Relatório dos casos de meningite do município de itumbiara 1- características da doença / Aspectos Epidemiológicos



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Superintendência de Políticas de Atenção Integral à Saúde



RELATÓRIO DOS CASOS DE MENINGITE DO MUNICÍPIO DE ITUMBIARA

1- Características da doença / Aspectos Epidemiológicos:

A Meningite expressa a ocorrência de um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro. Está relacionada a uma variedade de causas, tanto de origem infecciosa como não infecciosa. As mais importantes do ponto de vista de saúde pública, pela magnitude de sua ocorrência, potencial de transmissão, patogenicidade e relevância social são: a doença meningocócica, a meningite tuberculosa, a meningite por Haemophilus influenzae tibo b, a meningite por pneumococos e as meningites de origem viral.

A transmissão é de pessoa a pessoa, através das vias respiratórias, por gotículas e secreções de nasofaringe, havendo necessidade de contato íntimo (residentes na mesma casa, colega de dormitório ou alojamento, namorado) ou contato direto com as secreções respiratórias do paciente.

As vacinas contra meningite são específicas para determinados agentes etiológicos. Algumas fazem parte do calendário básico de vacinação da criança ( vacina contra Haemophilus influenzae tibo b (Hib) previne contra infecções invasivas causadas por este agente, como meningite, pneumonia, septicemia, otite etc e também a vacina meingocócica C conjugada , utilizada para prevenir as doenças provocadas pela bactéria Neisseria meningitidis do sorogrupo C).

A vacina BCG que protege a criança contra as formas graves de tuberculose dentre elas a meningite tuberculosa também faz parte do calendário básico de vacinação. As vacinas contra o pneumococo são oferecidas no Centro de Referência em Imunobiológicos Especiais (CRIE) de acordo com critérios pré-estabelecidos pelo Programa Nacional de Imunizações e também foi implantada nas Unidades de Saúde da Rede Pública para crianças na faixa etária de 2 meses a menores de 2 anos.

A prevenção da doença meningocócica depende de identificação e da notificação rápida dos pacientes. O tratamento profilático do núcleo familiar e outros tipos de contatos íntimos dos doentes é uma das principais medidas de controle. A quimioprofilaxia é a principal medida para a prevenção de casos secundários nos casos de meningite meningocócica e por Haemophilus influenzae. A administração de antibiótico (rifampicina) com finalidade profilática, embora não assegure efeito protetor absoluto e prolongado, tem sido adotado como uma medida eficaz.

A susceptibilidade é geral, mas o risco de adoecer declina com a idade. O grupo de menores de 5 anos é o mais vulnerável. As meningites têm distribuição mundial e sua expressão epidemiológica depende de fatores como o agente infeccioso, existência de aglomerados populacionais e características sócio-econômicos dos grupos populacionais e do meio ambiente (clima).

De modo geral, a sazonalidade da doença caracteriza-se pelo predomínio das meningites no inverno e das meningites virais no verão.

No Estado de Goiás, período de 2007 a 2009 foram confirmados 1.291casos de meningite. Destes, 213 foi confirmada doença meningocócica, com 58 casos evoluíram para óbito..

Em 2010, foram confirmados 225 casos de meningite (até a semana epidemiológica 43). Destes, 66 foram de doença meningocócica, sendo 13 casos foram a óbito.



Do total de 279 casos de doença meningocócica confirmada pelo diagnóstico laboratorial (2007 a 2010), houve predominância do sorogrupo C, seguida do, B, acompanhando o perfil epidemiológico do Brasil, onde houve uma substituição dos sorogrupos B sobre o C, a partir da década de 90. Apresentando alta letalidade (21%), podendo ocorrer em pessoas de qualquer faixa etária, sendo mais comum em crianças menores de cinco anos de idade.

Nº de casos de Doença meningocócica por sorogrupo, 2007 a 2010*, Goiás



Fonte:SES/SPASI/GVE

  • 2010- até a semana epidemiológica 44

  • Obs: SS – sem especificação do sorogrupo

SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DO MUNICÍPIO DE ITUMBIARA

No ano de 2010, foram notificados à Vigilância Epidemiológica Estadual (até a semana epidemiológica 51), 14 casos suspeitos de meningite, sendo que dois evoluíram para óbito. Desses, 7 (sete) casos foram descartados, 6 confirmados e um caso está sendo investigado .

Dos casos confirmados, 05 casos foram de meningite meningocócica. Sendo 3(três ) do sorogrupo C , 1(um) do sorogrupo B e 1(um) sem especificação de sorogrupo , com letalidade de 20%.

Todos os casos confirmados de doença meningocócica residem em um mesmo bairro no município de Itumbiara. Foram realizadas quimioprofilaxia dos contatos e investigados todos os casos.



Nos anos anteriores (2008 e 2009) , foram confirmados três casos, um caso evoluiu para óbito.
Número de casos confirmados de Doença Meningocócica do município de Itumbiara, 2008 – 2010.

Fonte: SINAN/SPAIS/SES



  • 2010- até a semana epidemiológica 51

Casos notificados e confirmados de meningite do município de Itumbiara, 2008 a 2010

Ano

casos notificados

casos confirmados

2008

11

7

2009

17

10

2010

14

6

TOTAL

42

22

Fonte: SINAN/SPASI/SES

* 2010- até a semana epidemiológica 51

MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE

A meningite é uma síndrome que pode ser causada por diferentes agentes infecciosos. É possível, para alguns, dispor de medidas de prevenção primária, tais como quimioprofilaxia e vacinas . O diagnóstico e o tratamento precoces são fundamentais para um bom prognóstico da doença.

As vacinas contra meningite são específicas para determinados agentes etiológicos. Algumas fazem parte do calendário básico de vacinação da criança, outras estão indicadas apenas em situações para controle de um surto e algumas são indicadas para grupos especiais.

A quimioprofilaxia , muito embora não assegure efeito protetor absoluto e prolongado, tem sido adotada, como uma medida eficaz na prevenção de casos secundários. Está indicada pata contatos íntimos de casos de doença meningocócica e meningite por H. influenzae. A droga de escolha para a quimioprofilaxia é a rifampicina, que deve ser administrada em dose adequada e simultaneamente a todos os contatos íntimos, preferencialmente até 48 horas da exposição da fonte de infecção, sendo considerados o prazo de infectibilidade e o período de incubação da doença.



A população deve ser orientada sobre os sinais e sintomas da doença e, também, sobre hábitos, condições de higiene e disponibilidade de outras medidas de controle e prevenção, tais como quimioprofilaxia e vacinas, alertando para a procura imediata do serviço frente á suspeita da doença. A divulgação de informações é fundamental para diminuir a ansiedade e evitar pânico

Goiânia, 22 de dezembro de 2010.


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