Resumo do projeto de implantação do núcleo de neuropsicologia cognitiva do lcl do cch da uenf



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Resumo do projeto de implantação do núcleo de neuropsicologia cognitiva do LCL do CCH da UENF.

A neuropsicologia cognitiva é o ramo da psicologia dedicado a compreender como concretas e efêmeras excitações neurais, transformando-se em abstratas e permanentes representações mentais, dão origem e configuram o pensamento, a linguagem e o sonho dos homens.

Ora, as representações mentais, produto das funções cognitivas superiores, não podem ser consideradas simples somatórios dos estímulos captados pelas diferentes modalidades sensoriais. Resultantes da associação do Sistema Nervoso Central (cérebro) com o sistema Nervoso Periférico (os sentidos), elas participam tanto da elaboração do mundo externo ou real, quanto do mundo interno, imaginário ou onírico dos homens.

Como cada espécie só capta os estímulos para os quais possui receptores apropriados deduz-se que existam tantas realidades quantas espécies sobre a face da terra. Embora os sistemas tátil e vestibular sejam comuns à maioria das espécies, somente algumas raras espécies invertebradas, alguns insetos, e a maioria das vertebradas, possuem órgãos visuais e auditivos.

Conhecer a contribuição, os limites e o domínio de cada uma das diferentes modalidades sensoriais na estruturação das representações mentais, elementos bases da cognição humana, tornou-se, um desafio para os estudiosos da neuropsicologia cognitiva.

Um dos aspectos mais instigantes da cognição humana é o padrão predominantemente visual de suas representações mentais, sejam elas reais (perceptivas) ou oníricas (mnêmicas).

Considerando-se as dimensões da área cortical visual do Sistema Nervoso Central dos homens, uma pergunta se impõe: Que tipo de realidade constrói os homens desprovidos de visão?

Para responder a esta pergunta, e a muitas outras, dela decorrentes, os pesquisadores do Laboratório de Cognição e Linguagem do CCH da UENF um Núcleo de Estudos e Pesquisas em Neuropsicologia Cognitiva (NEPENC) elegeram como método científico a análise comparativa dos conteúdos sensoriais reais e oníricos de indivíduos, privados sensoriais e motores e íntegros.

Em decorrência do seu caráter multidisciplinar, o método neuropsicológico cognitivo pressupõe conceitos de diferentes ramos do conhecimento científico, mais especificamente, do filosófico (principalmente, os relacionados à epistemologia ou teoria do conhecimento, à fenomenologia e à filosofia da mente), do neurológico (relacionado à embriologia, à anatomia e à fisiologia do sistema nervoso) e do psicológico (relacionado a neurolingüística, à psicologia do desenvolvimento, à comparativa, cognitiva, clínica e experimental), utilizando-se também em suas pesquisas tanto abordagens metodológicas qualitativas, formais e lógicas comum às ciências humanas, quanto abordagens quantitativas, mais comuns às ciências exatas.

Para Herman, (em Arroux 1999 tomo 2:1628) todo “método científico se alimenta no corpo de conhecimentos constituídos, o desenvolve, o modifica e o amplia. Seus resultados (fatos, leis, teoria, procedimentos) são cumulativos porém, provisórios, sua objetividade resulta da aplicação rigorosa e intersubjetivamente verificável dos procedimentos num enquadre ontológico compatível ao realismo científico. A metodologia científica é crítica, realista, coerente, ela combina as fontes do formalismo lógico-matemático com os recursos sistemáticos da experiência. Ela tem como objetivo instituir um conhecimento aproximativo, parcial, mas confiável, de natureza preditiva, explicativa e aplicável.”. Deste modo, o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Neuropsicologia Cognitiva NEPENC do LCL do CCH da UENF, oriundo da linha de pesquisa “Processos Cognitivos” vem se dedicando ao estudo comparativo dos conteúdos das vivências reais e oníricas, obtidas através de questionários, entrevistas e testes de sujeitos privados sensoriais e motores e de sujeitos íntegros em diferentes situações experimentais.

Destaca-se, a seguir, algumas das atividades realizadas pelos componentes do NEPENC do LCL do CCH da UENF.

