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PRIMEIROS PASSOS

APOSTILA DE
PRIMEIROS SOCORROS

PAULO NUNES


TOLEDO - 2014

1 INTRODUÇÃO
Um Agente de Socorros Urgentes vem a ser o cidadão que, pela natureza de seu próprio ofício, convive com as atividades diárias da população e tem conseqüentemente, maior probabilidade de presenciar situações de emergência e delas participar, justificando-se seu treinamento para proporcionar suporte básico de vida sem lançar mão de materiais e equipamentos especializados.

Está provado que a qualificação deste nível de pessoal, em número estatisticamente significativo na comunidade, tem alto impacto na sobrevivência de vítimas, especialmente aquelas com parada cardiorrespiratória, em que o “minuto de ouro” é crucial.


Ao Agente de Socorros Urgentes cabe:

• Realizar o exame primário, avaliando condições de vias aéreas, respiração, circulação e nível de consciência: decidir sobre a necessidade de convocar o Serviço de Atendimento Pré-hospitalar e acioná-lo quando for o caso.

• Obter informações do paciente e da cena do acidente e observar sinais diagnósticos: respiração, pulso, cor da pele, nível de consciência, habilidade de se movimentar.

• Manter vias aéreas permeáveis com manobras manuais.

• Realizar manobras de reanimação pulmonar e cardiorrespiratória.

• Controlar sangramento externo evidente, por pressão direta, elevação do membro e ponto de pressão.

• Mobilizar e remover grandes traumatizados, com proteção da coluna cervical, quando e somente quando a posição da vítima impedir manobras de reanimação indispensáveis; houver risco real de incêndio, explosão ou desabamento; onde não houver serviço de atendimento pré-hospitalar.

2 MECANISMO DE LESÃO
É obrigação da pessoa que atende vítimas de acidente examinar a cena da ocorrência e colher o maior número possível de informações sobre os mecanismos que produziram as lesões. Deve também repassar essas informações para a equipe de atendimento pré-hospitalar ou para o médico que recebe a vítima no hospital.

Analisando o mecanismo do trauma, isto é, as forças envolvidas no acidente, é possível estimar a gravidade das lesões.

Embora existam vários mecanismos de lesão (queimaduras, afogamento, inalações tóxicas etc.), os mais comuns relacionam-se ao movimento, respondendo pela maioria das mortes por trauma.
Acidentes Automobilísticos

Incluem os acidentes envolvendo veículo automotore – carros, motocicletas, caminhões, tratores.

Todo objeto em movimento tende a continuar neste estado até que uma força contraria atue sobre ele (Primeira Lei de Newton). Sempre que um objeto em movimento colide com outro e pare subitamente, sua energia de movimento se transmite a outro objeto que tende a continuar o movimento. Por exemplo, na colisão de um veículo com um anteparo, a energia bruscamente interrompida é absorvida pelo veículo e pelos passageiros que tendem a continuar o movimento até que se choquem com o interior do veículo. A segunda Lei de Newton da conservação de energia justifica as lesões da vítima – a energia não se cria e não se perde se transforma e se transfere a outro corpo.

Assim, em toda colisão podem ser identificados três momentos:

(1) Colisão da máquina – veículo colide com outro ou contra um anteparo,

(2) Colisão do corpo - passageiros sofrem impacto contra o interior do veículo.

(3) Colisão de órgãos – órgãos colidem entre si ou contra a parede da cavidade que os contém (efeito golpe e contra golpe), pela mesma tendência em continuar o movimento após o corpo parar.

Na cena do acidente você poderá ainda colher as seguintes pistas:

• Deformidade do veículo – lataria, pára-choques, vidros.

• Deformidade das estruturas internas do veículo (indicação do ponto de impacto da vítima) – painel, volante, bancos

• Deformidades observadas na vítima (padrão de distribuição dos ferimentos, indicando as partes do corpo que podem ter sido atingidas com o impacto).
A análise de todas essas informações facilita localizar as lesões da vítima e o grau de gravidade do caso.

QUEDAS

O mecanismo de lesão presente nas quedas é a desaceleração vertical.

Os tipos de ferimentos dependem de três fatores principais:

• Altura da queda: a que ocorre de grandes alturas predispõe a lesões mais graves.

• Parte do corpo que sofreu o primeiro impacto: se o apoio foi com as mãos, se aterrissou com os pés etc.

• Tipo de superfície com que a vítima colidiu: asfalto, gramado etc.

Estas informações permitem suspeitar de lesões e orientam o atendimento.


3 ATENDIMENTO INICIAL À VÍTIMA

O objetivo do atendimento inicial à vítima é identificar situações que coloquem a vida em risco, iniciar o suporte básico de vida e desencadear a continuidade dos cuidados necessários: imobilização, remoção e acionamento de serviços de apoio (pré-hospitalar, bombeiros, Copel, etc).

Com atendimento organizado e eficiente é possível oferecer maiores chances de sobrevida às vítimas de trauma e reduzir as seqüelas.

