Paulo ganem souto


TECNOLOGIAS E MÉTODOS DA ANTICONCEPÇÃO / CONTINUAÇÃO



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TECNOLOGIAS E MÉTODOS DA ANTICONCEPÇÃO / CONTINUAÇÃO






TIPO

PONTOS-CHAVES

CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE

COMO FUNCIONA

APLICAÇÃO DO MÉTODO

CARACTERÍSTICAS


MÉTODOS DE BARREIRA


CAMISINHA MASCULINA


  • Funcionam quando usados todas as vezes'

  • Alguns homens opõem-se ao uso do camisinha;

  • Necessário demonstrar o método;

  • Manipulação cuidadosa da camisinha, evitando contato com unhas longas;

  • Ausência de alergia ao látex;

  • Ausência de má formação peniana;

  • Aceitação do

Parceiro(a).



Evita o acesso de espermatozóides e microorganismos causadores de infecção, DST,HIV/AIDS ao trato reprodutor feminino.


Desenrolar o preservativo sobre o pênis ereto, deixando a extremidade sem ar para o sêmen. Retirar ainda com o pênis ereto pressionando a borda durante a retirada. Produto de uso descartável.

  • Não interfere na amamentação

  • Prevenção de infecções ginecológicas e DST

  • Aumenta o envolvimento masculino ao planejamento e entrosamento do casal

  • Não apresenta efeitos colaterais sistêmicos

  • Mitos e tabus restringem a escolha do método

  • Pode causar constrangimento para adquirir e solicitar o uso pelo parceiro no caso do preservativo masculino;

  • Taxa de falha varia de 3%, quando usado corretamente em todas as relações, a 14% quando avaliado o uso habitual no caso da camisinha masculina e de 1,6% em uso correto, a 21% em uso habitual para a feminino.






CAMISINHA

FEMININA









O anel móvel deve ser apertado e introduzido na vagina com o dedo indicador e empurrado o mais profundo possível para alcançar o fundo do útero.





DIAFRAGMA


  • Métodos controlados pela mulher

  • Requer motivação contínua e uso em cada relação sexual

  • Dificuldade na aplicação do método

O uso NÃO está indicado quando:

  • Configuração anormal da vagina

  • Pós-parto e aborto (6 a 12 semanas)

  • ITU de repetição

  • Cérvico-colpites agudas

  • Reação alérgica aos métodos

  • Bom nível de compreensão

Anel flexível de látex em forma de cúpula que se coloca na vagina cobrindo completamente o colo uterino

A cliente aproxima as bordas opostas, dobrando o diafragma ao meio e o coloca o mais fundo possível no interior da vagina. Verificar com um dedo se está bem ajustado atrás do púbis, cobrindo o cérvix.

  • Sem efeitos colaterais hormonais;

  • Não interfere na amamentação;

  • Oferece anticoncepção apenas quando necessário;

  • Espermicidas aumentam a lubrificação durante o ato sexual;

  • O diafragma pode ser inserido até 6 horas antes da relação.

  • Requer exame pélvico para colocação

  • inicial e medição;

  • Pode ser responsável por infecções urinárias;

  • Requer suprimento do método;

  • Taxa de falha de 2,1 a 20% para o diafragma e 6 a 26% para o espermicidas);

  • Cuidados com a limpeza e conservação do diafragma.





ESPERMICIDAS






Substâncias químicas que formam uma película que recobre a vagina e o colo do útero, impedindo a penetração do espermatozóide no canal cervical.

  • A cliente insere o espermicida com aplicador vaginal antes de cada relação sexual

  • Evitar duchas vaginais pelo menos 8 horas após o coito






TECNOLOGIAS E MÉTODOS DA ANTICONCEPÇÃO / CONTINUAÇÃO






TIPO

PONTOS-CHAVES

CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE

COMO FUNCIONA

APLICAÇÃO DO MÉTODO

CARACETERÍSTICAS

DISPOSITIVOS INTRA-UTERINOS

DIU HORMONAL

  • Métodos muito efetivos, reversíveis e de longa duração;

  • A ação hormonal é variável e diminui com o tempo de uso;

  • Duração de 5 anos;

  • Não é um bom método para mulheres com alto risco para contrair DST.

A paciente não deve utilizar quando:

  • Suspeita de gestação Pacientes nulíparas

  • Sangramento vaginal não diagnosticado

  • Neoplasia cervical

  • Múltiplos parceiros

  • DIP/aborto infectado nos últimos 3 meses

  • Alterações da cavidade uterina

  • Infecção ativa do trato genital

- Em caso de DIU hormonal, deve ser considerado como contra-indicação CA de mama e período da amamentação.


