Cosmetologia I



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Cosmetologia I
Matérias-primas de uso cosmético:
Água:

- a maioria das formulações farmacêuticas contém água

- emulsões, xampus, leite

- a contaminação microbiana é importante

- não há esterilidade em cosméticos (deve haver uma contagem de colônias baixa)

- uso de BPF (Boas Práticas de Fabricação)

- geralmente uso de água destilada

- pode haver desprendimento de gás, alteração de aroma e cor se houver contaminação

- impurezas do ponto de vista físico: sólidos e metais
Propriedades:

- solvente: tipo de substâncias

- enxaguar pele e cabelos

- veículo

- hidratante: associação com substâncias
- a água pode ajudar a hidratar com uma substância carreadora que ajude a penetrar na pele

- a pele é uma barreira

- ação refrescante e ação hidratante “ilusória”
Álcoois:

- miscibilidade: miscíveis com água

- solvente

- função na pele: remoção de sujeira da pele


Etanol:

- veículo hidroalcoólico

- ação anti-séptica

- acima de 30%: ação conservante


Funções:

- solvente

- veículo  mistura

- antissepsia

- conservação

- evaporação


- álcool neutro e de cereais

- álcool etílico  desodorizado por carvão ativo (álcool sem cheiro)


Preparações:

- desodorante

- tônico para rosto

- loção pós-barba

- perfumes
Polióis:

- freqüência

- tipos: sorbitol (geralmente uso oral – sabor doce); propilenoglicol (geralmente uso capilar); glicerina (geralmente em cremes e emulsões; pode apresentar reação alérgica)

- higroscópicos  efeito na pele

- edulcorante  preparações
* Todos os álcoois são higroscópicos: absorvem água e seguram. Não é hidratação profunda, é superficial (ação “umectante”). Para hidratantes, deve-se usar um componente de maior penetração.
- miscibilidade com água e álcool
Preparações:

- emulsões

- suspensões

- cremes e máscaras hidratantes

- conservante de extratos vegetais

- tônicos capilares

- desodorantes roll-on
Uso: 3 a 5%
Compostos lipídicos e derivados:

- biomoléculas orgânicas  solubilidade


Gorduras vegetais:

- triglicerídeos  ésteres de ácidos graxos (ácido oléico, linoléico e linolênico) e glicerol

- oxidação

- ações: emoliência – amaciamento da pele, hidratação e oclusão (diminui temporariamente a perda de água); restauração dos fosfolipídeos epiteliais e plasticidade (batom: óleo de rícino)


Preparações:

- loção corporal

- creme de massagem

- óleo de banho

- xampu/ condicionador

- sabonete


Gorduras animais:

- triglicerídeos de gorduras insaturadas

- óleo de fígado de peixes (bacalhau) e tartaruga marinha

- sebos: tecido adiposo de bovinos e suínos


Gorduras modificadas:

- óleos hidrogenados: alteração das características


Insaponificáveis:

- porção não-glicerídica do óleo

- conteúdo: carotenóides (precursores da vitamina A  reepitalização tonalizante), tocoferóis (antioxidante)

- óleo de jojoba, soja, abacate e manteiga de Karité


Ceras:

- ésteres de ácidos graxos e álcoois graxos de alto peso molecular  sólidas

- consistência para emulsão, batom e lápis

- oclusivas  proteção, emoliência, hidratação secundária por oclusão


Origem vegetal:

- cera de carnaúba

- cera de candelina
Origem animal:

Cera de abelha:

- emulsão, batom e lápis  ácido cerático + base = sabão (agente emulsificante – cera alvejada com oxidante)



Espermacete (raça) de baleia  dá tixotropia

Lanolina:

- sebo da pele de carneiro  similaridade com substâncias presentes na pele (essencial em batons)



Derivados da lanolina:

- emoliência grande; capacidade de emulsificar

- líquido; pastoso e menos pastoso para diminuir a alergia

Própolis:

- cera + resina; antisséptica; cicatrizante e protetora


Polissacarídeos:

- origem vegeral

- macromoléculas  algas (alginatos)

- seiva de árvore  goma arábica, etc

- folhas
Propriedades:

- fixam água  intumescimento (uso em géis)

- espessantes, geleificantes e plastificantes  uso em dentifrícios, loções, géis, esmalte (nitrocelulose)

- amido: seco, deslizante, porém “segura” ma pele (importante para maquiagens)


Hidrocarbonetos minerais:

- petróleo  óleos, vaselinas e parafinas

- ação de superfície  emoliência e hidratação

- untuosidade (propriedade de ser pegajoso/ gorduroso)

