Obras civis: Modelo



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6.2. Execução

A condição essencial para garantir uma boa execução é que o Grau de CompactaçãoGC atinja o mínimo especificado.

Pode-se evitar aborrecimentos e prejuízos evitando-se levar para a pista materiais fora do especificado, ou seja fiscalizando-se a Exploração de Jazidas, conforme detalhado a seguir.

6.2.1. Exploração de Jazidas de Solos

A Fiscalização manterá permanentemente na obra um “Fiscal de Jazida” que visitará, em todos os dias trabalháveis, as Jazidas de Solos e as pedreiras em exploração, observando o modo de exploração e a natureza dos materiais obtidos. Cuidados especiais serão dedicados a evitar que sejam cavados “fundos de jazidas” com solos diferentes dos indicados no Projeto.

O “Fiscal de Jazida” deverá impedir que materiais suspeitos sejam transportados para a Pista. Quaisquer fatos considerados graves deverão ser comunicados ao “Engenheiro Fiscal”, que ajuizará sobre a necessidade ou não de suspender os serviços de exploração, e que tomará as providências julgadas cabíveis.

6.2.2. Determinação no Campo da Faixa de Umidade de Compactação e da Ds,máx Considerada Padrão

Para a Base Granular do Projeto deve definir, entre outras, as seguintes características:



  1. a Energia de Compactação (número de golpes) – En;

  2. a Faixa de Umidade de Compactação (hot – x)% a (hot + y)%

  3. a Massa Específica Aparente Seca Máxima (Ds,máx).

Nota: A Massa Específica Aparente Seca Máxima Ds,máx embora também definida no Projeto deve, para uma melhor precisão da determinação do Grau de Compactação (GC), ser determinada no Campo.

Se não houver definição de Projeto no que se refere a a) e b), deve-se:



  1. Para a Brita Graduada

No início dos Serviços, quando já houver sido estocada uma quantidade razoável dos materiais constituintes da Brita Graduada e já ter sido testada a Usina de solos, executa-se com uma amostra colhida na correia transportadora, entre o último silo e o misturador, o ensaio de compactação como no DNER-ME 49 sem o CBR e as umidades (h) determinadas com o Speedy (DNER-ME 52) ou com o álcool (DNER-ME 88), de modo a se obter 5 curvas de compactação com respectivamente 5 energias de compactação En (golpes: 26 – 55 – 70 – 85 – 100). Traça-se, então, a curva Ds,máx x En, adotando-se para En (número de golpes) a abcissa do ponto imediatamente anterior ao início da “assintotização” da curva.

Determina-se, então, com a energia En adotada (ou indicada no Projeto), uma curva de compactação/CBR (com 5 pontos) pelo DNER-ME 49 (com Speedy ou álcool), determinando-se hot para o Controle Tecnológico e adotando-se para a faixa de umidade de compactação o intervalo (hot – 2,0)% a (hot + 0,5)%, ou de preferência, obtendo-se os valores de x e y das curvas Ds x h e CBR x h (note-se que na Fig. 10 do DNER-ME 49 os máximos de Ds e de CBR ocorrem para um mesmo hot, enquanto usualmente o CBRmáx ocorre para um h hot). Pode, então,

a Fiscalização fixar os valores de x e y contanto que sempre se tenha: x 0,5%, y 0,5% e 2,5% (x + y) 3,5%.

Se o Projeto define a Energia de CompactaçãoEn não se necessita, evidentemente, das 5 curvas, partindo-se para a determinação da curva de compactação/CBR com a En já definida.

A Ds,máx obtida na curva de compactação/CBR com energia En será a considerada como padrão para o controle do Grau de Compactação GC.

A Curva compactação/CBR será repetida para aproximadamente cada 3.000m (3,0km) de extensão de BG, ou quando houver qualquer variação do material. Fica assim definido o domínio da Ds,máx padrão para um segmento uniforme com uma determinada dimensão pertencente a um IH (uma certa Brita Graduada).



  1. Para Outros Tipos de BG

B.1) Mistura em Usina (Solo-Brita e Mistura de 2 ou mais Solos)igual ao procedimento A, com as seguintes diferenças:

1) a energia de compactação En é escolhida pela Fiscalização entre as 3 seguintes: 26 golpes, 39 golpes e 55 golpes, com base no traçado de 3 curvas de compactação/CBR (DNER-ME 49), uma para cada energia, com 5 pontos cada, levando em conta o CBR conveniente.

2) curva de compactação (sem CBR) com a En escolhida será repetida para aproximadamente cada 500m (0,5km) de extensão de BG, ou a cada 100m (0,1km) se for notada heterogeneidade no material, definindo-se assim o domínio da Ds,máx padrão para um segmento uniforme de determinada dimensão.

