História do grito atualizado setembro/2017



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HISTÓRIA DO GRITO atualizado setembro/2017

A proposta do Grito dos/as Excluídos/as surgiu em reunião das Pastorais Sociais, em outubro de 1994, quando avaliavam o processo da 2ª Semana Social Brasileira, que aconteceu nos anos de 1993/1994, promovida pela CNBB – Setor Pastoral Social e teve como tema: “Brasil, Alternativas e Protagonistas”, inspirada no tema da Campanha da Fraternidade de 1995: “Fraternidade e os Excluídos” e o lema “Eras tu, Senhor”, tendo como pano de fundo as comemorações do dia da “independência” do Brasil, 07 de setembro.

O 1º Grito dos/as Excluídos/as foi realizado em pelo menos 170 localidades, em setembro de 1995, trazendo como lema: “A Vida em primeiro lugar”.

A partir de 1996, o Grito foi assumido pela CNBB que o aprovou em sua Assembleia Geral, como parte do PRNM (Projeto Rumo ao Novo Milênio doc. 56 nº 129). O Grito é promovido pelas Pastorais Sociais, mas desde o início conta com vários parceiros ligados às demais Igrejas, aos movimentos sociais, entidades e organizações.


O que é

O Grito dos Excluídos é uma manifestação popular carregada de simbolismo, é um espaço de animação e profecia, sempre aberto e plural de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos.

O Grito é uma descoberta, uma vez que agentes e lideranças apenas abrem um canal para que o Grito sufocado venha a público.

O Grito brota do chão e encontra em seus organizadores suficiente sensibilidade para dar-lhe forma e visibilidade. O Grito não tem um “dono”, não é da Igreja, do Sindicato, da Pastoral; não se caracteriza por discursos de lideranças, nem pela centralização dos seus atos; o ecumenismo é vivido na prática das lutas, pois entendemos que os momentos e celebrações ecumênicas são importantes para fortalecer o compromisso.


Marcas do Grito

O Grito trouxe inovações à mobilização social. A Criatividade, a Metodologia e o Protagonismo dos Excluídos são marcas do Grito.


Metodologia
O Grito privilegia a participação ampla, aberta e plural. Os mais diferentes atores e sujeitos sociais se unem numa causa comum, sem deixar de lado sua especificidade.
Criatividade/Ousadia
O Grito tem a cada ano, um lema nacional, que pode ser trabalhado regionalmente, a partir da conjuntura e da cultura local. As manifestações são múltiplas e variadas, de acordo com a criatividade dos envolvidos: caminhadas, desfiles, celebrações especiais, romarias, atos públicos, procissão, pré-Gritos, cursos, seminários, palestras…
Protagonismo dos Excluídos

É fundamental que os próprios excluídos assumam a direção do Grito em todas as fases – preparação, realização e continuidade, o que ainda é um horizonte a ser alcançado.


Parcerias
O Grito foi concebido para ser um processo de construção coletiva.

Hoje compõem a Coordenação Nacional: Comissão 8 da CNBB, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Cáritas Brasileira (CB), Central dos Movimentos Populares (CMP), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Pastoral Operária (PO), Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Rede Jubileu Sul Brasil, Grito Continental, Juventude Operária Católica (JOC), Pastoral Afro Brasileira, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Pastoral da Mulher Marginalizada (PMM), Rede Rua, Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP), Pastoral da Juventude (PJ), Pastoral Carcerária (PCR) e continua aberto a quem quiser comprometer-se com o Grito.


Por que o 7 de setembro

Desde 1995, o Grito dos Excluídos realiza-se no dia 7 de setembro. É o dia da comemoração da independência do Brasil. Nada melhor do que esta data para refletir sobre a soberania nacional, que é o eixo central das mobilizações do Grito.

Nesta perspectiva, o Grito se propõe a superar um patriotismo passivo em vista de uma cidadania ativa e de participação, colaborando na construção de uma nova sociedade, justa, solidária, plural e fraterna. O Dia da Pátria, além de um dia de festa e celebração, vai se tornando também em um dia de consciência política de luta por uma nova ordem nacional e mundial. É um dia de sair às ruas, comemorar, refletir, reivindicar e lutar. O Grito é um processo, que compreende um tempo de preparação e pré-mobilização, seguido de compromissos concretos que dão continuidade às atividades.
O Grito dos/as Excluídos/as não se limita às ações do dia 07 de setembro, mas é um processo que acontece antes, durante e depois de setembro. Esse processo de reflexão mobilizações acontece por meio de reuniões, lutas específicas do dia a dia, debates, formação de lideranças que ocorrem durante o ano e tem seu tempo mais forte no mês de setembro.

