Ufv / IX simpos / outubro de 2009 / veterinária parasitismo por ctenocephalides felis (Bouché, 1835) em gambá (Didelphis aurita) (Wied-Neuwied, 1826): relato de caso



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UFV / IX SIMPOS / OUTUBRO DE 2009 / VETERINÁRIA

PARASITISMO POR Ctenocephalides felis (Bouché, 1835) EM GAMBÁ (Didelphis aurita) (Wied-Neuwied, 1826): RELATO DE CASO

ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista CAPES/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Não Bolsista/UFV), GEDIENDSON RIBEIRO DE ARAÚJO (Não Bolsista/UFV), RAFAEL DE MORAIS GARAY (Não Bolsista/UFV), LETÍCIA BERGO COELHO FERREIRA (Bolsista/UFV), LEANES CRUZ DA SILVA (Bolsista/UFV), VINÍCIUS HEROLD DORNELAS E SILVA (Não Bolsista/UFV), Natasha Maia (Não Bolsista/)

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O gambá (Didelphis aurita) é um marsupial encontrado com freqüência em todas as regiões brasileiras. Possui hábito alimentar onívoro e oportunista, adapta-se facilmente ao ambiente modificado pelo homem, convivendo com este na zona rural, periurbana e urbana, onde está cada vez mais presente, em busca de abrigo e alimento, devido a destruição de seu ambiente natural. Os gambás são hospedeiros naturais e reservatórios de inúmeros agentes etiológicos de doenças infecciosas e parasitárias como leptospirose, riquetsioses, tripanosomose, leishmaniose, helmintoses e outras, as quais disseminam no ambiente silvestre. Também são hospedeiros de pulgas e carrapatos potenciais vetores de peste bubônica, tifo murino, febre maculosa brasileira e a doença de Lyme-símile. Objetivou-se com este trabalho identificar e relatar o parasitismo por Ctenocephalides felis em um gambá macho e adulto oriundo da Zona da Mata Mineira. O animal foi recebido em agosto de 2009 no Centro de Triagem de Animas Silvestres da Universidade Federal de Viçosa (CETAS-UFV). A superfície externa do corpo do gambá foi inspecionada para coleta de ectoparasitas. Estes foram acondicionados em frascos contendo como fixador o álcool etílico 70ºGL e posteriormente identificados conforme chaves brasileiras. Foi constatado o parasitismo por C. felis. A Zona da Mata mineira abriga gambás parasitados por C. felis. A infestação de D. aurita por C. f. felis observada comprova a aproximação deste marsupial a áreas residências e a provável transmissão desse agente entre animais domésticos e silvestres. (CAPES)

 

(IEF, Instituto Estadual de Florestas MG )




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DIAGNÓSTICO DE PREDAÇÃO POR ONÇA-PARDA (Puma concolor) ATRAVÉS DO EXAME TANATOLÓGICO.

ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista CAPES/UFV), MOACIR CARRETTA JUNIOR (Não Bolsista/UFV), AYISA RODRIGUES DE OLIVEIRA (Bolsista CNPq/UFV), VINÍCIUS HEROLD DORNELAS E SILVA (Não Bolsista/UFV), FILIPE TAVARES CARNEIRO (Bolsista FAPEMIG/UFV), GEDIENDSON RIBEIRO DE ARAÚJO (Não Bolsista/UFV), ANTONIO CARLOS CSERMAK JUNIOR (Não Bolsista/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Não Bolsista/UFV), GRAZIELLA DE SOUZA CORREIA VASCONCELOS (Não Bolsista/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV)

