Somestesia 002



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Faculdade de Medicina – UFPE

Aula Transcrita – Fisiologia – Prof. Dolores Nascimento



Somestesia Medular

Data: 29/02/07


[Parte I – Transcrita por Guilherme Pimentel]
Desculpa os erros e a falta do acento circunflexo, mas meu computador tá bixado e tá pegando ele não...
Temos aqui uma floresta. se uma árvore cair nessa floresta, o que que vai acontecer? vai fazer barulho. alguém tá dizendo, aqui do meu lado , que vai fazer barulho. todo mundo concorda que vai fazer barulho? a árvore vai fazer barulho somente se existir um cérebro que decodifique uma informação que é uma onda mecanica e tranforme essa informação em som, certo? então, o som como a gente imagina só existe porque as células do ouvido interno da gente pegam a informação mecanica que entrou pela membrana do tímpano, transformam essa informação em um potencial de ação e levam através do nervo auditivo até uma determinada área do cérebro que fica no giro temporal e, lá, esse potencial de ação sinaliza pra gente o som. qualquer sensibilidade qua a gente vá falar aqui hoje só existe, porque existe uma maquinária nervosa capaz de transformar um estímulo químico, um estímulo elétrico, um estímulo sonoro e um estímulo tátil nesse estímulo de que a gente tá falando. voces só estão me enxergando, porque o cérebro de voces é capaz de transformar uma onda eletromagnética que chega a retina em visão e porque a gente aprendeu que essa imagem é determinada coisa. então, essa garrafa só é uma garrafa, porque alguém me informou que o nome era garrafa. se alguém tivesse dito que era lápis, seria lápis pra mim. então as coisas có tem o sentido que a gente conhece, primeiro, porque o sistema nervoso da gente é capaz de transformar uma determinada informação numa determinada sensibilidade no córtex e, depois, porque a gente aprendeu que aquilo é uma garrafa, que aquela sensação é uma sensação boa, que aquela sensação é uma sensação de perigo. cada estímulo que a gente vai ver apresenta: uma modalidade, uma localização, uma intensidade e uma duração. a modalidade é formada pelo estímulo que é dado, ou seja, pelo estímulo químico, pra voce sentir gosto ou pra voce sentir cheiro; por um estímulo sonoro, pra voce ativar a audição; um estímulo tátil, pra ativar o tato. a localização do estímulo também é dada pelo cérebro da gente a gente só consegue saber onde está sendo dado o estímulo, porque o cérebro da gente tem um mapa do corpo que é capaz de dizer pra gente, exatamente, o local que está sendo estimulado. a intensidade desse estímulo também é codificada no cérebro. por 2 mecanismos que a gente vai ver mais na frente ele é capaz de dizer se esse estímulo é de grande ou de pouca intensidade. e a duração desse estímulo que tambem é informada pra gente através de potenciais de ação no cérebro. a somestesia é a parte da fisiologia que estuda as sensibilidades gerais. e quais são as sensibilidades gerais? o tato, a pressão, a dor e a temperatura. essa é a primeira parte de sensibilidade que a gente vai ver. depois, a gente entra na parte motora e, por último, a gente vai ver o que a gente chama de sensibilidades especiais, que a gente só vai ver 2 na verdade: visão e audição. a gustação e o olfato ficam lá pra anatomia. então somestesia é a sensibilidade geral do corpo.

Os tipos de sensibilidade: tátil, térmica, dolorosa, priopioceptiva e pressão. essas são as sensibilidade gerais, que a gente ainda pode subdividir. a sensibilidade tátil a gente subdivide ela em 2 partes: o tato protopático e o tato epicrítico. o tato protopático seria um tato mais grosseiro, enquanto q o epicrítico seria um tato mais refinado, em que a gente tem por exemplo a capacidade de identificar 2 pontos diferentes de um estímulo. no kandel, principalmente quem for ler o kandelzão, vai ver essa definição de protopático e de epicrítico um pouquinho diferente, como epicrítico sendo as sensibilidades mais especiais, as sensibilidade mais desenvolvidas e, aí, ele divide como sensibilidade epicrítica como sendo o tato e a propiocepção e a pressão, muitas vezes, cai aqui dentro do tato também e a sensibilidade protopática no kandel tá informada como sendo uma sensibilidade mais grosseira, mais geral, menos desenvolvida, q seria a dor e a temperatura. mas o tato pode ser dividido em um tato grosseiro ou tato geral e um tato epicrítico ( quando vc consegue diferenciar 2 pontos ). a sensibilidade térmica: eu tenho a sensibilidade térmica pra calor e pra frio. a sensibilidade dolorosa onde a gente tem a dor somática e a dor viceral. a propiocepção que a gente vai ter dividida em consciente e inconsciente. e a pressão é pressão sozinha mesmo. agora, tato, temperatura e dor todo mundo deve ter uma noção do que é, agora, propiocepção vcs já viram em anatomia o que é? o que é propiocepção? tá ligado á atividade do sitema músculo-esquelético. mas o que é propiocepção? é a noção de posição. é a capacidade que a gente tem de saber onde e como tá cada parte de nosso corpo, sem precisar estar olhando isso. se todo mundo aqui fechar o olho, todo mundo vai ser capaz de dizer como e onde é que está a mão, o pé e a perna. essa é a propiocepção consciente. existe a outra propiocepção, que é a propiocepção inconsciente. essa vai ter a informação do sistema músculo-esquelético, que vai ser levada ao cerebelo pra coordenação de movimentos, mas que não fica consciente. porque tudo que é consciente pra gente tem que subir ao tálamo ou pro córtex cerebral. se naum chegar até aí, não pode se tornar consciente. enatão esses são os tipos de propiocepção que a gente tem. a gente vai aprender que, na sensibilidade, a gente vai ter um receptor na periferia, uma via periférica e um trajeto central até chegar ao córtex.



