizada pela depleção das reservas energéticas e o desenvolvimento de patologias. Objetivou-se com este trabalho relatar os achados anatomohistopatológicos decorrentes do estresse crônico em uma capivara. Em maio de 2009 deu entrada no Centro de Triagem de Animais Silvestres da Universidade Federal de Viçosa (CETAS–UFV) uma capivara fêmea e adulta que fora atacada no dia anterior por um cão da raça Rottweiler, segundo testemunhas. O animal apresentava várias lesões profundas no dorso e membros, tendo que receber fluidoterapia, antibioticoterapia de amplo espectro e medicação para analgesia. Além disso, em intervalos de 48 horas foram feitos curativos das lesões. O animal residiu no CETAS–UFV durante uma semana, sem nenhuma resposta na cicatrização das lesões, vindo a óbito no fim deste período. Foi realizada a necropsia deste animal, na qual se observou diversas alterações nos seus órgãos, entre elas um grande aumento de volume das adrenais, com aspecto gelatinoso e coloração mais avermelhada destas. Ao exame histopatológico foi possível confirmar a hiperplasia das glândulas.  Concluiu-se que em decorrência do estresse crônico que esse animal sofreu, desde o ataque do cão até sua manutenção em cativeiro, as defesas imunológicas e a resposta de cicatrização do animal foram debilitadas pelas alterações decorrentes dos altos níveis de corticóides naturais, permitindo a ação de bactérias oportunistas e consequente falência de vários órgãos. (Capes, Fapemig, CNPq, IEF-MG)

(IEF, Instituto Estadual de Florestas MG )


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ACHADOS MACROSCÓPICOS EM EXAME TANATOLÓGICO DE UMA CORUJA ORELHUDA (Rhinoptynx clamator) (VIEILLOT, 1808): RELATO DE CASO

MOACIR CARRETTA JUNIOR (Não Bolsista/UFV), ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista CAPES/UFV), AYISA RODRIGUES DE OLIVEIRA (Bolsista CAPES/UFV), FILIPE TAVARES CARNEIRO (Bolsista FAPEMIG/UFV), VINÍCIUS HEROLD DORNELAS E SILVA (Não Bolsista/UFV), LEANES CRUZ DA SILVA (Não Bolsista/UFV), ANA CAROLINA ORTEGAL ALMEIDA (Não Bolsista/UFV), NÍTSA ERCLIEWISKI FALCON RODRIGUES (Não Bolsista/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV)

O Centro de Triagem de Animais Silvestres da Universidade Federal de Viçosa (CETAS-UFV) desde o ano 2000 tem contribuído para a manutenção da biodiversidade e preservação dos biomas depredados. Este órgão atua recebendo animais da fauna brasileira encontrados com problemas, entregues espontaneamente pela população ou oriundos do tráfico. Objetivou-se com este trabalho relatar os achados macroscópicos encontrados no exame tanatológico de uma coruja-orelhuda (Rhinoptynx clamator) adulta recebida pelo CETAS-UFV em julho de 2009. Ao exame clínico observou-se uma lesão na asa direita de aproximadamente sete centímetros que impossibilitava o vôo do animal. Apesar do tratamento emergencial, a coruja veio a óbito no mesmo dia e em seguida foi realizado o exame tanatológico no qual se constatou a lesão na asa direita com exposição de tendões e ossos, na região da articulação radiounar-carpometacarpiana. Observou-se presença de conteúdo esverdeado na laringe, língua, esôfago, moela e proventrículo e intestinos, sendo que os três últimos apresentavam mucosa macerada. Os pulmões apresentavam aspecto enegrecido na porção caudal e sacos aéreos caudais estavam opacos. Todo o antímero direito possuía aspecto de impregnação por bile, sendo que o fígado apresentava uma lesão de 0,5 cm de diâmetro no lobo direito, com uma grande massa de tecido fibroso com coloração esverdeada intensa adjacente, e que ao corte eliminou conteúdo semelhante a bile. Concluiu-se que o animal veio a óbito em decorrência de complicações em seu estado imunofisiológico resultante da situação de estresse pelo ferimento e incapacidade do vôo, impossibilidade de obtenção de comida e por possível trauma de órgãos internos importantes como o fígado. A determinação da causa da morte de animais silvestres em cativeiro, é de fundamental importância no aprendisado para futuros tratamentos e reabilitação de espécimes.Capes, Fapemig, IEF-MG)

