Paulo ganem souto


PREVENINDO A VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR



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PREVENINDO A VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR

AÇÕES QUE PODEM EVITAR QUE SE INSTALEM E/OU SE MANTENHA UMA SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR:


MULHER:

  • Sensibilizar e responsabilizar os homens por seu comportamento sexual e papel social na família.

  • Reconhecer e legitimar modelos mais flexíveis de papéis sociais, como por exemplo, o gosto pelo cuidado com os filhos, distribuição das tarefas domésticas, como forma de construção de relações mais efetivas e igualitárias.

  • Quebrar a rigidez e autoritarismo com relação aos papéis sociais e sexuais vigentes;

  • Valorizar a auto estima feminina através da inserção profissional.


CRIANÇA E ADOLESCENTE

  • Informar aos pais e/ou responsáveis sobre os direitos da criança e do adolescente (Estatuto da Criança e do adolescente – ECA);

  • Identificar pais e mães de alto risco desde o período pré e peri natal, promovendo grupos de ajuda;

  • Favorecer a vinculação das famílias com uma rede de apoio psicossocial/comunitário (unidades de saúde, associação de bairros, grupos religiosos, centros culturais, ONG e outras instituições de apoio);

  • Incentivar a efetiva participação masculina na atenção integral da criança e do adolescente;

  • Contribuir para o fortalecimento dos laços afetivos do adolescente com a família e/ou adultos de referência - líderes, educadores de rua;

  • Contribuir para expressão plena e desenvolvimento dos adolescentes, respeitando seus valores e contexto.


PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIAS

  • Identificar sinais preditivos de possível violência sofrida pelo portador de deficiência;

  • Evitar situações que promovam medos, coação e privação a pessoas portadoras de deficiência;

  • Promover inclusão da pessoa portadora de deficiência nas atividades cotidianas e de lazer;

  • Adaptar o ambiente familiar para facilitar a movimentação do portador de deficiência;

  • Falar com tranqüilidade e firmeza com os filhos que apresentem deficiência mental;

  • Não fazer comentários sobre fatos que causem constrangimento como urinar na roupa ou na cama, babar, ou utilizarem expressões pejorativas.

  • Pedir ajuda a vizinhos e amigos, quando necessário.

  • Não expor pessoas com distúrbios de comportamento a ambientes ou situações de muita agitação ou barulho como festas muito concorridas ou finais de campeonato de esportes.


IDOSOS

  • Identificar fatores de risco de possível violência para com o idoso;

  • Estimular e valorizar junto aos idosos a disponibilidade à vida social, mediante formas de convívio e expressão, em centros de comunidade, clubes, associações culturais, de lazer e esportivas, atividades de recuperação da história e habilidades de uma comunidade valorizando-se a transmissão aos mais jovens de suas experiências e histórias de vida;

  • Estimular a participação dos idosos em universidades abertas e outras formas de estímulo ao desenvolvimento pessoal também devem ser estimuladas;

  • Estimular a integração social dos idosos para ampliar seu bem-estar e qualidade de vida.

VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR / CONTINUAÇÃO



ORIENTAÇÕES DO PONTO DE VISTA LEGAL PARA DETERMINADAS CIRCUNSTÂNCIAS DE VIOLÊNCIA

ENCAMINHAMENTOS


    • Se voucê souber que foi negada matrícula em escola pública ou que a criança ou que o adolescente está fora da escola por omissão da família.

    • Procurar a Coordenadoria da Infância e da Juventude do Ministério Público porque o estado tem obrigação de assegurar vagas e a família a obrigação de matricular e manter os filhos na escola.

    • Se você souber que fatos ou circunstâncias violam ou ameaçam os interesses da criança e do adolescente, tais como: falta de atendimento no serviço público de saúde, falta de segurança no bairro, de saneamento básico, tráfego perigoso de veículos, ambientes perniciosos à formação de jovens, envolvendo drogas, alcoolismo, contato com armas, etc.

    • Comunicar à Coordenadoria da Infância do Ministério Público para que promova as ações reparadoras necessárias.

    • Se você souber que a criança ou adolescente vive em ambientes de grave tensão psicológica, assistindo espancamento e agressões por parte dos pais, parentes ou vizinhos.

    • Comunicar ao Conselho Tutelar. A depender da gravidade do caso, procurar a DERCA, a Coordenadoria da Infância do Ministério Público, a Delegacia de Proteção à Mulher ou a Delegacia do bairro.

    • Se você souber ou desconfiar que uma mulher possa estar sendo vítima de tensão psicológica ou outro tipo de violência, recomende a sua presença no Centro de Referência.

    • Centro de Referência L. Valadares. Rua Aristides Novis, nº 94 – Federação.

    • Delegacia Especial de Atendimento à mulher. Rua Pe Luís Figueiras, s/n – Engenho Velho de Brotas (fim de linha).


OBS: Endereços de referência para casos de violência intrafamiliar – vide anexo.



