Professor, aqui estão as minhas( Karla) análises das minhas fotos e das fotos dos meninos



Baixar 49.12 Kb.
Encontro14.11.2017
Tamanho49.12 Kb.

EMPREGO DE LECTINAS VEGETAIS NA IDENTIFICAÇÃO DE TIPOS CELULARES DA MUCOSA DO INTESTINO DELGADO DE SUÍNOS
Karla Maia Vieira1, João Batista Gualberto Júnior2, Nairton Freitas Falcão1, Lívia Schell Wanderley1, Vicente José de Figueiredo Freitas3, Edson Holanda Teixeira4, Benildo Sousa Cavada5, Cláudio Cabral Campello6.
USE OF PLANT LECTINS FOR IDENTIFICATION OF CELL POPULATIONS PRESENT IN THE MUCOSA OF THE SMALL INTESTINE OF PIGS
RESUMO
Lectinas são proteínas não pertencentes ao sistema imunológico, porém capazes de reconhecer sítios específicos em moléculas e ligar-se reversivelmente a carboidratos, sem alterar a estrutura covalente das ligações glicosídicas dos sítios. Efeitos deletérios associados ao consumo de sementes cruas de diversas espécies vegetais têm sido atribuídos a essa classe de moléculas, a maioria dos quais decorrentes de sua habilidade de se ligar a uma ampla variedade de células animais incluindo linfócitos, células intestinais, adipócitos, células endócrinas, células tumorais, etc. O presente trabalho foi realizado com o objetivo de avaliar o potencial de lectinas com diferentes especificidades como marcadoras seletivas de tipos celulares presentes na mucosa do intestino delgado de suínos. Para tanto, amostras de intestino delgado de leitões recém-desmamados foram processadas para estudo histológico (fixadas em formaldeído tamponado, desidratadas em série alcoólica de concentração crescente, diafanizadas em xilol, impregnadas e incluídas em parafina histológica), seccionadas seqüencialmente em micrótomo e submetidas a coloração por meio de método histoquímico com as lectinas de Canavalia brasiliensis (Glucose-manose), Lonchocarpus sericeus (N-Acetil-glucosamina) e Vatairea macrocarpa (Galactose) conjugadas com fluoresceína. Os resultados obtidos demonstraram não haver indícios de marcação de células epiteliais quando expostas às lectinas propostas no experimento. Nas lâminas de intestino delgado marcadas com VML, foram evidenciadas células sanguineas nítidas e esparsas ao longo da lâmina própria dos vilos. O uso da lectina Con BR promoveu uma marcação intensa, porém de um número pouco expressivo destas células . A lectina LSL indicou uma possível marcação de eritrócitos, os quais se apresentaram com uma elevada intensidade de fluorescência.
Palavras-chave: Lectinas, Fluorescência, Histoquímica
ABSTRACT
Lectins are proteins not belonging to the immune system, that possess specific and reversible carbohydrate- binding activities, without alter the covalent structure of the connections glycosid. Deleterious effects associated to consumption of raw seeds of various plant species have been attributed to that class of molecules, the majority of the which resulting of its ability of to be linked to a broad animal range of cells including linfocytes, intestinal cells, adipocyties, endocrine cells , tumoral cells, etc. The present work was carried out with the objective of to evaluate the potential of lectins with peculiar specificities as selective markers of cellular types present in the mucosa of the small intestine of pigs. For so much, samples of intestine of newly weaned piglets were processed for histologic study (fixed in phosphate-buffered formalin solution, dehydrated in alcoholic series of growing concentration, cleared in xylen, and embedded in paraffin), sequencially cutted(7m) and submitted to coloring by histochemical approach with the lectins of Canavalia brasiliensis (Glucose-mannose), Lonchocarpus sericeus (N-Acetil-glucosamina) and Vatairea macrocarpa (Galactose) conjugated with FITC. The results obtained showed that epitelial cells were not specifically marked when exposed to the lectins proposed in the experiment. In the slices of intestine marked with VML, blood cells were sharp and sparce along the vilus surface. The use of the lectin Con BR promoted an intense marking. It ocorrs in just a little number of these cells. Lectin LSL indicated a possible marking of erytrocytes, which were presented with a high intensity of fluorescence.

