Diálogo analítico e intersubjetividade



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DIÁLOGO ANALÍTICO E INTERSUBJETIVIDADE1
Adalberto A. Goulart2
O autor discute a importância da presença da personalidade total do analista na sessão, inclusive enquanto pessoa real, tanto quanto a do paciente, interagindo e interferindo no processo, apesar da neutralidade técnica buscada. O conceito de intersubjetividade é destacado como sendo a fantasia da dupla no campo analítico, construída pelo encontro das subjetividades de ambos os componentes, que serão resgatadas posteriormente, nas suas diferenças, tendo sido enriquecidas pelo encontro intersubjetivo. Destaca a importância de certa dose de coragem e ousadia que o analista precisa ter para que possa utilizar da matéria-prima que emerge no campo intersubjetivo, sempre amparado por uma sólida formação psicanalítica, por seus estudos e especialmente por uma experiência de análise pessoal satisfatória. Sugere que o trabalho analítico consiste em construir novos significados, e que, trabalhando no espaço intersubjetivo, a dupla analítica se torna mais integrada, mais viva, mais criativa e, especialmente, mais verdadeira.

A contradição que se mostra tão enigmática em face do pensamento usual provém do fato de termos de utilizar a linguagem para comunicar nossas experiências íntimas, as quais, em sua própria natureza, transcendem a lingüística”.



(Daisetz Teitaro Suzuki)
A decepção sofrida por Freud em relação à sua Neurótica, comunicada em carta à Fliess de 21 de setembro de 1897 (carta 69), data em que alguns consideram como correspondendo ao nascimento da Psicanálise; o abandono da Teoria da Sedução, que suponha a existência de traumas sexuais concretos para explicar a etiologia das neuroses; a compreensão do papel da fantasia como realidade psíquica; os estudos de Heimann e Racker sobre a contratransferência, já nos anos 50, e seu papel como instrumento de percepção inconsciente do funcionamento mental de nossos pacientes, contribuíram para que os analistas perdessem em segurança, mas, em contrapartida, ganhassem quanto à profundidade da compreensão sobre o funcionamento anímico.

Compreendendo o processo analítico como uma situação em que ocorrem identificações projetivas cruzadas, as sensações e emoções vivenciadas pelo analista contêm sempre algum grau de participação do paciente (e vice-versa) e assim quanto mais nos aproximarmos de aspectos primitivos do funcionamento mental. Como nos diz Money-Kyrle (1956), deixar-se afetar pelas emoções despertadas pelo encontro não significa funcionar em lugar do paciente, mas analisar profundamente o experimentado. Precisamos fazer uso da nossa intuição e empatia, sem perder de vista os riscos, sempre presentes, de uma infiltração da subjetividade do analista interferindo demasiadamente no processo. Desta maneira, se nos tornamos mais vulneráveis também nos tornamos mais humanos, mais humildes e mais livres, contribuindo para o enriquecimento da experiência psicanalítica através de uma maior aproximação à verdade do encontro das subjetividades da dupla. Uma sólida base teórica e técnica introjetadas, aliadas a uma análise pessoal bem sucedida, parecem ser pré-requisitos indispensáveis na busca de minimizar tais riscos, dentre os quais se destaca a inversão dada pela possibilidade da atuação em lugar do pensar.

Sabemos que, na análise, o paciente brinca com a mente do analista, como o faz o bebê com a mente da mãe, buscando provocar respostas contratransferenciais, através do que Bion chamou de identificações projetivas realistas. Assim, um estado mental é projetado e, num segundo momento, reintrojetado como estado mental modificado pela mente do objeto. Esta forma primitiva de comunicação poderá incluir uma tentativa de livrar-se de conteúdos intoleráveis, mágica e onipotentemente evacuados para o interior do objeto. Seria ainda uma maneira de investigar sobre a mente do objeto, descobrindo como ela reagiria à determinada situação (Goulart, 2000). Falamos da existência de uma mãe que seja capaz de sentir a perturbação que vem do bebê, que aceite ficar perturbada e que, apesar da perturbação, possa manter o equilíbrio mental, tornando a angústia suportável. A experiência envolve a dupla, não é de um ou de outro separadamente, mas de ambos conjuntamente, a caminho da integração da posição depressiva. Como nos mostra Hinshelwood (2001) e Lisondo (2004), a subjetividade individual está dentro do contexto intersubjetivo, nasce da intersubjetividade, no sentido de que se faz em uma experiência conjunta, a dois e progressiva. Há dois séculos a observação de crianças criadas por animais já nos mostrava que é a resposta do outro que fará com que algo do sujeito tome forma na pessoa física da criança (Penot, 2003).