ATENÇÃO:

  • Pomada é contra- indicada em queimadura recente

  • Criança com 20% de área queimada é considerada grande queimado
Q
Avaliar quanto a extensão e profundidade.

QUEIMADURAS LEVES OU PEQUENOS QUEIMADOS? Menos de 10% de superfície corpórea

QUEIMADURAS GRAVES OU GRANDE QUEIMADOS?

Mais de 20% de superfície corpórea



1º GRAU?

Superficial, atinge a epiderme, ocorre edema, eritema e dor



4º GRAU?

Indolores destrói pele e as estruturas



3º GRAU?

Derme destruída, superfície dura e seca, de cor amarelada, vasos visíveis




Avaliar situação:

  • localização das lesões: face, olhos, ouvidos e períneo

  • queimaduras elétricas com alta voltagem ou complicadas com inalação

Sim

  • Avaliar sinais vitais

  • Sedação / analgesia

  • Lavar local c/ SF e sabão líquido

  • Curativo oclusivo com gaze vaselinada ou umidecida com SF

  • Instalar hidratação venosa

  • Profilaxia de tétano

  • Avaliar sinais vitais

  • Sedação / analgesia

  • Lavar c/ SF e sabão líquido

  • Curativo oclusivo com gaze vaselinada ou umidecida com SF

  • Administrar antibióticos

  • Orientar hidratação oral se não náuseas ou vômitos

  • Profilaxia de tétano

  • Orientar higiene e curativos

  • Liberar par domicílio, com prescrição.

Transferir para hospital de referência, com relatório.

Visita domiciliar para avaliação clínica e de risco ambiental

Não


2º GRAU?

intenso, edema, vesícula e dor intensa




  • Sedação / analgesia

  • Instalar solução venosa SRL ou SF

  • Instalar O2 sob cateter, s/p

  • Limpar área afetada com SF

  • Profilaxia de tétano


QUEIMADURAS MÉDIAS

OU MÉDIO QUEIMADOS?

De 10 A 20% de superfície corpórea


UEIMADURAS
/ FLUXOGRAMA


Avaliação de extensão das queimaduras





FERIMENTOS / FLUXOGRAMA


Solução de continuidade nas diferentes camadas no tegumento, por causa traumática ou cirúrgica.

Lesão por trauma direto contra dois planos duros

(golpe contra região óssea)


FERIMENTO CONTUSO?


Lesão incisiva com ou sem orifício de saída



FERIMENTO PERFURO- CONTUSO?

(arma de fogo)


FERIMENTO PENETRANTE?

(espeto)

FERIMENTO ABRASIVO

OU ESCORIATIVO?

FERIMENTO CORTANTE?

FERIMENTO

CORTO- CONTUSO?

Lesão por objeto cortante com componente contuso

Lesão por objeto cortante

Lesão por objeto pontiagudo podendo comprometer com gravidade estrutura subjacente



Fricção da pele contra superfície áspera com remoção do epitélio, expondo as camadas epidérmicas ou

dérmica


  • Observar e/ou identificar: causa e mecanismo da lesão, sangramento, tempo de ocorrência da lesão, estruturas lesadas e extensão do ferimento, infecção associada.

  • A conduta irá depender da situação:

  • Hemostasia; anestesia; sutura; curativo; desbridamento

  • Acesso venoso e infusão de cristalóides, s/n

  • Limpar ferimento com soro fisiológico em jato (frasco 250ml furado por agulha 40/12)

  • Retirar corpo estranho, exceto em traumatismo penetrante com objeto ainda no local

  • Administrar antibióticos, antiinflamatórios, analgésicos, s/n

  • Fazer profilaxia de tétano de acordo com história vacinal (vacina ou imunoglobulina)- vide imunização

  • Orientar retorno para curativo e retirada de pontos, s/n

Transferir para hospital de referência em caso de ferimentos extensos ferimento perfurante profundo, ferimento contuso por arma de fogo, instabilidade clínica, com relatório.



AFOGAMENTO - CLASSIFICAÇÃO e TRATAMENTO - BLS Baseado na avaliação de 1.831 casos - CHEST - Set. 1997


AFOGAMENTO / FLUXOGRAMA




Resgate até a praia ou borda da piscina sem outro procedimento.

