IntroduçÃO



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, onde tudo é possível. É dele, da passagem por ele, que emergimos como terceiros-instruídos. "O observador de fora facilmente acredita que aquele que muda está passando de um domínio para outro. O corpo que atravessa aprende certamente um segundo mundo, aquele para o qual se dirige onde se fala outra língua. Mas ele se inicia sobretudo num terceiro, pelo qual transita" ( p.12).

O mestiço, o terceiro-instruído é, portanto, um ser múltiplo, transformado pelas experiências de passagem, do passar pela experiência passo a passo. Passou de um lugar a outro, tornando-se duplo. Viveu o processo, tornando-se triplo. Passando pelo centro desterritorializante, onde as referências não são possíveis porque são todas, onde tanto faz se é em cima ou embaixo, à direita ou à esquerda, tornou-se múltiplo. Mas isso ainda não é tudo.

"Pensava que ele estivesse convertido, invertido, virado do avesso, transtornado? Sim. Mais ainda: universal. Sobre o eixo móvel do rio e do corpo, estremece, comovida, a nascente do sentido." (p.14).

Da travessia emergimos terceiros-instruídos, universais com o sentido de abertos ao infinito: "Universal significa: aquilo que, embora sendo único, verte em todos os sentidos. O infinito entra no corpo de quem, por muito tempo, atravessa um rio perigoso e largo o bastante para oferecer estas paragens distantes onde, seja qual for a direção que se adote ou se decida, a referência permanece indiferentemente afastada." (p.14).

Para o lugar mestiço partimos de onde habitamos. Ele mesmo, porém, não pode ser habitado. Ele é o próprio deslocar-se. Por ele passamos ao empreendermos a viagem de um porto seguro a um outro que apenas vislumbramos. A ele se dirigem os que, viajantes, saem "do ventre da mãe, do berço, da sombra oferecida pela casa do pai e pelas paisagens juvenis" (p.15). Aprender, assim, depende de desalojarmo-nos, de partirmos num empreendimento que impõe "um dilaceramento que arranca uma parte do corpo à parte que permanece aderente à margem do nascimento, à vizinhança do parentesco, à casa e à aldeia dos usuários, à cultura da língua e à rigidez dos hábitos." (p.14).

Aprender é também abrir-se irreversívelmente ao outro, numa exposição pela qual nunca mais somos os mesmos. É deixar-se conduzir por outros, os instrutores, "que conhecem o lugar para onde levam o iniciado, que ainda o ignora mas a seu tempo o descobrirá. Este espaço existe, terra, cidade, língua, gesto ou teorema. A viagem é para lá. ... o jogo da pedagogia não é jogado a dois, viajante e destino, mas a três. O lugar mestiço intervém aí como soleira da passagem. Ora, quase sempre, nem o aluno nem o iniciador conhecem o lugar e o uso dessa porta." (p.15-6).

O aprendizado, assim, acontece pela passagem pelo lugar mestiço, no desalojamento a partir da origem, do conhecido, para o a-conhecer. Sempre escorregadio, o lugar mestiço, mais do que posição e oposição, constitui-se em exposição: "...aquele que conhece, pensa ou inventa logo se torna um passante mestiço. Nem posto nem oposto, incessantemente exposto." (p.20).

Definido como a passagem pela multiplicidade das possibilidades, pela passageira falta de referência, o aprendizado pelo trânsito no escorregadio exige a um só tempo suspensão e atenção: a suspensão momentânea e imóvel diante das possibilidades de sentido. Não a suspensão petrificada, estática, mas aquela atenta, disponível para por-se em movimento: "Mude de direção, você será forçado à atenção." (p.34).

Concebido como o vazio de sentido de onde todos os sentidos emergem, o centro é o fundo sem fundo, o "fundamento último que nada fundamenta" (p.36). Inabitável, constitui-se como fenda da qual partimos impulsionados pelos sentidos que partem dele, após um momento de suspensão em um equilíbrio imóvel.

