Fisiologia Renal capítulo 26 do Guyton



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Fisiologia Renal capítulo 26 do Guyton.


  • O rim desempenha suas funções mais importantes ao filtrar o plasma e remover as substâncias do filtrado em quantidades variáveis, dependendo das necessidades do corpo. O rim depura as substâncias indesejáveis do filtrado ao excretá-los na urina.

  • As sete funções principais do rim são: excreção de produtos de degradação do metabolismo e de substâncias químicas estranhas; regulação do equilíbrio hidroeletrolítico; regulação da osmolalidade e das concentrações de eletrólitos nos líquidos corporais; regulação do equilíbrio ácido- básico; regulação da pressão arterial; secreção, metabolismo e excreção de hormônios; gliconeogênese.

  • Os produtos de degradação excretados pelo rim incluem uréia (metabolismo de aminoácidos), creatinina (oriunda da creatina dos músculos), ácido úrico (metabolismo dos ácidos nucléicos), produtos de degradação das hemácias( bilirrubina), metabolismo de diversos hormônios e substâncias ingeridas( pesticidas, aditivos, fármacos).

  • Para a manutenção da homeostase, a excreção de água e de eletrólitos deve equivaler precisamente o seu aporte. Se uma substância exceder sua eliminação, a quantidade da substância irá aumentar no corpo. Se o aporte for menor que a eliminação, a quantidade no corpo diminuirá.

  • Na regulação longo prazo da pressão arterial, excretando quantidades variáveis de água e sódio, o rim desempenha papel dominante. Além da regulação a curto prazo, através da secreção de fatores ou substâncias vasoativas. Rim renina angiotensinogênio angiotensina I capilares alveolares angiotensina II aumento da pressão arterial.

  • Os rins contribuem para a regulação do equilíbrio ácido-básico através da excreção de ácidos e da regulação das reservas de tampões dos líquidos corporais. O rim representa o único órgão capaz de excretar ácidos do metabolismo de proteínas H2SO4( ácido sulfúrico), e H2PO4 (ácido fosfórico).

  • Os rins secretam a eritropoietina, que estimula a produção de eritócitos. A hipóxia constitui estimulo importante para a secreção de eritropoietina pelos rins.

  • Os rins produzem a forma ativa da vitamina D (calcitriol). O calcitriol é essencial para a deposição normal de cálcio nos ossos e para a reabsorção de cálcio no trato gastrintestinal

  • Durante o jejum prolongado os rins sintetizam glicose a partir de aminoácidos e outros precursores no processo de gliconeogênese.

  • Através do hilo renal passa a artéria e a veia renais, os vasos linfáticos, o suprimento nervoso e o ureter. As principais regiões observadas são o córtex externo e a região interna chamada medula, que é dividida em pirâmides renais. Cada pirâmide inicia-se com a base originada na borda entre o córtex e a medula e termina na papila, que se projeta no espaço da pelve renal. A borda externa da pelve é dividida em sáculos denominados cálices principais que se estendem para baixo e se dividem em sáculos menores que coletam urina dos túbulos de cada papila.

  • O fluxo sanguíneo para os dois rins corresponde a 22% do débito cardíaco.

  • Para levarem o sangue para ser filtrado nos rins as artérias seguem o seguinte esquema: artéria renal artéias interlobares artérias arqueadas artérias interlobulares arteríolas aferentes capilares glomerulares (onde ocorre a filtração) arteríolas eferentes capilares peritubulares.

  • A existência de alta pressão nos capilares glomerulares (60mmHg) faz com que ocorra a filtração rápida, já a baixa pressão nos capilares peritubulares (13mmHg)faz com que ocorra rápida reabsorção dos líquidos.

  • Os capilares peritubulares desaguam em vasos do sistema venoso, que ocorre paralelamente aos vasos arteriolares, seguindo o esquema: veia interlobular veia arqueada veia interlobar veia renal.