1 - LINHA DE PESQUISA: “Processos Cognitivos
2 - OBJETOS DE ESTUDO

2.1-Processos Cognitivos Superiores (Memória. Atenção, Pensamento, Linguagem, Sonho)


2.2- Estados de Consciência (Vigília, Sono e Sonho)
2.3- Sistemas Sensório/motores
2.4 -Privações Sensório/motoras;
2.5 -A Representação Mental;
2.6 –Intermodalidade;
2.7 -Espaço e Tempo;
2.8 -A auto-representação;
2.9 -Sexualidade e Gênero;
2.10 –Mitologia;
2.11 –Psicopatologia;
3. ATIVIDADES
3.1. Publicações

3.2.Oficina de construção de objetos anatômicos;

3.3. Oficina de traduções;


  1. COORDENADORA

Dra. Sylvia Beatriz Joffily


  1. PESQUISADORES AUXILIARES

Ms. Patrick Wagner de Azevedo

Ms. Munira Queiroz

Ms. Ana Lúcia Barros Contino

Mestranda Maria Júlia Melo

Mestranda Hildeny R.S. Lima

Ms. Ana Bianca Rocha Miranda

Doutoranda Priscila Quintanilha Braga

Mestranda Zuleica Strogulski


6.PROFESSORES COlaboradores

Dra. Cláudia Vargas –(BIOF/UFRJ)

Dr. Rubens Reimão – (APM/SP)

Dra. Sueli Regina Gottochilich Rossini (USP/SP)


7. Auxiliares

Suéllen Pessanha Buchaúl


8.PRODUÇÃO CIENTÍFICA


  • Bases Conceituais da Neuropsicologia Cognitiva (Apostila do NEPENC), org. Sylvia Beatriz Joffily. LCL/CCH/UENF. 2005.


  • Contino, Ana Lúcia B. e Joffily, Sylvia B. (baseado na dissertação de mestrado)

A construção do espaço psicológico real e onírico em indivíduos privados de visão.

Resumo: Considerando-se que a noção de espaço depende da eficácia funcional dos órgãos sensoriais periféricos e principalmente da visão, modalidade sensorial abrangente e imediata, investigou-se que outra modalidade sensorial seria a responsável pela configuração das representações mentais espaciais nos indivíduos privados de visão. Para isso elaborou-se um questionário/entrevista cujas respostas foram gravadas em fita cassete e posteriormente transcritas para o papel. Dividiu-se a amostra em cegos de nascença e cegos tardios (aqueles que perderam a visão após os 6 anos de idade). Constatou-se que embora a modalidade tátil fosse dominante nas representações mentais espaciais dos cegos (precoces e tardios) também observou-se a presença de indícios sensoriais auditivos e de informações de terceiros. Quanto à capacidade locomotora em lugares abertos, fechados, conhecidos e desconhecidos, os cegos em seus relatos referiram-se, além das modalidades sensoriais acima citadas, à um tipo de indício sensorial/cognitivo que não pode ser vinculado a nenhuma das modalidade sensoriais conhecidas. Na grande maioria dos relatos, a representação mental espacial onírica reproduzia a representação mental espacial do estado de vigília. Nos dois grupos de cegos estudados (tardios e precoces) o tato se revelou como sendo a única modalidade sensorial eficaz na evocação de memórias de longo de prazo. Alguns requisitos mostraram-se importantes para a fixação das representações mentais espaciais que possibilitam a movimentação e a orientação no espaço externo: a ordem, a repetição, a atenção, a concentração e a imaginação prévia do lugar. Do acima exposto, concluiu-se ser o tato a principal modalidade sensorial configuradora da representação mental espacial nos indivíduos privados de visão. A audição embora desempenhe um papel secundário, um referencial “a mais” nas configurações representacionais mentais espaciais dos indivíduos privados de visão (memórias de longo prazo), ela desempenha, na orientação espacial imediata (memórias de curto prazo), um papel significativo, tanto em espaços abertos, quanto em fechados, conhecidos e desconhecidos.


  • Queiroz, Munira e Joffily Sylvia B. (baseado na dissertação de mestrado)


O “ESPAÇO ONÍRICO” COMO INSTRUMENTO DE PESQUISA DAS RELAÇÕES ENTRE O CORPO SEXUAL E A MENTE ERÓTICA NA SEXUALIDADE FEMININA (2005)
Resumo: A diferença biológica, marcada no corpo, divide a humanidade. Assim, ao nascer encontra-se no mundo da linguagem o que irá significar o gênero a que se pertence. Até meados do século XIX as mulheres, não existiam como entidade civil, delas esperava-se que correspondessem ao que já estava designado para elas, ao que era definido para o seu gênero. À partir do século XIX, o acesso à leitura foi essencial para romper o isolamento do espaço doméstico. A mudança da situação feminina propiciou a emergência de novas sensações e novas representações mentais.