B.2) Mistura na Pista – Igual ao procedimento B.1 com a seguinte diferença: a amostra para o traçado da curva compactação/CBR é colhida após a homogeneização a seco na pista a cada 300m (0,3km), ou a cada 100m (0,1km) se for notada heterogeneidade no material, devendo-se “amarrar” cada local da coleta a uma estaca inteira.

6.2.3. Controle do Teor de Umidade de Compactação (hc)

Serão feitas n determinações aleatórias de hc imediatamente antes da compactação de um segmento uniforme a compactar ao qual corresponde uma faixa de umidade de compactação (hot – x)% a (hot + y)% definida no Projeto ou como no item 6.2.2, sendo n extensão do segmento em metro/100, com . Determina-se hc com o mesmo método usado em 6.2.2 (Speedy ou álcool) e se hot for definido no Projeto (em estufa) deve-se fazer a correlação com o Speedy ou com o álcool.

Só será permitida a compactação do segmento se todos os hc estiverem no intervalo definido no Projeto ou no item 6.2.2..

6.2.4. Controle do Grau de Compactação – GC



GC é definido como a relação percentual entre a massa específica aparente seca (Ds), geralmente chamada de “densidade aparente seca”, e a massa específica aparente seca máxima Ds,máx (ou “densidade aparente seca máxima”).


Ds – obtida ïn situ” (DNER-ME 92, frasco de areia – speedy ou alcool, o adotado em 6.2.2).
Ds,máx – obtida como em 6.2.2 (para o segmento uniforme a compactar)


A cada no máximo 100m de pista, na ordem: bordo direito – eixo – bordo esquerdo – bordo direito, etc., a 40cm do bordo da plataforma de Base determina-se a Ds ïn situ” e considerando-se a Ds,máx correspondente (a pertencente ao segmento uniforme a executar ao qual se faz a determinação de Ds ïn situ”) determina-se o GC. No caso de Mistura na Pista o ensaio de Ds “in situ” deve ser realizado exatamente no local de onde se retirou a amostra para Ds,máx.

Para que uma certa extensão de Base Granular seja considerada “aprovada” (AP) é necessário que em todos os seus n pontos ensaiados tenha-se GC  100% . Em caso contrário a extensão de Base Granular é considerada não aprovada (NAP), não sendo liberada a execução da camada sobrejacente. Nesse caso, o Engenheiro Fiscal mandará repetir os ensaios e, continuando a desaprovação dever-se-á escarificar e recompactar a extensão de influência de cada ponto considerado deficiente, todos os ônus por conta da Construtora.

Após a obtenção de cada N = 9 resultados, calcular-se-á o desvio padrão - considerando-se a compactação homogênea se s  1,6 .

Se após 4 conjunto de N = 9 resultados, consecutivos ou acumulados, a inequação acima não for satisfeita, o “Engenheiro Fiscal” paralisará o serviço de compactação e procederá a um minucioso exame dos equipamentos e da técnica de execução empregadas, tomando então as medidas julgadas cabíveis.

6.2.5. Registro do Controle Tecnológico

Todos os resultados obtidos no Controle Tecnológico serão anotados, acompanhados das observações pertinentes à performance dos serviços, de modo que na conclusão da Pavimentação sejam preenchidas as fichas e gráficos de acordo com modelos fornecidos pelo DERT-CE, assinados pelo Engenheiro Fiscal e pelo Engenheiro Encarregado da Construção.

Para cada jazida ou Tipo de Material deverão ser calculados estatisticamente todas as características obtidas nos ensaios, de modo se poder compará-las com as do Projeto.

O Registro do Controle Tecnológico é muito importante para o Gerenciamento do Pavimento.



  1. CONTROLE GEOMÉTRICO E CRITÉRIOS DE ACEITAÇÃO

7.1. Controle de Cotas

Após a execução da Camada de Base Granular, proceder-se-á a relocação e o nivelamento do eixo, dos bordos da pista de rolamento e dos bordos da plataforma (5 pontos por estaca) para a determinação das cotas de Execução que deverão ser comparadas com as cotas do Projeto.

No caso de rodovia com mais de duas faixas de tráfego, o controle de cotas da Base Granular será feito nos bordos de cada faixa de tráfego.

Não será tolerado nenhum valor individual de cota fora do intervalo (C – 2,0)cm e (C + 2,0)cm, sendo C a cota do Projeto para o ponto considerado. O serviço “não aprovado” (NAP) será refeito.

