Obras civis: Modelo



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7.1. Controle de Cotas

Após a execução da Camada de Sub-Base, proceder-se à relocação e o nivelamento do eixo, dos bordos da pista de rolamento e dos bordos da plataforma (5 pontos por estaca) para a determinação das cotas de execução que deverão ser comparadas com as cotas de Projeto.

No caso de rodovia com mais de duas faixas de tráfego, o controle de cotas da Sub-Base Granular será feito nos bordos de cada faixa de tráfego.

Não será tolerado nenhum valor individual de cota fora do intervalo (C – 2,0)cm e (C + 2,0)cm, sendo C a cota do Projeto para o ponto considerado. O serviço “não aprovado” (NAP) será refeito.



7.2. Controle de Espessura

A espessura da Camada de Sub-Base será controlada no eixo e nos bordos da pista de rolamento, por comparação entre as cotas dos pontos correspondentes nivelados na Regularização do Subleito (ou no Reforço Granular para Subleito, quando houver) e na Sub-base recém executada.

Serão admitidas as seguintes tolerâncias:


  1. Para o valor individual de espessura: o intervalo (h – 2)cm a (h + 5)cm, sendo h = espessura do projeto.

  2. Para a espessura mínima estatística do segmento a ser controlado: hmin  (h – 1,0)cm, calculando-se hmin pela seguinte fórmula:

Hmin =

Onde:

Sendo Xi = valor individual da espessura

N = número de valores (N  9)

Não será tolerado nenhum valor individual de espessura fora do intervalo especificado e de espessura mínima estatística inferior a espessura do projeto em mais de 1 centímetro. O serviço “não aprovado” (NAP) será refeito.

7.3. Controle da Largura e da Flecha de Abaulamento

Para cada estaca (de 20 em 20m) será determinada:



  1. a largura da plataforma, com trena;

  1. a flecha de abaulamento, utilizando-se para tal o nivelamento feito para o controle de cotas.

O “serviço será “aprovado” – (AP), quanto à largura e à flecha de abaulamento do Projeto, se, para cada valor individual, os seguintes limites de tolerâncias “não forem ultrapassados”:

  •  10 cm quanto a largura

  • até 20%, em excessos, para a flecha de abaulamento, não se tolerando falta.

O serviço “não aprovado” (NAP) será refeito.

8. MEDIÇÃO

A Sub-Base Granular será medida pelo Volume (V) da camada concluída, em metros cúbicos, calculado pela seção do Projeto.

V = Área da Seção do Projeto x Extensão Executada

9. PAGAMENTO

Os serviços serão pagos pelo Preço Unitário Contratual para o volume de Sub-Base Granular executado, medido conforme o item anterior, estando nele incluído todos os custos das fases de execução, tais como: utilização de equipamentos, veículos, ferramentas, mão de obra, encargos, transportes, impostos, eventuais, bem como a indenização de materiais e lucro.



BASE

  1. DEFINIÇÃO

BASE GRANULAR (BG) – É a camada do Pavimento Asfáltico situada imediatamente abaixo da camada de REVESTIMENTO, constituída por um dos tipos abaixo:

  1. um único tipo de solo – é a Base sem Mistura;

  2. dois ou mais tipos de solos – é a Base com Mistura;

  3. um dos componentes da mistura é um produto de britagem – é a Base de Solo-Brita;

  4. um produto de britagem – é a Base de Brita Graduada.

A Base Granular obtém a necessária estabilidade para cumprir suas funções apenas devido a uma conveniente compactação, sem necessidade de nenhum aditivo para lhe conferir coesão.

