Camille Flammarion o desconhecido e os Problemas Psíquicos



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(Carta 66)

VII – “Meu tio era sargento do 2º Regimento de Infantaria, quando foi declarada a guerra, em 1870. Ele assistiu aos primeiros combates, conservou-se em Metz durante o assédio dessa cidade, foi feito prisioneiro, conduzido em cativeiro para Mayence, depois para Torgan, onde permaneceu nove ou dez meses.

No domingo da pascoela de 1871, foi convidado, por um dos seus camaradas, para ir à cidade, à tarde. Preferiu ficar no campo, em sua casamata, dizendo ao amigo que não se achava bem disposto, não sabendo ele próprio a que atribuir essa tristeza. Ficando a sós ou quase a sós, atirou-se, mesmo vestido, na cama (eram cerca de 2:15), e caiu em sono profundo. Logo que adormeceu, pareceu-lhe estar na casa paterna: sua mãe estava agonizante no leito. Via as suas tias tratando-a; por fim sua mãe expirou, por volta de três horas. Levantou-se, então, ele e apercebeu-se de que havia apenas tido um sonho.

Quando o seu amigo voltou, às seis horas da tarde, contou-lhe ele o que tinha visto durante o sono e acrescentou: “Estou convencido de que hoje, às três horas, minha mãe faleceu.”

Riram-se dele, mas uma carta de seu irmão veio confirmar-lhe a triste notícia.

Julgo do meu dever acrescentar que a morta achava-se, há três anos, constantemente em precário estado de saúde.

Camille Massot
Farmacêutico de 1º classe
(Banylus-sur-Mer, Pirineus Orientais).”

(Carta 68)

VIII – “Minha mãe contava-me freqüentemente um estranho sonho.

Um de seus cunhados achava-se doente. Certa noite ela sonhou que o via morto; via também minha avó acompanhando seus filhos, por um caminho que ela desconhecia, mas que atravessava um campo. Nesse instante ela desperta e, igualmente, desperta meu pai, a fim de lhe contar o sonho que acabava de emocioná-la. Eram 2 horas da manhã.

No dia seguinte vieram comunicar a meus pais que meu tio morrera essa noite, às 2 horas; então mamãe não pôde eximir-se de responder que já o sabia. Interrogou em seguida minha avó, para saber se ela havia conduzido as crianças; respondeu-lhe esta que sim e que tinha precisamente atravessado o campo em que mamãe a avistara em sonho.

M. Odéon
Professora em Saint-Genix-sur-Guiers (Savoie).”

(Carta 77)

IX – “Em 1895, por uma noite de inverno, sonhei muito nitidamente que o Sr. Crouzier, octogenário da minha aldeia, situada a 10 quilômetros do alojamento onde eu ensinava, morrera em conseqüência do frio.

No dia seguinte vou a casa de minha família e minha mãe me diz: “Sabes, o velho Crouzier morreu a noite passada; precisou levantar-se, cerca de meia-noite, e foi surpreendido pelo frio, sucumbindo quase instantaneamente.”

Essa impressão ficou sempre comigo e sinto-me feliz, nestas circunstâncias, de responder ao vosso inquérito.

Alphonse Vidal
Preceptor, em Aramon (Gard).”

(Carta 118)

X – “Achando-se em França, minha mãe viu em sonho seu irmão, a esse tempo na América, morrer em seus braços. Um mês depois recebeu ela a notícia da morte desse irmão, que havia precisamente expirado nos braços de minha avó. As datas coincidiam.

A. D. (Arles).”
(Carta 125)

XI – “Eu tinha um irmão residente havia 25 anos em Petersburgo; nossa correspondência jamais fora interrompida.

Há três anos recebi uma carta dele, no mês de julho: seu estado de saúde era satisfatório. A 8 de setembro seguinte sonhei que o carteiro me entregava uma carta de Petersburgo e que, abrindo-lhe o envelope, achara duas estampas: uma representando um morto estendido em sua cama e vestido segundo o hábito que eu mesmo constatara, em minha viagem à Rússia, no ano de 1867.

