Manual de Massagem Terapêutica



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Emoções como raiva e ressentimento reprimidos podem começar a revelar-se enquanto o paciente se recupera. Como já discutido, entretanto, o massagista deve estar consciente do quanto pode ou deve fazer, e talvez precise encorajar o paciente a conversar com um psicólogo ou psicoterapeuta.

A massagem é imensamente benéfica em diversos problemas emocionais, desde que seus objetivos e limitações sejam bem definidos, tanto para o terapeuta quanto para o paciente. Pode ser aplicada durante estados como depressão pós-parto, luto, ansiedade, abstinência de drogas, anorexia, abuso sexual e ataques de pânico. Embora esses traumas emocionais tenham etiologias distintas, o objetivo da massagem é mais ou menos comum a todas. As pessoas com qualquer forma de estresse mental ou emocional podem obter benefícios do toque, apoio e relaxamento. Algumas tendem a obter mais ganho do que outras; a extensão e a qualidade da resposta dependem da personalidade do indivíduo e das circunstâncias.
Toque
O toque, em si mesmo, possui um imenso valor e transmite uma mensagem imediata de carinho, aceitação e apoio. É fator essencial no estabelecimento de um senso de auto-estima para o paciente. A aceitação do toque é um grande passo no processo da cura emocional, demonstrando que o paciente está começando a gostar de si mesmo e a confiar em outra pessoa. Ela também ajuda a tratar a psique e permite que o paciente lide melhor com seus problemas e com as circunstâncias vividas. O toque também é inestimável na formação de um vínculo entre mãe e bebê; essa proximidade pode estar ausente em alguns estados psíquicos e emocionais, como na depressão pós-parto. Outro benefício do toque é diminuir a apreensão quanto ao futuro, por exemplo em pacientes pré-operatórios. Foi descoberto que a ansiedade também é reduzida pelo toque da massagem em paciente internados em unidades de tratamento intensivo (UTIs).

Relaxamento
O relaxamento é essencial para combater muitos dos estados psíquicos e emocionais, e a massagem é um dos melhores métodos para isso. Seus efeitos calmantes podem ser intensificados pelo acréscimo de óleos essenciais; entretanto, estes não são apropriados para todos os indivíduos e devem ser usados apenas por um terapeuta treinado. Vale a pena lembrar que, embora o relaxamento seja de grande valor, não é adequado a certas situações. As pessoas clinicamente deprimidas são muito letárgicas e desmotivadas; uma sedação adicional, portanto, pode ser contraprodutiva, e a massagem apenas é realizada com a aprovação do terapeuta do paciente. Precaução similar é necessária na depressão pós-natal. A mãe não deseja ser tocada de modo algum e, neste caso, a massagem não deve ser realizada. A pessoa anoréxica, contudo, pode ter dificuldade para relaxar e, conseqüentemente, a massagem será um grande benefício.

■ O deslizamento e outras manobras de massagem podem ser realizados de modo tranqüilo, objetivando o relaxamento. A escolha dos movimentos depende do terapeuta e, em grande parte, do receptor da massagem. As manobras de deslizamento leve devem ser aplicadas com as mãos alternadas e de modo contínuo, isto é, enquanto uma mão termina uma manobra, a outra mão começa a massagear. No pescoço e nas costas, as manobras são realizadas na direção caudal, que é mais relaxante para o sistema nervoso. Técnicas como vibrações e manobras suaves de amassamento também podem induzir à tranqüilidade.

■ A massagem do couro cabeludo {ver Capítulo 10) é uma técnica extremamente relaxante, realizada com o paciente em decúbito dorsal.

■ Outro procedimento muito eficaz insere-se na área do trabalho corporal e diz respeito a um movimento simples de mobilização, tão instintivo quanto o movimento de deslizamento. Enquanto o paciente está em decúbito dorsal ou ventral, todo seu corpo é mobilizado levemente de um lado para outro. A manobra é realizada pela colocação de uma mão na pelve e outra no ombro ipsilateral do paciente. Um ligeiro empurrão é aplicado com uma ou ambas as mãos; esta ação roda o corpo para o lado contralateral, e as mãos são imediatamente erguidas para permitir que o corpo volte à posição original. Isso é repetido e, assim, o corpo é mobilizado de um lado para o outro, resultando em um relaxamento similar àquele de um bebê embalado no berço.

■ A massagem nas mãos e nos pés é muito relaxante e pode ter um imenso valor quando o paciente não deseja receber nenhum tipo de massagem em outras regiões do corpo, ou quando está incapacitado para tal - por exemplo, pacientes que estão em uti e pacientes em estágios muito avançados de câncer ou doenças terminais.

■ Uma manobra freqüentemente negligenciada para efeito relaxante é a massagem no couro cabeludo. Esta técnica simples é extremamente relaxante e oferece a vantagem da fácil aplicação com o paciente sentado. Ela deve ser incluída em todas as massagens contra insônia, ansiedade etc.



Conexão mente-corpo
A tensão muscular com freqüência é evidente nos quadros de ansiedade. Em alguns casos, a rigidez é usada inconscientemente como uma forma de "armadura corporal" ou "proteção" contra o mundo externo. Em estados recorrentes ou prolongados de ansiedade, a rigidez muscular pode tornar-se crônica e característica da postura. Essa alteração postural pode influenciar todo o corpo e ser de difícil reversão. A tensão nos músculos também pode agravar outros sintomas, como cefaléia, dor, dificuldade para respirar e ataques de pânico. A massagem é aplicada para aliviar a tensão muscular e normalizar padrões rígidos de postura.

Respiração
A dificuldade para respirar pode ser uma característica do estresse e, ainda mais, dos ataques de pânico. A própria experiência pode ser assustadora e, assim, aumentar o estresse. Durante um ataque, a massagem nas costas pode ser aplicada para ajudar a acalmar o paciente e restaurar um padrão relaxado de respiração. Para a realização da massagem, é conveniente e confortável para o paciente sentar-se e inclinar-se para a frente, repousando os braços sobre uma mesa. A massagem é realizada regularmente, entre os ataques de pânico. O relaxamento contínuo promove um padrão respiratório mais confortável e oferece alívio ao paciente.

Insônia
Outro sintoma de estresse é a insônia, que causa aflição e leva à fadiga. O relaxamento induzido pela massagem com freqüência é seguido por sonolência e sono ininterrupto. Óleos essenciais podem aumentar a eficácia da massagem. Óleo de lavanda, por exemplo, aumenta a atividade de onda cerebral alfa, o que é uma indicação de estado psíquico tranqüilo (Tisserand, 1992). A promoção do sono por esse modo natural reduz a necessidade de sedação por medicamentos. O sono é importante para que o organismo se recupere da fadiga e para permitir que o paciente lide com o estresse; ele também acelera o processo de cura.

É aconselhável que a massagem para a promoção do sono seja realizada antes de o paciente ir para a cama, embora nem sempre o terapeuta tenha essa condição. Entretanto, alguns movimentos básicos podem ser realizados por um familiar ou amigo. O massagista pode oferecer algumas instruções para a realização de manobras de deslizamento no pescoço e nos ombros. Em outros momentos, a massagem é realizada pelo terapeuta com o uso de diversas técnicas. O deslizamento é essencial; os movimentos são contínuos e aplicados em ritmo constante, não necessariamente lento. Manobras de vibração suave também são incluídas e podem até ser combinadas com os movimentos contínuos de deslizamento. Se o paciente estiver sentado, os movimentos são realizados da área do occipício ou do pescoço para os ombros. Outras técnicas de massagem também são aplicadas no crânio, na face e nas mãos. A mesma rotina pode ser aplicada quando o paciente está deitado. Os movimentos de mobilização completam o tratamento de massagem contra a insônia.