Sugestões de como organizar o Grito

– Reunir ou criar uma equipe animadora e ou organizadora que chame as reuniões, encontros de preparação, tanto local como estadual, garantindo a participação dos/as excluídos/as;

– Trabalhar a organização do Grito dos/as Excluídos/as articulada com os movimentos e as lutas do dia a dia, garantindo a criatividade no antes, durante e no depois do 7/9;

– Realizar uma coletiva de imprensa para divulgar o Grito;

– Escolher um símbolo que represente o lema do Grito.

- Priorizar uma linguagem criativa e simbólica (musica, teatro, poesia, redação, exposições, feiras, etc.).



Estrutura organizativa

O Grito dos/as Excluídos/as conta com uma Coordenação Nacional, Secretaria Nacional, Coordenações locais e estaduais. O diferencial é a rede de articuladores/as e voluntários/as espalhados/as pelos rincões do Brasil, que ajudam animar o processo de construção do Grito.

O Grito dos/as Excluídos/as tem uma organização diferente, não tem personalidade jurídica própria, não tem sede própria, nem funcionários. O trabalho é desenvolvimento em parceria e conta com voluntários e militantes, o que representa uma das riquezas do Grito. A Secretaria Nacional funciona na sede do SPM – Serviço Pastoral dos Migrantes. Para efeitos de prestação de contas, uma das entidades que fazem parte da coordenação nacional responde como pessoa jurídica.

Dica

Para que de fato o Grito seja dos/as excluídos/as, um dos desafios que se coloca é quanto à linguagem que deve ser menos de textos e discursos e mais de imagens, místicas, atividades culturais, onde todas as pessoas sejam capazes e participem do processo de construção, antes, durante e após o Grito. Ou seja, dos pré-Gritos, do Grito e do pós-Grito. E que os gritos levados para as ruas e praças se tornem pauta de reivindicações junto aos poderes locais.

Nos últimos anos também temos utilizado as rodas de conversa para formação e organização do grito ai na sua cidade.

Objetivo Geral
VALORIZAR a vida e anunciar a esperança de um mundo melhor, construindo ações a fim de fortalecer e mobilizar a classe trabalhadora nas lutas populares.

Denunciar a estrutura opressiva e excludente da sociedade e do sistema neoliberal que nega a vida e quer nos impedir de sonhar.



Objetivos Específicos
DEFENDER a vida dos/as excluídos/as, assegurar os seus direitos, voz e lugar. Construir relações igualitárias que respeitem a diversidade de gênero, cultural, racial, religiosa e sejam esperança para juntas e juntos lutarmos por outro mundo possível.
CONSTRUIR espaços e ações organizadas politicamente a fim de fortalecer e mobilizar o povo a lutar por um projeto de sociedade mais igualitária e fraterna que valorize a vida, a distribuição de terra, renda e bens para todos;
DENUNCIAR as estruturas opressoras da sociedade, as injustiças cometidas pelo modelo econômico neoliberal, a concentração de renda, a criminalização dos movimentos, dos defensores e defensoras dos direitos humanos e das lutas populares;
OCUPAR os espaços públicos e exigir do Estado a garantia do acesso e a universalização dos direitos básicos como educação, segurança pública, saúde, transporte, alimentação saudável, saneamento básico, moradia. Lutar contra a privatização dos recursos naturais e contra as reformas que retiram direitos dos trabalhadores;
COBRAR dos governantes uma auditoria integral da dívida pública (interna e externa) que consome aproximadamente 45% do nosso dinheiro (orçamento federal) pagando juros e amortizações aos especuladores.

EIXOS DO GRITO 2017

1- DEMOCRATIZAR A COMUNICAÇÃO
Na era da informação quem detém a mídia tem poder sobre a opinião das pessoas. A comunicação é um bem público que o Estado concede o direito de operar, só que no Brasil essa operação atende a interesses particulares, dos endinheirados que só visam o lucro.

