Problemas sócio-econômicos



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Cidade

Uma cidade é uma área urbanizada, que se diferencia de vilas e outras entidades urbanas através de vários critérios, os quais incluem população, densidade populacional ou estatuto legal, embora sua clara definição não seja precisa, sendo alvo de discussões diversas. A população de uma cidade varia entre as poucas centenas de habitantes até a dezena de milhão de habitantes. As cidades são as áreas mais densamente povoadas do mundo. São Paulo, uma das cidades mais populosas do mundo, com seus 10,9 milhões de habitantes, possui uma densidade populacional de aproximadamente 7,16 mil habitantes por quilômetro quadrado. Enquanto isso, o Brasil, país onde a cidade está localizada, possui apenas 20 hab/km².

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Problemas sócio-econômicos


Os principais problemas sócio-econômicos que as cidades enfrentam são a criminalidade, a pobreza, e atritos entre diferentes grupos étnico-raciais e/ou culturais.
Crimes, tais como roubos, seqüestros e o tráfico e consumo de drogas ilegais, não ocorrem somente nas cidades. Porém, estes crimes - bem como as causas destes - geralmente são mais pronunciados nas cidades, onde afetam com mais facilidade vários habitantes inocentes, que nada tem a ver com estes atos criminosos, ou criam com mais facilidade novos criminosos (como delinqüentes juvenis). A pobreza está associada em grande parte com vários destes crimes. Pessoas que não possuem como sustentar-se e que são negligenciadas pela sociedade por vezes recorrem ao crime como meio de sustentação, roubando, seqüestrando e/ou traficando drogas.
Maior policiamento e cumprimento de leis existentes é um dos possíveis métodos para reduzir as taxas de criminalidade. Porém, estas taxas continuarão altas se os problemas que a causam não são solucionados. O principal fator causador de crimes em geral é a pobreza, mas crimes podem também ter raízes étnicas e/ou culturais. Desde a antiguidade, as cidades têm se destacado como pólo onde pessoas de diferentes etnias e/ou grupos culturais se encontram. Por vezes, diferentes grupos étnico-culturais se relacionam bem entre si. Em muitos casos, porém, diferentes grupos étnico-culturais estranham, não confiam, vêem como inferiores e/ou têm medo de outros grupos étnico-culturais. Tais atitudes têm causado atritos e violência entre diferentes grupos étnico-culturais desde a antiguidade. Um exemplo são as cidades sul-africanas, que possuem as taxas de roubos, estupros e homicídios mais altas do mundo, sendo que muito destes crimes são cometidos por causa de atritos entre os diversos grupos étnico-culturais existentes, como os Zulu, os Xhosa e os descendentes de europeus.
A pobreza é um dos maiores problemas enfrentados pelas cidades. Mesmo nas cidades localizadas nos países desenvolvidos, onde a maioria dos habitantes da cidade usufrui de um alto nível de qualidade de vida, em muitos casos uma parte considerável de seus habitantes vivem abaixo da linha da pobreza. Este problema data desde os primórdios da antiguidade.
Na maioria das cidades dos países em desenvolvimento os bairros da classe média e da elite estão situados no núcleo urbano da cidade, com bairros pobres e favelas situados nos limites da cidade. (...)
Em muitas cidades nos países em desenvolvimento as pessoas não têm como arcar com os custos de manutenção ou aluguel de residências, tendo que morar na rua, em bairros informais chamados favelas, ou em abrigos - em muitos casos, em péssimas condições, mesmo nos países desenvolvidos - fornecidos pela prefeitura ou por terceiros.
Certos grupos governamentais e não-governamentais - especialmente nos países desenvolvidos - procuram minimizar o problema da pobreza e da falta de residenciamento nas cidades através do fornecimento de oportunidades de trabalho, instalações educacionais adequadas e ajuda financeira aos necessitados.

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Problemas governamentais


Desde que as primeiras instituições administrativas surgiram com o intuito de administrar cidades, desde os primórdios da história da urbanização, a tarefa destas instituições tem tornado-se cada vez mais complexa. Atualmente, é responsabilidade da prefeitura - como estas instituições são chamadas atualmente - administrar uma variedade de serviços públicos tais como policiamento, educação, cobertura anti-incêndio, transporte público, manutenção de vias públicas em geral, renovar bairros em decadência, entre outros.
As prefeituras precisam de verbas para arcarem com suas responsabilidades. Boa parte destas verbas é gerada através de impostos municipais, isto é, instituídos pela prefeitura, e válidos dentro da cidade. Porém, os impostos municipais por si só geralmente não são suficientes. As cidades também precisam de outras fontes de fundos, como verbas fornecidas pelo governo do país (ou a subentidade administrativa, tal como estado ou província) onde a cidade está localizada, ou a tomada de empréstimos.
Porém, o contínuo crescimento populacional das cidades torna as tarefas e as responsabilidades das prefeituras das grandes cidades difíceis, devido aos maiores gastos envolvidos - especialmente quando a percentagem de habitantes vivendo na pobreza aumenta na cidade. Quando isto acontece, as prefeituras precisam fornecer assistência social para um número maior de pessoas, ou arcarem com os problemas causados pela pobreza, como o baixo número de verbas arrecadadas através de impostos municipais. Dois exemplos são São Paulo e Rio de Janeiro, que receberam grandes quantidades de nordestinos - a maioria com pouca ou nenhuma educação - entre as décadas de 1950 e 1990.
O problema da pobreza é agravado quando os habitantes da classe média e alta começam a sair da cidade, mudando-se para subúrbios mais distantes. Em muitos casos, muitos dos ex-habitantes continuam a trabalhar na cidade na qual eles moravam anteriormente, comumente, no centro financeiro da cidade. Porém, em todo caso, os ex-habitantes já não pagam impostos para a prefeitura da cidade onde eles moravam. Esta migração da classe média e alta ocorre primariamente nas inner cities existentes no Reino Unido, na Irlanda e principalmente nos Estados Unidos - exemplos bem-conhecidos são Detroit, Denver e Chicago. A prefeitura de uma cidade também sofre quando estabelecimentos comerciais e industriais mudam-se em direção a outras cidades, como cidades vizinhas, atraídas por diversos fatores como impostos mais baixos.

O futuro


Geógrafos, sociólogos e urbanistas acreditam que as regiões metropolitanas continuarão a crescer em área e população nas próximas décadas, bem como um grande aumento das taxas de urbanização do mundo. Este efeito estará concentrado primariamente nos países em desenvolvimento, que possuem atualmente e no geral menores taxas de urbanização em relação aos países desenvolvidos, uma população em rápido crescimento e a presença de um forte movimento de êxodo rural - no geral, sensivelmente maiores do que o movimento de êxodo rural existente atualmente nos países desenvolvidos.
A percentagem da população mundial vivendo atualmente em cidades, bem como estimativas para o futuro próximo, dependem da definição de cidade utilizada. Em 2000, segundo o Centro das Nações Unidas para os Assentamentos Urbanos, cerca de 2,7 bilhões de habitantes, aproximadamente 45% da população mundial à época, viviam em cidades. Esta percentagem saltará para 50% em 2010, devendo alcançar 60% em 2030. Em outros estudos e estimativas, a percentagem da população mundial vivendo em cidades alcança até 50%, em 2000, e até 75%, em 2010, dependendo dos estudos, critérios e estimativas utilizadas.
Fonte

WIKIPEDIA. Cidade. Disponível em: . Acesso em: 20 mai. 2014.






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