Camille Flammarion o desconhecido e os Problemas Psíquicos



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(Carta 459)

CXV – “Em 1865, a cólera fazia devastações em La Seyne; para fugir ao flagelo, refugiou-se minha família em uma aldeia vizinha. Nessa aldeia residia um operário que, afrontando a epidemia reinante, ia todos os dias a La Seyne e regressava à tarde.

Uma manhã, sentindo-se fatigado, ele deixou de ir e seu filho, jovem de 15 anos, não supondo que seu pai estivesse tão gravemente indisposto, deixou-o para ir distrair-se pescando de sobre os rochedos da costa, a 8 quilômetros, esperando que seu pai se lhe fosse juntar no correr da manhã.

Às 11 horas, morria-lhe o pai, vitimado pela cólera; à mesma hora o filho estava certo de tê-lo visto sobre um rochedo próximo, fazendo-lhe sinal para que se aproximasse.

Sendo a costa um pouco escarpada nesse lugar, fizera ele uma volta para alcançar o dito rochedo; mas, à sua chegada, tinha a visão desaparecido.

Desvairado, o mancebo ganha precipitadamente o seu domicílio, perguntando logo se seu pai tinha voltado: mostraram-lhe o seu cadáver... Foi então que ele nos fez o relato de sua alucinação.

Não tendo eu próprio assistido aos últimos instantes do pai, não posso dizer se ele pediu para ver seu filho, ao morrer, e limito-me a relatar-vos o que há de preciso em minhas recordações.



Balossy
Corretor geral do fumo, em
Pont-de-Beau-Voisin (Isère).”

(Carta 462)

CXVI – “Transcorria o ano de 1850. Achavam-se recolhidas ao leito duas irmãs, quando uma delas de repente grita:

– Ah! meu Deus, meu pai!

Crendo a genitora que se trata de uma alucinação ou de um sonho, procura dissuadir sua filha daquela impressão, mas esta lhe responde:

– Estou certa de ter visto papai e ele até chegou a tocar-me com suas mãos.

Cumpre dizer que seu pai estava em Tours já há algum tempo e construía casas de madeira para a localização das feiras de Tours.

No dia seguinte a família recebeu uma carta comunicando que ele morrera em conseqüência de uma queda sofrida durante a tarde. Foi justamente no instante de sua morte que a aparição se deu.



L. Delanone
Rendeiro, rua do Castelo, 28. Loches.”

(Carta 468)

CXVII – “Residia eu, entre 1857 e 1858, em Paimboeuf, com minha mulher e meu filho, numa casa ocupada anteriormente por Mme. Leblanc, que transferira sua residência para Nantes.

Uma noite da primavera de 1858 (não posso precisar a data, para o que seria preciso consulta o registro civil), minha mulher e eu fomos despertados em sobressalto por grande barulho; a ambos parecia-nos que uma pesada barra de ferro acabava de ser atirada violentamente sobre o assoalho do quarto e que a nossa cama fora fortemente sacudida. Levantando-nos incontinenti, acendemos a vela, corremos ao berço da criança e examinamos o quarto. Nada se achava aí fora de seus lugares.

No dia seguinte, ou dois dias depois, vieram dizer-nos que a Sra. Leblanc tinha morrido precisamente na noite em que fôramos despertados bruscamente, sem uma razão plausível e quase à mesma hora. Não mantínhamos relações freqüentes com essa senhora e ignorávamos estivesse ela doente.

Minha madrasta e minha cunhada, que ocupavam dois quartos por detrás do nosso, haviam-se levantado e vieram juntar-se-nos. Creio recordar-me que elas tinham sido despertadas pelo barulho e pelas exclamações que fazíamos, minha mulher e eu, e não por outra causa qualquer. Logo que verificamos coincidir a morte da Sra. Leblanc com o acontecimento que tanto nos surpreendera, minha cunhada, muito piedosa, disse:

– As almas dos mortos, ao separarem-se do corpo, vêm visitar a casa onde moraram.

E. Orieux
Inspetor e chefe honorário do
Departamento das estradas, em Nantes.”

(Carta 472)

CXVIII – “Há alguns anos, em Mouzon (Ardennes), uma mulher, muito doente, mandou sua neta passar alguns dias em casa dos pais, em Sedan. Uma noite, a criança acorda, chora, chama por sua mãe, pede para vê-la, roga que a levem imediatamente para junto dela.

No dia seguinte vieram comunicar a morte da genitora, à hora exata em que sua filhinha a chamava e queria tanto que a levassem para perto dela.

Não me recordo nem dos nomes dessas pessoas, nem da data precisa do acontecimento, não tendo àquela época prestado grande atenção ao fato, mas posso garantir-vos essa correlação como perfeitamente autêntica.

G. Gillet
Rua Bournizet, 28, em Vouziers (Ardennes).”

(Carta 473)

CXIX – “Meu irmão, guarda militar em Cayenna, quando esteve em Bollène, licenciado, contou-me o seguinte fato:

Ele dava-se muito com um outro guarda, o Sr. Renucci. Este último tinha uma filhinha que gostava muito de meu irmão e de minha cunhada. Essa menina caiu doente. Uma noite, meu irmão, acordando, viu no fundo do quarto a pequena Lídia, que o olhava fixamente. Depois sumiu-se. Surpreso, meu irmão acordou minha cunhada e lhe disse:

– Didi (Lídia) morreu, acabo realmente de vê-la.

Não puderam mais dormir. No dia seguinte, apressou-se meu irmão em ir a casa do Sr. Renucci. A menina, com efeito, morrera no correr da noite. A hora da aparição coincidia com a da morte.



Regina Jullian
Professora em Mornas (Vaucluse).”

(Carta 475)

CXX – “O que aconteceu comigo parece ter analogia com os fatos a respeito dos quais vindes publicando tão interessantes estudos.

Meu pai achava-se enfermo e estava sendo tratado longe de nós. Apesar de o sabermos gravemente enfermo, tínhamos muita esperança em seu restabelecimento. Fôramos visitá-lo e o acháramos bem disposto, quando uma noite, acordando eu em sobressalto, pareceu-me que o retrato de meu pai, que estava colocado exatamente defronte do meu leito, fazia um grande movimento. Digo pareceu-me, porque suponho inadmissível que ele se tivesse movido. Em todo o caso, o meu primeiro olhar, levantando-me sobressaltada, foi para esse retrato que acreditei ter visto mover-se. Ao mesmo tempo experimentei tal impressão de medo que não pude mais dormir. Verifiquei a hora: era precisamente 1 hora da manhã.

Pela manhã recebemos uma carta, chamando-nos para junto de meu pai, cujo estado agravara-se subitamente. Chegamos muito tarde. Meu pobre pai falecera à noite, à 1 hora da madrugada, portanto no momento exato em que eu fora despertada.

Esse fato, no qual muitas vezes reflito, permanece naturalmente, em absoluto, incompreensível para mim.



Juliette Thévenet, Monte Carlo.”



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