Camille Flammarion o desconhecido e os Problemas Psíquicos



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(Carta 299)

X – “Sou professor e estou casado há 9 anos. Temos, minha mulher e eu, mais ou menos os mesmos gostos e a mesma educação e constatamos – isso logo depois do nosso casamento – uma similitude de idéias que nos parece extraordinária. Muito freqüentemente, um de nós formula alto uma opinião, uma idéia qualquer, no momento exato em que o outro ia exprimir-se precisamente do mesmo modo. Termos idênticos, para julgar de uma pessoa ou de uma coisa, vêm-nos à boca no mesmo instante, a ambos, e as palavras de um se acham, por assim dizer, duplicadas por aquelas que o outro ia pronunciar.

É esse, porventura, um fenômeno comum que se reproduz quando há simpatia entre duas naturezas, ou o mesmo nos diz particularmente respeito?... Em todo caso, se tem alguma importância, qual a sua causa, a sua natureza e por que se produz?



F. Dalidet
Professor, Secretário da Prefeitura, em
Saint Florent, perto de Niort (Deux Sèvres).”

“Visto, para efeito de reconhecimento da firma de M. Dalidet, professor em Saint Florent.



Prefeitura de Saint Florent, 28 de março de 1899.
O prefeito:
A. Favriou.”
(Carta 319)

XI – “Minha mãe, esposa de capitão de navio, era sempre avisada, por sinais quaisquer insólitos, todas as vezes que meu pai corria um perigo. Era isso tão freqüente que ela adquirira o hábito de tomar nota desses avisos. Mais tarde ela vinha a saber, com efeito, que à hora assinalada seu marido, em perigo de naufrágio, enviava-lhe o seu pensamento, que supunha ser o último. Casos análogos multiplicam-se ao infinito com relação a quase todas as esposas de marujos. Lembro-me muito bem que a conversação das visitas que mamãe recebia tinham freqüentemente por objeto a telepatia.

Uma de minhas amigas, também esposa de marujo, viu, no mesmo dia da morte de seu marido, que pereceu tragicamente em um naufrágio, a mão de seu esposo desenhar-se sobre um dos vidros da janela: o que a impressionou foi que o anel conjugal sobressaía nitidamente de sua mão.

Outra de minhas amigas, tendo sua irmã doente – devo previamente dizer-vos que esta prometera à irmã, de quem se achava separada, fazer-lhe saber, por um sinal qualquer, sua morte, se esta ocorresse – sentiu, na mesma hora em que sua irmã desprendia o último suspiro, um terno abraço que ela reconheceu ser o abraço de sua querida irmã, que efetivamente expirava. Eu própria, em companhia de minhas alunas, ouvimos – todas três – pronunciar distintamente “Fraulein”, voz que reconheci imediatamente por ser a de uma de minhas conhecidas que se havia portado mal para comigo. Registrei o fato e a hora em que se verificou; mais tarde vim a saber que essa personagem morrera precisamente no instante em que o som de sua voz chegara ao meu ouvido.

Maria Strieffert
(Nascida em Stralsund, na Pomerânia), Calais.”

(Carta 320)

XII – “Leitora apaixonada de vossos recentes artigos, é com satisfação que constato o poder do pensamento humano. Pessoalmente, não tenho mais do que um fato a assinalar. Por ocasião da minha passagem pela Alemanha, ouvi distintamente meu pai chamar-me pelo diminutivo do meu nome. E no dia seguinte verifiquei que ele me estava escrevendo precisamente no instante em que o eco dessa voz querida veio ferir meus ouvidos.

P. S. – Diversas confidências têm-me sido feitas a propósito da telepatia; se elas vos podem interessar, comunicar-vos-ei com solicitude.”

Madalena Fontaine
Pensionato de Mlle. Bertrand, Calais.”

(Carta 331)

XIII – “Jamais fui avisado da morte de quem quer que seja, por uma aparição; o mesmo não se passa com relação aos doze ou quinze membros de minha família, que conheço bem.

Tive, porém, um dia, certo pressentimento que, se bem diferente, nestas circunstâncias, dos fenômenos que estudais, talvez na mesma categoria se possa agrupar.

Dirigindo-me, certa manhã, para o Hospital Lariboisière, do qual eu era externo, tive por um momento a idéia de que ia encontrar, na porta do hospital, o Sr. P., que só uma vez tivera ocasião de ver, oito meses antes, em uma casa amiga e que, desde essa data, jamais voltara a ocupar meu pensamento. Esse senhor, doutor em Medicina, teria vindo ali para avistar-se com um certo cirurgião de Lariboisière.

Não me enganara de todo; à porta do hospital encontrei o Sr. P., que vinha com a intenção de visitar, não o cirurgião em apreço, mas o chefe do serviço de obstetrícia.

Notai que em tudo isso não poderia eu ter visto de longe, nem reconhecido subconscientemente o Sr. P., porquanto esse pressentimento me veio no bulevar Magenta, à direita da rua de Saint-Quentin, ao passo que o Sr. P., quando o avistei, esperava no vestíbulo à distância de vinte minutos. (Perguntei-lhe, depois, há quanto tempo estava ali, antes de lhe falar acerca do meu pressentimento, para que sua resposta fosse livre de qualquer influência.)

A isso acrescento que, de modo algum, sou inclinado à superstição; antes me julgo céptico, e meu primeiro cuidado, em presença desse caso, foi procurar-lhe uma explicação física, antes de pensar na intervenção de um fator ainda indeterminado. Não encontrei, porém, essa explicação física.



G. Mesley
Estudante de Medicina, rue de l’Entrepôt, 27.”

(Carta 382)

XIV – “Uma de minhas jovens amigas, que residia em Paris, ao passo que eu me achava na província, foi acometida de um mal que a levou em poucas horas às portas da morte. Nada absolutamente me advertira de sua enfermidade, entretanto tive exatamente naquele instante um sonho, verdadeiro pesadelo, durante o qual assistia eu ao casamento dessa amiga. Parentes e amigos, todos estavam na solenidade trajando roupas de cor escura e choravam amargamente! A impressão tornou-se tão dolorosa, que despertei. Quinze dias depois vim a saber do perigo do qual escapara a mesma pessoa.

Acontece-me também, freqüentemente, pensar, sem aparente motivo, em uma pessoa cuja coincidência de idéias posso controlar pela recepção de uma carta que coisa alguma tornava necessária. Sucede isso tão freqüentemente, que tenho o hábito de esperar notícias das pessoas nas quais penso involuntariamente. Todavia o fato não deixa de ter exceções.



A. B. (Chagny).”



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