Concerto marca inicio das obras da Sala Sinfônica da Ospa



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Concerto marca inicio das obras da Sala Sinfônica da Ospa

11.03.2012

A abertura da temporada 2012 da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) neste domingo (11) foi em alto estilo e em um lugar emblemático. No programa árias de grandes nomes da ópera em evento ao ar livre no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, no coração da Capital gaúcha, e no local que sediará a futura Sala Sinfônica da orquestra. O evento, assistido pelo governador Tarso Genro e autoridades, marcou o início da contagem regressiva para a entrega do prédio, prevista para outubro de 2014.

Cerca de 2,5 mil pessoas assistiram ao espetáculo que teve a participação de dois solistas, o barítono Carlos Rodriguez e o tenor Juremir Vieira. A Ospa executou trechos das óperas de Giacomo Puccini (Recondita Harmonia, de Tosca); de Gioacchino Antonio Rossini (Ària de Fígaro, de Barbeiro de Sevilha), e Giuseppe Verdi (La Donna È Mobile, de Rigoletto) e o francês Georges Bizet (Ária do Toreador, de Carmen). A condução da Orquestra coube ao maestro e diretor artístico da Ospa, Tiago Flores, que encerrou a sessão com a Abertura 1812, do compositor russo Piotr Il’yitch Tchaikovsky, e com a presença da banda do 3º Batalhão da Polícia do Exército.

O governador Tarso Genro ressaltou que a futura Sala Sinfônica é uma conquista para o povo gaúcho e para Porto Alegre, seguindo padrões internacionais. O Chefe do Executivo destacou que a entrega do espaço acontecerá ainda em seu Governo e, ao lado do deputado federal e presidente da Comissão de Orçamento do Congresso Nacional, Paulo Pimenta, pediu mais recursos. “Já temos no Orçamento federal um primeiro bloco de R$ 20 milhões. Agora, com a ajuda de Pimenta, queremos que haja mais recursos para compra de equipamentos”, disse o governador.

Realização de um sonho

Emocionado, o secretário da Cultura, Luiz Antônio de Assis Brasil, lembrou que já tinha pertencido a Ospa. “Há 45 anos eu era um jovem sem talento, sentado na última fileira dos violoncelos, no início da ditadura militar. Nesse período, os músicos eram seres destinados à invisibilidade, e a Sala Sinfônica era uma fantasia dos mais imaginativos”, disse. “Mas tudo isso mudou, vivemos em plena democracia e a Ospa experimenta a melhor e mais brilhante noite de toda sua longa história. A Sala Sinfônica era uma das propostas do governador Tarso Genro, e hoje isso começa a ser cumprido”, bradou.

O secretário acrescentou que existem razões de sobra para comemorar e, se dirigindo aos músicos, disse que a Sala Sinfônica logo será uma realidade e que o Governo está empenhado em solucionar as questões de um espaço adequado para ensaios. O governador Tarso Genro já solicitou um estudo sobre o equacionamento dos salários, “para que possamos competir com os valores do mercado nacional e não percamos bons profissionais”, explicou.

“Que a construção da nova casa da Ospa sirva para cimentar a harmonia entre nós, e que seja o modelo de nossas ações futuras. Unidos, podemos tudo, e nada nos vencerá. Somos um Estado que tem desafios, sim, mas um Estado que constroi uma Sala Sinfônica deste porte demonstra que pode muito mais, e vencerá eventuais percalços”, salientou Assis Brasil.

O presidente da Ospa, Ivo Nesralla, enfatizou que o momento é de emoção pelo início da obra de realização de um sonho de 60 anos da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, de ter uma sede própria. No mesmo sentido o maestro Tiago Flores enalteceu a primeira das 55 apresentações programadas para o ano como especial e que marca a “ocupação do terreno”.

Plateia eclética

A plateia que assistiu as quase duas horas do espetáculo era bastante eclética. Além da presença de autoridades como o governador Tarso Genro, o prefeito José Fortunati, secretários de Estado, parlamentares e o ex-governador Olívio Dutra, com a mulher Judite, havia músicos aposentados da Ospa, o presidente do Conselho Estadual de Cultura, Walter Galvani, e muitas famílias.

Este era o caso do casal Caterine Garcia e seu marido Fernando Brancher, acompanhados pelo pequeno Bruno, de três meses. Caterine disse que fez questão de levar o filho ao seu primeiro concerto da orquestra no terreno que receberá a Sala Filarmônica. “Sempre nos emocionamos nos concertos da Ospa e queremos que o Bruno herde isso. Agora nosso plano é trazê-lo para a inauguração da Sala”.

Sala Sinfônica

As obras de construção da futura Sala Sinfônica da Ospa, sonho acalentado há mais de quatro décadas, estão na etapa de fundação (sondagem) e de estaqueamento, com os técnicos da empresa que erguerá o prédio fazendo a análise do terreno. Próxima etapa será a licitação para a execução dos blocos de fundações.

O projeto está orçado em R$ 46 milhões, com recurso que serão provenientes dos Governos do Estado e Federal, por meio do Ministério da Cultura, e da iniciativa privada, com previsão de término sendo 31 de outubro de 2014. A Sala terá capacidade para 1,5 mil expectadores.

Já a Ospa é a segunda orquestra mais antiga do País, com público médio de 100 mil pessoas por ano. Ela é formada por 112 músicos profissionais e 3 regentes (Regente Titular, Regente Assistente e Regente Auxiliar e de Coral). Seu foco de atuação possibilita acesso à cultura a



Fundação Ospa
A Fundação Orquestra Sinfônica de Porto Alegre – Complexo musical-educativo foi criado em novembro 1960 sob forma de entidade de direito privado. Em 4 dezembro de 1964 foi autorizada a sua encampação, para em 22 de janeiro de 1965 ser instituída em forma de autarquia estadual. Há 30 anos forma gratuitamente profissionais para orquestras.

Com a necessidade da entrega do espaço que utiliza para ensaios no Cais do Porto em agosto – devido a obras de remodelação do Cais -, a direção da Ospa, em conjunto com o Governo do Estado, estuda outros espaços. Entre eles, a reforma no subsolo da Secretaria da Educação, onde existe a previsão de um auditório, inclusive com projeto, algo orçado em R$ 1,6 milhão.

Outra alternativa será a devolução ao Estado de dois galpões situados na Rua Olavo Bilac, na Cidade Baixa, em Porto Alegre, e emprestados à Prefeitura. Os músicos estiveram lá e gostaram do espaço. Na próxima semana haverá audiência com o prefeito José Fortunati, onde o tema entrará em pauta.

A PUC-RS ofereceu um espaço situado no limite da Capital com Viamão, onde funcionava o seminário Nossa Senhora das Graças, que tem uma capela que pode ser adaptada perfeitamente para os ensaios. Também foi analisado o aluguel do antigo cinema Coral, no Moinhos de Vento, que possui palco e plateia. O alto custo e a necessidade da realização de uma grande obra para isolamento acústico surgem como impeditivos.



Em contato com os músicos, Assis Brasil disse que a Secretaria da Cultura trata com a Casa Civil da duplicação do salário dos servidores da Ospa, até 2014. Como são apenas 90 pessoas, a repercussão orçamentária é considerada mínima.

Texto: Paulo Fontoura/M.Emilia Portella
Edição: Asscom Sedac


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