Feliz confluência do conjunto das idéias apresentadas anteriormente, as posições de Serres são a tradução mais fiel do processo vivenciado na Oficina de Criatividade. Em princípio contrariados em suas rotinas, os estagiários são conduzidos à quebra dos hábitos, à experiência visceralmente vivida de abrir-se ao outro, de permanecer em suspensão na atenção.

Exemplos disso não faltam. Podemos incluir aí o que já foi apresentado, e outras coisas, como se segue.

Diante da solicitação, mais uma exigência que um pedido, de lançarem-se ao mundo em busca das infinitas formas de existência, evidenciam o quanto a experiência contraria seus hábitos. Procuram apoio no conhecido, no instrutor que poderia apontar-lhes o caminho das pedras, e que ao invés de fazê-lo, enfatiza o valor de passar pela experiência extraindo dela seu critérios pessoais.

A11 - Eu estou sentindo um pouco de falta... não sei se eu entendi mal... que você disse, no primeiro dia de aula... eu sinto falta de um texto, que a gente possa se basear num texto... quando a gente vai assistir um filme, ou uma exposição...

S1 - Basear num texto, ter um texto como critério prá essas coisas...não. Mesmo discutir... não sei se dá prá falar em discutir. Só se for uma discussão bem light, porque eu e a S2 temos uma posição bem clara quanto a isso... de você pegar uma obra qualquer... que te desvela uma perspectiva, e reduzi-la a um nível... verbal... Não, racional. Pensar... o que que o cara quis dizer com aquilo. A gente tem uma perspectiva mais de que ou a obra tem um impacto sobre você, ou não tem o que eu possa argumentar para que tenha... ele pode no máximo se clarificado... Não dá prá criar o impacto.

A11 - Mas é o que o A3 falou. É a rigidez de só querer a teoria. A gente quer sempre a teoria. E de repente, a gente vai ver, e é aquilo lá. Sem... nome... sei lá.

S1 - Mas é isso mesmo! A nossa idéia é essa mesma... por isso a gente pede essas horas de estágio fora... de expor vocês à maior variedade possível de experiências desse tipo... para que elas possam... ressoar internamente ou não. E os textos... tem que funcionar um pouco do mesmo jeito. Eles valem enquanto são... metafóricos. Porque vocês estão vendo... a gente não manda ler um texto de 300 páginas. Eles são... como fotografias, como instantâneos de algumas situações. E não tem também uma interpretação só... possível. É uma forma de exposição a eles... como a que a gente quer com as atividades artísticas. Que você entre em contato... e que você elabore o que ele quis dizer prá você. Ou a intersecção entre as duas impressões. Quer dizer, você foi lá... viu alguma coisa. Pode pegar um texto que te dê uma impressão. Então é trabalhar como se dá essa intersecção... das impressões. Fazer uma discussão racional, exaustiva... não dá, não adianta.

A6 - Mesmo porque se a gente ler o texto antes... sei lá, e vai fazer alguma coisa... já vai preparado, e não é legal.

A11 - Eu entendi. Mas eu falei isso... porque eu não tenho esse hábito... por exemplo, de ir a uma exposição de arte. Outro dia, eu fui sozinha, e foi uma coisa assim, super diferente o que aconteceu. Eu peguei o metrô, fui até o MASP, tal... E a sensação que eu saí de casa é que só ia ter eu no MASP. De repente, tava cheio. E eu pensei, nossa a que ponto que eu cheguei! Porque isso não faz parte da tua vida. Foi uma coisa que estimulou. Porque a gente tá só preso em ler, que foi o que a gente fez na faculdade. E a gente tem uma posição muito rígida, de só fazer aquilo que a gente tá acostumado, e de repente você não dá abertura prás outras coisas. E eu senti falta assim, de uma de vocês duas, de estar do meu lado explicando... não sei... Talvez eu é que devia ir lá e pegar alguns livros e ver o que é... cubismo, porque eu não sabia NADA! E talvez se tivesse uma pessoa que fosse explicando, ia ser mais fácil.