Keywords: Lectins, Fluorescence, Histochemical


INTRODUÇÃO

Lectinas são proteínas não pertencentes ao sistema imunológico, porém capazes de reconhecer sítios específicos em moléculas e ligar-se reversivelmente a carboidratos sem alterar a estrutura covalente das ligações glicosídicas dos sítios (Kocourek e Horejsi, 1981). Foram identificadas primeiramente em extratos de sementes de Ricinus communnis por Stillmark, em 1888.

Desde que as lectinas foram descobertas, um vasto espectro de possíveis aplicações vem sendo sugerido para essas moléculas, nas áreas de bioquímica, imunologia e outras afins. A literatura pertinente registra, como exemplos de efeitos biológicos estimulados por lectinas, a aglutinação de eritrócitos, a estimulação mitogênica de linfócitos, a inibição do crescimento de células de tumores, a indução da liberação da histamina por basófilos e mastócitos, a inibição do crescimento de fungos e a toxicidade sobre células e organismos, tais como animais e insetos (Isidro,1996).

As lectinas são encontradas em uma ampla variedade de espécies de plantas e animais. Entretanto, estão presentes em maior quantidade em grãos de leguminosas e gramíneas (Mancini et al., 1979; Pusztai, 1989)

De acordo com Peumans e Van Damme (1995) as lectinas podem ser classificadas em quatro grandes grupos de acordo com as suas características estruturais: merolectinas, hololectinas, quimerolectinas e superlectinas. As merolectinas são aquelas que apresentam um único domínio de ligação a carboidratos. Como são monovalentes, não são capazes de precipitar glicoconjugados nem de aglutinar células em suspensão. As hololectinas, grupo ao qual pertence a maioria das lectinas vegetais, contêm pelo menos dois domínios ligantes de carboidratos, idênticos ou muito semelhantes, que se ligam ao mesmo tipo de açúcar ou a açúcares estruturalmente similares. Sendo multivalentes, são capazes de aglutinar células e precipitar glicoconjugados. As quimerolectinas são lectinas compostas de um ou mais domínios de ligação a carboidratos e, na mesma molécula, um outro domínio não ligante a açúcares com algum tipo de atividade biológica, como atividade enzimática, por exemplo. As superlectinas são aquelas que contêm pelo menos dois domínios de ligação para carboidratos, mas que apresentam especificidades diferentes, ligando-se a carboidratos estruturalmente diferentes.

Quando ingeridas, as lectinas vegetais são altamente resistentes à degradação proteolítica in vivo, podendo atravessar o tubo gastrointestinal de animais monogástricos sem sofrer proteólise significativa e serem recuperadas intactas e biologicamente ativas nas fezes (Oliveira et al.,1994). Se na superfície luminal de células epiteliais intestinais estiverem presentes os carboidratos para os quais uma dada lectina tem afinidade, esta poderá estabelecer ligações com aqueles constituintes (Ryder et al.,1998). A interação das lectinas com receptores glicídicos da membrana celular é a base molecular para várias respostas que essas proteínas são capazes de induzir nos mais diversos sistemas biológicos. Em animais, efeitos tóxicos de lectinas após ingestão oral podem ser devidos a essa habilidade destas substâncias em ligar-se a sítios receptores específicos na superfície das células intestinais (Liener,1981).

Entre os alvos potenciais das lectinas em organismos animais, destacam-se os tipos celulares que ocorrem no epitélio de revestimento do intestino delgado, incluindo as células absortivas (enterócitos, caracterizados pela presença de uma condensação em sua superfície apical — os microvilos formando uma borda estriada), células caliciformes (produtoras de muco, constituído por glicoproteínas, cuja principal função é lubrificar e proteger o epitélio intestinal), células enteroendócrinas (constituintes do sistema neuroendócrino difuso), células M (atuam interiorizando antígenos, sendo importantes para as funções do sistema imunitário do intestino), células de Paneth (típicas células exócrinas com grânulos de secreção acidófilos contendo lisozima) e células de reserva (Ratineau et al., 2001; Ettarh e Carr, 1997).

A união das lectinas às células do revestimento epitelial intestinal é acompanhada de lesões como ruptura da borda em escova, atrofia de microvilos, hiperplasia das células das criptas e perda da viabilidade de células epiteliais (Oliveira et al., 1994; Bardocz et al., 1995; Pusztai e Bardocz et al., 1995). Evidentemente, todas essas alterações na superfície e na estrutura íntima das células repercutem diretamente não só na absorção de substâncias, como também na produção e funcionalidade das enzimas digestivas produzidas pelas próprias células.