então, a gente começa do começo. vamos começar vendo o receptor. e o que são os receptores? lá em biofísica dão pra voces uma definição de receptor. e o que é um receptor? é um transdutor. e o que é um transdutor? em biofísica é um aparelho que tem a capacidade de transformar uma forma de energia em outra. o receptor funciona como um transdutor, porque ele vai ter a capacidade de transformar uma espécie de energia em energia elétrica. qualquer estímulo que a gente receba, no final das contas, vai ser transformado em um potencial de ação. então, qualquer estímulo, pra chegar ao cérebro, só chega através dos potenciais de ação. esses receptores vão ter as mais diversas conformações pra captar os diversos estímulos que eles vão ter de transformar em potenciais de ação. vejam também que todos eles estão ligados a uma célula nervosa, a um neuronio, q é essa via periférica aqui, por onde vai seguir o estímulo. se todo receptor é capaz de captar um estímulo e transformar em potencial de ação, cada receptor vai ter um estímulo adequado que pode receber. e o que é esse estímulo adequado? é aquele estímulo que é capaz de, com a menor energia possível, estimular um receptor. quando eu digo isso, eu não to querendo dizer que um determinado receptor só pode ser estimulado por um determinado estímulo. os receptores podem ser estimulados por estímulos diferentes, mas existe um estímulo que é o estímulo adequado, aquele que, por menor que seja, vai conseguir estimular esse receptor. é o estímulo desse receptor. então, por exemplo, o receptor da audição pode ser estimulado por vários mecanismos mas as ondas mecanicas de determinadas frequencias vão conseguir estimular melhor esses receptores, certo? daí a gente tem aqui, ó, um mecanorreceptor em que o estímulo adequado pra ele vai ser, por exemplo, uma pressão na pele que vai fazer distender as proteínas do citoesqueleto e fazer com que o canal abra, pra que o sódio entre e gere a depolarização. o quimiorreceptor vai ser um ligante que vai se ligar ao receptor, gerar um segundo mensageiro e fazer com que esse canal se abra. então pode ser, por exemplo, o estímulo quimico do cheiro de um perfume. os receptores da visão vão ser estimulados pela luz. a luz estimula uma cascata de reações que vai fazer com que um segundo mensageiro, que é o AMPc, seja liberado e faça os receptores, no caso da visão, se fecharem, porque a gente vai ver na parte de visão que, ao contrário de qualquer outro receptor, a visão da gente se ativa quando os receptores estão fechados. aqui a gente tem os sistemas sensoriais, as modalidades de sensações que podem existir, as energias que vão desencadear essas sensações, os tipos de receptores e os tipos celulares, os nomes dos receptores. e aqui a gente tem a representação de uma célula do ouvido interno, onde, numa frequencia de 2 KHz, essa célula gera uma despolarização com uma amplitude menor que 25 decibéis. esse estímulo aqui, com a menor força, menor intensidade possível, é o chamado estímulo adequado pra essa célula. essa mesma célula pode ser ativada numa frequencia de 0,5 KHz. ela é feita pra disparar numa frequencia de 2 KHz, mas, se eu der um estímulo de 0,5 KHz ela também vais disparar. só que o que tem de existir pra que essa célula dispare também em 0,5 KHz? que a força, a intensidade desse estímulo seja muito grande. então o estímulo adequado pra essa célula é esse, mas ela consegue disparar também com outros estímulos com intensidades maiores. porém não só dentro de um mesmo estímulo as células disparam. aqui a célula dispara com 2 KHz, mas dipara com 5 e também com 0,5, dependendo da intensidade.

Mas a célula vai poder disparar também se eu der um outro estímulo. por exemplo, todo mundo quando leva uma pancada muito forte, próximo do olho, ve algum ponto luminoso. ve estrelas. então o que é isso? eu dei um estímulo no olho, um estímulo mecanico, que foi capaz de estimular os receptores da retina. se eu estou vendo algum ponto brilhoso, se eu to vendo estrelinhas, é porque a minha retina teve de ser estimulada. o estímulo mecanico não é o estimulo comum pra retina, mas ela também disparou, ela também mandou informações pro córtex desse estímulo. então, mesmo não sendo o estímulo adequado, e mesmo não sendo a mesma natureza do estímulo, o receptor é capaz de disparar desde que ele receba uma intensidade muito forte desse estímulo. aí a gente ve que existe uma relação entre o estímulo que é dado e a sensação q a gente tem. se eu der um estímulo mecanico no olho, o que que eu vou conseguir ver no final? o que que eu vou conseguir sentir no final? dor, óbvio, pq eu tenho receptores mecanicos na região da pele, mas eu vou conseguir, também, enxergar pontos luminosos. por que eu vou conseguir enxergar pontos luminosos? porque, se a retina foi estimulada, ela vai mandar essa informação pro nervo óptico. do nervo óptico, vai caminhar pro tronco e, do tronco, pro cérebro. essa via vai se completar no sulco calcarino, lá no lobo occiptal, que é a área primária da visão. ao chegar lá, vai ter o desencadeamento de luz. isso acontece porque existe um fenomeno chamado de código de identificação linear. qualquer estímulo que for dado numa via, no final, vai produzir a sensação daquela via, porque não tem como o estímulo se perder no meio do caminho. é igual a uma estrada de trem. o trem de passar pelo trilho. se ele sair, descarrila e pára ali mesmo, certo? então ela sai de uma estação e vai chegando em outra, chegando em outra até chegar no final. a mesma coisa acontece com as vias sensitivas. se voce estimulou no começo, soltou o trem no começo, ele vai chegar no final. então se eu der um estímulo mecanico na retina, esse estímulo vai produzir um potencial de ação que vai pro nervo óptico, que vai pro tronco, que vai chegar lá no sulco calcarino. quando chega no sulco calcarino, o sulco calcarino não sabe produzir sensação de dor. ele só sabe produzir sensação de luz. se chegou lá um potencial de ação, ele produz uma sensação de luz. isso é chamado de código de identificação linear. então a atividade elétrica de um axonio com um receptor específico gera necessariamente informação sobre aquele tipo de estímulo da via. - alguém faz uma pergunta e ela responde: - porque o estímulo é um estímulo primário. voce só vai ver cores quando voce tem vários receptores estimulados na retina, os cones, em quantidades diferentes. como voce estimulou todos de uma vez só, voce vai ver, normalmente, uma luz branca. voce vai sentir dor também, porque a informação vai pela via de dor, mas, quando o estímulo estimular a retina, ele vai produzir um clarão luminoso. se a pancada não for tão forte a ponto de estimular os cones e os bastonetes da retina, voce naum vai conseguir ver luz. o código de identificação linear tá aqui, olha: toda vez que eu estimulo o nervo óptico, essa informação passa pro quiasma, pro trato óptico, pro corpo geniculado lateral, pras radiações ópticas e chega no sulco calcarino.