Os passos iniciais no atendimento à vítima são: Controle de Cena e Avaliação Primária


3.1 Controle da Cena
Antes de iniciar qualquer atendimento de emergência a vítima de acidente, garanta condições de segurança para você, para a vítima e os demais presentes à cena. NÃO SE TORNE MAIS UMA VÍTIMA DO ACIDENTE.

Sinalize, acione serviços de apoio necessários, isole a área de risco.

Somente após garantir segurança você se aproxima da vítima para iniciar o atendimento.
3.2 Avaliação Primária
O objetivo da avaliação primária é identificar situações que ameaçam a vida e manejar com elas de imediato.

É feita sem mobilizar a vítima de sua posição inicial, salvo condições especiais, como risco de explosão, incêndio, afogamento, desabamento.

• Aproximar-se da vítima e pergunte como ela está, ao mesmo tempo imobilize a cabeça da vítima com uma das mãos e determine se está responsiva (consciente). Tentar tranqüilizá-la e pergunte o que aconteceu.

A seguir realiza-se o A, B, C, D.



A = Via Aérea com Controle Cervical

B = Respiração

C = Circulação e Controle de grandes Hemorragias

D = Estado neurológico

Só se avança para o passo seguinte após completar o anterior.


A = Vias Aéreas Com Controle Cervical

Se a vítima não responde (está desmaiada) verifique se está respirando.

Na vítima inconsciente a queda da língua contra a faringe (fundo da garganta) é causa freqüente de obstrução de vias aéreas. Essa situação prejudica a passagem de ar, conseqüentemente, impede a respiração.

Sangue, vômitos, corpos estranhos, também podem ser causas de obstrução de vias aéreas.

É imperativo manter a permeabilidade das vias aéreas para garantir a oxigenação do sangue.

Duas manobras são indicadas para desobstruir as vias aéreas nas vítimas inconscientes:


1. Manobra de Inclinação da Cabeça e Elevação do Queixo

Indicada para a vítima inconscientes de causa clínica ou que certamente não sofreu qualquer trauma

• Colocar uma das mãos na testa da vítima e aplicar pressão firme para trás pendendo a cabeça contra o chão;

• Colocar os dedos da outra mão sob o queixo e elevá-lo para cima.


2. Manobra de Elevação do Ângulo da Mandíbula

Técnica mais segura para vítimas com evidência ou suspeita de trauma de cabeça ou pescoço.

• Segurar o ângulo da mandíbula com ambas as mãos, uma de cada lado da cabeça da vítima, empurrando a mandíbula para a frente;

Esta manobra embora eficiente é tecnicamente mais difícil, entretanto, mais segura para vítimas de trauma pois mantém a cabeça fixa.

Durante o exame e a manipulação das vias aéreas, tome muito cuidado para evitar a movimentação excessiva da coluna cervical. A cabeça e o pescoço da vítima não podem ser hiperextendidos, hiperfletidos ou rodados para o estabelecimento da permeabilidade das vias aéreas. Consideramos potencialmente portadores de lesão de coluna cervical todas as vítimas politraumatizadas, com alteração do nível de consciência ou com qualquer ferimento acima do nível das clavículas.
B= Respiração

Para determinar a presença ou ausência de respiração espontânea na vítima, aproxime seu ouvido próximo à boca e nariz da vítima, enquanto mantém as vias aéreas desobstruídas, e:

• Observe o tórax da vítima se faz movimento para cima e para baixo – VER

• Ouça se há saída de ar durante a expiração – OUVIR

• Sinta se há fluxo de ar – SENTIR

Uma vítima só consegue falar se tiver ar nos pulmões que passe pelas cordas vocais. Portanto se a vítima responder normalmente às suas perguntas é porque as vias aéreas estão permeáveis (A = resolvido) e a pessoa respira (B = resolvido).

Estando presente a respiração, analise sua qualidade: lenta ou rápida, superficial ou profunda, silenciosa ou ruidosa.

Se observar sinais de respiração difícil (vítima fazendo esforços para respirar), reavalie as vias aéreas, desobstrua-as e mantenha-se de prontidão. A vítima pode parar de respirar e o socorrista deve iniciar respiração artificial.

Resumindo, se a vítima não responde normalmente, examine as vias aéreas:

• Se obstruídas, utilize a manobra adequada para desobstruí-la;

• Examine a respiração: se ausente, inicie a respiração artificial.
C =Circulação e Controle de Grandes Hemorragias

O objetivo principal do passo C é verificar sinais de circulação (observando sinais de que a vítima apresente respiração, movimentos e/ou tosse) e a presença de grandes hemorragias. A hemorragia é a principal causa de morte nas vítimas de trauma, embora possa ser plenamente avaliada e tratada.

Se não houver sinais de circulação inicie manobras de reanimação cardiopulmonar.

Nessa fase do exame, também controle os pontos de sangramento externo evidentes, mediante compressão direta dos ferimentos ou aplicação de curativos compressivos.

Caso a vítima apresente sinais de circulação, passe para o próximo passo.