Parte das lectinas adsorvidas à membrana celular de enterócitos pode ainda penetrar nas células por endocitose, atravessar o ambiente citoplasmático no interior de vesículas endocitóticas e, posteriormente, ser liberada no espaço intersticial e/ou na corrente sangüínea (Pusztai et al.,1989; Grant et al.,1997).

À parte desta ação indireta, têm-se observado inibições das peptidades nas microvilosidades in vitro. Isto pode alterar, ainda em maior medida, o transporte dos produtos da hidrólise protéica através das membranas, contribuindo na excreção de nitrogênio e, por conseguinte, na redução da utilização de proteínas em animais que consumiram determinadas lectinas na ração.

Considerando-se que algumas lectinas vegetais são, quando ingeridas, capazes de se ligar a glicoconjugados de superfície presentes em células do revestimento epitelial intestinal, é de se esperar que possam também ser empregadas como ferramentas para a localização destes tipos celulares por meio de técnicas histoquímicas.

Desse modo, o presente trabalho foi realizado com o objetivo de avaliar o potencial de lectinas com diferentes especificidades como marcadoras seletivas de tipos celulares presentes na mucosa do intestino delgado de suínos.


MATERIAL E MÉTODOS

Os animais utilizados no presente trabalho compreendem parte de um lote original de 80 leitões selecionados para experimento destinado à avaliação de ingredientes alternativos de origem animal e vegetal na dieta de suínos em crescimento. O grupo controle do referido experimento foi empregado nesta pesquisa. Os leitões, adquiridos comercialmente em granja suinícola, foram criados nas instalações do Setor de Suinocultura do Departamento de Zootecnia do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Ceará (CCA/UFC). Os animais utilizados na análise histológica foram submetidos a jejum de aproximadamente 12 horas, tendo acesso somente a água, e, subsequentemente, foram sacrificados por concussão cerebral. Amostras dos segmentos do intestino delgado, com aproximadamente 2cm de comprimento, foram retiradas, lavadas interna e externamente com suaves esguichos da solução fixadora (formaldeído a 10%) e, em seguida, acondicionadas individualmente em frascos de vidro devidamente identificados contendo aproximadamente 100mL de solução aquosa de formol a 10%, onde permaneceram por um período de 24h. Concluída a fixação, cada fragmento foi transferido para solução aquosa de álcool a 70% até o início do processamento.

Os espécimes foram então desidratados em série alcoólica de concentração crescente (80% por 1 hora, 90% por uma hora, 95% por uma hora, 100% em dois banhos de uma hora cada), diafanizadas em xilol (duas passagens de duas horas), impregnadas em parafina histológica (duas passagens de duas horas em estufa a 60oC) e incluídas em blocos de parafina. Os blocos foram cortados em micrótomo Olympus, modelo CUT 4055 II, em seções com 7m de espessura. Por fim, as amostras seccionadas foram desparafinizadas em xilol (2  3 minutos) e hidratadas em série alcoólica de concentração decrescente (100%  2 minutos, 95%  2 minutos, 70%  2 minutos e água destilada).

As lectinas usadas no experimento foram cedidas pelo Laboratório de Moléculas Biologicamente Ativas, BioMol- Lab (UFC-CE) após serem isoladas e purificadas conforme descrito por Moreira e Cavada (1984) e Cavada et al. (1998) para as lectinas de Canavalia brasiliensis(Con BR) e Vatairea macrocarpa(VML), respectivamente. A lectina de Lonchocarpus sericeus(LSL) foi isolada e purificada através de procedimento estabelecido no próprio BioMol- Lab (dados não publicados).

O processo de marcação das lectinas com fluoresceína isotiocianato obedeceu ao seguinte protocolo: alíquotas contendo 1mg de lectina acrescida do monossacarídeo inibidor (1,0M) foram dissolvidas em 2,0 mL de solução de conjugação (1,5 mL de tampão carbonato/bicarbonato de sódio 0,2M; pH 9,3, contendo 0,5 mL de etilenoglicol). Apos rápida agitação em vortex, 500µl de uma solução de FITC (0,05mg, em etilenoglicol) foi adicionada e a mistura submetida a agitação por 5h a 4°C ao abrigo da luz. Após incubação, a fração contendo o complexo lectina/FITC foi separada da FITC não conjugada por meio de cromatografia de exclusão molecular em coluna PD 10 (Pharmacia LKB – 9,0ml), previamente equilibrada com água Milli Q saturada com N-butanol 5%, com fluxo contínuo mantido por força da gravidade. Imediatamente antes da cromatografia, 450µl da solução de equilíbrio foram adicionados à amostra e, em seguida, aplicada a coluna. O pico I, que correspondia à fração lectina/FITC foi retirado com 3,5 mL de solução N-butanol 5%, enquanto que a FITC não conjugada foi eluída no Pico II com 10ml da mesma solução.

