Manual de Massagem Terapêutica



Baixar 2.29 Mb.
Página21/25
Encontro21.10.2017
Tamanho2.29 Mb.
1   ...   17   18   19   20   21   22   23   24   25


Técnica de massagem linfática

Pressão intermitente na área infraclavicular

Postura do profissional


Coloque-se na postura ereta, alinhado com a clavícula do paciente. Fique próximo da maca de tratamento para alcançar o lado ipsilateral do tórax sem estender os braços ou tensionar as costas. Mantenha a mão cefálica e o antebraço em posição confortável e relaxada.

Procedimento
Coloque a mão cefálica na região inferior da clavícula e posicione os dedos medialmente ao peitoral menor. Nessa região situam-se os gânglios infraclaviculares. Como um grupo, os gânglios apicais são encontrados entre a clavícula e o músculo peitoral menor; seus vasos formam o tronco subclavio. Mantenha os dedos planos à superfície e aplique uma pressão muito suave. Combine essa ação com um alongamento muito pequeno dos tecidos, para o lado contralateral e na direção da clavícula. A seguir, solte a pressão e o alongamento, de modo que os tecidos voltem a seu estado de repouso e o procedimento tenha continuidade. Repita a técnica de pressão intermitente algumas vezes, depois leve a mão mais para perto da linha mediana e realize novamente a manobra; isso ajuda a drenar o tronco subclavio.


Técnica de massagem linfática

Pressão intermitente próxima ao esterno

Postura do profissional


Coloque-se na postura ereta, ao lado da maca de tratamento. Execute esse movimento no lado ipsilateral do esterno, depois vá para o outro lado da maca de tratamento e repita-o.


Procedimento
Coloque as mãos próximas uma da outra, no lado ipsilateral do esterno. Os gânglios paraesternais situam-se nessa região e, mais profundamente a eles, encontram-se o duto torácico e o tronco broncomediastino. Una os dedos e alinhe-os; usando apenas as pontas, aplique uma pressão suave nos tecidos. A seguir, solte a pressão e repita o procedimento. Essa manobra intermitente deve ser extremamente leve e suave; a ação é comparável às patas de um gato sobre o corpo. Aplique essa técnica algumas vezes ao longo da extensão do esterno. Desloque as mãos para cima e para baixo, conforme necessário, para tratar toda a área.

Pressão intermitente nos espaços intercostais
Abra os dedos de ambas as mãos e coloque-os nos espaços intercostais, no lado contralateral da caixa torácica. Posicione as mãos uma atrás da outra, ou uma perto da outra. Usando apenas a ponta dos dedos, aplique uma rápida pressão intermitente nos tecidos. Execute esse movimento por alguns segundos e depois leve as mãos para outra posição e repita a técnica. Continue com o procedimento em toda a área da caixa torácica no lado contralateral. Esse movimente estimula a drenagem dos gânglios e vasos linfáticos intercostais, bem como dos mais profundos, que drenam a pleura. Uma técnica alternativa à pressão intermitente é o movimento de vibração. Adote um arranjo similar para as mãos ou execute a manobra com apenas uma das mãos. A ação de vibração é aplicada em uma de duas direções: para cima e para baixo (para os tecidos, liberando depois) ou em um movimento de vaivém (para a frente e para trás).

Deslizamento linfático na parede ântero-lateral


Coloque as duas mãos, relaxadas e próximas uma da outra, na área central da caixa torácica inferior. Execute o deslizamento com ambas as mãos simultaneamente e planas à superfície. Aplique pressão mínima, "arrastando" as mãos sobre a superfície da pele, e não deslizando-as. Execute deslizamento na direção da axila contralateral e repita o movimento algumas vezes. Um método opcional é executar o movimento com apenas uma mão. Para esta técnica, segure e estabilize os tecidos superficiais do abdome inferior com uma mão, enquanto aplica o deslizamento com a outra.

Com o paciente masculino, você pode massagear toda a região do tórax, embora os mamilos devam ser evitados. A técnica, contudo, precisa ser ajustada para pacientes femininas: para a área central, dirija a manobra de deslizamento abaixo dos seios e na borda contralateral do tronco, depois continue em direção à axila. Aplique uma segunda manobra, começando novamente pela área central; guie as mãos entre os seios, na região superior e, depois, para as axilas.


══════════════════
TÉCNICAS SUPLEMENTARES PARA O TÓRAX
Diversas técnicas suplementares podem ser aplicadas ao tórax e à caixa torácica. Uma ou duas das manobras são mais bem aplicadas com o paciente deitado de lado e, por isso, prestam-se como boas alternativas ao paciente incapacitado de deitar-se em decúbito dorsal. Outras manobras são adicionais às massagens já descritas para o paciente em decúbito dorsal. Todas as técnicas podem ser integradas à rotina de massagem para o tórax.

Técnica de deslizamento profundo

Deslizamento nos músculos intercostais
Efeitos e aplicações
■ Os movimentos profundos nos músculos intercostais já foram descritos para o paciente em decúbito dorsal. Portanto, esse método pode ser executado como acréscimo ou procedimento alternativo para o paciente deitado de lado. A tensão nos músculos intercostais restringe a excursão da caixa torácica, o que, por sua vez, limita a expansão dos pulmões. O deslizamento linfático é aplicado para aliviar e alongar os músculos, melhorando, assim, a respiração.

Postura do profissional



Coloque-se na postura de vaivém, à cabeceira da maca de tratamento. Distancie-se um pouco, permanecendo levemente à esquerda e atrás do paciente. Quando o paciente estiver deitado de lado, o braço é abduzido acima da cabeça para ajudar a expandir a caixa torácica e permitir o acesso aos músculos intercostais. Se essa posição for desconfortável, o paciente pode repousar o braço sobre o tórax.

Procedimento


Coloque as mãos próximas uma da outra, na borda lateral da caixa torácica. Mantenha as pontas dos dedos unidas e posicione-as no espaço intercostal. Realize deslizamento com a ponta dos dedos, movimentando as mãos em direções opostas: uma na direção do esterno e outra na direção da coluna. A seguir, erga os dedos e posicione-os na borda lateral da caixa torácica novamente. Repita o movimento no mesmo espaço intercostal e, depois, para áreas adjacentes, que são facilmente acessíveis. Seu objetivo deve ser o de manter a ponta dos dedos nos espaços intercostais e seguir as curvas e os ângulos das costelas. A maior parte da pressão é aplicada com a ponta dos dedos, mas algum peso corporal pode ser introduzido; para isso, mova-se para a frente deslocando o peso corporal para o pé dianteiro ou incline-se levemente para a frente.