  1. MATERIAIS

Os solos quanto ao seu comportamento em pavimentação podem ser classificados em:

  • Solos de Comportamento Laterítico

  • Solos de Comportamento Não Laterítico

A classificação acima deve ser feita por um Engenheiro experiente tendo em vista que um Solo Laterítico apresenta geralmente: cores predominantemente vermelha, amarela ou marrom escura – tendência ao concrecionamento – grãos graúdos ferruginosos – CBRs relativamente altos com baixa Expansão e altos LLs e IPs – Granulometria com certa descontinuidade. Em caso de dúvida, fica confirmado o comportamento laterítico se a Expansão medida no CBR com a energia do Proctor Modificado (55

    1. Solos de Comportamento Laterítico

Os Solos de Comportamento Laterítico para Base Granular devem apresentar as seguintes condições:

  • Granulometria enquadrada numa das seguintes faixas granulométricas (DNER-ME 80) – (% passando em peso)

# Faixas

ASTM

mm

A

B

C*

2”

50,8

100

-

-

1”

25,4

75 – 100

100

-

3/8”

9,5

40 – 85

60 – 95

100

Nº 10

2,0

15 – 60

15 – 60

35 – 90

Nº 40

0,42

10 – 45

10 – 45

20 – 80

Nº 200**

0,074

5 – 30

5 – 30

8 - 40

* somente para N  105 (número de repetições do eixo simples padrão calculado pelo Método DNER/66)

** % pass. Pen. Nº 200  2/3 (% pass. Nº 40)



  • Abrasão Los Angeles (DNER-ME 35) do material retido na peneira nº 10)  65%, devendo também o material graúdo não ter partículas moles nem impurezas nocivas e o material miúdo (passando na pen. Nº 10) não conter matéria orgânica ou outras impurezas nocivas.

  • LL  40% (DNER-ME 122)

  • IP = LL – LP (DNER-ME 82)  15%

  • CBR (DNER-49 com a energia do DNER-129/89 – B – 26 golpes – PI ou C – 55 golpes – PM, ou outra energia especificada no projeto)

  •  80% (para N  5 x 106)

60% (para N  5 x 106)

Nos acessos com N  5 x 105 admite-se CBR  40%



  • Expansão no CBR  0,2% (para quaisquer energia e número N)

    1. Solos de Comportamento Não Laterítico

Os solos de Comportamento Não Laterítico para Base Granular devem apresentar as seguintes condições:

  • Granulometria enquadrada numa das seguintes faixas granulométricas (DNER-ME 80) – (% passando em peso)

  • Faixas

ASTM

mm

A

B

C

D

E*

F*

2”

50,8

100

100

-

-

-

-

1”

25,4

-

75 – 90

100

100

100

100

3/8”

9,5

30 – 60

40 – 75

50 – 85

60 – 100

-

-

Nº 4

4,8

25 – 55

30 – 60

35 – 65

50 – 85

55 – 100

70 – 100

Nº 10

2,0

15 – 40

20 – 45

25 – 50

40 – 70

40 – 100

55 – 100

Nº 40

0,42

8 – 20

15 – 30

15 – 30

25 – 45

20 – 50

30 – 70

Nº 200**

0,074

2 – 8

5 – 15

5 – 15

5 – 20

6 – 20

8 – 25

* somente para N  5 X 105 (número de repetições do eixo simples padrão calculado pelo Método DNER/66)

** % pass. Pen. Nº 200  2/3 (% pass. Nº 40)



  • Abrasão Los Angeles (DNER-ME 35) do material retido na peneira nº 10  65%, devendo também o material graúdo não Ter partículas moles nem impurezas nocivas e o material miúdo (passando na peneira nº 10) não conter matéria orgânica ou outras impurezas.

  • LL  25% (DNER-ME 122)

  • IP = LL – LP (DNER-ME 82)  6%

  • CBR (DNER-49) na energia de compactação referente a 26, 39 ou 55 golpes conforme indicado no item 6.2.2 desta Especificação, ou outra especificada no Projeto.