S2 - Mas é o que a gente tá falando. Você ter cultura, conhecer um pouco de história da arte... é legal. Mas não é bem isso que a gente pretende. O que a gente quer é se ater ao caráter transformador que a arte tem. E você pode ir ver... uma instalação, por exemplo, e voltar prá casa transtornado. Não é uma coisa só de achar lindo. Você pode ficar uma semana pensando sobre porque as pessoas estão se juntando prá ver... achando interessante uma coisa que... prá você, não faz sentido nenhum, ou que até te dá raiva. Então, independente de se gostar ou não, há ali uma manifestação cultural que tem um efeito. Você olha e aquilo tem um efeito sobre você.

A3 - É, mexe. Tem mexido.


Experiência semelhante de ruptura com o habitual é o pedido para que tragam de casa coisas como comida, argila ou material para desenho e colagem.

A13 - É incrível porque se cria todo um ritual. Quando você sai dos seus hábitos. Por exemplo, eu comecei a lavar essas verduras ontem. A minha tia começou a achar muito estranho, eu lavar as verduras prá eu vir prá escola. Eu achei estranho. Eu achei muito estranho esse negócio de ter que trazer verdura prá cá. Eu achei muito estranho, saiu fora... do meu hábito, né. Eu cheguei, e em vez de fazer o que eu estou acostumado...

S1 - Foi lavar verdura.

A13 - É. Fui lavar verdura.

S1 - É legal você dizer isso porque é nossa intenção, mesmo... afetar a vida de vocês. E não só aqui dentro, fora também. O que a gente quer é que isso de achar estranho, de fazer o que parece estranho... se estenda... prá fora daqui. Na minha cabeça fica assim: do mesmo jeito que vocês têm que mudar a rotina, para fazer caber as atividades extra que nós pedimos, tem que criar espaço prá lavar verdura.

A13 - É interessante o que isso provoca nas pessoas. Você precisava ter visto o que isso provocou na minha tia!

S1 - É. Mas não só nas pessoas de fora, porque você também achou estranho.
Deixar-se contrariar faz parte também na atividade com a massa, onde o limite é imposto pelos demais e pela restrição ao falar habitual. Aí podemos observar a contrariedade, com muita clareza, e também a possibilidade de generalização do aprendido para o contexto do atendimento que estão iniciando.

A13 - Bom, eu achei muito estranho, né, porque prá mim, eu ia fazer uma coisa muito abstrata, muito sem sentido. Eu pensei, de repente tá ficando muito concreto mesmo. Eu ia fazer uma nota musical, daqui a pouco vem uma flor, vem uns copos ! Não tem nada a ver. Então eu peguei, estraguei, amassei tudo (não era permitido fazer isso), e pus mais farinha. Eu queria que a coisa fosse... para um outro lado, e depois tinha sol, tinha florzinha, e eu fui fazendo. Depois a (?) começou a fazer também... E também que a massa não para. Você quer fazer... e ela não para. Então fica mais difícil ainda, né. Mas não sei, achei legal, embora não seja o que eu queria, né. Mas isso não tem nada a ver. O que eu achei legal foi que, no fim houve comunicação, não do jeito... mas deu prá fazer alguma coisa. Eu não sabia que ia dar nisso. Mas ficou legal.

A10- E ficar sem falar?

A12- Normal.

A10 - Normal? É? Pois eu acho que parece que é normal, mas que não é normal. Porque a gente tá tentando falar o tempo todo. Nem que seja... hummm!, alguma coisa a gente sempre tá tentanto falar. Sem perceber até, sabe? Pode parecer que é normal, sabe, mas é uma grande dificuldade. Porque todo mundo... eu percebi que todo mundo...

? - ...deu um sinal...

A10 - É. Deu um sinal.

?- É. Não verbal, mas deu um sinal.

A11 - Eu tive dificuldade para trabalhar com massa. Eu não sabia, não tinha nenhuma idéia. Ficava olhando o de todo mundo, pensando em uma idéia prá fazer e... encaixar... no todo. Mas aí não vinha idéia... não gosto, não dava...