Deslizamento nos músculos intercostais

- de pé, ao lado da maca de tratamento
Um método alternativo para essa técnica é colocar-se ao lado da maca de tratamento, de frente para o paciente. Você também pode considerar mais confortável sentar-se na borda da maca. Coloque a ponta dos dedos das duas mãos, unidas, em um dos espaços intercostais, na borda lateral da caixa toracica. Aplique alguma pressão com a ponta dos dedos enquanto desliza as mãos em direções opostas - uma na direção do esterno e outra na direção das costas. Repita a manobra várias vezes e depois aplique-a nos outros espaços intercostais. Você deve seguir os ângulos das costelas, embora isso seja difícil em algumas áreas.

Deslizamento nos músculos intercostais

- paciente sentado

O deslizamento profundo nos músculos intercostais também pode ser aplicado quando o paciente está sentado na maca. Esse arranjo é útil para pacientes idosos ou com problemas como enfisema. As costelas superiores são as mais acessíveis, mas a técnica pode ser aplicada a toda a caixa torácica. O paciente senta-se na maca de tratamento enquanto você fica atrás dele. Coloque uma toalha dobrada ou uma almofada fina em seu peito para que o paciente possa encostar-se e descansar junto de seu tórax. Se a maca de tratamento for muito alta ou desconfortável para isso, o paciente pode sentar-se em uma cadeira.

Posicione as mãos uma em cada lado da caixa torácica e coloque um ou dois dedos nos espaços intercostais. Use a ponta dos dedos para executar deslizamento nos músculos intercostais, trabalhando a partir da área central (ou das cartilagens costais) para a borda lateral. Repita cada manobra várias vezes antes de se dirigir para o próximo espaço intercostal. Com bastante freqüência, é difícil seguir a linha das costelas, em razão de seus ângulos e junções com as cartilagens costais. Se os dedos escaparem dos espaços intercostais, simplesmente os realinhe e repita a manobra.

O paciente pode inspirar profundamente entre os movimentos, estimulando o movimento e a expansão da caixa torácica. Em pacientes femininas, massageie abaixo do tecido mamário e, depois, omitindo a área dos seios, trabalhe também nas costelas superiores. Realize o deslizamento do esterno para os ombros (Figura 8.8).

Técnica de trabalho corporal

Alongamento dos músculos respiratórios
Efeitos e aplicações
■ O alongamento passivo proporcionado por essa técnica de trabalho corporal intensifica os efeitos do deslizamento profundo para os músculos intercostais. Também alonga alguns dos outros músculos que auxiliam a respiração, isto é, o grande dorsal, o trapézio, o quadrado lombar e o peitoral menor.

Postura do profissional


Para esse movimento, o paciente deita-se de lado, com o braço abduzido sobre a cabeça. Permaneça à cabeceira da maca de tratamento, na postura de vaivém.

Procedimento

Segure a parte superior do braço do paciente com ambas as mãos; como alternativa, use uma das mãos no antebraço e outra na parte superior do braço. Mantenha o braço reto no cotovelo, girando-o para a frente, alinhado com o rosto do paciente; isso evita uma tração excessiva no tríceps.

Observe a respiração do paciente e, enquanto ele inspira profundamente, aplique tração leve no braço, inclinando-se para trás. Essa técnica básica de tração expande a caixa torácica e alonga os músculos da respiração, sobretudo o grande dorsal, o serrátil póstero-inferior e os músculos abdominais. Esses músculos são relaxados durante a inspiração e portanto, podem ser alongados passivamente.

Repita a técnica de tração enquanto o paciente expira profundamente; isso promove um alongamento sobretudo nos músculos da inspiração, especificamente, peitoral menor, serrátil anterior, trapézio e fibras externas dos músculos intercostais. As origens desses músculos têm pouca "fixação"", já que a caixa torácica se move para baixo durante a expiração. Isso permite que os músculos sejam alongados na direção de suas inserções quando o braço está sob tração.



Técnica de trabalho corporal

Expansão da caixa torácica
Efeitos e aplicações
■ Essa técnica de trabalho corporal pode ser realizada como método alternativo ou adicional para o alongamento passivo no movimento anterior. Ela expande a caixa torácica e exerce uma tração adicional nos músculos respiratórios.

Postura do profissional




Coloque-se na postura ereta, à cabeceira da maca de tratamento. O paciente deita-se em decúbito dorsal, estende os braços acima da cabeça e segura de leve na parte inferior das costas do massagista. Flexione um pouco seus joelhos enquanto se inclina para trás e puxa os braços do paciente.

Procedimento


Segure firme os braços do paciente, na região proximal aos cotovelos. Com os braços ainda estendidos, peça que o paciente inspire profundamente. Durante a inspiração, incline-se um pouco para trás, flexionando simultaneamente os joelhos. Nessa manobra abaixe seu corpo e ajude a expandir a caixa torácica do paciente enquanto ele inspira. Os músculos da expiração, principalmente o reto do abdome, também são alongados com essa ação. Mantenha sua preensão e a tração da caixa torácica enquanto o paciente expira; nesta fase, os músculos da inspiração são alongados. Ao final da expiração, endireite seus joelhos e solte a tração, ainda segurando a parte superior dos braços do paciente. Recomece o procedimento enquanto o paciente inspira profundamente.

Capítulo 9



Os membros superiores
OBSERVAÇÕES E CONSIDERAÇÕES
Como regra geral, a avaliação do braço não revela qualquer contra-indicação séria para a massagem. Não existem órgãos subjacentes nessa região do corpo e, diferentemente do membro inferior, o braço não está sujeito a problemas de circulação como a varicosidade. Ainda assim, é importante prestar alguma atenção ao braço, antes da massagem, e estar consciente de possíveis problemas.

Cianose e baqueteamento dos dedos
Cianose é a coloração azulada da pele ou mucosa que decorre de uma séria deficiência de oxigênio, que, por sua vez, resulta de uma perturbação na distribuição ou no conteúdo de hemoglobina no oxigênio e está associada principalmente a disfunções do sistema respiratório e/ou circulatório. A cianose periférica, por exemplo, ocorre quando há um volume de ejeção cardíaco reduzido ou vasoconstrição nos vasos periféricos (por exemplo, em temperaturas frias). A coloração azulada dos tecidos pode ser observada nas extremidades - nos dedos das mãos e dos pés, nos lábios e nas orelhas. O baqueteamento dos dedos é um sinal adicional de distúrbios pulmonares, cardíacos ou digestivos. A porção terminal do dedo torna-se bulbosa e há uma curvatura excessiva das unhas. Essas alterações nos tecidos moles supostamente ocorrem devido a uma perturbação no fluxo sangüíneo periférico. Embora as condições cardíacas e pulmonares exijam tratamento apropriado, a massagem pode ser aplicada para auxiliar a circulação periférica e, em muitos casos, também para a circulação sistêmica.