A gente está vendo um receptor. esse receptor está em uma determinada área do corpo da gente. pode ser a retina, pode ser a cóclea, pode ser a pele. hoje a gente vai falar mais de receptores que estão na pele. esses receptores podem estar muito densamente agrupados ou bem espalhados pelo corpo. quando eu estimulo uma determinada área da pele, eu necessariamente vou ter de estimular um receptor, pra que aquela sensação que eu quero produzir seja informada pro córtex. e o que vai ser o campo receptor? vai ser a área da pele inervada por uma terminação nervosa q, quase sempre, tem relação com um receptor, mas, em algumas áreas da pele, tem uma densidade maior de receptores aqui por terminação nervosa. então, normalmente, uma terminação nervosa tá inervando um receptor. então é uma área dentro da camada receptiva, no caso, a pele, mas pode ser também a retina ou a cóclea, onde o estímulo pode excitar uma fibra sensitiva, no caso, um neuronio. então, essa área da pele, se for estimulada aqui ou aqui embaixo, vai ser o mesmo estímulo que vai caminhar por esse neuronio. qual a importancia do conceito de campo receptivo? é que a quantidade maior ou menor de campos receptivos vai fazer com que a gente tenha uma sensibilidade maior ou menor para os estímulos e vai fazer também com que a gente tenha a capacidade de diferenciar melhor estímulos que são dados ao mesmo tempo. uma coisa que é feita normalmente na prática clínica é o que? a gente pega um compasso que se chama compasso de veder ( não sei se se escreve assim ) e faz um estímulo com distancias diferentes. veja que no começo tenho uma distancia maior, depois menor, depois ainda mais próximo. pedindo a pessoa pra que ela identifique se tá sendo tocada por um ponto ou por dois pontos. esse teste que a gente faz pra testar o tato epicrítico, que é a capacidade que a gente tem de diferenciar 2 pontos, ele usa o conceito de campo receptivo, porque em determinadas áreas do corpo tenho um maior número de campos receptivos e esses campos receptivos são menores. então, o que que acontece? eu tenho a área da pele dividida em vários quadradinhos. toda vez que meu compasso é aberto com uma distancia maior, uma ponta do compasso pega aqui e a outra ponta desse lado. o que um indivíduo normal vai dizer? que ele está sentindo 2 pontos. por que? porque caminharam 2 informações. uma por esse nervo, que está inervando esse campo receptivo e outra que tá caminhando por esse nervo desse campo receptivo. quando eu vou diminuindo a distancia das pontas do compasso, o que que vai acontecer? dependendo da área que eu estiver estimulando, as 2 pontas do compasso podem cair dentro do mesmo campo receptivo e aí qual vai ser a resposta do indivíduo? que é um estímulo só. se eles forem dados ao mesmo tempo ele vai sentir como um estímulo só.



[Parte II – Transcrita por Fred Monteiro Filho]
Algumas vezes a gente pega o compasso e ele cai na divisão dos campos receptivos e ai o indivíduo ainda continua dizendo q ta sentindo 2 pontos, mesmo com o tamanho mt pequeno do compasso. Agora, existe uma área da pele onde, independente se o compasso tah aberto ou fechado, vc vai sempre sentir 2 pontos. Essa area da pele vai ser a área de maior sensibilidade do corpo porque os campos receptivos dessa área são mt pequenininhos, é uma area dotada de mts campos receptivos porem de campos receptivos mt pequenos que são as mãos. Algumas pessoas adquirir uma sensibilidade maior com o pé e agente vai ver no final da segunda aula pq isso, pq algumas pessoas ou nasceram com deficiência ou quando mt pequenos perderam os membros e ai as outras áreas do corpo invadem as áreas corticais do membro superior e ai consegue desenvolver uma sensibilidade maior. Alguns livros de fisiologia dizem q é com a mão q agente sente o mundo e não deixa de ser verdade pq é com a mão q a gente consegue reconhecer tds os objetos. As áreas da mão, principalmente a ponta dos dedos, são as mais sensíveis do corpo. Logo vão ser essas áreas aqui q vao ter uma concentração de campos receptivos, uma quantidade de receptores maior q vai fazer com q a gente tenha uma sensibilidade de reconhecer dois pontos. Isso tb é mt importante, por exemplo, na retina, quando a gente for ver visão, existe uma area da retina q é a area onde tem a maior concentração de cones q é a fóvea q tah dentro da mácula núbea(??), entao é a fovea q vai ter a maior densidade de receptores, entao vai ser aquela area onde os campos receptivos são mt pequenos, e é onde agente tem a capacidade de definir dois pontos de qualquer objeto q a gente esteja enxergando. É por isso q durante o dia, na visao q é mediada pelos cones, a gente tem uma definição dos objetos do q à noite, onde a gente tem uma visao mais periférica, que é dos bastonetes, onde os campos receptivos são maiores entao a gente n tem tanta definição. (pergunta) Se tem uma a sobreposição? Tem uma area pequena de sobreposição ai vc sente um ponto só. (pergunta) Se você acertar na área de interposição de 2 neurônios, você vai sentir como se fossem 2 pontos mesmo sendo uma área só, pq vao ser 2 neurônios q vao levar o estímulo, mesmo q você toque uma vez só, você vai sentir 2 estímulos. Então agente tem aqui a distribuição dos campos receptivos no corpo. Aqui as diferenças q têm q ter no compasso entre 2 pontos pra q ele seja identificado como 2 pontos. Então vejam, aqui no dedo indicador a distância é bem pequenininha, enquanto q nas costas 42mm, na panturrilha um pouquinho maior, pra q a gente reconheça como 2 pontos. Então os campos receptivos nessas áreas são enormes.

