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ESTRÉIA DO NOVO APÓSTOLO – PAULO EM DAMASCO E JERUSALÉM



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ESTRÉIA DO NOVO APÓSTOLO – PAULO EM DAMASCO E JERUSALÉM

Paulo demorou-se alguns dias com os discípulos que estavam em Damasco, e logo nas sinagogas proclamava que Jesus era o filho de Deus. Pasmavam todos os que o escutavam, e diziam: “Não é este o que perseguia em Jerusalém aos que invocavam esse Nome, e que tinha vindo cá para os levar presos aos principais sacerdotes? Porém Saulo muito mais se fortalecia e confundia os judeus que habitavam em Damasco, provando que Jesus era o Cristo.

Decorridos muitos dias, os judeus deliberaram entre si tirar-lhe a vida; porém esta cilada chegou ao conhecimento de Saulo. Guardavam também as portas, de dia e de noite para o matar. Mas os discípulos tomaram-no de noite e desceram-no pela muralha, baixando-o num cesto de vime.

Tendo chegado em Jerusalém, tentava juntar-se com os discípulos: e todos tinham medo dele, não crendo que ele fosse discípulo. Mas Barnabé, tomando-o consigo, levou-o aos Apóstolos, e contou-lhes como ele vira o Senhor no caminho, e que este lhe falara, e como em Damasco pregara ousadamente em nome de Jesus. E estava com eles em Jerusalém, entrando e saindo, pregando com coragem em nome do Senhor; e falava e disputava com os helenistas; mas eles tratavam de tirar-lhe a vida. O que tendo sabido os irmãos, levaram-no até Cesárea, e enviaram-no a Tarso.

Assim, pois, tinha paz a igreja por toda a Judéia, Galiléia e Samaria, sendo edificada no temor do Senhor, e crescia no conforto do Espírito Santo. – Cap. IX, v. v. 20 – 31.
A missão de Paulo começou em Damasco, justamente na cidade em que ele pretendia fazer grandes perseguições aos cristãos.

O moço Saulo havia concluído nesta cidade a sua tarefa reacionária para iniciar a grande missão para a qual foi chamado por Jesus Cristo.

O velho homem do ódio, da maldade, da vingança; o escravo do farisaísmo, do sacerdotalismo, havia desaparecido, para dar lugar à entrada do novo homem no ministério Cristão, no Apostolado, e por isso, não quis mais o iluminado de Damasco usar o seu antigo nome, que representava um ateísmo degradante, a desobediência de todos os Preceitos Divinos.

Não era mais Saulo quem vivia, mas sim Paulo o intemerato convertido, ilustre vaso escolhido por Jesus Cristo para levar a gentios e a judeus o nome, a Doutrina do seu grande Salvador.

Paulo, como dissemos, era um grande Espírito; homem severo, mas justo, intemerato, sábio, poliglota, orador e que, por fim, reuniu todos os dons que caracterizam o verdadeiro Apóstolo. Nem mesmo o de imposição de mãos para recepção do Espírito, lhe faltava.

Absolutamente independente, ele nunca se aproveitou de sua autoridade, para receber o que quer que fosse para seu uso particular. Dizia: “Para a minha subsistência e dos que estão comigo estes braços me serviram”. Era fabricante de barracas de campanha, tecelão, e sua indústria dava-lhe perfeitamente para viver, sobrando muito tempo para o desempenho da sua missão Apostólica.

A vida de Paulo é a imitação da vida de Jesus Cristo, com a diferença que Jesus nada escreveu e Paulo dirigiu várias Epístolas a diversas Igrejas ou agremiações.

A segunda metade da vida de Paulo foi absorvida pelo seu ardor do proselitismo, pelas missões em que se empregou e pelas viagens que empreendeu com o fim de ganhar almas para a nova crença. Residiu em Damasco, em Jerusalém, em Tarso.

Depois, acompanhado de Barnabé, foi para a Antioquia, um dos grandes centros literários e religiosos do Oriente. Aí esses dois Apóstolos fundaram uma grande associação religiosa, na qual eram admitidos não só gentios como judeus. Daí embarcaram para Chypre, e segundo se afirma, em Néo-Paphos, Paulo converteu o proconsul Sergio Paulo. De Antioquia eles foram acompanhados por João Marcos.