Conexão com o corpo
Os processos contínuos de pensamento, que são parte tão importante da ansiedade, significam que, em alguns estados psíquicos e emocionais, o indivíduo vive mais em sua mente que em seu corpo. Assim, o corpo é "ignorado" ou rejeitado, ainda mais se a etiologia da condição estiver ligada a alguma forma de trauma físico, como o abuso sexual. Ao apreciar os contatos físicos da massagem, o paciente é capaz de fazer novamente contato com seu corpo. Uma situação como essa surge quando o paciente se submete a um programa de abstinência de drogas. Além de induzir ao contato com o corpo, a massagem leva a pessoa a um ponto em que a mente pode curar. Ao aceitar a massagem, o paciente está aceitando também seu próprio corpo e a si mesmo. Esse passo é essencial em situações nas quais o paciente passou por uma cirurgia, como uma mastectomia.

Distorção da imagem corporal
Um passo que vai além da conexão com o corpo diz respeito à alteração na imagem corporal. A anorexia é um bom exemplo. Esse distúrbio, muito complicado e delicado, não é realmente alimentar, mas um distúrbio gerado por uma profunda insegurança acerca de si mesmo e do mundo externo. Em uma tentativa de ganhar algum controle, a pessoa anoréxica exercita restrições sobre seu consumo alimentar. O tumulto interno agrava-se mais devido a uma imagem corporal distorcida, criada pela insegurança e pela falta de auto-estima. Concordar com a massagem indica que o indivíduo está aceitando a si mesmo e, assim, mudando sua imagem corporal. Essa transição - aspecto vital da recuperação - também se aplica a situações como câncer e transplante de medula óssea, em que o paciente enxerga seu corpo, incorretamente, como um "corpo debilitado". Aceitar o corpo e sua imagem é, de modo similar, um passo essencial para a recuperação nos casos de abuso sexual. Em todas essas situações, a massagem ajuda o indivíduo a construir uma nova imagem corporal e, portanto, a reiniciar o processo de amar a si mesmo.

Capítulo 5


As costas

OBSERVAÇÕES E CONSIDERAÇÕES


A condição geral das costas é avaliada antes de qualquer massagem. O procedimento se aplica, em particular, quando o paciente apresenta alguma dor nas costas. Embora o desconforto às vezes seja superficial, envolvendo qualquer dos tecidos moles, também pode ser sintoma de uma doença subjacente - até mesmo de uma que contra-indique a massagem. A postura do paciente é considerada, primeiro, durante a anamnese. Ela também pode ser observada quando ele se movimenta, quando posiciona-se na maca e quando está deitado. Os movimentos que o paciente considera difíceis de realizar ou que causam qualquer dor óbvia são examinados e registrados. A observação da coluna pode revelar alterações como a escoliose, que está relacionada com disfunções musculares. Desequilíbrios ou disfunções que podem ser abordados por massagem também podem ser observados na musculatura das costas. Algumas das considerações mais comuns associadas com as costas são discutidas neste capítulo.

Curvaturas da coluna
O aumento da lordose na área lombar pode ser observado quando o paciente está em decúbito ventral; a coluna pode estar lordótica sem que os músculos lombares correspondentes apresentem tensão.

A escoliose congênita é observada ao nascimento ou nos primeiros anos de vida. Ela geralmente é perceptível tanto quando o paciente está de pé como quando está deitado. Se a escoliose for funcional, pode ser alterada com a postura; por isso, pode ser percebida quando o paciente está de pé, mas ser menos perceptível quando a pessoa está em decúbito ventral. O aumento da cifose da coluna torácica pode, de modo semelhante, ser mais perceptível quando o paciente está de pé, em especial se for causada por problemas da coluna lombar. Quando a pessoa está em decúbito ventral, a curvatura pode ser reduzida.



Hipertrofia muscular
A musculatura das costas pode apresentar diferenças entre os grupos de músculos. Os músculos de um lado da coluna podem estar hipertrofiados quando comparados com o grupo correspondente no lado oposto. Músculos excessivamente desenvolvidos podem resultar de atividade física repetitiva e ser indicativos de uso excessivo. Contrações involuntárias dos músculos podem ocorrer, por exemplo, se o corpo estiver tentando corrigir desequilíbrios na postura. A rotação da coluna e irregularidades da caixa torácica podem dar a falsa impressão de hipertrofia dos músculos de um lado da coluna.

Atrofia muscular
A atrofia dos músculos pode ser um sinal de inervação inadequada, a qual, por sua vez, pode estar associada a problemas musculoesqueléticos ou à patologia que afeta o sistema nervoso. Os músculos atrofiados não respondem a técnicas com manobras de percussão se um prejuízo nervoso subjacente estiver presente; entretanto, eles podem ser beneficiados com a melhora na circulação e com a estimulação.

Psoríase
Esse problema, de causa desconhecida, mostra-se como pontos de ressecamento na pele, acompanhado de comichões; também pode ser acompanhado de dor lombar crônica. Para que a massagem seja realizada, o terapeuta deve primeiro aplicar creme ou óleo em abundância. O tratamento pode ser contra-indicado em casos de sangramento desses pontos secos.

Dor lombar
Na descrição da dor lombar, é necessário mencionar suas várias formas e causas. O desconforto na região pode ir des­de uma dor surda até uma fisgada aguda. A dor pode locali­zar-se em uma área ou irradiar-se para outras regiões, como virilhas ou pernas. As manobras de massagem podem au­mentar a dor ou, ao contrário, aliviá-la. Algumas pessoas afe­tadas recebem melhor tratamento com terapias musculoesqueléticas mais especializadas; entretanto, várias causas podem ser discutidas dentro dos limites do tratamen­to por massagem terapêutica.

Lumbago
Lumbago é uma dor crônica, não específica e surda, na área dos quadris. As vezes, o lumbago é persistente, sem uma causa aparente; contudo, o fator mais provável é a formação de nódulos e aderências, que se impingem sobre os nervos próximos. A massagem é usada para aumentar a circulação local e relaxar os músculos. O deslizamento profundo e a fricção transversal são particularmente úteis para a redução dos nódulos. Os tecidos também podem ser manipulados e afastados das estruturas subjacentes; isso ajuda a reduzir as aderências e a alongar os músculos e a fáscia.

Tensão e fadiga muscular


A tensão dos músculos e da fáscia são as principais cau­sas de dor lombar, em geral uma "dor surda". A tensão mus­cular sentida na palpação pode resultar de atividade física excessiva - por exemplo, quando o paciente é um esportista -, o que é invariavelmente acompanhado de fadiga muscular. Situação similar pode surgir depois que o paciente cuidou de suas plantas ou mudou os móveis de lugar, dentro de casa, ou após longas viagens. Mesmo depois que esses fatores são considerados, ainda pode haver certo grau de "recuo" quan­do os músculos são palpados. Os músculos que se apresen­tam tensos indicam ansiedade, tensão muscular ou proble­mas de disco.

