O que fala a bolsa de gala? What does talk the evening bag?



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O QUE FALA A BOLSA DE GALA?

What does talk the evening bag?
Cristina Schiavon Garbelotto – Mestre em Moda, Cultura e Arte pelo Centro Universitário Senac.

e-mail: crisgarb@ig.com.br


RESUMO

Partindo da teoria semiótica greimasiana, investigamos como a bolsa feminina é usada pelas classes médias da grande São Paulo na contemporaneidade. O artigo traz a análise de uma bolsa de gala, mostrando o que essa peça “fala” sobre a identidade feminina em ambientes de festas formais.

Palavras-chave: bolsas femininas, semiótica, moda.
ABSTRACT

Starting from the Greimas’ semiotic theory, we have investigated the way women bag has currently been used in the middle classes in the greater São Paulo area. The present paper brings an analysis of an evening bag, featuring that this bag “talks” about female identity in environment for formal celebrations.

Key-words: women bag, semiotic, fashion.
Introdução

O uso de bolsas tornou-se cada vez mais constante quando a identidade urbana social feminina associou-se também ao espaço público e não mais apenas ao espaço privado. Muitos elementos do vestuário podem indicar o lugar ocupado pelas mulheres que os utilizam, porém a bolsa mostra-se como único presente junto à elas exclusivamente nos locais públicos - os outros componentes do vestuário são utilizados também na esfera privada. Dessa maneira, a bolsa como acessório de moda que tem utilidade apenas no ambiente externo ao lar, ganha força com a mudança no estilo de vida feminino. Torna-se desde meados do século XX, usada por moças ou senhoras em todas as ocasiões sociais fora de suas residências.

Essa pesquisa conta como fundamento metodológico a teoria semiótica proposta por Greimas e seus colaboradores. A partir dessa teoria, entendemos a bolsa como um discurso, ela é um texto, um todo de sentido. De acordo com Pietroforte, “O sentido é definido pela semiótica como uma rede de relações, o que quer dizer que os elementos do conteúdo só adquirem sentido por meio das relações estabelecidas entre eles.” (2004, p.12-13). Sobre essa rede de relações, Landowski esclarece:
Porque, para que o mundo faça sentido e seja analisável enquanto tal, é preciso que ele nos apareça como um universo articulado – como um sistema de relações no qual, por exemplo, o “dia” não é a “noite”, no qual a “vida” se opõe à “morte”, no qual a “cultura” se diferencia da “natureza”, no qual o “aqui” contrasta com o “acolá” etc. (2002, p.3).
Assim, buscando um par de oposição como propõe Landowski na citação acima e na tentativa de definir como se dá o uso de bolsas na contemporaneidade1 pela mulher de classe média na grande São Paulo, chegamos aos seguinte par opositivo: formalidade vs. informalidade. Essa relação foi encontrada na observação das ocasiões, no cotidiano das cidades, em que esse objeto se faz presente no estilo de vida da mulher pesquisada. Assim, percebemos que quatro tipos de bolsas dão conta dos locais frequentados por elas. Divididos em ocasiões de cotidiano ou de festa, formais ou informais, esses tipos tratam sobre as necessidades femininas a partir de características de tamanho, material, cor, tipo de alça, etc. A classificação desses quatro tipos baseou-se nas questões de usos e necessidades (de acordo com ocasião, independente de gostos, idades ou outros aspectos definidores da identidade) que dão conta da existência delas no estilo de vida contemporâneo das mulheres brasileiras urbanas. São elas:


  • Bolsa de gala/festa formal2;

  • Bolsa esportiva/cotidiano informal;

  • Bolsa de trabalho/cotidiano não-informal;

  • Bolsa de passeio3/festa não-formal.

A ideia de que por meio de análises de bolsas podemos obter informações sobre os locais de circulação feminina - e, portanto, um dos elementos formadores do estilo de vida -, foi o ponto de partida das análises. Assim, estudamos o objeto bolsa para descobrir nas estruturas formais desses acessórios, relações significativas da presença deles nas vidas das mulheres acima circunscritas.

Em nossas análises percorreremos os seguintes passos:



  • Apresentação;

  • Descrição dos formantes eidético, topológico, cromático e matérico;

  • Contextualização sincrônica e/ou diacrônica;

  • Levantamento sobre as possibilidades de conteúdo das bolsas de acordo com observação de seus interiores e de relatos de mulheres entrevistadas;

  • Levantamento das possíveis significações.