Existe um oligopólio familiar dos canais de televisão, rádios, jornais, revistas, portais de internet, que dificultam a entrada de outros canais que poderiam trazer pautas alinhadas com o interesse público. Somente com a regulamentação da mídia será possível falar em diversidade da informação e, deste modo, caminhar para uma sociedade mais democrática.

Denunciamos esse modelo de mídia e comunicação e exigimos a sua regulamentação, assim como um processo transparente de democratização da informação em nosso país!
2 - DIREITOS BÁSICOS

O Brasil “democrático” foi construído com um desejo impetuoso das elites de dominar, acumular e lucrar mais e mais à custa do povo. É um Brasil que desrespeita os direitos fundamentais: à vida, à dignidade, a ter direitos. Nossa história é marcada pela violência e dominação através da guerra e extermínio dos povos originários (indígenas, negros e quilombolas), dos pobres, das mulheres e da juventude. Este sistema não nos suporta, não suporta os povos, os direitos. O acesso, ampliação e universalização dos direitos fundamentais conquistados e garantidos na Constituição Federal de 1988, e que não foram plenamente implementados e universalizados, hoje estão sendo ameaçados.

A elite brasileira nunca aceitou esses direitos e conseguiu, com o apoio da mídia conservadora, realizar um golpe “democrático” no Brasil, em 2016, e estabelecer uma agenda de retrocessos nos direitos da classe trabalhadora.

Em nome da crise econômica, o governo golpista de Michel Temer está fundamentando a redução e a negação de direitos básicos, com o corte dos investimentos sociais, beneficiando ao sistema financeiro transnacional.

Estamos no meio de um ataque aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras: congelamento dos investimentos por 20 anos, reformas da previdência e trabalhista que abrem um leque para privatizações dos serviços básicos. Assim, privilegiando as empresas que vão operar estes serviços, em um verdadeiro assalto aos direitos sociais.

Vamos nos juntar e fortalecer a luta e a resistência contra qualquer retrocesso e ameaça aos nossos direitos (saúde, educação, aposentadoria, terra, água, salário maternidade, transporte, etc.). Nenhum direito a menos! Por isso, a rua é o nosso lugar!


3 - ESTADO FOMENTADOR DE VIOLÊNCIA

A política do Estado mínimo imposta pelo sistema capitalista neoliberal busca a acumulação de capital, em detrimento das políticas sociais, cuja implementação, muitas vezes, fica a cargo de terceiros. Prática que fomenta as várias situações de violência.

A primeira refere-se ao descaso com a qualidade dos serviços oferecidos (água, saneamento, educação, saúde, transporte, dentre outros), por vezes terceirizados e precarizados. Uma segunda forma é quando o Estado destrói nossos territórios, degrada e mata, gera violência e criminaliza as lutas e os lutadores/as, como no desastre de Mariana. A terceira situação de violência é a criação de formas de acabar com as poucas leis ou mecanismos específicos de proteção: Estatuto da Criança e do Adolescente, do Idoso; Lei Maria da Penha, políticas afirmativas, que indicam claramente as desigualdades sociais e vulnerabilidades existentes, numa espécie de “epidemia de indiferença”, com a cumplicidade do Estado.

A violência é justificada como forma para o Estado funcionar, ela é “silenciosa” e seletiva com os setores vulneráveis da sociedade a fim de contê-los. O sistema capitalista exclui a juventude negra, pobre e da periferia, degrada o meio ambiente e mata negros, mulheres, índios, quilombolas, LGBT(s) e não nos suporta!


4 - QUE PROJETO DE PAÍS DESEJAMOS? QUE ESTADO QUEREMOS?

O Estado sempre foi assediado e disputado pelo capital como instância que lhe garante acessos, facilidades e proteção. A corrupção não é uma novidade, nem no Brasil, nem em lugar algum do mundo, ela faz parte do sistema e o mantém. Portanto, devemos