  • O líquido filtrado nos glomérulos flui para a ápsula de Bowman e a seguir para o túbulo proximal , que se situa no córtex. Daí o líquido flui para a alça de Henle, que mergulha na medula renal. Cada alça é constituída por ramo descendente e ramo ascendente. As paredes da parte inferior do ramo ascendente e as paredes do ramo descendente são finas e constituem o segmento delgado da alça de Henle. Porém quando volta ao córtex as paredes se tornam espessas formando o segmento espesso do ramo ascendente. Na extremidade do ramo espesso encontra-se a mácula densa . Após isso o líquido penetra no túbulo distal que se localiza no córtex renal. Segue-se pelo túbulo conector e túbulo coletor cortical, que leva ao ducto coletor cortical, que desce e se transforma em ducto coletor medular. Os ductos se unem e deságuam na pelve renal através da extremidade da papila. 1 ducto coletor = 4000 néfrons.

  • Os néfrons com glomérulos localizados na porção mais externa do córtex são chamados de néfrons corticais, possuem alça de Henle curta, que penetram na medula e estão relacionados ao volume da urina. Os néfrons que possuem glomérulos instalados profundamente no córtex, próximo à medula, são chamados de néfrons justamedulares, possuindo alças longas e são relacionados com a concentração da urina.

  • No néfrons corticais todo o sistema tubular é circundado por capilares peritubulares. Nos néfrons justamedulares tem-se longas arteríolas eferentes, que vão dos glomérulos às partes mais externas da medula e lá se dividem e formam capilares peritubulares denominados Vasos Retos. Tais vasos retos retornam ao córtex e deságuam nas veias corticais.

  • Intensidade da excreção urinária = intensidade da filtração - intensidade da reabsorção + intensidade da secreção.

  • Creatinina = totalmente secretada; eletrólitos = parte reabsorvida, parte excretada; AA e glicose = 100% reabsorvida.

  • A vantagem de manter FG elevada é que isso permite aos rins a rápida remoção dos produtos de degradação do corpo, que para sua excreção dependem primariamente da FG e a Segunda vantagem é que isso permite aos rins filtrar e processar todos os líquidos corporais.

  • A FG é determinada pelo equilíbrio entre as forças hidrostáticas e coloidosmóticas que atuam através da membrana capilar e pelo coeficiente de filtração capilar (Kf), o produto da permeabilidade pela área de superfície de filtração dos capilares. Os capilares glomerulares tem intensidade de filtração muito maior que a maioria dos outros capilares.

  • A alta intensidade da filtração através da membrana dos capilares glomerulares deve-se a fenestrações que aumentam a superfície de contato e são ricas em cargas negativas fixas, o que impede a passagem de proteínas plasmáticas. Por conseguinte todas as camadas das paredes dos capilares glomerulares formam uma barreira contra a filtração das proteínas plasmáticas . endotélio- membrana basal- podócitos.

  • Forças que fornecem a filtração (mmHg): pressão hidrostática glomerular-60; pressão coloidosmótica na cápsula de Bowman-0.

  • Forças que se opõem à filtração (mmHg): Pressão hidrostática na cápsula de Bowman-18; Pressão coloidosmótica no capilar glomerular- 32.

  • A hipertensão crônica ñ controlada e o diabetes melito reduzem o Kf ao aumentarem a espessura da membrana basal dos capilares glomerulares e ao danificar os capilares a ponto de ocorrer perda da função capilar.

  • O aumento de Kf dos capilares glomerulares aumenta FG.

  • O aumento da pressão hidrostática na cápsula de Bowman diminui a FG

  • O aumento da pressão coloidosmótica dos capilares glomerulares diminui a FG

  • Dois fatores influem na pressão coloidosmótica:1) pressão coloidosmótica do plasma arterial e 2) a fração do plasma que é filtrado.

  • O aumento da fração de filtração concentra as proteínas plasmáticas e eleva a pressão coloidosmótica glomerular o que por sua vez diminui a FG.

