Protocolos iniciais para micropropagaçÃo de hortelã



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PROTOCOLOS INICIAIS PARA MICROPROPAGAÇÃO DE HORTELÃ (Mentha viridis)

Bruna Maria Benedet*

Gilmar Pezzopane Plá **

RESUMO

Este trabalho estudou variações do meio de cultura ideal para micropropagação da Mentha viridis, estabelecendo a melhor concentração e combinação dos reguladores de crescimento Ácido Naftaleno Acético – ANA e o Benzil Amino Purina - BAP. Desenvolveu-se uma metodologia adequada de desinfecção e isolamento in vitro, de sementes de hortelã e também a multiplicação, enraizamento de segmentos nodais obtendo assim plantas completas a partir dos diferentes tipos de concentrações de BAP e ANA. A concentração de 1,0 mg/l de BAP foi a que respondeu melhor ao brotamento dos explantes, enquanto as plantas que se desenvolveram em meio de cultura onde utilizou-se 2,0 mg/l de BAP apresentaram fortes sinais de vitrificação.


Palavras-chave: Micropropagação. Hortelã.

* Estudante - Universidade do Sul de Santa Catarina - Estudante de Agronomia - E-mail: bru_niinha@hotmail.com
** Professor - Universidade do Sul de Santa Catarina - Curso de Agronomia

E-mail: gilmar.pla@unisul.br





  1. INTRODUÇÃO

A multiplicação in vitro tem como objetivo a produção de plantas em grande escala, com qualidades morfológicas e fisiológicas assim como o mínimo de variação somaclonal. “Estes objetivos são alcançados através do controle da composição do meio, das condições da planta matriz, considerando a qualidade e origem dos explantes” (Torres et al, 1998).

A alta procura por plantas medicinais torna o cultivo cada dia mais importante para toda a economia. Na produção de plantas medicinais há aspectos, ambientais e técnicos que influem na área cultivada e, consequentemente, na produção de metabólitos pela planta e na utilização destes na elaboração de princípios ativos, que hoje em dia são tão focados pelas indústrias que visam cada vez mais novas formulações.

A composição e concentração de reguladores de crescimento no meio são fatores determinantes no padrão de desenvolvimento na maioria dos sistemas de cultura de tecidos, sendo as auxinas e as citocininas as classes mais utilizadas neste sistema de cultivo (Torres et al, 2001). Com segmentos nodais de aproximadamente 1 cm de comprimento, foram utilizados meios de cultura para a multiplicação com dois reguladores de crescimento ANA (0,2 mg L-1) e BAP (1,0 e 2,0 mg L-1) adicionados ao meio básico MS.




    1. 2- METODOLOGIA

Foram utilizados como fonte de explantes, segmentos nodais com aproximadamente 1 cm de comprimento, retirados de plantas cultivadas no Laboratório de Produção Vegetal – UNISUL in vitro, em meio MS semi-sólido com 30 g L­-1 de sacarose e 100 mg L-1 de mio-ionositol, a partir de desinfecção de sementes isoladas in vitro com hipoclorito e água destilada. As plantas foram mantidas em sala de crescimento com temperatura de 25 ± 2°C no período claro e 23 ± 2°C no período de escuro, com densidade de fluxo de fótons de 40 mol m-2 s-1 provida por lâmpadas fluorescentes branca-fria e fotoperíodo de 16 h.

Para analisar o melhor meio de multiplicação foi realizado um experimento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 2 x 5, sendo utilizados dois hormônios reguladores de crescimento a base de auxinas e citocininas, o ANA (ácido μ –naftalenoacético) em concentração de 0,2 mg L-1 e o BAP (6-benzilaminopurina) em concentração 1,0 e 2,0 mg L-1, adicionadas ao meio básico MS, o qual teve seu pH ajustado para 5,8 após a adição dos fitorreguladores e antes da autoclavagem. Foram utilizadas dez repetições, sendo cada uma representada por um frasco contendo quatro explantes e 30 mL de meio.
3 -RESULTADOS
3.1- Resultados com o teste ANA 0,2 mg L-1

As plantas de Hortelã (Mentha viridis) que foram repicadas ao meio de cultura básico de MS com concentração de ANA 0,2 mg L-1 foram plantas completas que se desenvolveram bem e com crescimento adequado. Sem nenhuma anomalia morfológica e com condições de serem repicadas novamente para produção maior. Com o regulador de crescimento para estimular raiz, teve uma ótima resposta quando comparado com o MS, ou seja com a testemunha (Gráficos 1 e 2).