Água rasa: abra as vias aéreas, cheque a respiração, e inicie o boca-a-boca se necessário e resgate até área seca. Água funda: Use sempre equipamento quando com 1 guarda-vidas. Coloque a face da vítima para fora da água e abra as vias aéreas. Se não houver respiração, inicie a ventilação boca-a-boca imediatamente de 12 a 20/min até alcançar área seca (a ventilação ainda dentro da água no grau 5 reduz a mortalidade em quase 50%). Não cheque sinais de circulação dentro da água, somente se a distância à área seca for longe ou se chegar em água rasa. Se não houver circulação não inicie as compressões dentro da água, resgate o mais rápido possível para área seca sem outros procedimentos.Cuidado ao abrir as vias


Transporte da água para área seca com a cabeça da vítima acima do tronco (exceto em casos de hipotermia). Em área seca - cabeça da vítima no mesmo nível do tronco (em praias inclinadas na posição paralela a água).
Não perca tempo tentando retirar água do pulmão. A posição da cabeça mais baixa que o tronco aumenta a ocorrência de vômitos e regurgitação, retardando o início da ventilação e oxigenação, prejudicando a vítima. Em praias inclinadas coloque a vítima inicialmente paralela a linha da água com o ventre para cima. O guarda-vidas deve ficar neste momento de costas para o mar com a cabeça da vítima voltada para o seu lado esquerdo facilitando as manobras de PCR sem queda sobre a vítima e a posterior colocação da vítima viva em posição lateral de segurança sob o lado direito, quando então o guarda-vidas fica de frente para o mar aguardando o socorro médico chegar.

Cuidado ao abrir aéreas, se houver suspeita de trauma da coluna cervical(1%) - use técnicas especiais.

Fonte: AFOGAMENTO classificação e tratamento BLS - baseado na avaliação de 1831 casos CHEST, 1997. Disponível em: www.szpilman.com. Acesso em: nov. 2002.


Cheque a resposta da vítima



RESPIRAÇÃO PRESENTE ?

Vítima consciente

Cheque a respiração - abra as vias aéreas – veja, sinta e ouça.



Vítima inconsciente

Sem resposta



Cheque a resposta da vítima

Com resposta



Cheque a resposta da vítima ainda dentro da água


AFOGAMENTO / FLUXOGRAMA - CONTINUAÇÃO


Faça 2 ventilações boca-a-boca e cheque sinais de circulação

Sim

Pequena quantidade de espuma na boca/ nariz

Resgate - avalie e libere do próprio local do acidente sem tratamento

Grau5 (44%)

Grau4 (19,4%)

Tosse sem espuma na boca/nariz

Tempo de submersão >1h, ou rigidez cadavérica, decomposição corporal e/ou livores.

Continue o boca-a-boca de 12 a 20 p/min até o retorno da respiração norma 2


1. Oxigênio via máscara facial a 15 litros/min.


2. Posição lateral de segurança sob o lado direito com a cabeça elevada acima do tronco.
3. Acione a ambulância para levar ao hospital

(CTI).


Grau 6 (93%)zzzz

Após retorno da respiração e do pulso trate como grau 4

1. Repouso, aquecimento etranqüilização da vítima.


2. Usualmente não há necessidade de oxigênio ou atendimento médico

Inicie a RCP completa com 15 compressões e alterne com 2 ventilações até retornar a função cardio-pulmonar, ou a chegada da ambulância ou a exaustão do guarda-vidas. Após o sucesso da RCP, acompanhe com cuidado pois pode haver outra parada dentro dos primeiros 30 min.


1. Oxigênio –

5 litros/min via cânula nasal.
2. Repouso, aquecimento e tranqüilização da vítima. 3. Obs. no hospital por 6 a 48h.

Sinais de circula-ção presente? (Reação à ventilação)

Pulso radial

Hospitalização

ausente

Já cadáver

Não

Sim

Não Inicie RCP, acione IML

Não

Não

Sim

Cheque tosse e espuma

Grau3 (5,2%)

Grau2 (0.6%)

Grau1 (0.0%)

Sim

Grande quantidade de

espuma na boca/ nariz



Não

RESPIRAÇÃO PRESENTE ?

1. Oxigênio via máscara facial a 15 litros/min.


2.Observe a respi-ração com atenção, pois pode ocorrer parada.
3. Posição lateral de segurança sob o lado direito.
4. Ambulância urgente para melhor ventilação e infusão venosa de líquidos.
5.Internação no CTI com urgência

Escorpionismo

(Escorpião)

Ofidismo

(Serpentes)



Celenterados

(Caravela, água-viva)



Araneismo

(aranhas)



ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS

Ictismo

(Peixes)


Heminopteros

(abelha, vespa, formiga)



Lepidópteros

(Lagartos)



Coleópteros

(Besouro)




ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS / FLUXOGRAMA

• Dor, prurido, edema local


• Manifestações clássicas de anafilaxia
• Manifestações tóxicas
• Síndrome de envenenamento
• Hemólise Intra-vascular
• Rabdomiolise

(lesão muscular)


• Insuficiência renal



ACIDENTE POR CELENTERADOS ?

(Hidras, Caravelas, Medusas, ÁguaViva, Anêmonas, Corais)

• Repouso do segmento afetado


• Retirada de tentáculos aderidos, com água do mar, pinça ou borda de faca ou mão enluvada
• Aplicar ácido acético a 5% ou vinagre comum por 30 min.
• Pasta de bicarbonato de sódio, talco e água do mar após retirada de nematócistos remanescentes
• Corticóide tópico
• Analgésicos
• Não passar alcool; urina; água doce; gelo no local afetado.

