Guião de Oração do Rosário no mês de Maria 2012



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Guião de Oração do Rosário no mês de Maria 2012


GUIÃO DE REFLEXÕES PARA O MÊS DE MAIO 2012


Subsídios recolhidos de esquemas elaborados por

Pe. Amaro Gonçalo

Pe. Peixoto, Pe. Emanuel Brandão, Pe. Manuel Correia Fernandes, Con. João Peixoto, Cón. Rui Osório

Alguns Padres da Diocese de Braga

Guião da Semana da Vida

www.paroquias.org

Esquema geral da Oração do Rosário

Cântico inicial
Saudação Inicial

P- Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

R: Ámen.
1. Enunciação do mistério: «Neste …º mistérios meditemos…»

2. Leitura bíblica (se houver) – pode ser feita por um leitor e no ambão

3. Meditação do mistériopode ser feita por um outro leitor

4. Pode-se acrescentar uma proposta de uma intenção para esse mistério (prece)pode ser proposta por quem preside

5. Oração do Pai-Nosso (iniciada por quem preside; 2ª parte rezada pela assembleia)
P- Pai Nosso, que estais nos céus,
santificado seja o vosso nome,
venha a nós o vosso reino,
seja feita a vossa vontade
assim na terra como no céu.


Assembleia:

O pão nosso de cada dia

nos dai hoje,
perdoai-nos as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido,
não nos deixei cair em tentação
mas livrai-nos do mal.

6. Oração da Ave-Maria (10 x em cada um dos 5 mistério) – Iniciadas por pessoa diferente dos leitores; 2ª parte: assembleia
P- Avé, Maria, cheia de graça,

o Senhor é convosco!

Bendita sois vós entre as mulheres

e bendito é o fruto do vosso ventre: Jesus.

Assembleia:

Santa Maria, Mãe de Deus,

rogai por nós, pecadores,

agora e na hora da nossa morte.

Àmen.

7.Oração do Glória (se possível cantada e de pé)
Todos: Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Àmen.
8. Jaculatória depois do Glória: Pode ser a que se segue, ou outra(s) mais breve(s):
P- Ó Maria concebida sem pecado,
R: rogai por nós que recorremos a vós.
P- Ó bom Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem!
Ou

P- Nossa Senhora da Hora,

R: Rogai, por nós!
9. Cântico a intercalar os mistérios (pode cantar-se entre todos os mistérios ou apenas no final do 1º, 3º e 5º)
10. No final dos 5 mistérios, repetir 3 vezes a jaculatória entre as Ave-Marias
P- Ó Maria concebida sem pecado,
R: rogai por nós que recorremos a vós.

AM

P- Ó Maria concebida sem pecado,


R: rogai por nós que recorremos a vós.

AM

P- Ó Maria concebida sem pecado,


R: rogai por nós que recorremos a vós.

AM
11. Salve Rainha


Salve, Rainha, mãe de misericórdia,
vida, doçura, esperança nossa, salve!
A vós bradamos os degredados filhos de Eva.
A vós suspiramos, gemendo e chorando
neste vale de lágrimas.


Eia, pois, advogada nossa,
esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei,
e depois deste desterro mostrai-nos Jesus,
bendito fruto do vosso ventre,
Ó clemente, ó piedosa,
ó doce sempre Virgem Maria.
Rogai por nós santa Mãe de Deus

Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Ámen.
12. Oração de Consagração a Nossa Senhora
Ó Senhora minha, ó minha Mãe,
eu me ofereço todo(a) a vós,
e em prova da minha devoção para convosco,
Vos consagro neste dia e para sempre,
os meus olhos, os meus ouvidos,
a minha boca, o meu coração e inteiramente todo o meu ser.
E porque assim sou vosso(a), ó incomparável Mãe,
guardai-me e defendei-me como propriedade vossa.
Lembrai-vos que vos pertenço, terna Mãe, Senhora nossa.
Ah, guardai-me e defendei-me como coisa própria vossa.
13. Conclusão
P- Bendigamos ao Senhor!

R: Graças a Deus.