Fatores psicogênicos


A ansiedade e a depressão com freqüência estão associa­das à dor lombar, aguda ou crônica. Outras regiões também podem estar envolvidas. As cefaléias e a letargia também são sintomas comuns de ansiedade e depressão.

Tensão muscular


A tensão nos músculos lombares é comum e resulta em dor aguda ou intensa quando o paciente tenta realizar certos movi­mentos. Curvar-se para a frente talvez seja a manobra que mais cause dor localizada principalmente nos músculos extensores das costas; girar o tronco é uma manobra similar, que faz os músculos de rotação alongarem-se e contrairem-se ao mesmo tempo - isso também ocorre quando o paciente está se viran­do enquanto deitado. A dor também surge quando a pessoa tenta entrar em um automóvel ou sair dele. Se a tensão for séria, a dor surge na palpação do músculo e enquanto o paciente tenta mover-se ou virar-se na maca de tratamento. Complica­ções como desalinhamentos da coluna vertebral e uma hérnia de disco podem também estar presentes, além da tensão.

Espasmos musculares generalizados tendem a espalhar-se pelas costas, como um mecanismo de proteção espontâ­neo e subconsciente, que atua como uma tala. A massagem para relaxar os músculos, portanto, é contraprodutiva. O pa­ciente pode conseguir subir na maca de tratamento para a massagem; entretanto, ao tentar mover-se ou levantar-se no­vamente, todos os músculos das costas entram em um espas­mo súbito. O paciente pode acabar imobilizado em uma po­sição. Se essa situação ocorrer, o terapeuta deve aplicar calor para relaxar os músculos, enquanto ajuda o paciente a sen­tar-se. Este, então, é aconselhado a repousar por alguns dias e a buscar ajuda médica. Bolsas de gelo podem ser aplicadas na área da lesão, para a redução da dor e do edema. O mús­culo pode ser tratado após o estágio agudo, para prevenir aderências e formação excessiva de tecido cicatricial.

Desalinhamentos da coluna
Em alguns casos de dor lombar, duas ou mais vértebras adjacentes podem estar desalinhadas. O desalinhamento ou a perda da mobilidade nesses segmentos pode levar à irritação da raiz ou das raízes nervosas que emergem dentre as vérte­bras. Os músculos correspondentes respondem pela contra­ção, em uma tentativa de corrigir a postura anormal. A dor lombar ocorre como um resultado da inflamação na raiz nervosa e da contração prolongada dos músculos. O desalinhamento da coluna vertebral pode ser genérico e fixo, mas com maior freqüência é episódico e resulta de má postu­ra ou de escoliose, "mau jeito" ao levantar-se ou de atividades cansativas. A condição pode ser moderada ou até mesmo assintomática; por outro lado, pode ser suficientemente dolorosa para exigir tratamento.

A palpação dos processos da coluna pode ser usada como um indicador simples de desalinhamentos e imobilidade. Uma pressão suave aplicada lateralmente ao processo da vértebra tende a causar dor se este segmento da coluna vertebral estiver desalinhado ou disfuncional; quanto maior o desconforto, mais aguda tende a ser a condição. A massagem é indicada para lidar com a tensão muscular associada, mas não como um meio de corrigir os desvios; entretanto, correções espontâneas dos alinhamentos da coluna ocorrem com freqüência após o relaxamento muscular. O tratamento é contra-indicado em áreas de dor considerável ou na presença de dor muito intensa que se irradia para os membros.

Ciática
Uma raiz nervosa emerge do forame intervertebral, isto é, a abertura entre duas vértebras adjacentes. O desalinhamento de quaisquer duas vértebras, ou complicações como degeneração, pode alterar a integridade do forame; conseqüentemente, a raiz nervosa torna-se irritada e inflamada. Esse processo resulta na dor da ciática, que se origina nas costas e irradia-se pela perna. A neuralgia occipital e a dor que se irradia para o braço têm natureza similar. A hipersensibilidade nos tecidos superficiais, geralmente dos dermátomos próximos à coluna, é outra conseqüência comum da irritação à raiz nervosa. A massagem é contra-indicada nas áreas de inflamação e também ao longo do trajeto nervoso ou próximo à coluna. Na ausência de inflamação, contudo, a fricção pode ser aplicada para reduzir aderências que possam estar causando compressão da raiz nervosa. Alguns músculos para-vertebrais também podem estar em espasmo, como um mecanismo de proteção contra a dor; neste caso, a massagem ajuda em seu alívio e alongamento. Qualquer relaxamento, entretanto, será apenas temporário.

Discos intervertebrais
Um disco herniado, ou pior ainda, um disco com prolapso, invariavelmente causa dor intensa nas costas, sempre acompanhada de uma dor que se irradia por uma ou ambas as pernas. A intensidade da dor pode ser tal que o paciente é incapaz de caminhar, sentar-se ou deitar-se confortavelmente. Ele também pode precisar inclinar-se para um lado ao ficar de pé. Problemas com um disco intervertebral também são indicados pela extrema sensibilidade na palpação dos processos das vértebras, da área da articulação sacro-ilíaca, dos músculos paravertebrais e dos tecidos ao longo do nervo ciático. Todos esses sintomas são graves e pedem imediato encaminhamento a um médico. A massagem, portanto, é contra-indicada, particularmente na área da coluna lombar envolvida e ao longo do trajeto da dor nervosa. Bolsas de gelo podem ser benéficas até a oferta de tratamento apropriado ao paciente.

Osteoporose


Osteoporose é a perda da substância óssea que torna os ossos fracos e frágeis. Essa alteração pode afetar qualquer osso, mas os corpos vertebrais são mais suscetíveis e podem sofrer compressão e colapso. Nas formas leves de osteoporose, o paciente é capaz de se mover sem desconforto; nos estágios mais avançados, há dor na realização de movimentos; e nos casos mais graves o paciente é incapaz de se deitar. A palpação dos processos da vértebra pode suscitar dor, às vezes difícil de diferenciar da dor associada a desalinhamentos da coluna ou da dor causada por problemas na raiz. Entretanto, os espasmos musculares que acompanham os desalinhamentos nem sempre estão presentes na osteoporose. Ainda assim, a massagem nas costas é contra-indicada nos casos graves.

Osteoartrite da coluna


Uma causa freqüente de dor lombar, especialmente em pessoas de meia-idade, é a osteoartrite da coluna vertebral. As áreas lombar e cervical são os segmentos mais afetados. Embora a inflamação nem sempre esteja presente, a dor da osteoartrite pode ser crônica e aumentar com a atividade. O paciente tende a não sentir dor quando deitado, mas sente grande desconforto quando tenta levantar-se e movimentar-se. A massagem é indicada para essa condição, já que não envolve nenhum movimento da coluna. Técnicas de deslizamento são aplicadas para aumentar a circulação para os músculos bem como para as articulações; também ajudam a reduzir tensões musculares que se desenvolvam como mecanismo de proteção para as alterações artríticas. A contração pode ser visível em torno da coluna vertebral e é tratada com deslizamento profundo com o polegar. Manobras de fricção transversal são aplicadas entre as fibras para reduzir as aderências dos tecidos moles, que também podem desenvolver-se perto e em torno das articulações. Nos estágios mais avançados e em alguns pacientes, os músculos podem mostrar sinais de fraqueza. Esses tecidos são mais sensíveis à pressão devido à redução no volume; por isso, todos os movimentos de massagem devem ser realizados levando esse aspecto em consideração. A espondilite (artrite) da área cervical é uma condição muito dolorosa, na qual a maioria dos movimentos pode causar grande desconforto; portanto, é melhor evitar a massagem ou aplicá-la apenas de forma suave, devido à fragilidade das estruturas ósseas e dos vasos vasculares. Movimentos giratórios, de curvatura para o lado ou de flexão do pescoço devem ser evitados.