- endurecedor  vaselina e parafina

- veículo/ excipiente

- penetração
Preparações:

- emulsões

- maquiagem (lápis e bastão)

- cera depilatória


Hidrocarbonetos animais
Silicones:

- polímeros  siloxano + silício

- hidrófobos

- inertes

- brilho

- formador de filme

- não dão reação com a pele

- amaciamento dos cabelos (condicionamento)

- oleosos (fluidos)  filmógenos e reduzem pegajosidade

- voláteis  evaporação

- emulsionantes  emulsão A/O à baixa temperatura

- produtos para pele mais seca

- afinidade pela queratina; não danifica o cabelo
Preparações:

- anti-transpirante

- creme para mãos

- produtos para cabelos e pêlos

- máscara

- maquiagem, etc


Polímeros carboxivinílicos:

Carbopol:

- polímero do ácido acrílico  precisa de pH mais alto para geleificar (alcalinização)

- dispersibilidade em solventes

- espessantes e geleificantes  formas cosméticas

- carboxilas/ pH baixo  alcalinização  solidificação

- uso: 0,5%

- para peles que não aceitam emulsões

- forma película, dá toque e refrescância


Preparações:

- gel fixador

- xampu

- máscara facial



- produtos para corpo
Formas cosméticas:
Produto cosmético e cosmecêutico:

- produto cosmético não se aplica na pele lesada e não é para uso interno


Produto cosmético:

- “formulações de uso externo destiladas à higiene, proteção e embelezamento da aparência humana. Aplicados sobre a pele sadia e seus anexos (unhas e pêlos) não devem interferir nas funções orgânicas vitais, irritar, sensibilizar, nem provocar fenômenos secundários indesejáveis devido à absorção sistêmica.”

- para a legislação não existe a definição de cosmecêutico

- a legislação de cosméticos é diferente de medicamentos


Produto cosmecêutico:

- “cosmético especial, de base científica, fórmula ou ingredientes ativos declarados, com finalidade preventiva e pode ser empregado para dissimular imperfeições cutâneas leves.”

- ex: unhas, cabelos, acne, manchas, caspa

- interface entre medicamento e cosmético

- há um princípio ativo

- fator de risco 1 e risco 2 (cosmecêutico)


Classificação dos produtos cosméticos quanto á forma cosmética:

Emulsão:

- aspecto, cor, consistência

- fases: dispersada e dispersante  tipos e usos

- tensoativo: anfifílico, interface das fases  estabilidade

- forma mais usada em cosméticos

- versatilidade

- a pele precisa de componentes aquosos e oleosos, por isso é uma forma cosmética ideal
Emulsão A/O:

- untuosidade  sensorial  clima

- proteção  indicação

- mais pegajosa/ mais oleosa

- interessante para pele seca/ idosa/ para países com clima mais frio
Emulsão O/A:

- aspecto da pele

- popularidade  fase externa e emolientes

- preferido pelo público brasileiro

- sensorial mais agradável
Tensoativos:

Aniônicos  sais de ácido graxo  estearato de metais alcalinos, amônio e TEA

- tira gordura, é meio agressivo para a pele (proteção natural do corpo)

- mais agressiva para a pele seca
Não-iônicos:

- hidratação da pele

- estabilidade

- eficácia

- reologia

- maior versatilidade

- geralmente mais compatíveis com os componentes do cosmético

- menos agressivos

- muitas vezes requerem quantidades maiores

- maior custo


Tipos de emulsões:

Cremes:

- consistência

- partículas: 0,1 a 100 μm

- aspecto branco leitoso

- cor branca por reflexão da luz

- preparação

- aumento da consistência: uso de quantidades maiores de tensoativos; uso de espessantes
Objetivos:

- área preferencial – áreas restritas (mãos, rosto, cotovelos)

- pele suave e fresca

- proteção

- substâncias graxas e água

- rugas


- limpeza da epiderme
Leite ou loção cremosa (entre creme e leite):

- caracterização, conteúdo de água

- consistência – menos viscosa

- área aplicada maior

- usos

- problema de estabilidade, separação de fases



- pode ter até 85-90% de água
Emulsão oil-free:

- conteúdo de óleo mínimo

- proporção de componentes oleosos pequena

- emolientes  ésteres graxos não comedogênicos (não dá espinha, etc)

- isoparafinas e silicones voláteis

- ausência de óleo mineral/ vaselina líquida

- emulsionantes  poliméricos ou minerais

* Sepigel®  copolímero acrilamida, isoparafina C13-C14, óleo mineral, polissorbato 8S