  •  80% (para N  5 x 106)

  •  60% (para N  5 x 106)

  • Nos acessos com N  5 x 105 admite-se CBR  40%

  • Expansão no CBR  0,5% (para quaisquer energia e número N)

  1. EQUIPAMENTO

3.1. Todo o equipamento deve ser cuidadosamente examinado pela Fiscalização, devendo dela receber a aprovação, sem o que não será dada ordem de serviço. O equipamento mínimo é o fixado no Contrato.

3.2. A Usina de Solos (ou “Central de Mistura”) deverá ser constituída essencialmente do seguinte:

Silos – para os diversos componentes, providos de bocas de descarga equipadas com dispositivos que permitam graduar o escoamento;

Transportadores de Esteiras – que transportem os componentes da mistura, já nas devidas proporções, até a unidade misturadora;

Unidade Misturadora – tipo “pug-mill”, constituído usualmente de uma caixa metálica tendo no seu interior, como elementos misturadores, dois eixos que rodam em sentido contrário, providos de uma chapa em espiral ou de pequenas chapas fixadas em hastes, e que, devido ao seu movimento, forçam a mistura íntima dos materiais, ao mesmo tempo que a fazem avançar até a saída da unidade;

Reservatório de Água e Canalização – que permitam armazenar e espargir a água sobre o solo durante o processo da mistura;

Unidade de Carregamento – constituída de um silo abastecido por “transportadores de correia” ou “elevadores de canecas”, e colocado de modo que o caminhão transportador possa receber a mistura por gravidade.

Em suma, a Usina de Solos deve ser capaz de produzir uma mistura homogênea de solos e britas, no teor de umidade requerido, e de depositá-la sem segregação no caminhão transportador. Deve-se exigir uma capacidade de produção horária entre 150 e 500 ton.



3.3. O Distribuidor de Solos deve ser capaz de receber a mistura dos caminhões basculantes e espalhá-la na pista, sem segregação e numa espessura constante tal, que após a compactação, se situe entre 10,0 e 22,0cm.

3.4. A Motoniveladora deve ser suficientemente potente para destorroar, misturar e homogeneizar massas, cujas espessuras após compactação possam atingir pelo menos 22,0cm, e de conformar a superfície acabada dentro das exigências da Especificação.

3.5. A Grade de Discos, rebocada por um conveniente Trator de Pneus deve ser capaz de complementar os trabalhos de “destorroamento!, “mistura” e “homogeneização do teor de água” iniciados pela Motoniveladora. Poderão ser usados dispositivos tipo “Pulvimixer”.

3.6. Os Caminhões Distribuidores d’Água deverão ter capacidade suficiente para evitar o transtorno ocasionado por um número excessivo de unidades. Em qualquer hipótese não será aceito uma unidade com capacidade menor que 4.000 litros.

3.7. Deverão ser usados, isoladamente ou em conjunto, os seguintes tipos de Rolos Compactadores:

  • Rolo Liso Vibratório – autopropulsor, com controle de frequência de vibração, recomendado para misturas de IP  3% e para brita graduada;

  • Rolo Pé-de-Carneiro Vibratório (pata curta) - autopropulsor, com controle de frequência de vibração, recomendado para misturas com IP  3%; e

  • outros tipos aprovados pela Fiscalização. O Rolo Pneumático é muito usado no “acabamento”.

  1. EXECUÇÃO

Quando houver mistura de mais de 3 componentes, essa mistura terá de ser necessariamente feita em Usina de Solos.

A mistura de até 3 componentes pode ser opcionalmente feita na pista, exceto se um deles for brita quando a usinagem é obrigatória (Solo-Brita).