Também estudos neurocientíficos demonstram que temos um potencial genético humano (dependente dos polipeptídios de DNA que estão na memória evolutiva para que sejamos humanos), mas precisamos de um potencial genético inter-humano, uma relação self/não-self para formarmos o nosso próprio self. Desta forma, a maturação e o desenvolvimento das tendências cognitivas do ego estão na dependência da interação afetiva com o objeto (interação entre estruturas corticais cognitivas e estruturas subcorticais afetivas mediadas por um neurotransmissor liberado durante a relação afetiva intersubjetiva). Produz efeito de desenvolver circuitos neurais no córtex pré-frontal, responsável pela cognição e pela regulação dos afetos.

Gabbard (1997) nos fala sobre a contratransferência como uma construção da dupla, formada pelas reações do objeto projetado (pela pressão inconsciente e interpessoal do paciente) e por aspectos já trazidos pela subjetividade do analista, concluindo que: “Um dos aspectos mais reveladores do conteúdo inconsciente de um comportamento ou de uma interação singular de um paciente é seu impacto sobre o analista”, que pode ser visto como objetivo apenas no sentido de que é um objeto externo à mente pensante do paciente. Na dependência do momento vivido na análise por ambos os participantes, as intervenções do analista podem privilegiar um objeto projetado pelo paciente e outras vezes a própria subjetividade do analista. Em uma situação adequada de desenvolvimento, a realidade psíquica e a realidade externa são percebidas, pela mente da criança, como ligadas, não mais necessitando que sejam excindidas uma da outra. O mesmo autor nos fala da importância terapêutica de que o analista possa ser visto também como objeto novo e real, apreciado pelo analisando em sua subjetividade. Nossos pacientes necessitam encontrar uma imagem de si mesmos na mente do analista, tal como ocorre quando o bebê internaliza uma imagem de si mesmo mesclada à imagem da mãe, o que teria papel fundamental na construção do novo self (“este é que sou eu, visto pelos olhos de minha mãe”, talvez dissesse um bebê).

Outros importantes autores, como Brenner (1982), Gill (1994) e Smith (2000), estudiosos dos fenômenos transferenciais/contratransferenciais, também concordam em ser a transferência/contratransferência uma criação conjunta da dupla analítica, quando transferência e contratransferência seriam dinâmica e geneticamente indistinguíveis. Também Renik (2000) nos diz que “o trabalho analítico consiste em construir novos significados, ao invés de revelar significados velhos, que foram mantidos isolados”.

A questão da intersubjetividade, começa a ganhar estudos de grande importância para a clínica psicanalítica, com seus desenvolvimentos teóricos, a partir do aprofundamento sobre o conhecimento da contratransferência, iniciado nos anos 50, como dito acima. Corroboram com o tema outras pesquisas sobre a comunicação inconsciente, pré-verbal e o significado latente das comunicações verbais. O foco central do analista, antes voltado para a mente do paciente, com sua história e os aspectos de seu mundo emocional, passa a se deslocar para a análise do relacionamento dentro do processo analítico. A situação analítica se amplia e o analista passa a ser compreendido como sendo parte ativa e integrante do processo, apesar da neutralidade buscada tecnicamente.