Cântico final
Terça, 1 de maio – Dia de São José Operário

Mistérios dolorosos: O Trabalho, à luz da cruz
Introdução: Estamos a iniciar o mês de Maria, neste dia dedicado a São José, operário, dia do trabalhador. Sendo-nos recomendada nesta terça-feira a meditação dos mistérios dolorosos, julgamos oportuno, num ano diocesano dedicado à Família, contemplar os mistérios dolorosos e «os trabalhos de Jesus na Cruz» em muitos âmbitos de sofrimento, de dor, de desespero, de fome, de pobreza súbita ou envergonhada. Mas de modo especial, queremos fazer incidir a luz dos trabalhos de Cristo na cruz sobre a pesada cruz dos nossos trabalhos ou da falta dele!
No 1º mistério, meditemos na lei da cruz, inscrita no trabalho humano.
Meditação: Na verdade, a lei da cruz está inscrita no trabalho humano, esse bem árduo, útil e digno, realizado à custa do «suor do nosso rosto» (Gn.3,19)! A fadiga é parte integrante do trabalho. Na era contemporânea, do «tudo e já», a educação para trabalhar «suando» é providencial. A condição da vida na terra, somente provisória e sempre precária, prevê também para a família cansaço e dor, sobretudo no que diz respeito ao trabalho a realizar para o próprio sustento. No entanto, o cansaço derivado do trabalho encontra sentido e alívio quando é assumido não para o enriquecimento egoísta pessoal, mas sim para compartilhar os recursos de vida, dentro e fora da família, especialmente com os mais pobres, na lógica do destino universal dos bens. Quando é feito, no amor e por amor, na fadiga e mediante a fadiga, silenciosamente oferecido a Deus, o trabalho torna-se uma pequena parcela da cruz de Cristo, e pode ser vivido, com o mesmo espírito de entrega, serviço e redenção, com que Cristo aceitou por nós a Cruz!
Prece: Peçamos por todos os que suportam, com paciência e amor, as exigências duras do trabalho humano.
No 2º mistério meditemos no trabalho, como lugar possível da injustiça
Meditação: Mas o trabalho pode tornar-se aquilo que talvez a palavra sugira na sua raiz mais rude: um «tripalium», o antigo instrumento de tortura, usado pelos romanos! Assim acontece, quando o mundo do trabalho se torna o lugar onde se cristalizam a maior parte das injustiças e das violências da sociedade! Ou quando, em excesso ou em exclusivo, o trabalho toma conta da vida toda! O excesso de trabalho, ou o trabalho em condições desumanas, depressa imprime em nós o rosto desfigurado do servo “castigado, ferido e humilhado” (Is.53,4-5)! Pensemos, por exemplo, nas condições de trabalho pouco compatíveis com as responsabilidades familiares, nos ritmos frenéticos de vida, na emigração à procura de um adequado sustento, se não mesmo da pura sobrevivência que acabam, por separar casais, pais e filhos!
O perigo de que o trabalho se torne um ídolo é válido também para a família. Isto acontece quando a atividade de trabalho detém o primado absoluto perante as relações familiares, quando ambos os cônjuges se sentem obcecados pelo lucro económico e depositam a sua felicidade unicamente no bem-estar material. O risco dos trabalhadores, em todas as épocas, é de se esquecer de Deus, deixando-se absorver completamente pelas ocupações mundanas, na convicção de que nelas se encontra a satisfação de todos os seus desejos.
Prece: E peçamos por quantos se sentem esmagados pelo peso do trabalho.
No 3º mistério, meditemos na desfiguração a que o trabalho nos pode conduzir:
Meditação: Mas, no presente contexto social, como não entrever, na ferida aberta do lado de Cristo, a chaga social do desemprego, em que tantos se sentem na pele da “pessoa desprezível e sem valor” (Is.53,3), arrumada da vida, encostada ou esmagada na berma da estrada do progresso, como “um objeto abandonado”? É um problema que diz sobretudo respeito aos jovens, que sem trabalho ou emprego estável, têm dificuldade em formar uma família e em contribuir, com os seus valores e competências, para a construção duma sociedade nova!
Prece: Peçamos pelos jovens à procura de emprego e pelos desempregados, sem esperança.
No 4º mistério, meditemos no trabalho, como exercício de luta e sofrimento
Meditação: O cristão reconhece o valor do trabalho, mas sabe ver nele inclusive as deformações introduzidas pelo pecado. Por isso, a família cristã aceita o trabalho como uma providência para a sua vida e a vida dos seus familiares. Mas evita fazer do trabalho um valor absoluto e considera esta tendência, hoje muito difundida, como uma das tentações idolátricas desta época. Não se limita a afirmar uma convicção diferente. Ela delineia a sua vida de modo que ressalte uma prioridade alternativa. Podemos agora compreender como este mundo do trabalho e do desemprego, com o seu suor, sangue e lágrimas, clama hoje por redenção, por justiça e libertação!
Prece: Neste mistério não deixemos de rezar «pelos atribulados», por todas as vítimas do trabalho e do desemprego!
No 5º mistério meditemos no trabalho como colaboração na edificação do Reino de Deus.
Meditação e Prece: E queira Deus que, da árvore da Cruz de Cristo, onde enxertamos todas as nossas penas e trabalhos, se vislumbre já, como fruto do trabalho humano, uma pequena parcela dos «novos céus e da nova terra» (Ap.21,1), o jardim da nova criação (Jo.19,41;Gn.2,8), onde habita a justiça e a paz para sempre (II Pe.3,13)! Ámen.
Preces finais