    1. Execução Sem Mistura ou Com Mistura na Pista

A execução de BG sem mistura ou com mistura na pista envolve basicamente as seguintes operações:

  • Espalhamento

  • Homogeneização dos Materiais Secos

  • Umedecimento (ou Aeração) e Homogeneização de Umidades

  • Compactação

  • Acabamento

  • Liberação ao Tráfego

4.1.1. Espalhamento

O espalhamento dos materiais depositados na plataforma se fará com motoniveladora. O espalhamento será feito de modo que a camada fique com espessura constante. Não poderão ser confeccionadas camadas com espessuras compactadas superiores a 22,0cm nem inferiores a 10,0cm. No caso de 2 materiais será feito primeiramente o espalhamento do material de maior quantidade e sobre essa camada espalhar-se-á o outro material. Idem para 3 componentes.

4.1.2. Homogeneização dos Materiais Secos

O material espalhado será homogeneizado com o uso combinado de grade de disco e motoniveladora. A homogeneização prosseguirá até que visualmente não se distinga um material do outro. A pulverização dos materiais é fundamental. Nessa fase serão retirados blocos de pedra, raízes e outros materiais estranhos.

4.1.3. Umedecimento (ou Aeração) e Homogeneização da Umidade

Para atingir-se a faixa do teor de umidade na qual o material será compactado, serão utilizados carros tanques para umedecimento, motoniveladora e grade de discos para homogeneização da umidade e uma possível aeração. A faixa de umidade para compactação terá como limites (hot – x)% e (hot + y)% onde hot, x e y são aquelas indicadas no Projeto com curva CBR x h. Isso não ocorrendo, a hot será obtida, juntamente com a Ds,máx - massa específica aparente seca máxima, como indicado no item 6.2.2., sendo a faixas (hot – 2,0)% e (hot + 0,5)%, ou com x e y encontrados.

É muito importante uma perfeita homogeneização da umidade para uma boa compactação.

4.1.4. Compactação

A compactação deve ser executada preferencialmente com rolo liso vibratório autopropulsor isoladamente ou em combinação com rolo vibratório pé-de-carneiro autopropulsor (pata curta). No acabamento deve ser também utilizado o rolo pneumático.

Deverá ser elaborada para um mesmo tipo de material uma relação na pista entre o “número de coberturas do rolo versus Grau de Compactação” para se determinar o número necessário de “coberturas” (passadas num mesmo ponto) para atingir o GC especificado.

Cuidados especiais deve-se ter com a Base de Brita Graduada pois esses materiais aceitam uma energia acima do PM (55 golpes) sem normalmente se degradarem. A curva Ds,máx x energia de compactação é inicialmente crescente tornando-se assintótica para uma energia acima de 55 golpes. É importante traçar-se essa curva no campo para se determinar a Ds,máx que deverá corresponder ao início da assíntota.

4.1.5. Acabamento

A operação de acabamento será executada com motoniveladora e rolos compactadores usuais, que darão a conformação geométrica longitudinal e transversal da plataforma, de acordo com o Projeto.

Só será permitida a conformação geométrica por corte.

4.1.6. Liberação ao Tráfego

Após a verificação e aceitação do intervalo trabalhado, o mesmo poderá ser entregue ao tráfego usuário.

O intervalo de tempo que uma base granular pode ficar exposta ao tráfego usuário é função de várias variáveis, tais como:


  • Umidade do material, que pode ser mantida através de molhagem com carros tanque.

  • Coesão do material

  • Condições metereológicas, onde o excesso de umidade e condições de escoamento podem danificar rapidamente a camada

  • A intensidade do tráfego

Em princípio, é vantajoso expor a Base Granular ao tráfego usuário durante o maior tempo possível, quando se tem a oportunidade de aumentar seu “grau de compactação” e de se observar seus defeitos.

4.2. Execução em Usina

A mistura deve sair da Usina de Solos perfeitamente homogeneizada, num teor de umidade tal que, após o espalhamento na pista, esteja dentro da faixa de “teor de umidade para compactação”.

O transporte da mistura da Usina para a pista deve ser feita em caminhões basculantes, ou outros veículos apropriados, tomando-se precaução para que não perca ou adquira umidade (água de chuva). No espalhamento com motoniveladora husina(%)  (hot + 1,0)%.

