Plano de ensino- séries iniciais



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Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC

Centro de Ciências Humanas e da Educação – FAED

PLANO DE ENSINO- SÉRIES INICIAIS


DEPARTAMENTO:


Departamento de Pedagogia


ANO/SEMESTRE:

2012/01

CURSO:


Pedagogia

FASE:

7ªSI

DISCIPLINA:

Conteúdos e Metodologias de Ensino da Matemática

TURNO:

Noturno

CARGA HORÁRIA:

60h/a

CRÉDITOS:

04

PROFESSOR(A):

Dra. Sueli Wolff Weber



1. EMENTA





A educação matemática nas séries iniciais do ensino fundamental: tendências, pressupostos teóricos-metodológicos. Tecnologia da Informação. Processo ensino e aprendizagem de Matemática nas séries iniciais do Ensino Fundamental. Resolução de problemas. Conteúdos básicos da Matemática para as séries iniciais: Número, Geometria e Medidas. Operações fundamentais. Proporcionalidade e estatística.

2. HORÁRIO DAS AULAS (OPCIONAL)




DIA DA SEMANA

HORÁRIO

CRÉDITOS

3ºfeira

20:00 h - 22:30h

03 (AULAS)

4ºfeira

18: 10 h – 19:00 h

01 (AULA)



3. OBJETIVOS



3.1 OBJETIVO GERAL

Possibilitar as alunas do Curso de Pedagogia Magistério Séries Iniciais, a construção de uma proposta didático-pedagógica de Matemática tendo como base a concepção pós-construtivista, que tem como principios básicos, a ideia de que todos podem aprender, só ensina quem aprende e que aprendemos mergulhados em todos os elementos que envolvem o conceito a ser aprendido; e a teoria dos campos conceituais proposta por Gerard Vergnaud que explica a conceitualização humana em sua aplicação no terreno do ensino e da aprendizagem de conceitos matemáticos fundamentais.





3.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS


Pro

  1. Possibilitar aos acadêmicos um espaço de reflexão sobre a situação do ensino da Matemática tendo em vista sua atuação profissional .

  2. Possibilitar aos acadêmicos que reflitam sobre a relação com a Matemática em sua vida estudantil com vistas a identificar qual o sentido e significado da Matematica na sua vida atual.

  3. Compreender qual o sentido de ensinar Matemática nas séries iniciais do ensino fundamental e analisar tendências na atualidade.

  4. Possibilitar aos acadêmicos e futuros professores que vivenciem a experiencia de sentirem-se capazes de entender Matemática e de construir uma outra concepção de ensino e de aprendizagem da matemática para os anos iniciais do ensino fundamental.

  5. Possibilitar aos acadêmicos a oportunidade de operar sobr eo material didático estruturado e a construir jogos matemáticos para que, a partir disso possam construir/reconstruir seus conceitos de modo mais sistematizado e completo.

  6. Aprender a selecionar, explorar, modificar e construir novos jogos e situações didáticas para o ensino de matemática às crianças das séries iniciais do ensino fundamental.

  7. Oportunizar o desenvolvimento de habilidades como observação, análise, levantamento de hipóteses, busca de suposições, reflexão, tomada de decisão, argumentação e organização, aspectos estreitamente relacionados ao chamado raciocinio lógico.

  8. Criar espaços de aprendizagem coletiva incentivando a prática de encontros para estudo e troca de experiências.



4. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO







Unidade 1: A educação matemática nas séries iniciais do ensino fundamental: tendências, pressupostos teóricos-metodológicos. Matemática e educação matemática: concepções e tendências. Matemática nas perspectivas: formalista, piagetiana, histórico-cultural. Pós-Construtivista. Tecnologia e Matemática. Características do conhecimento matemático. Objetivos do ensino da matemática. Princípios metodológicos.
Unidade 2. Processo ensino e aprendizagem de Matemática nas séries iniciais do Ensino Fundamental .

Aprendizagem e ensino na abordagem pós-construtivista. Ensino-Aprendizagem de Matemática e o papel do professor. A postura didática do professor: principios gerais. Contrato didático. Saberes matemáticos das crianças. Materiais e jogos diversificados. Atividades em grupos; atividades individuais; atividades de grandes grupos. Atividades didáticas e fichas didáticas. Situações –problema.Procedimentos.




Unidade 3. Conteúdos básicos da Matemática para as séries iniciais: Número, Geometria e Medidas. Número e Operações Numéricas. As Estruturas Aditivas. Estruturas Multiplicativas. Razão e Frações. Proporcionalidade e Estatística.Geometria: Topologia, Geometria Métrica.



