Contemporaneidade da aids: pistas para uma compreensão da epidemia entre os homens que fazem sexo com homens



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EIXO TEMÁTICO: Sistemas de Saúde: atenção em rede e o desafio da integralidade.
CONTEMPORANEIDADE DA AIDS: PISTAS PARA UMA COMPREENSÃO DA EPIDEMIA ENTRE OS HOMENS QUE FAZEM SEXO COM HOMENS
Diego da Silva Medeiros1

Jhennifer de Souza Góis2

Malena Gadelha Cavalcante3

João Bosco Feitosa dos Santos4


Introdução: A epidemia de aids é conhecida pela sua dinamicidade e complexidade. As características desta epidemia variam de região para região no globo terrestre. A quarta década da aids traz alguns desafios para as análises sociológicas e de saúde coletiva. A tecnologia no campo da aids teve avanços significativos, no diagnóstico e no tratamento medicamentoso fomentando grande vivacidade à discussão no campo e esperança às pessoas que vivem com HIV/aids (PVHA). A aids possui claros elementos sociais que ultrapassam a mera caracterização biomédica de um evento viral. Este agravo, ainda hoje, é profundamente marcado pelo estigma, preconceito e discriminação que tornam complexo o enfrentamento da epidemia, requerendo um olhar ampliado. Atualmente a epidemia de aids se apresenta distinta do início dos anos oitenta e esta atualização estabelecerá conversações entre pesquisadores de várias tradições científicas, movimentos sociais, profissionais de saúde e pessoas que vivem e convivem com HIV/AIDS. A epidemia apresenta sinais de concentração em grupos populacionais específicos. O Departamento de IST, aids e hepatites virais do Ministério da Saúde (DIAHV) alinhado à Organização Mundial de Saúde (OMS) nomeia de populações chaves (key populations) aqueles que apresentam maior risco de infecção pelo HIV, tais como homens que fazem sexo com homens (HSH), usuários de drogas, pessoas privadas de liberdade, trabalhadores do sexo e transgêneros (WHO, 2014). No Brasil (2014), segundo Boletim Epidemiológico, os HSH possuem uma taxa de prevalência de 10,5% e os jovens HSH de 17 a 21 anos de 1,2%, em contrapartida, a população geral de homens possui 0,7% e de homens jovens de 17 a 21 anos de 0,1%. Observa-se concentração significativa de infecções entre os HSH, considerando que a taxa de prevalência entre trabalhadores do sexo é de 4,9%, pessoas usuárias de droga em geral de 5,9% e usuários de crack de 5%. Estes dados ilustram a vulnerabilidade à infecção do HIV/aids de setores historicamente marginalizados socialmente que estão submetidos cotidianamente ao estigma social, preconceito e discriminação. Entre os homens jovens da faixa etária de 15 a 24 anos, as taxas de detecção apresentam aumento significativo. Entre os homens, nos últimos dez anos, observa-se um aumento da taxa de detecção, principalmente entre aqueles com 15 a 19 anos, 20 a 24 anos e 60 anos e mais. Destaca-se o aumento em jovens de 15 a 24 anos, sendo que de 2006 para 2015 a taxa entre aqueles com 15 a 19 anos mais que triplicou (de 2,4 para 6,9 casos/100 mil hab.) e, entre os de 20 a 24, dobrou (de 15,9 para 33,1 casos/100 mil hab.) (BRASIL, 2016). Os dados oficiais apontam para o incremento da infecção de HIV/aids entre os jovens de 15 a 24 anos, superior, inclusive, as outras faixas etárias. Este recorte etário se enquadra no segmento de adolescentes e jovens (adolescents and youth) da Organização das Nações Unidas (ONU) para fins estatísticos e políticos (EISENSTEIN, 2005). O Brasil vive uma turbulência política e econômica que ressoa na política de IST, aids e hepatites virais. Há, todavia, associada à crise, debilidade da agenda dos direitos humanos sob a influência de um conservadorismo moral que já se anunciava anos atrás na formação de políticas públicas. Houve censuras, por exemplo, capitaneadas pelo parlamento brasileiro do “kit contra a homofobia” nas escolas, campanha de prevenção das prostitutas e campanha para jovens gays no carnaval (CORRÊA, 2016; SEFFNER; PARKER, 2016). A resposta brasileira à epidemia da aids foi reconhecida internacionalmente pelo envolvimento direto das populações mais afetadas pela epidemia na condução das políticas públicas sob os auspícios do debate dos direitos humanos. Atualmente, o investimento do DIAHV é concentrado na ordem biomédica difundida internacionalmente com a palavra de ordem “testar e tratar”, ou seja, disseminar o diagnóstico e oferecer o tratamento com os medicamentos antirretrovirais, desvitalizando as investidas de prevenção horizontais