Paulo ganem souto



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  • Notificar de imediato e compulsoriamente no SINAN;

  • Encaminhar com urgência para hospital/unidade especializada com relatório;

  • Investigar e adotar medidas de controle em conjunto com a vigilância epidemiológica. Confirmar ou descartar caso no SINAN.

  • Febre alta, cefaléia intensa, náuseas, vômitos, rigidez de nuca, sonolência, alteração de humor, convulsões;

  • Mal-estar súbito, febre alta, calafrios, prostração acompanhada de manifestações hemorrágicas na pele - sepse.



Sim

Não

Meningite? / Meningococcemia?


Investigar outras causas e encaminhar para centro especializado

Sinal de Kerning: resposta em flexão da articulação do joelho, quando a coxa é colocada em certo grau de flexão, relativamente ao tronco. Verificar:

  • Paciente em decúbito dorsal: eleva-se o tronco, fletindo-o sobre a bacia; há flexão da perna sobre a coxa e desta sobre a bacia; e

  • Paciente em decúbito dorsal: eleva-se o membro inferior em extensão, fletindo-o sobre a bacia; após pequena angulação, há flexão da perna sobre a coxa.

Sinal de Brudzinski: flexão involuntária da perna sobre a coxa e desta sobre a bacia, ao se tentar fletir a cabeça do paciente.

OBS: Em crianças até nove meses, as meningites poderão não apresentar os sinais clássicos de irritação meníngea. Outros sinais e sintomas permitem a suspeita diagnóstica, tais como: febre, irritabilidade ou agitação, grito meníngeo (grito ao ser manipulada, principalmente, quando se flete as pernas para trocar a fralda) e recusa alimentar, acompanhada ou não de vômitos, convulsões e abaulamento de fontanela.

Avaliação clínica – investigar sinais de Kerning e de Brudzinski

MANEJO DAS INFECÇÕES CONGÊNITAS E PERINATAIS



Definição:
São infecções adquiridas durante a gestação e/ou no período perinatal, que podem trazer conseqüências graves para o recém-nascido como malformações, deficiências auditivas e visuais, entre outras conseqüências. Por isso, é de extrema importância a realização de um pré-natal adequado para que a infecção seja diagnosticada precocemente, e dessa forma, impedir ou minimizar os efeitos sobre o recém-nascido. As infecções que ocorrem neste período não são de fácil diagnóstico, pois mesmo na gestante cursam oligossintomástica, passando muitas vezes desarpecebidas; no RN, a grande maioria é assintomática, com surgimento tardio de manifestações clínicas ou até mesmo de seqüelas As infecções abordadas neste capítulo são sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes simples, varicela zoster e AIDS e HTLV I E II.


Papel da equipe de saúde da Atenção Básica:
Viabilizar o início mais precoce possível do pré-natal de gestantes de sua área de abrangência; Detectar precocemente as infecções perinatais congênitas para tratamento, reduzindo assim as chances de transmissão e seus danos. Realizar investigação e notificação, se necessária.

MANEJO DAS INFECÇÕES CONGÊNITAS E PERINATAIS / CONTINUAÇÂO

PATOLOGIA


FATORES DE RISCO

QUADRO CLÍNICO

LABORATÓRIO

TRATAMENTO

ACOMPANHAMENTO

Sífilis

Comporta-mento sexual de risco da mãe e/ou parceiro


Precoce (quando as manifestações clínicas ocorrem nos primeiros 2 anos de vida): LESÕES MAJOR: lesões máculopapulares, pênfigo palmoplantar ,periostite, osteocon-drite, rinorréia persistente e cond-loma. Podem ocorrer ainda:anemia, hepatoesplenomegalia, perda de pelos, fissuras periorificiais, atrofia ungueal, perionix, laringite, icterícia, diátese hemorrágica, diarréia, miocardite, pneumonia, hipertensão pulmonar (broncopneumonia loca-lizada, hemorragia pulmonar, infil-trado intersticial de mononucleares, com fibrose), meningite, hidrocefalia, neurite óptica, glaucoma, uveite, glomerulonefrite, síndrome nefrótica, pseudoparalisia de Parrot (paralisia de plexo braquial)

osteomielite, baixo peso.

Tardia:As manifestações clínicas ocorrem a partir dos dois anos de vida: Fronte olímpica, ceratite inters-ticial, surdez labiríntica, nariz em sela, hidrocefalia, retardo mental, dentes de Hutschinson, tíbia em lâmina de sabre,paralisia dos nervos cranianos, meningoence-falite, irite, coriorretinite, iridociclite, lesões gomosas em véu do pálato, fibrose hepática.


VDRL quantitativo e qualitativo do binômio mãe/bebê

FTA ABS ou, HTPA

Líquor: celularidade au-mentada as custas de linfócitos proteína eleva-da, VDRL que pode ou não ser positivo.

Raio X de ossos longos: periostite

Hemograma: inespecífico, mas pode haver linfocitose, ane-mia e plaquetopenia


Penicilina cristalina 100.000U/I a 150.000UIkg/dia por dez dias. Se houver envol-vimento de SNC fazer 150.000U/kg/dia por 14 dias.

Pode ser utilizado Peni-cilina procaína 50.000 U/kg/dia, IM dose única diária por 10 dias.

Toda criança cuja mãe for soropositiva para sífilis e estiver clinicamente bem com VDRL positivo haven-do dificuldade de segui-mento, fazer uma dose de penicilina benzatina (50.000UI/Kg)

Todo RN cuja mãe tenha VDRL + (independente das titulação) que não tenha sido tratada na ges-tação, ou tenha sido tra-tada inadequadamente (uso de eritromicina, peni-cilina incompleta ou insti-tuído nos 30 dias que na-tecederam o parto) deverá ser investigado e tratado para sífilis independente do seu VDRL

Acompanhar o RN com consulta mensal, no primeiro ano de vida;

Realizar VDRL no 1º,3º,6º,12º,18 e 24º mês, interrompendo quando negativar;

Se houver elevação de títulos sorológicos ou caso não haja negativação até os 18

meses, reinvestigar o caso;

Recomenda-se o acompanhamento oftalmológico, neurológico e audiológico semestral

para as crianças infectadas;

Crianças com alteração de líquor devem ser referidas ao hospital para controle semestral (até os 24 meses, se necessário).

de líquor até a sua normalização;

Nos casos de crianças tratadas inadequadamente, na dose e/ou tempo preconizados,

deve-se proceder à reavaliação clínico-laboratorial:

Se houver alterações, reiniciar o tratamento conforme o caso, obedecendo aos esquemas

preconizados;

Se normal, fazer seguimento ambulatorial.

Notificar no SINAN.




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