Escalada no dedinho conjunto dos três pontõES



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ESCALADA DO PONTÃO DO DEDINHO - TRÊS PONTÕES

Via: Inferno na Torre - 5ºA1


Afonso Cláudio – ES

27 de Junho de 1999
Texto: Oswaldo Cruz “BALDIN”

Depois de algum tempo planejando a escalada do Dedinho, lá estávamos: eu, Fábio Gava, Rodrigo (Fourest Gump), Wilson e Evaristo, rumo aos Três Pontões que se localiza em Afonso Cláudio.


Saímos de Vitória no dia 27/06/99 às 4:30hs da madruga rumo ao desafio. O tempo não estava muito bom, mas a nossa sede de pisar no cume daquele pontão parece ter mudado isso.
Chegando em um sítio que fica em baixo da pedra de 400m de altura, desembarcamos com todo o material que seria usado para escalada. O Roberto Tristão estava conosco até esse momento nos passando as dicas da escalada da Via Inferno na Torre, uma conquista sua e de Gilberto Azevedo a qual enfrentaríamos.
Com as enormes mochilas nas costas, começamos a caminhada por uma trilha (que na verdade não existe) em meio a capim meloso, até chegar em uma chaminé de 3º grau guiada pelo Wilson. Dando seqüência, uma escalada fácil seguida de uma escalaminhada em uma canaleta longa e bem chata até a base do Dedinho, mais precisamente no início da Via Inferno na Torre.É preciso muita atenção, pois mais no final desta aproximação a terra é fofa e existe muitas lacas e pedras soltas.
A nossa esquerda um ótimo platô e à direita um precipício vertical de 300m de altura. Nos equipamos... e toca pra cima! O Fourest começou guiando a escalada por 20m de um trecho em artificial fixo em grampos de ½ até se deparar com um tetinho. Foi aí que me gritou para que eu assumisse a guiada. Passei o tetinho com uma chapeleta em A1, mais uns 8 metros de artificial, até um grande platô que serviu de bivaque e que foi palco de um grande susto para os conquistadores em 95. Na conquista, o botijão do fogareiro explodiu e deu início a um pequeno incêndio que só foi combatido por minutos depois. Por causa dessa cena de pânico em um platô há algumas centenas de metros de altura, Roberto e Gilberto batizaram a via de Inferno na Torre.

Fixei a corda e os outros quatro malucos atingiram o platô depois de umas jumareadas e prussicadas. Desse ponto a via começava a contornar para direita. Comecei guiando em livre essa enfiada, um 4º grau em diagonal que possui um cordelete fixo para ajudar no rapel. Fiz a parada em cima de uma grande laca de pedra que parece estar solta, dependurada no paredão. Ali o grupo se reuniu, até que eu sai para guiar a última enfiada da via. Uma fenda levemente negativa no início, não mais que um 5º grau, na qual utilizei um friend nº2 e um piton da conquista.


Nesse trecho a ansiedade do cume não saia de nossas mentes, e foi quando fui pego de surpresa. Vi que a pedra saiu da vertical e virou um platô de 4 metros quadrados, era ele, o cume do Pontão do Dedinho. Eram 15:00hs, depois de duas horas de caminhada somada a mais cinco de escalada, lá estávamos, cinco escaladores com um só objetivo naquele belo domingo, gritos para comemorar o feito e desabafar a alegria.
Como constam registros no livro de cume, fomos a terceira equipe a pisar lá em cima, depois de Roberto Tristão e Azevedo, quando conquistaram a Via Inferno na Torre em 96. Na primeira repetição a cordada foi formada por Zé Márcio, Marcão, Renato e Tarso, e dessa fez éramos nós que deixávamos nossos registros no livro.
As 16:30hs começamos a rapelar, pois um longo trajeto de volta nos esperava. Quando chegamos na base do Dedinho o sol já se escondia no horizonte. Descemos o trecho de escalaminhada bem rápido, pois as duas lanternas que tínhamos estavam lá em baicho, no início da chaminé. Quando chegamos nas lanternas já eram 19:00hs.
Agora era entrar no matagal e chegar ao sítio, mas não foi muito fácil. Ficamos perdidos nesse trecho, o qual nos atrasou muito. Saímos em um local totalmente diferente.
Mais um cume atingido, desafio, vitória e muito respeito pela natureza, porque sem ela isso tudo não passaria de ilusão.
Catálogo: downloads
downloads -> 1. As figuras abaixo mostram esquema tridimensional e cortes histológicos da odontogênese. Entenda as figuras e responda as questões abaixo. Identifique as estruturas apontadas e as fases do desenvolvimento dentário
downloads -> 1997, Secretaria de Estado da Saúde do Paraná
downloads -> Pré-Avaliação de Geografia – Prof. Nivaldo 8º Ano ef – IV bimestre Data
downloads -> Reposicionamento do nervo inferior alveolar em conjunção com o posicionamento de implantes ósseo integrados: Relatório de um ca
downloads -> Hemorragia do soalho da boca, resultado da perfuração lingual durante o implante
downloads -> 100 motivos para ir ao dentista parte 07 Antônio Inácio Ribeiro 2001 odontex
downloads -> ReconstituiçÃo de defeitos maxilares alveolares com enxerto de sinfisis mandibular para implantes dentarios
downloads -> Biologia Tecidual aplicada à implantodontia


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