As lectinas fluorosceinadas foram conservadas sob forma liofilizada até que, imediatamente antes da utilização, foram diluídas em solução salina 0,15M e mantidas protegidas da luz.

As lâminas contendo secções de intestino delgado foram submetidas ao tratamento com lectinas fluoresceinadas de acordo com o seguinte protocolo: inicialmente, as lectinas previamente conjugadas com fluoresceína isotiocianato e liofilizadas, foram diluídas em solução salina 0,9% a uma razão de 1:10 e protegidas da luz. A seguir, foram colocadas de 5 a 6 gotas da solução de lectinas fluoresceinadas sobre os cortes histológicos desparafinizados e hidratados devidamente identificados e estes foram incubados em estufa a 37,0oC por 1 hora. Terminado o período de incubação, as amostras foram lavadas com suaves esguichos de solução salina para remoção do excesso de lectina e eliminação de ligações inespecíficas, e procedeu-se a observação dos cortes por microscopia de fluorescência.

As imagens foram obtidas com microscópio trinocular Nikon Eclipse E-400 (aumento 200) e captadas por câmara digital acoplada ao microscópio.   


RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados obtidos podem ser visualizados através das FIGURAS 1 E 2. Nas lâminas de intestino delgado marcadas com lectina VML(FIGURAS 1B, 2A e 2D) pode-se verificar que não há indícios de marcação de células do revestimento epitelial intestinal. Embora haja algum grau de emissão de fluorescência na superfície luminal, na região correspondente à borda em escova das células absortivas, semelhante luminosidade pode ser vista também na lâmina controle (FIGURA 1A), mostrando que se trata de fluorescência natural, não provocada pelo estabelecimento de ligações com a lectina fluoresceinada. No entanto, foram evidenciadas hemácias nítidas e esparsas ao longo da lâmina própria dos vilos intestinais, revelando o trajeto de vasos sangüíneos de baixo calibre no interior dos vilos. O mesmo comportamento quanto ao epitélio intestinal e aos eritrócitos foi observado em relação às lectinas Con BR e LSL. A Con Br (FIGURAS 1D e 2C), inócua sobre as células epiteliais, promoveu uma marcação intensa, porém de um número pouco expressivo de células sangüíneas. A lectina LSL (1C e 2B) também marcou apenas eritrócitos, os quais se apresentaram com uma elevada intensidade de fluorescência.

É de certo modo surpreendente que o glicocálix da borda em escova, as glicoproteínas contidas nas células caliciformes e os receptores de membrana presentes nos vários tipos celulares do revestimento epitelial não tenham funcionado como sítios de ligação para as proteínas carboidrato-ligantes testadas. Dados existentes na literatura mostram que lectinas de diferentes especificidades têm o poder de se ligar às células do revestimento intestinal (Pusztai, 1991; Oliveira et al., 2004).

A possibilidade de que os carboidratos presentes nas células intestinais tenham sido perdidos, total ou parcialmente, ao longo do tratamento a que as amostras foram submetidas, desde a colheita até a confecção das lâminas, poderia ser levantada. Todavia, nas lâminas estudadas, não parece ter havido prejuízo à preservação de glicoconjugados durante o processamento histológico, fato comprovado pelo emprego de coloração pelo método combinado PAS-Alcian Blue em cortes paralelos àqueles incubados com lectinas, que evidenciou o conteúdo glicoprotéico das células caliciformes e uma delgada camada de muco sobre a borda em escova do epitélio intestinal (dados não mostrados).

A manifestação de fluorescência pelas hemácias demonstra que a fluoresceína que foi utilizada no ensaio estava em perfeitas condições de uso e que, se as lectinas conseguissem ligar-se a alguma superfície celular específica, a mesma seria evidenciada à observação microscópica.