A intersubjetividade em psicanálise tem como base o fato de que a formação do próprio processo analítico deriva da trama tecida pelo encontro entre as reações subjetivas de ambos os participantes, um em relação ao outro e, segundo Dunn (1995), representa a força primária do processo de tratamento psicanalítico. Observando a transferência como uma função básica do ego, assim como uma limitação intrínseca ao conhecimento objetivo, as percepções do analista em relação à realidade psíquica do paciente são também construídas através das lentes da fantasia inconsciente e distorcidas por ela.

Madeleine e Willy Baranger, já em 1961, em seus estudos sobre o campo psicanalítico (situação analítica, técnica e setting) afirmavam que “Não podemos conceber a fantasia básica de uma sessão, ou do ponto de urgência desta, se não levamos em conta a fantasia do par se relacionando”, com o movimento constante de identificações projetivas, introjetivas (tanto partindo do paciente quanto do analista, gerando identificações cruzadas) e contra-identificações. A interpretação, portanto, deverá considerar o que se passa no campo intersubjetivo, criado pelos dois participantes da dupla.

A posição do analista não detém nenhum privilégio para julgar o que é apropriado e real e o que é distorcido e invenção da imaginação; não há uma dicotomia entre realidade externa objetiva e realidade interna subjetiva; na verdade existe uma realidade relacional, interativa, em que analista e paciente se encontram como sujeitos de um diálogo e de uma construção conjunta de significados, nos diz Ponsi (1997). Toda comunicação, portanto, é uma interação, contínua e mútua, seja partindo do paciente ou mesmo do analista e se situa na dimensão das palavras. As interpretações ou proposições analíticas passam a ser focadas sobre a relação, quando o analista deverá buscar o ponto de vista do paciente sobre esta, auxiliado pela observação de seus próprios estados mentais.

Os analistas parecem começar a sair de um lugar onde, na realidade e a bem da verdade, nunca estiveram; lugar onipotentemente construído, com uma neutralidade mais desejada que real e verdadeira, como se fosse possível manter-se em uma relação afetiva excluindo todo o tipo de interferência de suas subjetividades no processo. Cientistas voltados para outras áreas do conhecimento, como Einstein e Heisenberg, e mais recentemente Hawking, com seus princípios de relatividade e incerteza buscando compreensão sobre os confins do Universo, nos mostram que esta parece ser uma nova concepção de mundo, transformadora das ciências.

A objetividade científica idealizada, em que o observador não afetasse ou interferisse no objeto de sua investigação, parece ter sido abandonada, substituída pela premência em se distinguir realidade de fantasia, considerando sempre o ponto de vista do outro. Isto inclui uma recusa a ver qualquer interpretação como completa ou qualquer significado como exaustivo e acabado. Nossa própria maneira de ver o mundo não significa ser este o modo como as coisas de fato são, o que amplia substancialmente o espaço para o pensar (Cavell, 1998).

Katz (2000) descreve muito bem nossas compreensíveis resistências, enquanto analistas, para nos adaptarmos à nova concepção: “se manifestamente os analistas aceitavam os avanços da psicanálise, inconscientemente se mantinham presos ao antigo modelo. A subjetividade do analista era tomada como uma reação indisciplinada à transferência do paciente e que deveria ser controlada”, o que hoje, obviamente já não se sustenta.

Bion, a partir do trabalho com grupos e também com a análise de psicóticos, desenvolve o conceito de transferência descrito por Klein. Descreve as partes psicótica e não psicótica da personalidade e coloca o analista presente, com todos os recursos de sua vida mental, no processo. As identificações projetivas passam a ser compreendidas como uma modalidade de comunicação da mente primitiva, recíproca e cruzada. Sendo assim, cada paciente com seu analista construirão uma nova história (história da dupla), forjada nas subjetividades de cada um e no espaço intersubjetivo criado por ambos. Assim, cada análise se faz numa experiência conjunta, única, singular, particular e jamais poderá se repetir.