A mistura em usina deve preferencialmente ser espalhada com um Distribuidor de Solos. No caso de espalhamento com motoniveladora pode se tornar difícil o enquadramento na faixa de “teor de umidade para compactação”. Deve-se, então, dispor de carro tanque distribuidor de água, grade discos e motoniveladora para umedecimento (ou aeração) e homogeneização.

O espalhamento deve ser feito de modo a conduzir a uma camada de espessura constante, com espessura compactada no máximo de 22,0cm e no mínimo de 10,0cm.

A compactação, o acabamento e a liberação ao tráfego serão realizados como na EXECUÇÃO NA PISTA.



  1. PROTEÇÃO AMBIENTAL

Os cuidados a serem observados visando a proteção do meio ambiente, no decorrer das operações destinadas a execução da camada de base estabilizada granulometricamente são:

5.1. Na exploração de jazidas:

5.1.1. O desmatamento, destocamento e limpeza serão feitos dentro dos limites da área a ser escavada e o material retirado deverá ser estocado de forma que, após a exploração da jazida, o solo orgânico possa ser espalhado na área escavada para reintegrá-la à paisagem;



5.2. Na exploração de pedreiras:

5.2.1. O produto de britagem somente será aceito após a contratada apresentar a licença ambiental de operação da pedreira à supervisão ambiental, que arquivará cópia da licença junto ao livro de ocorrências da obra;

5.2.2. Evitar a localização da pedreira e das instalações de britagem em área de preservação ambiental;

5.2.3. Planejar adequadamente a exploração da pedreira de modo a minimizar os danos inevitáveis durante a exploração e a possibilitar a recuperação ambiental, após a retirada de todos os materiais e instalações de equipamentos;

5.2.4. Não provocar queimadas como forma de desmatamento;

5.2.5. As estradas de acesso deverão seguir as recomendações do DERT-ES-T 02/00 – caminhos de serviço e DERT-ISA- 02/99 – orientações ambientais para abertura de trilhas, caminhos de serviço e estradas de acesso;



5.2.6. Deverão ser construídas, junto as instalações de britagem, bacias de sedimentação para retenção de pó de pedra eventualmente produzidos em excesso ou por lavagem da brita, evitando seu carreamento para os curso d’água;

5.2.7. Caso a brita seja adquirida de terceiros, exigir documentação atestando a regularidade das instalações, assim como, sua operação, junto ao órgão ambiental competente.



5.3. Na execução

5.3.1. Os cuidados para proteção ambiental se referem à disciplina do tráfego e do estacionamento dos equipamentos;

5.3.2. Deve ser proibido o tráfego desordenado dos equipamentos fora do corpo estradal, para evitar danos desnecessários à vegetação.

5.3.3. As áreas destinadas ao estacionamento e aos serviços de manutenção dos equipamentos, devem ser localizadas de forma que resíduos de lubrificantes e/ou de combustíveis, não sejam levados até os cursos d’água.



  1. CONTROLE TECNOLÓGICO E CRITÉRIOS DE ACEITAÇÃO

6.1. Materiais

A condição essencial é que os materiais empregados na Base Granular tenham características satisfazendo a esta Especificação e às Especificações Complementares e Particulares adotadas no Projeto.

6.1.1. Controle do Comportamento Laterítico do Solo

Esse controle será feito por Jazida de Solo no início de sua exploração através de inspeção visual. Em caso de dúvida sobe a natureza do comportamento do solo serão colhidas N = 9 amostras em pontos estratégicos e, com cada uma delas, moldado um cp CBR (PM – 55 golpes) para a determinação da expansão. Sendo Xi o resultado de uma amostra, X a média aritmética e s o desvio padrão, se:

Xmáx =

ficar confirmado o comportamento laterítico. Em caso contrário, os ensaios deverão ser repetidos ou ampliados e persistindo a desobediência à inequação acima, o Solo da Jazida será considerado de comportamento não laterítico.