Acerca dessa luminosidade apresentada por células vermelhas do sangue, Ruh et al.(1998) demonstraram que o tratamento dessas células apenas com fluoresceína permite a sua localização em tecidos animais, já que a fluoresceína é capaz de penetrar no seu interior e emitir fluorescência, o que permite a sua visualização. Porém, no caso desse trabalho, não foi usada fluoresceína pura, mas apenas conjugada com lectinas. Com a conjugação, forma-se uma molécula de grandes dimensões, incapaz de penetrar no interior de uma célula normal sem um processo ativo de endocitose. Desse modo, a marcação que se pode observar nas lâminas de intestino delgado deve-se provavelmente ao reconhecimento de carboidratos específicos na superfície dos eritrócitos por parte das lectinas utilizadas.

Foi observado, ainda nos cortes de intestino delgado, que as lectinas diferiram discretamente quanto ao grau de afinidade pelas hemácias, manifestados pelas diferentes intensidades de emissão de fluorescência, com efeito aparentemente mais destacado para a lectina de Vatairea macrocarpa e efeitos mais modestos para a lectina de Canavalia brasiliensis.

As observações feitas ao longo do presente trabalho conduzem a diversas questões relativas ao comportamento de lectinas vegetais quanto à sua habilidade em estabelecer ligações com células da mucosa do intestino delgado. É possível que a interação entre algumas dessas proteínas e o epitélio intestinal não seja baseada unicamente na ação de sítios de ligação a carboidratos, mas envolva outros tipos de reações. É possível ainda que o período de tempo de incubação definido na metodologia deste trabalho não seja suficientemente longo para permitir o estabelecimento de ligações persistentes entre lectinas e receptores de membranas celulares. Estas e outras questões precisarão ser respondidas e, para tanto, maiores e mais detalhados estudos deverão ser realizados.

CONCLUSÃO

Os resultados obtidos demonstraram não haver indícios de marcação de células epiteliais no intestino delgado de suínos quando expostas às lectinas propostas no experimento. Nas lâminas de intestino delgado marcadas com VML, foram evidenciadas apenas células sangüíneas nítidas e esparsas ao longo da lâmina própria dos vilos. O uso da lectina Con BR promoveu uma marcação intensa, porém de um número pouco expressivo destas células. A lectina LSL promoveu a marcação de eritrócitos, os quais se apresentaram com uma elevada intensidade de fluorescência.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS




BARDOCZ, S., EWEN, S. W. B., GRANT, G., PUSZTAI, A. 1995. Lectins as growth factors of the small intestine and the gut. In: Lectins – Biomedical Perspectives. Eds. PUSZTAI, A. & BARDOCZ, S.. Taylor & Francis Ltd., London, UK, pp 103 – 116.




CAVADA, B. S.; SANTOS, C. F.; GRANGEIRO, T. B.; NUNES, E. P.; SALES, P. V. P.; RAMOS, R L.; SOUSA, F. A. M.; CRISOSTOMO, C. V.; CALVETE, J. J. 1998. Purification and Characterization of a Lectin from Seeds of Vaitarea Macrocarpa Duke. Phytochemistry, 49 (3): 675 – 680.




ETTARH, R. R., CARR, K. E. A morphological study of teh enterical mucosal epithelium in the streptozotocin-diabetic mouse. Life Sciences 61 (18): 1851 – 1858, 1997.




GRANT, G., HENDERSON, L. T., EDWARDS, J. E., EWAN, E C., BARDOCZ, S., PUSZTAI, A. 1997. Kidney bean and soybean lectins cause enzyme secretion by pancreatic acini in vitro. Life Sciences 60: (18) 1589 – 1595.




ISIDRO, R. 1996. Ação de lectinas vegetais sobre o comportamento da saúva do nordeste, Atta opaciceps Borgmeier, 1939. Dissertação de Mestrado, Fortaleza, UFC/CCA/ Departamento de Fitotecnia. 109 p.  




KOCOUREK, J., HOREJSI, V. 1981. Defining a lectin. Nature 290: 188-190.




LIENER, I.E. 1981. The nutritional significance of the plant lectins. In: ORY, R.L. Ed. Antinutrients and natural toxicants in foods. Food & Nutrition Press, Westport, p.143-157.




MANCINI, J. F., LAJOLO, F. M.,VIZEU , D. M. 1979. Lectins from red kidney beans: radiation effect on agglutinating and mitogenic activity. Journal of Food Science, 44 (4): 1194 – 1196.




MOREIRA, R. A.; CAVADA, B. S. 1984. Lectin from Canavalia brasiliensis: isolation, characterization and behavior during germination. Biologia Plantarum, 26 (2): 113-120.




