Montagem dos dentes



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Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto – USP

Departamento de Materiais Dentários e Prótese

Disciplina de Prótese Total II

MONTAGEM DOS DENTES

Serão realizados somente após os registros das relações maxilo-mandibulares e tendo os modelos montados em um articulador.

Selecionados os dentes quanto aos objetivos que os mesmos devem preencher, isto é, forma, tamanho e cor, estaremos em condições de fixá-los nas placas articulares em substituição aos planos de orientação.

Sabemos que os centrais maxilares devem se situar adiante da papila incisiva, portanto vamos nos guiar por esta referência anatômica. Para conseguirmos isto com a placa sobre o modelo, torma-se necessário identificar a sua posição mediante a transferência da sua poção anterior para as bases do modelo maxilar e posteriormente com uma régua apoiada sobre os planos de cera pode-se localizar a posição da papila, possibilitando a montagem dos centrais à frente das mesmas.



Montagem dos dentes anteriores:
Iniciaremos a montagem pelo incisivo central (direito ou esquerdo), retirando do plano de orientação a cera da área correspondente à partir da linha mediana até a linha canina. Para facilitar o posicionamento dos dentes e evitar e evitar que os mesmos fiquem recobertos com cera, dificultando posteriormente a sua limpeza, vamos os utilizar de um simples expediente que é o de construir para cada dente raízes artificiais, as quais permitirão que seguremos os dentes e plastifiquemos a cera levando em seguida o dente em posição.

Os dentes deverão, quando vistos pela incisal, seguir a orientação da forma do arco, que pode ser: triangular, quadrado ou ovóide. Logicamente os dentes terão também a mesma forma do arco o posicionamento que as mesma terão será igual:




  • Quadrado

  • Triangular

  • Ovóide

Os dentes anteriores deverão ser montados seguindo a forma do arco quando vistos pelas superfícies incisais, e quando vistos pela face vestibular, isto é, de frente, os incisivos centrais deverão tocar o plano protético. Neste caso, o plano protético corresponderá ao bi-pupilar e seu longo eixo deve estar perpendicular a este plano, tendo sua face mesial encostada à linha mediana e quando visto pela face proximal, uma leve inclinação da sua porção cervical para palatino.

Os incisivos laterais não devem tocar o plano protético e seu longo eixo deve ser levemente inclinado para distal quando vistos pela face vestibular; quando vistos pela face proximal deve ter a sua porção cervical um pouco mais inclinada para palatino do que o central.

O canino terá o seu longo eixo perpendicular ao plano protético com sua cúspide tocando o plano; sua porção cervical estará inclinada para vestibular, quando vistos pela proximal. Esta inclinação do canino para vestibular objetiva no ato do enceramento uma melhor reprodução da bossa canina, que por sua vez melhora o apoio aos tecidos moles assim beneficiando a estética e diminuindo o aprofundamento dos sulcos naso e látero genianos. O canino deverá também ter uma leve giroversão para distal com o objetivo de mostrar mais a face mesial e permitir que a sua vertente distal aponte para o centro do rebordo residual na sua porção posterior.

Montamos os dentes anteriores maxilares de um lado, vamos prosseguir montando em seguida os dentes do lado oposto seguindo a mesma orientação quanto à linha mediana, forma e as mesmas posições do lado oposto.
Montagem dos dentes anteriores mandibulares:
Quando da montagem destes dentes devemos observar também o que vamos chamar de trespasse vertical (overbite) e trepasse horizontal (overjet). Isto significa que os anteriores mandibulares deverão ter de 1 a 2 mm de trespasse vertical toda vez que se trata de condições normais de montagem, o que condiciona os dentes anteriores mandibulares a manter a sua porção incisal entre 1 a 2 mm acima (vertical) e 1 a 2 mm atrás (horizontal) da superfície incisal dos dentes maxilares.

O incisivo central mandibular deverá manter além da relação anterior, uma posição em que ele é visto pela incisal fazendo a mesma curva, ou seja, mantendo a mesma forma dos antagonistas do arco dos maxilares; seu longo eixo é perpendicular ao plano protético e quando visto pela proximal sua porção cervical deverá apresentar uma leve inclinação para a lingual.

O incisivo lateral deverá, como o central, acompanhar a forma do arco; seu longo eixo é perpendicular ao plano e em uma vista lateral não apresenta nenhuma inclinação. O canino seguirá a curva do arco e sua vertente distal deverá estar dirigida para o centro da área chapeável mandibular, em uma vista proximal terá sua porção cervical inclinada para a vestibular.

O articulador deverá ser movimentado no sentido de lateralidade direita e esquerda e as superfícies incisais dos dentes antagonistas deverão se tocar. Quanto aos caninos, estes se tocarão pela vertente distal do mandibular com a mesial do canino maxilar, enquanto que a cúspide do canino mandibular poderá ou não tocar o ângulo distal do lateral maxilar.

Terminada a montagem, leva-se as placas à boca do paciente para os testes estéticos e funcionais. Quando tudo estiver na boca como no articulador, considera-se que a montagem está correta o que nos permitirá montar os dentes posteriores.


Montagem dos dentes posteriores:
Após a montagem dos dentes anteriores, maxilares e mandibulares, passamos à montagem dos dentes posteriores. Inicialmente montamos todos os dentes maxilares, e por fim os mandibulares.