Gráfico 1- Desempenho do tratamento ANA 0,2 mg/l


Gráfico 2- Desempenho do tratamento MS - testemunha


3.2 – Resultados com o teste com BAP 1,0 e 2,0 mg L-1
O experimento realizado com meio MS com concentração de BAP 1,0 mg L-1 ocorreu vitrificação e segundo Ziv (1991), a vitrificação é um evento comum na cultura de tecidos, gerando anormalidades fisiológicas e morfológicas no tecido vegetal. Estas desordens, ocorrem principalmente nas folhas, afetando os dois principais processos: fotossíntese e trocas gasosas (CO2, H2O e vapor). Os fatores que geralmente provocam estas anormalidades são: elevada umidade, excesso de fatores nutricionais (mineral e carboidratos), elevados níveis de reguladores de crescimento e baixa intensidade de luz. As plantas quando estão vitrificadas apresentam um aspecto de hiperidricidade nos tecidos e não são aptas a serem aclimatadas. As plantas submetidas ao MS com concentrações de BAP 2,0 mg L-1 a vitrificação ocorrida foi mais intensa e com maior deformação morfológica das plantas, podendo concluir que este fato pode ter ocorrido por conseqüência de toxidade desta concentração de BAP para a Hortelã. Apesar da ocorrência de vitrificação nos dois testes realizados com o regulador de crescimento, a base de citocinina que estimula o brotamento, os testes comparados com o teste MS tesmunha, mostraram que mesmo com a vitrificação as plantas tiveram um bom brotamento (Gráficos 3, 4 e 5).
Gráfico 3- Desempenho do tratamento BAP 1,0 mg/l


Gráfico 4- Desempenho do tratamento BAP 2,0 mg/l


Gráfico 5- Desempenho do tratamento MS - testemunha


4. CONCLUSÃO

Pode-se concluir que de acordo com o que foi testado a metodologia de desinfecção e isolamento in vitro de sementes de hortelã obtiveram excelentes resultados. Para os protocolos de multiplicação in vitro, no enraizamento o resultado melhor foi obtido com as plantas submetidas ao meio MS com a concentração de ANA a 0,2 mg/l. Já em relação aos segmentos nodais e plantas completas, os dois tratamentos (1,0 e 2,0 mg/l) com BAP tiveram a vitrificação presente nas plantas analisadas. Constatatou-se que a concentração de 2,0 mg/l de BAP testada, pode ser as causadoras de deformidade morfológica nas plantas de hortelã.




  1. Referências

BRUGNERA, A., CARDOSO, D., BOUERI, M.A. e MALUF, W.R. CULTIVO E PROPRIEDADES MEDICINAIS DA HORTELÃ. Boletim Técnico de Hortaliças Nº 34. UFLA, Departamento de Agricultura, 1ª ed. Julho, 1999.

TORRES, A.C.; CALDAS,L.S.; BUSO,J.A. Cultura de Tecidos e Transformação Genética de Plantas. Volume I.Embrapa/Brasília.509p. 1998.

TORRES, A.C.; CALDAS,L.S.; BUSO,J.A. Cultura de Tecidos e Transformação Genética de Plantas. Volume II.Embrapa/Brasília.517p. 1999.

TORRES, A.C.; BARBOSA, N.V. dos R.; WILLADINO, L.; GUERRA, M.G.; FERREIRA, C.F.; PAIVA, S.A.V. Meios e condições de incubação para a cultura de tecidos de plantas: Formulações de meios para a cultura de tecidos de plantas. Circular Técnica nº24. Embrapa, Brasília, p.1-20, 2001.

TURCHETTO, A.C.; NASSi F.L.de ; ZANANDREA, I.; FIGUEIREDO, P.M.de; PETERS, J.A.; BRAGA, E.J.B. Multiplicação in vitro de Tagetes sp.. In: 2º Congresso Brasileiro de Cultura de Tecidos, 2005, Fortaleza-CE, 2005.



ZIV, M. 1991. Vitrification: morphological and physiological disorders of in vitro plants. In: Debergh, P.C.; Zimmerman, R.H. (Eds.) Micropropagation – Technology and Application. Kluwer Academic Publishers, London, p.45-69.
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