6.1.2. Controle da Abrasão Los Angeles (DNER-ME 35)

Esse controle será feito por Jazida de Solo e por Pedreira no início da respectiva exploração, ou no Depósito de Brita no caso de brita adquirida de fornecedor. Serão colhidas 3 amostras aleatórias e submetidas ao Ensaio de Abrasão Los Angeles. Se pelo menos 2 amostras satisfizerem a inequação LA 65% o material está aprovado. Em caso contrário ampliam-se os ensaios com n 5 amostras devendo a média aritmética X 65% e persistindo a desobediência à inequação, a Jazida, a Pedreira e o Depósito não poderão ser utilizados.

6.1.3. Controle da Granulometria (GR), do Limite de Liquidez (LL) e do Índice de Plasticidade (IP = LL – LP)

No Projeto a extensão da Base Granular é dividida em Intervalos Homogêneos (IH) a cada um deles correspondendo uma determinada: Jazida de Solos – Mistura de Solos (Areia é um Solo) – Mistura de Solo com Brita (Solo-Brita) – Brita Graduada. Para cada IH foram determinados valores estatísticos máximos e/ou mínimos para: Granulometria (por peneira da Especificação), LL e IP. A extensão de um IH de BG pode variar entre grandes limites, geralmente entre 2km e 50km.

Colhe-se para cada IH amostras espaçadas no máximo de 300m, sendo N = 9 o número mínimo de amostras por IH, do material homogeneizado a seco na pista, ou no caso de usina, na correia transportadora entre o último silo e o misturador, com intervalos correspondentes ao máximo de 300m (dependendo da homogeneidade do material).

Serão realizados então os ensaios de: GR (DNER-ME 804), LL (DNER-ME 122) e IP = LL – LP  (DNER-ME 82).

Se em algum resultado individual se verificar (após repetição dos ensaios):


  • LL  44%, IP  17% (comportamento laterítico)

  • LL  28%, IP  7% (comportamento não laterítico)

  • GR não está enquadrada na “faixa granulométrica especificada porém com seus limites alargados” em cada peneira, do seguinte modo: a) mantem-se o valor de 100%; b) até a peneira nº 10 (inclusive) diminui-se de 3 pontos percentuais (pp) o limite inferior e aumenta-se de 3 pp o limite superior; c) nas peneiras nº 40 e nº 200 o alargamento é feito com  2 pp

a Fiscalização interromperá a exploração da Jazida de Solos correspondente (supondo a BG sem mistura) e da Usina (BG com mistura).

Se for verificado que o ponto defeituoso corresponde apenas a uma pequena zona restrita ou ao fundo da jazida considerada, substitui-se o material correspondente (já compactado ou não) continuando-se com a Jazida. Se tal não se der faz-se um reestudo da Jazida com pelo menos 9 coletas de amostras para os ensaios de – GR, LL, IP, CBR e de Equivalente de Areia – EA (DNER-ME 54), calculando-se os valores estatísticos de Xmáx e Xmin que devem satisfazer às inequações apresentadas nos itens 2.1 e 2.2 desta Especificação, para a “aprovação” (AP) da jazida.

Se as inequações: Xmáx(LL) 40% e Xmáx(IP) 15% (laterítico)

Xmáx(LL) 25% e Xmáx(IP) 6% não forem satisfeitas mas se

Xmin(EA) 30% a jazida é (AP) para LL e IP.

Se a faixa granulométrica (Xmin – Xmáx) não se enquadrar nas dos itens 2.1 e 2.2, mas se enquadrar na faixa alargadacitada e o CBR satisfazer às condições:



  • X
    (Limites mais elevados para compensar a granulometria defeituosa)
    min  45% (para Acessos com N  5 x 105)

  • Xmin  65% (para N  5 x 106)

  • Xmin  85% (para N  5 x 106)

a Jazida passa a ser considerada (AP) para Granulometria

No caso de BG com mistura deve-se reestudar cada componente e as respectivas %. A retomada dos serviços somente após a solução de todos os problemas. Para brita graduada ajusta-se a % em cada silo.