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A predação é um hábito natural, fundamental para a manutenção da biodiversidade e dos processos ecológicos. O Brasil não possui uma política nacional de manejo adequada para lidar com o problema da predação a criações domésticas, sobretudo por onças, o que é agravado pelas falhas nos sistemas de registros devido a ausência ou incoerência nos diagnósticos. Objetivou-se com este trabalho relatar um caso de predação por onça-parda (puma concolor) no entorno do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro (PESB) (zona da mata de Minas Gerais), bem como relevar a importância do exame tanatológico no diagnóstico definitivo desses casos. Em outubro de 2008 a equipe do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS-UFV) se deslocou até o entorno do PESB e identificou uma carcaça de bezerro de aproximadamente 2 meses de idade, coberta por folhas secas. A carcaça apresentava-se quase totalmente predada com áreas hemorrágicas e de mordeduras nas regiões do pescoço e dos masseteres com distância de 5 centímetros entre as marcas dos caninos. Os achados foram condizentes com os descritos na literatura para predação por onça-parda. As onças-pardas tendem a matar suas presas com uma mordida na área dorsal do pescoço ou então por sufocamento, através de uma mordida na garganta. Como a força da mordida da onça-parda não é tão grande como a da onça-pintada, os animais domésticos predados por esta espécie normalmente são de menor porte. O avanço das fronteiras agrícolas com a ocupação desordenada de áreas próximas a matas aliado a criação extensiva de gado são fatores predisponentes ao conflito entre proprietários rurais e felídeos silvestres. A utilização do exame tanatológico como diagnóstico definitivo da predação de animais domésticos por onças faz-se necessário, bem como a organização de planos nacionais que minimizem os conflitos entre produtores e animais silvestres.(Fapemig, CNPq, Capes)

 

(IEF, Instituto Estadual de Florestas MG )


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IDENTIFICAÇÃO DE ENDOPARASITAS DE QUATRO PACAS (Cuniculus paca) (LINNAEUS, 1766) ORIUNDAS DA ZONA DA MATA MINEIRA.

ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista CAPES/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Não Bolsista/UFV), GEDIENDSON RIBEIRO DE ARAÚJO (Não Bolsista/UFV), FABIO RIBEIRO BRAGA (Bolsista CAPES/UFV), RAFAEL DE MORAIS GARAY (Não Bolsista/UFV), LEANES CRUZ DA SILVA (Bolsista/UFV), LETÍCIA BERGO COELHO FERREIRA (Bolsista/UFV), CECÍLIA MARIA VIANA VALE (Não Bolsista/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV)

Normal 0 21 false false false A destruição acelerada de extensivas áreas florestais torna as espécies silvestres cada dia mais vulneráveis a fragmentação e perda de seu habitat. A paca é um roedor de corpo robusto, alongado, com as patas curtas e fortes. Sua distribuição vai do Sudeste do México ao Sul do Brasil. É um animal terrestre, de hábitos solitários e noturnos, restrito à áreas florestadas ao longo do rios e banhados, alimentando-se de folhas, talos e frutos. O declínio de suas populações é decorrente, principalmente, da pressão exercida pela caça e da destruição das florestas protetoras das margens dos rios. O conhecimento restrito sobre a biologia local dessas espécies limita e dificulta a criação de estratégias para sua preservação nos fragmentos de Mata Atlântica. Esse trabalho objetivou a pesquisa e identificação dos gêneros de helmintos parasitas de quatro pacas (Cuniculus paca) adultos recebidos em agosto de 2009 pelo Centro de Triagem de Animas Silvestres da Universidade Federal de Viçosa (CETAS-UFV), oriundos de um criatório comercial na Zona da Mata mineira. Foram coletadas amostras fecais diretamente da ampola retal dos animais. O material foi processado imediatamente após cada coleta no Laboratório Clínico do CETAS-UFV. Os métodos utilizados para pesquisa de helmintos foram o de flutuação em solução hipersaturada de sal e coproculturas com posterior identificação de larvas. Foi demonstrada positividade para Trichuris sp. e Strongyloides sp. A Zona da Mata mineira abriga pacas parasitadas por Trichuris sp. e Strongyloides sp. Esses nematóides têm relevante importância em medicina veterinária por ocasionar lesões pulmonares, emaciação, inflamação crônica intestinal e diarréia, quando em alta carga parasitária. Por apresentar elevada carga parasitária, se mostrarem assintomáticos à avaliação clínica e percorrerem territórios peri-urbanos, as pacas possivelmente podem atuar como reservatórios naturais desses nematóides nessa região.(Capes)

(IEF, Instituto Estadual de Florestas MG )


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EXPRESSÃO DO PEPTÍDEO SBm7462® ANTI Rhipicephalus (Boophilus) microplus EM PLANTAS

ANA PAULA PECONICK (Bolsista CAPES/UFV), JOAQUIN HERNAN PATARROYO SALCEDO (Orientador/UFV), WAGNER CAMPOS OTONI (Co-orientador/UFV), MARLENE ISABEL VARGAS VILORIA (Co-orientador/UFV), ELIZABETH PACHECO BATISTA FONTES (Co-orientador/UFV), LETICIA MAGALHÃES ARRUDA (Não Bolsista/UFV), MARIANA DE BARROS (Bolsista CNPq/UFV), KARLOS HENRIQUE MARTINS KALKS (Não Bolsista/UFV), ANESIA APARECIDA DOS SANTOS (Bolsista CNPq/UFV)