junto às populações chave. (CORRÊA, 2016; SEFFNER; PARKER, 2016; GRANGEIRO; CASTANHEIRA ; NEMES, 2015). Objetivo: Compreender a discussão da epidemia de HIV/aids entre os HSH na produção acadêmica brasileira. Metodologia: A pesquisa se insere no âmbito do doutorado em sociologia em andamento. Trata-se de um estudo bibliográfico, cuja trajetória metodológica percorrida apoiou-se na leitura exploratória e seletiva do material de pesquisa, bem como em sua revisão integrativa-narrativa (SANTOS; PIMENTA; NOBRE, 2007; MENDES et al., 2008). O levantamento dos artigos foi realizado em junho de 2017, através dos descritores “aids” e “hsh”. O termo HSH é oriundo de denominação inglesa men who have sex with men (MSM) para definir homens gays e bissexuais e aqueles com práticas homoeróticas e identidade heterossexual (BRIGNOL et al, 2015). Utilizou-se como base de dados o Portal Periódicos CAPES e a busca foi definida para artigos completos em português, realizados nos últimos cinco anos. Foram excluídos os trabalhos repetidos, os editoriais e os que estavam fora da temporalidade. Os artigos enquadrados nos referidos critérios foram considerados potencialmente relevantes. Após o levantamento bibliográfico, realizou-se a leitura exploratória do material encontrado, objetivando obter um panorama brasileiro sobre o tema. Em seguida, efetuou-se leitura seletiva para determinar qual material bibliográfico de interesse ao objetivo desse estudo. Resultados e Discussão: A política pública que se dedica à prática de prevenção, promoção e tratamento às populações de HSH por vezes se insere em amarras de prescrições de cuidado que buscam regular os corpos, bem como suas práticas sexuais. O cotidiano singular dos HSH, em sua multiplicidade, não alcança as práticas de cuidado que se constituem em tecnologia de regulação e medição calculável de subjetividades (ZAGO; SANTOS, 2013). O esforço governamental de importar metodologias de prevenção de outros países, aparentemente testadas e legitimadas pela comunidade científica, não coaduna com os esforços brasileiros do princípio da epidemia de envolver as populações mais vulneráveis na confecção de estratégias que se amparem nas singularidades dos territórios que estas populações praticam (ZAGO; SANTOS, 2013). A população, assim, passa ser um objeto de intervenção estatal, de uma norma que prescreve de modo generalizante e abstrato os procedimentos de uma vida saudável. Os indivíduos, assim, internalizam a prescrição e buscam se subjetivar considerando a norma como verdade, esta prática pode fomentar sentimento de culpa pela não observância da prescrição e esvaziamento do discurso biomédico por parte da população o qual ele é direcionado. Assim, o indivíduo é inteiramente responsável pelo exercício da sua prevenção, de evitar riscos à sua integridade física recorrendo à razão (reproduzida pelo discurso científico e técnico, objetivo) desprendendo-se das amarras afetivas assumindo uma posição de autonomia (PINHEIRO; MEDEIROS, 2013). A vida das pessoas, no entanto, não se processa por protocolos. A complexidade de uma vida e a multiplicidade de interações que ela suscita nas redes sociais das populações mais vulneráveis requer ferramentas mais autônomas para serem utilizadas pelos profissionais de saúde; o cuidado protocolar ainda tem a hegemonia nos atendimentos desde a testagem / diagnóstico até o tratamento nos serviços especializados em HIV/aids. Monteiro et al (2014) sugere que os atendimentos primem pela autonomização dos profissionais e dos usuários para se desvincular dos dispositivos mais engessados de cuidado e aprimorar a relação usuário e profissionais de saúde para a compreensão dos contextos de vulnerabilidades. As políticas públicas precisam incidir nas dimensões individual, social e programática, as quais estão profundamente interligadas quando tratamos da temática do HIV/aids. A epidemia tem avançado sobre os jovens homens, mais precisamente, os HSH. Na seara individual há um baixo autocuidado por parte destes jovens, os insumos de prevenção, todavia, devem estar disponíveis sem barreiras de acesso. As escolas ainda apresentam dificuldades em tratar da temática da sexualidade e das IST e o acesso aos serviços de saúde apresenta-se precário em virtude de fatores sociais como os modelos de masculinidade e juventude que exaltam a potência e negam a “fraqueza” (TAQUETTE; RODRIGUES; BORTOLOTI, 2015). O discurso que justifica o avanço da epidemia de aids entre os adolescentes e