Artrite reumatóide


Artrite reumatóide é uma inflamação sistêmica que afeta as articulações e outros tecidos. A coluna nem sempre é afetada no início do problema; se houver envolvimento, contudo, a palpação dos processos da coluna causará dor. Nos estágios iniciais da doença, o paciente ainda é capaz de se deitar na maca de tratamento, embora com algum desconforto. À medida que a condição progride, essa posição torna-se menos confortável e o paciente deve receber a massagem sentado. Ocorre atrofia sistêmica dos músculos em razão da menor mobilidade; por isso, a massagem deve ser aplicada com pressão mínima e somente nos períodos em que não há inflamação. Os benefícios da massagem são aumento na circulação, redução da dor, relaxamento para o paciente (o estresse pode deflagrar um ataque) e manutenção de alguma tonicidade na musculatura. O tratamento é contra-indicado em períodos de inflamação.

Espondilite ancilosante (reumatóide)

Esta é uma doença progressiva, similar à artrite reumatóide. Afeta principalmente as articulações costovertebrais e sacroilíacas, que se apresentam sensíveis à palpação. O ancilosamento (imobilidade e fixação) das costas promove o desenvolvimento das chamadas "costas de jogador de pôquer", e a esclerose ou fusão das articulações sacroilíacas leva à imobilidade e à dor lombossacral. A tensão muscular e o encurta-mento tendem a ocorrer ao longo da coluna vertebral. A massagem é indicada para melhorar a circulação, descongestionar a área e facilitar o alongamento. Entretanto, se a condição for crônica, a massagem pode ser ineficaz e até produzir desconforto, sendo, portanto, contra-indicada.

Problemas circulatórios


Problemas cardíacos podem causar dor nos ombros, no tórax, nos braços e nas costas. A dor da angina, por exemplo, é sentida no meio das costas ou próxima às escapulas. Alterações nos tecidos, como tensão relacionada com a função cardíaca, podem estender-se para todo o lado esquerdo da região torácica. A borda inferior da caixa torácica tende a estar bloqueada, assim como a área entre a escapula esquerda e a segunda e terceira vértebras torácicas. Quando há prejuízo sistêmico na circulação, os tecidos nas costas apresentam-se frios e secos. Pressão arterial elevada, consumo de álcool ou febre, ao contrário, podem causar vermelhidão e calor nos tecidos. Outro problema circulatório que pode causar dor lombar é um aneurisma do arco aórtico, que transmite a dor à região lombar mediana, enquanto um aneurisma da aorta abdominal provoca a dor na região lombossacral. O infarto do miocárdio, contudo, raramente é uma causa de dor nas costas. A massagem é indicada para aumentar o retorno venoso e auxiliar a função cardíaca. A menos que seja desconfortável, a massagem em áreas de dor referida e de alterações nos tecidos pode ajudar a melhorar a função cardíaca por meio dos trajetos reflexos. Bolsas quentes aumentam a circulação local e relaxam os músculos.

Edema
O edema com freqüência pode ser observado e palpado na região lombossacral e na região sacral. O acúmulo de fluidos pode ter causas hormonais nas mulheres (por exemplo, TPM e gravidez); também pode estar associado a obesidade, que provoca perturbações na circulação e retenção de fluidos. A inflamação é outro fator causai, seja em tecidos moles, nervos ou articulações. A doença de Hodgkin pode provocar dor lombar em decorrência das perturbações no fluxo linfático, bem como do aumento dos gânglios linfáticos, baço e fígado. A insuficiência cardíaca direita leva à retenção de fluidos na área sacral e. mais importante ainda, nas pernas e em outros locais. As contrações musculares no lado direito do coração podem ser fracas demais para bombear o sangue através dos pulmões; assim, acumula-se uma pressão para trás que, então, causa a retenção de fluidos. A massagem é indicada na área sacral para melhorar a drenagem linfática, e movimentos suaves de deslizamento podem ser realizados nas costas para auxiliar no retorno venoso. O tratamento é contra-indicado quando existe edema persistente ou quando há calor ou sensibilidade à palpação; esses sintomas às vezes indicam uma condição subjacente que exige investigação adicional.

Órgãos viscerais
Patologia ou grave disfunção de um órgão visceral podem causar dor referida e, com freqüência, espasmos musculares em regiões distantes. Exemplos de problemas que podem afetar as costas incluem os relatados a seguir:
1. Problemas no fígado e na vesícula biliar podem causar:

■ dor referida no lado direito do pescoço;

■ dor referida na escapula direita, na parte inferior de sua borda mediana;

■ mudanças teciduais na região torácica direita; na borda inferior da caixa torácica, no lado direito; e na área entre a escapula e a coluna no lado direito, no nível da quinta e da sexta vértebras;

■ congestão no nível da sétima vértebra cervical.
2. Disfunção estomacal pode transmitir dor para a área torácica. Os tecidos envolvidos são os da região central, entre a quarta e a nona vértebras. As alterações nos tecidos também podem estender-se para toda a parte posterior do tórax, no lado esquerdo - por exemplo, úlceras gástricas e gastrite podem causar alterações teciduais na região da escapula esquerda.
3. A constipação pode causar rigidez e sensibilidade na região do músculo piriforme. Embora seja possível aplicar massagem nessa área, para incentivar a manobra intestinal, as alterações nos tecidos não devem ser confundidas com uma disfunção no músculo piriforme.

4. Outras disfunções em órgãos viscerais ou problemas que causam dor referida ou alterações nos tecidos das costas incluem obesidade, colite ulcerativa e pancreatite.


A massagem é indicada para reduzir a dor referida e melhorar o funcionamento no órgão envolvido, por meio de um trajeto reflexo. Entretanto, é contra-indicada quando a palpação dessas áreas de dor referida causa desconforto muito intenso. Uma disfunção local dos tecidos musculoesqueléticos também pode estar presente, o que requer avaliação e tratamento adicionais.

Cefaléias


Dores de cabeça podem provocar alterações teciduais em algumas regiões das costas, expressas, principalmente, por zonas de tensão nos tecidos medianos, que também podem estar doloridos à palpação. A massagem é aplicada nessas zonas teciduais por seu efeito reflexo na área do crânio. As alterações ocorrem nas seguintes zonas de tecido:
1. área torácica mediana, entre as duas escapulas - essa área com freqüência está relacionada com cefaléias e insônia;

2. área central das costas, no nível das costelas inferiores;

3. região inferior do sacro, que pode estar ligada a cefaléias que surgem de transtornos no sistema digestivo;

4. borda occipital, que, com freqüência, está ligada a cefaléias por tensão.


Problemas respiratórios
Um dos problemas do sistema respiratório que pode causar dor nas costas é o carcinoma dos bronquíolos. O pulmão esquerdo (e possivelmente o direito), bem como o diafragma, também pode produzir dor nas costas. O carcinoma do esôfago pode ter efeito similar. As regiões envolvidas são o lado esquerdo da área torácica superior e o lado superior do ombro esquerdo. A massagem aplicada nessa regiões ajuda a melhorar a função dos órgãos envolvidos.