O Limiar de 2 pontos vai ser a diferença ou a distância mínima detectável entre dois estímulos simultâneos necessária pra q esses estímulos sejam interpretados como estímulos diferentes. Então o limiar de 2 pontos vai ser tanto menor qnt maior for o numero de campos receptores, mas tb vai ser tanto menor qnt menor o tamanho dos campos receptivos.

Aqui agente tem a definição de uma imagem baseada na quantidade de receptores então se a fovea da gente tivesse 400 receptores, agente ia enxergar essa imagem dessa forma (td borrada), pq os pontos iam cair dentro do mesmo campo receptivo e eu não teria definição q eu tenho com 160 mil receptores. A medida q eu vou aumentando o numero de receptores, eu vou diminuindo o numero de campos receptivos(axo q ela quis dizer o tamanho dos campos receptivos) então eu vou conseguindo identificar dois pontos mais proximos como sendo pontos diferentes, então começa a enxergar os detalhes. É a merma coisa no tato.

Agora existe um conceito chamado de Diferença Notável. Se eu pegar 1Kg de açúcar e entregar pra vocês numa mão e 2 Kg na outra mão, td mundo aqui vai conseguir identificar q são pesos diferentes. Mas se eu entregar um saco de açucar com 50 Kg e outro com 51, provavelmente td mundo vai achar q tem o mermo peso. Mas a diferença entre 1 kg e 2 e entre 50 e 51 é de somente 1 Kg. Mas agente n consegue pq o sistema nervoso da gente na comparação ele trabalha com o estímulo inicial. Se o estímulo inicial for mt grande, segundo estímulo pra q a gente perceba ele como estímulo diferente precisa tb ser mt grande. Então esse rapaz aqui chamado Weber, q deve ser o mesmo do compasso, n sei, ele criou esta lei onde a diferença notável ou diferença limiar é diretamente proporcional a uma razao, a uma constante K pelo estímulo inicial. Então se eu tenho um estímulo inicial de 50 Kg, pra q eu entenda um segundo estímulo como maior q 50Kg ou menor q 50 Kg, esse estímulo vai ter q ser mt maior, ou mt menor. Se eu tirar 1 Kg, 49Kg e 50 Kg vai ficar a mesma coisa. Então pra eu diferenciar dois estímulos, como sendo estimuloes diferentes, essa diferenciação vai depender do meu estímulo inicial, n vai depender somente das minhas vias íntegras.

O Limiar de Sensibilidade vai ser aquele menor estímulo q a pessoa vai poder detectar. Então é a menor força de um estímulo que o individuo é capaz de detectar. Isso, logico, vai depender do receptor q esta sendo estimulado, vai depender daquele conceito q eu falei antes de estímulo adequado. Um determinado receptor tem um estímulo adequado. Então pra aquele estímulo adequado o limiar sensório dele é baixo. Se eu der qualquer outro estímulo, pra aquele receptor, o limiar sensório vai passar a ser alto. Então é aquela coisa do receptor do ouvido, q com 2 KHz respondia bem numa amplitude menor q 25 decibéis. Então o limiar sensório pra aquele receptor era menor q 25 decibéis. Pra um estímulo de 0,5 KHz, o limiar sensório dele era mt alto, pq era quase 100 decibéis, para q ele pudesse responder. Então o limiar sensório vai variar dependendo do estímulo adequado q eu dou ao meu receptor. Ele n é uma coisa fixa. Aqui agente tem um limiar auditivo de varias especies, então o limiar sensório varia de especie para especie, e entre as celulas da propria especie. Varia tb dentro da mesma especie com a idade, por exemplo. Então o homem consegue ouvir mais o menos de 20 a 20 mil Hz. O cachorro consegue escutar sons q pra a gente é inaudivel. Alguns peixes tb. Veja q ratinhos conseguem escutar menos q a gente. (pergunta) Não, o limiar é dependente da força do estímulo, no caso da amplitude pq eu tava falando de uma onda sonora. (pergunta) Não necessariamente, pode ser peso. Pode ser frequencia no caso do estímulo visual. (pergunta) Não, o limiar auditivo aqui no caso vai ser toda a faixa em q eu posso escutar, a frequencia q eu posso escutar, ai o limiar sensório é a menor força de um determinado estímulo...relacionado à amplitude.

Os fatores q vão alterar o limiar sensório a normalidade dos receptores. Eu tenho um receptor q precisa de uma força X pra ser estimulado. Se ele tem alguma alteração, ele vai precisar de uma força maior ou de uma força menor, depende se a alteração foi pra aumentar a sensibilidade dele ou diminuir. Deficiencia na condução nervosa, por exemplo esclerose múltipla, q a gente viu há algum tempo, que é a demielinização dos axonios dentro do SNC, então no córtex e na medula você tem essa demielinização. Então o impulso caminha mais devagar então vai alterar o limiar sensório pq o receptor vai responder mas o estímulo não vai caminhar e chegar ate o cortex. Então vou precisar dar um estímulo de uma força mt maior pra q aquele potencial de açao consiga chegar lah. Lesao nas áreas de processamento corticais. Se eu leso, por exemplo, o sulco calcarino, q é a área primaria da visao, por mais estímulo visual q eu dê eu n vou conseguir ver nd, logico se a lesao for completa. Fatores emocionais e psicológicos, na vespera da prova de anatomia, vocês estao hipersensiveis, se alguem pegar um martelinho e fizer aquele reflexo patelar do joelho, bate no teto.