• Retirada de ferrões por raspagem com contagem
• Analgésicos
• Glicocorticóides, Anti Histamínicos
• Se choque anafilático, ver algoritmo específico
• Visita ao local do acidente para análise de risco e de intervenção s/n.


ACIDENTE PORHEMINÓPTEROS ?(abelhas / vespas)

Se insuficiência renal ou respiratória, transferir para hospital de referência, com relatório

• Dor local, prurido que pode evoluir para pápulas e pústulas com infecção secundária


• Manifestações clássicas de anafilaxia


ACIDENTES POR HEMINÓPTEROS ? (formigas)

• Analgésicos


• Anti Histamínicos
• Corticóide oral
• Antibiótico, s/n
• Se choque anafilático, ver algoritmo.
• Visita ao local do acidente para análise de risco e de intervenção s/n.

• Ardência e dor intensa local, seguido de placas e pápulas urticariformes lineares, podendo evoluir ás vezes para bolhas e necrose.


• Dependendo da extensão e da área comprometida poderá apresentar: cefaléia, mal estar, náuseas, vômitos, espasmos musculares, febre, arritmia cardíaca, até insuficiência respiratória aguda, anafilaxia ou choque.



• Dor local intensa, edema, eritema e, eventualmente prurido local, infartamento ganglionar regional e doloroso, podendo evoluir para bolhas e necrose na área do contato.


• Lesão papulo pruriginosa
• Turnefação e dor das articulações interfalangianas com incapacidade funcional podendo ter evolução crônica

ACIDENTE POR LEPIDÓPTERO? (lagarta e mariposa)dermatite urticante, periartrite falangiana


• lavar a região com água fria


• compressa fria
• elevar membro acometido
• analgésico
• corticóide tópico s/n
• anti-histamínico oral
• infiltração local com anestésico, s/n
• acompanhamento ambulatorial, s/n

• Ardor contínuo,


• Discreto eritema que persiste por cerca de 48 horas
• Ardor e prurido, vesículas
• Febre, dor e queimadura local, artralgia e vômitos
• Conjuntivite, blefarite, ceratite, irite

ACIDENTES POR COLEÓPTEROS (Potó)?


• lavar a área atingida com água corrente e sabão;


• banho antisséptico com permanganato (KMnO4) 1:40.000 e antimicrobianos;
• corticosteróides tópicos
• antibióticos sistêmicos, se infecção secundária,
• no caso de contato com os olhos, lavar com água limpa e abundante, antibiótico local e corticóides,
• atropina no caso de irite

Dermatite urticante

+

Fenômenos hemorrágicos



+

História de acidente por Lonomia


ACIDENTE POR LEPIDÓPTERO? síndrome hemorrágica por contato com Lonomia (espécie de lagarta)



• sintomáticos

• medidas de suporte



Transferir para hospital de referência com relatório, para realização de soroterapia específica
A CIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS / FLUXOGRAMA

.
Choque elétrico em meio aquático



ACIDENTE VULNERANTE OU TRAUMATOGÊNICO

(Espardate, Piranha, Tubarão)?


• Sintomáticos


• Medidas de suporte s/n

ACIDENTE ESCOMBRÓTICO

(ingesta de peixes mal conservados)?



• Analgésico, antibiótico

• Profilaxia do tétano s/ sutura

• Se hipovolêmia, ver algoritmo de choque hipovolêmico

Formigamento em face, lábios, extremidades, fraqueza muscular, vertigens, dificuldade de marcha e distúrbios visuais podendo evoluir para convulsão, dispnéia, PCR, precedido por dor abdominal, vômitos e diarréia

ACIDENTE SARCOTÓXICO

(Baiacus)?

Medidas de suporte s/n ver algoritmos de

Insuficiência Respiratória Aguda, Choque e PCR

Ferimento perfurante ou mordedura de peixes não peçonhentos, lesão puntiforme ou lacerante, sangramento até choque hipovolêmico


Ferimento puntiforme ou lacerante com dor imediata e intensa, podendo evoluir para abcedação e necrose e infecção secundária, podendo estar associado ou não a manifestações gerais: fraqueza, náuseas, vômitos até choque.


ACIDENTE ACANTÓXICO (arraia, peixe pedra, bagre)?



• Analgésico e antibiótico

• Anestésico local com lidocaína

• Desbridamento s/n

• Profilaxia do tétano s/n



Cefaléia, náuseas, vômitos, urticária, rubor facial, prurido, edema de lábios.