A demanda por vacinas antiparasitárias em saúde animal é crescente. Os prejuízos causados pela infestação de carrapatos e as doenças transmitidas estão na ordem de bilhões de dólares, sendo o carrapato Rhipicephalus (Boophilus) microplus o parasito de maior impacto econômico na pecuária do Brasil e dos países com clima tropical e subtropical. Pesquisas aplicando ferramentas de biotecnologia são usadas em alguns ou todos os estágios no desenvolvimento de vacinas. A produção de proteínas heterólogas é uma promissora alternativa para a produção de vacinas. Os vegetais representam um dos sistemas mais econômicos para a produção em larga escala de proteínas para uso industrial e farmacêutico, o que significa utilizar as plantas como biofábricas. O objetivo do presente trabalho é produzir antígenos vacinais homólogos do peptídeo sintético SBm7462 contra o carrapato R. (B.) microplus, em plantas (Arabidopsis thaliana) transformadas com genes sintéticos. O gene denominado seq3, que possui a seqüência da SBm7462 repetida três vezes em tandem, foi inserido em vetor de doação (pDONR201) e, em seguida, em vetores de expressão binário para plantas (pk7WG2 e pk7FWG2), utilizando-se o sistema universal de clonagem Gateway. Pela seleção em meio com antibiótico e reação em cadeia de polimerase (PCR), selecionaram-se as plantas transformadas positivamente. Para avaliar a expressão do peptídeo recombinante foram realizadas técnicas de RT-PCR (reverse transcription polymerase chain reaction) e imunohistoquímica. As plantas com os maiores níveis de expressão foram selecionadas para, na segunda geração, imunizar camundongos BALB/c e avaliação da resposta imune. (CAPES, FAPEMIG, CNPq)  

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DEGENERAÇÃO TESTICULAR GRAVE EM GARANHÃO

BRUNA WADDINGTON DE FREITAS (Bolsista CNPq/UFV), ROGÉRIO OLIVEIRA PINHO (Bolsista CNPq/UFV), ANDERSON NUNES MARTINS (Não Bolsista/UFV), JOÃO GABRIEL DA SILVA NEVES (Não Bolsista/UFV), YAME FABRES R. S. SILVA (Não Bolsista/UFV), RENAN REIS DE OLIVEIRA (Bolsista CNPq/UFV), JOSE DOMINGOS GUIMARAES (Orientador/UFV)

 

O objetivo do exame andrológico é selecionar reprodutores férteis, eliminar aqueles com defeitos hereditários, alertar para aqueles com problemas de sub-fertilidade e determinar possíveis causas de infertilidade. Porém, os garanhões raramente são selecionados de acordo com seu desempenho reprodutivo e sim, baseados na sua progênie, performance atlética ou outra característica fenotípica de interesse. Contudo, como se tratam, na maioria, de animais de alto valor zootécnico, falhas na fertilidade destes poderão acarretar prejuízos econômicos consideráveis ao produtor. A avaliação andrológica de um garanhão de 16 anos, da raça Campolina, foi realizada pelo fato do mesmo apresentar baixa qualidade seminal e baixa taxa de gestação. Exames anteriores indicavam que a única anormalidade clínica era uma assimetria testicular: o testículo direito apresentava flacidez moderada e tamanho reduzido comparado ao testículo esquerdo.  Após quatro avaliações de ejaculados obtidos em dias alternados, foi notado aumento na motilidade progressiva, diminuição da concentração e manutenção do volume do ejaculado. O espermiograma foi baseado na metodologia preconizada por BLOMM (1973). O garanhão apresentou 120% de patologias seminais, com 87% de defeitos maiores e 33% de defeitos menores, com destaque para gota citoplasmática proximal (23%), defeitos de acrossoma (18%), estreito na base (17%) e defeitos de peça intermediária (11%). Ressalta-se que todas as patologias apresentadas em uma mesma célula foi considerada no intuito de estudar a relação entre as anomalias espermáticas, facilitando o diagnostico de Degeneração Testicular Severa. Com uma  mudança de manejo, o animal passou a ter livre acesso a piquete, ração para mantença e sal mineral proteinado ad libitum. Após um mês, observou pequena melhora na motilidade do ejaculado, porém, ainda sem alterações no quadro morfológico. No presente caso, não foi possível identificar a causa específica da degeneração, contudo, a idade avançada deste garanhão associado ao manejo de estabulação podem estar relacionados com a degeneração testicular.