5. METODOLOGIA





A proposta de ensino se concretizará através de situações de ensino- conjunto de provocações, atividades didáticas e fichas didáticas- que podem ser um suporte tanto para os jogos dos alunos, como para registro de atividades dirigidas pelo professor para toda a classe ou para trabalhos em grupo.

O importante não é fornecer aos futuros professores uma sequência exaustiva de sugestões de atividades, com a finalidade de oportunizar a aprendizagem de um campo conceitual em matemática, mas sim a conscientização do que se busca em cada aprendizagem, com a explicitação dos princípios pedagógicos que as regem, baseando-se nas riquezas do processo que vive cada aluno. Com isso, com sua capacidade criadora os acadêmicos e futuros professores-, elaborarão atividades didáticas apropriadas. Através de uma sequência de jogos/atividades didáticas, criar-se-á um espaço de problemas que provoque situações ricas para o estabelecimento de amplas relações, necessárias para a construção dos conceitos matemáticos. Os jogos serão selecionados de acordo com os conteúdos (estruturas aditivas, estruturas multiplicativas, compreensão das quantidades extensivas e intensivas, sistemas de medidas e conceitos geométricos) e as habilidades neles envolvidos, contemplando as diferentes séries.

Os jogos serão aplicados pelas alunas às crianças. Para isso, cada aluna em formação, será responsável por encontrar no mínimo uma criança, para a aplicação de atividades/jogos.

Como a disciplina é ministrada na 7ª fase, período em que os estudantes encontram-se em Estágio, poderão trabalhar com mais crianças - cinco ou seis-, o que lhes possibilitará a oportunidade de observarem maior variedade de desempenhos nas tarefas. Nesse caso, o professor da disciplina Conteúdos e Metodologias do ensino de Matemática, irá acompanhar algumas alunas, na realização das atividades nas escolas.

As atividades didáticas a serem trabalhadas com as crianças, incluirão tarefas de avaliação e de ensino. As tarefas serão registradas e discutidas em sala de aula. Isto porque na formação de professores como profissionais que buscam desenvolver o ensino com pesquisa é imprescindível criar oportunidades de coleta, análise e discussão de dados.



O que pretendemos pois, é envolver os acadêmicos no processo ativo de construção do conhecimento. Nesse sentido, estamos propondo uma concepção alternativa de ensino em que o professor em formação se envolve no processo de observação do desenvolvimento dos alunos, reflete sobre as observações feitas, experimenta soluções através da sua prática, analisa o que foi experimentado. Ou seja, estamos nos propondo a contribuir para a formação do professor-pesquisador, de acordo com uma concepção de que todo ensino deve partir do conhecimento sobre o desenvolvimento conceitual dos alunos. Assim, se assegura o reconhecimento da integração entre a teoria e a prática pela qual o professor em formação deve coletar informações sobre seus alunos, analisá-las e delinear projetos de ação pedagógica. Parte-se também do principio em que se reconhece que a atividade do professor em sala de aula envolve simultaneamente dois processos de ensino-aprendizagem: um relacionado a aprendizagem do aluno e o outro relacionado à aprendizagem do professor.(Nunes e Bryan, 2005). Entendemos, como esses autores que não se pode formar o professor sem se considerar esses dois processos de ensino-aprendizagem. Se considerarmos apenas os processos de aprendizagem dos alunos, os professores acabam a focalizar apenas a aprendizagem dos seus alunos, esquecendo-se de que eles próprios precisam aprender enquanto ensinam. Portanto, em nosso entendimento o professor é ator na construção de seu próprio conhecimento. E, para construir seu próprio conhecimento, ele necessita saber como as crianças pensam sobre problemas matemáticos e o que a matemática significa para eles (Nunes e Bryan, 1997). Daí a necessidade da coleta e análise dos dados. A partir dos quais servirão para o professor refletir e embasar sua prática. As atividades práticas incluem tarefas de avaliação e de ensino que deverão ser executadas, registradas e discutidas.



6 . CRONOGRAMA DAS AULAS (OPCIONAL)




MÊS

DIAS

Fevereiro

14( 3),15(1), 28(3), 29 (1)= 8 aulas

Março

6 (3),7(1),13(3),14,(1), 20(3) ,21(1) ,27(3) , 28 (1)= 16

Abril

3(3), 4(1),10 (3),11 (1), 17(3) ,18 (1), 24(3), 25 (1) = 16

Maio

2 (1),8 (3), 9(1), 15 (3), 16(1), 22 (3), 23 (1), 29 (3), 30 (1) = 17

Junho

5 (3) = 3

7. AVALIAÇÃO





ATIVIDADE

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

PESO

  1. A) Participação

Assiduidade,

Pontualidade,

Compromisso,

Interesse;

Responsabilidade.