jovens somente com o argumento que os mesmos não dispõem de informações sobre prevenção ou uso correto do preservativo não atende à complexidade do fenômeno. A persistência de preconceitos e discriminações associada ao discurso hegemônico da heteronormatividade pode contribuir para a ausência de cuidado adequado aos jovens homossexuais nos serviços de saúde (CUNHA; GOMES, 2016). Os adolescentes e jovens HSH associam alguns sentidos quando se reportam às IST e aids: a sensação que o uso do preservativo pode diminuir a sensibilidade e consequentemente o prazer; a parada para colocar o preservativo dificulta a ereção e é preciso dar mostras de potência sexual; os homens seriam mais descontrolados sexualmente, são caçadores e precisam ser viris; as primeiras relações sexuais são mais propícias a não utilização pela postura submissa, o medo de perder o parceiro e o momento de prazer; os conhecidos e parceiros fixos são mais confiáveis, a confiança dispensa o uso do preservativo e pode ser uma prova de amor; as redes sociais virtuais e sites de relacionamentos proporcionam facilidades de encontros sexuais para sexo sem compromisso e geralmente sem preservativo (CUNHA; GOMES, 2016). O acesso aos serviços de saúde destes adolescentes e jovens HSH é atravessado por uma série de elementos que facilitam ou obstruem o cuidado formal nos serviços de saúde, tais como: o medo de contrair aids conduz os adolescentes e jovens HSH para realizar os testes diagnósticos geralmente após as relações sexuais sem preservativo; a questão do sigilo sobre a sexualidade, medo de sofrer discriminação por ser homossexual; preconceito por parte dos profissionais quanto a prática do sexo anal; alguns profissionais de saúde atendem os homossexuais reproduzindo a lógica heteronormativa; adolescentes e jovens declaram que para ser bem atendidos precisam esconder a homossexualidade; para o padrão hegemônico heterossexual a revelação de uma identidade gay pode causar constrangimento, receio de serem tratados fora da norma vigente, expostos e incompreendidos (CUNHA; GOMES, 2016). Em artigo recentemente publicado, os resultados apontaram que as principais fontes de suporte para as pessoas vivendo com HIV/aids foram familiares e amigos que não residem com a pessoa; o medo do estigma e preconceito esconde a condição sorológica; o suporte do profissional de saúde interfere na adesão ao tratamento; rede social de apoio permite a redução de estigma e discriminação decorrente da doença; o suporte melhora o autocuidado, a qualidade de vida e afastam sentimentos de incapacidade. De uma maneira geral as pessoas vivendo com HIV/aids possuem suporte social disponível e satisfatório (PEDROSA et al., 2016). Considerações Finais: A contemporaneidade da epidemia de aids no Brasil aponta para o recrudescimento das infecções pelo HIV entre homens, jovens e HSH. As pesquisas acadêmicas estão produzindo reflexões e saberes para as conversações entre os sujeitos que estão diretamente envolvidos, tais como, usuários dos serviços de saúde, profissionais de saúde, gestores em saúde, educadores, movimentos sociais, assistência social, familiares, religião, entre outros. A política prescritiva que objetiva homogeneizar as práticas de saúde e regular corpos e subjetividades não potencializa o cuidado. No entanto, a produção de cuidado singular, sempre inventado no encontro e em relação pode ser uma ferramenta alvissareira na resposta à epidemia de HIV/aids. A ofensiva conservadora capitaneada por lideranças políticas no parlamento brasileiro e ecoada entre a sociedade civil também é um obstáculo para os direitos humanos. A prática heteronormativa das instituições estatais precarizam o acesso da população LGBT, mais precisamente de HSH, aos serviços de saúde e educação. A aids ainda é uma síndrome profundamente estigmatizada e mesmo o conhecimento teórico sobre as formas de infecção e do tratamento constatado pela pesquisa não impede a discriminação e preconceito sistemático sobre as PVHA, por isso, a dificuldade de expor sua condição sorológica. A pesquisa de doutoramento ainda se apresenta embrionária e requer as ferramentas empíricas para compreender a contemporaneidade da aids no Brasil.
Palavras-chaves: HIV/aids; juventude; HSH.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais. Boletim Epidemiológico. Brasília/DF: Ministério da Saúde, 2014.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais. Boletim Epidemiológico. Brasília/DF: Ministério da Saúde, 2016