A intensidade do estímulo. Então a gente viu ate agora como é q o estímulo é captado e agora como é q esse estímulo vai ser entendido. A gente viu esses 2 fenomenos quando a gente viu sinapse. Na mesma forma q era na sinapse, é no cortex. O cortex entende a intensidade do estímulo por 2 fenomenos: um codigo de frequencia e um codigo de população. O codigo de frequencia é aquele q por um nervo vai chegar numa determinada área do cortex varios potenciais de açao por segundo. Então esse é o codigo de frequencia. Por uma mesma fibra nervosa, chegam ao cortex varios potenciais de açao por segundo. Se tao chegando varios potenciais de açao por segundo, é pq esse estímulo foi grande e o cortex entende como um estímulo maior, por exemplo, se chegam 50 potencias de ação por segundo e chegam 3 potenciais de ação por segundo, o cortex vai entender q esse stimulo de 50 potenciais de açao por segundo é um estímulo mais forte do q esse de 3. A outra maneira é: varios neurônios (codigo de população), varias fibras nervosas mandando estímulo ao mesmo tempo. A informaçao sensitiva q vai ser informada por esse cortex é uma informação mt maior. Então imaginem uma furadinha de agulha e imaginem o peso de 10 Kg caindo em cima do pé. Os 10 Kg caindo no pé vai ser informado ao cortex como estímulo maior pq varias fibras nervosas vão mandar a informação pro cortex. Pq agente desmaia quando tem mt dor? É um mecanismo de defesa do cortex, quando você tem mt dor ai você estimula regioes do tronco pra desmaiar pra q isso te proteja pq mt dor pode fazer você, por exemplo, entrar em choque, choque neurogenico, por exemplo, da pressao cair de uma vez. Tem uma descrição num livro sobre um homem q foi atacado por um leao. O leao bateu com a pata no ombro dele e a dor foi tao forte q ele desmaiou e n me perguntem como mas ele depois se salvou.



Aqui a gente tem...esse pontinhos q tao subindo aqui são a quantidade de estímulos e aqui em baixo a força do estímulo q esta sendo dada. Então 200, 400, 1400, a força do estímulo. A medida q a força do estímulo tah aumentando, o numero de impulsos q estao sendo mandados para o cerebro estao aumentando, mostrando o codigo de frequencia.