• Sintomáticos


•Anti-histamínico
A

ACIDENTE PORAQUÊ

(treme-treme)?
CIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS / ICTISMO - FLUXOGRAMA


ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS / ESCORPIONISMO - FLUXOGRAMA

ACIDENTE ESCORPIÔNICO -TITYUS SERRULATUS

Classificação quanto à gravidade e soroterapia


• Dor, parestesia local


• Hipo ou Hipertermia e sudorese

profunda
• Náuseas, vômitos, sialorréia


• Ocasionalmente dor abdominal e

diarréia
• Arritmia cardíaca


• Hipertensão ou hipotensão arterial, insuficiência cardíaca até choque, edema agudo de pulmão, taquipnéia, taquicardia, agitação, sonolência, confusão mental, hipertonia, tremores, convulsão até coma.



CLASSIFICAÇÃO LEVE (tempo de observação das crianças picadas: 6 a 12h)





MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

Dor e parestesia locais


SOROTERAPIA

SAES = Soro antiescorpiônico ou SAAR = Soro antiaracnídico

MODERADO









ESCORPIONISMO?




Dor local intensa associada a uma ou mais manifestações, como náuseas, vômitos, sudorese, sialorréia discretos, agitação, taquipnéia e taquicardia.




2 a 3 amp. EV






•Sintomático: anestesia local com xilocaína sem adrenalina


• Específico: fazer classificação do acidente quanto à gravidade e definir soroterapia (ver tabela ao lado)
• Capturar o animal e levar para o serviço de saúde, s/p

GRAVE



Além das citadas na forma moderada, presença de uma ou mais das seguintes manifestações: vômitos profusos e incoercíveis, sudorese profunda, sialorréia intensa, prostação, convulsão, coma, braquicardia, insuficiência cardíaca, edema pulmonar agudo e choque.




4 a 6 amp. EV (na maioria dos casos graves 4 ampolas são suficientes para o tratamento, visto que neutralizam o veneno circulante e mantêm concentrações elevadas de antiveneno circulante por pelo menos 24h após a administração da soroterapia.




ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS / ARANEISMO

ACIDENTE POR ARANHA: (Araneísmo)




Loxosceles (Loxocelismo)


“Aranha Marrom”


Classificação quanto à:

• Gravidade,

• Manifestações clínicas

• Tratamento geral e

específico

Ver quadros que seguem



Phoneutria (Foneutrismo)


“Armadeira”





Latrodectus (Latrodectismo)

“Viúvas-negras”




Lycosidae

“Aranha da Grama”, “Aranha de Jardim”


Sem importância

clínica


Aranha Caranguejeira











Loxoscelismo: Classificação dos Acidentes quanto à Gravidade e Manifestações Clínicas.

Tratamento Geral e Específico


CLASSIFICAÇÃO


MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS


TRATAMENTO

LEVE


(lesão incaracterística)

- Loxosceles identificada como agente causador do acidente

- Lesão incaracterística

- Sem comprometimento do estado geral


Sintomáticos. Acompanhamento até 72 horas após a picada (pode haver mudança de classificação durante esse período).

MODERADO


(lesão sugestiva)


- Com ou sem identificação da Loxosceles no momento da picada

- Lesão sugestiva

- Alterações sistêmicas (rash cutâneo, petéquias)

Soroterapia: 5 amp. de Soro antiaracnídico – SAAr - EV e/ou Prednisona: Adultos 40 mg/dia Crianças 1 mg/Kg/dia durante 5 dias




GRAVE

(lesão característica)



Lesão característica

- Alteração no estado geral: anemia aguda, icterícia –

hemólise


- Evolução rápida

- Insuficiência renal


Soroterapia: 10 ampolas de SAAR – EV

e Prednisona: Adultos 40 mg/dia

Crianças 1 mg/Kg/dia durante 5 dias






ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS / ARANEISMO - CONTINUAÇÃO

Foneutrismo: Classificação quanto à Gravidade e Manifestações Clínicas: Tratamento Geral e Específico




CLASSIFICAÇÃO

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

TRATAMENTO

TRATAMENTO ESPECÍFICO

LEVE

Dor local na maioria dos casos, eventualmente taquicardia e agitação

Observação até 6h




MODERADO

Dor intensa associada a: sudorese e/ou vômitos ocasionais e/ou agitação e/ou hipertensão arterial


Internação





2 a 4 amp. de Soro antiaracnídico – SAAr - EV (1 amp. = 5ml (1ml neutraliza 1,5 doses mínimas mortais) (crianças)

GRAVE


Além das anteriores, apresenta uma ou mais das seguintes manifestações: sudorese profusa, sialorréia, vômitos freqüentes, hipertonia muscular, priapismo, choque e/ou edema pulmonar agudo.



Unidades de

Cuidados Intensivos


5 a 10 amp. de SAAr
EV




Latrodectismo: Classificação dos Acidentes quanto à Gravidade: Manifestações Clínicas e Tratamento




CLASSIFICAÇÃO


MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS


TRATAMENTO

LEVE (lesão incaracterística: bolha de conteúdo seroso, edema, calor, rubor, com ou sem dor em queimação)


- Dor local - Edema local discreto

- Dor nos membros inferiores - Parestesia em membros - Tremores e contraturas

-Sintomáticos: analgésicos, gluconato de cálcio, observação.