Matriz de plástico em forma de T em cuja haste vertical foi adicionado um reservatório contendo levonogestrel. Interfere na fecundação através da alteração do muco cervical, inibição da ovulação, e diminuição da espessura do endométrio.

O momento habitual da inserção é durante ou logo após a menstruação (até o 5º dia do ciclo).

No pós-parto a inserção é recomendável a partir de 6 semanas



A inserção deve ser realizada por profissional de saúde capacitado.

  • Eficaz, taxa de falha de TCu 380 0,6 - 0,8%;

  • Não interfere nas relações sexuais;

  • Os DIUs de cobre e os inertes (plástico) não apresentam os efeitos colaterais do uso de hormônios

  • Ajudam a prevenir gravidez ectópica

  • Imediatamente reversível após sua remoção

  • Os DIUs de cobre e os inertes não interferem na amamentação

  • Efeitos colaterais (comuns nos primeiros 3 meses): sangramento menstrual prolongado e volumoso; sangramento e manchas no intervalo entre as menstruações; cólicas de maior intensidade ou dor durante a menstruação.

  • Complicações menos comuns: cólicas severas de 3 a 5 dias após a inserção; perfuração uterina.

  • Não previne DST/HIV

  • Risco de deslocamento do DIU

  • A inserção do DIU requer procedimento médico e exame pélvico

  • O uso de DIU em pacientes que tiveram DST aumenta chance de DIP





DIU COM REVESTIMEN-TO DE COBRE

  • Método de longa duração (até 10 anos com DIU Tcu -380), eficaz e reversível;

  • Fluxo menstrual pode aumentar em volume e duração no início

  • Pode ser inserido após o parto

  • Não é um bom método para mulheres com alto risco para contrair DST






  • Objeto pequeno de plástico flexível, com revestimento ou fios de cobre.

  • Dificulta a passagem do espermatozóide pelo trato reprodutivo feminino









MÉTODO DA AMENORRÉIA LACTACIONAL (LAM)

  • É baseado na amamentação




- Aleitamento exclusivo nos 6 primeiros meses e ausência de lactação.

Interrompe a ovulação, porque a amamentação altera taxa de secreção dos hormônios naturais.

Amamentação de 8 a 10 vezes ao dia, inclusive durante a noite.

  • Estímulo à amamentação

  • Não produz custo de planejamento familiar e alimentação do bebê, suprindo-o com melhor tipo de alimento.

  • Taxa de falha de 0,5 a 2%

  • Não protege contra DST/AIDS

  • Inconveniente para mulheres que trabalham



TECNOLOGIAS E MÉTODOS DA ANTICONCEPÇÃO / CONTINUAÇÃO





TIPO

PONTOS-CHAVES

CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE

COMO FUNCIONA

APLICAÇÃO DO MÉTODO

CARACTERÍSTICAS

MÉTODOS HORMONAIS

ANTICON-CEPCIONAIS ORAIS COMBINA-DOS DE BAIXA DOSAGEM

  • Métodos eficazes e reversíveis

  • Os anticoncepcionais orais devem ser tomados diariamente para serem eficazes

  • Podem ser iniciados a qualquer momento desde que se tenha certeza de não gravidez

  • Não são recomendados para lactantes (exceto a minipílula e injetável trimestral)

  • Podem ser usados para anticoncepção de emergência, depois de uma relação sexual desprotegida.

  • As minipílulas e o injetável trimestral são uma boa escolha para lactantes, não alteram a produção de leite e não possuem os efeitos colaterais dos estrógenos.

  • Ao se interromper o uso dos anticoncepcionais injetáveis trimestrais, a fertilidade retorna em média após 6 meses.

  • Os anticoncepcionais injetáveis trimestrais são seguros na amamentação.

Não se indica o uso dos métodos hormonais nas seguintes situações:

  • Fumantes (principalmente com mais de 35 anos)

  • HAS grave e moderada

  • Doenças cardiovasculares

  • Hemorragia genital de causa indeterminada

  • Varizes com tromboflebite

  • Dislipidemias severas

  • Diabetes com mais de 20 anos de evolução

  • Adolescentes com <16 anos não podem fazer uso de injetável trimestral

  • Amamentação para combinados

  • CA de mama

  • Doenças hepáticas

  • Enxaquecas (com distúrbios de visão)

  • Uso de anticonvulsivantes, grisefulvina ou rifampicina.