Decidimos apresentar aqui apenas a análise da bolsa de gala, pois seria impossível um aprofundamento maior dos quatro tipos em artigo tão curto. A peça foi escolhida de acordo com a moda vigente no ano de 2008. Para isso observamos as páginas das revistas de moda Manequim, Estilo de Vida e Elle Brasil dos meses de junho, julho e agosto de 2008.
A BOLSA DE GALA

Chamada em inglês de evening bag, a bolsa de gala, ou de festa formal, já foi produzida a partir de diversos materiais e formatos. De acordo com livros de história e revistas de moda atuais, o acessório em festas formais, como bailes e casamentos realizados à noite, mantém como característica marcante o tamanho reduzido e o brilho.

Analisaremos a seguir um exemplar bastante comum de se encontrar no mercado. Ela pode ser chamada de clutch ou carteira, de acordo com a classificação das bolsinhas fechadas como se fosse um envelope. Com preço acessível - R$40,00 – ela foi adquirida no shopping onde predomina o público das classes B e C (classes médias), Central Plaza. Modelos similares, com valores tão acessíveis quanto, foram visualizados em diversas outras lojas nesse mesmo shopping ou em outros da cidade de São Paulo.

Um olhar sobre a clutch

Nas vistas frontal (fig. 1) e traseira tem formato retangular. Nas vistas inferior, superior e laterais o desenho mantém-se. Portanto, de modo geral, a bolsa aproxima-se a uma caixa retangular, apesar de nas vistas superior e laterais o retângulo ficar menos nítido por não haver dobras no material demarcando a mudança entre corpo e topo.

A estrutura externa é formada por três partes de corte de tecido. A primeira, que é também a maior, forma um envelope a partir da frente da bolsa. Essa parte é dobrada duas vezes separando frente e inferior, e depois inferior e traseira. A parte de cima não contém dobras, o material é apenas envergado para terminar mais uma vez na frente. No plano, essa modelagem forma um retângulo. As outras duas partes são idênticas e compõem as laterais. O seu molde aberto tem forma de trapézio invertido.

Assim as formas deste acessório podem ser classificas como simples e geométricas, com a maioria das linhas sendo retas, delineando curvas apenas nas partes superior e lateral da bolsa fechada. Por ser composta por material rígido encapado com tecido, a peça quase não tem mobilidade e seu contorno não se modifica, assim como grande parte das bolsas de festa. O objeto somente apresenta alguma flexibilidade nas partes superior e laterais cumprindo a função de facilitar sua abertura.

Internamente visualizamos um pequeno bolso costurado à parte traseira. Este segue as linhas retangulares da parte externa. Possui, ainda, duas dobras sanfonadas, tornando possível conter objetos com algum volume. Ainda internamente, outro retângulo é costurado na parte superior para possibilitar que duas argolas, de onde parte uma alça curta de metal, sejam fixadas à bolsa. Essa alça possibilita que seja carregada de diversas formas. A portadora do acessório opta entre apoiá-lo no antebraço ou segurar sua alça na mão. Ainda poderia guardar a alça na parte interna para segurar a peça diretamente, como uma carteira. Esta última maneira tem sido a mais empregada na atualidade de acordo com nossas observações em revistas e em festas. Por esse motivo encontramos um número tão expressivo de 92% das bolsas de gala sem alça nas revistas. Talvez se tivéssemos acesso às bolsas fotografadas, veríamos em seus interiores alças fixas guardadas ou botões que possibilitassem a fixação de alças destacáveis. Por fim, visualizamos na parte interna o fecho, um botão de ímã, que facilita a abertura e fechamento por ser prático e rápido.
Sobre a materialidade

Esta peça é composta por três tipos de tecidos. Todos foram produzidos a partir da mesma matéria-prima, o poliéster. Podemos notar a matéria pelo toque, não tão macio quanto a seda que o tecido busca imitar, e confirmamos pelo tag4 fixado à bolsa no momento da compra, que traz impressa a informação. O poliéster é uma matéria-prima sintética de baixo custo, tornando o produto acessível.

O cetim, brilhante por sua formação no cruzamento entre trama5 e urdume6, cobre a parte externa conferindo brilho à peça. Na parte frontal, visualizamos um segundo tipo de tecido fixado nos contornos da aba, que se une no centro deslocado à esquerda, formando um drapeado. Esse tipo de dobra, o drapeado, normalmente é utilizado em vestidos femininos para destacar as formas do corpo, principalmente do busto, cintura e quadris. O tecido que forma esse detalhe é uma tela muito fina e transparente, com brilho dado pelo fio que o compõe. O drapeado, juntamente com o tecido fino, agrega delicadeza e feminilidade à bolsa.