S1- Sei...

A11 - Aí eu fiquei olhando... e tava mais prá natureza... mas não adiantou. Eu achei a massa mole, não tava ajudando. Eu tenho muita dificuldade prá trabalhar com a massa. E tinha as coisas que não podia. Ela colocou uma reta, e depois uma paralela. E a A5 foi lá e dobrou. Eu tive vontade de dizer: ó, A5, não pode... não pode mexer. Que ela podia colocar uma outra coisa e não mexer com o que estava lá. Mas aí eu olhei, e ela continuou fazendo. Aí eu deixei, mas isso me incomodou muito.

S1- Te incomodou. Mas você não fez nada.

A11- Me incomodou. Mas daí eu olhei prá ela...depois eu percebi... que houve uma espécie de rejeição... posso estar errada, não sei se fui só eu que percebi... uma espécie de rejeição porque ela fazia isso, prá ela não fazer.

A2- Eu também vi acontecer isso. Não foi comigo, mas eu pensei: Ó... me incomodou.

S1- Um incômodo sobre as regras... sobre não cumprirem as regras.

A2- É, sobre não cumprirem as regras.

?- O A3 pôs uma tampinha, e a De fez a cestinha, uma cestinha com alcinha, e eu fiz a cerejinha com estas fitinhas...

?- (indignada) E o A3 foi lá e TAMPOU! Tampou o que eu tinha feito.

S1- E você não gostou disso.

A10- (tentando arrumar uma justificativa) Eu acho que era... cadê o A3? Eu acho que o cabo tava saindo, aí foi a solução que você encontrou. O cabo tava saindo e ele não sabia o que que era mais. E ele pensou, que bom, ter colocado a tampa.

A3- (irritado) Minha idéia não foi com relação ao cabo. Foi por um fim nessa idéia dessa cesta!

S1- (Muito aliviada, porque também já estava ficando irritada com tantos diminutivos, e cestinhas, e florzinhas e cabinhos) É! Como se a gente olhasse e pedisse: chega de cestinha, cestinha NÃO!

A3- É mesmo. É como se ela esperasse por uma tampa. Vamos encerrar, vamos por uma tampa.

A4- Mas é que foi tããão pedido isso: que não se comunicasse...

S1- Mas não se comunicar verbalmente não quer dizer obrigatoriamente faça só o seu. Tem muitos outros jeitos de a gente perceber o que o outro está precisando, de aprender sobre ele.

A2- É, porque eu posso ter as idéias... mas será que tem o mesmo significado do outro?

S1- Pois é! E verbalmente, muitas vezes, a gente acha que sabe o que é, a gente tem a pretensão de ter certeza do que se trata. O que fica faltando? O que a gente retira, quando retira a possibilidade de conversar sobre o que está fazendo? Você tira a capacidade de antecipar o efeito que a sua intervenção vai ter sobre o outro. Os projetos nos quais nós nos envolvemos com os outros dependem em parte disso. O que é projetar junto? Projetar é poder combinar, antecipadamente, os efeitos que a tua ação vai ter. Então a gente combina, ainda que implicitamente, que um vai até aqui, mas o outro também vem até um certo ponto. O que fica difícil é que nós estejamos atentos a esses combinados quando eles não estão explícitos, ditos. Se você não pode falar, você está solto dentro da ação. Não há como fazer os ajustes, como se certificar de que era aquilo mesmo que era prá fazer, o que o outro esperava. Não tem como fazer esses acertos, quando eles começam a não dar certo. E eles fazem parte do nosso cotidiano. Só que a gente não percebe. Precisa tirar a possibilidade de falar, mesmo que por pouco tempo, para que estas coisas apareçam.