  • Oremos irmãos a Deus Pai, todo-poderoso, para que liberte o mundo de toda a falsidade, da fome e da miséria.

  • Oremos por todos os que sofrem os horrores da guerra, da crueldade, das ditaduras, de toda a violência.

  • Oremos também pelos perseguidos e encarcerados e pelos que são tratados injustamente pelos Homens.

  • Oremos por todas as famílias, que se encontram em situações difíceis, de separação, de doença, de luto, de desemprego, de pobreza súbita e envergonhada.

  • Oremos ainda pelos emigrantes, exilados, pelos sós, doentes, drogados, vítimas da Sida, moribundos e pelos que sofrem.

  • Oremos por todas as crianças do mundo, pelas crianças sem infância e sem sorriso, às quais nunca se cumpre nenhum desejo.

  • Oremos também pelos jovens: pelos que pedem nas esquinas e nos passeios; pelos que percorrem a sua via-sacra pelo caminho do desespero à procura da droga; pelos rapazes e raparigas que se prostituem.

  • Oremos também pelos adultos: pelos que passam anos e anos sem emprego ou são prematuramente reformados; pelas vítimas do trabalho ou do desemprego.

  • Oremos pelos que perderam a esperança e se entregaram ao álcool; pelos que escondem a cabeça para pedir.

  • Oremos também pelos idosos: pelos que recolhem as sobras nos contentores e mercados; pelos que não têm com que pagar a água e a luz; pelos que terminam os seus dias sozinhos, sem a atenção de ninguém.

  • Oremos finalmente por todos nós. Para que a celebração da Páscoa do Senhor, da sua passagem da morte para a Vida, signifique para todos um crescimento na nossa vida cristã e nos conduza à prática do amor, a partir da própria família.


P: Deus todo-poderoso e eterno, fazei que nos abramos ao vosso amor. Fazei que vivamos cada vez mais como irmãos uns dos outros, como vosso Filho nos ensinou, a fim de que continue o seu caminho em nosso mundo. Por NSJC.

Quarta, 2 de maio

Mistérios gloriosos: Páscoa: A festa da Vida faz da Vida uma festa

Introdução: “A família, o trabalho e a festa” é o tema do VII Encontro Mundial das Famílias, que se realizará em Milão, de 30 de maio a 2 de junho. Ontem refletíamos sobre o trabalho e a sua relação com a família. Hoje a nossa reflexão é sobre a Festa. Partimos do texto, anunciado no dia de Páscoa, em que São Paulo nos exorta:


«Cristo, nosso Cordeiro Pascal, foi imolado. Celebremos, pois, a Festa» (I Cor.5,7-8)!
No 1º mistério, meditemos em Cristo, o Cordeiro Pascal: morto e ressuscitado
Meditação: E como não havíamos nós de celebrar a Festa? A esse Jesus de Nazaré, que passou fazendo o bem, foi entregue, imolado, morto e suspenso na Cruz, Deus ressuscitou-O, ao terceiro dia (cf. At.10,38-40)! Ressuscitou-o, «no primeiro dia da semana», nesse dia que será, para nós e para sempre, o primeiro! É Ele o novo cordeiro pascal, “imolado e de pé”, por nós sacrificado, que agora vive e vive para sempre! É Ele, Ressuscitado, a razão e o coração da nossa festa! Ele resgatou-nos com o Seu Sangue! E, por isso, só Ele é digno do nosso louvor, da festa verdadeira!
Prece: Que saibamos sempre louvar o Senhor, mesmo na noite escura da dor
No segundo mistério, meditemos na ressurreição, como obra da mão de Deus
Meditação: Este convite a celebrar a festa, traz em si o sinal daquele alvoroço, que se apoderou das mulheres, naquela primeira manhã de Páscoa! “Depois de passar o sábado, compraram aromas, para embalsamar Jesus” (Mc.16,1) como se venerassem um morto! Mas, «no primeiro dia da semana», quando tudo se apressa, é então que tudo se recria e recomeça: “partindo muito cedo, chegaram ao sepulcro, ao nascer do sol” (Mc,16,2)! E eis que, surpreendentemente, encontram o sepulcro aberto, limpo de qualquer odor da morte, donde emerge uma luz (re) criadora! Está aberto o túmulo, sem que nenhuma força humana tivesse removido a pedra! «A mão do Senhor fez prodígios. A mão do Senhor foi magnífica» (Sal.118/117,15)!
Prece: Que confiemos sempre na força poderosa de Deus, que age no silêncio das nossas vidas.
No terceiro mistério meditemos no anúncio pascal
Meditação: Caberá a um jovem, sentado do lado direito e vestido de túnica branca, anunciar e confirmar a vitória do Amor mais forte do que a morte: «Procurais a Jesus de Nazaré, o Crucificado? Ressuscitou. Não está aqui» (Mc.16,6). Às mulheres, o inesperado acontecimento da Ressurreição não lhes coubera em nenhuma previsão de fé e em nenhuma provisão de esperança! O jovem é aqui o guia e mensageiro da luz! É ele a “sentinela da manhã de Páscoa”, a dizer-nos hoje: “É Ele, Cristo Ressuscitado o verdadeiro Sol nascente, a erguer-se, por sobre nós mortais! É Ele, Cristo Ressuscitado, o rochedo novo, donde dimana a vida como um rio! É Ele, Cristo Ressuscitado, o pascal cordeiro que, nesta manhã, da nova criação, nos reconduz ao Paraíso! Ressuscitou. Não está aqui”. Esta sim “é a madrugada, que eu esperava, o dia inicial inteiro e limpo, onde emergimos da noite e do silêncio e livres habitamos a substância do tempo” (Sophia).
Prece: Que os nossos jovens, se tornem sentinelas da manhã de Páscoa.
No quarto mistério, meditemos na nossa condição de gente ressuscitada
Meditação: Como não havíamos então de fazer a festa, de ir, doravante e por aí adiante, anunciá-l’O, celebrá-l’O, festejá-l’O, porque Ele está connosco, tal como na manhã de Páscoa?! Desde aquela primeira manhã de Páscoa, somos todos convocados a celebrar a Festa! E, a partir da Páscoa, a fazer festa da vida e da vida uma festa. Desde aquele «primeiro dia da semana», fazemos do domingo o principal dia de festa, a nossa Páscoa semanal. Conscientes da libertação trazida por Cristo, celebramos, na gloriosa liberdade dos filhos de Deus, a alegria desta Páscoa, que faz de nós novas criaturas, gente ressuscitada, liberta de todas as amarras e escravidões, do cansaço, do trabalho, do desgaste, do desencanto, das ocupações e preocupações da vida!
Prece: Que vivamos segundo o domingo, livres e libertos de tudo o que nos oprime.
No 5º mistério, meditemos no Domingo, como verdadeira páscoas semanal
Meditação: Em cada Domingo, vivamos esta Páscoa, no mistério da Eucaristia, onde cada família de sangue e esta família de fé se fazem e se refazem, nos seus laços de comunhão. Este não é o dia para uma fuga isoladora e individualista, para uma dispersão evasiva, mas o dia livre, inteiro e limpo, para o repouso maravilhado em Deus, que nos liberta o tempo e do tempo, para o darmos, na alegria do amor, à família, aos amigos, aos doentes e aos sós! Se guardarmos assim «o Domingo», também ele nos guardará o mais belo da Vida!
Prece: Que possamos ir e vir da festa pascal da Eucaristia, em cada domingo, sempre mais vivos e ressuscitados, repletos daquela paz e daquela alegria da Páscoa, que só Cristo Ressuscitado nos dá a todos!
Quinta, 3 de maio