Doença de Raynaud
Esse problema, mais comum em mulheres que em homens, é causado por um prejuízo no suprimento sangüíneo para as extremidades e, portanto, para os dedos das mãos e dos pés e para as orelhas. A causa mais comum é o espasmo dos vasos sangüíneos em resposta a temperatura fria, o que é aliviado pelo calor. Outros fatores incluem problemas vasculares, como arteriosclerose; presença de uma costela cervical (costela extra), que causa obstrução no suprimento sangüíneo; e doenças do colágeno, como a artrite reumatóide. O estresse supostamente também causa os sintomas, que são observados nos dedos das mãos e dos pés. A parte afetada torna-se pálida, fria e dormente, condição logo seguida de vermelhidão, calor e formigamento. Na maioria dos casos, os ataques são transitórios e não afetam os tecidos; nos casos mais graves, pode ocorrer gangrena. A massagem é aplicada suavemente na mão para melhorar a circulação. A massagem sistêmica é aplicada para evitar ataques causados por estresse.

Contratura de Dupuytren
Nesse distúrbio, ocorre uma contratura grave e permanente da fáscia palmar. Como resultado, o dedo anular ou o dedo mínimo ou ainda ambos são forçados a uma flexão e curvam-se em direção à palma da mão. O início pode ser espontâneo e afeta principalmente os homens de meia-idade; ambos os sexos são afetados igualmente após os 60 anos. Uma história de trauma físico na mão pode ter alguma influência; outros fatores possíveis incluem abuso de álcool e problemas hepáticos. A fáscia contrai-se por um período de meses, e o dedo precisa ser liberado por cirurgia. Nos primeiros estágios, a massagem pode ser aplicada para alongar a fáscia palmar e retardar o processo.

Edema
O edema no braço, estendendo-se também para a face e para o pescoço, com freqüência é causado por obstrução da veia cava superior ou de suas ramificações principais. Os principais problemas que contribuem para tal obstrução são aneurismas torácicos, trombose e tumores. O edema também pode ocorrer por outros distúrbios, como nefrite, trauma local, insuficiência cardíaca e obesidade, ou por efeitos hormonais durante o ciclo menstrual. O linfedema, particularmente na região superior do braço, pode ocorrer como resultado de uma mastectomia ou de remoção de gânglios linfáticos no tórax ou nas axilas. As técnicas de massagem linfática podem ser aplicadas para reduzir a retenção de líquido. Em alguns casos, como os de linfedema e de problemas cardíacos, o tratamento é limitado e apenas aplicado com o consentimento do médico do paciente.

Dor no braço


A dor no braço pode ter diversas etiologias. A qualidade e o tipo da dor podem ser comparáveis em todos os casos, mas o início e a freqüência podem estar associados a condições diversas. Os movimentos da cabeça e do braço são exemplos típicos e comuns de fatores de exacerbação. A maioria dos problemas que levam à dor no braço exige encaminhamento a um médico, e talvez esteja além do âmbito da massagem. Contudo, um conhecimento sobre as causas mais comuns tem grande valor para o profissional da massagem.

Dor originada na coluna cervical


Uma causa extremamente comum de dor no braço são os distúrbios da coluna cervical, como desalinhamentos, artrite e hérnias de discos intervertebrais. A espondilose (ancilose vertebral) pode ser uma complicação adicional. Invariavelmente, esses problemas causam compressão ou irritação das raízes nervosas que suprem os músculos, os vasos sangüíneos e o tecido conjuntivo no membro superior. Por exemplo, uma dor "surda" pode surgir por um prejuízo do plexo braquial, que envolve os nervos ulnar, mediano e radial e suas ramificações. A rigidez no pescoço com freqüência está presente, assim como a dor nos músculos profundos à escápula e nos músculos peitorais maiores; esses são supridos pelas raízes nervosas vindas de C5-6 e C6-7. A partir da área cervical, a dor geralmente se irradia para a parte posterior do ombro, antebraço, pulso e mão. A parestesia também é comum, sobretudo nos dedos.

Dor originada no punho


Parte da dor e das sensações no braço, particularmente as que ocorrem à noite, pode ter como causa a compressão do nervo mediano no punho. A parestesia da mão, mas não além do punho, pode ser resultado da síndrome do túnel do carpo.

Dor originada nas articulações


A dor da artrite é sentida principalmente no movimento passivo ou ativo da articulação suspeita. A artrite afeta qualquer articulação do braço, mas talvez seja mais comum nos ombros e nas mãos. Se for do tipo reumatóide, a dor é mais difusa e acompanhada de surtos de inflamação. Na articulação do ombro, a degeneração também pode estender-se para alguns dos tendões associados a ela - sobretudo o supra-espinhoso e a cabeça longa do bíceps. A calcificação também pode afetar esses tendões, exacerbando a dor. A maior parte dos movimentos da articulação do ombro, mas em particular a abdução, causa desconforto. O cotovelo também é suscetível a mudanças artríticas e inflamação, e passa por alterações que o tornam doloroso, inflamado e limitado em seus movimentos. Nódulos reumatóides salientes no aspecto posterior do cotovelo e nos tendões do antebraço são comuns na artrite reumatóide. As mãos também são afetadas e tornam-se ancilosadas, com os dedos flexionados e fixos no desvio ulnar. A massagem é indicada para liberar os músculos e ajudar a mobilizar as articulações; contudo, deve ser realizada apenas em períodos livres de inflamação e, ainda assim, com grande cuidado.

Nódulos de Heberden


Consistem em protuberâncias ósseas que podem ser observadas nas articulações interfalangianas dos dedos das mãos. Eles em geral são indolores, mas podem doer ocasionalmente. Os nódulos são característicos da osteoartrite. Alguma deformidade dos dedos também é comum nesse distúrbio.

Gota
É comum a gota afetar cotovelo, punho e dedos. Apresenta-se como tofos ou pedras dolorosas (depósitos endurecidos de urato de sódio na pele e cartilagem), similares aos nódulos da artrite (reumatóide e osteoartrite), exceto pelo fato de que os tofos são avermelhados, inflamados e dolorosos. A artrite aguda e a inflamação também podem acompanhar um ataque de gota. Além do uso de medicamentos, o tratamento para a gota não está muito claro. Embora bolsas de gelo possam ser uma escolha para combater a inflamação, calor e energia radiante são necessários para dispersar o acúmulo de urato. A massagem pode ser empregada para efeito similar, embora não seja facilmente tolerada.