A10- O que você tá falando tá me lembrando... acho que todo mundo leu aquele livro "A arte cavalheiresca do arqueiro zen". O que ele fala é que tem as normas. Mas que se você fica se prendendo muito a elas, a coisa não acontece. Se você deixar fluir... quer dizer, aqui não tinha comunicação, falar não, vamos fazer isso, vamos fazer aquilo? Foi tirada a norma. Não dava prá verbalizar as regras: você faz isso, eu faço aquilo. Mas tava subentendido isso, perceber...que se você tá aberta prá perceber, a coisa pode acontecer. E eu fiquei pensando também no trabalho terapêutico. Atendendo o paciente. Você não tá só ligada no verbal, no que ele fala...tem o corporal... tem... o não falado também. Tem um monte de outras coisas que podem tar acontecendo.

S1- É legal isso que você falou porque qual é um pressuposto do nosso lado, quando a gente tá atendendo? É que a gente tem que ser capaz de oferecer abertura suficiente, o máximo de abertura possível, prá aquilo que o outro pode ser lá dentro. Se você já chega cheio de regra sobre o que tem que oferecer... vamos pensar no que vocês mesmos falam... que conta a sessão para o supervisor, e ele aponta todas as bobagens que você fez. Pronto! Você vai de novo, pronto prá remediar tudo de errado que fez. Não adianta nada. O cara chega e fala de outro assunto.

A10 - É.


S1- Não é? O outro vai ser lá dentro aquilo que ele quer... se você deixar! Porque a gente tem sempre um... traçado... para entender o que se passa. Mas ele não pode se impor. Ele tem que estar lá sutilmente, apenas orientando... para que possam surgir coisas novas, surpreendentes... inesperadas. Imaginem a gente entrar para uma sessão de terapia com tudo combinado. Não vai acontecer nada, e não precisava nem ter acontecido, porque ninguém se transforma.

A10- E é uma criação... dos dois, né?

S1- É.

A10- Nossa e do paciente.



S1- É.

A10- Nesse trabalho, ficou como o que eu trago sozinha e o paciente traz sozinho.

S1- E põe ali na mesa.

S2- E é importante, muitas vezes, não se falar sobre. Se prá cada fala ou ação do outro você tem uma resposta, você não está deixando ninguém seguir em frente nas próprias divagações. Nós lidamos muito mal com a falta das palavras. Não precisa nem ser com paciente. Você está com alguém com quem tem liberdade. Você ficar em silêncio e estar junto é dificílimo.

A3- É. Aí sufoca o sujeito.

S2- O silêncio parece uma falta de alguma coisa. Não um estado de coisas. Mas ele é uma possibilidade.



S1- E isso que nós fizemos é uma simulação disso. Você tá lá com outra pessoa, e ela põe a massinha dela. E vai pondo. Aí você acha que entendeu alguma coisa, você vem e põe a sua. Ou você quer por a sua, simplesmente. E aí se vê o que acontece, e como se pode continuar daí. Pode ser que não tenha nada a ver. Como o cinzeiro, que a A6 percebeu que estava completamente fora. E vai seguindo assim. Com os ajustes necessários, com a capacidade de perceber: o que que é que eu posso estar entendendo errado nessa situação, prá por uma coisa tão fora de contexto.


1Cf. Lévinas, em Totalité et infini, Paris: Kluwer Academic, 1992.

2É importante assinalar que a união do referencial heideggeriano com os conceitos apresentados por Lévinas pode, conforme o ponto de vista, ser considerada uma junção inadequada, na medida em que para o último a ontologia estaria, ela também, impregnada pela metafísica. Apesar disso, considero que suas posições podem ser tomadas como complementares às heideggerianas, mais do que como opostas.

3Termo empregado pela primeira vez por uma aluna na avaliação que fez do curso, e que tomo emprestado exatamente por sua pertinência.

4Sobre o lugar mestiço, reproduzo aqui mais uma nota da tradutora (p.16): "No original, tierce place. O tiers-point, em arquitetura, é o ponto de intercessão de dois arcos; em perspectiva, é o ponto arbitrário para onde convergem as diagonais. O sentido de tierce place, portanto, é de lugar das intersecções, das misturas, das mestiçagens."




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