MODERADO (lesão sugestiva: enduração, bolha, equimose e dor em queimação)

Além dos acima referidos: - Dor abdominal

- Sudorese generalizada - Ansiedade / Agitação

- Mialgia - Dificuldade de deambulação

- Cefaléia e tontura - Hipertermia



-Sintomáticos: analgésicos, sedativos e Específicos: Soro antilatrodético – SALatr – 1 amp. - IM




GRAVE (lesão característica: dor em queimação, lesões hemorrágicas focais, mescladas com áreas pálidas de isquemia -placa marmórea, e necrose).

Todos os acima referidos e: - Taqui/bradicardia

- Hipertensão arterial- Taquipnéia/dispnéia

- Náuseas e vômitos- Priapismo

- Retenção urinária- Fácies latrodectísmica



-Sintomáticos: analgésicos, sedativos e Específicos:

Soro antilatrodético – SALatr – 1 a 2 amp. - IM






ACIDENTE OFÍDICO?


Sem captura da serpente, e sem relato da espécie



Sem captura da serpente, porém,

com relato da espécie



Avaliar sinais e

sintomas

*Fosseta loreal

Com anéis coloridos Preto, Branco e Vermelho




PEÇONHENTAS



  • Corall

  • Coral verdadeira

Local: Discreta dor com parestesia

Sistêmicos: fraqueza muscular progressiva, ptose palpebral, oftalmoplegia, dificuldade respiratória podendo evoluir para insuficiência respiratória aguda.

Complicações: Insuficiência respiratória aguda

CIAVE: 0800-2844343 (emergência -24h)



  • Jararaca

  • Patrona

  • Ouricana

  • Jararaca rabo branco

  • Malha de sapo

  • Surucucu

  • Surucucu

  • Pico de Jaca

  • Surucutinga

  • Malha de Fogo

  • Cascavel

  • Cascavel quatro ventas

  • Boi sininga

  • Maracamboia

  • Maraca

Local: dor + edema, equimose, sangramento local Sistêmico: SEMELHANTE A BOTHROPS acrescido da Síndrome vagal: tonturas, escurecimento da visão, bradicardia e cólicas.

Complicações: Síndrome compartimental, absces-sos, necrose

Local: Discreta dor com parestesia Sistêmico: mal estar, prostração, sudorese, vômitos, sonolência ou inquietação, ptose palpebral, flacidez dos músculos da face, oftalmoplegia, diplopia, mialgias, urina avermelhada (mioglobinuria), raramente gen-givorragia, redução do fluxo urinário.

Complicações: insuficiência renal aguda

(Necrose tubular aguda - N.T.A)



Local: dor + edema, equimose, sangramento local, ocasionalmente bolhas e necrose. Sistêmico: gengivorragia, epistaxe, hematemese, hematúria podendo ocorrer náuseas, vômitos, sudorese, hipo-tensão e raramente choque.

Complicações: síndrome compartimental, absces-sos, necrose e gangrena de extremidades, choque, insuficiência renal aguda

NÃO PEÇONHENTA


A


CROTALUS ACIDENTE CROTÁLICO

Cauda com chocadilho

Cauda fina

Cauda com escamas

arrepiadas

Presente

Ausente

Com captura da serpente

BOTHROPS

ACIDENTE BOTRÓPICO



LACHESIS ACIDENTE LAQUÉTICO

MICRORUS ACIDENTE ELAPIDICO
CIDENTES
POR ANIMAIS PEÇONHENTOS / OFIDISMO - FLUXOGRAMA

CONDUTAS GERAIS/ ATENDIMENTO INICIAL


• Manter o paciente deitado

• Elevar o membro, quando possível

Acesso venoso

• Analgésico s/n

• Hidratação venosa com controle hídrico

• Lavar o local da picada com água e sabão

• Não usar torniquete

• Não cortar, não perfurar e não sugar o local da picada

• Não colocar produtos sobre o local da picada

+

CONDUTAS ESPECÍFICAS


Caso leve e se UBS com condições para atendimento de reação precoce ao soro antiofídico tipo ANAFILÁTICO

Ver tabelas de ofidismo

Caso moderado ou grave, ou complicações, ou unidade sem condições para atendimento de reação precoce tipo ANAFILÁTICO



OLHO

NARINA

Transferência após o atendimento inicial com relatório para hospital de referência



*FOSSETA LOREAL
A CIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS / OFIDISMO - CONTINUAÇÃO

ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS / OFIDISMO – CONTINUAÇÃO


OFIDISMO - ACIDENTE BOTRÓPICO: Classificação quanto à gravidade e soroterapia



MANIFESTAÇÕES E TRATAMENTO


CLASSIFICAÇÃO





LEVE

MODERADA

GRAVE

Locais:

• dor


• edema

• equimos


ausentes ou

discretas evidentes





intensas (podendo ser único

critério para classificação de gravidade



Sistêmicas:

• hemorragia grave

• choque

• anúria

ausentes

ausentes

presentes


Soroterapia:

SABO=Soro antibotrópico ou SABC=Soro antibotrópico-crotálico ou SABL=Soro antibotrópico- laquético




2 a 4 ampolas



4 a 8 ampolas



12 ampolas




Administração


EV precedida de anti-histamínico e corticóide



OFISDISMO – ACIDENTE ELAQUÉTICO: Tratamento específico indicado


ORIENTAÇÃO PARA O TRATAMENTO


SOROTERAPIA


VIA DE ADMINISTRAÇÃO


Poucos casos tetudados.