Cisto
O cisto forma-se no interior da cápsula de uma articulação ou no revestimento de um tendão. Geralmente é observado no dorso do punho. O cisto é benigno e contém fluido claro, que às vezes se dispersa para a articulação. Embora possam ser extirpados, os cistos recorrem com freqüência. A massagem não é indicada para esse problema.

Dor provocada por lesões nos tecidos moles


Uma lesão no tecido mole é outra causa de dor - geralmente aguda, localizada e exacerbada pela contração dos músculos ou pelo alongamento passivo ou ativo. A lesão, em si mesma, pode ser suficientemente grave para exigir tratamento especializado. A massagem é aplicada para relaxar os músculos associados, que podem estar em espasmo como parte do mecanismo de proteção.

Dor originada por problema cardíaco


A dor na região medial do braço indica um problema cardíaco, geralmente angina. "Aperto" ou "pressão" são palavras usadas pelo paciente para descrever esse tipo de dor, que costuma ocorrer no braço esquerdo e durar alguns minutos durante um ataque. A massagem é contra-indicada localmente e durante um ataque. A trombose coronariana é outro problema cardíaco que provoca efeito similar.

Dor originada nas vísceras abdominais


Na ausência de trauma local, a dor na ponta do ombro pode ser indício de uma patologia abdominal como peritonite.
════════════════
TÉCNICAS DE MASSAGEM PARA OS MEMBROS SUPERIORES

Para as rotinas seguintes de massagem no braço, o paciente deita-se em decúbito dorsal com a cabeça apoiada em uma almofada ou toalha dobrada. Pode ser mais confortável para o paciente se existir também algum apoio sob os joelhos e sob a área lombar. Cubra o paciente com uma toalha e desnude apenas os braços. Para alguns dos movimentos, você pode sentar-se na borda da mesa de tratamento; para outros, você precisa ficar confortavelmente de pé. Em alguns casos, você pode sentar-se em uma cadeira ou banco de altura apropriada. Realize todos os movimentos de massagem em um braço antes de ir para o outro lado da mesa de tratamento e tratar o outro.



Técnica de deslizamento

Deslizamento no braço inteiro
Efeitos e aplicações
■ O deslizamento geralmente é realizado no começo da rotina de massagem para o braço. Ela é aplicada para induzir o relaxamento e aquecer os tecidos. No final da rotina, a manobra é repetida várias vezes, muito suavemente, para fins de conclusão e tranqüilização.

■ Quando aplicada com certa pressão, a técnica é usada para melhorar a circulação. A drenagem linfátíca também é aumentada.

Postura do profissional

Coloque-se na postura de esgrimista, ao lado da mesa de tratamento. Flexione um pouco ambos os joelhos para baixar seu corpo e alcançar o braço do paciente sem curvar-se muito para a frente. Permaneça nessa posição e transfira seu peso corporal para o pé dianteiro enquanto executa o deslizamento na direção do ombro. Mude para uma posição mais ereta enquanto aplica o deslizamento na direção do pulso.

Procedimento - deslizamento na direção do ombro
Comece o deslizamento com o braço do paciente repousando sobre a maca, com a mão pronada (a palma voltada para baixo). Segure o punho com a mão mais medial e aplique o deslizamento com a mão lateral, usando a palma e os dedos. Execute a manobra a partir da extremidade distai do antebraço, ao longo dos músculos extensores e sobre a borda lateral da parte superior do braço, continuando até o ombro. Aplique pressão no final da manobra, deslocando seu peso corporal para o pé dianteiro enquanto faz o deslizamento na direção cefálica. A seguir, posicione a mão em concha para executar o deslizamento em torno do ombro.


O deslizamento é mantido ao longo do braço e na direção da mão. Levante o braço do paciente a uma pequena distância da mesa de tratamento, usando a mão mais medial, que está segurando o pulso do paciente. A seguir, aplique uma leve compressão com a mão lateral na extremidade proximal da parte superior do braço do paciente. Mantendo essa ação de compressão, execute o deslizamento pelo braço e na direção do pulso. Essa manobra estimula a circulação arterial. Use seu peso corporal para auxiliar no movimento, deslocando-o para o pé traseiro e inclinando-se levemente para trás. Continue o movimento no pulso e na mão, depois repouse o braço na mesa de tratamento e repita todo o procedimento.



Técnica de deslizamento

Deslizamento profundo na palma da mão
Efeitos e aplicações
■ Como ocorre com outros movimentos de massagem para a mão, esse deslizamento é muito relaxante, além de ser eficaz para estimular a circulação. Seu movimento de deslizamento profundo ajuda no relaxamento muscular no aspecto palmar, especialmente dos músculos das eminências tenar e hipotenar.

Postura do profissional



Coloque-se na postura ereta, ao lado da mesa de tratamento, de frente para o paciente. O peso corporal é transferido pelos braços, na direção vertical; portanto, mantenha as costas confortavelmente retas durante esse movimento.

Procedimento


Segure o pulso do paciente com sua mão lateral. Levante o antebraço flexionando o cotovelo e repousando-o na mesa de tratamento. Apoie o peso do antebraço do paciente colocando a mão em posição supina e colocando-a na palma e nos dedos de sua mão lateral. Coloque sua mão mais medial na palma do paciente, interligando seu polegar com o do paciente. Aplique pressão com toda a mão, mas principalmente com as eminências tenar e hipotenar. Com os polegares interligados como um eixo, realize o deslizamento em uma direção semicircular, a partir da área da eminência tenar do paciente em direção aos dedos. A seguir, erga sua mão levemente e reposicione-a para recomeçar a manobra. Repita o procedimento várias vezes (Figura 9.2).



Técnica de deslizamento

Deslizamento no antebraço
Efeitos e aplicações

■ Esse deslizamento no antebraço ajuda o retorno venoso e a drenagem linfática.

■ Beneficia todos os músculos do antebraço e, assim, é muito eficaz para esportistas. Um exemplo típico de sua aplicação é para o atleta envolvido em esportes com raquete, nos quais os grupos de músculos, tanto flexores quanto extensores, tendem a ser usados em excesso.
Postura do profissional


Coloque-se na postura de vaivém, ao lado da mesa de tratamento. Transfira seu peso corporal para o pé dianteiro enquanto realiza a massagem no antebraço, acrescentando pressão no final da manobra. Se você achar necessário aumentar ainda mais a pressão, levante o calcanhar do pé traseiro enquanto desloca o peso do corpo para a frente.
Procedimento
Usando a mão mais medial, flexione o cotovelo do paciente e o apoie na mesa de tratamento. Segure o antebraço suspenso pelo punho, como se estivesse cumprimentando o paciente. Aplique o deslizamento no antebraço, com a mão mais lateral; acrescente uma suave compressão, para estimular o retorno venoso. Comece no punho e deslize a mão para o cotovelo. Incline-se para a frente ou flexione o joelho dianteiro para acrescentar algum peso corporal no final do deslizamento. Quando chegar ao cotovelo, solte a pressão e deslize a mão para o pulso, sem abaixar o antebraço do paciente. Repita a manobra algumas vezes. O deslizamento do antebraço também pode ser realizado com a mão mais mediana, como um movimento adicional ou opcional.