Disfunção renal e problemas pélvicos


A infecção dos rins pode levar à dor lombossacral e no tronco, que se estende também para as bordas laterais das nádegas e para a parte superior das coxas. A dor pode assemelhar-se àquela que surge de desalinhamentos da coluna, irritação da raiz nervosa ou lumbago; a diferença, naturalmente, é que esses transtornos não são acompanhados de proteinúria e hematúria, típicas da infecção renal. Os ureteres descem dos rins e passam profundamente para os processos transversais da coluna lombar; a sensibilidade à palpação dos músculos paravertebrais pode, portanto, ser aquela da uretralgia, e não uma sensibilidade de origem muscular.

As infecções renais geralmente são acompanhadas de calor na região lombar. O edema é outra característica; pode ser local, sistêmico ou restrito aos membros inferiores. Também pode haver toxicidade sistêmica, o que intensifica a dor; como resultado, a hipersensibilidade pode estender-se para a região torácica. A massagem na área dos rins, nas costas, é contra-indicada se existir uma doença renal conhecida ou se a área estiver muito sensível à palpação. Exceto por isso, a massagem pode ser realizada por seu efeito reflexo. A massagem geral pode ser aplicada, já que melhora a circulação sistêmica; ela ainda estimula a função renal. A massagem no abdome tem o mesmo efeito e também é indicada.

Os transtornos renais também podem causar eólica renal, com espasmo na região dos rins e na direção da coxa. A passagem de um cálculo é acompanhada de dor que se irradia da região do rim, sobre o abdome, em direção à virilha. Na eólica renal, a massagem em qualquer das áreas de dor referida (talvez estendendo-se para a parede abdominal anterior) tende a ser desconfortável e, portanto, é contra-indicada.

Outras condições que envolvem os sistemas urinário e reprodutivo e podem causar dor lombar incluem:


1. cistite;

2. gravidez;

3. disfunção ovariana;

4. dismenorréia;

5. abscesso pélvico;

6. cervicite crônica;

7. carcinoma renal;

8. pielonefrite;

9. infecção ou avanço do crescimento da próstata.

Câncer
A dor crônica pode ser causada por um tumor primário ou secundário localizado no canal vertebral ou comprimindo as raízes nervosas, com freqüência associado com doença de Hodgkin ou mieloma. A massagem, tanto local quanto sistêmica, é contra-indicada nesses casos.


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TÉCNICAS DE MASSAGEM PARA TODA

A REGIÃO DAS COSTAS


Para todos as manobras de massagem nas costas - a menos que indicado de outro modo -, o paciente deita-se em decúbito ventral, com a cabeça virada para um lado ou com a face encaixada em local apropriado para isso. Se a maca de tratamento não possuir essa abertura apropriada, apoie a testa do paciente em uma toalha dobrada. Coloque uma almofada sob o abdome do paciente, para evitar a extensão excessiva da coluna lombar, e uma segunda almofada sob o tórax. Use um apoio ou uma toalha enrolada para levantar os tornozelos e apoiar os pés. Os braços podem repousar na maca de tratamento ou ficar dependurados confortavelmente na borda.
Técnica de deslizamento superficial

Deslizamento longitudinal
Efeitos e aplicações
■ Movimentos de deslizamento superficial leve são adotados para induzir o paciente ao relaxamento.

■ Esse tipo de manobra melhora o fluxo sistêmico do sangue e o fluxo linfático.

■ A circulação na musculatura das costas é estimulada.

■ As manobras de deslizamento superficial leve podem ser repetidas várias vezes. Podem ser aplicadas como um aquecimento para outras técnicas de massagem ou realizadas no término da sessão.

Postura do profissional
Posicione-se na postura de esgrimista, com um pé levemente para trás, mas alinhado com o outro. Essa posição permite que o profissional desloque o peso corporal para trás e para a frente.

Para realizar manobras de deslizamento nessa posição, você também precisa girar a parte superior do corpo. Lembre-se de que girar demais o tronco pode facilmente tensionar suas próprias costas. Uma alternativa é realizar a massagem na postura ereta (técnica descrita adiante).

Procedimento
Posicione as mãos na região lombossacral, com uma mão em cada lado da coluna. Faça contato com a palma e com os dedos de cada mão. Mantenha as mãos relaxadas durante toda a manobra; isso o ajuda a palpar e examinar os tecidos, bem como a monitorar a resposta do paciente.

Realize as manobras de deslizamento, com ambas as mãos, na direção cefálica (rumo à cabeça). Aplique pressão deslocando o peso corporal para a perna que está à frente (você também precisa flexionar o joelho) e acrescentando força por meio dos braços. Mova as mãos em ritmo constante, chegando à região torácica em cerca de 5 segundos; depois, separe as mãos, deslizando-as lateralmente na direção dos ombros. Posicione as mãos em concha e massageie em torno dos ombros, mantendo a pressão. Leve as mãos para baixo, nas bordas esquerda e direita do tronco, enquanto desloca o peso corporal para a perna traseira, para liberar a pressão. Realize a manobra para a crista ilíaca e termine na região central da parte inferior das costas. Repita toda a manobra várias vezes. Massageie os músculos próximos à coluna e, depois, afaste mais as mãos do centro, lateralmente, para massagear o grupo externo de músculos. Aplique pressão muito leve no início, em especial se deseja salientar o aspecto de relaxamento da manobra. A pressão leve também beneficia a circulação superficial (vascular e linfática). Aplique pressão mais forte para aumentar a circulação mais profunda e reduzir a rigidez na musculatura.



Técnica de deslizamento superficial

Deslizamento longitudinal alternativo I
Efeitos e aplicações
■ Os efeitos e as aplicações dessa manobra são os mesmos que do deslizamento longitudinal (já descrito).
Postura do profissional

Posicione-se na postura ereta, com os pés levemente separados e com o peso igualmente distribuído entre ambas as pernas. Na postura ereta, você pode realizar a massagem sem girar as costas. Contudo, exerce menos pressão com essa técnica do que com o deslizamento longitudinal (já descrito). Qualquer uma ou ambas as técnicas podem ser usadas, e a postura de t´ai chi pode ser adotada como alternativa para a posição ereta.

Procedimento
Comece a manobra na região lombossacral, com as mãos próximas uma da outra e posicionadas perpendicularmente à coluna. Aplique a manobra de deslizamento no lado ipsilateral da coluna, na direção cefálica (rumo à cabeça). Quando chegar à região torácica, continue a manobra com ambas as mãos sobre o ombro ipsilateral. Realize o deslizamento pela borda lateral do tronco até a crista ilíaca, depois deslize as mãos sobre o lado contralateral da região lombossacral. Faça manobras de

deslizamento no lado contralateral da coluna; mova as mãos na direção cefálica, depois sobre o ombro e rumo à região externa do tronco, chegando à crista ilíaca. Leve as mãos de volta ao lado ipsilateral da área lombar e repita a manobra. Desloque o peso corporal para o pé cefálico (mais próximo da cabeça), enquanto faz movimentos de deslizamento na direção do ombro, e para o outro pé enquanto realiza movimentos rumo à crista ilíaca. Enfatize a pressão ao mover-se na direção cefálica, reduzindo-a ao percorrer a direção oposta. As manobras de deslizamento para cima e para baixo nas costas devem durar cerca de 8 segundos.