O desenvolvimento da intersubjetividade no processo analítico, estaria na dependência da empatia, da contratransferência, do papel real do analista, dos fenômenos de campo e da função self-objetal (ponto de encontro de aspectos subjetivos e objetivos na situação analítica), mas como nos alerta Hanly (1994), é necessário que o analista possa preservar certa medida de objetividade. O uso equilibrado de ambos os vértices, objetivo e subjetivo, deverá estar sempre voltado ao novo do trabalho com cada paciente, o que nos traria o vigor e o frescor de uma experiência de relacionamento humano, em oposição à aridez da teoria, conforme pensamos também.

Ogden vem realizando um extenso estudo sobre a intersubjetividade no processo analítico, trabalhos bastante conhecidos e, muitos deles, reunidos no livro “Os sujeitos da psicanálise” (1996). Revisando e se inspirando nas teorias de Freud, Klein e sobretudo Bion, Winnicott e Green, chega a afirmar que não é necessário distinguir o que é do paciente e o que é do analista, pelo contrário, acha que a criação conjunta de ambos é que deve ser privilegiada. O encontro entre paciente e analista, na sala de análise, criaria um terceiro sujeito, o terceiro analítico (semelhante ao objeto analítico descrito por Green), um sujeito intersubjetivo, construído através de sucessivas identificações projetivas e introjetivas partidas de ambos os componentes e que, posteriormente, seria resgatado à subjetividade de cada um, mas sempre modificado pela criação de ambos. Parafraseando Winnicott, nos diz que não existe, portanto, paciente sem analista ou analista sem paciente.

Franco Filho (1994) contribui com as questões levantadas e com clareza nos coloca diante do impasse epistemológico que vivemos: “de um lado, temos que defender a noção de neutralidade do analista (supostamente um dos pilares do método) e de outro, temos que enfrentar o que, na prática, nos aponta através da experiência e do bom senso: que o analista é muito mais do que um espelho”.

Eizirik (1991) nos diz que “A neutralidade, convertida em jargão psicanalítico é invenção dos analistas, não de Freud, que nunca usou a palavra alemã neutralitaet em seus escritos teóricos ou técnicos. Nas três ocasiões em que a Standard Edition inclui a palavra neutrality, o termo empregado por Freud foi indifferenz, traduzido por Strachey como neutralidade (Hoffer, 1985). O que pode parecer mais um detalhe de tradução, talvez encerre a essência do debate que tem envolvido o conceito. Conforme Hoffer, a palavra neutralidade tem uma conotação mais impessoal, distante e científica, enquanto indiferença pode ser usada tanto em alemão como em inglês, no sentido científico de imparcial quanto ao resultado. Seja como for, a ambigüidade da palavra neutralidade tornou-se particularmente adequada, para captar a complexidade única da posição do analista, simultaneamente humanista e objetiva. A honesta neutralidade e o genuíno envolvimento com outra pessoa são de alguma forma antitéticos ? Mantendo-se neutro e não indiferente, o analista lança mão de suas capacidades de sentir e pensar para colocar-se à disposição do paciente. Essa atitude neutra agora seria descrita não só em relação ao paciente mas também em relação a si mesmo”.

Irma Pick (1985), se referindo ao mesmo tema nos diz que “... a opinião de que o analista não seja afetado por estas experiências não só é falsa, como indicaria ao paciente que, para o analista, a sua situação, a sua dor e conduta não têm valor do ponto de vista emocional. Isto representaria não neutralidade, mas hipocrisia ou insensibilidade. O que aparenta ser falta de paixão na realidade pode vir a ser a morte do amor e do cuidado”.

A subjetividade do analista inevitavelmente participa das percepções sobre o analisando e cada participante do encontro tem uma percepção subjetiva que contribui para essa nova realidade emergente. Ambos são observadores e participantes, cada um com suas próprias concepções da realidade construída em conjunto (Gabbard, 1997).