OLIVEIRA, J. T. A., RIOS, F. J. B., VASCONCELOS, I. M., FERREIRA, F. V. A., NOJOSA, G. B. A., MEDEIROS, D. A. 2004. Cratylia argentea seed lectin, a possible defensive protein against plant-eating organisms: effect on rat metabolism and gut histology. Food and Chemical Toxicology, 42: 1737 – 1747.




OLIVEIRA, J. T. A., VASCONCELOS, I. M., GONDIM, M. J. L., CAVADA, B. S., MOREIRA, R. A., SANTOS, C. F., MOREIRA, L. I. M. 1994. Canavalia brasiliensis seeds. Protein quality and nutritional implications of dietary lectin. Journal of the Science of Food and Agriculture , 64: 417-424.




PEUMANS, W. J., VAN DAMME, E.J.M. 1995. The role of lectins in plant defence. Histochemical Journal 27: 253 - 271.




PUSZTAI, A. 1989. Lectins. In: CHEEK, P.R. Ed. Toxicants of plant origin: proteins and aminoacids. Boca Raton. CRC Press, 3: 29-71.




PUSZTAI, A. 1991. Plant Lectins. Cambridge. Cambridge University Press, p. 105 – 205.




PUSZTAI, A., BARDOCZ, S. 1995. Physiological role (s) of lectins in plants and the effects of their inclusion in the diet on the gut and metabolism of animals. In: Phytochemicals and Health, 10th Annual Penn State Symposium in Plant Physiology. Eds. GUSTINE, D. L. & FLORES, H. E.. Pennsylvania, USA, pp. 179 – 191.




RATINEAU, C., DREAU, S., BLANC, M., BERNARD, C., CORDIER-BUSSAT, M., ABELLO, J., CHAYVIALLE, J., ROCHE, C. CCK expression in enteroendocrine cells is regulated by soluble factor(s) from underlying fibroblasts. Molecular and Cellular Endocrinology 175: 5 – 13, 2001.




RUH, J., RYSCHICH, E., SECCHI, A., GEBHARD, M. M., GLASER, F., KLAR, E., HERFARTH, C. Measurement of blood flow in the main arteriole of the villi in rat small intestine with FITC-labeled erythrocytes. Microvascular Research 56: 62 – 69, 1998.




RYDER, S. D., JACYNA, M. R., LEVI, A. J., RIZZI, M. P., RHODES, J. M. 1998. Peanut ingestion increases rectal proliferation in individuals with mucosal expression of peanut lectin receptor. Gastroenterology 114: (1) 44 – 49.



A


B

FIGURA 1. Cortes histológicos de intestino delgado de suínos visualizados por microscopia de fluorescência. A: Controle; B: Incubado com VML; C: Incubado com LSL; D: Incubado com Con Br.




A

B

C

D


FIGURA 2. Cortes histológicos de intestino delgado de suínos visualizados por microscopia de fluorescência. A: Incubado com VML; B: Incubado com LSL; C: Incubado com Con Br; D: Incubado com VML.




1 Estudante de graduação em Medicina Veterinária. Bolsista de IC FUNCAP.

2 Estudante de graduação em Medicina Veterinária. Bolsista do PIBIC-CNPQ.

3 Doutor. Professor da Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará.

4 Mestre. Doutorando em Bioquímica (UFC). Professor da Faculdade de Medicina de Sobral (UFC)

5 Doutor. Professor do Centro de Ciências da Universidade Federal do Ceará.

6 Doutor. Professor da Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará. Orientador.




Compartilhe com seus amigos:


©aneste.org 2020
enviar mensagem

    Página principal
Universidade federal
Prefeitura municipal
santa catarina
universidade federal
terapia intensiva
Excelentíssimo senhor
minas gerais
união acórdãos
Universidade estadual
prefeitura municipal
pregão presencial
reunião ordinária
educaçÃo universidade
público federal
outras providências
ensino superior
ensino fundamental
federal rural
Palavras chave
Colégio pedro
ministério público
senhor doutor
Dispõe sobre
Serviço público
Ministério público
língua portuguesa
Relatório técnico
conselho nacional
técnico científico
Concurso público
educaçÃo física
pregão eletrônico
consentimento informado
recursos humanos
ensino médio
concurso público
Curriculum vitae
Atividade física
sujeito passivo
ciências biológicas
científico período
Sociedade brasileira
desenvolvimento rural
catarina centro
física adaptada
Conselho nacional
espírito santo
direitos humanos
Memorial descritivo
conselho municipal
campina grande