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SARCOMA ANAPLÁSICO COM CÉLULAS GIGANTES EM CÃO : RELATO DE CASO

CAMILA MARIA MANTOVANI CORSINI (Não Bolsista/UFV), ANDREA PACHECO BATISTA BORGES (Orientador/UFV), PABLO HERTHEL DE CARVALHO (Não Bolsista/UFV), CLARISSA DE MORAES LACERDA BALBI (Não Bolsista/UFV), LISSANDRO GONCALVES CONCEICAO (Co-orientador/UFV)

Os sarcomas de tecido mole (STM) formam um grupo heterogêneo de neoplasias malignas que possuem histogênese e comportamento biológico semelhantes. Os STM compreendem os tumores sólidos mais agressivos, respondem pouco à terapia e apresentam prognóstico ruim. O sarcoma anaplásico com células gigantes (SACG) (anteriormente denominado histiocitoma fibroso maligno) é um sarcoma cutâneo agressivo, de incidência incomum, que acomete principalmente gatos e raramente cães. Manifesta-se em animais de meia idade, mais comumente nas regiões do tórax e membros e, raramente confina-se à pele e ao tecido subcutâneo. Esta neoplasia possui normalmente consistência firme, sendo altamente invasiva, com baixo potencial de metástase e, alto índice de recidiva local. O diagnóstico definitivo dificilmente é feito antes da excisão, sendo necessário exame histopatológico. Relata-se o caso de um canino da raça Rottweiler de oito anos de idade, fêmea e pesando 28,8 kg, atendido no Hospital Veterinário (DVT-UFV) com histórico de nódulo cutâneo na região do quinto dígito do membro torácico esquerdo, hiporexia, poliúria, polidipsia, emaciação e cansaço fácil. O exame físico revelou claudicação, nódulo cutâneo hirsuto sem manifestação álgica, estertores pulmonares, dispnéia e hipofonese a auscultação cardíaca. O exame radiográfico do tórax revelou padrão intersticial nodular difuso sugerindo metástase pulmonar. Adicionalmente, a ultrassonográfia abdominal sugeriu metástase esplênica. Foi realizado biópsia incisional do nódulo cutâneo, e diagnosticado SACG. Diante do diagnóstico de SAGG estadiamento IV, quimioterapia adjuvante com doxorrubicina foi recomendado, mas o proprietário optou por não realiza-lá. Protocolos com doxorrubicina são indicados como terapia adjuvante à cirurgia nos pacientes com STM. O paciente foi liberado com recomendações de restrição de exercício, manejo nutricional e medicação antinflamatória. Dez dias após a alta hospitalar, o paciente retornou com agravamento quadro clínico manifestado por apatia, emagrecimento progressivo, dispnéia grave e anemia. O proprietário optou por eutanásia do animal devido à queda gradativa da qualidade de vida do paciente.

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SIALOCELE DA GLÂNDULA PARÓTIDA EM FELINO: RELATO DE CASO

CAMILA MARIA MANTOVANI CORSINI (Não Bolsista/UFV), ANDREA PACHECO BATISTA BORGES (Orientador/UFV), Michèle A. F. A. Venturini (Não Bolsista/), PABLO HERTHEL DE CARVALHO (Não Bolsista/UFV), CLARISSA DE MORAES LACERDA BALBI (Não Bolsista/UFV)