Mistérios luminosos: a Eucaristia e a Família
Introdução: “A família, o trabalho e a festa” é o tema do VII Encontro Mundial das Famílias, que se realizará em Milão, de 30 de maio a 2 de junho. Refletimos anteontem sobre o trabalho e ontem sobre a Festa. Fixemo-nos agora, neste dia de 5ª feira, na relação entre Eucaristia e Família. Recordemos o texto proclamado como 1ª leitura na quinta-feira santa. Dizia assim:
Procure cada qual um cordeiro por família. Se a família for pequena demais para comer um cordeiro, junte-se ao vizinho mais próximo” (Ex.12,3-4)!
No 1º mistério, meditemos na Eucaristia como encontro familiar
Meditação: É para nós um sinal cheio de significado, que o Senhor Jesus queira ter instituído este grande sacramento da Eucaristia, por ocasião de um importante encontro familiar: a Ceia pascal! E naquela ocasião, a sua família, a nova família gerada pelos vínculos da fé, foram os Doze, que com Ele viviam há três anos. Dessa família, ainda em gérmen, reunida à volta da mesa sagrada do cordeiro pascal, nascerá a Igreja, essa grande e nova família, reunida e nutrida à volta da mesa da Eucaristia!
Prece: Que as nossas famílias se alimentem sempre da força viva da Eucaristia.
No segundo mistério meditemos no ambiente familiar em que nasce a Eucaristia
Meditação: Neste ano pastoral, dedicado, na Diocese do Porto, à Família e à Juventude, é oportuno que nos concentremos neste aspeto significativo: a Eucaristia é uma reunião de família, da grande família dos cristãos! E, assim como uma família, que se reúne em casa, à volta de uma mesma mesa, manifesta desse modo, e reforça por esse meio, os seus laços de comunhão, também a Igreja, enquanto família dos filhos de Deus, encontra na mesa da Eucaristia, o mais eficaz sinal da sua unidade e o mais perfeito vínculo da sua caridade! Na verdade, a Eucaristia, ao mesmo tempo que reúne a grande família dos cristãos, manifesta-a aos olhos de todos e estreita os laços de fé, de esperança e de amor, que unem todos os seus membros a Cristo e os une entre si! A Eucaristia, celebrada à volta da mesa da Palavra e do altar do sacrifício de Cristo, edifica, nutre e faz a Igreja ser, crescer e aparecer, como “grande família de Deus”. Não por acaso, e por muito tempo, nos inícios da Igreja, era em casas de família que outras famílias se reuniam para a “fração do pão”.
Prece: Doravante, que cada altar seja sempre uma mesa sagrada, em torno da qual se congrega, mais ou menos numerosa, uma nova família de irmãos!


No terceiro mistério, meditemos na Eucaristia, que edifica a família, como Igreja Doméstica
Meditação: Todavia, não é só a Igreja, que cresce como grande família, à volta da mesa da Eucaristia. É também a família de cada um de vós, que cresce como pequena igreja (igreja doméstica), sempre que participa na Eucaristia! Vejamos, em que sentido:


  1. Cada vez que sai de casa, para participar na Eucaristia, a família cristã toma consciência de que não se basta a si própria, não se constrói pelas suas próprias mãos e habilidades, e que, sozinha, não é capaz de dar resposta à sede de amor e de sentido para a vida, que está no coração de cada um! Ao participar na Eucaristia, a família lança as suas raízes no amor de Cristo, alimentando-se na mesa da Palavra e do Pão! É esta nova e larga mesa que dará novo sabor e sentido pleno ao sentimento do amor, às palavras e ao alimento, compartilhado em casa e à mesa!

  2. Mais ainda: participando na Eucaristia, a família dedica espaço e tempo, oferece energias e recursos, e aprende que a vida não é feita unicamente de necessidades básicas a atender, mas sobretudo de relações de intimidade, de gratuidade e de amor, a construir! Na Eucaristia, a família encontra o segredo da sua unidade e do seu amor! Quanto mais a família se aproxima desta poderosa fonte de amor, mais ela protegerá a sua estabilidade! Na medida em que a Eucaristia introduz a família no coração de Deus, ela faz a família! E a família, no seio da comunidade cristã, de certo modo, faz a Eucaristia!