Técnica de compressão

Compressão no antebraço
Efeitos e aplicações
■ Os músculos do antebraço, em particular o grupo extensor, com freqüência estão contraídos, o que geralmente se deve ao excesso de uso e à atividade física desgastante, como ocorre nos esportes. As manobras de amassamento são aplicadas para aumentar a circulação para os músculos, reduzindo qualquer congestão de metabólitos. Um alongamento transversal às fibras também é aplicado por essa técnica, auxiliando no alívio de qualquer tensão nos músculos que possa prejudicar seu pleno funcionamento.

Postura do profissional



Embora essa técnica possa ser aplicada de pé, às vezes é mais prático sentar-se na borda da mesa de tratamento. Flexione o cotovelo do paciente e coloque uma almofada ou toalha dobrada sob a parte superior do braço, para levantar todo o braço e permitir a massagem do antebraço sem que você se curve demais para a frente.


Procedimento
Firme o antebraço do paciente segurando firme o punho com sua mão lateral. Curve sua mão medial em torno do antebraço, de modo que as eminências tenar e hipotenar fiquem dirigidas para região medial do paciente. Pressione os músculos, aplicando pressão com as eminências tenar e hipotenar. Simultaneamente, role os tecidos para a frente, na direção de seus dedos, que permanecem estacionários. Mantenha a pressão durante toda a ação de compressão para evitar um deslizamento sobre os tecidos. Você também pode usar a mão que segura o punho para aplicar uma contra-rotação do antebraço. Enquanto rola os tecidos em uma direção, gire suavemente o antebraço na direção oposta, acrescentando assim uma ação de rotação à compressão. Solte a pressão assim que a compressão e o alongamento tenham sido completados, depois levante a região tenar e leve-a novamente à região interna do antebraço, deixando seus dedos na mesma posição. Repita a técnica algumas vezes. Depois, troque a posição de suas mãos, de modo que a mão mais medial agarre o pulso do paciente. Aplique a compressão com a mão mais lateral, começando com as eminências tenar e hipotenar na região externa do antebraço e com os dedos no lado interno. Role os tecidos na direção de seus dedos, isto é, para a região interna do antebraço do paciente.



Técnica de trabalho corporal

Técnica neuromuscular no antebraço
Efeitos e aplicações
■ A técnica de trabalho corporal nos músculos do antebraço exerce uma pressão profunda entre as camadas musculares e também na fáscia. Os músculos mais afetados são o braquiorradial e o grupo extensor, que inclui o extensor radial do carpo, longo e curto; o extensor comum dos dedos; o extensor próprio do mínimo e o extensor próprio do indicador.

■ Ação similar é exercida sobre o grupo de músculos flexores, na região anterior do antebraço.

■ A atividade física intensa e a prática de esportes, especialmente jogos com raquete, podem levar aos seguintes estados no interior dos músculos e na fáscia: contratura e tensão, áreas nodulares, microadesões, tecido cicatricial e tecido fibrótico. A menos que tratadas, essas alterações podem tornar os músculos suscetíveis a lesões - sendo a mais comum o cotovelo de tenista. A técnica neuromuscular é usada (junto com outras técnicas) para abordar essas alterações, ajudando a melhorar o funcionamento dos músculos e a evitar lesões.

Postura do profissional



Coloque-se na postura de vaivém ou na postura ereta, ao lado da mesa de tratamento. Execute o movimento estendendo o braço e acrescentando algum peso corporal, inclinando-se um pouco para a frente.

Procedimento


Segure a mão do paciente com sua mão medial, como se o cumprimentasse. Levante o antebraço do paciente, flexionando o cotovelo e repousando-o sobre a mesa de tratamento. Coloque o polegar de sua mão lateral na região posterior do antebraço do paciente, próximo ao pulso. Curve os dedos da mesma mão em torno do antebraço, na direção do lado anterior; flexione a articulação interfalangiana distai de seu polegar e pressione a ponta nos tecidos. Mantenha a pressão e, aplicando um movimento muito curto, deslize o polegar ao longo do antebraço na direção do cotovelo. A seguir, solte a pressão e deslize o polegar gentilmente de volta à posição inicial. Repita o movimento várias vezes sobre uma área, até reduzir a resistência e a tensão nos tecidos, e depois leve sua mão mais adiante no antebraço, repetindo o procedimento. Continue em toda a área da região posterior do antebraço. A seguir, execute a técnica neuromuscular no aspecto anterior. Use o mesmo polegar, ou mude a posição da mão e use a mão mais medial.

Técnica de fricção

Fricção com o polegar no cotovelo
Efeitos e aplicações

■ Os movimentos de fricção reduzem aderências entre camadas de tecidos como fáscia e músculo ou fáscia e osso. e entre os feixes musculares.

■ Eles também estimulam a circulação para o tendão e para os ligamentos em torno da articulação do cotovelo.

Postura do profissional



Para aplicar essa técnica, coloque-se na postura ereta, ao lado da mesa de tratamento. Como alternativa, sente-se em uma cadeira ou banco. Apoie o cotovelo e a parte superior do braço do paciente em uma almofada ou toalha dobrada.

Procedimento
Levante o antebraço do paciente e apóie o punho correspondente com sua mão mais caudal. Coloque o polegar da mão mais cefálica no epicôndilo do úmero do paciente (Figura 9.6). Essa área é a origem comum para o grupo de músculos extensores. Curve seus dedos sob o cotovelo do paciente (o lado medial) e aplique com eles uma contraforça sobre o polegar. Flexione seu polegar na articulação interfalangiana e aplique pressão com a ponta. Mantenha a pressão a fim de apreender o tendão enquanto o move para trás e para a frente, no cotovelo, sem deslizar sobre a superfície dos tecidos. Aplique manobras muito curtas entre a largura do tendão e continue com o tratamento por 1 ou 2 minutos. Como causa algum desconforto, a técnica deve ser executada apenas até o nível de tolerância do paciente. Tendo trabalhado no epicôndilo lateral, mova a mão para seguir o tendão até o antebraço, na junção tendão-músculo, e repita o procedimento.