No caso do Revestimento ser um Tratamento Superficial, exige-se uma Base mais bem “acabada” geometricamente, passando a tolerância de cotas por ponto individual para (C – 1,5)cm e (C + 1,5)cm.

Se a Base Granular não atender quanto ao controle de cotas, ela deverá ser refeita.



7.2. Controle de Espessura

A espessura da Camada de Base será controlada no eixo e nos bordos da pista de rolamento, por comparação entre as cotas dos pontos correspondentes, nivelados na camada subjacente e as da base recém executada.

Serão admitidas as seguintes tolerâncias:


  1. Para o valor individual de espessura: o intervalo (h – 2)cm a (h + 4)cm, sendo h = espessura do projeto.

  2. Para a espessura mínima estatística do segmento a ser controlado: hmin  (h – 1,0)cm, calculando-se hmin pela seguinte fórmula:

Hmin =

onde: e



Sendo Xi = valor individual da espessura

N = número de valores (N  9)

Não será tolerado nenhum valor individual de espessura fora do intervalo especificado e de espessura mínima estatística inferior a espessura do projeto em mais de 1 centímetro. O serviço “não aprovado” (NAP) será refeito.

7.3. Controle da Largura e da Flecha de Abaulamento

Para cada estaca (de 20 em 20m) será determinada:



  1. a largura da plataforma, com trena,

  2. a flecha de abaulamento, utilizando-se para tal o nivelamento feito para o controle de cotas.

O “serviço será aprovado”- (AP), quanto à largura e à flecha de abaulamento do Projeto, se para cada valor individual, os seguintes limites de tolerâncias “não forem ultrapassados”:

  •  10 cm quanto a largura

  • até 20%, em excesso, para a flecha de abaulamento, não se tolerando falta.

O serviço “não aprovado” (NAP) será refeito.

  1. MEDIÇÃO

A Base Granular será medida pelo Volume (V) da camada concluída, em metros cúbicos, calculado pela seção do projeto.

V = Área da Seção do Projeto x Extensão Executada



  1. PAGAMENTO

Os serviços serão pagos pelo Preço Unitário Contratual para o volume de Base Granular executado, medido conforme o item anterior, estando nele incluído todos os custos das fases de execução, tais como: utilização de equipamentos, veículos, ferramentas, mão de obra, encargos, transportes, impostos, eventuais, bem como a indenização de materiais e lucro.

IMPRIMAÇÃO

  1. DEFINIÇÃO

IMPRIMAÇÃO é o serviço executado em uma Camada Granular já compactada, geralmente uma Base, antes da execução de um revestimento betuminoso qualquer, objetivando aumentar:

a) a coesão na parte superior da camada granular, (base), pela penetração do material betuminoso;

b) Impermeabilizar a base

c) uma aderência com a Mistura Asfáltica sobrejacente, caso esta seja executada antes da Imprimação “cegar” (quando será necessária uma Pintura de Ligação).



  1. MATERIAIS ASFÁLTICOS (AD)

Para a Imprimação são indicados os Asfaltos Diluídos (AD) de Cura Média (CM) (P-EB 651):

AD-CM-30 (para solos mais impermeáveis)

AD-CM-70 (para solos menos impermeáveis)

A taxa de aplicação do AD varia com o tipo de AD e o tipo de solo, devendo ser determinada no início da execução do Serviço, estando geralmente na faixa de 0,8 a 1,5kg/m2, conforme o tipo e textura da base e do material asfáltico escolhido. A taxa ideal é aquela que após 24 horas da aplicação quase todo ligante tenha penetrado, ficando uma película de asfalto de cerca de 0,3mm.



  1. EQUIPAMENTO

Todo o equipamento deve ser cuidadosamente examinado pela Fiscalização, devendo dela receber a aprovação, sem o que não será dada a ordem de serviço. O equipamento mínimo é o fixado no Projeto.

  • Para a varredura da superfície da base, usam-se, de preferência, vassouras mecânicas rotativas, podendo, entretanto, ser manual esta operação. Jato de ar comprimido poderá também ser usado.

  • A distribuição do ligante deve ser feita por carros equipados com bomba reguladora de pressão e sistema completo de aquecimento, que permitam a aplicação do asfalto diluído em quantidade uniforme.

  • As barras de distribuição devem ser do tipo de circulação plena, com dispositivo que possibilite ajustamentos verticais e larguras variáveis de espalhamento do ligante.

  • Os carros distribuidores devem dispor de tacômetro, calibradores e termômetros, em locais de fácil observação e, ainda, de um espargidor manual, para tratamento de pequenas superfícies e correções localizadas.