Prece: Que as nossas famílias descubram a centralidade da Eucaristia na vida cristã.
No quarto mistério, meditemos na Eucaristia, como obra do amor de Cristo
Meditação: Digamo-lo ainda mais claramente: Na Eucaristia, pela qual Cristo Se nos oferece, com o Seu Corpo dado e o seu Sangue derramado, a família descobre e assimila a lógica desconcertante da cruz e do serviço, e é desafiada a fazer o mesmo que Jesus fez e nos mandou fazer: testemunhar a disponibilidade de cada um, para amar, servir e se sacrificar pelos outros! Desse gesto abissal de Jesus, «que tendo amado os seus, os amou até ao fim» (Jo.13,1), é que vem para a família o exemplo e a força de testemunhar todos os dias o amor fiel e fecundo, até ao dom total de Si mesmo!
Prece: Que as nossas famílias aprendam da Eucaristia a fazer da vida uma entrega aos outros.
No 5º mistério, meditemos nas famílias, como Cenáculo de oração e vida cristã
Meditação: Por isso, nesta tarde de quinta-feira, queremos lembrar e propor às famílias: “Sede um Cenáculo em miniatura, como o de Maria e dos discípulos, com Jesus no meio, onde se vive a unidade, a gratuidade, a comunhão, a oração. E vós, os mais jovens, deixai que a Eucaristia plasme, no dom e na alegria da comunhão, a vossa vida e a vida das famílias, que haveis de formar”!
Prece: Peçamos ao Senhor que, a partir da celebração fiel da Eucaristia, cada vez mais a família, de cada um, se torne uma pequena e verdadeira “Igreja doméstica”, e a Igreja de Jesus cresça e apareça no mundo como uma “grande família”. Deste modo, também a nossa Paróquia, nutrida e reunida à volta desta mesa da Eucaristia, se tornará sempre, e cada vez mais, uma família de famílias!
Preces finais
P- Irmãos e irmãs: Elevemos as nossas súplicas para Jesus, que lavou os pés aos Apóstolos e, nesta noite, nos deu o mandamento novo, o sacerdócio e a Eucaristia. E digamos: «Ouvi-nos. Senhor»


  1. Pela Santa Igreja: para que se deixe purificar pela Palavra e pelo Sangue de Cristo, na verdade e na caridade. Invoquemos.




  1. Pelos sacerdotes: para que, neste dia do Sacerdócio ministerial, reavivem, na fidelidade, o dom, que lhes foi confiado. Invoquemos.




  1. Pelos diáconos da nossa paróquia e da nossa Diocese: para que sejam a imagem viva de Cristo, que está no meio de nós, como Aquele que serve! Invoquemos.




  1. Pelos que se preparam para celebrar os sacramentos do batismo, do crisma e da eucaristia: para que se deixem interiormente, lavar, perfumar e alimentar pela graça de Deus, que tudo transforma. Invoquemos .




  1. Por todos nós aqui presentes: para que, à volta da mesa da eucaristia, cresçamos como verdadeira família de Deus e a nossa paróquia se torne assim uma família de famílias. Invoquemos.


P – Senhor Jesus Cristo, neste dia em que nos convidais, como amigos, a comer convosco a santa Páscoa, tornai-nos dignos de participar no banquete eterno do vosso Reino. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo. R. Ámen.

