Camille Flammarion o desconhecido e os Problemas Psíquicos



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FIM


Notas:

1Vide meu opúsculo Forças Naturais Desconhecidas (1865) e discurso pronunciado nos funerais de Allan Kardec (1869).

2De acordo com o original francês, “há espírito na Natureza”; em outros termos: além da parte material, há uma parte espiritual na Natureza. (Nota do tradutor.)

3O grande químico Humphry Davy, o primeiro que experimentou o protóxido de azoto (em 1799), havia respirado, por ocasião de suas primeiras experiências, uma forte dose desse gás e perdido, por essa causa, os sentidos. Durante esse minuto de inconsciência aparente, percebeu ele impressões cerebrais extraordinárias, de que se recordou ao despertar, pelo menos no que dizia respeito a suas conseqüências metafísicas. Suas idéias, reconstituídas com energia, explodiram de repente nesta exclamação pronunciada no tom de um inspirado: “Nada mais existe do que o pensamento; o Universo compõe-se de impressões, de idéias, de alegrias e sofrimentos”. (Sir Humphry Davy, Les Derniers Jours d’un Philosophe, edição francesa, prefácio, página XXI.)

Relatando uma de suas curiosas experiências, Mme. d’Espérance, cujas faculdades mediúnicas são extraordinárias, menciona uma impressão análoga: “Como descrever o indescritível? Desaparecera o tempo; o espaço não mais existia. Compreendi que os pensamentos são as únicas substâncias realmente tangíveis”. (E. d’Espérance, Au Pays de l’Ombre(*), pág. 292.)



(*) Obra publicada em português sob o título No País das Sombras, pela editora FEB. (Nota do revisor.)

4Foi este o único mérito de alguns sábios que não quiseram render-se à evidência do fenômeno espírita, entre eles figurando em primeiro plano o admirável Richet. (N. T.)

5Pode-se ler mais adiante (Capítulo VIII, caso XLIII), o Relatório Oficial escrito a respeito dessa memorável operação cirúrgica. Foi ela realizada em 12 de abril de 1829.

6Assisti, com a idade de seis anos, à construção da linha do caminho de ferro Paris-Lião-Mediterrâneo, na secção de Tonnerre a Dijon e, com a idade de 12 anos, à de Paris e Mulhouse, na secção de Chaumont e Chalindrey, e me lembro, como se fosse ontem, das conversações que se entabulavam em torno de mim. Ninguém tinha uma intuição dos desenvolvimentos que as redes deviam tomar em menos de meio século e, longe de pensarem em ter as estações ao seu alcance, todos estavam dispostos a afastá-las o mais possível, pelo menos em Langres, onde comecei meus estudos e na minha aldeia de Montigny-le-Roi. Notadamente nestes dois pontos, as gares se acham tão isoladas e tão afastadas quanto possível dos centros comerciais de cada região.

7Raios luminosos, caloríficos e químicos, espectro do infravermelho ao ultravioleta.

8A descarga de uma garrafa de Leyde através de uma bobina de fios muito finos e longos dá origem a vibrações eletromagnéticas, cujos períodos determinados por Helmholtz (1869) e após ele por muitos outros observadores, podem ser compreendidos entre 1.000 e 10.000 por segundo para os aparelhos usuais. Em 1888, Hertz conseguiu reproduzir vibrações da mesma natureza, de 100.000 por segundo, bem como estudar-lhes o modo de propagação. Propagando-se essas vibrações no vácuo (éter), o que as distingue das vibrações sonoras que só se propagam na matéria ordinária (ar, água, madeira, etc.), é racional considerá-las como de natureza análoga às vibrações do calor radiante, de acordo com as idéias emitidas por Maxwell desde 1867. Vide sir W. Thomson, Conferências, pág. 189.

9Boletim da Sociedade Astronômica de França, ano de 1895, pág. 110. Vide também o do ano de 1897, pág. 307.

10Vide Lumière, Paris 1868, tomo I, pág. 131.

11Permito-me sobre este ponto remeter o leitor à minha obra Deus na Natureza.

12“Oh, moun bouan moussu, si lon menavi pas ensin, n’n pourrion ren faire!” – eis como se pronunciou o sacristão, resposta essa que Flammarion traduz em francês traduzível (N. T.)

13Tais exemplos mais ou menos bizarros de credulidade encontram-se em todos os países, associados às crenças religiosas mais diversas. Quando regressei da minha viagem de observação do eclipse total do Sol, na Espanha, visitando Toledo, em 1º de junho de 1900, mostraram-me em uma rua muito pitoresca a capelinha da “Virgem dos Alfinetes”, na qual vão as moças, desejosas de se casarem, atirar alfinetes. Aí contei trinta e um desses alfinetes, e eram apenas quatro horas da tarde: retiram-nos todos os dias.