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ATENDIMENTOS CIRÚRGICOS DO PERÍODO DE NOVEMBRO DE 2006 A AGOSTO DE 2009 NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA

PABLO HERTHEL DE CARVALHO (Não Bolsista/UFV), ANDREA PACHECO BATISTA BORGES (Orientador/UFV), LETÍCIA CORRÊA SANTOS (Não Bolsista/UFV), RODRIGO VIANA SEPÚLVEDA (Não Bolsista/UFV), MÁRCIA DE SOUZA BARROS (Não Bolsista/UFV), ALBERTO YUKIO CHAYA (Não Bolsista/UFV), RENATA CASTRO NEHME (Não Bolsista/UFV)

O Hospital Veterinário da Universidade Federal de Viçosa funciona diariamente atendendo a um grande número de animais, tanto do município de Viçosa, quanto de cidades vizinhas, por ser referência de qualidade. O atendimento é prestado por residentes, professores e acompanhado por estagiários e estudantes, nos setores de clínica médica, clínica cirúrgica e cirurgia. Esse trabalho objetiva estabelecer a incidência dos casos cirúrgicos atendidos no Hospital Veterinário da UFV no período de novembro de 2006 a agosto de 2009, caracterizando os pacientes por espécie, sexo e raça. Adicionalmente, foi estabelecida a taxa de óbitos trans-cirúrgicos do setor. Durante o período avaliado, 1321 animais foram encaminhados para o setor cirúrgico, sendo 29% para cirurgias de tecidos duros, e 71% para cirurgias de tecidos moles. A espécie canina representou 86,75% dos animais e o restante (13,25%), foi da espécie felina. As fêmeas tiveram a incidência de 63,81%, enquanto os machos corresponderam a 36,18% dos pacientes. Animais sem raça definida representaram 43,9%, e o restante, 56,10% possuíam raças definidas, que totalizaram 44 raças no caso dos cães, e apenas 3 entre os felinos. A raça de cão mais representativa foi a Poodle, com 14,83% dos animais e a raça de gato mais atendida foi a Siamês, com incidência de 13,14%. A incidência de óbitos trans-cirúrgicos foi de 0,9%. Conclui-se que o perfil dos animais atendidos no Hospital Veterinário da UFV no período foi representado por pacientes da espécie canina, sendo estabelecida uma relação de 1 macho para cada 7 fêmeas. As cirurgias de tecidos moles ocorrem 2,4 vezes mais do que as cirurgias de tecidos duros. Adicionalmente, durante o período avaliado, a pequena incidência de óbitos trans-cirúrgicos registrados evidencia a segurança de nossos procedimentos anestésicos, corroborando com a excelência do atendimento cirúrgico da instituição.

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CRIPTOCOCOSE FELINA - RELATO DE CASO

PABLO HERTHEL DE CARVALHO (Não Bolsista/UFV), LISSANDRO GONCALVES CONCEICAO (Orientador/UFV), ELISA BOURGUIGNON DIAS DA SILVA (Não Bolsista/UFV), LUCIANA DIÉGUES GUIMARÃES (Não Bolsista/UFV), LETÍCIA CORRÊA SANTOS (Não Bolsista/UFV), EDUARDO GUIMARÃES MORATO ABREU (Não Bolsista/UFV), PAULO RENATO DOS SANTOS COSTA (Co-orientador/UFV)