Sobre a parte central do drapeado, foi fixada uma peça que parece uma bijuteria. Sua base é redonda coberta por pedras imitando cristais brancos simetricamente posicionados. O terceiro tecido cobre toda a parte interna da bolsa. Comumente utilizado como forro, tem a formação de tela. É o tecido mais opaco, porém mantém certo brilho.

Todos os metais componentes do acessório são na cor prateada. Os tecidos são cinza claro, mas são comumente chamados de prata por apresentarem brilho. Assim toda a bolsa segue uma cor comum a jóias e bijuterias, a cor prateada.
Pequenos seres da noite

Desde o século XIII com as chamadas almoners a bolsa pequena foi associada a algo elegante e de classe, afinal as grandes somente eram utilizadas nesse período por camponeses em dias de trabalho pesado. Até o início do século XX todas as bolsas das elites eram pequenas. As de uso cotidiano e diurno divergiam das de festas noturnas apenas pelos ornamentos mais excessivos, pelo brilho obtido por tecidos nobres ou por suntuosos bordados. As peças reservadas a momentos de festas formais permanecem pequenas até a atualidade. O nome evening bags, em inglês, se dá por serem os eventos mais formais sempre realizados à noite. Nestas ocasiões a bolsa nunca teve a intenção de ser prática, ela sempre funcionou como um elemento de adorno para seduzir tanto quanto uma jóia ou um salto alto. A função de transportar objetos é menos importante do que apresentar-se elegante.

O objetivo do pequeno item, no longo período entre os séculos XIII e XIV, era conter moedas denotando ser seu portador um membro da elite e servia tanto para os senhores quanto para as senhoras.

Somente a moda do século XVIII permitiu peças um pouco maiores em festas. Nesse período os homens já não partilhavam do hábito de carregar bolsas, preferindo o uso de bolsos. As mulheres de então utilizavam exemplares chamados “bolsas de trabalho” ou “bolsas de lavores”7. Produzidas em tecidos luxuosos e/ou trabalhados por bordados eram utilizadas pendendo dos braços femininos em idas às óperas.

No século XIX as bolsas voltaram à velha moda de ser pequenas. Nessa época quanto mais ornamentos o acessório apresentasse, mais status conferia à sua dona. A frase de Johnson define bem o valor da bolsa para a mulher do período: “A beautiful evening bag declared that you too could go to the Ball.” (2002, p.76).

Com o passar do século, devido à Revolução Industrial, esses objetos que eram feitos à mão até a década de 1840 começam a ser produzidos em série. Por esse motivo, os modelos se modificaram e foram influenciados por cantoras de ópera, dançarinas de cabaré e amantes reais, chegando aos anos de 1900 contendo essencialmente cosméticos e pendendo de mãos femininas. Em 1920 cigarros e rouge ditavam o formato de bolsas tão pequenas, que eram muitas vezes penduradas em apenas um dedo ou ficavam como pingentes em correntes ao redor do pescoço como se fossem colares. Essas formas de uso facilitavam o ato de dançar nos bailes.

Na década de 30 reinou a moda das clutches carregadas na mão ou sob os braços. Com a guerra, nos anos 40 elas precisavam ser mais ecléticas e a mesma peça utilizada de dia poderia servir para a noite. Estas tinham compartimentos escondidos para máscaras de gás e documentos. A alça longa usada no ombro diurnamente, permanecia durante as festas. Com o New Look de Dior essa praticidade não era mais necessária e as bolsas de festa tornaram-se decorativas mais uma vez.

Hoje a maioria delas continua não sendo prática, carregando pouquíssimos objetos. Johnson (2002, p. 79) afirma que portando apenas um batom e alguns objetos necessários à sua sobrevivência, a “escrava” do escritório torna-se uma diva da noite. Assim a mulher trabalhadora se resignifica em novas identidades.

No site Chic, referencia para moda brasileira, a jornalista Milene Chaves faz a seguinte afirmação:
O que você precisa saber é que a bolsa de festa deve ser pequena e escandalosamente chamativa. Ou pequena e totalmente discreta. Em qualquer um dos casos, ela tem que ser pequena e linda – e combinar não só com pelo menos alguma das cores da sua roupa, mas também com o estilo dela (...).8
Na atualidade, as bolsas de gala utilizadas pelas classes médias buscam a aparência das peças mais sofisticadas e com maior custo. A peça ao lado (fig. 2), uma clutch de formato similar à bolsa analisada, é um exemplo de como as bolsas de classes médias imitam a aparência de peças de alto custo. Ela é de Judith Leiber, renomada designer de bolsas de festa, e foi produzida em tecido de seda com incrustações de cristais austríacos que conferem valor próximo a jóias. O vendedor informa que o produto é acompanhado de uma alça destacável de corrente para ser colocada no ombro. O alto valor (U$2.495,00) é dado pelo material e pelo nome da marca que carrega.