Os valores estatísticos acima referidos, para: GRLLIPEA, são calculados pelas seguintes fórmulas:

Xmáx = onde:

Xmin =

e para CBR:

Xmin = - não se considerando 0,68s para compensar o

CBR ser feito saturado e não na umidade de

equilíbrio.

Para cada N = 9 amostras correspondentes a um segmento pertencente a um determinado IH (um certo material) de no máximo 300m x 9 = 2.700m de extensão, faz-se os cálculos para os valores estatísticos, de acordo com as fórmulas já apresentadas. A cada IH deve corresponder no mínimo N = 9 amostras:



  1. Xmax e Xmin (GR) enquadrados nas faixas granulométricas definidas em 2.1 e 2.2;

  2. Xmax (LL)  25% (N.Laterítico) Xmax  40% (Laterítico)

Xmax (IP)  6% (N.Laterítico) – Xmax  15% (Laterítico)

Então o segmento examinado está “aprovado” (AP) no que diz respeito a GR, LL e IP.

Se tal não se verifica, mas:


  1. a granulometria se encontra enquadrada na faixa granulométrica com limites alargados e

  • Xmin (CBR)  45% (para Acessos com N  5 x 105) (para compensar a granulometria)

  • Xmin (CBR)  65% (para N  5 x 106)

  • Xmin (CBR)  85% (para N  5 x 106)

  1. EA 30% (para compensar LL e IP)

então o segmento examinado está “aprovado sob reserva” (APSR)

Só serão admitidos no máximo:

2 (APSR) consecutivos e

4 (APSR) consecutivos ou não;

exauridos esses limites o segmento examinado é considerado “não aprovado” (NAP).

Todo o segmento examinado (NAP), compactado ou não, deve ser substituído.

6.1.4. Controle do Índice Suporte Califórnia (CBR) e da Expansão (no CBR)

Aproximadamente nos mesmos pontos onde foram colhidas as amostras para ensaios de GR, LL e IP serão colhidas na pista (inclusive mistura em Usina), imediatamente antes da compactação e após a verificação e aprovação do teor de umidade na pista, amostras para o ensaio CBR com expansão (na energia do Projeto ou do item 6.2.2) a cada no máximo 300m, enviadas para o Laboratório de Campo em sacos plásticos (teor de umidade constante).

Para N = 9 amostras correspondentes a um segmento pertencente a um determinado IH (um certo material) de no máximo 300m x 9 = 2.700m de extensão, faz-se os cálculos para os valores estatísticos já definidos com as fórmulas já apresentadas. A cada IH deve corresponder no mínimo N = 9 amostras.

Se Xmin (CBR) e Xmax (Expansão) obedecem as inequações:

Xmin(CBR) =  40% (Acesso N  5 x 105)

 60% (N  5 x 106)

 80% (N  5 x 106)

e

Xmax(Expansão) =



 0,5% (não Laterítico)

O segmento examinado é considerado “aprovado” (AP).

Se as inequações acima não forem satisfeitas pode-se, intercalar mais 8 amostras tiradas na Pista (provavelmente já compactada) entre a 9 já tiradas e ensaiadas. Refaz-se os cálculos com N’ = 8 + 9 = 17 ensaios e se as inequações acima forem satisfeitas o segmento examinado é considerado (AP) quanto ao CBR e Expansão.

Em caso contrário o segmento examinado é declarado “não aprovado”, devendo seu material ser substituído (inclusive com adição de materiais). Neste caso, deve-se novamente e do mesmo modo executar os ensaios de: GRLLIPCBR/ExpansãoEA (se necessitar).





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campina grande