D = Nível De Consciência

Tomadas as medidas possíveis para garantir o ABC, importa conhecer o nível de consciência da vítima, de maneira sucinta.

Nível de consciência - verifique se a vítima se encontra:

A -Alerta: olhos abertos espontaneamente;

V - reagindo à voz: olhos fechados, somente abrem mediante estímulo verbal;

D - reagindo à dor: olhos fechados que só abrem mediante estímulo doloroso;

I - não reagindo: não responde a nenhum estímulo.

Vítimas que apresentem nível de consciência alterado (se não estiverem totalmente alertas) merecem observação cuidadosa dos itens ABC


Fim da avaliação primária; mantenha a vítima confortada e aquecida; aguarde serviço pré-hospitalar ou imobilize e transporte até o hospital.
3.3 Avaliação Secundária da Vítima
É, na verdade, o exame físico do paciente, à procura de lesões que não são tão evidentes no momento da Abordagem Primária.

Só se inicia a Abordagem Secundária após completar e resolver todas as etapas do A-B-C-D. Examina-se os segmentos do corpo, procurando realizar:


• Inspeção: verificando a cor da pele, a simetria das estruturas, o alinhamento, a presença de deformidades ou sangramento;

• Palpação: em busca de deformidade, rigidez, flacidez.

É importante examinar cada um dos segmentos do corpo:

Cabeça: Palpar o crânio, examinar olhos procurando por objetos estranhos, verificar se as pupilas estão normais, dilatadas, contraídas, desiguais; observar se não há sangramento ou saída de líquor em nariz ou ouvido.

Pescoço: Inspecionar a traquéia e simetria do pescoço, verificar se as veias do pescoço não estão cheias demais (sugestivo de lesão intratorácica grave). Palpar a coluna cervical verificando o alinhamento, dor, crepitação, rigidez muscular.

Tórax: Palpar à procura de ferimentos e reação à dor.

Abdome: Analisar sensibilidade e rigidez.

Pelve: Analisar mobilidade e dor.

Membros Inferiores: Inspecionar e palpar da coxa até os pés. Observar alinhamento, deformidades e rigidez.

Membros Superiores: inspecionar e palpar dos ombros às mãos, observar alinhamento, deformidade e rigidez.

Dorso: Realizar a manobra para examinar o dorso. Observar alinhamento da coluna.
Durante todo o exame o examinador deve manter-se atento ao A-B-C-D.

4 DESOBSTRUÇÃO DAS VIAS AÉREAS
As vias aéreas compreendem boca, nariz, faringe, laringe (vias aérea superiores), a traquéia, brônquios e pulmões (vias aéreas inferiores). Para que o processo de respiração se realize adequadamente, as vias aéreas devem estar livres, permitindo a entrada e saída de ar.

A obstrução das vias aéreas impede a entrada de oxigênio e se não reconhecida e tratada precocemente pode levar o indivíduo à morte.

Causas de obstrução de vias aéreas: queda da língua nas vítimas inconscientes, regurgitação do conteúdo do estômago, corpo estranho (dentes, próteses), alimentos (carne, chicletes, balas), sangramento nas vias aéreas por trauma de face etc.

A obstrução das vias aéreas pode ser parcial ou total. Na obstrução parcial, ainda passa certa quantidade de ar pelas vias aéreas. Neste caso, a respiração pode estar ruidosa e muito difícil acompanhada de tosse. Enquanto a troca de ar se mantiver a vítima deve ser encorajada a tossir – sem outra interferência. Caso a obstrução se agrave e a troca de ar se tornar inadequada, a tosse passa a ser fraca e ineficaz; neste caso está indicada a intervenção como no caso de obstrução total.

Na obstrução total a vítima não consegue falar, respirar ou tossir. A não entrada de ar nos pulmões leva a perda de consciência, vítima pode apresentar coloração cinza-azulada e se o atendimento não for rápido, a vítima morre.
4.1 Tratamento da Obstrução das Vias Aéreas Pela Língua

Numa vítima inconsciente por qualquer motivo, a língua pode cair contra o fundo da garganta e obstruir a via respiratória.

Para restabelecer a passagem de ar pelas vias aéreas, deve-se posicionar a vítima deitada de costas sobre superfície plana e rígida e proceder a uma das seguintes manobras:

1° Manobra de Inclinação da Cabeça e Elevação do Queixo

• Colocar uma das mãos na testa da vítima e aplicar pressão firme inclinando a cabeça contra o chão;

• Com os dedos da outra mão sob o queixo da vítima, elevar a mandíbula para cima e sustentá-la assim
2° Manobra de Elevação do Ângulo da Mandíbula

• Segurar os ângulos da mandíbula com ambas as mãos, uma de cada lado da cabeça da vítima, empurrando a mandíbula para a frente;

• Se os lábios se fecharem, afaste o lábio inferior com o polegar.

Essa é a manobra indicada nas vítimas com evidência ou suspeita de trauma, já que pode ser realizada sem estender o pescoço.