Método alternativo para a técnica de fricção


A técnica de fricção pode ser aplicada com o indicador e o com dedo médio, em lugar do polegar. Esse é um método alternativo ou adicional, e protege o polegar de fadiga excessiva. Você pode considerar mais prático ficar sentado ao aplicar fricção com os dedos.


Técnica de deslizamento

Deslizamento na parte superior do braço
Efeitos e aplicações
■ O deslizamento melhora o retorno venoso e a drenagem linfática na parte superior do braço. Um auxílio adicional é oferecido pela força da gravidade, já que o braço é erguido durante o movimento.

■ A técnica reduz os níveis de dióxido de carbono, ácido láctico e fluido - produtos da atividade muscular. Portanto, é muito útil quando os músculos são exercitados regularmente ou estão fatigados por uso excessivo - por exemplo, o tríceps, o deltóide, o bíceps e o braquial.

Postura do profissional


Coloque-se na postura de vaivém ou na postura ereta, próximo ao ombro do paciente. Ajuste sua posição de modo que alcance confortavelmente a parte superior do braço, sem se curvar demais para a frente. Incline-se para a frente para acrescentar alguma pressão no final do movimento.

Procedimento - deslizamento na região

póstero-lateral da parte superior do braço
Levante o braço do paciente, segurando-o e apoiando-o pelo cotovelo com sua mão medial. Posicione sua mão lateral na região póstero-lateral da parte superior do braço do paciente, exatamente acima do cotovelo. Execute o deslizamento para cima enquanto aplica uma compressão suave dos tecidos com sua palma e dedos. Continue a manobra para incluir a região lateral do ombro. Quando chegar ao ombro, reduza a pressão e execute o deslizamento suave na direção do cotovelo. Repita o procedimento algumas vezes.

Procedimento - deslizamento no lado

ântero-medial da parte superior do braço
Segure o braço do paciente pelo punho, com sua mão lateral, e levante-o até uma posição confortável. Apoie o braço na parte superior de seu tórax ou ombro, desde que seja confortável e eticamente correto; você também pode segurar o braço um pouco afastado de seu corpo. Coloque sua mão mais medial no lado ântero-medial da parte superior do braço. Aplique uma leve compressão com a palma e com os dedos e realize o deslizamento a partir do cotovelo em direção à axila. Incline-se para a frente, descarregando algum peso no final do movimento. Quando chegar à região deltóide e axilar, reduza a pressão e deslize a mão suavemente até o cotovelo. Repita a manobra várias vezes.


Técnica de compressão

Compressão na parte superior do braço
Efeitos e aplicações
■ A compressão aplica um alongamento transversal às fibras musculares, o que tem o efeito de aliviar qualquer tensão. Portanto, é indicado quando os músculos estão bem desenvolvidos ou muito rígidos. A compressão aumenta a circulação nos músculos; com isso, reduz a congestão e qualquer acúmulo de metabólitos.

Postura do profissional


Coloque-se na postura ereta, ao lado da mesa de tratamento e alinhado com a parte superior do braço do paciente.

Procedimento – compressão na área do bíceps
Segure o antebraço do paciente com sua mão lateral. Flexione o cotovelo do paciente e levante o braço de modo que possa alcançar a área do bíceps com sua mão medial, enquanto mantém o antebraço mais ou menos horizontal. Coloque as eminências tenar e hipotenar de sua mão medial na região medial da parte superior do braço do

paciente e curve seus dedos em torno do lado lateral. Comprima os tecidos, aplicando pressão principalmente com as eminências tenar e hipotenar. Mantenha a pressão e role os tecidos para a frente, na direção de seus dedos; evite qualquer deslizamento dos dedos enquanto rola os músculos sobre a ponta dos dedos. A seguir, solte a pressão e reassuma a posição de compressão com as eminências tenar e hipotenar na região medial do bíceps. Repita a técnica algumas vezes.

Um movimento opcional é girar o antebraço medialmente junto com a ação de compressão, exercendo uma leve torsão nos tecidos e ampliando o alongamento.

Técnica de compressão

Amassamento na região posterior

da parte superior do braço
Postura do profissional
Sente-se na borda da mesa de tratamento e gire o tronco, de modo que alcance confortavelmente a região lateral da parte superior do braço do paciente. Repouse a parte superior do braço e o cotovelo-do paciente em uma almofada ou toalha dobrada, apoiada em sua coxa. Flexione o cotovelo do paciente de modo que a mão repouse no tórax ou abdome.

Procedimento


Coloque os dedos de sua mão lateral na região posterior da parte superior do braço do paciente, e o polegar de sua mão medial no lado medial. Comprima os tecidos com o polegar e com os dedos enquanto aplica um levantamento suave e uma rotação anti-horária. Solte toda a compressão e mova as mãos em direções opostas, de modo que os dedos de sua mão medial trabalhem a região posterior da parte superior do braço, e o polegar de sua mão lateral, o aspecto anterior. Aplique a mesma técnica de compressão e levantamento, desta vez com uma ação de rotação no sentido horário.


Repita essa compressão alternada algumas vezes nos músculos deltóide e tríceps.
Compressão da parte superior e posterior do braço
Um movimento de amassamento pode ser realizado como método alternativo ou adicional à compressão. Permaneça sentado na borda da mesa de tratamento. Apoie o cotovelo do paciente e a parte superior do braço em uma almofada ou toalha dobrada sobre sua coxa. Flexione o cotovelo do paciente e firme o antebraço, segurando-o pelo pulso com sua mão lateral. Amasse o músculo deltóide com a mão mais medial. Posicione as eminências tenar e hipotenar na região anterior do músculo deltóide e os dedos no lado posterior. Comprima os tecidos entre as eminências tenar e hipotenar e os dedos. Simultaneamente, use as eminências para rolar os tecidos para a frente, na direção de seus dedos. Mantenha os dedos estacionários enquanto rola os tecidos sobre a ponta dos dedos. Solte a compressão nos tecidos e repita a técnica. Estenda o procedimento para o músculo tríceps.


═══════§══§═══════
TÉCNICAS DE MASSAGEM LINFÁTICA
Efeitos e aplicações

■ As aplicações da massagem linfática são constantes para todas as técnicas e para todas as regiões do braço, assim como para o restante do corpo. Um efeito mecânico e direto é adquirido por meio do deslizamento linfático, que ajuda a drenar o fluido linfático; em alguns casos, isso é auxiliado pela força da gravidade.

■ O movimento de pressão intermitente exerce um efeito mecânico similar, mas também envolve um mecanismo reflexo. A ação de bombeamento da técnica causa uma contração reflexa das paredes musculares no interior dos vasos linfáticos.