- não dá uma carga oleosa significativa para o produto
- gel-creme: uso de espessantes em vez de emulsionantes que são lipofílicos
Suspensão:

- dispersão  fases dispersa e dispersante

- sedimento  tamanho e redispersão

- fluidez

- usos

- uso restrito em cosmetologia



- mais usado para limpeza de pele (absorve oleosidade)

- deve controlar o tamanho e quantidade de partículas


Géis:

- dispersão coloidal  rede de macromoléculas  líquido  viscosidade

- geleificantes: colóides, dispersão + neutralização, intumescimento e dispersão

- exemplos: derivados de celulose e do ácido acrílico, silicatos e alginatos


Tipos:

Hidrogéis  água (%)/ álcool, glicol e geleificante

- indicação


Oleogéis  vaselina líquida, óleos (%) e geleificante

- finalidade: rosto, corpo, cavidade oral e cabelo

- aceitação no mercado
Serum:

- gel bem aguado (uso para envelhecimento)

- xampu, sabonete líquido, banho/gel de espuma

- eletrólitos/ geleificantes  dispersão


Soluções:

- uso para tônico facial, perfume, desodorante líquido

- soluto  sólido, líquido e gás

- veículo

- usos
Aerossol:

- sistema caro

- fase contínua ou dispersante: gás comprimido liquefeito  propelente/ pulsor (50 a 80%)  projeção

- fase dispersa: líquido ou sólido

- envase sob pressão  acondicionamento

- proteção, economia, higiene

- custo e risco

- exemplos: corpo, cavidade bucal, face e cabelo

- gás: gás de cozinha desodorizado (propano/ butano)

- tamanho da gotícula menor = maior superfície de contato

- não há tanto problema de contaminação

- deve-se estudar a quantidade de gás suficiente para que não sobre líquido


Pó:

- pulverização, trituração, micronização e moinho

- tamanho de partícula  sensorial e duração (micronizado = inferior a 60μm; finíssimo = 60 a 74μm; fino = 74 a 128μm; grosso = superior a 128μm)

- adição de líquidos  perfumes e aglutinante

- solto ou compacto  exemplos: rosto, boca e corpo
Pasta:

- fase sólida dispersa = 20 a 70%

- fase líquida dispersante (emulsão; pomada)

- usos: máscara facial abrasiva



Sistema moldado:

Sabonete:

- base + ácido graxo sebo (70 a 85%) e côco (15 a 30%)  sais de potássio, água, glicerina na base livre e NaCl  sabão (pH alto  base livre + gordura  retira a gordura)


Syndet:

- tensoativo sintético (aniônico e/ou anfotérico), plastificantes (óleo de rícino hidrogenado, ácidos graxos etoxilados), estabilizantes de espuma (amidas) e dióxido de titânio (coloração branca)

- limpexa, enxágüe, preço e pH compatível

- não tem pH alcalino

- maior custo

- dificuldade para enxaguar

- adequada para rosto
Stick:

- usos: desodorantes


Bastão e lápis:

- tipo de preparação

- maquiagem para olhos, rosto e boca

- pigmentos insolúveis  óleos e lipídeos  proporção  aplicação e deslizamento

- moldada ou fundida  estojo plástico e madeira

- remoção de maquiagem  emulsão, creme

- consistência dada pelos óleos e ceras
Anatomia e fisiologia da pele:
- função: sensorial e aparência (traduz os sintomas do organismo), contato físico com meio social
Pintas: desequilíbrio da pigmentação cutânea por motivos genéticos ou ambientais

Olheiras: podem estar relacionadas com a circulação local ou excesso de pigmentação da pele

Rugas: perda de elasticidade

Gordurinhas
- E assim os cosméticos atuam de forma que mimetizem com a função da pele; manter o aspecto saudável da pele ou como função decorativa (maquilagem)
Pele – Anatomia:

- área: 2500 cm2 (nascimento)  25000 cm2 (adulto)

- espessura: 1,5 a 4 mm

- peso médio (seco): 2 kg (16% do peso total do corpo); pele + gordura até 17 kg


Estrutura básica:

- epiderme (estrutura compactada para proteção)

- derme (tecido conjuntivo denso)

- hipoderme

- estruturas independentes, mas relacionadas

- epiderme é nutrida pela derme


Epiderme:

Células:

- queratinócitos: sofrem queratinização na camada basal dando origem aos corneócitos

- células de Langerhans: proteção imunológica

- melanócitos


Camadas:

-


estratificação (as células mudam de formato: arredondadas  achatam-se e compactam-se  descamam)

camada córnea

- camada granulosa

- camada espinhosa

- camada basal


- na palma das mãos e sola dos pés, há mais uma camada devido ao maior atrito = camada lúcida
Extrato basal:

- processos de mitose

- renovação celular aproximadamente de 28 em 28 dias

- produzem queratina à medida que segue para o extrato córneo e daí se achatam

- o processo da célula que passa da camada basal para o extrato córneo demora 2 dias

- melanócitos  unidade melânica (um melanócito e 30 queratinócitos)

- tipos de melanina  eumelanina (marrom) e feomelanina (vermelho)

- dentro dos melanócitos, existem os melanossomas  transferidos para queratinócitos que os liberam, dando a tonalidade da pele


Extrato espinhoso:

- número de desmossomos que ligam umas células às outras é grande (células muito unidas)

- protege a pele contra a abrasão

- na camada córnea, a quantidade de desmossomos diminui (ação de enzimas proteolíticas – atuam em meio aquoso  descamação)

- pele seca = perda de atividade das enzimas  evita processo de descamação  aspecto seco, áspero

- células de Langerhans: relacionadas ao processo de sensibilidade da pele


Extrato granuloso:

- células ricas em grânulos de queratohialina (fase anterior à queratina)

- células ricas em grânulos lamelares: proteínas e lipídios = cimento extracelular

- lipídios intercelulares impedem que água interior se evapore facilmente  mantêm pele hidratada


Extrato córneo:

- formado por células anucleadas (mortas), achatadas e empilhadas

- células ricas em queratina

- células da superfície em contínua descamação

- principal barreira para entrada de substâncias ativas pela pele
- pH na pele aproximadamente 5, devido aos lipídios  impedem crescimento de microorganismos sobre a superfície da pele
Funções da epiderme:

- barreira protetora: extrato córneo  proteção do meio interior, permeabilidade aos agentes externos, proteção contra agressões externas, biomecânica (distensibilidade), poder higroscópico

- sabonete alcalino induz oleosidade rebótica
Derme:

- rica vascularização

- anexos cutâneos

- terminações nervosas


Camadas:

- papilar: papilas dérmicas (aumenta contato da derme com a epiderme)

- reticular: mais profunda
Papilar:

- papilas dérmicas  sustentação (fibroblastos que sintetizam fibrilas de ancoragem: fibras de colágeno e fibras elásticas)

- nutrição: aumento da área de contato
Reticular:

- tecido conjuntivo denso, rico em colágeno e fibras elásticas

- sofre principais degradações com o envelhecimento (perda de sustentação, aparecimento de rugas)

- substância fundamental: retenção de água na pele (gel mucopolissacarídeo = glicosaminoglicanas)

- vasos sangüíneos e linfáticos

- terminações nervosas  sensações

- anexos cutâneos: pêlos, glândulas sebáceas e sudoríparas
Hipoderme:

- células: adipócitos

- tecido conjuntivo frouxo (fibras de colágeno e elastina)

- reserva energética

- proteção mecânica

- vasos sangüíneos e linfáticos

- inervação - pressão

- acúmulo de gordura nos adipócitos pressionam vasos linfáticos que causam edema; pressionam terminações nervosas que causam dor


Anexos cutâneos:

- folículo piloso

- glândula sebácea

- glândula sudorípara


Pêlos:

- invaginação da epiderme: folículo piloso

- composto por queratina

- camadas: medula, córtex e cutícula

- músculo eretor do pêlo: regula temperatura corpórea
Cutícula:

- em contato com as agressões do meio externo, onde atua os cosméticos

Córtex:

- dá o formato do cabelo



Medula:

- composto por ar


Pêlo terminal: longos  barba e cabelo

Pêlo sebáceo: presente nas regiões sebáceas

Pêlo velus: presente em todo o corpo (finos)
Glândulas sebáceas:

- controle hormonal  produção de sebo

- sebo: triglicerídeos, colesterol e ésteres, ceras  emoliente

- sebo + suor = barreira hidrolipídica

- umidade pilossebácea = folículo piloso + glândulas sebáceas
Glândulas sudoríparas:

Écrinas:


- palma das mãos, planta dos pés e testa (100% aquoso)

- controle nervoso do suor (emocional)

Apócrinas:

- axilas, anogenital, aréola mamária

- responsáveis pelo mau odor

- composto por água e componentes do sebo

- presença de microorganismos
Barreira hidrolipídica:

- suor + sebo + lipídios intercelulares

- suor = água, ácido láctico, aminoácidos, eletrólitos, ácido urocânico (protetor solar: absorve a radiação UV; aumenta melanina)

- sebo = ácidos graxos livres, triglicerídeos, colesterol e ésteres

- lipídios intercelulares = ácidos graxos livres, colesterol e ceramidas

- suor e sebo = emulsão epicutânea


Fatores de hidratação natural:

- aminoácidos livres

- ácido láctico

- uréia


- sais (NaCl)

- processo de queratinização libera essas substâncias


Receptores nervosos:

- terminações nervosas livres (responsáveis pelo sentimento de temperatura e dor)

- terminações nervosas encapsuladas: corpúsculo de Meissner – papila dérmica  tato/ toque; corpúsculo de Passini – hipoderme  percepção profunda (pressão)

Funções da pele:

- proteção (epiderme); percepção (derme); termorregulação; secreção

- proteção contra agressão física (abrasão); química (melanócitos); microbiológica (barreira epicutânea)

- percepção (terminações nervosas)

- termorregulação: suor, músculo eretor do pêlo

- secreção de toxinas: metabólitos produzidos pelas glândulas sudoríparas/ sebáceas


Perfumes e Aromaterapia:
Ferormônios: substâncias que possuem ou carregam uma excitação ou estímulo

Memória olfativa

Olfato: a percepção dos cheiros consiste não só na sensação gerada
Função do olfato:

- sobrevivência/ sentimentos primitivos

- preservação da espécie

- prazer/ sabor


Gatefossè: pai da aromaterapia (1928)

- experiência pessoal com o óleo de lavanda (cicatrizante)


Como funciona o olfato:

- odores  olfato  reação

- nariz – função: órgão encarregado da percepção de aromas
Sistema límbico:

- coordena comportamento emocional

- instinto de sobreviência e manutenção da espécie

- liberação de endorfina e noradrenalina


Óleos:

- volatilização alta

- volatilização média (dura de 2 a 3 dias, ação equilibrante: anis, camomila, ylang-ylang, rosa  geralmente flores)

- volatilização baixa (dura até 1 semana, efeito tranqüilizante e relaxante: resinas/ madeira)


Obtenção de óleos:

- destilação: principal procedimento, protege grande parte dos componentes; subproduto; subproduto água destilada/

- processo mecânico: cascas de frutas, cítricos – bergamota e laranja

- enfleurage: placa de vidro com gordura; pomada aromatizada; extração com álcool

- extração por solventes: obtenção rápida e de baixo custo; resíduos de compostos orgânicos; alteração da “pureza” dos óleos; efeitos adversos/ colaterais
Uso:

- são extratos vegetais altamente concentrados

- cuidado na dosagem

- difusão através da pele, membrana, circulatório



Aplicação:

- através do sentido do olfato (aromatizador)

- via oral (dosagem rigorosa)

- uso tópico (massagem – uso de óleo carreador)


Cuidados no uso:

- gravidez

- sensibilidade cutânea

- asmáticos

- epilepsia

- olhos


- individualidade biológica

- sinergias biológicas


Saúde e beleza:

- aroma e bem-estar: melhora da auto-estima; contra estresse e agitação da vida moderna


Aromaterapia x Aromacologia:

Aromaterapia:

- efeitos terapêuticos dos aromas

- resultados subjetivos
Aromacologia:

- estudo dos efeitos dos aromas no comportamento humano

- resultados quantitativos/ objetivos

- trabalha com efeito temporário

- aborda apenas efeitos psicológicos
Desodorantes e anti-transpirantes:
Introdução:

- higiene pessoal

- introdução dos desodorantes e anti-transpirantes

- Antigo Egito e Roma  perfumes e adstringentes


Origem do suor:

- glândulas sudoríparas  2.380.000; 1,60 m2

- 250 a 1250 mL/ dia  temperatura, umidade, estresse
Tipos de suor:

Glândulas écrinas:

Características:

- elas têm função fisiológica = verdadeiras

- em maior número e tamanho menor

- formato: novelo de lã, o ducto desemboca na superfície da pele

- localização: derme  influência do sistema nervoso

- predominância: região da fronte/ rosto; mãos; região plantar e tórax


Constituição:

- glomérulo excretor

- canal excretor

- conjunto envolvido por vasos sangüíneos e rede nervosa


Suor écrino:

- mais abundante

- composição: 99% de água, NaCl, ácido láctico, compostos nitrogenados (uréia, ácido úrico, creatinina, amoníaco, colina e aminoácidos), glicose, ácidos graxos, minerais (sais de potássio, sulfatos, fosfatos) e ácido ascórbico