BRIGNOL, S. M. S. et al. Social networks of men who have sex with men: a study of recruitment chains using Respondent Driven Sampling in Salvador, Bahia State, Brazil. Cad. Saúde Pública, vol.31, suppl.1, pp.170-181, 2015


CORRÊA, S. A resposta brasileira ao HIV e à AIDS em tempos tormentosos e incertos. IN: ABIA, Mito VS Realidade: sobre a resposta brasileira à epidemia de HIV e AIDS em 2016. Rio de Janeiro / RJ, 2016.

CUNHA, R. B. B.; GOMES, R. Sentidos atribuídos aos cuidados de saúde e à prevenção de DST/Aids em específico por jovens gays. Physis. vol. 26, n.3, 2016 pp.807-828.

EISENSTEIN, E. Adolescência: definições, conceitos e critérios. Adolesc Saude., vol 2, n.2, p.6-7, 2005.

GRANGEIRO, A; CASTANHEIRA, E.R.; NEMES, M.I.B. A re-emergência da epidemia de aids no Brasil: desafios e perspectivas para o seu enfrentamento. Interface (Botucatu),  Botucatu ,  v. 19, n. 52, p. 5-8, Mar.  2015.


MENDES, K. D. S.; SILVEIRA, R. C. C. P.; GALVÃO, C. M. Revisão Integrativa: Método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. Texto Contexto Enfremagem, v. 17, ed. 4, p. 758-64, 2008.
MONTEIRO, S. S. et al . Discursos sobre sexualidade em um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). Ciênc. saúde coletiva,  Rio de Janeiro ,  v. 19, n. 1, p. 137-146,  Jan.  2014.
PEDROSA, S. C. et al. Suporte social de pessoas que vivem com a síndrome da imunodeficiência adquirida. Texto Contexto Enferm. vol. 25, n. 4, 2016.

PINHEIRO, C. V. Q.; MEDEIROS, N. M.. Práticas de prevenção do HIV/Aids e modos de subjetivação. Physis,  Rio de Janeiro ,  v. 23, n. 2, p. 629-646,  Jun  2013.


SEFFNER, F.; PARKER, R. Desperdício da experiência e precarização da vida: momento político contemporâneo da resposta brasileira à aids. Interface (Botucatu), vol.20, n.57, pp.293-304, 2016.



1Doutorando em Sociologia pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Mestre em Saúde Coletiva (UECE). Graduado em Ciências Sociais (UECE). Email: diegosmedeiros@gmail.com. CPF: 001756133-70.

2Mestranda em Saúde Coletiva (UECE). Graduada em Serviço Social pela UECE. Email: jhennifersouza@yahoo.com.br. CPF: 036857323-07.

3Doutoranda em Ciências Médicas (UFC). Mestre em Ciências Médicas (UFC). Graduada em Farmácia (Unifor). Email: malenagadelha@hotmail.com. CPF: 641091603-59

4Doutor em Sociologia (UFC). Professor Associado do Programa de Pós-Graduação em Sociologia (UECE). Email: feitosabosco@gmail.com.

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