Gravidade avaliada pelos sinais locais e intensidades das manifestações vagais.

(bradicardia, hipotenção, arterial, diarréia).



10 a 20 ampolas

SABL= Soro antibotrópico- laquético

EV precedida de anti-histamínico e corticóide





CIAVE: 0800-2844343 (emergência -24h)

OFIDISMO - ACIDENTE CROTÁLICO: Classificação quanto à gravidade e soroterapia



MANIFESTAÇÕES E TRATAMENTO

CLASSIFICAÇÃO


Soroterapia:

SACR=Soro anticrotálico

SABC=Soro

antibotrópico-crotálico


Administração

OFIDISMO - ACIDENTE ELAPÍDICO: Tratamento específico indicado

ORIENTAÇÃO PARA O

TRATAMENTO


Todos os casos de acidentes por coral com manifestações clínicas devem ser consideradas como potencialmente graves.

SOROTERAPIA

10 ampolas

SAEL= Soro antielapídico

EV precedida de anti-histaminico e corticoide



CIAVE: 0800-2844343 (emergência -24h)

Urina vermelha ou marrom

Fácies miastênica/Visão turva

Mialgia

Oligúria/ Anúria

ausentes ou tardia

ausentes ou

discreta


ausente

5 ampolas

ausente

EV precedida de anti-histaminico e corticoide

discreta ou evidente



discreta

pouco evidente

ausente

10 ampolas

20 ampolas

evidente

intensa

presente

presente ou ausente

GRAVE

LEVE

MODERADA

VIA DE

ADMINISTRAÇÃO



ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS / OFIDISMO - CONTINUAÇÃO

DOENÇAS PARASITÁRIAS INTESTINAIS / FLUXOGRAMA


Orientar:

  • Ingesta de água (filtrada ou fervida) e líquidos para evitar a desidratação;

  • Lavar as mãos após uso do sanitário, lavagem cuidadosa dos vegetais com água potável e deixá-los em imersão em ácido acético ou vinagre, durante 15 minutos;

  • Uso de metronidazol, VO, por 5 dias;

Investigar outros casos e fonte de infestação;

Articular junto a outros setores ações educativas e sanitárias;

Dor abdominal, diarréia, náuseas e anorexia

Ascaridíase?

Orientar:

  • Ingestão de vegetais cozidos e lavagem cuidadosa dos alimentos crus; higiene pessoal adequada;

  • Uso de Albendazol ou mebendazol;


Articular junto a outros setores ações educativas e sanitárias.

Dores abdominais, náuseas, debilidade, perda de peso, flatulência, diarréia, relato de grupos de ploglotes (anéis) nas fezes ou ainda eliminação dos mesmos independentemente do ato de evacuação

Orientar:


  • Deposição correta de dejetos; higiene pessoal; ingestão de alimentos bem cozidos;

  • Uso de mebendazol ou praziquantel ou albendazol;



Atentar para procedência das carnes (bovina e suína) e de produtos de origem vegetal (em relação à irrigação de hortas e pomares);
Articular junto a outros setores ações educativas e sanitárias;


As diarréias deverão ser notificadas e investigadas conforme orientação da Vigilância Epidemiológica – Secretaria municipal de Saúde.

Amebíase?

Giardíase?

Dejeções amolecidas, com aspecto gorduroso, acompanhado de fadiga, anorexia, flatulência e distensão abdominal.


Dejeções com presença de sangue ou muco, acompanhada de febre ou calafrios.

Relato alternância de ritmo intestinal, dor abdominal.

Teníase?

ESQUISTOSSOMOSE / FLUXOGRAMA


Relato de febre, anorexia, dor abdominal e cefaléia. Esses sintomas podem ser acompanhados de diarréia, náuseas, vômitos ou tosse seca, ocorrendo hepatomegalia.

Esquistossomose?

  • Orientar uso de praziquantel dose única, adquirido segundo orientação da Secretaria Municipal de Saúde;




  • Notificar caso no SINAN e investigar;




  • Controle dos hospedeiros intermediários (pesquisa de coleção hídrica, para determinação do seu potencial de transmissão, e tratamento químico de criadouros de importância epidemiológica);




  • Articular junto a outros setores ações educativas para mobilização comunitária e saneamento ambiental nos focos de esquistossomose.




