Capacidade de ligaçÃo do ferro



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Procedimento Operacional Padrão

CAPACIDADE DE LIGAÇÃO DO FERRO

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POPBIO xxx/xx



CAPACIDADE DE LIGAÇÃO DO FERRO



INDICAÇÃO MÉDICA DO EXAME

A determinação da capacidade de ligação do ferro em amostras de sangue é útil na abordagem laboratorial das anemias.


PRINCÍPIO

Um padrão de ferro com concentração conhecida (500 g/dL) é incubado com o soro em um tampão de pH 8,3. Ocorre então a saturação dos sítios disponíveis para ferro na proteína transportadora (transferrina).

O excesso de ferro não ligado forma então um complexo magenta brilhante após adição de Ferrozine ® , permitindo a determinação da capacidade de ligação de ferro.
AMOSTRA

Preparo do paciente

Recomenda-se jejum mínimo de 8 horas. Para controle terapêutico, é aconselhável colher a amostra sempre no mesmo horário, devido a variações circadianas do ferro sérico.



Tipos de amostra

Usar soro sem hemólise.



Armazenamento e estabilidade da amostra

O analito é estável 4 dias entre 15 – 25 ºC e 6 dias entre 2 – 8 ºC.


Volume mínimo


(Definir o volume mínimo a ser encaminhado para análise)

Volume ideal


(Definir o volume ideal a ser encaminhado para análise)

Critérios para rejeição da amostra


Presença de hemólise ou lipemia.

Fazer referência ao manual ou POP de colheita, separação e distribuição de material.
PRODUTO UTILIZADO

Capacidade de Ligação do Ferro, Catálogo 41 ANVISA - 10009010013

Labtest Diagnóstica

Av. Paulo Ferreira da Costa, 600

Lagoa Santa, MG, 33400-000
Tampão: Armazenar entre 15 – 25 ºC.

Contém tampão 500 mmol/L, pH 8,3, e fenoxietanol 7,2 mmol/L.



Padrão 500 g/dL: Armazenar entre 15 – 25 ºC. Armazenar bem vedado para evitar evaporação.

Ferrozine ®: Armazenar entre 15 – 25 ºC.

Contém ferrozine® 28 mmol/l.


Precauções e cuidados especiais

  1. Os cuidados habituais de segurança devem ser aplicados na manipulação do reagente. Fazer referência ao manual ou POP de segurança.

  2. Os reagentes não abertos, quando armazenados nas condições indicadas são estáveis até a data de expiração impressa no rótulo. Durante o manuseio, os reagentes estão sujeitos à contaminação de natureza química e microbiana que podem provocar redução da estabilidade. O laboratório deve estabelecer a estabilidade em suas condições operacionais.



EQUIPAMENTOS

Procedimento manual


  1. Fotômetro capaz de medir com exatidão a absorbância em 560 nm ou filtro verde (540 a 580 nm).

  2. Banho-maria mantido à temperatura constante (37 ºC).

  3. Pipetas para medir amostras e reagentes.

Procedimento alternativo


Indicar o equipamento alternativo e os procedimentos para medição dos ensaios. Enumerar as diferenças esperadas quando procedimentos manuais substituem procedimentos automatizados.

CONTROLE DA QUALIDADE

Materiais


Identificar os materiais para controle interno e externo da qualidade (fabricante, número de catálogo), instruções de preparo e frequência da utilização dos mesmos.

Limites de tolerância

Descrever o procedimento para definição dos limites de tolerância, o sistema adotado para utilização do mapa de Levey-Jennings e das regras de controle e as providências a serem tomadas diante de valores que ultrapassem tais limites. Fazer referência ao manual ou POP para utilização dos materiais de controle.

Verificação de novo lote de controles e/ou reagentes

Descrever o procedimento de verificação de novos lotes de controles e de reagentes.

Gerenciamento dos dados


Definir como os dados relativos ao controle da qualidade são arquivados e gerenciados.

Fazer referência ao manual ou POP de garantia da qualidade.
PROCEDIMENTO

O material deve ser tratado com solução aquosa de ácido clorídrico 50% (V/V) ou detergente não iônico, lavado com água corrente e enxaguado com água deionizada, para evitar a obtenção de resultados incorretos devido a contaminação com traços de ferro.


Procedimento manual


  1. Tomar 3 cubetas do colorímetro e proceder como a seguir:







Branco

Teste

Padrão

Tampão (nº 1)

1,5 mL

1,5 mL

-----

Padrão (nº 2)

-----

0,5 mL

0,5 mL

Água destilada ou deionizada

1,0 mL

-----

2,0 mL

Soro (sem hemólise)

-----

0,5 mL

-----




  1. Misturar e incubar em banho-maria a 37 ºC 10 minutos. O nível da água no banho deve ser superior ao nível dos reagentes nos tubos de ensaio.

  2. Determinar a absorbância do teste em 560 nm ou filtro verde (540 a 580 nm), acertando o zero com o branco. A absorbância do teste será A1.




Ferrozine (nº 3)

1 gota

1 gota

1 gota




  1. Misturar e incubar em banho-maria a 37 ºC 10 minutos.

  2. Determinar as absorbâncias do teste e padrão em 560 nm ou filtro verde (540 a 580 nm), acertando o zero com o branco. A absorbância do teste será A2.

Precauções e cuidados especiais

  1. Para manusear e descartar reagentes e material biológico, aplicar as normas estabelecidas de segurança. Fazer referência ao manual ou POP de segurança.
  2. A limpeza e secagem adequadas do material são fatores fundamentais para a estabilidade dos reagentes e obtenção de resultados corretos. Fazer referência ao manual ou POP de limpeza e verificação da qualidade da limpeza dos materiais.