  • O depósito de ligante asfáltico, quando necessário, deve ser equipado com dispositivo que permita o aquecimento adequado e uniforme do conteúdo do recipiente. O depósito deve ter uma capacidade tal que possa armazenar a quantidade de material asfáltico a ser aplicado em pelo menos, um dia de trabalho.

  1. EXECUÇÃO

a) Após a perfeita conformação geométrica da camada granular, procede-se a varredura da superfície, de modo a eliminar o pó e o material solto existente.

b) Aplica-se, a seguir, o ligante asfáltico adequado, na temperatura compatível com o seu tipo, na quantidade certa e da maneira mais uniforme. O ligante asfáltico não deve ser distribuído quando a temperatura ambiente estiver abaixo de 100C, ou em dias de chuva, ou, quando esta estiver iminente. A temperatura de aplicação do ligante asfáltico deve ser fixada para cada tipo de ligante, em função da relação temperatura-viscosidade. Deve ser escolhida a temperatura que proporcione a melhor viscosidade para espalhamento. A faixa de viscosidade recomendada para espalhamento é de 30 a 60 segundos Saybolt-Furol para asfaltos diluídos. Deve-se traçar a curva Viscosidade SF x Temperatura e determinar a taxa de aplicação experimentalmente sobre a camada concluída.

c) Deve-se imprimar a pista inteira em um mesmo turno de trabalho e deixá-la, sempre que possível, fechada ao trânsito. Quando isto não for possível, trabalhar-se-á em meia pista, fazendo-se a imprimação da adjacente, assim que à primeira for permitida a sua abertura ao tráfego. O tempo de exposição da camada imprimada ao tráfego será condicionado pelo comportamento da mesma, não devendo ultrapassar a 30 dias.

d) a fim de evitar a superposição, ou excesso, nos pontos inicial e final das aplicações, deve-se colocar faixas de papel impermeável* transversalmente, na pista, de modo que o início e o término da aplicação do material asfáltico situem-se sobre essas faixas, as quais serão, a seguir, retiradas. Qualquer falha na aplicação do ligante asfáltico deve ser imediatamente corrigida. Na ocasião da aplicação do ligante asfáltico a camada granular deve, de preferência, se encontrar levemente úmida.

* largura de faixa de papel  1m

e) A uniformidade do espalhamento do ligante depende do equipamento empregado na distribuição. Ao se iniciar o serviço, deve ser realizada uma descarga de 15 a 30 segundos, para que se possa controlar a uniformidade de distribuição. Esta descarga pode ser feita fora da pista, ou na própria pista, quando o carro distribuidor estiver dotado de uma calha colocada abaixo da barra distribuidora, para recolher o ligante asfáltico.



  1. PROTEÇÃO AMBIENTAL

A preservação do meio ambiente nos serviços de execução da imprimação envolve o armazenamento e aplicação de ligante betuminoso, devendo ser considerados os seguintes cuidados:

5.1. Os depósitos de material betuminoso devem ser instalados em locais afastados de curso d’água;

5.2. É vedado o refugo de materiais já usados na faixa de domínio e áreas lindeiras adjacentes, ou em outros locais que possam causar prejuízos ambientais;

5.3. A desmobilização desta atividade inclui a remoção dos depósitos de ligante e execução da limpeza do canteiro de obras, recompondo a área afetada pelas operações de construção/execução.



  1. CONTROLE TECNOLÓGICO E CRITÉRIOS DE ACEITAÇÃO

    1. Materiais Asfálticos (AD)

A condição essencial é que os asfaltos diluídos (AD) empregados na Imprimação tenham características, satisfazendo a essa especificação e às Especificações Complementares e Particulares do Projeto.

A todo carregamento de AD que chegar à obra será exigido o respectivo Certificado de Fábrica, contendo os resultados dos ensaios especificados pela P-EB-651, que devem ser amplamente satisfatórios. De 3 em 3 carregamentos e na ausência do Certificado a cada carregamento, far-se-á os ensaios de: Viscosidade SF (MB 326) e Ponto de Fulgor (P-MB 889).

Se os resultados dos dois ensaios acima satisfizerem à P-EB 651 o AD será “aprovado”(AP). Se não, os ensaios serão repetidos pelo menos duas vezes e caso se enquadrem nos “limites alargados”(em 10% de cada valor) da especificação, o AD será considerado “aprovado sob reserva” (APSR) e em caso contrário “não aprovado”(NAP).

Só serão admitidos 3 (APSR) consecutivo, sendo o 40 considerado (NAP). Todo o carregamento (NAP) deve ser rejeitado, sendo terminantemente proibido seu descarregamento no canteiro.