- função para a pele: ácido láctico (esfoliante, hidratante)

- o suor é uma emulsão (água e óleo) que garante a proteção da pele

- ácido ascórbico  antioxidante contra o envelhecimento da pele

- a pele aceita melhor componentes que ela já contém

- pH (na mulher) = 6,0 e pH (no homem) = 4,7

- a pele é ácida, portanto uma leve acidez nos produtos é bem-vinda
Mecanismo de secreção suboral écrina:

- estímulos: térmico e psíquico

- geração de suor: alta temperatura ambiente; estados patológicos; exercícios físicos
Funções:

- termo-regulação

- manutenção do pH da pele (contaminação)

- hidratação e plastificação da camada córnea

- excreção de metabólitos (uréia, sais e ácido láctico); situações de emotividade
Glândulas apócrinas:

Características:

- são maiores que as glândulas écrinas, porém em menor número

- localização: axilas, púbis, para-genitais, mamilos e canal auricular

- enervação e estímulo (puberdade: estímulo hormonal)

- desenvolvimento e ativação

Constituição:

- mistura do suor com a secreção sebácea

- sistema rico para microorganismo se desenvolver
Suor apócrino:

- composição: água, cloreto de sódio, proteínas, lipoproteínas e lipídeos (propício para o desenvolvimento de microorganismos)


Funções:

- papel fisiológico não determinado

- influências

- pêlo e suor écrino


- suor écrino se torna carreador do suor apócrino

- o pêlo aumenta o contato do suor com a pele


Desodorantes:

Definição:

- são produtos empregados com a finalidade de neutralizar as substâncias odoríferas por combinação com estas ou por mascaramento, inibindo o crescimento da flora saprófita à superfície da pele, com emprego de substâncias bactericidas ou bacteriostáticas em veículos apropriados


Formulação:

Substâncias ativas:

- Irgasan® DP300 (bacteriostático – 0,2 a 0,5%); farnesol (bacteriostático – 0,2 a – 0,3%); sais de amônio quartenário; acetato de clorexidina; fenol sulfonato de sódio; bicarbonato de sódio (se combina com as substâncias que causam mau odor – neutralização); óleos essenciais; triclorocarban; sais metálicos do ácido rinoléico.


Anti-transpirantes:

Histórico:

- 1916: Stillian  AlCl3.6H2o nas axilas por 2 a 3 dias  irritação devido à formação de HCl

- 1940: cloridrato de alumínio  vantagens

- 1960/1970: produtos mais eficazes


Definição:

- são produtos aplicados topicamente que restringem a quantidade de secreção das glândulas sudoríparas que desembocam na pele, evitando os efeitos desagradáveis do suor

- sua ação se dá por adstringência (fechamento do poro) associada a mecanismos não elucidados completamente de obstrução ou tamponamento dos canais sudoríparos

- inibem a transpiração não bloqueando totalmente a secreção natural


Substâncias ativas:

- a maioria envolve sais de alumínio acima de 27%

- cloridrato e sulfato de alumínio

- cloridrato de alumínio e zircônio, etc

- formam soluções de pH ácido (3-4)  problemas de estabilidade
Outros:

- formaldeído

- anticolinérgicos: escopolamina e atropina injetáveis
Teorias do mecanismo de ação:

Adstringentes:

- precipitação de proteínas (processo de geleificação)

- obstrução do ducto  diminui a saída de suor
Alteração da permeabilidade do ducto sudoríparo
Diferenças de potencial eletro-fisiológico no ducto:

- cargas positivas  polaridade  sentido da secreção


- formol: denaturante de proteínas que obstruem os ductos


Formas cosméticas:

Líquidas:

Spray:

- sensação de refrescância

- soluções hidroalcoólicas (etílico – 60%; isopropílico – 50%; n-propílico – 30 a 35%), com princípios ativos bacteriostáticos e/ou sais de alumínio; substâncias emolientes e tensoativos que facilitam a dissolução de essências
Finalidade da adição dos componentes:

- etanol, álcool eltílico desodorizado ou de cereais  refrescância, se evapora rapidade, dissolve essências

- glicerina, sorbitol ou propilenoglicol  aumenta a viscosidade, “segura” a água da composição

- tampões como uréia e bórax  acerta o pH


- material de acondicionamento: frasco plástico com batoque e cânula

- aplicação do produto e preferência

- gotícula maior que aerossol (menor eficiência)

- pode ser compartilhado


Aerossol:

- utilização de gás propulsor: gás carbônico, butano em mistura com outros gases estáveis

- substituição de gases propelentes por pulverização direta

- não há contato com o produto

- custo mais elevado

- acondicionamento: frasco metálico e vidro

- tipo de aplicação e preferência
Roll-on:

- suspensões e emulsões

- espessantes: derivados de celulose a 0,4 a 0,7%

- acondicionamento: depende da viscosidade

- produto não muito viscoso

- forma resíduo ao redor da bolinha, ressecamento, etc

- a bolinha deve deslizar

- não deve ser compartilhado

- econômico

- mais para o público feminino

- não irritante
Deo-colônia:

- solução alcoólica contendo antissépticos, propilenoglicol, água, corantes e essências (7 a 10%)

- emprego no corpo
Semi-sólidas e sólidas:

Cremes O/A:

- tensoativo aniônico  incompatível com 15 a 20% sal

- ácido adstringente  correção (MEG)

- tensoativo não iônico  estabilidade

- não pode ser leite (problemas na estabilidade)

- deve ter uma boa viscosidade

- umectantes  formulação e aplicação

- problemas : sensação úmida, pegajosa


Gel:

- veículo: álcool (para evaporar mais rápido), geleificantes (dependem de pH), desodorante e anti-transpirante

- atual

- forma de apresentação


Bastão:

- dissolução de estearato de sódio e outros ingredientes em álcool  sabão geleificado (certa transparência)

- facilidade na aplicação, econômico, individual
Sabonete:

- base de sabonete e antissépticos (triclorcarban, cloroflucarban e triclosan)


Pó:

- composição: talco, carbonato de magnésio, ácido bórico e bicarbonato de sódio

- mecanismo de ação

- uso: em sapatos


Boas práticas de fabricação e controle:
- conceito

- sistema de qualidade

- operações

- qualidade assegurada


GMP = conjunto de procedimentos seguros a serem praticados pelas empresas com o objetivo de assegurar a natureza e a qualidade pretendida
Prevenção:

- o segredo da prevenção é examinar o processo e identificar as possibilidades de erro

- a verdadeira finalidade da ação corretiva é identificar e eliminar os problemas para sempre
Conceito:

- a União Européia estabeleceu as BPFeC com base no gerenciamento do sistema de Qualidade Total associada com todas as ações planejadas e sistemáticas necessárias para proporcionar confiabilidade adequada que um produto e serviço deve proporcionar para atingir os requisitos de qualidade

- suporta a empresa na formalização da política da qualidade

- estabelece as condições sob as quais os diferentes estágios da operação devem ser realizados

- comportamento humano define a qualidade (conscientização e comprometimento)

- descreve as atividades que conduzem a qualidade assegurada

- cada empresa deve adaptar as práticas de acordo com a sua especificidade

- outros métodos podem ser utilizados

- devem proporcionar um nível de garantia de qualidade pelo menos igual ao que será obtido com a metodologia proposta

- o comprometimento com as Boas Práticas de Fabricação e Controle é baseado no real envolvimento da alta administração da empresa através da facilitação com a disponibilização de recursos humanos, equipamentos e demais condições para a implantação do processo


Sistema de qualidade:

Organização:

- claramente definida

- responsabilidade e tarefas individuais
Recursos:

- humanos

- equipamentos

- procedimentos

- processos
Operações:

Introdução:

- planejamento de cada etapa da produção

- aplicação e entendimento dos procedimentos e instruções

- possibilidade de identificação a qualquer momento do equipamento, instrumento, insumo, limpeza ou documento

- evitar conflito de identificação

- instruções disponíveis no ponto de utilização


Água:

- o sistema de água deve sempre atender às necessidades e conformidades do produto acabado

- o sistema deve permitir desinfecção de acordo com os procedimentos adotados

- tubulação instalada para evitar estagnação e risco de contaminação

- os materiais do sistema devem ser escolhidos de forma a não afetar a qualidade da água (tubulações de alta qualidade, tubulações de PVC ou aço inox – problema: formação de biofilme)
Recebimento de insumos:

- identificação do insumo

- código interno

- data de recebimento

- identificação do fornecedor

- quantidade e número de volumes de acondicionamento


Transferência interna:

- transporte

- amostragem: pessoal autorizado, treinado, qualificado e capacitado (adquirido com experiência)
Armazenagem:

Estocagem em condições apropriadas:

- características

- identificação

- PEPS


- segregação: rejeitados e quarentena

- granéis: identificação e segurança


Processos:

Pesagem:

- condição física

- utensílios

- equipamentos

- contaminação cruzada
Fabricação:

- instruções claras e disponíveis

- avaliação do equipamento

- identificação do produto a granel

- preservação das matérias-primas

- fórmula


Acondicionamento:

- preparação

- identificação correta
Envase:

- equipamento

- utensílios

- instruções

- amostragens

- atividades

- rotulagem adequada preventiva
Distribuição:

- procedimentos

- conformidade com especificações e padrões
Terceirização:

- operações claramente definidas

- contrato (direitos e obrigações)

- auditoria

- colocação no mercado (responsabilidade definida)
* Processo = contínuo (ex: processo de qualidade)

* Programa = finito


Qualidade assegurada:

Princípios:

- envolve todas as operações


Operações:

- estabelecimento de procedimentos e instruções claramente definidas pelos departamentos competentes

- possibilitar ao pessoal a qualquer tempo, condição para reportar qualquer anormalidade e/ou não-conformidade

- análise com todas as operações envolvidas das anomalias na qualidade  implementação de ações corretivas  melhorias e monitoramento


Ciclo:

Marketing/ Pesquisa de mercado  Engenharia de projeto  Aquisição  Planejamento e Desenvolvimento do processo  Produção  Inspeção/ Exame/ Ensaio  Embalagem e Armazenamento  Vendas e Distribuição  Instalação e Operação  Assistência técnica e Manutenção  Disposição após uso (meio ambiente)  Marketing...


Compras e Insumos:

Colaboração entre Pesquisa e Desenvolvimento, Operações e Garantia de Qualidade:

- especificações (identidade do material)

- fornecedores aprovados

- estabelecer condições para fornecedor e cliente

- inspeções

- documentação


* Aferir = feita pelo órgão estabelecido (ex: IPEN)

* Calibrar = deve ser feito toda vez que o equipamento é utilizado


Controle e Manutenção de equipamentos:

- equipamentos devem ser mantidos limpos e sanitizados

- equipamentos devem ser projetados, instalados e mantidos

- não devem expor os produtos a risco

- as áreas não devem ser utilizadas por pessoas não pertencentes às mesmas

- evitar contato de produtos de limpeza com os produtos produzidos em qualquer fase do processo

- anotações devem ser mantidas para controle dos equipamentos
Controle de qualidade:

- controle de insumos e produtos terminados  laboratório de controle

- controle do processo  pessoal da operação

- documentação (informações)  especificações, recebimento de amostras, inspeções (testes e sua metodologia), limites de aceitação

- controles  identificação interna, validade e lote

- resultados  devem ser mantidos em registro (inspeções, medições, decisões  aprovado, rejeitado ou pendente); mantidos em condições que permitam acesso rápido

- amostras de retenção em quantidades adequadas à finalidade
Treinamento:

Pessoal deve possuir:

- conhecimento

- experiência

- competência

- motivação
Conteúdo:

- métodos

- pesagem

- fabricação

- manutenção

- higiene

- controle
Objetivo:

- responsabilidades específicas

- completo

- rotineiro

- novos funcionários
Documentados
Documentos:

- comprovação de determinado fato ou atividade

- discrepâncias

- imprecisão

- esquecimentos
Controle de documentos:

- emissão

- utilização

- arquivo


Procedimentos para atualização
Procedimentos:

- amostragem de insumos

- processo de fabricação, envase, inspeção de equipamentos

- limpeza e desinfecção

- start up e closing

- abordagem de não-conformidades

- calibração de equipamentos e instrumentos

- devoluções (atividade do consumidor) e recolhimento (atividade da empresa)

- validação
Especificações:

- matéria-prima

- materiais de embalagem

- granéis

- semi-elaborados

- produtos acabados  informação básica: forma de identificação interna, qualitativas (físico-químicas, microbiológicas e dimensionais), data de re-inspeção e metodologia


Rastreabilidade:

- possibilita investigar de modo eficiente às causas possíveis para não-conformidades

- a correspondência entre a documentação das diferentes operações e as atividades de controle deve permitir e suportar a rastreabilidade

- a documentação deve ser mantida de forma a permitir acesso fácil e imediato


Monitoramento:

- fundamental para a Qualidade Assegurada: avaliar a qualidade e resultado das ações corretivas

- atividade permanente

- análise periódica dos resultados


Auto-inspeção:

- atividade de rotina ou não que permite à empresa avaliar a conformidade das suas atividades relativamente aos quesitos constantes do Procedimento de Inspeção a ser utilizado pelas Autoridades Sanitárias


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