Antes de aplicar a massagem linfática no braço, é essencial drenar os vasos e os gânglios que estão mais próximos do ponto de saída, isto é, os dutos linfáticos esquerdo e direito e os gânglios supraclaviculares e infraclaviculares. As técnicas de massagem linfática para essas estruturas são descritas com as rotinas para pescoço e tórax, respectivamente.



Técnica de massagem linfática

Pressão intermitente na região da axila
Postura do profissional

Coloque-se na postura ereta, próximo ao ombro do paciente. Você também pode aplicar essa manobra sentado. Estenda suas mãos para a parte superior do braço do paciente enquanto mantém seus ombros e braços muito relaxados.

Procedimento
Flexione o cotovelo do paciente e repouse a parte superior do braço dele na mesa de tratamento, com a mão apoiada no abdome. Coloque suas mãos na parte superior do braço do paciente e posicione os dedos na região lateral, próximo da axila. Mantenha-os bem unidos, planos à superfície e relaxados. Para aplicar a técnica de pressão intermitente, pressione suavemente com ambas as mãos. Ao mesmo tempo, alongue os tecidos em um arco na direção da linha mediana e da clavícula; isso ajuda a drenar o fluido para os gânglios axilares e infraclaviculares.

Mantenha o contato com a pele durante a manobra e evite o uso de lubrificantes para que as mãos não deslizem. Depois de completar a manobra, solte a pressão e deixe que os tecidos voltem ao estado normal de repouso antes de repetir a técnica. Trate uma área algumas vezes, depois dirija as mãos para perto da axila, para reassumir o procedimento na área do deltóide anterior.

Técnica de massagem linfática

Pressão intermitente na parte superior do

braço e no antebraço
Postura do profissional

Coloque-se na postura ereta, ao lado da mesa de tratamento. Ajuste sua posição voltando-se mais ou menos de frente para a cabeça do paciente.

Procedimento - pressão intermitente na

parte superior do braço


Segure o braço do paciente pelo punho, com sua mão mais lateral. Levante o braço do paciente até uma posição vertical e, se for confortável, repouse-o contra a parte superior de seu tórax ou ombro. Coloque os dedos de sua mão mais medial no lado medial da parte superior do braço do paciente, e seu polegar na região lateral. Mantenha seus dedos e polegar retos e muito relaxados. Comece o movimento com seu punho em posição flexionada. Aplique uma compressão suave com os dedos e com o polegar; essa etapa deve ser muito breve e durar o mesmo tempo que o alongamento explicado a seguir. Abaixe seu pulso e continue segurando delicadamente os tecidos enquanto os alonga em um arco na direção das regiões posterior e proximal do braço. A combinação de pressão e alongamento incentiva a drenagem linfática para os gânglios axilares. Como no movimento anterior, mantenha o contato com a pele durante a manobra e evite o uso de lubrificantes para que as mãos não deslizem. Após completar o alongamento, solte a pressão e permita que os tecidos voltem ao estado normal de repouso. Repita essa manobra de pressão intermitente em cada área algumas vezes antes de ir para uma região mais proximal, ao longo da parte superior do braço, e continue até alcançar a axila.

Técnica de pressão intermitente no antebraço

A mesma técnica de pressão intermitente é aplicada no antebraço. Continue de pé na postura ereta, mas posicione-se mais perto da pelve do paciente. Segure o pulso do paciente com sua mão medial e aplique a técnica com a mão lateral. Repouse a parte superior do braço e o cotovelo do paciente na mesa de tratamento, depois flexione o cotovelo e levante o antebraço levemente. Segure o braço do paciente nessa posição enquanto executa os mesmos movimentos de pressão intermitente do pulso até o cotovelo.



Técnica de massagem linfática

Deslizamento na parte superior do braço

e no antebraço
Postura do profissional

Coloque-se na postura ereta, ao lado da mesa de tratamento. Gire o corpo, ficando de frente para o paciente; previna-se contra uma rotação excessiva do tronco. Mantenha seus ombros e braços relaxados.

Procedimento -deslizamento na parte superior do braço
Use sua mão mais medial para segurar e apoiar o antebraço do paciente. Mantenha essa preensão e flexione o cotovelo do paciente, para levantar a parte superior do braço, mantendo o antebraço em posição horizontal. Faça deslizamento com sua mão mais medial, adotando uma ação muito leve. Deslize a mão a partir do cotovelo para o ombro. Enquanto se aproxima do ombro, dirija seus dedos para a axila para seguir a direção do fluxo linfático aos gânglios axilares. Depois, remova a mão e coloque-a na região do cotovelo para reassumir o deslizamento. Repita o procedimento algumas vezes. Uma pequena quantidade de lubrificante pode ser aplicada para facilitar o deslizamento da mão sobre a pele.


Procedimento - deslizamento linfático no antebraço
Repouse a parte superior do braço e o cotovelo do paciente na mesa de tratamento e flexione o cotovelo, para levantar o antebraço, segurando o pulso com sua mão mais medial. Aplique movimentos muito leves de deslizamento com sua mão mais lateral, a partir do punho até o cotovelo. Repita algumas vezes.

Técnica de massagem linfática

Pressão intermitente na mão

Postura do profissional


Sente-se na borda da maca. Coloque uma almofada ou toalha dobrada em seu colo ou na mesa de tratamento e repouse a mão do paciente sobre ela. Embora a posição sentada seja muito confortável e prática para a execução da técnica, a manobra é igualmente praticável com o profissional de pé.

Procedimento


Coloque seus polegares no dorso da mão do paciente e seus dedos no lado palmar. Aplicando pressão mínima, alongue os tecidos com cada polegar em um arco, na direção da linha mediana da mão e rumo ao ombro. A direção curva do alongamento é igual à da técnica de pressão intermitente.

Essa manobra é um pouco diferente, no sentido de que você pode deixar o polegar deslizar levemente enquanto está aplicando o alongamento; desse modo, você combina uma manobra de deslizamento com a técnica de pressão intermitente. Alterne os polegares, e complete uma manobra e alongue, antes de recomeçar com o outro polegar. Continue no dorso da mão, depois estenda a manobra para o punho.
════════════════
TÉCNICAS SUPLEMENTARES

PARA OS MEMBROS SUPERIORES

Em casos nos quais os pacientes estão incapacitados para se deitar - por exemplo quando o paciente é muito idoso ou apresenta algum comprometimento físico -, o deslizamento e outras técnicas de massagem para o braço podem ser executadas com o paciente sentado na mesa de tratamento ou em uma cadeira. O último é um arranjo mais prático, já que permite que o paciente repouse o braço na mesa de tratamento. Apoie o ombro do paciente em uma toalha dobrada e, se necessário, coloque uma almofada sob a parte superior do braço. As técnicas descritas aqui são para a parte superior do braço e para o antebraço. As técnicas de massagem para a mão descritas neste capítulo podem ser adaptadas e executadas quando o paciente está sentado. Os benefícios advindos dessas técnicas para o braço são os mesmos que as das manobras realizadas com o paciente deitado; seus efeitos e aplicações não serão, portanto, explicitados neste tópico.