A criptococose é uma doença causada pelo Cryptococcus sp., um fungo leveduriforme, saprófita e ubíquo encontrado principalmente em excreções de pombos. Embora seja uma afecção rara é a micose sistêmica mais relatada na espécie felina. Os sinais mais comuns envolvem o sistema respiratório superior, manifestando-se por espirros, secreção nasal serosa, mucopurulenta ou hemorrágicas, uni ou bilateral. Cerca de 70% dos felinos acometidos apresentam massa polipóide visível na narina ou tumefação de consistência flutuante a firme, na região da ponte e plano nasal. Felinos com acometimento nasal desenvolvem estertores, dispnéia inspiratória e tendência a respirar com a boca aberta. Outras manifestações clínicas possíveis são decorrentes do acometimento ocular, cutâneo e/ou do sistema nervoso central. O diagnóstico é feito através de citologia ou exame dermatoistopatológico que evidencia os microorganismos leveduriformes, além da cultura fúngica ou testes sorológicos. O tratamento inclui drogas antifúngicas e, em alguns casos, intervenção cirúrgica. Relata-se o caso de um animal da espécie felina, fêmea, de 10 anos, atendida no Hospital Veterinário da UFV. À anamnese, foi relatada dificuldade respiratória, hiporexia e apatia com o curso de três semanas. Ao exame físico o animal apresentava aumento de volume na região do plano nasal, dispnéia e secreção nasal serosa bilateral. Foram identificados microorganismos compatíveis com Criptococcus sp no exame citológico de punção aspirativa por agulha fina. Instituiu-se o tratamento com itraconazol. O exame físico associado aos achados do exame citológico permitiram a exclusão de alguns importantes diagnósticos diferenciais como por exemplo o carcinoma espinocelular e histoplasmose, permitindo direcionamento terapêutico específico.

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UFV / IX SIMPOS / OUTUBRO DE 2009 / VETERINÁRIA

DOSAGEM DE PROTEÍNAS TOTAIS E ELETROFORESE DE FÍGADOS DE LAMBARIS Astyanax bimaculatus MACHOS ADULTOS EXPOSTOS AO ROUNDUP

PAULO BURLAMAQUI DA SILVA FILHO (Bolsista CAPES/UFV), LAERCIO DOS ANJOS BENJAMIM (Orientador/UFV), Edson Rosa Pimentel (Co-orientador/), ANN HONOR MOUNTEER (Co-orientador/UFV), VINICIUS DA SILVA DUARTE (Bolsista/UFV), MARCUS VINÍCIUS DE OLIVEIRA MACHADO (Bolsista FAPEMIG/UFV), MAYARA PEREIRA LOTÉRIO (Bolsista CNPq/UFV), LUCAS MARCON (Não Bolsista/UFV)

A contaminação do ambiente por agrotóxicos em áreas de agricultura intensa tem despertado o interesse de pesquisas para a avaliação de indicadores biológicos, uma vez que o ambiente aquático é considerado o compartimento final na recepção de agrotóxicos. Os peixes apresentam sensibilidade e capacidade de resposta diferente entre as espécies, aumentando a importância de um bioindicador nativo. O objetivo do presente estudo foi verificar diferenças na produção e expressão de proteínas no fígado e sangue de lambaris Astyanax bimaculatus machos adultos expostos a diferentes concentrações de Roundup®. Foi coletado um pool de fígados de 12 lambaris expostos por 96h às concentrações de 1.15, 2.3, 4.6 mg/L de Roundup®, além de um grupo-controle. Os fígados foram submetidos a uma solução extratora contendo 0.1g de fígado em 1mL de Triton-x100 1%, glicerol 5%, 0.1M PBS pH 7.2, e centrifugado a 7200rpm/10min. A dosagem de proteínas totais foi realizada pelo micro-método BradFord a 590nm de absorbância, utilizando-se 3µL do sobrenadante por amostra e refazendo a curva de análise. A corrida do gel de eletroforese foi padronizada com corrente de 300mA em gel SDS-Page com concentração de 4-16% de poliacrilamida, adicionando-se padrão de referência de baixo peso molecular com BSA. Foram padronizados 50µg de proteína ou 15µL de extrato por slot de corrida. As medidas de todas as amostras enquadraram-se dentro da curva-padrão, com concentrações crescentes do controle para a maior dose, 2.6, 2.9, 2.9 e 3.5 µg/µL de proteína por extrato, sugerindo um aumento crescente na expressão de proteínas, com repetição de todas as bandas do gel em todas as concentrações, inclusive no grupo-controle. Conclui-se que o aumento de proteínas pode ser um indício de resposta gradativa ao tóxico e suas diferentes concentrações, sendo necessárias novas repetições para confirmação estatística de relevância da diferença apresentada entre as concentrações encontradas.

Agradecimentos: À CAPES, pela bolsa de estudos; à FAPEMIG, pelo financiamento do projeto; à Piscicultura da Prata (José Eustáquio Matta), Joelma Crespo Moraes e Edgard da Silva Torres, pelo fornecimento dos espécimes.

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