4.2 Tratamento da Obstrução das Vias Aéreas por Corpo Estranho

Para adultos e criança acima de 1 ano está recomendada à manobra de compressões abdominais subdiafragmática (Manobra de Heimlich).



VÍTIMA SENTADA OU EM PÉ - Manobra de Heimlich

• O socorrista deve ficar atrás da vítima, colocando-lhe os braços em volta da cintura;

• Fechar uma mão e colocar o lado do polegar contra o abdome da vítima, pouco acima do umbigo e bem abaixo do apêndice xifóide;

• Envolver a mão fechada com a outra mão e pressionar o abdome da vítima com um golpe rápido para cima;

• Repetir os golpes (até 5 tentativas) e continuar até que o objeto seja expelido das vias aéreas ou o paciente fique inconsciente;

• Cada golpe deve ser movimento separado e distinto.


VÍTIMA DEITADA – MANOBRA DE HEIMLICH

• Colocar a vítima deitada de costas;

• Abrir a boca da vítima na tentativa de visualizar corpo estranho – se facilmente acessível pode ser retirado; Confirmar a ausência de respiração;

• Ajoelhar-se ao redor das coxas da vítima e colocar a região hipotenar de uma das mãos contra o abdome, levemente acima do umbigo, abaixo do apêndice xifóide;

• Coloque a outra mão em cima da primeira e pressionar o abdome com um golpe rápido para cima, sempre no centro do abdome (não dirigir para a esquerda nem direita)

GOLPES TORÁCICOS – VÍTIMA EM PÉ OU DEITADA

Recomendado para vítimas muito obesas ou em estágio avançado de gravidez.

• Atrás da vítima envolva seu tórax com seus braços, logo abaixo das axilas;

• Coloque o lado do polegar do punho da mão no meio do osso esterno da vítima, com cuidado para se afastar do apêndice xifóide e do gradeado costal;

• Coloque a outra mão em cima da primeira e dê golpes para trás até que o corpo estranho seja expelido ou a vítima se torne inconsciente.
GOLPES TORÁCICOS – VÍTIMA DEITADA

• Colocar a vítima deitada de costas e ajoelhar-se ao seu lado;

• Posicionar a região hipotenar da mão na metade inferior do esterno;

• Aplicar golpes de maneira firme (como as compressões torácicas da RCP).


4.3 Resumo da Técnica de Desobstrução para a Vítima que se Torna Inconsciente
1. Coloque a vítima deitada de costas e abra sua boca na tentativa de visualizar corpo estranho. Se facilmente acessível retirá-lo, tomando cuidado para não aprofundá-lo ainda mais;

2. Confirme ausência de respiração e inicie ventilação artificial;

3. Se incapaz de ventilar mesmo após tentativa de reposicionar a cabeça, realizar a manobra de Heimlich (até 5 vezes);

4. Tentar ventilar novamente;

5. Se incapaz de ventilar, repetir a seqüência da manobra de Heimlich – passo 3 e 4;

6. Insistir na seqüência, enquanto necessário;

7. Consiga atendimento médico.


5 REANIMAÇÃO CARDIORRESPIRATÓRIA
Parada cardiorrespiratória (PCR) é a cessação repentina dos batimentos cardíacos e dos movimentos respiratórios.

É emergência relativamente freqüente e, a sobrevivência da vítima depende de um conjunto de medidas fundamentais, “a corrente da sobrevivência”, ou seja: reconhecimento imediato dos sinais, acionamento precoce de um serviço de emergência, início da reanimação cardiorrespiratória e chegada rápida do serviço de atendimento pré-hospitalar.

A circulação sangüínea deve ser restabelecida num período máximo de 4 minutos, caso contrário se instalam alterações irreversíveis nos tecidos, principalmente o tecido nervoso, um dos mais sensíveis a falta de oxigênio.

A Reanimação Cardiorrespiratória (RCP) é o conjunto de procedimento utilizados nas vítimas em PCR com objetivo de restabelecer a ventilação pulmonar e a circulação sangüínea.


5.1 Causas de Parada Cardiorrespiratória

A vítima pode iniciar com parada respiratória e caso não atendida a tempo evolui para parada cardíaca também; ou a parada cardíaca pode ser o primeiro sinal com conseqüente parada respiratória.

• Obstrução de vias aéreas: inconsciência, trauma, corpo estranho, infecção (epiglotite);

• Afogamento;

Overdose de drogas;

• Choque elétrico;

• Ataque cardíaco (Infarto Agudo do Miocárdio);

• Trauma;

• Grandes hemorragias;

• Outros problemas clínicos (AVC)


5.2 Sinais de Parada Cardiopulmonar

• Inconsciência (vítima não responde)

• Ausência de batimentos cardíacos

• Ausência de movimentos respiratórios

Os casos de PCP requerem ação imediata:

• Colocar a vítima deitada sobre uma superfície firme (chão)

• Ajoelhar-se junto ela

• Determinar se vítima está inconsciente

O Suporte Básico de Vida (SBV) inicia-se com a constatação de que a vítima está inconsciente.

