Camille Flammarion o desconhecido e os Problemas Psíquicos



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(Carta 3)

I – “Na noite de 25 de julho de 1894, vi, em sonho, um moço com quem devia casar-me, tal como o conhecera outrora, de 1883 a 1885, quando prestava ele seu serviço militar.

Por motivos que seria ocioso relatar, cortara eu todas as relações com ele e o casamento não se realizou. A partir desse momento, não ouvira mais falar a respeito desse moço (residia eu em Paris e ele em Pau), quando, nessa noite de 25 de julho de 1894, o torno a ver, em sonho, tal qual o conhecera, envergando o seu uniforme de sargento. Olhou-me com um ar muito triste, mostrando-me um maço de cartas. Depois a aparição se desvaneceu, como pela manhã o raio de sol dissipa pouco a pouco o orvalho.

Acordei perturbada e por muito tempo vivi com esse sonho, a perguntar-me por que, por que? Se eu jamais sonhava com ele, conquanto lhe conservando uma amizade sincera!

A 20 de janeiro de 1895 tinha eu notícia de sua morte, ocorrida na noite de 25 de julho de 1894; uma de suas últimas palavras tinha sido para mim.



Lucie Labadie (Rochefor).”
(Carta 28)

II – “Estava-se no período da guerra de 1870-1871; uma das minhas íntimas amigas, esposa de um oficial, encerrada em Metz, sonhou que meu pai, residente no Norte, seu médico, a quem ela venerava e amava profundamente, viera encontrá-la ao pé de seu leito e lhe dissera: – Vede, acabo de morrer.

Logo que foi possível ter comunicações com o exterior da cidade, minha amiga escreveu-me banhada em lágrimas, pedindo-me notícias exatas de toda a minha família e rogando-me informá-la se a 18 de setembro não ocorrera alguma desgraça em casa de meus pais, porquanto nessa data ela tivera um sonho que a preocupava muito, relacionado com meu pai. Extraordinário! A 18 de setembro, às 5 horas da manhã, meu pai morria, sem ter estado doente.

Quando, no outono seguinte, tornei a ver essa senhora, contou-me ela que esse sonho a impressionara tanto mais vivamente, quanto era certo que, pouco tempo antes, tivera sonho idêntico, referente a um outro de seus amigos, residente em Metz, e certa manhã, tomando informações a seu respeito, viera a saber que ele acabava de morrer.

L. Bouthors
Diretor das Contribuições diretas, em Chartres.”

(Carta 35)

III – “A. – Contava eu 7 anos; meu pai residia em Paris; encontrava-me desde alguns anos em Niort, em casa de parentes que se haviam encarregado de minha educação. Um dia, ou antes, uma noite, tive um sonho, Sonhei que subia por uma escada interminável e chegava a um quarto escuro. Ao lado havia um outro, levemente iluminado. Entro neste segundo compartimento e vejo um féretro sobre dois cavaletes; ao lado um círio aceso.

Fiquei com medo e fugi; chegada ao primeiro quarto, senti que alguém me punha a mão sobre a espádua. Voltei-me trêmulo de medo e reconheci meu pai, que eu não via há dois anos e que me disse com voz muito doce: “Não tenhas medo, abraça-me, filhinha.”

No dia seguinte recebíamos um telegrama: meu pai morrera, não naquela noite, mas na tarde precedente.

Achava-me inteiramente órfã, pois minha mãe há muitos anos era morta. Este sonho de tal modo me impressionou, que eu o reconstituo freqüentemente.



B. – Quando eu contava 13 anos, a tia que me educava e que eu amava como se fosse minha mãe morreu de varíola negra. Não me disseram que ela estava morta e, naturalmente, não me permitiam entrar em seu quarto. Ela me dizia muitas vezes, brincando: “Oh! se eu morresse, e não estivesses perto de mim, iria dizer-te adeus.” Em meio da noite, vi avançar para o meu lado uma forma branca que imediatamente não reconheci. Levantei-me; o meu quarto estava envolto em uma como que meia claridade e vi o fantasma refletir-se no espelho do armário colocado defronte do meu leito. E ela disse com uma voz apenas distinta: “Adeus!” Estendi os braços para abraçá-la; ela, porém, desapareceu.

Minha pobre tia já estava morta há algumas horas, quando tive esta alucinação.



V. Boniface

Diretora da Escola Maternal,


em Étampes (Seine-et-Oise).”
(Carta 60)

V – “Minha mulher vislumbrou o semblante de seu irmão no instante preciso de sua morte.

Meu cunhado, professor no colégio de Luxeuil, estava doente do peito. Foi tratado por sua irmã com o maior devotamento durante sua última enfermidade e ele preferia os seus cuidados aos de qualquer outra pessoa. Entretanto, os pais de minha mulher, tendo vindo a Luxeuil e vendo-a muito fatigada, induziram meu cunhado a ir com eles, para se tratar no estabelecimento das diaconistas de Estrasburgo. Cerca de três semanas após sua partida, foi minha esposa despertada por uma espécie de pesadelo e viu, semi-acordada, seu irmão deitado e encerrado em um sepulcro de pedra, semelhante às pedras tumulares romanas que se vêem expostas no estabelecimento termal daqui. O sepulcro contraía-se cada vez mais, tornando quase impossível a respiração de seu irmão; contemplava-a ele com olhares súplices, pedindo-lhe para vir em seu socorro e tirá-lo dali; depois viu-o assumir um ar resignado, parecendo dizer-lhe: “Tudo está terminado, nada mais podes fazer.” Ela despertou então de todo e viu que horas eram: 3:20 da manhã.

No dia seguinte soubemos da morte de meu cunhado. A hora de seu falecimento coincidia exatamente com a hora do sonho.

É favor não citar nossos nomes.



A. S. (Luxeuil, alto Saône).”
(Carta 64)

VI – “Minha avó faleceu o ano passado, a 6 de janeiro, à meia-noite menos dois ou três minutos; residia em uma fazenda nas cercanias de Rochefort-sur-Mer e eu estava a esse tempo em Auxerre. Tínhamos andado, na noite de 6 de janeiro, a tirar Reis muito alegremente e eu me deitara sem pensar nela, que sabia, entretanto, mais enferma nos últimos quinze dias.

Despertei à meia-noite, precisamente, com uma impressão penosíssima. Acabava de ver em sonho minha mãe e meu irmão mais moço em grande aflição. Fiquei persuadido de que não se passaria aquela manhã sem que eu tivesse a confirmação de meu sonho. Não há uma estranha relação entre a realidade e o sonho, pois que minha avó morreu à meia-noite e eu acordei à mesma hora?



M. B. (Versalhes).”



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