Camille Flammarion o desconhecido e os Problemas Psíquicos



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(Carta 166)

VIII – “Tive há seis anos um segundo filho que, devido ao meu estado de saúde, minha mãe levou para sua casa ao dia seguinte do nascimento, a 60 léguas, para fazê-lo nutrir sob as suas vistas. Estive doente, depois entrei em convalescença. Começava a levantar-me e (tenho necessidade de dizê-lo?) meu pensamento estava incessantemente com o querido entezinho que me tiraram tão cedo, mal eu o tinha entrevisto.

Tínhamos freqüentemente notícias dele e essas notícias eram muito satisfatórias; não poderíamos estar mais tranqüilos a seu respeito.

Certa manhã, acordo com uma opressão singular; tinha visto, à noite, em sonho, o meu filho corcunda. Disse-o a meu marido e me pus a chorar; ele riu-se de mim. Logo que me levantei, durante sua ausência, escrevi à minha mãe, dizendo-lhe do meu sonho e pedindo que nos escrevesse sem perda de tempo, falando detalhadamente do querido anjinho.

Respondem-nos fazendo mil referências elogiosas ao pequeno: era um bochechudinho magnífico; enfim, um avô orgulhoso de seu neto... Tempos depois, minha mãe, que não me via, desde o último parto, veio visitar-nos e, à noite, na intimidade do lar, revelou-nos, a meu marido e a mim, que minha carta fizera-a adoecer de pavor; com efeito, no momento em que essa carta chegava, meu filho estava corcunda. Estivera assim durante uns quinze dias, não fora nada em realidade, pois que algumas massagens inteligentemente feitas suprimiram esse pequeno defeito. Mas, tanto minha mãe, como a ama, sem dizerem nada a ninguém, tinham estado realmente inquietas. Minha carta chegara no momento mais crítico da ocorrência, quando, desesperada, minha mãe mostrara a criança ao médico, que imediatamente a tranqüilizou, recomendando-lhe não alarmar-me inutilmente.



Maria Duchein (Paris).”

IX – “Achava-me em casa de uma de minhas amigas, no mês de outubro de 1896. Tendo de dar alojamento a soldados, por causa da revista do czar, e achando-se entre eles o cozinheiro, este, no momento de partir, empacotou juntamente com as suas, inadvertidamente, uma coberta da casa.

Logo que partiram, deu-se pelo desaparecimento da dita coberta. Imediatamente a minha amiga escreveu e, no dia seguinte, pela manhã, levantando-se, disse-me ela:

– Maria, sonhei que receberia hoje a minha coberta e, ao mesmo tempo, uma carta. Mas, o que há de mais curioso é que o papel da carta é róseo, inteiramente escrito, sem um lugar, sem o menor cantinho esquecido, e o envelope deve ser branco!

Esperamos com impaciência o carteiro, que nos trouxe, com efeito, a coberta e a carta em um envelope branco, sendo o papel cor de rosa, com as quatro páginas cobertas de letras.

Como é que a minha amiga pôde adivinhar assim, com tanta exatidão, por meio de um sonho?

Maria Bouvry (Brimont).”

(Carta 146)

X – “Tenho um irmão atualmente com 29 anos, que em 1889 partiu para Santiago do Chile. Tinha ele o hábito de nos dar notícias suas muito regularmente. Em uma carta recebida em 1892 (a data não recordo com exatidão), disse-nos mamãe ter visto, em sonho, meu irmão doente e conduzido ao hospital, sobre uma padiola. Gastam as cartas cerca de 35 dias para fazer o trajeto de Santiago à França. Cinco meses se passaram sem notícias. Chega-nos afinal uma carta, na qual meu irmão nos diz ter saído do hospital, onde estava em tratamento havia cinco meses; para aí tinha sido transportado acometido de febre tifóide, tendo tido em seguida uma pleurisia.

Maria Vialla
Rua Victor Hugo, 30, Lyon.”

(Carta 177)

XI – “Um tio de minha cunhada, que vive ainda e que se achava então no campo, a cerca de 60 quilômetros de Bayonne, sonhou certa noite que um de seus amigos íntimos, o Sr. Rausch, fora assassinado na alameda marítima de Bayonne, quando entrava em casa.

No dia seguinte, pela manhã, o Sr. Bonin, tio de minha cunhada, contou o sonho, sem revelar, aliás, confiança nesse fato; mas pouco depois recebeu a notícia de ter sido o seu amigo assassinado na alameda marítima de Bayonne, por espanhóis, na mesma noite em que tivera o aludido sonho.

Assino estas linhas que encerram a expressão da verdade, mas ficar-vos-ia grata se não publicásseis nem o nome de minha família nem o meu.

G. F. (Bordéus).”

(Carta 204)

XII – “Em 1872 ou 1873, minha mãe, ainda moça, residia na rua “des Tonnelles”, em casa de sua mãe. Ela conhecia uma família, Morange, de gente pobre, residente na rua Saint Antoine, perto do Liceu Charlemagne. Um sábado, à noite, ela encontra essa família e a pequena Morange, que a queria muito, vem mostrar-lhe um vestido novo, posto naquele mesmo dia. Deixando a menina, minha mãe entra em casa. Na manhã seguinte, ao despertar, conta-lhe sua mãe haver sonhado que a família Morange estava morta.

No correr dessa manhã mesma, sabe-se que todos eles morreram durante a noite no incêndio de sua casa.



Marcel Gerschel
Arrabalde Saint Denis, 80, Paris.”

(Carta 234)

XIII – “Posso afirmar-vos, como absolutamente autêntico, um fato que se passou há alguns anos. Vi uma noite, em sonho, duas senhoras de meu conhecimento, de luto fechado, ainda que eu, então, não tivesse a menor idéia de que tivesse morrido ou se achasse enfermo qualquer membro de sua família. Interroguei-as e vim a saber que traziam luto por um senhor, irmão de uma e marido de outra.

Dias depois soube que o falecimento se verificara na mesma noite do meu sonho. Dera-se a morte em Moscou; as senhoras estavam na Alemanha e eu morava em Mitan (Courlande, Rússia).



Sofia Hersenberg (Mitan).”
(Carta 279)

XIV – “Há trinta anos morava minha família em Marselha. Uma noite disse-nos meu pai haver sonhado, na noite precedente, que sua mãe, residente na Alsácia e que ele ignorava estivesse doente, havia morrido.

Alguns dias depois era ele cientificado de que, efetivamente, sua mãe falecera naquela noite.



N. Nische (Chalons-sur-Marne).”



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