Seqüência ABC (vias aéreas/circulação);



Chamar sempre ajuda especializada;
5.3 Iniciar Seqüência de Reanimação – respiração artificial e massagem cardíaca.
A – VIAS AÉREAS

RESPIRAÇÃO: Confirmado a ausência de respiração (ver, ouvir, sentir), proceder as manobras de abertura de vias aéreas:

• Manobra de inclinação da cabeça e elevação do queixo;

• Manobra de elevação do ângulo da mandíbula.

REAVALIAÇÃO: confirmar se a vítima continua sem respiração:

Respira – observar (posição de recuperação se não sofreu trauma);

Não respira – iniciar respiração artificial.


B- VENTILAÇÃO

Respiração Artificial – Boca a boca

1. Mantenha as vias aéreas desobstruídas (manobras de desobstrução);

2. Pince o nariz da vítima usando o polegar e dedo indicador da mão que está na testa da vítima;

3. Inspire e coloque seus lábios na boca da vítima, vedando-a completamente, impedindo vazamento de ar;

4. Insufle duas vezes lentamente (cerca de 2 segundos para cada insuflação);

O volume de ar deve ser suficiente para expandir o tórax da vítima (para adulto um volume de cerca de 1000ml de ar). Observar o tórax subindo e descendo, ouvir e sentir o fluxo de ar.

Manter as vias aéreas abertas para a expiração.

5. Manter a respiração de resgate a um ritmo de 10 a 12 insuflações por minuto.


Respiração Artificial – Boca a Nariz

Recomendada quando não é possível ventilar boca a boca: trauma de face, não se consegue abrir a boca da vítima, (lactentes etc).


1. Manter vias aéreas desobstruídas;

2. Com a mão que está no queixo da vítima, feche a boca;

3. Inspire e coloque os lábios ao redor do nariz da vítima e insufle;

4. Deixa a vítima expirar passivamente, pode ser necessário separar os lábios.

Manter a mesma recomendação de ritmo anterior (boca a boca).

Está disponível no mercado protetores faciais para ser utilizado pelo socorrista na ventilação boca a boca, que atua como uma barreira contra o contato direto com secreções da vítima.


C-CIRCULAÇÃO

Atualmente se recomenda observar “sinais de circulação”, ou seja: observar se a vítima se movimenta, se está respirando ou tossindo. A ausência

a parada cardíaca é identificada pela ausência de pulso nas grandes artérias na vítima inconsciente. Entretanto, numa situação de PCR, a tentativa de identificação do pulso pode retardar o atendimento.

1. Verificar pulso da artéria carótida: tanto em crianças como adultos esta é a artéria mais fácil de verificar o pulso – localizar a laringe da vítima e deslizar dois dedos lateralmente entre a traquéia e o músculo do pescoço.

Gasta-se entre 5 a 10 segundos para verificar o pulso.


- vítima com pulso e sem respiração – manter ventilação artificial

- vítima sem pulso – iniciar a compressões torácicas.


2. Compressões torácicas: consiste na aplicação rítmica de pressão na parte inferior do tórax.

• Apoiar a região hipotenar de uma das mãos no meio do peito da vítima (metade inferior do osso esterno), exatamente entre os mamilos.

• Ajoelhar-se junto à vítima, com os cotovelos retos, de maneira que o peso do corpo ajude na compressão

• Colocar a outra mão sobre a primeira, no esterno da vítima, de forma que as mãos fiquem paralelas (os dedos podem estar estendidos ou entrelaçados, mas devem estar afastados da caixa torácica.

Posição de compressão: ombros do socorristas diretamente sobre esterno da vítima e cotovelos esticados; o peso do tronco proporciona a pressão necessária para a depressão do esterno..

• O esterno deve ser deprimido de 4 a 5 cm para um adulto normal.

• Liberar a pressão entre cada compressão. Manter uma freqüência de 100 compressões por minuto.

• Com um ou dois socorristas, manter a relação compressão/ ventilação de 30:2 para adulto.


5.4 Resumo da Técnica

- Abrir vias aéreas e checar a respiração (ver, ouvir e sentir);

- Ventilar os pulmões com duas respiradas lentas e cheias;

- Conferir o pulso e, se ausente:

- realizar 30 compressões

- parar as compressões e dar duas ventilações lentas e plenas;

- continuar as compressões e ventilações fazendo ciclos de 30x2.

- parar a RCP e reavaliar o pulso (após o primeiro minuto);

- pulso carotídeo ausente, recomece a RCP com duas respirações plenas e lentas.

- se houver pulso, verifique a respiração: se presente monitorize a vítima; se ausente, reinicie a ventilação


5.5 Quando Interromper a Reanimação?

- quando a circulação e respiração espontâneas forem restabelecidas.

- quando outro agente assume o suporte básico de vida.

- quando um médico assume a responsabilidade pelo atendimento.

- quando o agente está exausto e não tem condições de prosseguir.

A DECISÃO DE INTERROMPER A RCP POR IRREVERSIBILIDADE DO QUADRO É DE COMPETÊNCIA EXCLUSIVA DO MÉDICO.