Técnica de deslizamento superficial

Deslizamento em ziguezague
Efeitos e aplicações
■ Essa técnica, aplicada com muito pouca pressão, é particularmente relaxante.

■ É eficaz para aumentar a circulação para toda a região das costas.

■ A manobra também pode ser aplicada com um deslizamento mais pesado e realizada, portanto, como um movimento do tipo amassamento em todos os músculos das costas.

Postura do profissional



Posicione-se ao lado do paciente. Comece na postura ereta, com os pés levemente afastados e o peso corporal igualmente distribuído entre ambas as pernas. Você também pode adotar a postura de t'ai chi como posição alternativa, ou alterná-la com a postura ereta.

Procedimento
Coloque as mãos na parte inferior das costas, uma no lado ipsilateral e a outra no lado oposto da coluna. Aplique o deslizamento nas costas, fazendo as mãos passarem uma pela outra enquanto você as move para lados opostos, depois repita a manobra na direção contrária. Realize o deslizamento em ziguezague, um pouco mais para cima nas costas, sobrepondo-se à manobra anterior, e continue com esse padrão, subindo pelas costas. No alto das costas, estenda a manobra de deslizamento para os ombros e para a parte superior dos braços. Repita a série de manobras descendo pelas costas.

Desloque o peso corporal levemente para a perna cefálica mais próxima da cabeça), enquanto aplica o deslizamento nas costas. Você também pode flexionar o joelho suavemente se estiver na postura ereta. Enquanto desce com o deslizamento pelas costas, desloque o peso corporal para a outra perna.




O ritmo do deslizamento em ziguezague é razoavelmente lento e relaxante, durando cerca de 3-4 segundos para percorrer de um lado a outro; um ritmo mais intenso exercerá efeito estimulante, em vez de relaxante.

Técnica de deslizamento profundo

Deslizamento com reforço das mãos
Efeitos e aplicações
■ Os benefícios desses movimentos são semelhantes aos de outros métodos de deslizamento. Com esse método, contudo, é possível aplicar uma pressão mais forte. Isso invariavelmente é necessário para os músculos profundos das costas, para o alívio de qualquer tensão e para a melhora na circulação.

■ A pressão profunda também é usada para alongar a fáscia tensa e reduzir quaisquer nódulos.

■ Os músculos que mais se beneficiam dessa técnica são aqueles próximos à coluna, isto é, o grupo de músculos paravertebrais, bem como o rombóide e o trapézio em cada lado.

Postura do profissional




Posicione-se ao lado da maca de tratamento, permanecendo ereto e com os pés levemente afastados. Massageie o lado ipsilateral da coluna e, depois, contorne a maca de tratamento para trabalhar o outro lado. Para esse movimento, a cabeça do paciente é virada para o lado contrário ao lado que você está massageando (isto é, para o lado contralateral).

Procedimento


Coloque a mão mais medial no lado ipsilateral da coluna, com a borda ulnar da mão ao lado dos processos da coluna. Palpe e examine os tecidos com essa mão enquanto aplica o deslizamento. Exerça pressão com a mão mais lateral, cruzando-a sobre a mão mais mediai. Realize o deslizamento com ambas as mãos nessa posição, começando pela região lombar e movendo-as rumo à cabeça. Ajuste a pressão para adequar-se ao estado de tensão dos tecidos, aumentando a pressão em áreas rígidas e reduzindo-a onde há menos resistência.

Comece com o peso corporal igualmente distribuído entre ambas as pernas. Desloque o peso corporal para o pé cefálico enquanto realiza o deslizamento na mesma direção. Flexione o joelho da mesma perna enquanto desloca o peso corporal para a frente, a fim de conseguir um movimento mais fácil e exercer uma força perpendicular por meio do braço e da mão cefálicos. Quando chegar à região torácica, posicione a mão de baixo em concha suavemente, para massagear em torno do ombro, mantendo a pressão. Tendo massageado o ombro, alivie a pressão e, com as mãos ainda em cima uma da outra, faça movimentos leves de deslizamento para baixo, na região lateral do tronco. Durante essa manobra, distribua o peso corporal igualmente entre ambos os pés. Volte as mãos à região lombossacral e repita a manobra.




Técnica de deslizamento profundo

Deslizamento com o antebraço
Efeitos e aplicações
■ O deslizamento com o antebraço pode ser aplicado quando é necessário pressão profunda para aumentar a circulação local. É particularmente útil quando os músculos são bem desenvolvidos, como em atletas e pessoas mesomórficas. A pressão dessa manobra também é útil quando os músculos estão muito tensos ou contraídos.

■ Todos os músculos das costas podem beneficiar-se do deslizamento com o antebraço, em particular o grupo paravertebral.


Postura do profissional
Permaneça na postura de esgrimista, com os pés levemente afastados.

Gire o pé de trás lateralmente, de modo que ele fique quase perpendicular ao pé da frente e gire o tronco de modo a olhar em direção à cabeça do paciente. Comece a manobra com o peso corporal igualmente distribuído entre ambos os pés e posicione-se alinhado com a pelve do paciente.

Procedimento
Posicione o antebraço mais lateral na região lombossacral do paciente, sobre os músculos paravertebrais ipsilaterais. Com a outra mão, segure o antebraço pelo punho. Aplique o deslizamento com a região anterior do antebraço (a massa muscular do flexor superficial dos dedos). Realize o deslizamento com o antebraço na direção cefálica enquanto desloca o peso corporal para a perna frontal e flexiona o joelho; esse movimento ajuda a aumentar a pressão. Você também pode acrescentar pressão empurrando mais com a mão que está segurando o punho. Ajuste a pressão enquanto palpa os tecidos em busca de tensão. Evite qualquer peso ou movimento desnecessários com o cotovelo sobre as costelas e tome cuidado para não pressionar com o lado ulnar do antebraço. No nível da borda inferior da escapula, gire o úmero medialmente, de modo que o braço que massageia fique paralelo à coluna.

Continue o deslizamento na direção da cabeça, ao longo da área entre a coluna e a escapula. Para executar essa manobra, você talvez precise deslocar ainda mais seu peso para a perna da frente e levantar o calcanhar da perna traseira. Alivie a pressão enquanto se move para cima, no ombro, depois faça movimentos leves de deslizamento descendo para a região lombossacral. Ajuste o antebraço na região lombossacral novamente e repita a manobra. Massageie apenas o lado ipsilateral da coluna e depois vá para o outro lado da maca de tratamento para realizar o deslizamento no lado oposto.

Técnica de deslizamento superficial

Deslizamento de movimento invertido
Efeitos e aplicações
■ O benefício principal desse deslizamento superficial é o relaxamento. Por isso, ele pode ser aplicado em qualquer estágio da manobra de massagem nas costas. Em alguns casos, pode ser mais apropriado no início da sessão; entretanto, na maior parte das vezes, é realizado no final da seqüência de massagem nas costas ou entre outros movimentos.

■ Parte da manobra de massagem é aplicada na direção oposta do retorno venoso. Isso, contudo, não é prejudicial à circulação, que é apenas temporariamente negligenciada em benefício do relaxamento.