  • O aumento da pressão hidrostática nos capilares glomerulares aumenta a FG. Esta alteração serve como mecanismo primário para a regulação da FG.

  • 3 fatores influem na pressão hidrostática: 1) P.A. 2) resistência das arteríolas aferentes 3) resistência das arteríolas eferentes.



  • < resistência arteríolas aferentes = > FG

  • < resistência arteríolas eferentes = < FG

  • porém se a resistência das arteríolas eferentes for muito alta, haverá uma elevação da pressão coloidosmótica, diminuindo a FG.

  • Quanto maior a concentração de proteínas, mais rápida a elevação da pressão coloidosmótica, devido a interação de íons ligados às proteínas plasmáticas, que também exercem efeito osmótico.

  • O fluxo sangüíneo supre os rins e remove os produtos de degradação. O propósito do fluxo adicional de sangue para o rim é de suprir plasma suficiente para a elevada filtração glomerular.

  • A maior parte da resistência vascular renal reside nas artérias interlobulares, artérias aferentes e eferentes.

  • O córtex renal recebe a maior parte do luxo sangüíneo renal. A medula recebe de 1 a 2% desse fluxo apenas pelos vasos retos do sistema peritubular.

  • A ativação do sistema nervoso simpático diminui a FG, já que a intensa ativação dos nervos simpáticos pode causar constrição das arteríolas renais e diminuição tanto do fluxo sangüíneo quanto da FG.

  • A norepinefrina, epinefrina e a endotelina provocam constrição dos vasos sangüíneos e diminuição da FG.

  • A angiotensina II provoca constrição das arteríolas eferentes, aumenta a pressão hidrostática glomerular e reduz o fluxo sangüíneo renal. Ajuda a evitar declínios na pressão hidrostática glomerular e na FG, porém há um aumento na reabsorção de sódio e água, devido a diminuição do fluxo sangüíneo nos capilares peritubulares.

  • O óxido nítrico derivado do endotélio diminui a resistência vascular renal e aumenta a FG.

  • As prostaglandinas e a Bradicinina tendem a aumentar a FG, atenuam os efeitos vasoconstritores renais dos nervos simpáticos ou da angiotensina II, sendo vasodilatadores.

  • Em condições normais a FG é de 180 l/dia, a reabsorção tubular de 178,5 l/dia e a excreção de 1,5 l/dia.

  • A alteração da PA exerce muito menos efeito sobre o volume de urina por dois motivos: auto-regulação renal e existem mecanismos adicionais que lhes permitem aumentar a reabsorção quando a FG tem elevação. Fenômeno denominado balanço túbuloglomerular.

  • As alterações da PA exercem efeito significativo sobre a excreção de água e sódio, fenômeno chamado de diurese por pressão ou natriurese por pressão.

  • O feedback túbuloglomerular tem dois componentes que atuam em conjunto para controlar a FG: o mecanismo de feedback arteriolar aferente e o mecanismo de feedback arteriolar eferente.

  • O complexo justaglomerular é constituído pelas células da mácula densa, localizadas na porção inicial do túbulo distal e pelas células justaglomerulares, que se encontram nas paredes das arteríolas aferente e eferente.

  • As células da mácula densa secretam substâncias para as arteríolas.

  • A diminuição da FG diminui o fluxo na alça de Henle, causando aumento da reabsorção de íons sódio e de íons cloreto no ramo ascendente da alça de Henle e, assim, reduzindo a concentração de NaCl nas células da mácula densa.

  • A diminuição de NaCl: diminui a resistência das arteríolas aferente, o que eleva a pressão hidrostática glomerular que aumenta a FG e aumenta a liberação de Renina pelas células justaglomerulares.

  • O mecanismo miogênico consiste na capacidade individual dos vasos sangüíneos de resistir ao estiramento durante o aumento da PA.

  • Outros fatores que aumentam o fluxo sangüíneo renal e a FG: alta ingestão de proteínas e aumento da glicemia.



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