  • Doença da vesícula biliar

  • Icterícia com uso dos AOCs

  • Suspeita de gravidez

Inibem a ovulação e espessam o muco cervical, dificultando a passagem dos espermatozóides.



Iniciar preferencialmente no 1° dia do ciclo menstrual; no pós-parto se não estiver amamentando, indicar após 4 a 6 semanas e em caso de aborto após sete dias; Usar 21 comprimidos e reiniciar nova cartela após 7 dias de intervalo. Em caso de esquecimento de uma pílula, tomar uma no momento e continuar o uso normalmente. Se for duas ou mais continuar usando durante 7 dias e evitar ter relações ou usar método de barreira.

  • Taxa de falha de 0,1 a 8%(ACO), 0,3%(injetável trimestral) 0,1 a 0,6% (injetável mensal) e 0,5 a 1% (minipílula) se usado corretamente. A taxa de falha no 1º ano pode chegar a 20%

  • Ciclos menstruais tendem a se regularizar (exceto os injetáveis trimestrais)

  • Ajudam a prevenir gravidez ectópica, CA de endométrio, CA de ovário, cistos de ovário, DIP e afecções benignas da mama.

  • Podem ser usados por mulheres com ou sem filhos

  • Os AC injetáveis mantêm a privacidade de uso e a cliente não tem preocupação de usar a pílula.

  • Efeitos colaterais comuns: náusea, mancha ou sangramentos intermenstruais, cefaléias leves, sensibilidade nos seios, amenorréia, leve ganho ponderal (não contra-indica o seu uso).

  • Os ACOs e as minipílulas somente são eficazes se tomados diariamente e de preferência no mesmo horário.

  • Novas cartelas devem estar disponíveis a cada 28 dias

  • O injetável trimestral requer nova injeção a cada 3 meses com tolerância de mais ou menos 15 dias.

  • (Não recomendado para lactantes (exceto minipílula e o injetável trimestral)).

  • Pode causar alterações do humor, depressão e menor interesse sexual.

  • Aumentam o risco para acidentes vasculares, tromboses profundas nas pernas, ataques cardíacos principalmente em mulheres com mais de 35 anos e/ou tabagistas.

  • Não protegem contra DST/AIDS




ANTICONCEP-CIONAIS ORAIS APENAS DE PROGESTÊ-NIO

(MINIPÍLULA)








As minipílulas são tomadas diariamente, de preferência no mesmo horário. Não há intervalo entre as cartelas. A lactante deve iniciar o uso 6 semanas após o parto Se o atraso na ingestão da pílula for maior que 3 horas em mulheres que não estejam amamentando ou nas que estão, a menstruação tenha retornado deve usar método de barreira por 2 dias. Tomar a pílula esquecida assim que possível e continuar a seqüência normalmente






ANTICONCEP-CIONAL INJETÁVEL TRIMESTRAL








Para a aplicação do injetável trimestral a cliente pode vir 15 dias mais cedo (não é o ideal).Se houver atraso maior que 15 dias, aguardar a próxima menstruação, utilizando o método de barreira.






INJETÁVEL MENSAL








Os anticoncepcionais injetáveis mensais devem ser aplicados até o 5º dia do início da menstruação. As aplicações subseqüentes devem ocorrer a cada 30 dias, mais ou menos três dias independente da menstruação. Se houver atraso de três ou mais dias para nova injeção deve ser utilizado outro método até a próxima injeção. A primeira opção deve recair sobre os que contenham 5 mg de estrogênio.



TECNOLOGIAS E MÉTODOS DA ANTICONCEPÇÃO / CONTINUAÇÃO



MÉTODO HORMONAL

TIPO

PONTOS-CHAVES

CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE

COMO FUNCIONA

APLICAÇÃO DO MÉTODO

CARACTERÍSTICAS





ANTICON-CEPÇÃO ORAL DE EMER-

GÊNCIA

  • Pode prevenir uma gravidez após uma relação sexual sem proteção anticoncepcional em até 80%. É também chamada de anticoncepção pós-coital.

  • Este método não deve ser utilizado como substituto dos demais métodos de planejamento familiar nem garante a proteção contra as DSTs;

  • Avaliar com cuidado a possibilidade de gravidez. Se a mulher estiver grávida, não prescrever o método.