Antes de iniciar a montagem, devemos primeiramente localizar o que se denomina “centro de área”, ou seja, devemos localizar a área neutra, onde serão montados os dentes posteriores para melhorar o fator estabilidade e evitar que o paciente morda a bochecha ou a língua durante a mastigação. Assim sendo, removemos a placa articular mandibular do modelo, localizamos e contornamos com lápis a papila retro-molar, e marcamos o seu centro. Em seguida, voltamos a placa em seu lugar e traçamos sobre o rodete de cera, uma reta que une o centro da papila retro-molar e a vertente distal do canino mandibular, já montado.

Com um bisturi bem afiado, recortamos em forma de bisel, a cera localizada por vestibular.

A cera assim recortada, forma dois plano e um ângulo que corresponde a aproximadamente o “centro da área”. Após essas manobras estaremos em condições de iniciar a montagem dos dentes posteriores.

Iniciamos a montagem, com o 1º pré-molar. Este dente é montado de modo que suas cúspides toquem o plano (placa de vidro), e seu longo eixo esteja perpendicualr ao plano. Neste mesmo momento, devemos observar se os incisivos centrais e os caninos também estão tocando o plano. Fechando o articulador, a cúspide palatina deste dente deve tocar o vértice do bisel. Da mesma maneira, é colocado o 2º pré-molar.

O 1º molar é colocado de modo que suas quatro cúspides toquem o plano, seu longo eixo perpendicular ao plano, e quando o articulador for fechado, as suas cúspides palatinas devem tocar o vértice do bisel.

Como a disciplina de prótese total desta faculdade não adotra a técnica preconizada por Paterson, ou seja, não confeccionamos a curva de compensação, nós conseguimos o balanceio em protrusão colocando o 2º molar maxilar em “rampa”. Ou seja, este dente é montado seguindo o alinhamento dos demais, mas sua cúspide não devem tocar o plano, e devem ter uma inclinação de seu longo eixo para a mesial, de modo que, suas cúspides mesiais fiquem mais próximas ao plano, mas sem tocá-lo, e suas cúspides distais mais afastadas, garantindo assim o balanceio em protrusão. Do lado oposto o procedimento será o mesmo.

Terminada a montagem de todos os dentes maxilares, devemos verificar seu alinhamento. Isto é realizado apoiando uma régua sobre as faces vestibulares destes dentes, onde num primeiro plano deve tocar a régua o 1º e o 2º pré-molar, e a face mésio-vestibular do 1º molar, num segundo plano tocam a régua o 1º e o 2º molar em toda extensão das superfícies vestibulares.

Outro alinhamento que devemos verificar é traçando uma reta que une as duas cúspides do 1º pré-molar, onde seu prolongamento deve coincidir com a cúspide mésio-palatina do 1º molar do lado oposto. Da mesma forma, uma reta que passe pelo vértice das duas cúspides do 2º pré-molar deve coincidir com a cúspide disto-palatina do 1º molar do lado oposto.

A montagem dos dentes mandibulares, inicia-se com a montagem do 1º molar em “chave de oclusão”, ou seja, o vértice da cúspide mésio-vestibular do 1º molar maxilar, deve ocluir no sulco central da face vestibular do 1º molar mandibular. Feito isto, movimentamos o articular lateralmente e verificamos se não há interferência com os dentes maxilares. Neste momento, devemos verificar que quando os 1º molares, maxilar e mandibular estiverem em posição de trabalho, os caninos e os incisivos também devem estar em posição de trabalho, ou seja, em contato. Quando movimentamos o articulador para o lado oposto, ou seja, para o lado de balanceio, deve haver contato entre as cúspides vestibulares do mesmo lado, ou seja, cúspides vestibulares maxilares contra cúspides vestibulares mandibulares, cúspides palatinas maxilares contra cúspides linguais mandibulares.

Em seguida montamos o 2º pré-molar, fazemos os mesmo movimentos laterais, e todos os dentes montados devem contactar-se ao mesmo tempo. Segue a montagem do 2º molar. Este dente ficará em um nível mais elevado que os demais, para poder contactar com o 2º molar maxilar que está montado em “rampa”. Repetimos os movimentos laterais, para verificar o balanceio em lateralidade. Agora também, podemos verificar o balanceio em protrusão. Quando movimentamos o articulador em protrusão, o 2º molar mandibular deve ocluir com a parte mais posterior da superfície oclusal do 1º molar maxilar, enquanto na região anterior, os incisivos centrais e caninos devem estar na posição de topo a topo.

O lado oposto é montado da mesma forma. Só que agora devemos nos preocupar também com o lado de balanceio. Assim quando montarmos 1º molar, movimentamos o articulador lateralmente. No lado de trabalho, deve haver contato com as cúspides palatinas maxilares, com as vestibulares mandibulares, ou seja, contato entre cúspides de trabalho; no lado de balanceio, deve haver contato entra as cúspides vestibulares, maxilar e mandibular e cúspides palatinas e linguais respectivamente. Esta manobra é repetida quando montamos o 2ºpré-molar e o 2º molar mandibular.



O último dente a ser montado será o 1º pré-molar mandibular. Caso não haja espaço suficiente para este dente podemos desgastar a superfície mesial, tomando o cuidado de manter a anatomia do dente. A face mesial é escolhida para o desgaste, devido o fato de que esta face não faz contato com o antagonista.


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