De Chypre, Paulo e Barnabé voltaram para a região da Galacia, que compreendia a Pamphilia, a Sisídia, a Lyaconia e parte da Phrygia. Os dois missionários detiveram-se algum tempo em Perge, Antioquia, Cesárea, Lystres e Teonio, e por fim voltou a Antioquia, onde escreveu várias Epístolas.

Tendo, porém, sabido que havia discórdias em Jerusalém, visto que diversos Apóstolos mantinham as práticas da Lei de Moisés, Paulo foi a Jerusalém onde falou em assembléia, sobre a necessidade de propagar e difundir a Doutrina do Cristo com exclusão das práticas esdrúxulas da Antiga Lei.

Daí Paulo uniu-se a Timoteo e a Silas, deixaram a Ásia Menor, atravessaram o elesponto, e chegaram à Macedônia; visitaram Filipes, Anfípolis, Tessalônica, Berea, Atenas e Corinto, onde o Apóstolo escreveu as primeiras Epístolas. De Corinto foi a Éfeso, voltou a Jerusalém e depois à Antioquia, onde escreveu a sua Epístola aos Gálatas. Voltou depois a Éfeso e daí dirigiu a primeira e depois a segunda Epístola aos Corintios. Passou à Macedônia, regressou a Corinto onde, escreveu a Epístola aos Romanos, que é uma das suas obras capitais. Passando outra vez pela Macedônia embarcou em Nápoles, tocou em Mytilene, Chio, Mileto, Cós, Tyro, Ptolemais; e tornando a Jerusalém foi preso, de onde foi transferido para Roma e onde fez muitos prosélitos. (3)

De perseguidor ele se tornou perseguido, desde o início da sua tarefa em Damasco, tendo os discípulos, para o livrarem da morte, preparado um grande cesto munido de cordas, no qual o desceram pela muralha, pois, nos portões da cidade haviam emboscadas para assassiná-lo.

Em Jerusalém, cidade central, o Apóstolo afrontou também o ódio dos seus adversários, e pregava ousadamente a Doutrina de Jesus e a aparição dos mortos, bem como a esperança na Outra Vida, que eram o motivo de escândalo para os judeus e gregos.

Finalmente, seguiu, a pedido dos discípulos, para Cesárea e depois para Tarso, sua terra natal.

Diz o Evangelista que em toda a Judéia, Galiléia e Samaria, as manifestações dos Espíritos eram tão positivas e substanciosas que todos os crentes eram edificados e cheios de conforto e temor do Senhor.




PEDRO CURA A ENÉIAS

Passando Pedro por toda a parte, desceu também aos santos que habitam em Lyda. Achou ali um homem chamado Enéias, que havia oito anos jazia numa cama, porque era paralítico. Pedro disse-lhe: Enéias, Jesus Cristo te sara; levanta-te e faze a tua cama. Ele logo se levantou. Viram-no todos os que moravam em Lyda e Sarona, os quais se converteram ao Senhor. – Cap. IX, v. v. 32 – 35.


Um dos principais característicos dos Apóstolos, era a cura de enfermos. Pedro possuía esse dom em alta escala.

As curas espirituais produziam grande contribuição para conversão dos incrédulos. Não só era o enfermo curado que se convertia, mas todos os que tinham seguro conhecimento do caso.

Dotado de faculdades magnéticas e ainda auxiliado pelos Espíritos, que constituem a Falange do Consolador, que agiam em nome de Jesus, Pedro fez inúmeras conversões, mais por meio de curas do que mesmo pela palavra.

É que a cura é um fato que toca logo o coração, o sentimento, mais fácil de percepção do que a palavra que precisa passar pelo cérebro e atravessar o crivo do entendimento.

O amor opera milagres, ao passo que a Sabedoria é tardia em sua ação.

Enéias, cujos nervos se achavam entrevados, tendo recebido os fluídos vitalizantes de que necessitava para pô-los em ação, à voz de Pedro, ergueu-se e ficou são.

As curas espíritas constam, como se vê, dos anais do Cristianismo, e acrescentando estas palavras à narrativa de Lucas, não fazemos mais do que confirmar o que já temos dito em outras obras anteriores, principalmente a intitulada “Histeria e Fenômenos Psíquicos — Curas Espíritas”, que recomendamos aos leitores.




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