6.2. Execução

A condição essencial é que o Serviço seja executado de modo a obedecer à taxa de AD aprovada pela Fiscalização, a esta Especificação e as Especificações Complementares e Particulares do Projeto.

a) Um “Fiscal de Pista” deve acompanhar permanentemente a execução, controlando as temperaturas do AD, o equipamento e a execução.

b) Nos 2 primeiros carregamentos será traçada a Curva “Viscosidade x Temperatura” com 2 pontos (25 e 500C) e determinada a faixa de temperatura de espalhamento do AD. De 10 em 10 carregamentos será verificada a Curva Original.

A faixa de viscosidade para espalhamento do AD deve situar-se entre 20 e 60 segundos Saybolt-Furol.

c) O controle da taxa de ligante será feito colocando-se uma “bandeja” de peso e área conhecida na pista onde está sendo feita aplicação do ligante betuminoso. A taxa de ligante será determinada através da diferença de peso da “bandeja”, depois

e antes da passagem do Caminhão Distribuidor, dividida pela área da mesma, tem-se a quantidade de ligante betuminoso aplicado (taxa de aplicação). Será feita

uma determinação a cada 100m (cem metros), correspondente ao eixo longitudinal do Caminhão.

d) Os resultados das taxas de ligante serão analisadas estatisticamente para fins de aceitação, do seguinte modo:

N 9 (número de determinações)

Xmax =

Xmin = Valores limitados para aceitação



onde:

(média aritmética)

(desvio padrão)

O serviço de Imprimação será considerado “aprovado” (AP), se:



  • houver a aprovação do acompanhamento e inspeção visual da Fiscalização, e

  • Xmax  1,15T

Xmin  0,85T

onde T é a taxa preconizada de AD diluída (kg/m2)

Se os dois limites acima não forem satisfeitos, mas se houver aprovação da Fiscalização e:

  • Xmax  1,20T

Xmin  0,80T

o serviço será considerado “aprovado sob reserva”(APSR).

Só serão admitidos 2 (APSR) consecutivos, o terceiro será considerado “não aprovado”(NAP).

O serviço (NAP) não será aceito, cabendo a Fiscalização indicar a solução, que pode ir – desde o lançamento de areia e a passagem de rolo pneumático nas horas mais quentes do dia (caso de excesso de AD) – até o arrancamento da Imprimação,

a restauração da Base e a execução de uma nova Imprimação, todos os ônus debitados à Construtora (caso de penetração insuficiente de AD).



6.3. Registro do Controle Tecnológico

Todos os resultados obtidos no Controle Tecnológico serão anotados, acompanhados das observações pertinentes à performance dos serviços, de modo que na conclusão da Pavimentação sejam preenchidas as fichas e gráficos de acordo com os modelos fornecidos pelo DERT-CE, assinados pelo Engenheiro Fiscal e pelo Engenheiro Encarregado da Construção.



  1. CONTROLE GEOMÉTRICO

Após a execução da Imprimação, proceder-se-á a relocação do eixo e marcar-se-á em cada estaca, a trena, os bordos da imprimação, obedecendo a largura indicada no projeto.

O serviço será aprovado quanto à largura do projeto, se, para cada valor individual, for atendida as seguintes tolerâncias:

+ 10cm quanto a largura, não se tolerando falta.

Quando ocorrer eventualmente imprimação com largura insuficiente, ela poderá ser complementada com auxílio de espargidores manuais.

Ocorrendo insuficiência freqüentes de largura ou excesso além do tolerado, os serviços serão paralisados e só reiniciados quando corrigidas as falhas de execução, se necessário com a troca do equipamento espargidor ou do operador.

Quando a imprimação se destinar a um Tratamento Superficial Simples ou Duplo, o acabamento da Superfície em áreas visualmente suspeitas, será verificado com duas réguas em L, com 1m e 3m, em posição normal e paralela ao eixo da estrada, não se tolerando variações superiores a 0,5cm entre dois pontos quaisquer de contato. Este controle poderá ser feito antes da superfície receber a Imprimação.



  1. MEDIÇÃO

A imprimação será medida através da área executada, em metros quadrados.

  1. PAGAMENTO

Os serviços serão pagos pelo Preço Unitário Contratual para a área de imprimação, medida conforme o item anterior, estando nele incluído todos os custos das fases de execução, tais como: utilização de equipamentos, veículos, ferramentas, armazenamento e perdas de material betuminoso nos tanques de estocagem, mão de obra, encargos, transportes, impostos, eventuais, bem como a indenização da aquisição de material betuminoso, quando o mesmo não é fornecido pelo contratante, e lucro.



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