14“Pentear Santa Catarina” (Coiffer Sainte Catherine), deve ser uma expressão análoga à de “ficar para titia”, isto é, perder a esperança de casar. (N. T.)

15V. Paul Parfait – O Arsenal da Devoção e o Dossier das Peregrinações. Esse repositório das superstições poderia ser continuado. Santo Antônio de Pádua parece estar muito em devoção na atualidade. Lê-se no jornal La Croix de 7 de setembro de 1899: “385 cartas foram depositadas esta semana no medalheiro de Santo Antônio, à rua Francisco I, n. 8. Anunciavam elas ou recomendavam: 72 curas, 104 graças espirituais, 227 graças temporais, 81 conversões, 59 empregos, 317 ações de graças, 12 vocações, 15 casamentos, 302 graças particulares, 53 escolas, 47 casas religiosas, 109 casas de comércio, 8 objetos perdidos, 14 exames, 96 famílias, 56 defuntos, 15 processos, 106 jovens, 8 paróquias. Um pobre operário, pai de oito filhos, prometeu 5 francos a Santo Antônio de Pádua e, vendo-se um pouco melhor, enviava a soma e rogava-lhe que não mais o deixasse recair nas mesmas dores – Loir-et Cher: “Remeto-vos 1 fr. 50, soma pela qual nos comprometemos todos os meses pelas nossas culturas e pelo nosso comércio”, etc. – Lê-se, no Petit Temps de 26 de janeiro de 1901, que o orçamento de Santo Antônio produziu 120.000 francos em Bordéus no ano de 1894, 50.000 francos em Toulon, etc.

Desde alguns anos, Santo Expedito faz-lhe uma grande concorrência no que diz respeito aos exames para o bacharelato, outro tanto acontecendo com São José de Cupertino.



16A fantasia religiosa não tem verdadeiramente limites. Abro um jornal, meus olhos caem sobre o relatório de um processo feito a uma irmã do convento do Bom-Pastor d’Angers, que se chama irmã Circuncisão!

17Lourdes dá anualmente ao papa a renda de um milhão.

18A palavra telestesia seria, entretanto, preferível, mais justa, porque sua raiz significa antes um estado mórbido, um estado de doença, que não é o de que aqui se trata, ao passo que a raiz de telepatia significa sensibilidade. Não são casos patológicos os de que se trata.

19O Sr. Parmentier é general de divisão de engenharia, presidente da Aliança Francesa para a propagação da língua francesa no estrangeiro, vice-presidente da Sociedade Astronômica de França e da Sociedade de Geografia, ex-presidente do Comitê das Fortificações, ex-aluno da Escola Politécnica, grande oficial da Legião de Honra, etc. Menciono esses títulos para os leitores que não conhecem pessoalmente seu caráter e seus trabalhos.

20Notadamente pelo Sr. Dorchain, literato francês, residente em Paris; pelo Sr. Craponne, engenheiro, em Lião; pela Sra. Ida Cail, de Paris; pelo Sr. Merger, decano dos advogados, em Chaumont (Alto Marne); pela Sra. Condessa de Mouzan, em Rambouillet; pela Sra. E. de Mare, em Juvisy; pelo Sr. L. Jourdan, deputado, em Paris; pelo Sr. Eduardo Noel, homem de letras, em Paris, etc. Eu poderia lembrar também os exemplos citados em Urânia e em Estela (o do Sr. Best é muito característico). Nota-se, também, que pouco tempo depois da publicação deste livro, uma obra repleta de fatos análogos foi publicada: Os recantos obscuros da Natureza ou Fantasmas e Videntes, por Mistress Crome, Paris, 1900.

21Assim classificadas

  • nºs 1 a 700 – provenientes dos leitores dos Annales;

  • 701 a 748 – do Petit Marseillais;

  • 749 a 786 – da Revue des Revues.

Chegaram novas cartas durante a impressão deste volume.

22A relacionar com o caso nº III.

23Relacionar com o caso nº XV.

24Em correlação com os casos I, II e XIV.

25O Sr. Victorien Sardou contou-me que observou um fato análogo.

26Assinalemos a impressão pelo nervo ótico, muito vibrátil em um ferreiro que bate constantemente o ferro em brasa sobre a bigorna.

27Recordemos que, para nós, trata-se de impressões cerebrais – a parte exceções que discutiremos.

28Duas testemunhas, longe uma da outra, impressionadas separadamente.

29É este um caso tão notável como o antecedente.