Bom, agora a gente vai explicar outros fenomenos q acontacem c a gente. Td mundo já ficou deitado no sofá, colocou o controle remoto em cima da barriga e eesqueceu do bichinho. Alguem chamou, você rapidamente se levandou do sofa e o coitado se espatifou no chao. O q foi q aconteceu? Quando você deitou e colocou o controle na barriga você tava sentindo ele. Com o tempo os seus receptores se adaptaram e você parou de sentir. Quando alguem chamou você n sabia q o controle tava ali em cima. Só veio sentir q o controle estava quando ele caiu no chao. Esse é o fenomeno chamado de adaptação, q depende dos receptores, mas q tb depende do cortex e vias de adaptação q fazem com q agente pare de sentir e existe uma adaptação que dada pelo sistema ativador reticular ascendente, o SARA, do tronco, q lah em anatomia vocês vão ser apresentados a ele. O SARA é um conjunto de nucleos do tronco encefálico q vão inibir as vias sensitivas e ai agente vai ver ele bem direitinho na aula de dor. Mas oq é q acontece aqui na adaptação dos receptores? Aqui tah a representação de um receptor, eu tenho o estímulo q é dado, o receptor dispara, o estímulo permanece e o receptor parou de disparar. Quando eu tiro o estímulo o receptor volta a disparar. Oq aconteceu aqui? No começo do estímulo o receptor dispara, só volta a disparar no fim do estímulo. Aconteceu um fenomeno q agente chama de adaptaçao lenta, a adaptação lenta dos receptores. Ela acontece pq aqui dentro eu tenho um canal de sodio q vai trocar sodio por potassio, quando eu estimulo esse receptor, esse canal abre e passa o potencial de ação. Só q se vocês observarem, esse receptor tem uma capsula e esse receptor aqui em baixo n tem capsula. Essa capsula funciona como uma gelatina, então eu dou o estímulo, o estímulo chega aqui em baixo e deforma o receptor. Quando o estímulo se mantém, a gelatina se reorganiza em torno do material q tah estimulando aqui. Então pára de chegar aqui em baixo a pressao e o receptor pára de sinalizar pro cortex o q tah acontecendo. É chamada de adaptação rapida. Então a adaptação é a capacidade q o receptor tem de não informar o cortex o q tah acontecendo, de parar de mandar a informaçao sensitiva pro cortex. Existe um outro tipo de adaptação q é a adaptação lenta, em q o receptor é estimulado, mantém a informação sensitiva mesmo q em menor quantidade mas mantem a informação e quando você tira o estímulo ele pára de informar. Quando essa adaptação acontece lentamente, eu tenho a adaptação lenta, quando mantendo a estimulaçao o receptor n pára de informar o córtex o q tah acontecendo na periferia eu tenho a adaptação lenta. (pergunta) Depende do tempo. Se o tempo for mt longo mesmo ele pode ate parar de estimular, mas ai vai ser dependente do tempo mesmo. (pergunta) Tb. O barulho do ar-condicionado, por exemplo, ele tah fazendo barulho mas mt gente n tah ouvindo pq teoricamente o q eu estou falando deve ser mais importante q o barulho do ar-condicionado. (dolores é quase um paradiso) Então aquele mesmo sistema ativador reticular ascendente (SARA) vai mandar informação pra cóclea, pra q a celulas auditivas elas parem de ter um fluxo de sodio e potássio, você tem um maior estiramento das celulas da coclea e ai você diminui a sensibilidade.
Se tiver mt erro foi mal, mas 27 minutos é pra arrombar.....
[Parte III – Transcrita por Florisvaldo Junior]
...é porque o que acontecia? Quando vc estimula vc gera uma deformação na cápsula, essa deformação se propaga para dentro do receptor, então vc tem um potencial de ação. Quando vc mantém, a cápsula se organiza e para de mandar informação para o receptor. Quando eu tiro o estímulo, a cápsula se desorganiza de novo, certo. Então um novo estímulo é mandado para dentro ok. O que aontece com o de baixo? Eu dou um estímulo aí vc manda a informação certo. O estimulo de mantém, vc continua mandando a informação, só que em menor quantidade. Pq em menor quantidade? Pq existe uma pequena organização no receptor, mesmo sem ter cápsula, e menos passam a ser ativados. Além disso, vc tem as informações descendentes do córtex que estão inibindo a informação que está sendo levada por esse receptor, certo. Isso passa um tempo. Quando eu tiro o estímulo, vc pára de mandar informação, pois não há mais estímulo e nem tem uma cápsula para se deformar, aí vc pára o estímulo. Agora se esse estimulo se mantiver por muito tempo, eu posso parar de mandar essa informação aqui(?). Bom, alguns receptores....(zumzumzum)....Vejam, a gente tem aqui a representação dos receptores da pele. Basicamente na pele, a gente tem receptores tácteis e receptores para dor e temperatura. Quais são os receptores tácteis?....ela começa a falar que nós aprendemos no cursinho que receptor de Paccini serve para pressão, o de krause serve para o frio, o de ruffini serve para o calor, e o de Merkel e Meissner serve para o tato...ela fala que o livro de fisiologia não falam dessa forma...fala também que esses receptores (Paccini, Ruffini, Merkel e Meissner) são receptores de tato, sendo que Paccini serve um pouco mais para pressão e um pouco mais para vibração que também são informações tácteis. Os receptores de frio, calor e dor são as terminações nervosas livres. È isso que vai valer na prova. Ela que o único livro que fala sobre os receptores de krause é o paradiso, que também inclui ele nos receptores tácteis. Bom, agora dividindo os receptores de tato, a gente tem 2 receptores mais superficiais e 2 mais internos. O corpúsculo de Meissner é um receptor superficial que tem adaptação rápida e é encapsulado. O outro superficial é o disco de Merkel que não é encapsulado e possui uma adaptação lenta. Aqui embaixo (interno) vc vai ter o corpúsculo de Paccini que tem uma adaptação rápida e o corpúsculo de ruffini que tem uma adaptação lenta. Tem tb as terminações nervosas livres....e tem o último receptor que tá no folículo piloso, chamado de receptor do folículo piloso. A gente tem pele divididas em 2 tipos: a pele glabra (acho que é isso) que é a pele sem pêlo e a pele com pêlo, certo. A maioria desses receptores (meissner, merkel, paccini, ruffini) estão distribuídos na pele glabra. A pele com pêlo tem terminações nervosas livres, as terminações nervosas do pêlo, certo....(zzzz)....Então a gente os corpúsculos de meissner e de paccini possuem uma adaptação rápida....alguém fala alguma coisa....vc dá um estimulo, há uma despolarização. O estímulo permanece, pára a despolarização e quando vc retira o estímulo ele volta a despolarizar, a mesma coisa no corpúsculo de paccini. Os corpúsculos de meissner por estarem mais na superfície, eles conseguem diferenciar melhor 2 pontos do que os corpúsculos de paccini. Vejam que o tamanho do campo receptivo do corp. de meissner é pequeno, enquanto que o corp. de paccini tem campos receptivos maiores. Já nos de adaptação lenta, a gente tem os discos de merkel e os corp. de ruffini, onde o estimulo se mantém até que vc retire o estimulo e o potencial de ação cessa. O que eu quero mostrar com isso? Vc ser um receptor de adaptação rápida não necessariamente significa que vc vai ser um receptor mais sensível ou mesmo sensível. Se eu digo que receptores de adaptação rápida possuem campos receptivos pequenos, eu to querendo dizer que a capacidade de diferenciar 2 pontos vai ser maior, certo. Essa afirmação é verdadeira: os receptores de adaptação rápida possuem campos receptivos pequenos, e por isso possuem que a capacidade de diferenciar 2 pontos vai ser maior? FALSO...se eu tiver falando dos corpúsculos de meissner, isso é verdadeiro. Mas eu falei os receptores de adaptação rápida....aí na hora da prova não venham contestar isso...alguém pergunta...resposta: o desenho é o seguinte, aqui eu to dando o estimulo, ta despolarizando. Aqui, eu retiro o estimulo, volta a despolarizar...a mesma coisa aqui(??? Essa parte da ruim)...eu to dando um estimulo e ocorre uma despolarização, qd eu retiro o estímulo cessa a despolarização...Agora o neurônio periférico. Saindo do receptor, a gente vai entrar na via periférica que, em geral, é um nervo espinhal. Esse nervo espinhal é um neurônio especial, ele é dipolar. Então ele tem 2 terminações: uma periférica que ta indo lá para encontrar com o receptor e uma terminação central que ta indo para a medula. Existem outros neurônios que vão funcionar como esse nervo periférico espinhal, como os ramos do trigêmio, o facial, o glossofaríngeo e o vago que também tem terminações sensitivas, ou seja, esses nervos também apresentam sensibilidade e funcionam de forma parecida ao do nervo espinhal. Mas a gente vai estudar as vias do nervo espinhal mesmo. Então a gente tem essas vias caminhando para um gânglio (da raiz dorsal) chegando no corno posterior da medula (a área posterior da medula é sensitiva e a anterior é motora, isso em qualquer área da medula). Se vcs analisarem o cérebro, o que acontece do sulco central para trás? Como ninguém responde, ela pergunta o que já vimos em anatomia....(muita conversa)....Ela ta falando com alguém...A maioria das vias elas vão posteriormente, mesmo as vias da medula que caminham anterior, lateral, tem um trato anterior que é sensitivo (espino-talâmico anterior), mas ele vai se juntar com o espino-talâmico lateral e vão formar o lemnisco espinhal, aí esse já está mais posterior no tronco...(muita conversa)....Bom, essas fibras vão sair dos receptores e vão constituir os nervos espinhais, podem ser de 4 tipos: fibras C, fibras Aα, Aβ e A∆ (são sensitivas). Essa classificação é feita da acordo com a quantidade de mielina que apresentam. As fibras motoras são a mesma coisa, só que a classificação é feita em fibra I, II, III e IV. A classificação é a mesma, mas muda de nome, não pode trocar. As fibras sensitivas são divididas em fibras A e B. A fibra ‘A’ se divide em 3. As fibras C são as menos mielinizadas. A gent viu na aula de condução de estimulo nervoso que a mielina apareceu com o desenvolvimento para que seres mais superiores pudessem existir com uma quantidade menor de neurônios e com neurônios um pouco mais finos, porque se a gente tivesse que conduzir o PA na velocidade que a gente conduz por um neurônio amielínico, a gente seria só neurônio. As fibras C foram as primeiras fibras que apareceram e a gente deve entender que elas devem conduzir sensibilidade que são primárias para manter a sobrevivência de qualquer espécie, e essa sensibilidade é d dor e de temperatura, pois se um animal estiver caminhando para um lugar muito quente, ele pode morrer, ou se ele estiver caminhando para um lugar muito frio, e a sensação de dor também, pois essa dor significa perigo. As fibras A∆ também levam a informação de dor e temperatura. Só que há uma diferença entre a fibra A∆ e a fibra C. A fibra A∆ conduz a sensação de frio e a fibra C conduz prioritariamente a informação de calor. As fibras tipo C vão levar a sensação de dor, mas uma dor mais difusa que é levada para o tronco cerebral (via paleoespino-talâmica, via antiga), enquanto que a dor mais aguda é levada pelas fibras mielinizadas A∆. As outras fibras, Aα e Aβ, são as fibras mais mielinizadas. A fibra Aα vai levar a sensibilidade mais desenvolvida que o indivíduo vai ter, que é a propriocepção consciente, tátil epicrítico e sensibilidade vibratória. As fibras Aβ estão envolvidas com os mecanoreceptores da pele e a propriocepção inconsciente. Bom, a gente viu a formação das fibras. Agora a gente vai ver outro conceito importante. A gente viu que cada área da pele, cada campo receptivo é inervado por uma fibra sensitiva. Essas fibras nervosas vão se organizar formando um nervo espinhal. Então se essas fibras nervosas vão se organizar formando um nervo espinhal, esse nervo vai sair de um segmento da medula. Então, todos os campos receptivos reunidos, que vão formar esse nervo espinhal que vai para medula, todos esses campos vão formar o dermátomo. O dermátomo é área da pele inervado por um determinado segmento medular. Então a gente tem os dermátomos cervicais, torácicos, lombares, extremamente importantes para gente porque daqui a pouco vcs vão está na emergência da restauração e vai chegar pra vcs um paciente que bebeu bastante no domingo e achou que aquela poça de água era muito funda e se jogou para tomar banho, tudo mundo ta rindo mas é isso que acontece todos os domingos. Isso normalmente resulta em um trauma raquimedular. Isso serve também para os churrascos de vcs, quando tiver piscina. O paciente chegou no hospital consciente, apesar do álcool e não sente uma agulhada na ponta do dedo, no ombro, nessa região do tórax também na sente nada. Onde vcs estiverem, no HR ou no Getúlio, vcs vão ser capazes de dizer onde foi a lesão, sem precisar da tomografia ou da ressonância porque as regiões da medula tem uma topografia na pele. O polegar é representado por C6, o m. deltóide é representado por C5. Então se vc perde a sensibilidade na região do deltóide, vc perde a sensibilidade no segmento C5. Então, somente fazendo o exame neurológico básico, qualquer um vai ser capaz de dizer onde foi a lesão, graças ao conceito de dermátomo. Acontece também em uma pessoa que cai do cavalo e fratura a vértebra lombar L1, L2 e pára de sentir do ligamento inguinal para baixo, e esse ligamento é L1. Então qualquer perda de sensibilidade de L1 para baixo, vc já sabe que a topografia na medula é L1, o que não significa que vai ser exatamente na vértebra L1, e vcs lembram em anatomia que os segmentos medulares estão mais para cima nas vértebras, acabando por volta de L2, L3. Acaba que basicamente toda medula lombar está em L1 (vértebra maior). Não precisa decorar esses dermátomos agora, mas lá na frente vcs precisar. Da mesma forma que na medula tem os dermátomos da face, mas os da face são mais fáceis, pois são os 3 ramos do trigêmeo....(ela começa a falar de mudanças de horários...). Então vejam, esse vídeo é mostrando a prática que vcs vão ter quarta-feira. Então o que é que a gente faz na prática?......FIM
[Parte IV – Transcrita por Flaviana Lopes]
Tava na água gelada, passou pra água quente. Quem foi que foi estimulado? Os receptores de calor. Porque a temperatura da água aumentou.