Encontramos muitos exemplos de peças de alto custo imitadas por outras produzidas a partir de materiais mais baratos. Os tipos mais comuns de bolsas de festa na atualidade são as clutches, as miniaudières – modelos em forma de estojo – e as chatelaines.


Significante e significado

A bolsa de festa formal pode ter qualquer cor, com a ressalva de que será determinada pelo vestido ou pelos outros acessórios como sapatos, jóias/bijuterias, estolas, entre outros. Porém, como pudemos notar, ela sempre será pequena e brilhante.

Independente da classe social ou da idade de sua portadora, este brilho, o tamanho reduzido e os materiais com aparência mais sofisticada cumprem o simulacro de elegância, distinção e tradição. Para as mulheres com maior poder de compra, os materiais são realmente sofisticados. No caso do modelo analisado o material é muito mais barato, mas busca imitar em aparência esses citados. O cetim de poliéster aparece como substituto do cetim de seda e a bijuteria imita a jóia.

O aspecto rígido não é regra quando se trata de bolsa de gala, mas é bastante comum, tornando o conteúdo ainda mais difícil de ser adivinhado sem que ela seja aberta. Algumas peças podem apresentar mais fluidez, principalmente nos casos em que é composta por malha de metal, porém o mais comum é que seu formato seja bastante claro e que não se modifique de acordo com o conteúdo. O formato de caixa retangular também não se aplica como regra, mas é o mais comum.

O tamanho desse tipo de bolsa revela a incapacidade de conter muitos objetos, ou objetos muito grandes; assim, podemos concluir que sua portadora deverá escolher somente o essencial. Elencamos após relatos9, alguns itens que não podem faltar: celular, documentos de identificação, cartão de crédito ou débito, dinheiro, chaves de casa e pelo menos um tipo de cosmético (o batom é o mais habitual). Para quem dirige ainda são essenciais as chaves e o documento do carro.

Para muitas mulheres o tamanho reduzido torna-se um problema por não conter tudo que ela necessita, assim apelam aos bolsos de maridos, namorados, familiares ou amigos. Apesar de o acessório ser nesse caso muito mais um adereço, deve cumprir uma função prática de conter outros objetos, função à qual ele não consegue dar conta suficientemente. A preocupação com a praticidade e as necessidades de transportar os mais diversos objetos é colocada como menos importante.

Em situações formais os trajes e acessórios femininos parecem ignorar a posição da mulher emancipada por sua falta de conforto e praticidade. Talvez a mulher seja suficientemente independente para sair e voltar de casa sozinha em seu carro, porém encontrará dificuldades para carregar seus pertences em uma bolsa que desconsidera suas exigências de guardar cosméticos, documentos, chaves, dinheiro, entre outros. Quem usa este acessório pode nos fazer lembrar a aparência das damas das cortes do século XIX, que usavam reticules de proporções mínimas para demonstrar refinamento. A prioridade da bolsa em questão, assim como a das elites desde o século XIII, é ser uma jóia ou bijuteria em sua função ornamental como pudemos demonstrar.

A mulher da classe média paulistana quando põe em uso um desses pequenos mimos em festas como bailes de formatura e casamentos noturnos, torna-se feminina, delicada e, ao menos por ora, livre do trabalho doméstico ou pesado. A bolsa de gala parece ser a menos utilizada por ela, afinal essa é carregada apenas em ocasiões muito especiais. A festa formal é o momento em que boa parte das mulheres deixa de lado a praticidade do cotidiano, desejando sentirem-se belas e especiais mesmo que fiquem desconfortáveis. Essas peças, algumas vezes, são escolhidas com mais cuidado do que as utilizadas no cotidiano, pois devem ser mais um item a destacar a beleza e elegância de sua portadora.