30Chamamentos ouvidos: casos XVI, XXII, XXV, XXVII e XXXIII.

31Em correlação com o caso XLVI.

32Vide nota nº 30, sobre chamamentos ouvidos.

33Relacionar com os casos nºs XLIV e LXXI.

34A cada um deixamos suas opiniões e sua linguagem. Vimos externados sentimentos muito contrários, nos casos XXXVIII, XCV, etc.

35Suprimi, por conseguinte, os nomes, as cidades e certos detalhes íntimos.

36Um exame superficial poderia querer ver aí uma alucinação hipnagógica. Mas uma ação telepática é infinitamente mais provável. Relacionar com o caso nº CXXII.

37Recordemos, uma vez mais, que tudo isso é fictício, impressão produzida sobre o cérebro pelo moribundo. V. também os casos XLIX e CXX.

38Esta observação feita sobre os animais não é única (vide os casos XXIX e CLXXVII); ela é digna de atenção.

39Nem tudo é subjetivo, nem impressão cerebral, nesses fatos. São também exemplos os casos XXIX, XXXVI, XCV, CXXIII, CXXVI, CXXX, CXXXII, CLIV, CLV, CLXVI, CLXX, CLXXI, CLXXII, CLXXVII e CLXXX..

40A este relato achava-se anexo um plano; é supérfluo reproduzi-lo, pois que o relato é perfeitamente explícito.

41Anais de Ciências Psíquicas, 1897, pág. 328.

42A mãe da Sra. Allom era a Sra. Carrik, esposa do Sr. Thomas Carrik, o pintor miniaturista, bastante conhecido.

43A assinatura do marido da Sra. Taunton estava junto à de sua esposa.

44A Sra. Wright é esposa de um inspetor da Great Nortehrn Railway. Mora em Taylor’s Cottage, 4, London Road, Nottingham.

45Haveria estudos a fazer sobre os cães. Por que, por exemplo, anunciam eles a morte por meio de seus uivos sinistros?

46Nossos exemplos de impressões coletivas são numerosos: I, II, XV, XXXV, XL, XLVII, XLVIII, LV, LVII, LXIX, LXXVI, LXXVIII, LXXXIII, XCIII, XCV, CXXIII, CXXXI, CXXXII, CXXXV, CXXXIX, CXLIV, CXLV, CLII, CLIV, CLVII, CLXI, CLXVI, CLXXVII, e estes três últimos.

47Recebemos a carta seguinte:

“Sydenham, 19 de novembro de 1900.



Lendo vossa obra O Desconhecido, fiquei a pensar no relato assinado por Ch. Matthews. Tenho por dever informar-vos que minha mãe, então moça, achava-se em casa de seu tio, o general Mose, em Troston Hall, quando essa história ocorreu, e que os fatos se passaram em absoluto conforme essa narrativa.

48Esta obra apareceu em excelente tradução francesa abreviada, publicada em 1891, pelo Sr. L. Marillier, mestre de conferências na Escola dos Altos Estudos, sob o título inexato e desnaturado de Alucinações Telepáticas, que não tem absolutamente significação alguma. Parece-nos que o erudito e cuidadoso tradutor foi muito mal inspirado nesta mudança de título. Uma alucinação é essencialmente uma percepção falsa, uma ilusão.

49Esta saída do número apontado dá no primeiro turno 35 luíses por um luís, ou sejam 700 francos, e, na segunda saída do número sobre o qual foi aquela soma deixada, 24.500 francos. Deixando sempre o ganho, uma terceira saída do número daria 857.500 francos. Mas as regras da banca se opõem a isso e fixam o máximo da jogada em 9 luíses. Toleram, contudo, o ganho até 120.000 francos.

50Vide apêndice no final deste capítulo: Ação telepática x coincidência fortuita.

51As alucinações, ou história racional das aparições, das visões, dos sonhos, do êxtase, do magnetismo e do sonambulismo. Paris, 1852.

52V. Walter Scott, A demonologia, carta I. Brierre de Boismont, Das Alucinações.

53O Sono e os Sonhos, pág. 57.

54O Sono e os Sonhos, pág. 92.

55Ver, a esse respeito, além dos autores precedentes, J. Liégeois, De la Suggestion et du Somnambulisme (1889), pág. 312.

56Cardan – De Vita propria.

57Tomo II da Anatomia comparada do sistema nervoso considerado em suas relações com a inteligência, por Leuret e Gratiolet (1839-1857). Minha atenção foi solicitada para esta obra pelo meu sábio amigo, o Sr. Edmond Perrier, diretor do Museu, membro do Instituto, e eu lhe sou, por isso, particularmente reconhecido.