DOR: O pessoal reclama da demora e ela diz que já ta no final.... A gente tem três tipos de receptores de dor. Primeiro, os receptores de dor são chamados nociceptores. A gente tem os receptores mecânicos, os receptores térmicos e os receptores químicos. Os receptores mecânicos são os mais sensíveis, e os que conduzem a informação de maneira mais rápida. São esses receptores, principalmente, que vão ser inervados pelas fibras mielinizadas. Os receptores térmicos e os receptores químicos vão ser inervados por aquelas fibras amielinizadas, tipo C. Então: mecânicos, fibras A delta; térmicos e químicos, fibras tipo C. O estimulo mecânico é um estímulo mecânico (não diga!): uma furada que você leva de uma agulha, um beliscão, o estímulo feito por uma pinça. O estímulo térmico vai ser aqueles receptores que vão começar a despolarizar em temperaturas menores que 5 graus e em temperaturas maiores que 45 graus. Não dando pra gente a informação de que você tem frio ou calor, mas a informação de dor. Tire a mão porque ta doendo, não porque ta queimando. Depois é que você vê que a vasilha tava quente. E o estímulo químico, por exemplo, o ácido, quando cai na pele, provoca uma estimulação química. E aí vai gerar, além da queimadura, além do desprendimento de calor (receptores térmicos), vai gerar também a estimulação dos receptores químicos.

Vejam aqui. Em termos de dor, se eu pegar a pontinha do dedo e estimular com um objeto rombo (de ponta romba), você não vai ter nenhum estímulo doloroso sendo levado pro sistema nervoso. Se eu furar o dedo.....