6 FERIMENTOS, HEMORRAGIA, BANDAGENS
Chama-se FERIMENTO qualquer lesão da pele produzida por traumatismo, em qualquer tipo de acidente.

Os ferimentos podem apresentar dor e sangramento.


6.1 Classificação dos Ferimentos
Ferimentos fechados ou contusões

São as lesões produzidas por objetos contundentes que danificam o subcutâneo com extravasamento de sangue, sem romper a pele.


Ferimentos abertos ou feridas

Diz-se que um ferimento é aberto quando rompe a integridade da pele, expondo tecidos internos, geralmente com sangramento.



Tipos:

Feridas incisivas ou cortantes – produzidas por objetos cortantes, afiados, capazes de penetrar a pele, produzindo feridas linear com bordas regulares e pouco traumatizadas. Exemplos: bisturi, faca, estilete, etc.

Feridas contusas – resultam de objeto com superfície romba e que atinge a superfície do corpo com alta energia. Capaz de romper a integridade da pele, resultando em feridas com bordas muito traumatizadas. Exemplos: paus, pedras, soco etc.

Feridas perfurantes - o objeto que as produz é geralmente fino e pontiagudo, capaz de perfurar a pele e os tecidos, resultando em lesão cutânea puntiforme ou linear, de bordas regulares ou não. Exemplos: ferimentos por arma de fogo e arma branca.

Feridas penetrantes - o objeto atinge uma cavidade natural do organismo, geralmente tórax ou abdome. Apresentam formato externo variável, geralmente linear ou puntiforme.

Feridas transfixantes - constituem uma variedade de ferida perfurante ou penetrante. O objeto é capaz de penetrar e atravessar os tecidos ou determinado órgão em toda a sua espessura.

Escoriações ou abrasões – produzidas pelo atrito de uma superfície áspera e dura contra a pele. Atinge somente a pele. Freqüentemente contêm partículas de corpo estranho (cinza, graxa, terra).

Avulsões ou amputações - uma parte do corpo é cortada ou arrancada (membros ou parte de membros, orelhas, nariz etc).

Lacerações - o mecanismo de ação é a pressão ou tração exercida sobre o tecido, causando lesões irregulares.
6.2 Cuidados à Vítima de Ferimentos

O atendimento pré-hospitalar dos ferimentos visa a três objetivos principais:

1) Proteger a ferida contra o trauma secundário;

2) Conter sangramentos;

3) Proteger contra infecção.

Como orientação geral, lave o ferimento com água corrente ou soro fisiológico, para remover partículas de corpo estranho, e, a seguir, cubra com gaze estéril. Entretanto, a particularidade de cada ferimento deve ser considerada.



Nas escoriações, lave com água corrente ou soro fisiológico, sem provocar atrito. Se disponível, instile uma solução antisséptica antes do curativo. Recubra a área escoriada com gaze estéril, fixando-a com fita adesiva ou, em área muito grande, com atadura ou bandagem triangular.

Nas feridas incisivas, aproxime e fixe suas bordas com um curativo compressivo, utilizando atadura ou bandagem triangular.

Nas feridas lacerantes, controle o sangramento e proteja-as com uma gaze estéril firmemente pressionada. Lesões graves podem exigir a imobilização da parte afetada. Todos os ferimentos extensos ou profundos devem ser avaliados em hospital.

Oriente qualquer vítima de ferimento a procurar o serviço de saúde mais próximo, para atualizar sua imunização contra tétano.


6.3 Hemorragia
É o extravasamento de sangue dos vasos sangüíneos através de uma ruptura nas suas paredes. A hemorragia pode ser classificada em:

a) externa - visível porque extravasa para o meio ambiente;

b) interna - o sangue extravasa para o interior do próprio corpo, dentro dos tecidos ou cavidades naturais.

Conforme o tipo de vaso sangüíneo lesado, considera-se a hemorragia mais ou menos grave:



Hemorragia arterial – perda de sangue de uma artéria. O sangue é de coloração viva, vermelho claro e derramado em jato, conforme o batimento cardíaco. Geralmente é rápida e de difícil controle.

Hemorragia venosa – perda de sangue por uma veia. Sangramento de coloração vermelho- escuro, em fluxo contínuo, sob baixa pressão. Considerada grave se a veia comprometida for de grosso calibre.

Hemorragia capilar – sangramento por um leito capilar. Flui de diminutos vasos da ferida. De coloração avermelhada, menos vivo que o arterial, é facilmente controlado.
6.4 Sinais e Sintomas de Hemorragia

A hemorragia externa é facilmente reconhecida por se visível. Geralmente o sangue se exterioriza por algum ferimento ou orifício natural do corpo (boca, nariz, ânus, vagina).