58Anatomie Comparée du Systeme Nerveux, tomo II, pág. 534.

59Ibidem, págs. 524 e 525.

60Este fato merece, assim como os dois casos do oficial inglês, narrados por Ferriar e os dois primeiros de Chevreul, ser inscrito no número dos casos de telepatia. Dar-lhe-emos, portanto, os nºs CLXXXII, CLXXXIII, CLXXXIV, CLXXXV E CLXXXVI de nossa série. O terceiro de Chevreul poderia ser reportado ao exame crítico das manifestações de mortos. Ainda não chegamos nessa parte de nossos estudos.

61Creio ter sido o primeiro a empregar esta expressão – força psíquica. Acha-se ela na primeira edição (1865) de minha obra: As forças naturais desconhecidas. Há mais de um quarto de século está ela incorporada à linguagem habitual.

62H. Taine – Da Inteligência, t. II, pág. 139.

63Uma rã, da qual se extraiu o coração, nada e salta ainda durante quatro ou cinco horas (Claude Bernard).

64Da Inteligência, t. I, pág. 306.

65Theory of the Human Mind.

66V. Poulliet – Física Experimental, t. II, pág. 65.

67Os filetes (os nervos), já Malebranche dizia em 1674 (Em Busca da Verdade, cap. X, liv. 1º), podem ser excitados de duas maneiras: quer pela extremidade que está fora do cérebro, quer pela que se acha no cérebro.

68Ver Albert de Rochas – Les Forces non Definies.

69Ver as minhas obras: Os Caprichos e os Fenômenos do Raio.

70Esta ação das substâncias tóxicas e medicamentosas e dos mentais, exteriormente ao corpo, sobre pacientes sensitivos, é certa. Ver Bourru e Burot – A Sugestão Mental e a Ação a Distância, Paris, 1887. Há aí a narrativa de numerosas experiências conduzidas com uma perfeita sagacidade científica.

71Dr. Liébault – O Sono Provocado e os Estudos Análogos, nova edição, 1889, pág. 297.

72J. Ochorowicz – A Sugestão Mental.

73Fisiologia do Magnetizador, pág. 99.

74Ochorowicz – A Sugestão Mental, pág. 419.

75A expressão deve corresponder a “estado de exacerbação mental”.

76Annales des Sciences Psychiques, 1893, pág. 331.

77Annales des Sciences Psychiques, 1894, pág. 268.

781857, pág. 185.

79Memória sobre o Sonambulismo e o Magnetismo Animal, dirigida em 1820 à Academia de Berlim e publicada com adições, em 1854.

80Vide Annales des Sciences Psychiques, 1894, pág. 325.

81Report on Spiritualism, 1870, traduzido em francês em 1899.

82O Magnetismo Animal, 1884, Prefácio e pág. 266.

83Ensaio Filosófico sobre as Probabilidades, 1814, pág. 110.

84V. E. Gyel – O Ser Subconsciente, págs. 88 e 152.

85Consultar especialmente: Leuret e Gratiolet, Anatomia Comparada do Sistema Nervoso, Paris, 1839-1857; Baillarger, Das Alucinações, Paris, 1846; Brierre de Boismont, Das Alucinações, Paris, 1852; A. Lemoine, Do Sono sob o ponto de vista Fisiológico e Psicológico, Paris, 1855; Macario, Do Sono, dos Sonhos e do Sonambulismo, Paris, 1857; Lélut, Fisiologia do Pensamento, Paris, 1862; Alfred Maury, O Sono e os Sonhos, Paris, 1862; Liébault, Do Sono e dos Estados Análogos, Paris, 1866; Hervey, Os Sonhos e os meios de os dirigir, Paris, 1867; Max Simon, O Mundo dos Sonhos, Paris, 1888; Vaschide, C. R., Acad. de Ciências, 1889, II, pág. 183; F. W. H. Myers, A Personalidade Humana, Paris, 1905.

86Max Simon – Le Monde des Rêves, pág. 49.

87Anatomia Comparada do Sistema Nervoso, t. II, pág. 501.

88Inquiries Concerning the Intellectual Powers, 1841, pág. 280.

89Alucinações Telepáticas, pág. 329.

90Sciences Psychiques, 1891, pág. 215. Encontrar-se-á em Phantasms of the Living (vol. I, pág. 338, nº 108), um caso singularmente análogo a esse, em que o cônego Warburton desperta em sobressalto, vendo seu irmão cair de uma escada. Comparar também o nº 24 no mesmo volume, pág. 202, e um sonho do Sr. Drenilhe, descrito no capítulo precedente (carta 543, caso XLVI).

91Annales des Sciences Psychiques, 1892, pág. 17.