Alguma pergunta. Resposta: Vai depender da intensidade do estímulo, principalmente se eu tiver um objeto em baixo comprimindo o dedo, porque aí eu vou ter uma compressão mecânica. Mas se eu tiver o dedo aqui, por mais força que eu bote, se ele tiver solto, não vai ter como.

Agora, se uma agulhinha furar o dedo da gente, rapidamente há uma despolarização para o sistema nervoso, com uma freqüência x. Mas se a pinça apertar o dedo, o que é que vai acontecer? Vai doer. Mas, além de doer, vai doer mais do que a agulha, porque um maior número de campos receptivos vai ser estimulado. Se um maior número de nervos ou de fibras nervosas vai levar a informação pro córtex, a gente vai ter uma informação através do código de população, e eu vou ter um maior estímulo maior sendo informado ao córtex. Por isso, há uma despolarização maior.

Outra pergunta. Resposta: É um receptor de dor, só que é um receptor químico que dá prurido. Mas é de dor também. Se você coçar, coçar, coçar até doer, a coceira passa. Porque as vias de dor mesmo inibem as vias de coceira.

Vamos lá... a última sensibilidade!!

PROPRIOCEPÇÃO: É a capacidade que a gente tem de identificar a posição das partes do corpo da gente. Quais são os receptores proprioceoptivos que a gente tem? Os fusos neuromusculares, os órgãos tendinosos de Golgi, os receptores vestibulares e os receptores articulares. Os fusos neuromusculares e os órgãos tendinosos de Golgi, eu não sei se foi falado pra vocês na aula de músculo, foi falado? Não? Então ficam pra aula de medula de quinta-feira. Os receptores vestibulares são aqueles receptores que vão estar dentro do ouvido, que vão dar a informação da posição da cabeça, que eu mostro daqui a pouco. E os receptores articulares estão na articulação pra dar a informação da posição da articulação.

Os fusos neuromusculares e os órgãos neurotendinosos de Golgi estão representados aqui. A gente tem o músculo, e dentro do músculo, a gente tem as fibras intra-fusais, que estão dentro do fuso. Eu tenho as fibras extra-fusais, que são as fibras responsáveis pela contração muscular, que vocês viram antes. Agora, a gente vai ter, dentro dessas fibras, uma cápsula, e, dentro dessa cápsula, novas fibras. Essas cápsulas junto com essas fibras são chamadas de fuso neuromuscular. As fibras musculares que estão aqui dentro são chamadas de fibras intra-fusais. Essas fibras vão informar para o sistema nervoso como é que ta a contração desse músculo, através de um neurônio sensitivo. O outro órgão, que é o órgão tendinoso de Golgi, ou órgão neurotendíneo, vai ser um receptor sensitivo que ta no tendão (pó isso que é neurotendíneo). Esse vai informar para o sistema nervoso a tensão do músculo. Então, o fuso neuromuscular informa o grau de contração do músculo; e o órgão neurotendíneo vai informar para o sistema nervoso o grau de tensão que o músculo está fazendo. Por isso que ele tem que estar no tendão do músculo e não dentro do músculo.

O sistema vestibular.... a gente tem aqui a região do sistema vestibular, os canais semicirculares, que vão dar a informação de rotação da cabeça, e o sáculo e o utrículo, que são duas regiões que vão dar a informação do deslocamento vertical. Por exemplo, quando a gente ta dentro de um elevador, fechou a porta, a gente tem a sensação, a gente sabe se o elevador ta subindo ou ta descendo sem precisar olhar. Por quê? Porque a gente tem duas estruturas aqui, o utrículo e o sáculo, que informam pra gente se a pressão está aumentando ou diminuindo. Conseqüentemente se ela ta subindo ou descendo. A endolinfa que circula dentro dos canais semicirculares vai fazer despolarizar essas células. Quando a endolinfa gira na direção da região maior da célula, existe a despolarização e você sabe que a cabeça ta rodando pro outro lado. Por que o que é que acontece? Mecanismo de inércia. A endolinfa ta ali paradinha. Se eu giro a cabeça pra um lado, o que é que acontece com a endolinfa? Gira pro lado contrário.

Sistema vestibular ainda, agora a parte do sáculo e do utrículo. Dentro do sáculo e do utrículo, tem células parecidas com as células anteriores e parecidas com as células do ouvido, que vão dar audição pra gente. Essas células aqui, a superfície delas ta dentro de uma substância gelatinosa, e, sobre essa substância gelatinosa, existem umas pedrinhas, que são chamadas glotóromos (??). Então, quando o elevador ta descendo, o que é que acontece com a pressão? Aumenta ou diminui? Aumenta. O que é que acontece com as pedrinhas? Elas vão afundar aqui dentro. Se elas vão afundar dentro da gelatina, o que é que vai acontecer? Vai haver uma despolarização aqui. E você vai ter a sensação de que o elevador ta descendo. Ou de que você está, por exemplo, se sentando na cadeira. Porque quando a gente se senta, a gente ta descendo. É a posição em que sua cabeça ta indo.

Quando você ta subindo, a pressão diminui, não diminui? Então essas células daqui se hiperpolarizam, deixam de informar pro sistema nervoso. E o sistema nervoso, quando não chega essa informação, entende que é porque alguma coisa ta subindo.



A sensibilidade articular. Vejam, nas articulações, a gente tem basicamente todos os outros receptores que a gente tinha na pele. Os corpúsculos de Paccini, as terminações de Ruffini, as terminações nervosas livres. E tem os receptores nos ligamentos.

Uma coisa importante é que os receptores de Paccini, que são os receptores que vão sentir a vibração, eles tão muito mais localizados nas articulações. Por quê? Principalmente nas articulações do ombro e da cintura pélvica. Porque a pequena sensação de vibração de que a gente ta caindo, de que o corpo ta vibrando, é suficiente para que você aumente a postura pra se manter em pé. Então, as regiões das articulações, principalmente das duas cinturas (pélvica e escapular) precisam ter mais receptores de vibração pra que você mantenha a postura da maneira mais adequada aos movimentos.


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