Não olhei bem, no momento, para o rosto do morto; vi em torno do leito várias pessoas de joelhos, entre outras um rapaz e uma rapariguinha, mais ou menos da idade dos filhos de meu irmão. Na outra estampa havia como que uma assistência à cerimônia fúnebre. voltei então a examinar de mais perto o rosto do morto, que logo reconheci e despertei gritando: “Ah! mas é Luciano! (era o nome de meu irmão).

Alguns dias depois eu sabia, com efeito, que este morrera naquele dia (não pude verificar exatamente a data) em que eu tivera o citado sonho, que está sempre bem presente à minha memória e que tenho contado a várias pessoas.



L. Carrau
Rue de Bel-Air, 46, em Angers.”

(Carta 130)

XII – “Meu avô deixou, na idade de 14 anos, sua família que residia perto de Estrasburgo; creio que jamais regressou ao país natal, nem jamais tornou a ver seus pais. Aos 24 anos casou-se em Nancy; sua jovem esposa jamais viu os sogros.

Uma noite viu minha avó desfilar diante de seu leito um interminável séquito funerário. No dia seguinte ou no outro anterior anunciava-lhe uma carta o falecimento de seu pai. O enterro se realizou, sendo acompanhado pela população de três grandes aldeias, assim como pelo maire e pelo pároco do lugar (Bischeim), embora se tratasse de um judeu.



Jeulend
Rua da Provença, 55, Paris.”

(Carta 138)

XIII – “Tenho a referir fatos ocorridos em sonho, com coincidência de morte.

A. – Sucedeu o primeiro a meu pai, Pedro Dutant, morto em 1880 e que fora farmacêutico em bordéus durante 50 anos.

Era um homem de caráter absolutamente honesto, escrupuloso, dotado de aguda inteligência e nenhuma das pessoas que o conheceram jamais punha em dúvida a sua palavra. Eis o fato que ele me contou diversas vezes e que relato quase textualmente:

“Uma noite sonhei que meu irmão, a esse tempo notário em Léagnan e contando 33 anos de idade, era criança como eu e que ambos brincávamos na casa paterna. De súbito ele cai de uma janela na rua, gritando para mim: “Adeus!” Desperto muito impressionado pela intensidade desse sonho, vejo que horas são: 3 horas. Não tornei a dormir. Eu sabia que meu irmão estava doente; não o supunha, porém, em perigo de vida. Meu irmão morrera nessa noite às 3 horas precisamente.”

B. – O fato diz-me pessoalmente respeito. Sonhei certa noite que uma velha prima, que me estimava muito, estava morrendo. Pela manhã contei o sonho às pessoas da minha família, todas as quais se lembram muito bem da minha narrativa.

Na mesma semana, dois ou três dias após esse sonho (não o registrei e por isso não posso precisar com exatidão o tempo decorrido), a velha prima sucumbia a um ataque de apoplexia. À noite do meu sonho achava-se ela bem disposta, não tendo morrido senão dois ou três dias depois e vi nesse sonho um como pressentimento ou aviso. Minha família encheu-se de admiração em face do acontecido e ainda se recorda perfeitamente do meu sonho.



C. – Posso ainda citar-vos um fato pessoal que muito me impressionou ao suceder-me; como, porém, trata-se, desta vez, de um simples cão, talvez não me seja lícito ocupar o vosso precioso tempo. Desculpo-me com o interrogar-me qual o limite que se deve traçar aos problemas...

Era eu então moça e tinha freqüentemente em sonho uma lucidez surpreendente. Tínhamos uma cadela de inteligência pouco vulgar; era-me particularmente afeiçoada, ainda que eu mui poucos afagos lhe prodigalizasse. Sonho uma noite que ela está morrendo e fixa-me com olhos humanos. Acordando, digo à minha irmã: “Leoa morreu, tenho certeza, e o sonhei.” Ria-se minha irmã e não o queria acreditar. Chamamos a criada e lhe dissemos que trouxesse a cadela. Chama-se, ela não vem. Dá-se uma busca em toda a casa e por fim é encontrada morta em um canto. Ora, na véspera não estava ela doente e meu sonho não tivera causa alguma que o provocasse.



M. R. Lacassagne, nascida Dutant (Castre).”



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