92Annales des Sciences Psychiques, 1891, pág. 219.

93Sciences Psychiques, 1895, pág. 279.

94Procuramos acima dar a tradução dessas belas e incompletas estrofes, que assim estão no original francês:

Du temps où je vivais une vie antérieure,


Du temps où je menais l’existence meilleure,
Dont je ne puis me souvenir,
Alors que je savais les effets et les causes,
Avant ma chute lente et mes métamorphoses
Vers un plus triste devenir;

Du temps où je vivais les hautes existences,


Dont hommes nous n’avons que des reminiscences
Rapides comme des éclairs;
Où peut-ètre j’allais libre à travers l’espace,
Comme un astre laissant voir un instant sa trace
Dans le bleu sombre des éthers...

95Ver, para esta espécie de sonhos: Suetônio, Vida de Augusto; Cícero, Da Adivinhação; Valério Máximo, Dos Sonhos, etc.

96Arquivos Gerais de Medicina, maio de 1829, pág. 131.

97Vimos que se passam os dois fenômenos: leitura de pensamento e visão a distância.

98Descrição da planta: é uma planta herbácea, formando um buquê de folhas espatuladas assaz largas e muito tenras; de um verde nem muito claro nem muito carregado, mas antes claro. A planta com que tem mais analogia é a azeda. As folhas inteiramente unidas, sem espinhos, delicadas, contêm um suco de cor esverdeada muito ativo que é ainda mais abundante na grande haste de 50 centímetros (da grossura de um dedo e que se vai adelgaçando), que se eleva no momento da florescência do meio das folhas. As flores, apenas visíveis em botões avermelhados antes do desabrochamento, tornam-se esverdeadas ao desabrocharem e se apresentam na extremidade e ao longo dessa grande haste, que é inteiramente desprovida de folhas. A planta cresce na vertente de uma montanha, na Suíça provavelmente...? Desenvolve-se na zona elevada antes das neves; mais alto se encontra a ranonculus glacialis; prolifera em um solo avermelhado, seco e friável, onde a vegetação é rara e acaçapada.

A haste assemelha-se muito à da azeda; floresce uma só vez no verão, em junho; essa haste permanece até o inverno, quando então seca; as pequeninas flores tornam-se pequenos grãos negros que se espalham sobre a terra e as folhas morrem; a raiz subsiste e na primavera as folhas saem da terra.

Provavelmente da família das poligonáceas, planta dicotiledônea, talvez da família das Ranonculáceas, o acônito viceja nos mesmos lugares que ela.

A flor, cujo invólucro é avermelhado antes de abrir-se, torna-se esverdinhada desabrochando. A haste é toda coberta dessas flores, que se parecem muito com as de Lapathum.

Apresentaram-lhe alguns dias depois um Polygonum Alpinun do Valais e ela respondeu:

“A planta em questão difere desta que me apresentam, pela razão de ser a sua flor ainda menor, mais espessa e mais polpuda; ela não secaria tão facilmente. Além disso é esverdeada, ao passo que esta é mais branca.”



A folha é menos pontiaguda e sobretudo mais lenhosa e mais herbácea. No conjunto, a planta é mais espessa em todas as suas partes e mesmo em sua extremidade.

99Sem pôr em dúvida um só instante a sinceridade absoluta do Dr. Macário, que em todas as circunstâncias constatei, repetirei que é deplorável que este Sr. O. tenha tido o prejuízo de não ousar subscrever as suas observações e as suas convicções. Por que essa estreiteza de espírito? Que há nesse sonho que possa comprometer um homem de bem?

100Ainda um que não ousa comprometer-se dando seu nome.

101Esta comunicação é acompanhada de quatro desenhos das paisagens e monumentos vistos em sonho.

102Caso de cerebração inconsciente, talvez. Entretanto...

103Esse sonho está no nível dos que podem ser explicados por causas conhecidas, pois que, a rigor, pode-se admitir que essa moça tenha notado aquele moço e que o sonho haja associado idéias muito naturais. Pode não haver aí mais do que coincidência fortuita.

104Esse sonho está igualmente no mesmo caso dos premonitórios, como o caso LII. O marechal Maillant estudava então o plano da tomada de Roma, com o qual ele próprio me entreteve diversas vezes. Cerebração inconsciente, provavelmente.

105Essa hipótese não parece necessária. O Sr. Jaubert, magistrado aliás muito distinto, tinha uma forte tendência para atribuir tudo aos espíritos.

106Era um armário inglês, como sem dúvida jamais tivesse ela visto igual.

107Laplace – Essai analytique sur les probabilités, 1814, pág. 3.



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