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Encontro02.07.2019
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Reabilitação Respiratória
A reabilitação respiratória pode ser definida como a prática médica, onde uma equipa multidisciplinar de especialistas a partir de um diagnóstico preciso, pres-creve um programa global de reabilitação individualizado, que inclui terapia ade-quada, suporte psicológico e educacional, com a finalidade de atingir e manter o nível máximo de independência do indivíduo e de funcionalidade na comunidade.
Indicações
A reabilitação pulmonar está indicada para todos os pacientes com doenças res-piratórias crónicas que já estejam sob terapêutica adequada e que continuam a referir dispneia (falta de ar).

Doença pulmonar obstrutiva crónica - DPOC (asma brônquica, bronquite crónica e enfisema), Bronquiectasias, Fibrose quistica, Bronquiolites, Fibrose intersticial, Pneumoconiose, Paquipleurite, D.neuromusculares, Deformações torácicas e ci-foescolióticas, Espondilite anquilosante, Pós-cirurgia pulmonar, D.vascular pul-monar, Obesidade e Síndrome de Apneía do Sono, etc



Benefícios
Recuperar o doente para a máxima capacidade funcional possível.

Realizar mais facilmente as actividades da vida diária.

Promover a reintegração social e permitir a alguns doentes a reintegração profissional.

Reduzir a mortalidade.




Reduzir uso de

medicamentos

Reduzir os sintomas Diminuir as hospitalizações
Melhoria condição Melhorar a auto- física estima

IMPACTO DA

REABILITAÇÃO
Aumentar tolerância Diminuir a ansiedade

ao esforço e a depressão


Melhoria da qualidade de vida


Como encaminhar o doente para o Programa
Os doentes devem ser encaminados para o Programa de reabi-litação respiratória pelo seu médico assistente ou pneumologista, por intermédio de uma carta simples ou acompanhados de uma credencial dos vários sub-sistemas de saúde (ARS, ADSE, PT, Multicare, Médis, etc).

Os clínicos devem estar sempre informados e em contacto es-treito com o programa e dos seus objectivos, actuando no senti-do da prevenção e da optimização terapêutica.




Programa global de reabilitação
A Reabilitação respiratória é um processo multidimensional que envolve:
01. Avaliação clínica

02. Educação, aconselhamento e intervenção comportamental dos doentes e familiares

03. Medidas Gerais – modificação dos factores de risco

A. Medidas Higieno-Dietéticas

B. Evicção / Desabituação tabágica

04. Optimização Terapêutica

05. Reeducação Funcional Respiratória

06. Treino Respiratório em esforço (inclui treino de força)

07. Assistência Respiratória:

A. Aerossolterapia

B. Oxigenioterapia Longa Duração (OLD)

C. Ventiloterapia Domiciliária (VAD)

08. Terapia Ocupacional (Actividades da Vida Diária)

09. Apoio Psicológico

10. Integração Sócio-Profissional

Equipa interdisciplinar

A aplicação dos vários componentes do programa de Reabilita-ção Respiratória deverá ser realizada por profissionais de saúde especialistas, com conhecimento e experiência no tratamento dos doentes crónicos.

Fazem parte da equipe um Médico Coordenador do Programa (Fisiatra/Medicina Desportiva), Pneumologistas, um dos quais responsável pela consulta de desabituação tabágica, Endocri-nologista, Fisioterapeutas, Terapeuta ocupacional, Lic. em Ed. Física, Técnicas de cardio-pneumologia (Laboratório), Nutricio-nista e Psicólogo.

Avaliação clínica
Com a avaliação clínica pretende-se monitorizar o grau de defici-ência, traduzido pela avaliação funcional, o grau de incapacidade relacionada com a sintomatologia clínica (intolerância ao exercício) e o grau de desvantagem (limitação da actividade sócio-profis-sional) apresentada pelo doente, resultante da doença pulmonar.
A avaliação clínica engloba:
-Anamnese: - A história clínica, familiar, social e profissional.