O trabalho realizado objetivou a compreensão dos fenômenos da sexualidade feminina, bem como, estabelecer as relações entre o corpo sexual e a mente erótica através das representações mentais e vivências emocionais das mulheres. Buscou-se, ainda, compreender como concretas e efêmeras excitações neurais, transformando-se em abstratas e permanentes representações mentais, dão origem e configuram o pensamento, a linguagem e o sonho. Investigou-se as relações da mente erótica com o corpo sexual, engendrando-se os conceitos de mente erótica sexual, mente mística e mente assexuada.

CASUÍSTICA

As Idéias e doutrinas utilizadas na realização deste estudo: Abdo e Garriblia F. (2000), Angier(2000), Bear (2002), Chauí 1996, 1985), Clément e Kakar (1997), Damásio (2004, 2000, 1996), LeDoux (1998), Ramachandran (2002), Reimão (1996) e Roudinesco (2003). Foram selecionadas 6 mulheres residentes na cidade do Rio de Janeiro pertencentes aos vários níveis sócio-econômicos e educacionais.

METODOLOGIA

Desenvolveu-se uma pesquisa qualitativa com mulheres, na cidade do Rio de Janeiro e construiu-se um estudo de caso, a fim de desvendar os processos cognitivos que envolvem a sexualidade feminina. Através de algumas representações da feminilidade buscou-se fornecer subsídios para os tipos de postura erótica-sexual aventadas (mulher “complemento”, “inferiorizada”, “idealizada” e “desejante”) e para a compreensão das mentes postuladas no estudo. Observou-se a existência ou não de sonhos eróticos e a descrição das imagens oníricas como reveladora da dinâmica mental.

RESULTADOS

O desejo sexual foi investigado através da descrição de sensações corporais e vivências sexuais corporais, como também, pelas descrições de sonhos, fantasias, imaginação, memórias evocadas, emoção e sentimentos. Identificou-se na fala das entrevistadas que as mulheres que relataram ausência de sonho erótico corporal sexual, apresentaram também disfunções sexuais, por ausência de desejo e na dificuldade de finalização sexual (anorgásmica).

CONCLUSÃO

A investigação iniciada nesse trabalho, das mentes e das suas relações com o corpo sexual, foi tratada como um meio de compreender as motivações e as orientações da sexualidade feminina. A relevância de tal estudo contribui para os debates contemporâneos, que envolve uma nova área pouco explorada, a neuropsicologia cognitiva. Os resultados obtidos evidenciaram a existência de determinados padrões de comportamento erótico sexual, contudo o estudo não pode generalizá-los.




  • Queiroz, Munira e Joffily, Sylvia B

ABORDAGEM NEUROPSICOLÓGICA COGNITIVA DAS RELAÇÕES ENTRE O CORPO SEXUAL E A MENTE ERÓTICA NA SEXUALIDADE FEMININA (2005) (baseado na dissertação de mestrado)
O trabalho realizado objetivou a compreensão dos fenômenos da sexualidade feminina, bem como, estabelecer as relações entre o corpo sexual e a mente erótica através das representações mentais e vivências emocionais das mulheres. Buscou-se, ainda, compreender como concretas e efêmeras excitações neurais, transformando-se em abstratas e permanentes representações mentais, dão origem e configuram o pensamento, a linguagem e o sonho. Investigou-se as relações da mente erótica com o corpo sexual, engendrando-se os conceitos de mente erótica sexual, mente mística e mente assexuada.

Desenvolveu-se uma pesquisa qualitativa com mulheres, na cidade do Rio de Janeiro e construiu-se um estudo de caso, a fim de desvendar os processos cognitivos que envolvem a sexualidade feminina. Através de algumas representações da feminilidade buscou-se fornecer subsídios para os tipos de postura erótica-sexual aventadas (mulher “complemento”, “inferiorizada”, “idealizada” e “desejante”) e para a compreensão das mentes postuladas no estudo.

Utilizando-se o enfoque da neuropsicologia cognitiva obteve-se um novo olhar sobre as transformações que marcaram profundamente a sexualidade feminina, dando a esta possibilidade de assumir contornos mais definidos.

Os resultados obtidos evidenciaram a existência de determinados padrões de comportamento erótico sexual, contudo o estudo não pode generalizá-los. À medida que entrou-se em contato com a idéia da relação mente erótica / corpo sexual, outros conhecimentos puderam ser sedimentados e constatou-se que as teorias atuais, isoladamente, não esgotam o assunto, uma vez que os fenômenos vislumbrados requerem um aprofundamento teórico e o estabelecimento de limites metodológicos.



  • Azevedo,.Patrick W. e Joffily, Sylvia B.:



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