Camille Flammarion o desconhecido e os Problemas Psíquicos



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(Carta 275)

LXXV – “Há perto de doze anos residia eu em Auch; uma certa noite, minha mulher, que dormia em um quarto contíguo ao meu e separado por um simples tabique, despertou-me dizendo:

– Estais me chamando?

– Não – respondi-lhe.

– Ora essa! eu vos afirmo que ouvi, muito distintamente, o chamado, duas vezes repetido, de meu nome: Maria, Maria.

– Foi, sem dúvida, sonhando – lhe disse eu – que acreditastes ouvir alguém chamar-vos; quanto a mim, eu dormia profundamente.

Um instante depois, minha mulher me chamou, de novo, dizendo-me:

– Levantai-vos depressa, acendei a vela, chamam-me ainda, tenho medo.

Mas, eis aí onde o fenômeno se torna verdadeiramente extraordinário. Minha esposa, muito impressionada, passou o resto da noite em meu quarto e quis conservar, até de manhã, a vela acesa.

– Lembrai-vos – disse-me ela – que vamos saber da morte do Sr. Gautier, de Marselha; creio haver reconhecido, nos sucessivos chamados, o timbre de sua voz.32

No dia seguinte eu me achava, por acaso, diante de minha porta à passagem do carteiro, que me entregou uma carta com envelope tarjado de luto. Fiquei estupefato ao ver, pelo carimbo postal, que essa carta era procedente de Marselha, mas a minha estupefação foi ao cúmulo quando, ao ler a carta, verifiquei que a Sra. Gautier comunicava à minha mulher que seu marido falecera no correr da noite e à mesma hora em que havia sido chamada por duas vezes em horas diferentes.

Repetidamente tenho contado esse fenômeno extraordinário e hoje me sinto feliz em fazer-vos a narração do fato, para que possais, em vossos trabalhos de pesquisas, nele encontrar uma indicação qualquer.

A. Deupès
Rua Cassini, 5, Nice.”

(Carta 284)

LXXIV – “A. – Quando meu pai tinha uns 20 anos de idade, achava-se na Córsega, na casa paterna, com três dos seus irmãos que contavam de 19 a 30 anos e de forma alguma nervosos.

Uma noite ouviram eles no andar superior, que lhes pertencia, mas na ocasião inabitado, como que passos de alguém que passeia. Quando se dizia: “Ouvis?”, parecia que batiam com o salto repetidamente. Subiram ao andar superior, procuraram por toda parte: nada, e quando desciam o passeio recomeçava. Durou isso uma hora.

Algum tempo depois, soube-se que uma tia, residente na América, morrera na mesma noite e à hora exata em que foram ouvidos esses rumores insólitos.

B. – Em julho de 1877, meu pai faleceu em Constantina. Um de seus irmãos, a quem ele era particularmente afeiçoado, achava-se então na Córsega e balançava-se em uma rede. Estava ele, nesse momento, sozinho na casa paterna; não havia em casa nem pessoas nem animais. De repente, durante um momento, ouviu saltos desordenados no andar superior. Meu tio pôs-se a refletir em qual seria a causa de tais saltos, quando (recordando-se subitamente do que já sucedera durante sua juventude), disse: “Compreendo, compreendo, ele morreu.” Ele era meu pai.

Algumas horas mais tarde, sabia-se por telegrama que meu pai falecera à hora em que meu tio ouvira aqueles saltos.



E. Raffaelli de Galléan, Nice.”
(Carta 288)

LXXVII – “É meu pai um homem bastante instruído, de espírito positivo e jamais se ocupou com Espiritismo, nem com outras práticas desse gênero. Ora, em 1860, meu pai e minha mãe, ambos dormindo, foram despertados ao mesmo tempo por um rumor de passos de homem calçado com pesados sapatos. Os passos encaminharam-se para o leito e chegaram até sobre o tapete. Nesse instante meu pai acendeu a vela, mas não viu nada e o silêncio continuou completamente.

Ora, alguns dias depois, uma carta do Ministério da Marinha deu a notícia da morte de um de meus tios, que servia na Marinha em Toulon. Amava ele muito minha mãe. Morreu no mesmo dia em que os rumores de passos foram ouvidos no quarto, mas meu pai jamais pôde saber a hora exata da morte. Nem meu pai, nem minha mãe haviam pensado, na ocasião, em atribuir a menor importância aos rumores ouvidos; é pois incompleto o fenômeno; mas suponho que não se deve desprezar nada em um estudo desse gênero.



Dr. Lamacq-Dormoy
Médico dos hospitais, rua Ravez, nº 1, Bordéus.”

(Carta 287)

LXXVIII – “Não tenho para referir-vos uma aparição, mas dois fatos ocorridos no próprio dia da morte de um oficial em Tonkin.

Produziram-se esses fatos:

À tarde, produziram-se três pancadas bem distintas dadas na porta da cozinha, ouvidas por minha cozinheira e por seu filho. Este disse à sua mãe:

– A senhora está batendo.

E a cozinheira respondeu:

– A senhora saiu, mas percorramos o apartamento.

Aí não havia absolutamente ninguém.

Na noite seguinte ouvi passos, rumores no quarto vizinho do meu, como se caminhassem. No dia seguinte conto à criada os meus temores noturnos; por sua parte ela me faz a narração do que ouvira na véspera. Doze dias depois vim a saber da morte de meu caro filho adotivo, verificada no mesmo dia.

Passou-se isso a 1º de agosto de 1895.

Por minha tia, Sra. Violet,



G. Clartè
Arrabalde Stanislau, 12 bis, Nancy.”

(Carta 290)

LXXIX – “Deixara eu Paris havia meses e, regressando à mesma capital, pensava nas pessoas que ia tornar a ver e das quais nenhuma notícia tivera desde a minha partida. Passavam todas elas diante dos meus olhos com sua fisionomia habitual, exceto um senhor de cerca de cinqüenta anos, que se apresentava pálido e desfigurado. Eu dizia de mim para mim: “Provavelmente não o tornarei a ver, ele deve estar morto ou moribundo.” Não tinha nenhuma simpatia por esse senhor e não era por afeição que meu pensamento ia até ele.

No dia seguinte, achando-me em uma roda de amigos, perguntei:

– A propósito, como vai Fulano de tal?

– Mas – responderam-me – o seu enterro é amanhã; ele morreu ontem, às 3 horas.

Era precisamente a hora em que eu o tinha visto, com os traços decompostos.

Isso que vos relato não tem, sem dúvida, importância alguma; mas eu quis responder ao vosso apelo.



L. Hervieux
Montivilliers (Sena-Inferior).”




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