Controle de cura:

Realização de seis exames de fezes, em intervalos mensais, sendo o primeiro deles feito de 45 a 60 dias após o tratamento.



Investigar história de contato com água de rio ou lago com presença de caramujo.

LEISHMANIOSE VISCERAL – LV

EPIDEMIOLOGIA:
No Brasil, a LV tinha caráter eminentemente rural e, mais recentemente, vem se expandindo para áreas urbanas. A doença é mais freqüente em crianças de menores de 10 anos (54,4%), sendo 41% dos casos registrados em menores de 5 anos. Na Bahia, a LV é considerada um importante problema de saúde pública.


CLASSIFICAÇÃO DAS FORMAS CLÍNICAS:


  • Inaparente: paciente com sorologia positiva, sem sintomatologia clínica manifesta (essa forma é destituída de importância para a saúde pública);




  • Clássica: cursa com febre, astenia, adinamia, anorexia, perda de peso e caquexia. A hepatoesplenomegalia é acentuada, intensa palidez de pele e mucosas, conseqüência de severa anemia. Observa-se queda de cabelos, crescimento e brilho dos cílios e edema de membros inferiores. Os fenômenos hemorrágicos são de grande monta: gengivorragias, epistaxes, equimoses e petéquias. As mulheres apresentam freqüentemente amenorréia;




  • Oligossintomática: febre baixa ou ausente, a hepatomegalia está presente, esplenomegalia quando detectada é discreta.




  • Aguda: início abrupto ou insidioso. Na maioria dos casos, a febre é o primeiro sintoma, podendo ser alta e contínua ou intermitente, com remissão de uma ou duas semanas. Observa-se hepatoesplenomegalia, adinamia, perda de peso e hemorragias.




  • Refratária: na realidade é uma forma evolutiva da LV clássica que não respondeu ao tratamento, ou respondeu parcialmente ao tratamento com antimoniais. É clinicamente mais grave, devido ao prolongamento da doença sem resposta terapêutica.
    Definição de caso:

    Suspeito – Indivíduo proveniente de área endêmica ou áreas onde esteja ocorrendo surto, com febre a mais de duas semanas e esplenomegalia, com ou sem outras manifestações clínicas da doença;

    Confirmado – Todo paciente clinicamente suspeito, com exame sorológico ou parasitológico positivo.



DIAGNÓSTICO (clínico-epidemiológico e laboratorial):


  • Exame sorológico: ELISA e imunofluorescência;




  • Parasitológico: realizado em material retirado preferencialmente do baço e da medula óssea;




  • Sumário de urina: investigar proteinúria e hematúria discreta;




  • Hemograma: pode evidenciar uma pancitopenia: diminuição de hemáceas e leucócitos com linfocitose relativa e plaquetopenia;




  • Dosagem de proteínas: há uma forte inversão da relação albumina/globulina.




Não

Investigar outras causas

VIGILÂNCIA E CONTROLE:

Ações referentes aos casos humanos:

· Diagnóstico precoce e tratamento dos casos humanos;

· Iniciar busca ativa de casos sintomáticos visando à delimitação da real magnitude do evento;

· Verificar se o caso é importado ou autóctone. Caso seja importado, informar a vigilância epidemiológica onde se originou;

· Acompanhar a taxa de letalidade para discussão e melhoria da assistência médica prestada aos pacientes.

Ações referentes ao vetor:

· Levantamento fauna flebotomínica;

· Controle químico do vetor.

Ações referentes ao reservatório canino:

· Recomenda-se eutanásia de animais soro reagentes e/ou parasitológico positivo (MS);

· Controle da população canina errante (MS).

Ações referentes à educação ambiental e em saúde:

· Identificar se a área é endêmica procurar verificar se as medidas de controle estão sendo sistematicamente adotadas;

· Atividades educativas de acordo com o conhecimento dos aspectos culturais, sociais, educacionais, condições econômicas e percepção de saúde de cada comunidade.

· Ações de saneamento ambiental devem ser desenvolvidas com a participação das comunidades atingidas.

· Articular ações intersetoriais para promoção da qualidade de vida.



Encaminhar em caso de:

· Efeitos adversos à medicação;

· Neutropênicos febris;

· Co-infecções;

· Gestantes (é contra-indicada a utilização de antimoniais nos 2 primeiros trimestres de gravidez).

· Tratamento medicamentoso: antimoniais pentavalentes (antimoniato N-metil-glucamina);

· Solicitar exames complementares (hemograma e ECG) para detecção de possíveis manifestações de intoxicação medicamentosa;

· Tratamento de co-infecções, se possível.

· Orientar sobre: medidas de controle e possíveis efeitos colaterais da medicação;

· Não há contra-indicação da amamentação durante o uso da medicação;

· Notificar e investigar 100% dos casos, visando identificar novos focos da doença.


Marcar retornos para reavaliações clínicas para 3, 6 e 12 meses;


Sim



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