Camille Flammarion o desconhecido e os Problemas Psíquicos



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(Carta 5)

XVI – “A 29 de julho de 1865, Nephtali André estava no mar, entre a França e a Inglaterra, para onde se dirigia após o encerramento dos cursos acadêmicos. De repente teve a impressão de estar sendo chamado, muito distintamente: “Nephtali!” Voltou-se, olhou em torno de si e não viu ninguém. Como essa voz parecia-se, inequivocamente, com a de seu pai que ele sabia achar-se doente, e como, por outro lado, ouvira falar de fenômenos de telepatia, teve, instantaneamente, a idéia de uma correlação qualquer entre esse apelo misterioso e o estado de seu pai, o Sr. Gabriel André. Puxou o relógio para fixar o momento. Ora, chegando ao seu destino, o mancebo soube da morte de seu pai, sobrevinda à mesma hora em que este nome “Nephtali” lhe ressoara aos ouvidos, como um apelo supremo.

Meu avô, Gabriel André, desposara a Senhorita de Saulses Larivière, parente do Sr. de Saulses-Freycinet, Ministro da Guerra.



Tony André
Pastor em Florença.”

(Carta 6)

XVII – “Respondo diante de vós, como o faria uma testemunha.

A. – Na quinta-feira, 1º de dezembro de 1898, depois de haver passado a tarde com minha mãe, tomei o candeeiro e entrei em meu quarto para deitar-me. Imediatamente senti uma espécie de apreensão, de aperto do coração, pressentindo que alguém estava nesse quarto, alguém que eu não via e que, entretanto, aí se achava ou, antes, devia achar-se.

Contendo o meu quarto poucos móveis e tapeçarias, seria impossível alguém nele esconder-se; eu logo o percorri em um só golpe de vista e constatei que nele não havia ninguém.

Persistindo essa apreensão, saí para o vestíbulo, examinei a escada e não vi nada. Tive então o pressentimento de que ia acontecer-me nessa noite alguma coisa, que eu ia ser roubado, que um incêndio ia irromper, que um gendarme viria acordar-me para comunicar-me que algum crime, necessitando minha remoção, vinha de ser praticado, enfim, uma série de coisas que não sei explicar.

Coloquei meu relógio sobre uma pequena mesa de cabeceira, verificando que eram 9 horas e meia e deitei-me.

No dia seguinte pela manhã, eu recebia um telegrama anunciando-me que um tio bastante idoso e enfermo desde muito tempo acabava de morrer; esse telegrama não continha nenhuma indicação da hora, dizia somente que meu tio falecera na véspera, isto é, quinta-feira, 1º de dezembro. Comuniquei essa notícia à minha mãe, dizendo-lhe: “Ele morreu às 9 horas e meia da noite.” Declarei também essa hora diante de diversas pessoas amigas, a fim de poder invocar seu testemunho se alguma vez fosse contestado o que eu disse sobre o caso.

Tomei o primeiro trem para transportar-me a Janville onde morava esse parente, a cerca de 40 quilômetros de Malesherbes. Depois de haver trocado com minha tia algumas palavras, perguntei-lhe a que horas morrera seu marido. Ela me respondeu simultaneamente com uma mulher que guardava o morto e que assistira à sua agonia: – Às 9 horas e meia da noite.



B. – No mês de outubro de 1897, achando-se minha mãe em um quarto que dava para a sala de jantar, por uma porta, então aberta, ouviu um como suspiro prolongado e sentiu como que um sopro que tivesse passado no seu rosto.

Tinha eu saído. Supondo que eu houvesse entrado na sala de jantar, sem que ouvisse abrir a porta, disse em voz alta: “És tu, Jorge?” Ninguém respondendo, entrou na sala de jantar e viu que aí não havia ninguém. Quando voltei, narrou-me ela o que acabava de sentir.

Na manhã seguinte recebia um telegrama anunciando-lhe a morte de uma prima que residia na Chambon (Loiret), a cerca de 25 quilômetros daqui.

Minha mãe foi a Chambon e soube que essa sua prima morrera, em conseqüência de uma queda, algumas horas após o acidente. A manifestação que se produzira coincidia exatamente com a hora em que essa parente expirava.



George Merlet
Juiz de Paz em Malesherbes (Loiret).”

(Carta 9)

XIX – “A 4 de dezembro de 1884, às 3:30 da manhã, estando eu perfeitamente desperto, acabava de levantar-me. Tive a visão nítida da aparição de meu irmão, Joseph Bonnet, 2º tenente de spahis, 2º Regimento, na guarnição de Batna, província de Constantine (Argélia). Nessa época ele estava em manobras e nós não sabíamos precisamente onde se encontrava. Meu irmão tomou-me a cabeça entre as mãos; senti um arrepio de frio e ele me disse muito distintamente:

Adeus, Ângela, estou morto.22

Profundamente emocionada e transtornada, acordei imediatamente meu marido, dizendo-lhe:

– José morreu; ele acaba de me dizer.

Como esse dia, 4 de dezembro, era o dia do nascimento de meu irmão (completava ele seus trinta e três anos) e como tivéssemos falado na véspera a propósito desse aniversário, meu marido assegurou-me que se tratava de uma conseqüência de meus pensamentos e acoimou-me mesmo de visionária e de exaltada.

Durante toda essa noite de quinta-feira estive muito agoniada. Às 9 da noite recebemos um telegrama; antes de abri-lo, já eu sabia o que continha. Meu irmão falecera em Kenchela (Argélia), às 3 horas da manhã.



Ângela Esperon,
Nascida Bonnet.”

“Atesto a exatidão absoluta da narrativa acima, de minha esposa.



Osman Esperon
Capitão reformado, Cavaleiro da
Legião de Honra, em Bordéus.”

(Carta 11)

XX – “Estava-se em 1845, a 28 de outubro. Meu pai, então com a idade de catorze anos, acabava de trazer um balde de água de um poço situado a 80 metros da casa de seus pais. Ora, pela manhã ele vira entrar em sua casa, enfermo, o Sr. Lenoir, homem de cinqüenta anos, empregado como pastor, na propriedade do Sr. Bouteville, agricultor em Nanteau-sur-Lunain (Sene e Marne).

Para ir ao poço seria necessário passar a cerca de 20 metros da habitação do Sr. Lenoir. Eram então 4 horas da tarde. Tendo parado para descansar, ele voltou-se e viu muito distintamente, a cerca de 10 metros, o Sr. Lenoir, com um pacote no ombro, vindo do seu lado. Pensando que ele regressava ao trabalho, meu pai retomou o balde e entrou em casa. Seu irmão Carlos, que se achava no pátio, também entrou, dizendo:

– Não sei o que há em casa da mãe Lenoir; ela está gritando: “Ai de mim! ele morreu!

– Não é certamente o pai Lenoir – respondeu então meu pai –, pois acabo de vê-lo partir para a casa de seu patrão.

Sem perda de tempo, minha avó se transportou para a casa dos esposos Lenoir e constatou que o marido acabava de morrer no instante mesmo em que a aparição se manifestou a meu pai.23

A. Bertrand
Professor em Vilbert (Sene e Marne).”




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