Postura do profissional

Permaneça na cabeceira da maca de tratamento; você pode adotar, para esse movimento, a postura de vaivém ou a inclinada. Selecione a que lhe permite curvar-se para a frente e alcançar as costas sem colocar tensão sobre seus próprios músculos. Para essa manobra, a cabeça do paciente não é girada e a face fica repousada sobre o suporte da maca apropriado ou, se não houver um, sobre uma toalha dobrada. Entretanto, se essas posições forem desconfortáveis, o paciente pode virar a cabeça para o lado.


Procedimento
Comece com as mãos na região torácica, uma em cada lado da coluna. Mantenha os dedos e o polegar fechados e unidos, apontando em direção contrária a você. Faça contato com a palma e com os dedos, aplicando pressão uniforme com toda a mão. Realize o deslizamento na direção caudal (na direção dos pés). Mova-se lentamente e deslize pelas costas do paciente sem colocar nenhuma tensão em seus próprios músculos. Quando chegar ao ponto mais longínquo, deslize as mãos para a borda lateral do tronco, com uma mão em cada lado (5.7a).

Continue a massagem deslizando as mãos ao longo da borda externa do tronco rumo aos ombros, com os dedos ainda apontando na direção caudal, mas com o polegar aberto, afastado dos demais (5.7b). Mova as mãos sobre o ombro e então para baixo, para a parte superior do braço, com os polegares deslizando pela borda lateral da parte superior do braço (5.7c). Gire as mãos e realize o deslizamento subindo pela parte superior do braço para os ombros, com os polegares agora deslizando sobre a borda mediai da parte superior do braço e com os dedos no lado externo (5.7d). Continue a manobra sobre cada ombro e para o pescoço. Aplique compressão suave nos tecidos entre as duas mãos e, depois, deslize-as e levante-as (5.7e). Coloque as mãos na região torácica novamente e repita a manobra.







TÉCNICAS DE MASSAGEM PARA A

REGIÃO GLÚTEA
A massagem na região glútea não precisa ser omitida, desde que seja eticamente aceitável para o paciente. Em alguns casos, a palpação dos músculos glúteos pode resultar em uma tensão espontânea do mesmo grupo muscular. Embora esta possa ser uma reação a algum distúrbio, como uma inflamação do nervo ciático, ela é, com mais freqüência, um mecanismo natural de defesa, que apenas cederá quando a ressoa perder a sensação de vulnerabilidade. A tensão também pode ser resultado de estados de ansiedade, alguns dos quais com implicações sexuais. Para a massagem na região glútea, portanto, deve-se ter esses fatores em mente e, conseqüentemente, a máxima consideração pelo paciente.
Técnica de deslizamento superficial

Deslizamento em ziguezague
Efeitos e aplicações
■ A massagem é particularmente útil para melhorar a circulação na região glútea.

■ Pode ser usada para relaxamento e combinada com o deslizamento em ziguezague nas costas.

Postura do profissional

Coloque-se em postura de t'ai chi, com o peso corporal igualmente distribuído entre ambas as pernas. Mantenha essa posição durante a manobra, mas gire o tronco para aplicar pressão. Enquanto gira o tronco, empurre levemente para o lado contralateral com uma mão e puxe a outra mão na sua direção. O paciente está deitado de bruços, como em outras técnicas para as costas. Descubra, com delicadeza, a área que será massa-geada e cubra as outras áreas com uma toalha.

Procedimento


Coloque uma mão na área glútea contralateral e a outra mão no lado ipsilateral. Aplique o deslizamento nas nádegas, fazendo as mãos passarem uma pela outra, enquanto você as movimenta para lados opostos, depois repita a manobra na direção contrária. Acrescente alguma pressão por meio do braço enquanto realiza o deslizamento a partir do lado ipsilateral para o centro; depois, reduza-a completamente enquanto move a mesma mão além da linha mediana, rumo ao lado contralateral. Aplique uma tração suave com o outro braço enquanto desliza a mão do lado contralateral para a linha mediana; depois, reduza completamente a pressão enquanto move a mão além da linha mediana e na direção do lado ipsilateral.

Desse modo, você comprime as nádegas levemente na direção da linha mediana enquanto aplica o deslizamento na mesma direção. A seguir, reduza a pressão enquanto faz ziguezague com as mãos e deslize-as da linha mediana para as bordas laterais; isso evita a separação das nádegas. Inverta a ação para que as mãos percorram a direção oposta, repetindo o deslizamento em cada nádega a partir da borda lateral na direção da linha mediana.

Técnica de deslizamento profundo

Deslizamento com os punhos, na crista ilíaca
Efeitos e aplicações
■ Esse deslizamento profundo é usado para aliviar a tensão nos músculos da região lombossacral e da região glútea superior.

■ Também pode ser usado para promover um alongamento transversal nos músculos e na fáscia.

■ Uma pressão considerável pode ser exercida com essa técnica; por isso, é útil quando o profissional trata de músculos bem desenvolvidos, por exemplo, em esportistas.

Postura do profissional



Coloque-se na postura ereta, com os pés levemente separados e o peso corporal igualmente distribuído. Posicione-se suficientemente perto da maca de tratamento para poder manter as costas razoavelmente retas e alcançar com conforto o lado ipsilateral da pelve.

Procedimento


Feche cada mão em punho. Feche os dedos e alinhe-os nas eminências tenar e hipotenar (Figura 5.9). Mantenha as articulações interfalangianas distais, de modo que os dedos fiquem retos e o punho não assuma a forma de um punho de "boxeador". Use as falanges proximais do punho para fazer deslizamento, evitando qualquer pressão com as juntas das articulações metacarpofalangianas ou com as juntas das articulações interfalangianas.

Coloque o punho cefálico na borda superior da crista ilíaca, próximo ao sacro. Posicione o punho caudal na borda inferior. Interligue as mãos colocando um polegar dentro da segunda mão em punho.




Mantenha o punho plano na superfície dos tecidos e aplique pressão por meio dos braços. Realize deslizamento ao longo da crista ilíaca com o punho cefálico correndo ao longo da borda superior da crista ilíaca e o punho caudal ao longo da borda inferior. Aplique a manobra a partir da área central em uma direção lateral, entre os músculos e a fáscia. Enquanto você se movimenta sobre os tecidos laterais, ajuste cada pulso de modo que o punho permaneça plano com a superfície cutânea; você não deve deixar que as articulações afundem nos tecidos. Quando alcançar as bordas externas da pelve, reduza a pressão e leve as mãos de volta para a área central, para repetir a manobra. Execute esse tratamento apenas no lado ipsilateral da coluna, depois vá para o outro lado da maca, para repetir a manobra no lado oposto.
Técnica de compressão

Compressão
Efeitos e aplicações
■ Essa manobra de compressão reduz a tensão e as contrações nos músculos glúteos.

■ Também é usada para alongar os músculos e a fáscia.

■ Um grau razoável de pressão pode ser exercido por essa técnica; por isso, pode ser aplicada como técnica alternativa para a manobra de amassamento.