A hemorragia interna não se exterioriza, sendo difícil, muitas vezes, identificar o local da perda de sangue.
6.5 Sinais que levam a suspeitar de hemorragia interna:
1- Mecanismo de lesão – os traumas contusos são as principais causas de hemorragia interna (acidentes de trânsito, quedas, chutes e explosões);

2- Sinais de fratura de pelve e ossos longos (braço, fêmur) – o extravasamento de sangue nos tecidos moles ao redor da fratura pode provocar hemorragias severas;

3- Rigidez de abdome;

4- Área extensa de contusão (equimose) na superfície do corpo;

5- Ferida penetrante em crânio, tórax ou abdome.

6.6 Controle da Hemorragia Externa
O sangramento externo geralmente é de fácil controle. Os métodos utilizados são:

Pressão direta sobre o ferimento:

Quase todos os casos de hemorragia externa podem ser controlados pela aplicação de pressão direta na ferida, o que permite a interrupção do fluxo de sangue e favorece a formação de coágulo. Preferencialmente, utilizar compressa estéril pressionando firmemente por 10 a 30 minutos. Em seguida, fixar a compressa com bandagem. Em sangramento profuso, não perder tempo em localizar compressa – faça a pressão direta com a própria mão enluvada.
Elevação da área traumatizada

Quando se eleva uma extremidade de forma que a fique acima do nível do coração, a gravidade ajuda a diminuir o fluxo de sangue. Aplicar este método simultaneamente ao da pressão direta. Não o utilizar, porém, em caso de fraturas, luxações ou de objetos empalados na extremidade.


Pressão digital sobre o ponto de pulso

Usar a pressão sobre o pulso de artéria quando os dois métodos anteriores falharam ou não se tem acesso ao local do sangramento (esmagamento, extremidades presas em ferragens).

É a pressão aplicada com os dedos sobre os pontos de pulso de uma artéria contra uma superfície óssea. É necessário habilidade do agente e conhecimento dos pontos exatos de pressão das artérias.

Principais pontos: artéria braquial – para sangramento de membros superiores; artéria femoral – para sangramento de membros inferiores; artéria temporal – para sangramento de couro cabeludo.


Aplicação de gelo

O uso de compressas frias ou bolsas de gelo nas contusões, previne a equimose (mancha roxa). Evitar, no entanto, o uso prolongado, pois pode diminuir a circulação, causando lesões de tecidos.


O tratamento da hemorragia interna só pode ser feito em ambiente hospitalar. As medidas de atendimento inicial consistem em:

• abordar adequadamente a vítima, prestando atenção ao A-B-C-D;

• aquecer a vítima com cobertores;

• não lhe dar nada para comer ou beber;

imediatamente acionar o Serviço de Atendimento Pré-Hospitalar, se existente, ou conduzir a vítima a um hospital.
6.7 Choque Hipovolêmico

As hemorragias (externas ou internas) graves, com grande perda de volume sangüíneo, podem levar à situação denominada choque hipovolêmico (choque por perda de sangue ). Esta é uma situação grave, com perigo de morte. A perda de grande quantidade de sangue prejudica o suprimento sangüíneo para alguns órgãos que, sem receberem oxigênio, terão sua função prejudicada. É a falência da circulação do sangue. Por essa razão, procurar controlar as hemorragias externas evidentes e encaminhar rapidamente ao hospital as vítimas com suspeita de hemorragia interna.

Sinais que podem sugerir choque por hemorragia severa:

• O pulso se torna fraco e rápido;

• Pele fria e úmida (pegajosa);

• Pupilas dilatadas;

• Vítima ansiosa, inquieta e com sede;

• Náusea e vômitos;

• Respiração rápida e profunda;

• Perda de consciência e até parada cardiopulmonar.

As medidas de atendimento inicial ao choque hipovolêmico são as mesmas da hemorragia interna.
6.8 Curativos e Bandagens

Curativos são procedimentos que consistem na limpeza e aplicação de uma cobertura estéril em uma ferida, com a finalidade de promover a hemostasia, cicatrização, bem como, prevenir contaminação e infecção.

Geralmente nos serviços pré-hospitalares os curativos são realizados com aplicação de gaze ou compressas cirúrgicas e fixadas com esparadrapo.

As bandagens são constituidas por peças de tecido em algodão crú, cortando em triângulo medindo: 1,20m X 1,20m x 1,70m, sendo utilizadas para:

● Fixar curativos, cobrindo as compressas;

● Imobilizar e apoiar seguimentos traumatizados;

● Promover hemostasia (conter sangramentos).

As bandagens mais freqüentemente usadas são as triangulares e as em rolo.

Qualquer que seja o tipo, conforto da vítima e a segurança do curativo dependem da sua correta aplicação. Uma bandagem desalinhada e insegura, além de útil, pode ser nociva.

É importante salientar que a bandagem triangular não é estéril, portanto não deve ser utilizada para ocluir ferimentos abertos. Antes de fixá-la deve ser aplicada gaze ou compressa cirúrgica.

Um detalhe importante e que trás conforto à vítima refere-se à fixação da bandagem. O Socorrista deve sempre lembrar que a fixação (amarração) da bandagem não deve ser feita sobre o ferimento.