nos desvencilhar desta armadilha que foi montada sobre a corrupção e de processos eleitorais, e refletir sobre: Que Estado queremos? Que país desejamos? Certamente, uma nação que sustente um projeto comum, que garanta o crescimento econômico, não dos grandes empresários, das instituições milionárias, mas sim dos trabalhadores. Com distribuição de renda de forma igualitária, garantia de fato dos direitos a todos e todas, especialmente os/as mais vulneráveis e excluídos/das. Um Estado que olhe com atenção aos pequenos/as produtores, à agricultura familiar, à indústria nacional, à educação pública, gratuita e de qualidade. Que fortaleça, promova e universalize o SUS, desenvolva a pesquisa e a ciência; facilite o acesso à cultura, à habitação, à terra, ao trabalho, à alimentação. Um Estado que preste atenção às populações que vivem na e da floresta. Um Estado alicerçado na garantia e acesso aos direitos e comprometido com o povo e a vida. Um Estado soberano, não a serviço de interesses estrangeiros.
5 - PARTICIPAÇÃO POLÍTICA É EMANCIPAÇÃO POPULAR

Sob um governo golpista e ilegítimo, as experiências coletivas estão em xeque. O trabalho de base e a formação de coletivos de luta e resistência, nos mais diferentes recantos de nosso país, rompem com esse novo padrão que tentam nos impor.

Reconstruímos o país com as Diretas Já, elaboramos uma avançada Constituição Cidadã, conquistamos vários direitos que hoje estão ameaçados. Isso indica que não há um modelo pronto. A juventude que ocupou as escolas nos desafia a repensar o método, a pedagogia do trabalho de base e, principalmente, retomar com nova linguagem, novo jeito de dialogar, nos apropriando dos instrumentos de comunicação que dispomos.

Devemos romper com a lógica de pensar a participação a partir de processos de representação eleitoral, de cargos públicos eletivos, sem descartá-la, mas dando a ela um novo significado. Precisamos também ressignificar os espaços de participação históricos que conhecemos e usamos diversas vezes: os plebiscitos, referendos, conselhos gestores, orçamento participativo e etc. Já, que alguns destes instrumentos foram sendo apropriados na sua estrutura e discurso por governos de plantão e deixaram de representar os verdadeiros interesses da população.

A participação política é fundamental para provocar processos de mudanças estruturais, na construção de uma sociedade, de um Estado e um país livre, democrático, justo e igualitário. Todos e todas somos convidados a participar para construir a democracia e assegurar nossos direitos.
6 - UNIR GENEROSAS/OS NAS RUAS

A rua traz consigo dois sentidos, principalmente para moradores das periferias, pode ser um ambiente de acolhimento, mas também de abandono e perigo. Toda a violência sofrida pela periferia, sobretudo a policial, provoca o medo das pessoas de frequentar a rua como um espaço de convivência e de uso coletivo, o que nem sempre é uma preocupação em alguns bairros de classe média.

Com muita persistência, alguns coletivos, indivíduos e organizações vêm ressignificando o que é ocupar a rua e os sentidos que isso implica na vida cotidiana das pessoas. O que acontece pela contínua efervescência da cultura periférica, com diversos grupos que atuam a partir de linguagens artísticas e mostram seu trabalho, conseguindo se organizar politicamente e transformar a realidade local.

A rua é um espaço de troca de vivências e saberes, é também onde construímos e defendemos nossos direitos que, hoje mais do que nunca, estão sendo postos à venda pelo próprio governo/Congresso para atender aos interesses do capital, a quem obedece servilmente. A rua é o lugar da resistência e historicamente tem sido o nosso ponto de encontro, dos generosos/as, dos lutadores/as, da militância.

Em tempo de retrocessos democráticos se torna mais urgente e necessário ocuparmos esse espaço.

Vamos para as ruas não só para lutar, mas também para celebrar. Ocupar a rua é vivenciar, é sentir, é olhar o outro sem (pré)conceitos, racismo, machismo, homofobia, é olhar o outro na sua integralidade e como companheiro/a.

O Papa Francisco também nos convoca. Não deixemos mais o sistema incorporar e abrir um abismo entre nós e nossos companheiros e companheiras de caminhada. A praça, a rua, os bares... vamos enchê-los de novo! Vamos nos misturar de novo, porque juntos, generosas e generosos, vamos conseguir pensar um projeto de sociedade mais democrático, em que todos e todas tenham voz, vez e lugar.
7 - UMA ECOLOGIA INTEGRAL

A Campanha da Fraternidade desse ano trouxe para a reflexão os biomas brasileiros, as ameaças a

que estão submetidos e a convocação para lutar em sua defesa. Falar de bioma não é só falar de plantas, animais, fungos e as relações entre si, mas também inclui os seres humanos. Cada bioma é um grande conjunto de pequenos ecossistemas que reúne uma comunidade de seres vivos de todo o tipo em um único território.