  3. A água utilizada no laboratório deve ter a qualidade adequada a cada aplicação. Assim, para preparar reagentes e usar nas medições, deve ter resistividade 1 megaohm ou condutividade 1 microsiemens e concentração de silicatos 0,1 mg/L (água tipo II). Para o enxágüe da vidraria a água pode ser do tipo III, com resistividade 0,1 megaohms ou condutividade 10 microsiemens. No enxágüe final utilizar água tipo II. Quando a coluna deionizadora está com sua capacidade saturada ocorre a produção de água alcalina com liberação de vários íons, silicatos e substâncias com grande poder de oxidação ou redução que deterioram os reagentes em poucos dias ou mesmo horas, alterando os resultados de modo imprevisível. Assim, é fundamental estabelecer um programa de controle da qualidade da água. Fazer referência ao manual ou POP de água reagente.

  4. O uso de detergente iônico para limpeza do material é outra fonte de contaminação com ferro.


CÁLCULOS

Ver linearidade.

Capacidade latente de ligação de ferro (CLLF).

Capacidade total de ligação de ferro (CTLF).

Índice de saturação da transferrina (IST).

A2 – A1



CLLF (g/dL) = 500  x 500

Absorbância do padrão


CTLF (g/dL) = Ferro sérico + CLLF
Ferro sérico /dl = g/dl

IST (%) = x 100

CTLF
RESULTADOS

Unidade de medida

g/dL


Conversão de g/dL para Unidade SI: mol/L =g/dL x 0,179

Valores de referência


CLLF: 140 a 280 g/dL

CTLF: 250 a 410 g/dL

IST: 20 a 50%
LIMITAÇÕES DO PROCEDIMENTO

Linearidade

Para valores de capacidade latente maiores que 450 g/dL, diluir o soro com água destilada ou deionizada e repetir a determinação. Multiplicar o resultado obtido pelo fator de diluição. Diluir o soro de tal modo que o valor encontrado se situe entre 160 e 300 g/dL. Indicar o procedimento de diluição utilizado no laboratório.


Interferências


1- Não utilizar amostras hemolisadas.

2- Valores de Bilirrubina maiores que 10 mg/dL e Triglicérides maiores que 750 mg/dL produzem resultados falsamente diminuídos.

3- As amostras devem ser colhidas em jejum e pela manhã. O ritmo circadiano afeta as concentrações de ferro, sendo obtidos valores inferiores à tarde. Esta diferença pode ser crítica, atingindo até 30%.
4- Para uma revisão das fontes fisiopatológicas e medicamentosas de interferência nos resultados e na metodologia, sugere-se consultar Clin Chem 1975;21:1D-432D.
SIGNIFICADO CLÍNICO

A determinação da capacidade de ligação do ferro faz parte da abordagem laboratorial das anemias, particularmente daquelas que cursam com hipocromia e/ou microcitose, situação em que a determinação do ferro sérico isoladamente tem valor limitado.

Na anemia por deficiência de ferro observa-se, precocemente, elevação da capacidade de ligação do ferro, a qual encontra-se abaixo ou dentro dos valores de referência nas anemias por doença crônica.

A tabela abaixo apresenta o comportamento da dosagem de ferro sérico, capacidade total de ligação do ferro (CTLF), índice de saturação da transferrina (IST) e reserva de ferro medular (RF), avaliada pela coloração específica de esfregaço da medula óssea, nas diversas situações que cursam com alteração no metabolismo do ferro.




Alterações do metabolismo

Ferro sérico

CTLF

IST

RF

Deficiência de ferro

D

E

D

A

Infecções crônicas

D

D

D

E

Doenças malígnas

D

D

D

E

Atransferrinemia

D

D

S

E

Período menstrual

D

S

D

S

Gravidez (3º trimestre)

D

E

D

S

Hemosiderose pulmonar

D

S

D

A

Nefrose, Kwashiorkor

D

D

E

E

Contraceptivos orais

S/E

E

S

S

Intoxicação com ferro

E

D

E

E

Anemia hemolítica

E

S/D

E

E

Hemocromatose

E

S/D

E

E

Deficiência de piridoxina

E

S

E

E

Anemia sideroblástica

E

S/D

E

E

Talassemia Major

E

D

E

E

D = diminuído E = elevado

S = sem alteração A = ausente


REFERÊNCIAS

  1. Goodwin J, Murphy B,Guillemette M. Clin Chem 1966; 12:47.

  2. Henry RJ, Cannon DC, Winkelman JW. Clinical Chemistry, Principles and Technics, 2nd ed. New York, Harper & Row, 1974.

  3. Determination of Serum Iron and Total Iron-Binding Capacity. NCCLS Document H17-P, Vol 10 No4.

  4. Stookey L. Anal Chem. 1970;42:779.

  5. Tonks DB. Quality Control in Clinical Laboratories, Warner-Chilcott Laboratories, Diagnostic Reagents Division, Scarborough, Canada, 1972.

  6. Westgard JO, Barry PL, Hunt MR. Clin Chem 1981; 27: 493-501.

  7. Capacidade de Ligação de Ferrro, Instruções de Uso, Labtest Diagnóstica.







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Data

Elaborado por:







___/___/___

Aprovado por:







___/___/___

Implantado por:







___/___/___

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Revisado por:







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Revisado por:







___/___/___

Revisado por:







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