30%

B) Produção Escrita (artigo, resumos)

C) Produção de material – atividades, jogos, fichas didáticas.

D) Produção de artigo – tema de escolha do aluno sobre um dos conteúdos trabalhados no semestre.


Objetividade,

Fundamentação,

Coerência teórica,

Atendimento aos critérios e as normas da ABNT.



50%


  1. Auto Avaliação




20%




8. BIBLIOGRAFIA




ALVES, Eva Maria Siqueira. A ludicidade e o ensino de matemática: uma prática possível.SP: Papirus, 2001.

.BRENELLI, Rosely Palermo. O jogo como espaço para pensar: a construção de noções lógicas e aritméticas.Campinas, São Paulo: Papirus, 1996.

BRYANT, Peter e NUNES, Terezinha. Crianças fazendo matemática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.

CARRAHER, Terezinha Nunes. Aprender pensando: contribuições da psicologia cognitiva para a educação. Petrópolis: Vozes, 1998.

BORGES, Regina Maria Rabello, ROCHA João Bernardes da, BASSO, Nara Regina de Souza. Avaliação e interatividade na educação básica em ciencias e matemática. Porto Alegre:EDIPUCRS, 2008.

CARVALHO, Dione Luchesi. Metodologia do ensino da matemática. São Paulo: Cortez, 1994.

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GOLBERT, Clarissa S. Novos Rumos na Aprendizagem da Matemática: conflito, reflexão e situações-problemas. Porto Alegre: Mediação, 2002.

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_________________.Didática dos Níveis pré-silábicos.Rio de Janeiro: Paz e Terra,1990.

_________________. Didática do Nível Silábico.Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.

_________________. Didática do Nível Alfabético. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.

_________________. Em matemática também há psicogenese. Porro Alegre:GEEMPA, 20011

_________________.Por onde começar o ensino da matemática? PA: GEEMPA, 2006.

_________________. Um novo jeito de ensinar matemáticaPorto Alegre: GEEMPA,2006.

_________________. Porque ainda há quem não aprende?. Petrópolis: Vozes, 2003.

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GROSSI, Esther P. e BORDIN, Jussara . Construtivismo pós-piagetiano: um novo paradigma sobre a aprendizagem.RJ: Petrópolis: Vozes, 1993.

Grossi, Ester Pillar (org.). Ensinando que todos aprendem. PA: GEEMPA, 2005.
KAMII, Constance. Reinventando a Aritmética. Campinas, SP: Papirus, 1986

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KOCH, Maria Celeste. Número e Alfabetização: a matemática em novas bases. Porto Alegre: EDELBRA, s\d.

LORENZATO, Sergio. Para aprender matemática.Campinas, SP:Autores Associados,2006.

LUNGARZO, Carlos. O que é Matemática. São Paulo: Brasiliense,1990.

MACEDO, Lino, PETTY, Ana Lúcia Sícoli e PASSOS, Norimar Christie. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. Porto Alegre: ArtMed, 2005.

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Silva, Mônica Soltau. Clube de Matemática: SP: Papirus, 2004.

SIMONS, Ursula Marianne. Blocos Lógicos: 150 exercícios para flexibilizar o raciocínio.Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2007.

SMOLE, Kátia Stocco e DINIZ, Maria Ignez (org.). Ler, escrever e resolver problemas: habilidades básicas para aprender matemática.Porto Alegre, Artmed Editora, 2001.

SMOLE, Kátia Stocco e DINIZ, Maria Ignez, CÂNDIDO, Patrícia. Cadernos do Mathema: Jogos de Matemática de 1º a 5º ano. Porto Alegre: ArtMed, 2007.

SCHLIEMANN, Analúcia e CARRAHER, David (orgs). A compreensão de conceitos aritméticos: ensino e pesquisa.Campinas: SP: Papirus, 1998.

TOLEDO, Marília e TOLEDO, Mauro. Didática de Matemática.São Paulo: FTD,1997.

VITTI, Catarina Maria. Matemática com prazer: a partir da história e da geometria. Piracicaba: Editora UNIMEP,1999.

WEBER, Sueli Wolff. Atividades Lúdicas na Escola. Florianópolis: IBEDEP, 2005.

WEBER, Sueli Wolff. As crianças e a Matemática: competência no ensinar, alegria no aprender. Florianópolis: IBEDEP, 2005.




Florianópolis, fevereiro de 212.

Professora: Dra Sueli Wolff Weber.

e-mail: f2sww@udesc.br; suelibedep@yahoo.com.br

Telefone: 3241-8210. 91245854.







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