  • Sinais de alerta para retornar ao profissional de saúde, especialmente se a menstruação:

  • For escassa e isso não for usual;

  • Não ocorrer dentro de 4 semanas (suspeita de gravidez);

  • Dolorosa (possibilidade de gravidez ectópica)

  • Estar atento para sinais de DST: corrimento vaginal fora do usual, ardor miccional, etc.

Seu uso está indicado quando:

  • A cliente teve uma rela-ção sexual contra sua vonta-de (estupro);

  • Um condom rompeu;

  • Houve deslocamento do DIU;

  • A cliente teve uma rela-ção sexual sem proteção anticoncepcional e deseja evitar uma gravidez.

Atua basicamente inibindo ou adiando a ovulação, interferindo na capacidade espermática e possivelmente na maturação do ovócito. Além disso, pode interferir na produção hormonal normal após a ovulação, mas é possível que atue de outras formas. A anticoncepção oral de emergência não tem nenhum efeito após a implantação ter se completado. Não interrompe uma gravidez em andamento.

  • Iniciar o esquema até 72 horas após uma relação sexual desprotegida, mas quanto mais precoce a administração, maior a eficácia

  • Esquema:

Anticoncepcionais orais apenas de progestogênio: Levonogestrel 0,75 mg (Postinor-2, Norlevo, Pozato e Pilem) – 1 pílula até 72h pós-coito e 1 pílula 12 horas após a 1ª tomada; ou

ACO combinados de baixa dosagem: 0,15 mg de levonogestrel e 0,03 mg de etinilestradiol – Microvilar, Nordette - 4 pílulas até 72 horas pós-coito e 4 pílulas 12 horas após a 1ª tomada; ou

ACO combinados na dose padrão: 0,25 mg de levonogestrel e 0,05 mg de etinilestradiol – Evanol, Neovlar - 2 pílulas até72 horas pós-coito e 2 pílulas 12 horas após a 1ª tomada


  • Previne a gravidez em pelo menos 75% dos casos que, de outra maneira ocorreriam (a probabilidade média de ocorrer uma gravidez após uma única relação sexual desprotegida na 2ª ou 3ª semana do ciclo menstrual é 8%. Com a anticoncepção de emergência, esta taxa cai para 1-2%).

  • Efeitos colaterais: náuseas (recomende alimentar-se logo após ingerir as pílulas; antieméticos podem ser usados meia hora antes do uso da pílula), vômitos (se ocorrer nas primeiras duas horas após ingestão das pílulas, ela deve tomar nova dosagem), irregularidade menstrual (pode vir um pouco antes ou após da data habitual).


PRÉ-NATAL / FLUXOGRAMA


Detecção pelos ACS e/ou parteira ou demanda espontânea de mulheres com atraso menstrual e com atividade sexual







  • Cálculo e anotação da idade gestacional

  • Controle do calendário vacinal

  • Exame físico

  • Interpretação dos exames laboratoriais

  • Agendamento de consulta





Encaminhar para unidade de referência




Avaliar ciclo menstrual, DUM, atividade sexual, realizar exame clínico e solicitar teste imunológico de gravidez (TIG) se necessário.


Resultado positivo

Repetir TIG após 15 dias

Resultado negativo e persistindo amenorréia


Gravidez confirmada

Iniciar acompanhamento da gestante

Anamnese com identificação de fatores de risco; exame físico: aferição de PA; avaliação do peso e estado nutricional; medida da altura uterina (a partir da 13ª semana);ausculta dos BCFs (10ª semana – Sonar e 24ª PINAR – vl. ref. 140 a 160 bpm);Solicitação de exames laboratoriais*; avaliar calendário vacinal e iniciar o esquema o mais precoce possível (aplicação de vacina antitetânica dose imunizante, segundo o esquema recomendado ou dose de reforço em mulheres já imunizadas); agendamento de consulta.

Grupos Educativos

Gestação baixo risco

Encaminhar para unidade de referência/ Serviço de atendimento especializado

com relatório



Cálculo e anotação da idade gestacional; controle do calendário vacinal; exame físico (atenção para presença de edemas); interpretação dos exames laboratoriais; identificação de fatores de risco; agendamento de consultas - padrão mínimo: 2 médicas e 4 enfermagem, orientações para prevenção de desconforto na gestação – vide capítulo de reabilitação.

Contra-referência para Unidade Básica para acompanhamento concomitante

Exame compatível

com gestação



Gestação alto risco

Consultas subseqüentes

Resultado negativo



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