O ecossistema em que vivemos, por mais artificial que seja, como as grandes cidades – que ainda assim fazem parte dessa comunidade - deixa sua marca em nós: nossa história, nossa infância, nossa visão de mundo, nossas relações, mesmo o nosso tipo (bio)físico. Tudo em nós tem a marca da grande comunidade e ancestralidade a que pertencemos.

Denunciar e lutar contra a destruição dessa comunidade é lutar por nossa casa comum, pela vida em toda a sua integralidade, pelo Planeta, “que sofre em dores de parto”. O agronegócio empobrece o solo, polui as águas e leva perigo a todo o ecossistema. O monocultivo, os agrotóxicos, os transgênicos, a exploração irracional das florestas e a atividade mineradora podem causar desastres criminosos, como o de Mariana (MG) e toda a Bacia do Rio Doce. Deixam críticas as condições de vida e contribuem para as mudanças climáticas. A destruição faz parte do sistema ganancioso de acumulação e lucro do capital. A vida, as abelhas, as plantas, tudo vira uma mercadoria. Devemos lutar pelas mudanças desse sistema que exclui, degrada e mata. É preciso resistir e lutar: pela nossa história, pela vida do Planeta, por “Vida em primeiro lugar”!
Lemas

1995, lema do 01º Grito dos/as Excluídos/as: “A Vida em primeiro lugar”.

1996, lema do 02º Grito dos/as Excluídos/as: “Trabalho e Terra para viver”.

1997 , lema do 03º Grito dos/as Excluídos/as: ”Queremos justiça e dignidade” .

1998 , lema do 04º Grito dos/as Excluídos/as: “Aqui é o meu país”.

1999, lema do 05º Grito dos/as Excluídos/as: “Brasil: um filho teu não foge à luta”.

20000 , 06º Grito dos/as Excluídos/as: “Progresso e Vida Pátria sem Dívida$”, junto com a realização do Plebiscito Nacional da Dívida Externa.

2001, lema do 07º Grito dos/as Excluídos/as: “Por amor a essa Pátria Brasil”.

2002, lema do 08º Grito dos/as Excluídos/as: “Soberania não se negocia”, junto com a realização do Plebiscito Nacional contra a ALCA em todo o Brasil.

2003, lema do 09º Grito dos/as Excluídos/as: “Tirem as mãos… O Brasil é nosso chão!”

2004, lema do 10º Grito dos/as Excluídos/as: Brasil: Mudança pra valer o povo faz acontecer.

2005, lema do 11º Grito dos/as Excluídos/as foi: Brasil: em nossas mãos a mudança!

2006, lema do 12º Grito dos/as Excluídos/as é: “Brasil: na força da indignação, sementes de transformação”.

2007, lema do 12º Grito dos/as Excluídos/as é: “Isto não Vale: Queremos Participação no Destino da Nação”.

2008, lema do 14º Grito dos/as Excluídos/as: “Vida em primeiro lugar Direitos e Participação Popular”.



2009, lema do 15º do Grito/as Excluídos/as: “Vida em primeiro lugar: A força da transformação está na organização popular”.

2010, lema do 16º Grito/as Excluídos/as: “Vida em primeiro lugar: “Onde estão nossos Direitos? Vamos às ruas para construir o projeto popular”.

2011, lema do 17º Grito/as Excluídos/as: “Pela vida grita a TERRA… Por direitos, todos nós!”.

2012, lema do 18º do Grito/as Excluídos/as: “Queremos um Estado a Serviço da Nação, que garanta direitos a toda população”.

2013, lema do 19º Grito/as Excluídos/as: “Juventude que ousa lutar constrói projeto popular”,

2014, lema do 20º Grito/as Excluídos/as: “Ocupar ruas e praças por liberdade e direitos”.

2015, lema do 21º Grito/as Excluídos/as:“ Que País é este, que mata gente, que a mídia mente e nos consome”.

2016, lema do 22º Grito dos/as Excluídos/as: “Este Sistema é insuportável: Exclui, degrada, mata!”

2017, lema do 23Grito dos/as Excluídos/as: “Por direitos e democracia a luta é todo dia”


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