Postura do profissional


Coloque-se ao lado da maca de tratamento, na postura ereta. Encoste-se à maca de tratamento e alcance a região glútea do paciente


no lado contra-lateral. Mantenha suas costas mais ou menos retas e não se incline demais para a frente.
Procedimento
Coloque as eminências tenar e hipotenar da mão caudal (mais próxima dos pés) na região glútea ipsilateral, próximo à linha mediana. Posicione os dedos da mesma mão no lado contralateral; use esse,arranjo para manter as nádegas unidas (Figura 5.11). Use a mão cefálica (mais próxima da cabeça) para aplicar o movimento de compressão, que é realizado em dois estágios. Primeiro, levante os tecidos com os dedos e, depois, aplique uma pressão com a região tenar e hipotenar da mão. Acrescente pressão pelo braço, inclinando-se para a frente. A ação de amassamento é obtida pela compressão dos tecidos entre a mão e os dedos, enquanto são girados lateralmente. Quando essa manobra estiver completa, solte os tecidos e repita o levantamento e a compressão.
Técnica de compressão

Amassamento
Efeitos e aplicações

■ O tecido adiposo está invariavelmente presente, em algum ,




grau, na região glútea. O amassamento é usado para ajudar a romper e a dispersar os nódulos de gordura.

■ A circulação para os músculos também é melhorada com essa manobra.

■ Essa técnica ajuda no relaxamento dos músculos da região glútea. Como já observado, pode ser uma tarefa difícil, uma vez que as pessoas contraem esses músculos.


Postura do profissional

Você pode realizar o amassamento na região glútea contralateral enquanto permanece na postura ereta. Encoste-se na maca de tratamento para apoiar seu peso e mantenha as costas retas enquanto alcança o outro lado.


Procedimento
Para essa técnica, use o polegar e a eminência tenar de uma mão contra a palma e os dedos da outra mão. Erga e comprima os músculos no lado contralateral com as mãos muito próximas e pressionando uma contra a outra deste modo. Uma forma alternativa é substituir o polegar pelas eminências tenar e lápotenar; isso pode ter melhor resultado quando os músculos são bem desenvolvidos.

Mantenha a compressão e retorça suavemente os tecidos em sentido horário, evitando beliscar a pele; depois solte a preensão e permita que as mãos deslizem sobre os tecidos. Repita o amassamento invertendo a posição das mãos, isto é, substitua o polegar pelos dedos em uma mão e vice-versa com a outra. Mantenha a compressão como antes e retorça suavemente no sentido anti-horário. Depois, solte a preensão e deixe as mãos deslizarem sobre os tecidos. Continue alternando a posição das mãos enquanto repete a técnica de amassamento algumas vezes.


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TÉCNICAS DE MASSAGEM PARA A REGIÃO LOMBOSSACRAL


Técnica de deslizamento profundo

Deslizamento com o polegar
Efeitos e aplicações
■ O deslizamento com o polegar aumenta a circulação dos músculos lombares.

■ A melhora na circulação tem o efeito adicional de reduzir a tensão e os nódulos.

■ A pressão profunda da técnica exerce efeito de alongamento sobre a fáscia lombar superficial e, até certo ponto, sobre a fáscia mais profunda.

■ Ela também ajuda a romper aderências (congestão fibrosa), que podem estar presentes em doenças como a osteoartrite e o lumbago.

■ Os músculos que tendem a se beneficiar do deslizamento com o polegar na região lombossacral incluem o iliocostal lombar, o longuíssimo do tórax, o espinhal do tórax e, se a pressão for suficientemente profunda, o multífido. Uma vez que a técnica é aplicada mais para cima nas costas, na direção da cabeça, outros músculos também são incluídos (ver Deslizamento com os punhos). Atenção particular deve ser direcionada às áreas de hipersensibilidade. A área sacral está propensa a edema (principalmente em mulheres), o que a torna sensível à palpação e Opressão. A região lombossacral também pode ser muito sensível, em especial perto dos processos da coluna. Isso pode ser decorrente de desalinhamentos da coluna vertebral, tensões nos tecidos moles, compressão da raiz nervosa, osteoartrite ou osteoporose. A pressão deve ser aplicada de modo gradual e ser logo interrompida se o paciente sentir muita dor.

Postura do profissional



Coloque-se na postura de vaivém, com um pé ligeiramente atrás do outro, mas voltado para a cabeça do paciente. Ajuste sua posição ainda mais girando o tronco de leve até encontrar um ângulo confortável. Posicione-se no nível da pelve do paciente e mantenha os braços fixos no cotovelo; isso permite que você aplique seu peso corporal no final da manobra. Se a postura for desconfortável, pode-se sentar na maca de tratamento.

Procedimento
Posicione as mãos na região lombar, de modo que os po-legares fiquem em cada lado da coluna. Aplique a manobra de deslizamento com ambos os polegares, movendo-se simultaneamente ao longo dos músculos paravertebrais, em cada lado da coluna, e exercendo igual pressão. A extensão de cada manobra é de cerca de 5 cm, e a direção é cefálica, com uma leve curva lateral. Você também pode deslizar as mãos para a frente com os polegares; isso evita uma tensão excessiva nas articulações metacarpofalangianas dos polegares. Entretanto, a pressão ainda é aplicada principalmente com a ponta de cada polegar.

Descarregue o peso de seu corpo para aumentar a pressão. Mantenha os cotovelos o mais reto que puder e incline-se um pouco para a frente, sem necessariamente flexionar o joelho frontal. Aplique a pressão de modo gradual e ajuste-a de acordo com a rigidez e com a resistência dos tecidos. Monitore também a resposta dos tecidos à manobra de deslizamento. Por exemplo, a tensão no tecido muscular pode aumentar se a pressão for aplicada muito rápida e profundamente. Concentrar o tratamento em uma só área pode provocar hipersensibilidade. Um indício de que os tecidos estão suficientemente tratados é a sensação de que os polegares "afundam". Esse "afundamento" dos tecidos, entretanto, não é obtido logo e, às vezes, não é absolutamente obtido. Destine cerca de 2 segundos para cada manobra e repita o deslizamento com o polegar várias vezes antes de tratar outra seção do grupo muscular. Aplique essa técnica nos músculos da região lombossacral; você também pode estendê-la para a região torácica, até a borda inferior da escápula.


Posição alternativa da mão


Um método alternativo para o deslizamento com o polegar é usar apenas um polegar no lado ipsilateral. Coloque a palma e os dedos da mão mais lateral na borda lateral do tronco e repouse o polegar próximo à coluna. Aplique pressão com o polegar enquanto desliza toda a mão cefálica. Realize manobras curtas e repita-as várias vezes em uma área antes de mover a mão mais para cima nas costas. Desloque seu peso corporal para a frente em cada movimento do polegar, a fim de acrescentar pressão no final da manobra. Essa técnica é demonstrada no Capítulo 2 (Figura 2.11).

Técnica de deslizamento profundo

Deslizamento com os punhos
Efeitos e aplicações
■ O deslizamento realizado com os punhos é aplicado em músculos bem desenvolvidos ou muito rígidos, como os da área lombar. A técnica pode ser executada nessa região como método alternativo para o deslizamento com o polegar, ou em acréscimo a esta.

■ A circulação dos músculos mais profundos e da fáscia é melhorada com a técnica.

■ Uma vez que as manobras de deslizamento realizadas com os punhos exercem uma pressão considerável, é necessário atenção particular para a área dos rins, que deve ser evitada. Músculos atrofiados ou musculatura pouco desenvolvida também são contra-indicações para essa manobra.

■ Fáscia contraída e tecido fibrótico são alongados por essa técnica. Esses incluem as seguintes estruturas:




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