A neutralidade analítica absoluta, como parâmetro técnico, culminaria por produzir um bloqueio com dois vetores: a garantia de uma transferência pura, por um lado, e por outro a eliminação de qualquer possibilidade de contratransferência. Uma compreensão asséptica, utópica e um tanto ingênua, incapaz de se adequar à verdadeira experiência de um encontro psicanalítico. Se o analista está tão presente no encontro analítico, com todo o peso da sua personalidade, tanto quanto o paciente, a diferença se faz na possibilidade de substituir a atuação pelo pensar.

Doin (2002) acrescenta ser fundamental uma certa dose de ousadia e coragem para que tais experiências possam ser valorizadas como matéria-prima na análise. A afinação da dupla aparece como responsável por vivências compartilhadas num espaço transicional criado na situação analítica, mantido durante um tempo necessário e posteriormente abandonado, quando cada um dos participantes recobrariam suas diferenças subjetivas, agora enriquecidas pelo processo, tal qual também se refere Ogden.

As novas perspectivas teóricas, desenvolvidas à partir de uma compreensão mais ampla e aprofundada do funcionamento mental da dupla analítica na clínica, com a inclusão da personalidade total do psicanalista, assim como a do paciente, e de um interesse ousado e verdadeiro sobre o funcionamento emocional de ambos, dentro do campo psicanalítico, deslocando o foco de atenção e análise para o espaço intersubjetivo criado pelas subjetividades da dupla, não sendo, ao final, uma nem outra, desloca também o método interpretativo da psicanálise para o construído na relação, a cada momento e em cada sessão. As interpretações, antes transferenciais, passam a ser dirigidas para a interação transferencial/contratransferencial, para a rede composta de identificações projetivas cruzadas e contra-identificações, com seus conteúdos verbais latentes e pré-verbais.

Consequentemente, o campo analítico, que inclui a técnica, o setting e a situação analítica, bem como o processo ditado pelo método, passa também por uma espécie de mudança catastrófica. Enquanto analistas, fomos destituídos de uma posição confortável que julgávamos ter, onipotentemente constituída, ainda que a verdade sofresse com isso, e tal qual a situação se humanizou, nós também ganhamos a oportunidade de nos tornarmos mais humanos e mais inteiros, com toda a carga biológica, histórica, emocional e social que faz de nós o que somos.

Mantermos nossas mentes não saturadas, voltadas para o novo e desconhecido de cada encontro, desenvolvendo nossas capacidades negativas de suportar o não saber de cada momento, como aliadas e também conseqüências do desenvolvimento de nossa capacidade de pensar em lugar de atuar, voltados e a serviço da mente do outro, que nos procura para o alívio de suas dores, objeto maior de nossos estudos e pesquisas, nos tornamos mais inteiros, mais vivos, mais livres, mais criativos e mais verdadeiros.

ANALYTICAL DIALOGUE AND INTERSUBJECTIVITY

SUMMARY

The Author discusses the important presence of the analyst total personality in the analytic session, that included the real person, as much as the patient, interchanging and interfering on process, although the technic neutrality search.



The intersubjectivity concept is enhanced like a double phantasy in the analytic field, constructed by subjectivities meeting of both components, that should be ransom later, in their differences, enriched by the intersubjective meeting.

He emphasize the necessity of some dose of courage and daring that the analyst needs to have to use of the raw material that emerge in field intersubjective, always sustained by the solid psychoanalytic formation, by the studies and speciality by the satisfatory personal analysis. He suggests that the analytical work consists of constructing new meanings, and that, working in the intersubjective space, the analytical pair if becomes more integrated, more alive, more creative and, especially, truer.

KEY WORDS: intersubjectivity, psychoanalytical dialogue, psychoanalysis

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Adalberto A. Goulart

Av. Anísio Azevedo, 675/304 – Salgado Filho

49020-240 – Aracaju/SE

Telefax: (79) 246-3070



adalbertogoulart@uol.com.br



1 Trabalho apresentado no XXI Congresso Brasileiro de Psicanálise, Porto Alegre, 9-12 de maio de 2007.

2 Membro Efetivo e Analista Didata da Sociedade Psicanalítica do Recife e do Núcleo Psicanalítico de Aracaju.






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