Sexta, 4 de maio

Mistérios dolorosos – proposta da Diocese do Porto 2012
1. Contemplemos, no primeiro mistério doloroso, a agonia de Jesus no Horto das Oliveiras.
Escutemos o Evangelho segundo São Marcos (14, 32-36)
Chegaram a uma propriedade chamada Getsémani, e Jesus disse aos discípulos: «Ficai aqui enquanto Eu vou orar.» Tomando consigo Pedro, Tiago e João, começou a sentir pavor e a angustiar-se. E disse-lhes: «A minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e vigiai.» Adiantando-se um pouco, caiu por terra e orou para que, se possível, passasse dele aquela hora. E dizia: «Abbá, Pai, tudo te é possível; afasta de mim este cálice! Mas não se faça o que Eu quero, e sim o que Tu queres.»
Meditemos
Família de Deus, sentimo-nos convidados a acompanhar Jesus e a velar com Ele. É grande a nossa debilidade e facilmente nos deixamos adormecer. Mas Ele vela por nós e assume-nos na sua oração. Ele está para beber por nós e em nosso favor o cálice de todas as angústias e paixões. Na hora suprema volta-se para o Pai, o seu Abbá, o seu queridíssimo «papá». Ao Pai se entrega e ao Pai confia o seu SIM definitivo e irrevogável. Não vai recuar. Na sua entrega de amor irá até ao fim sem fim.
2. Contemplemos, no segundo mistério doloroso, Jesus amarrado à coluna e cruelmente flagelado.
Escutemos o Evangelho segundo São Marcos (15, 15)
«Pilatos, desejando agradar à multidão, soltou-lhes Barrabás; e, depois de mandar flagelar Jesus, entregou-o para ser crucificado».
Meditemos
Pilatos prescinde da justiça, distorce o direiro e manda torturar um inocente já sentenciado. Tudo isto «para agradar à multidão». Não seremos nós esta multidão? Não será, porventura, o nosso gosto, o nosso agrado, a nossa conveniência, o nosso egoísmo, a causa de tantas condenações injustas, de tantas famílias destruídas, de tantas e tão cruéis torturas e flagelos que Jesus continua a sofrer no corpo e na alma dos inocentes?
3. Contemplemos, no terceiro mistério doloroso, Jesus coroado de espinhos e escarnecido
Escutemos o Evangelho segundo São Marcos (15, 16-20)
«Os soldados levaram-no para dentro do pátio, isto é, para o pretório, e convocaram toda a coorte. Revestiram-no de um manto de púrpura e puseram-lhe uma coroa de espinhos, que tinham entretecido. Depois, começaram a saudá-lo: «Salve! Ó rei dos judeus!» Batiam-lhe na cabeça com uma cana, cuspiam sobre Ele e, dobrando os joelhos, prostravam-se diante dele. Depois de o terem escarnecido, tiraram-lhe o manto de púrpura e revestiram-no das suas vestes».
Meditemos
A coroa era e é uma insígnia da realeza e Jesus era acusado do crime de rebelião contra o Estado Romano. Na boca dos seus acusadores, teria a pretensão de ser o Messias, ou seja, o rei dos Judeus. Mas não era pretensão. Jesus é mesmo o Rei supremo e universal. Ironia das ironias, o escârnio dos soldados, o seu ritual burlesco de coroação e vassalagem proclamava, a seu pesar, a verdade que a nossa fé reconhece: Salvé, Jesus, filho de David, nosso Rei. Mas Rei de amor. Que Jesus, nosso Senhor, seja coroado em nossas casas. Que Ele estenda o seu reinado de amor e de paz a todas as famílias.
4. Contemplemos, no quarto mistério doloroso, Jesus a caminho do Calvário, carregando com a Cruz.
Escutemos o Evangelho:
«Jesus, levando a cruz às costas, saiu para o chamado Lugar da Caveira, que em hebraico se diz Gólgota» (Jo 19, 17). «Quando O iam conduzindo, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e carregaram-no com a cruz, para a levar atrás de Jesus. Seguiam Jesus uma grande multidão de povo e umas mulheres que batiam no peito e se lamentavam por Ele. Jesus voltou-Se para elas e disse-lhes: “Filhas de Jerusalém, não choreis por Mim, chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos”» (Lc 23, 26-28)
Meditemos:
Com as mãos presas à haste horizontal da Cruz que carrega sobre os ombros, Jesus caminha para o Calvário. Vai, assim, de braços abertos, disponível para um abraço sem exclusões. Mas está no limite das suas forças físicas e, por isso, precisa da ajuda, ainda que contrariada, do Cireneu. Nós, somos discípulos deste Mestre. Ainda recordamos a sua advertência: «Quem quiser ser meu discípulo renegue-se a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-me». Não forçados. Sem lamentações estéreis. Na intimidade da vida familiar ou no espaço público, só o amor abnegado pode transformar a Cruz, qualquer que ela seja, num abraço oferecido.

5. Contemplemos, no quinto mistério doloroso, a crucifixão e a morte de Jesus


Escutemos o Evangelho segundo São Lucas (Lc 23, 33-34.46):
«Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, crucificaram-no a Ele e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda. Jesus dizia: “Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem” … Dando um forte grito, Jesus exclamou: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. Dito isto, expirou».
Meditemos
O Pai lá está. Sempre atento, sempre presente, do início ao fim, do horto das oliveiras à hora do grande eclipse e do alento final que nos dá o Espírito. Pode não se dar por Ele, de tão discreto, mas lá está, a atender o Filho, no perdão invocado para os que não sabem o que fazem e para os que sabem – não há amor sem perdão – e, sobretudo, a acolher a entrega do Filho nas suas mãos amorosas de Pai extremoso. Não. Ele não abandonou o Filho. Jamais. Ele dá-se no Filho dado, no abraço do Espírito. É o Pai que sustenta a Cruz em suas mãos poderosas e ternas. Contemplemos a Família Divina unida na dor. Contemplemos o Amor crucificado, Uno e Trino.


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