Mucocele ou sialocele é um distúrbio das glândulas salivares no qual ocorre uma coleção de secreção salivar localizada no tecido subcutâneo, sublingual, periorbital ou faríngeo, causado pela obstrução ou ruptura do ducto salivar. Pode apresentar-se nas glândulas mandibular, sublingual, zigomática e parótida, sendo mais freqüente nas glândulas mandibular e sublingual. É a sialodenopatia mais comum nos cães, acometendo três vezes mais esta espécie do que os felinos. O objetivo desse trabalho foi relatar o acometimento da glândula parótida na espécie felina, uma vez que esta condição é considerada rara na literatura. Relata-se o caso de um felino da raça persa de 12 anos de idade, macho, castrado, que foi atendido no Centro Odontológico Veterinário Especializado – ODONTOVET. À anamnese o proprietário relatou que, há um ano, o animal desenvolveu um aumento de volume ventral ao pavilhão auricular esquerdo. Foram realizados tratamentos por punções, mas ocorreram recidivas. A presença de massa firme, de 5 cm de diâmetro, com ausência de dor e de hipertermia local, foi o único achado no exame físico. O conteúdo aspirado da massa apresentava aspecto viscoso e translúcido, compatível com secreção salivar. O histórico de recidivas associado aos achados do exame físico sugeriu sialocele da glândula parótida. O tratamento consistiu na exérese da massa, da glândula parótida e de seu ducto, uma vez que o tratamento cirúrgico é o descrito pela literatura para sialocele. Após a exérese da massa, foram encaminhados fragmentos para o exame histopatológico, o qual confirmou o quadro de sialocele da glândula parótida, mas não determinou o fator causal do processo. Portanto, o acompanhamento clínico posterior evidenciou sucesso da abordagem cirúrgica, sem recidiva dos sinais clínicos, confirmando que a abordagem cirúrgica é o tratamento de eleição para sialocele.

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CONSIDERAÇÕES SOBRE FRATURA DE METACARPO EM BEZERRA HOLANDESA: RELATO DE CASO

CAMILA OLIVEIRA SILVEIRA (Não Bolsista/UFV), MARIA CRISTINA FERRARINI NUNES SOARES HAGE (Orientador/UFV), BRUNNA PATRICIA ALMEIDA DA FONSECA (Co-orientador/UFV), ATHINA CHAVES DONNER (Não Bolsista/UFV), LUIZ CARLOS FONTES BAPTISTA FILHO (Não Bolsista/UFV), HANNA CAROLINA CAMPOS FERREIRA (Não Bolsista/UFV), RAILSON BRANDÃO DE ANDRADE (Não Bolsista/UFV), RODRIGO MELO MENESES (Não Bolsista/UFV)

Fraturas em bovinos são frequentes. Elas acarretam perdas econômicas significativas para pecuária de leite e corte. Isto se deve ao fato do tratamento ser oneroso e nem sempre ser eficaz. O tratamento pode ser realizado por meio de fixadores internos ou externos (Ilizarov), ou ambos, porém em fraturas do tipo cominutivas, a fixação externa é a mais indicada, pois proporciona hiperextensão do membro, facilitando sua estabilidade. Além disso, as bandagens externas também podem ser utilizadas. Foi atendida no Hospital Veterinário da UFV, uma bezerra da raça Holandesa, apresentando impotência funcional do membro torácico direito. Ao exame físico observou-se aumento de volume na região do terço proximal do metacarpo, com presença de crepitação à manipulação, indicando fratura. Ao exame radiográfico nas projeções lateromedial e dorsopalmar observou-se fratura cominutiva em terço médio proximal dos ossos metacárpicos II, III e IV direitos, com desvio de eixo ósseo e aumento de volume de partes moles. Diante disso, foi realizada imobilização com auxílio de tala. A reavaliação radiográfica em projeção lateromedial realizada após 15 dias demonstrou indícios de reação periosteal irregular no foco de fratura, representando o início da formação de um calo ósseo. Conclui-se que apesar da dificuldade do tratamento de fraturas em grandes animais, devido a idade do animal em questão e simplicidade da imobilização requerida, este pode ser indicado.

(Particular )


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INTUSSUSCEPÇÃO CECOCECAL E ARTERITE MESENTÉRICA VERMINÓTICA EM EQUINO: RELATO DE CASO

CAMILA OLIVEIRA SILVEIRA (Não Bolsista/UFV), JOSE DANTAS RIBEIRO FILHO (Orientador/UFV), BRUNNA PATRICIA ALMEIDA DA FONSECA (Co-orientador/UFV), ATHINA CHAVES DONNER (Não Bolsista/UFV), LUIZ CARLOS FONTES BAPTISTA FILHO (Não Bolsista/UFV), RAILSON BRANDÃO DE ANDRADE (Não Bolsista/UFV), HANNA CAROLINA CAMPOS FERREIRA (Não Bolsista/UFV), SHEILA KREUTZFELD DE FARIAS (Não Bolsista/UFV), Daniela Calhelhas Gaspar (Não Bolsista/)