Técnica de deslizamento

Deslizamento no braço
Postura do profissional
Sente-se próximo à mesa de tratamento e de frente para o paciente, que adota uma posição sentada similar e repousa o cotovelo no topo da mesa de tratamento. Se esse arranjo não for confortável ou prático, desconsidere a mesa de tratamento e apoie o braço do paciente em seu próprio antebraço e em sua mão.

Procedimento


Segure e apoie o antebraço do paciente com uma da mãos, e coloque-o em uma posição confortável para o paciente que também facilite a massagem. Coloque sua outra mão na parte superior do braço, com a palma e com os dedos apontados para o ombro. Aplique pressão constante enquanto desliza sua mão, para cima, na direção do ombro do paciente. A seguir, curve a mão para comprimir suavemente a parte superior do braço e fazer deslizamento na direção do cotovelo. Essa manobra é relaxante e melhora o fluxo sangüíneo arterial.

Enquanto você se aproxima da parte superior do braço, relaxe a mão e gire-a para apontar na direção do ombro, novamente. Reassuma o deslizamento com a palma e com os dedos planos à superfície e apontados na direção do ombro.


Deslizamento no antebraço
O deslizamento no antebraço de um paciente sentado é aplicado de modo similar àquele usado quando o paciente está deitado em decúbito dorsal. Realize o deslizamento enquanto ainda está sentado. Como alternativa, fique próximo à mesa de tratamento e vire-se na direção do paciente. Segure e apoie o antebraço do paciente com sua mão mais medial, segurando o punho ou a mão do paciente. Coloque a palma e os dedos de sua mão lateral em torno do lado póstero-lateral do antebraço com seu polegar na região medial. Aplique uma compressão suave e realize deslizamento a partir do pulso até o cotovelo. Solte a compressão enquanto se aproxima do cotovelo e volte a mão ao pulso, repetindo depois o movimento.

Técnica de compressão

Amassamento na parte superior do braço
Postura do profissional

Coloque-se na postura ereta enquanto o paciente permanece sentado. Posicione-se próximo ao paciente, de modo que consiga colocar as mãos confortavelmente na parte superior do braço do paciente, sem curvar-se para a frente. Apoie o cotovelo do paciente em uma almofada, para levantar a parte superior do braço e facilitar o movimento.

Procedimento
Coloque os dedos da mão mais cefálica no aspecto posterior da parte superior do braço. Repouse o polegar da mão mais próxima ao cotovelo no lado anterior (Figura 9.17). Aplique uma pressão igual com os dedos e com o polegar e sincronize o movimento com um levantamento suave e uma ação de torsão dos tecidos. A seguir, solte os tecidos completamente e mova as mãos, de modo que o polegar da mão cefálica fique no lado anterior do antebraço e os dedos da mão caudal no aspecto posterior. Repita a compressão com os dedos e o polegar, bem como o levantamento e a torsão. Realize o procedimento algumas vezes e mova as mãos na direção cefálica para incluir o músculo deltóide.

Técnica de trabalho corporal

Mobilização da cintura escapular
Efeitos e aplicações
■ O movimento da cintura escapular (escápula, clavícula e úmero) pode estar restrito quando os músculos associados estão tensos e contraídos. Essa técnica de trabalho corporal é aplicada para relaxar e alongar esses músculos, que incluem o trapézio, o rombóide, o elevador da escápula, supra-espinhal e o grande dorsal.

■ A técnica é suplementar e, portanto, não é necessariamente incluída na rotina de massagem para o braço. Contudo, é muito relaxante e promove uma sensação de "alívio" enquanto a cintura escápular é mobilizada e liberada.

Postura do profissional

Coloque-se na postura de esgrimista, ao lado da mesa de tratamento. O paciente deita-se em posição supina, próximo à borda da mesa de tratamento. Posicione seu corpo para a frente deslocando seu peso corporal para o pé dianteiro, depois inverta a posição. Mantenha as costas retas durante todo o movimento.


Procedimento
Erga o braço do paciente e segure firme a mão entre a parte superior de seu braço e a região lateral de seu corpo. Pegue o cotovelo do paciente com sua mão medial; use essa preensão para prender o cotovelo em sua extensão e apoiar o peso do braço. A seguir, agarre o ombro ipsilateral do paciente com sua mão lateral. Mantenha seu braço nessa posição reta durante todo o movimento. Execute as ações seguintes para descrever uma manobra de rotação contínua da cintura escapular:

1. empurre a cintura escapular, afastando-a de você, para cima e na direção da orelha, como quando encolhemos os ombros ao dizer "não sei". Execute essa ação levando seu corpo para a frente e seu peso para a perna dianteira;

2. pressione a cintura escapular para baixo com sua mão lateral, na direção na mesa de tratamento, movendo o ombro posteriormente;

3. puxe todo o braço em sua direção, a fim de "deprimir" o ombro, inclinando-se para trás e transferindo seu peso corporal para o pé traseiro;

4. com o braço do paciente reto, erga-o de modo que você também movimente o ombro e mova-o anteriormente. Isso completa uma mobilização circular;

5. recomece a mobilização circular empurrando a articulação do ombro para cima.




Capítulo 10





Compartilhe com seus amigos:
1   ...   17   18   19   20   21   22   23   24   25


©aneste.org 2020
enviar mensagem

    Página principal
Universidade federal
Prefeitura municipal
santa catarina
universidade federal
terapia intensiva
Excelentíssimo senhor
minas gerais
união acórdãos
Universidade estadual
prefeitura municipal
pregão presencial
reunião ordinária
educaçÃo universidade
público federal
outras providências
ensino superior
ensino fundamental
federal rural
Palavras chave
Colégio pedro
ministério público
senhor doutor
Dispõe sobre
Serviço público
Ministério público
língua portuguesa
Relatório técnico
conselho nacional
técnico científico
Concurso público
educaçÃo física
pregão eletrônico
consentimento informado
recursos humanos
ensino médio
concurso público
Curriculum vitae
Atividade física
sujeito passivo
ciências biológicas
científico período
Sociedade brasileira
desenvolvimento rural
catarina centro
física adaptada
Conselho nacional
espírito santo
direitos humanos
Memorial descritivo
conselho municipal
campina grande