-Avaliação da composição corporal, com medição da % de gordu-ra, peso da massa magra (muscular) e determinação do peso ideal.

-Avaliação da capacidade neuro-motora: No doente respiratório crónico é importante avaliar a flexibilidade, a força e resistência muscular, que têm relação directa com as actividades da vida diá-ria.

-Avaliação da postura: A avaliação postural visa identificar des-vios mais evidentes da coluna, da cintura escapular e pélvica, assimetria dos membros inferiores, etc, a fim de evitar a pres-crição de exercícios que possam vir a agravá-los.

-Exame funcional respiratório: Espirometria, mecânica ventilatória, provas broncomotoras, capacidade de difusão e gases no sangue. Avaliação da força dos músculos respiratórios (PMI e PME)

-Avaliação da capacidade cárdio-respiratória: A avaliação da po-tência aeróbia pode ser determinado através da medição directa do consumo máximo de Oxigénio (VO máx.). Os Testes em tapete rolante ou bicicleta ergométrica, permitem a Classificação do Con-dicionamento Físico de cada individuo e a prescrição médica do exercício.

-Análise nutricional e suplementação alimentar: (Anamnese Nutri-cional, Registro Dietético e Gasto Energético). Para se tentar atin-gir o peso ideal interessa adequar a dieta ao gasto energético/dia e ao tipo e intensidade do exercício a prescrever.

Para isso é necessário obter de informações quanto aos hábitos alimentares do doente e a proporção de ingestão dos diferentes nutrientes ao longo do dia.

-Avaliação da qualidade de vida.

-Avaliação psicológica

As medidas terapêuticas específicas são dimensionadas e orien-tadas segundo as necessidades físicas, emocionais e sociais do doente respiratório e nem todos vão necessitar da aplicação inte-gral dos diversos componentes do programa de reabilitação.
Treino Respiratório em Esforço
A principal causa de incapacidade do doente respiratório relaciona-se com a diminuição da tolerância ao exercício. O aumento da falta de ar em esforço leva os doentes a reduzirem drásticamente a sua actividade física. A inac-tividade leva a uma redução rápida da força dos músculos periféricos e do condicionamento muscular, o que os faz entrar em anaerobiose precoce-mente, com acumulação de ác. Láctico. Inicia-se um ciclo vicioso de desa-daptação progressiva ao exercício, o qual conduz a um aumento da fadiga muscular e à sensação de falta de ar (dispneia) para esforços cada vez me-nores e ao consequente aumento do sedentarismo, com todas as suas ne-fastas repercussões. Um dos objectivos mais importantes da reabilitação será o de prevenir ou interromper este ciclo vicioso.
Nas fases iniciais da doença o importante é combater a tendência à vida se-dentária e estimular a prática regular de exercícios gerais.

Nas fases mais avançadas o treino de exercício, com a duração de 3 meses, deve ser planeado e sistematizado e efectuado sob supervisão médica, ba-seado numa correcta avaliação clínica.

O volume-duração óptimo da carga de treino varia entre 30 a 45 min. Utilizam-se exercícios predominantemente isotónicos (dinâmicos), aeróbios, de força resistência, envolvendo grandes massas musculares, jogos com bola ou aparelhos leves, marcha, corrida e durante a recuperação exercicios de coordenação e destreza.

O Treino Específico dos Músculos dos Membros Superiores é benéfico nos doentes respiratórios reduzindo a dispneia e aumentando a tolerância às actividades da vida diária, em que estes musculos são frequentemente soli-citados



Fundamentação científica (Grau de evidência) das várias componen-tes de um programa de reabilitação pulmonar.


Componentes

Evidência

Treino respiratório em esforço

A

Diminuição da Dispnéia

A

Treino das extremidades superiores

B

Treino dos músculos respiratórios

B

Aumento da qualidade de vida

B

Menor utilização de serviços de saúde

B

Componente educacional, psicossocial e comportamental

C


Treino de Exercício

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