A intussuscepção cecocecal ocorre quando o ápice do ceco se invagina para o corpo do ceco, onde os fatores de risco para esta patologia incluem enterites com disfunção da motilidade, infestação por vermes achatados, como o Anoplocephala, e medicamentos que alteram a motilidade intestinal, acometendo animais de todas as idades, sendo animais jovens mais susceptíveis. Como sinais clínicos podem ser observados cólica crônica com redução de volume fecal, perda de peso e febre intermitente. O diagnóstico é baseado na palpação retal, que pode revelar uma massa firme, e na ultrassonografia transabdominal, sendo o prognóstico reservado. A arterite mesentérica é causada pela infestação por Strongylus vulgaris, o qual é responsável por 90% das patologias vasculares em eqüinos, pois no estágio larvar, esses parasitas penetram na luz de pequenas artérias da submucosa, causando uma trombose ou embolismo arterial que interfere no fluxo sanguíneo intestinal, provocando eventual necrose dos segmentos irrigados pelos ramos obstruídos. Foi atendido no hospital veterinário da UFV, um equino, fêmea, SRD, com aproximadamente nove anos de idade apresentando taquicardia, desidratação intensa, hipermotilidade intestinal, pateamento, inquietação e olhar constante para o flanco. Através da palpação retal pode ser detectada uma massa amorfa na região do flanco direito. Observou-se através de vídeo-laparoscopia exploratória uma aderência do jejuno e cólon ventral direito na parede dorsal do abdômen, sob a artéria aorta. Após o exame o animal foi eutanasiado e necropsiado, constatando-se a presença de intussuscepção cecocecal na região apical, ocorrendo edemaciamento, congestão vascular e desvitalização da mucosa do órgão. Notou-se ainda presença de endoparasitas do gênero Anoplocefala no lúmen cecal, além de uma arterite mesentérica verminótica causada por Strongylus vulgaris. Devido à alta incidência de ambos parasitas, lesões como a arterite mesentérica verminótica e intussuscepções causadas por parasitos são relativamente frequente em equinos tornando-se importantes causas da síndrome cólica nestes animais.

(Particular )

UFV / IX SIMPOS / OUTUBRO DE 2009 / VETERINÁRIA



ESTUDO RETROSPECTIVO DOS EXAMES ULTRASSONOGRÁFICOS EM CÃES REALIZADOS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA.

CIBELY GALVANI SARTO (Não Bolsista/UFV), MARIA CRISTINA FERRARINI NUNES SOARES HAGE (Orientador/UFV)

Inicialmente utilizada por motivos militares (sonar), a ultrassonografia passou a ser empregada com finalidades diagnósticas após a Segunda Guerra Mundial e encontrou seu caminho na Medicina Veterinária em 1966, tornando-se um método diagnóstico viável para muitos veterinários contemporâneos. Com o intuito de avaliar as principais indicações dos exames ultrassonográficos no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Viçosa foram analisados os exames de julho de 2008 a fevereiro de 2009. Foram realizados 146 exames ultrassonográficos no período, sendo 138 (94,52%) da região abdominal, 5 (3,42%) das regiões abdominal e torácica, 2 (1,37%) da região torácica e 1(0,69%) do globo ocular. O número total de cães foi de 133 (alguns animais realizaram mais de um exame ultrassonográfico). Dentre as indicações para a realização do procedimento e considerando que houve animais com mais de uma indicação para o exame, foram identificadas 9 (5,52%) indicações por  traumatismos; 1 (0,61%) suspeita de hérnia ou ruptura diafragmática; 1 (0,61%) avaliação ocular; 24 (14,72%) suspeitas de metástases ou neoplasias, 89 (54,60 %) suspeitas de alterações do trato urogenital, 15 (9,20%) do trato gastrintestinal, 17 (10,43%) do sistema hepatobiliar, 3 (1,85%) do sistema respiratório,  3 (1,85%) do sistema cardíaco  e 1 (0,61%) do baço. O trato urogenital foi a região com maior indicação, visto ser a ultrassonografia o exame de imagem de escolha, pois pode ser utilizada para identificar estruturas fetais, avaliar a viabilidade dos fetos, identificar exsudato no lúmen uterino e mensurar a espessura da parede uterina entre muitas outras aplicações. A piometra, caracterizada por infecção do útero foi a doença com maior incidência de suspeitas no período, totalizando 32 casos (30,51%). Desta forma, estudos voltados à utilização dessa técnica em cães revestem-se de grande importância, pois podem contribuir para o bem-estar da espécie e servir de subsídio a outras investigações.

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