Encontramos nessa bolsa relações de oposição entre feminino e masculino, delicadeza e resistência, ornamentação e praticidade, brilho e opacidade. Podemos afirmar que apresenta com grande força as características de feminilidade, delicadeza, ornamentação e brilho. Assim, a bolsa de gala demonstra que mesmo a mulher emancipada e independente do século XXI, muitas vezes ocupando o cargo de chefe de família nas classes médias, reserva um espaço em sua vida para ser menos ou nada prática, privilegiando a ideia de feminilidade associada à delicadeza e à ornamentação desde o período romântico do século XIX.
REFERÊNCIAS

BAUDOT, François. Moda do século. São Paulo: Cosac & Naif Edições, 2002.

BOUCHER, François. A history of the costume in the west. New York: Thames and Hudson, 1987.

BOURDIEU, Pierre. “Gostos de classe e estilos de vida”. In.: ORTIZ, Renato (org). A sociologia de Pierre Bourdieu. São Paulo: Olho d’Água, 2003.

BUORO, Anamelia Bueno. Olhos que pintam. São Paulo: Educ/Cortez, 2002.

CRANE, Diana. A moda e seu papel social: classe gênero e identidade das roupas. Trad. Cristiana Coimbra. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2006.

_____________. “Reflexões sobre a moda: o vestuário como fenômeno social”. In.: BUENO, Maria Lucia. CAMARGO, Luiz Octávio de Lima (org.). Cultura e consumo: estilos de vida na contemporaneidade. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2008.

JOHNSON, Anna. Handbags: the Power of the purse. New York: Workman Publishing, 2002.

_______________. Malas: o poder de um acessório; tradução do espanhol João Quina Edições. Nova Iorque: Tardem Verlag GmbH, 2007.

KÖHLER, Carl. História do vestuário. 2. ed. São Paulo: Martin Fontes, 2001.

LANDOWSKI, Eric. Presenças do outro: ensaios de sociossemiótica. Trad. Mary Amazonas Leite de Barros. São Paulo Editora Perspectiva, 2002.

LAVER, James. A roupa e a moda: uma história concisa. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

LIPOVETSKY, Gilles. A terceira mulher: permanência e revolução do feminino. Trad. Maria Lucia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

__________________. O império do efêmero: a moda e seu destino nas sociedades modernas. Trad. Maria Lucia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

PERROT, Michelle. Mulheres públicas. Trad. Roberto Leal Ferreira. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1998.

PIETROFORTE, Antonio Vicente. Semiótica visual: os percursos do olhar. São Paulo: Editora Contexto, 2004.

SOUZA, Gilda de Mello e. O espírito da roupas: a moda no século dezenove. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.

STEELE, Valerie; BORELLI, Laird. Handbags: a lexicon of style. New York: Rizzoli, 1999.

WILCOX, Claire. A century of style: bags: icons of style in the 20th century. London: Apple Press, 1998.

OUTRAS REFERÊNCIAS

CHAVES, Milene. Compra Chic: bolsas de festa. Disponível em http://chic.ig.com.br/materias/423501-424000/423948/423948_1.html Acesso em 04/12/2008.



Shopping Central Plaza http://www.centralplazashopping.com.br/shopping_institucional.php Acesso em 19/08/2008.


1 De acordo com Diana Crane (2006, p.453) “os cientistas sociais não chegaram a um consenso sobre a natureza das sociedades ocidentais contemporâneas. Circula um punhado de rótulos, como ‘pós-industrial’, ‘pós-moderna’ e ‘fragmentada’, em oposição a outros mais antigos, como ‘industrial’, ‘moderna’ e ‘de classes’, que, no entanto, não foram descartados. (...) A complexidade da nova sociedade resulta de que vários segmentos da população foram diversamente afetados por mudanças sociais, econômicas e culturais recentes, conduzindo a novas e mais complexas formas de fragmentação social.”

2 Referimo-nos a festas formais como bailes de formatura, eventos Black-tie e casamentos formais.

3 Bolsa utilizada para ir a cinemas, shoppings, teatros, bares, restaurantes e baladas.

4 Tag: etiqueta de papel, plástico, silicone ou outro material, que traz informações sobre o produto no momento da compra, mas que é retirada no momento de sua utilização.

5 Fios que compõem a parte horizontal do tecido.

6 Fios que compõem a parte vertical do tecido.

7 Encontramos os termos work bag em inglês e bolsa de lavores em português de Portugal. Para o português brasileiro, de acordo com sua função, talvez chamássemos a referida peça de “bolsa para artesanato”.

8 http://chic.ig.com.br/materias/423501-424000/423948/423948_1.html acesso em 04/12/2008.

9 Relatos colhidos em conversas informais de maio de 2007 a outubro de 2008.



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