7 FRATURAS
Chama-se fratura qualquer interrupção na continuidade do osso provocada por trauma.
7.1 Classificação das Fraturas

As fraturas classificam-se em:



- Fraturas fechadas: a pele se mantém íntegra, não havendo conexão entre o osso quebrado e a superfície externa do corpo.

- Fraturas abertas: a fratura comunica-se com o meio externo, a pele é rasgada ou aberta pela mesma força que quebra o osso ou pela força que faz o osso perfurar a pele. É situação de urgência pelo risco de infecção.

Tanto as fraturas abertas como as fechadas podem resultar em séria perda de sangue. As abertas produzem hemorragias externas; as fechadas, hemorragias internas. Dependendo da quantidade de sangue perdido, há risco também de choque hipovolêmico, quadro comum, por exemplo, nas fraturas de fêmur.


7.2 Sinais e Sintomas das Fraturas

• Dor;


• Impotência funcional (a fratura impede movimentos do segmento fraturado);

• Deformidade do segmento fraturado;

• Aumento de volume (por edema ou sangramento);

• Crepitação (causada pelo atrito dos fragmentos ósseos fraturados – não provocá-la intencionalmente).


7.3 Cuidados Gerais no Atendimento das Fraturas

• Se não existir um serviço de atendimento a emergências onde se encontre o acidentado, imobilizar as fraturas para transportá-lo de modo mais confortável e cuidadoso;

• Não movê-lo até que as fraturas estejam imobilizadas, exceto se estiver perto de fogo, perigo de explosões etc. Nesses casos, resgatá-lo no sentido do maior eixo do corpo;

• Nas fraturas de ossos longos, executar manobras de alinhamento e tração delicadamente antes de imobilizá-los;

• Aplicar uma leve tração enquanto proceder a imobilização, mantendo-a até que a tala esteja no lugar;

• Imobilizar as fraturas incluindo a articulação proximal e distal;

• Em fraturas abertas, controlar o sangramento e cobrir a ferida com curativo limpo antes da imobilização (não limpar a ferida).

• Se houver exposição óssea (fratura exposta) não tente colocar o osso no lugar;

• Se houver fratura em joelho, tornozelo, punho e cotovelo não tentar retificar a fratura; imobilizar na posição da deformidade que se encontra;;

• Deixar firmes as talas, mas não apertadas a ponto de interferir na circulação;

• Forrar toda a tala e colocar estofamento extra nos locais com deformidade.

O atendimento correto evita o agravamento das lesões reduzindo a dor e o sangramento.
7.4 Cuidados Específicos nas Fraturas de Coluna

Fraturas de coluna acontecem por acidentes de automóvel, de trabalho ou até no lazer. O conhecimento do mecanismo da lesão é importante na suspeita de fraturas da coluna.

Elas podem ser simples ou envolver outras estruturas, geralmente a medula espinhal, responsável pela condução de impulsos nervosos do cérebro para as extremidades. Sinais e sintomas de lesões medulares compreendem: a perda total ou parcial dos movimentos nas extremidades ( paralisia ou paresia) e/ou perda total ou parcial da sensibilidade nas extremidades (anestesia ou parestesia).

É importante que, no primeiro atendimento, a vítima não seja manipulada de maneira brusca e intempestiva. Nas localidades onde exista Serviço de Atendimento Pré-hospitalar, este será o responsável pelo manuseio e a remoção da vítima com suspeita de lesão de coluna. A remoção desse tipo de vítima de maneira inadequada pode resultar em lesões irreversíveis.


7.5 Imobilizações

No atendimento pré-hospitalar são utilizados basicamente os seguintes materiais no processo de imobilização: tábuas dorsais rígidas, talas de papelão, talas de madeira, talas infláveis, bandagens, cobertores e outros meios de fortuna disponíveis.

A imobilização segue os seguintes passos básicos:

• Estabilizar o membro na posição em que se encontra;

• Exposição do membro fraturado;

• Verificação de pulso, sensibilidade, motricidade e enchimento capilar;

• Tração e alinhamento;

• Imobilização;

• Verificar novamente de pulso, sensibilidade, motricidade e enchimento capilar;

• Fixação e transporte.



8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
OLIVEIRA, B. F. M. et all. Trauma - Atendimento Pré-hospitalar. Curitiba: Atheneu, 2002.
Curso de Socorrista 2006 Categoria Oficiais. Manual do Atendimento Pré-hospitalar. 1 ed. SIATE/CBPR. Corpo de Bombeiros da PMPR. Curitiba, 2006.
PHTLS, Comitê do ; National Association of Emergency Medical Technicians

(NEAEMT) em colaboração com o Colégio Americano de Cirurgiões. PHTLS –

Atendimento Pré-hospitalar ao Traumatizado. 5 ed. – Elsevier Editoda Ltda. Rio de Janeiro, 2004.
CORPO DE BOMBEIROS DO PARANÁ – www.bombeiroscascavel.com.br
CORPO DE BOMBERIOS DE SÃO PAULO - www.polmil.sp.gov.br
CORPO DE BOMBEIROS DE SANTA CATARINA - www.cb.sc.gov.br





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